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SÃO CARLOS/SP - Após um mês de retração, o mercado de trabalho da região voltou a registrar saldo positivo em junho. Juntas, as cidades de São Carlos, Ibaté, Descalvado, Porto Ferreira, Pirassununga e Santa Rita do Passa Quatro criaram 128 empregos com carteira assinada no mês, elevando para 2.727 o saldo acumulado no primeiro semestre de 2026. Os dados do Novo Caged, divulgados no último dia 29, abrangem seis municípios da Diretoria Regional do Ciesp São Carlos.

O desempenho foi puxado principalmente por São Carlos, que respondeu por 155 novos empregos no mês, e representa uma recuperação após o resultado de maio, quando foram fechados 136 postos de trabalho formais. Também contribuíram para o resultado regional Santa Rita do Passa Quatro (+99) e Ibaté (+51). Já Descalvado (-17), Porto Ferreira (-64) e Pirassununga (-96) encerraram o mês com saldo negativo. O saldo de empregos considera a diferença entre contratações e desligamentos.

Na análise por setores, a região apresentou desempenho positivo em serviços (+72 vagas), comércio (+64), construção (+21) e indústria (+9). Apenas a agropecuária encerrou o mês com saldo negativo (-38).

Para o diretor titular do Ciesp São Carlos, Paulo Giglio, os números demonstram que a economia regional mantém capacidade de reação mesmo diante das oscilações do cenário nacional. "Depois da retração registrada em maio, a retomada do saldo positivo mostra a resiliência da nossa economia. O primeiro semestre fecha com um resultado bastante expressivo, superior a 2,7 mil empregos, o que demonstra que a região continua atraindo investimentos e gerando oportunidades. A indústria segue cumprindo um papel importante nesse processo, mesmo diante de desafios como os juros elevados e a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, ajudando a sustentar o mercado de trabalho", analisa.

Segundo Giglio, manter esse ritmo depende de um ambiente favorável ao setor produtivo. "Os empregos não surgem por acaso. Eles são consequência de empresas que investem, ampliam suas atividades e acreditam no potencial da região. Por isso, é fundamental continuar avançando em infraestrutura, qualificação profissional e políticas que fortaleçam a competitividade da indústria e dos demais setores da economia”, ressalta.
 

Desempenho local

Embora a região tenha encerrado junho com saldo positivo, o comportamento foi heterogêneo entre os municípios. São Carlos liderou a geração de empregos, com 155 novas vagas, resultado de 3.760 admissões e 3.605 desligamentos. O saldo positivo foi impulsionado principalmente pelos setores de comércio (+48), construção (+41), indústria (+38) e serviços (+30). A única retração ocorreu na agropecuária (-2).
 

Santa Rita do Passa Quatro teve o segundo melhor desempenho da região, com 485 admissões e 386 desligamentos, registrando a abertura de 99 empregos formais. Todos os segmentos encerraram o mês com saldo positivo, sendo que o setor de serviços (+57) liderou as contratações, seguido pelo comércio (+19), indústria (+10), agropecuária (+9) e construção (+4).
 

Em Ibaté, foram criados 51 empregos, após 323 admissões e 272 desligamentos. O principal destaque foi o comércio (+35), seguido pelos serviços (+13), indústria (+7) e agropecuária (+5). Apenas a construção apresentou resultado negativo (-9).
 

Já Descalvado fechou junho com saldo de -17 vagas, resultado de 404 admissões e 421 desligamentos. As maiores perdas ocorreram na agropecuária (-3), indústria (-12) e construção (-32), enquanto comércio (+20) e serviços (+10) amenizaram o resultado negativo.
 

Em Porto Ferreira, o saldo foi de -64 empregos, com 578 admissões e 642 desligamentos. O principal impacto veio da indústria (-41), seguida por serviços (-17), comércio (-9) e construção (-4). A agropecuária foi o único setor com desempenho positivo (+7).
 

O pior resultado da região foi registrado por Pirassununga, que encerrou o mês com saldo de -96 vagas, após 574 admissões e 670 desligamentos. A retração foi puxada pela agropecuária (-54) e pelo comércio (-49), além dos saldos negativos em serviços (-21). Em contrapartida, indústria (+7) e construção (+21) registraram crescimento e reduziram parte das perdas.

Levantamento do Núcleo Econômico da ACISC mostra predominância de jovens, mulheres e trabalhadores com ensino médio completo nas novas contratações

 

SÃO CARLOS/SP - São Carlos encerrou junho de 2026 com saldo positivo de 155 empregos formais, resultado de 3.760 admissões e 3.605 desligamentos. Os dados fazem parte do Informativo Econômico divulgado nesta sexta-feira, 31 de julho, pelo Núcleo Econômico da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), com base nas informações atualizadas do Ministério do Trabalho. 

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o município registrou a criação de 1.870 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado ficou ligeiramente acima do observado no primeiro semestre de 2025, quando foram abertas 1.837 vagas, mas abaixo do saldo de 2.490 empregos registrado no mesmo período de 2024. 

A presidente da ACISC, Ivone Zanquim, destacou que a manutenção do saldo positivo demonstra a capacidade de geração de oportunidades do município, embora os números também indiquem a necessidade de acompanhar o ritmo de crescimento do emprego. 

“São Carlos continua criando vagas e oferecendo oportunidades para trabalhadores de diferentes perfis. O saldo positivo é importante para a economia local, para o consumo e para o fortalecimento das empresas. Ao mesmo tempo, precisamos observar que o crescimento ainda ocorre em ritmo inferior ao registrado em 2024, o que reforça a importância de estimular os investimentos, a qualificação profissional e o ambiente de negócios”, afirmou Ivone. 

Um dos destaques de junho foi a maior participação das mulheres nas novas vagas. Dos 155 vínculos criados no município, 144 foram ocupados por mulheres e 11 por homens. No acumulado do semestre, entretanto, houve equilíbrio: 936 postos foram preenchidos por homens e 934 por mulheres. 

A faixa etária de 18 a 24 anos também predominou entre os novos contratados, seguindo uma tendência observada no Brasil, na região Sudeste e no Estado de São Paulo. O ensino médio completo foi o nível de escolaridade mais frequente entre os trabalhadores admitidos. 

O economista do Núcleo Econômico da ACISC, Elton Casagrande, avaliou que os dados mostram uma participação relevante dos jovens no mercado de trabalho, mas também revelam o avanço de modalidades contratuais específicas no resultado mensal. 

“O mercado de trabalho apresentou expansão em junho, com forte presença de jovens e de trabalhadores com ensino médio completo. Também chama a atenção o número de aprendizes, temporários e intermitentes, que representaram 38,7% do saldo de vagas do mês. Esse percentual é superior aos 17,9% registrados por esses perfis no acumulado do primeiro semestre”, explicou Casagrande. 

Em junho, São Carlos criou 21 vagas para aprendizes, dez contratos intermitentes e 29 postos temporários. Somadas, essas modalidades responderam por 60 dos 155 novos vínculos formais registrados no município. 

No primeiro semestre de 2026, foram contabilizados 256 novos contratos de aprendizagem, 27 intermitentes e 53 temporários. Juntas, essas modalidades representaram 336 vagas do saldo total de 1.870 empregos criados no período. 

No cenário nacional, o Brasil abriu 145.162 postos de trabalho formal em junho e alcançou um estoque de 48.032.308 trabalhadores com carteira assinada. Do saldo registrado no mês, aproximadamente 69% das vagas foram preenchidas por pessoas de 18 a 24 anos, totalizando 100.597 novos contratos nessa faixa etária. 

Para a ACISC, os dados reforçam a importância de políticas de capacitação, inserção de jovens no mercado de trabalho e aproximação entre empresas, instituições de ensino e trabalhadores. O acompanhamento dos indicadores também contribui para orientar decisões empresariais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico de São Carlos.

Município chegou ao fim de junho com 42.450 empresas ativas; microempresas representam mais de 95% dos novos negócios abertos em 2026

 

SÃO CARLOS/SP - São Carlos encerrou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 1.996 atividades empresariais, resultado de 4.866 empresas abertas e 2.870 encerradas entre janeiro e junho. Os dados constam no Informativo Econômico divulgado pela Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) nesta sexta-feira, 10 de julho, com base no Mapa de Empresas do Governo Federal.

Ao final de junho, o município contabilizava 42.450 empresas ativas. O saldo registrado nos seis primeiros meses do ano representa crescimento de aproximadamente 19% em relação ao mesmo período de 2025, quando São Carlos havia acrescentado 1.672 atividades empresariais à sua base econômica.

As microempresas concentram a maior parte desse movimento. Das 4.866 empresas abertas no primeiro semestre, 4.638 pertencem a esse porte, o equivalente a aproximadamente 95% do total. Entre as 2.870 atividades encerradas, 2.788 eram microempresas, correspondendo a cerca de 97%.

O saldo específico das microempresas foi de 1.850 novos negócios, parcela equivalente a 92,6% do crescimento líquido registrado no município. Os números evidenciam a importância dos pequenos empreendimentos para a geração de renda, a prestação de serviços e a diversificação da economia local.

O levantamento também aponta que São Carlos possui 22.105 Microempreendedores Individuais (MEIs) e 20.300 empresas classificadas como não MEIs. As atividades enquadradas como MEI responderam por 82% das empresas criadas e por 75% das atividades encerradas durante o primeiro semestre.

Segundo a análise da ACISC, a movimentação é mais intensa entre os Microempreendedores Individuais, enquanto as empresas não enquadradas nessa categoria apresentam maior estabilidade. Essas organizações geralmente possuem estruturas administrativas mais complexas, o que torna a abertura mais seletiva, mas também reduz proporcionalmente o número de encerramentos.

“Os números demonstram que São Carlos mantém um ambiente favorável ao empreendedorismo e à criação de novos negócios. Ao mesmo tempo, o elevado movimento de abertura e encerramento entre os pequenos empreendedores reforça a importância de oferecermos orientação, capacitação e serviços que contribuam para a permanência e o crescimento dessas empresas”, afirma a presidente da ACISC, Ivone Zanquim.

Para a entidade, o comportamento dos indicadores também serve de referência para o planejamento de ações voltadas ao fortalecimento do ambiente empresarial. A identificação de nichos de mercado, a criação de produtos e serviços capazes de substituir importações e o desenvolvimento de negócios com diferentes perfis tecnológicos estão entre os fatores que podem contribuir para a atração de novos investimentos.

“O saldo positivo mostra que a economia de São Carlos continua apresentando capacidade de renovação e diversificação. O desafio é transformar a abertura de empresas em negócios sustentáveis, com condições de permanecer no mercado, ampliar sua estrutura e gerar empregos. Para isso, conhecimento, planejamento e acesso a redes de apoio são fundamentais”, avalia o economista do Núcleo Econômico da ACISC, Elton Casagrande.

No Brasil, existem atualmente 25,186 milhões de empresas em atividade. A Região Sudeste concentra 12,720 milhões, o equivalente a 51% do total nacional, enquanto o Estado de São Paulo reúne 7,456 milhões de unidades empresariais. O território paulista responde por 59% das empresas do Sudeste e por aproximadamente 30% das empresas brasileiras.

Na avaliação apresentada pelo informativo, o desempenho de São Carlos acompanha o processo de modernização e diversificação econômica observado no Estado de São Paulo. O saldo positivo reforça a importância do empreendedorismo para a atividade econômica local e evidencia a necessidade de políticas, serviços e iniciativas que apoiem a consolidação dos negócios no município.

Companhia oferece programa de desenvolvimento, iniciativas de saúde e bem-estar e não exige experiência anterior para os novos contratados

 

SÃO CARLOS/SP - O McDonald’s está com 30 novas oportunidades de trabalho abertas em suas quatro unidades na cidade de São Carlos. As vagas, destinadas a pessoas com e sem deficiência, são para o cargo de Atendente de Restaurante, nos turnos diurno, noturno e madrugada, e não exigem experiência anterior. Para se candidatar, os interessados devem estar cursando ou já terem concluído o Ensino Médio.

A marca é reconhecida por ser a principal porta de entrada para o primeiro emprego de jovens no Brasil. Na companhia, os colaboradores têm acesso a oportunidade profissional e contam com benefícios como vale-transporte, plano de saúde e odontológico, Wellhub, alimentação no restaurante, seguro de vida, programas de saúde e bem-estar, plano de carreira e programa de participação nos resultados.

Além disso, os contratados passam a fazer parte de um programa de capacitação e desenvolvimento que contempla o aprimoramento de habilidades técnicas e comportamentais, gerando condições para que todas as pessoas possam alcançar o crescimento profissional dentro ou fora da organização.

Ao oferecer oportunidades a jovens sem experiência, a Arcos Dorados, operadora da marca McDonald’s na América Latina e Caribe, incentiva a educação e gera mobilidade, acesso e desenvolvimento para as comunidades onde está presente.

 

Como se candidatar:

Para concorrer às vagas, os interessados devem entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99645-7949.

Enquanto Brasil, Sudeste e Estado de São Paulo registram queda expressiva no saldo de vagas, município cria 333 novos postos de trabalho; análise alerta para substituição de profissionais mais velhos por jovens.

 

SÃO CARLOS/SP - O município de São Carlos manteve a tendência de crescimento na geração de empregos formais em abril de 2026, indo na contramão do cenário de retração observado nos âmbitos estadual e nacional. Segundo o Informativo Econômico da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), divulgado no dia 5 de junho com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, a cidade registrou um saldo positivo de 333 novos postos de trabalho no quarto mês do ano.

O desempenho local contrasta com a expressiva redução do saldo de empregos no País. No Brasil, o número de admitidos superou o de desligados em 85.888 vagas em abril, o que representa apenas 42% do montante registrado no mesmo mês do ano passado (238.210). O movimento de queda também foi sentido no Estado de São Paulo, que criou 20.202 novos contratos, correspondendo a 31% do saldo de abril de 2025.

Em São Carlos, o saldo de 333 vagas em abril de 2026 manteve a estabilidade em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram gerados 342 postos. O histórico recente mostra que a cidade havia criado 155 vagas em 2024, 439 em 2023 e 378 em 2022. Com o resultado atual, o estoque de trabalhadores formais no município atingiu a marca de 90.121 contratos ativos. No cenário nacional, o estoque chegou a 47,8 milhões de trabalhadores.

A presidente da ACISC, Ivone Zanquim, destaca a resiliência do mercado de trabalho local diante do cenário macroeconômico. "A cidade de São Carlos manteve números crescentes como em anos anteriores, ao contrário do que ocorreu no Brasil, Sudeste e estado paulista", afirma.

Perfil etário e substituição de mão de obra

Outro aspecto relevante apontado pelo levantamento é o perfil etário dos novos contratados. No Brasil, no Sudeste e no Estado de São Paulo, a faixa etária mais contratada em abril foi a de 18 a 24 anos. A análise indica um movimento de redução nas contratações de faixas etárias mais elevadas e a substituição por jovens, que historicamente apresentam uma média salarial menor.

Em São Carlos, diferentemente das grandes regiões, houve crescimento nas contratações em quase todas as faixas etárias, com exceção de pequenas reduções entre trabalhadores de 50 a 64 anos (queda de 19 vagas) e acima de 65 anos (queda de 17 vagas).

O economista do Núcleo Econômico da ACISC, Elton Casagrande, alerta para as possíveis causas desse cenário de retração nacional e mudança no perfil etário. "Espera-se que esses dois aspectos não sejam resultados da proposta de escalas e jornadas de trabalho atualmente no Senado brasileiro, pois, se forem, a política econômica produzirá um anacronismo sem precedentes no mercado de trabalho brasileiro", avalia o especialista.

O monitoramento contínuo dos dados de emprego realizado pela entidade reforça a importância de compreender as dinâmicas do mercado de trabalho para a formulação de estratégias empresariais e políticas públicas. A manutenção do crescimento em São Carlos evidencia a força do comércio, da indústria e do setor de serviços locais, garantindo geração de renda e desenvolvimento econômico para a população do município.

BRASÍLIA/DF - Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.

O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país. 

Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.  

Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.

O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.

“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.

A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

Renda e trabalho formal

A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

Políticas públicas além das cotas

Segundo o estudo, embora sejam importantes para a redução das desigualdades, as cotas raciais não são suficientes para resolver os problemas no ritmo que essas populações precisam. 

Para Shirley, o estudo evidencia que políticas estruturantes são fundamentais, focadas em garantir permanência, mobilidade social, proteção social e acesso a posições de decisão e liderança.

Segundo a pesquisadora, entre as experiências que apresentam resultados positivos estão: 

  • Políticas de cotas raciais e sociais no ensino superior e concursos públicos;
  • Programas de permanência estudantil; 
  • Ampliação do acesso à creche e políticas de cuidado; 
  • Programas de qualificação profissional voltados à juventude negra;
  • Metas de diversidade e inclusão no setor privado; 
  • Fortalecimento da educação para as relações étnico-raciais; 
  • Políticas territoriais para periferias urbanas; 
  • Incentivos à formalização do trabalho e 
  • Programas de transferência de renda articulados à inclusão produtiva

Políticas públicas de reparação e mecanismos de financiamento voltados para melhoria desse tipo de ação também são caminhos importantes, segundo a coordenadora. 

“O enfrentamento das desigualdades raciais exige investimento público, compromisso institucional e participação social. Uma transição justa — seja no mercado de trabalho, na educação ou na agenda climática — só será efetiva se enfrentar as desigualdades estruturais que organizam a sociedade brasileira”, reflete Shirley Santos.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Evento promovido pela Fatec e CIESP acontece no dia 30 de maio e busca reunir empresas, recrutadores, oficinas e atividades voltadas às novas demandas do mercado de trabalho 

 

ARARAQUARA/SP - A Fatec e o CIESP Araraquara realizam no próximo dia 30 de maio, das 8h às 13h, a 2ª Feira da Empregabilidade, iniciativa que reunirá empresas, instituições, recrutadores e profissionais em um ambiente voltado à conexão entre oportunidades, qualificação e mercado de trabalho. O evento será realizado na sede da Fatec Araraquara e é gratuito e aberto ao público.

Mais do que uma feira de vagas, a proposta é oferecer uma experiência prática de empregabilidade, com espaços dedicados à orientação profissional, elaboração de currículos, mentoria, recrutamento e seleção, inclusão, programas de estágio e jovem aprendiz, além de networking com empresas da região.

A programação também inclui oficinas e atividades ligadas às novas demandas do mercado, com temas como uso da inteligência artificial na construção de currículos e preparação para entrevistas, LinkedIn, vendas online, impressão 3D, simulação de soldagem e empreendedorismo.

Para o diretor titular do CIESP Araraquara, Bruno Franco Naddeo, a iniciativa aproxima empresas, estudantes e profissionais de um mercado cada vez mais dinâmico e exigente.

“A empregabilidade hoje passa pela qualificação, pela conexão com as empresas e pela capacidade de acompanhar as transformações do mercado. A feira cria esse ambiente de aproximação e preparação profissional”, destaca.

Já a diretora da Fatec Araraquara, Daniela Russo Leite, ressalta que a alta empregabilidade dos alunos das Fatecs está diretamente ligada ao alinhamento dos cursos às demandas do setor produtivo e à proximidade constante com as empresas da região.

“A Feira da Empregabilidade fortalece essa conexão entre formação, mercado e oportunidades, aproximando estudantes, profissionais e empresas de Araraquara e região”, afirma.

A feira conta ainda com o apoio de instituições ligadas à indústria, comércio, qualificação profissional, recrutamento e desenvolvimento econômico, entre elas Prefeitura de Araraquara, Sebrae, Senai, Sest Senat, ACIA, Sincomércio, CIEE, Etec, CEPROESC, DIO, Êxitus, Conecta Estágios, Leader RH e Seu Estágio.

Serviço
2ª Feira da Empregabilidade

30 de maio
Das 8h às 13h
Fatec Araraquara – Rua Precide Scarpino Martim, 126 – Jardim Santa Clara
Evento gratuito e aberto ao público

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos está com processos seletivos abertos para o preenchimento de vagas em diferentes áreas do hospital. As oportunidades contemplam cargos de níveis fundamental, médio, técnico e superior, com atuação em setores assistenciais, de apoio e administrativos.
 
Os interessados devem encaminhar o currículo informando no assunto o nome da vaga pretendida para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
 
Os candidatos aprovados deverão apresentar comprovante das vacinas obrigatórias: COVID-19 (três doses), Hepatite B (três doses), Tríplice Viral (duas doses) e Dupla Adulto (reforço atualizado). Confira abaixo as especificações de cada processo seletivo:
 
Auxiliar de Limpeza
Setor: Hotelaria.
Requisitos: Ensino Fundamental - Desejável 2º grau. Disponibilidade para jornada 12x36 (Diurno e Noturno).
Vaga também disponível para PCD.
 
Líder de Higiene e Limpeza Hospitalar
Setor: Hotelaria. 
Requisitos: Ensino Médio Completo; Disponibilidade total de horário; Conhecimento em Pacote Office, com ênfase em Excel; Bom Relacionamento Interpessoal; Proatividade; Organização e habilidade em Resolução de Conflitos. 
Diferenciais: Conhecimento dos processos de Limpeza Hospitalar (Terminal/Concorrente) e Gerenciamento de Resíduos. 
Vaga também disponível para PCD.
 
Fonoaudiólogo
Setor: Enfermarias, UTIs e Triagem Auditiva Neonatal.
Requisitos: Diploma, devidamente registrado, de curso de graduação em Fonoaudiologia, fornecido por instituição de ensino superior, reconhecido pelo Ministério da Educação; e registro profissional no Conselho Regional de Fonoaudiologia.
Vaga também disponível para PCD.
 
Técnico de Enfermagem
Requisitos: Curso Técnico de Enfermagem concluído, COREN Ativo e disponibilidade total de horário.
Vaga também disponível para PCD.
 
Para mais informações, é necessário entrar em contato com o setor de Recursos Humanos (RH) da instituição pelos telefones (16) 3509-1192 ou (16) 3509-1382. Venha fazer parte da nossa Missão: “Oferecer cuidado humanizado e seguro, desenvolvendo pessoas.”

Entidade alerta para impactos econômicos, fiscais e operacionais das mudanças em debate no Congresso Nacional e defende discussão baseada em estudos técnicos e diálogo institucional

 

SÃO CARLOS/SP - O Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio São Carlos) enviou ofício para os prefeitos das cidades de sua base territorial — São Carlos, Ibaté, Brotas, Guatapará e Tambaú — a apoiarem as manifestações e articulações institucionais relacionadas às propostas de redução da jornada de trabalho e restrições às escalas atualmente debatidas no Congresso Nacional, especialmente durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), entre os dias 18 e 21 de maio, em Brasília.

O encontro nacional, conhecido como “Marcha dos Prefeitos”, reúne gestores públicos de todo o País para discutir pautas prioritárias junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal. Na avaliação do Sincomercio São Carlos, o evento representa uma oportunidade importante para que os municípios manifestem preocupação com os potenciais impactos econômicos, fiscais e operacionais das propostas em tramitação, como a PEC nº 8/2025, a PEC nº 148/2015 e o PL nº 1.838/2026.

Segundo o presidente do Sincomercio São Carlos, Paulo Roberto Gullo, a entidade vem alertando prefeitos e lideranças regionais sobre os reflexos que as mudanças podem provocar tanto no setor produtivo quanto nas administrações municipais.

“Orientamos os prefeitos das cidades da nossa base territorial a acompanharem atentamente esse debate e apoiarem as manifestações contrárias às propostas de redução da jornada sem estudos aprofundados de impacto. Trata-se de um tema que afeta diretamente a sustentabilidade das empresas, especialmente as micro e pequenas, além de trazer reflexos importantes para as finanças e para a operação dos municípios”, destacou Gullo.

A entidade ressalta que a redução da jornada semanal sem diminuição proporcional de salários, somada a possíveis restrições adicionais nas escalas de trabalho — como limitações ao modelo 6x1 — tende a provocar aumento generalizado do custo da mão de obra. Entre os possíveis efeitos apontados estão a necessidade de novas contratações, elevação de despesas operacionais, redução de horários de funcionamento e pressão inflacionária.

O Sincomercio São Carlos também chama atenção para os impactos no setor público municipal. De acordo com a entidade, a eventual redução das jornadas poderá exigir ampliação de quadros de pessoal ou reorganização complexa de escalas em áreas essenciais como saúde, educação, assistência social e segurança urbana, aumentando a pressão sobre os orçamentos municipais e os limites previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outro ponto destacado pela Federação e pelo sindicato patronal é o possível reflexo negativo sobre a arrecadação municipal, decorrente da desaceleração da atividade econômica e da redução do nível de emprego formal.

“A realidade econômica brasileira é extremamente diversa e as escalas de trabalho existentes hoje são resultado de décadas de negociação entre trabalhadores e empregadores. Mudanças estruturais precisam ser debatidas com responsabilidade, baseadas em análises técnicas consistentes e respeitando a autonomia das negociações coletivas”, afirmou Paulo Roberto Gullo.

A FecomercioSP e o Sincomercio São Carlos reforçam a defesa do diálogo institucional entre setor produtivo, municípios, Congresso Nacional e sociedade civil, com o objetivo de evitar medidas que possam gerar impactos adversos sobre o emprego, a atividade econômica e a sustentabilidade fiscal das cidades.

SÃO CARLOS/SP - O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio), Paulo Roberto Gullo, já está em Brasília para cumprir uma importante agenda institucional na Câmara dos Deputados, em reuniões organizadas pela FecomercioSP.

Antes dos compromissos oficiais, Paulo Roberto Gullo encontrou no Aeroporto Internacional de Brasília a deputada federal Adriana Ventura.

As reuniões em Brasília têm como foco principal as discussões envolvendo a possível redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, temas que vêm sendo debatidos no Congresso Nacional e que geram preocupação entre representantes do setor produtivo.

Segundo a FecomercioSP, o debate sobre qualidade de vida e relações de trabalho é considerado importante, porém a entidade defende que as mudanças precisam levar em consideração os impactos econômicos e operacionais para empresas, trabalhadores e toda a cadeia produtiva.

Entre os principais pontos apresentados pela entidade estão o aumento imediato do custo da hora trabalhada e o impacto estimado de até R$ 158 bilhões nas folhas de pagamento em um eventual cenário de jornada reduzida para 40 horas semanais.

A federação também demonstra preocupação com possíveis efeitos no mercado de trabalho, como aumento da informalidade e redução na geração de empregos, especialmente em segmentos mais sensíveis da economia.

Outro ponto defendido pela FecomercioSP é a necessidade de que eventuais mudanças sejam discutidas por meio de negociação coletiva entre sindicatos patronais e laborais, além da adoção de medidas específicas para proteger micro e pequenas empresas.

A entidade ainda ressalta a importância da preservação da competitividade dos setores de comércio, serviços e turismo, considerados fundamentais para a economia paulista e nacional.

O Sincomercio São Carlos informou que acompanha de perto os debates em Brasília por entender que as decisões podem impactar diretamente empresários, trabalhadores e o desenvolvimento econômico regional.

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