Jornalista/Radialista
BROTAS/SP - A Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do 37º Batalhão de Polícia Militar do Interior, prendeu um homem em flagrante por violência doméstica na madrugada desta terça feira, no município de Brotas.
A equipe formada pelo Cabo PM Amauri e Soldado PM Lenharo foi acionada via COPOM para atendimento de ocorrência envolvendo agressão entre casal. No local, a vítima relatou ter sido agredida pelo companheiro, enquanto o suspeito afirmou que ambos haviam discutido e entrado em vias de fato.
Diante das circunstâncias, o autor foi contido e algemado devido ao receio de fuga e para preservação da integridade física das partes e da equipe policial. O casal foi encaminhado para atendimento médico, sendo constatadas lesões na vítima, que apresentava escoriações na região lombar, dorso e nariz, além de lesões também no agressor.
Após atendimento hospitalar, as partes foram conduzidas ao Plantão Policial de Rio Claro, onde o delegado ratificou a prisão em flagrante pelo crime de violência doméstica. O indiciado permaneceu à disposição da Justiça.
Ivo Dall’Acqua Júnior*
O alcance da discussão atual sobre alterações na escala 6x1 é um sinal positivo. Primeiro, porque melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras é louvável e legítimo. Todos queremos conviver em uma conjuntura de empregos estáveis, geração de renda e condições de trabalho dignas.
Segundo, porque esse debate permite à sociedade olhar com profundidade para a realidade econômica do País e constatar como ela vem sendo marcada, entre outras coisas, por uma produtividade estagnada. Terceiro porque reforça o papel das negociações coletivas como instrumentos exitosos de ajustes das dinâmicas de trabalho.
Logo, propostas que desconsiderem essas condições reais da economia e do setor produtivo, assim como a relevância das negociações, podem gerar efeitos justamente opostos aos pretendidos: menos qualidade de vida aos trabalhadores e, em paralelo, impactos profundos no desempenho do País.
No cotidiano de hoje, setores vitais da economia, como o Comércio, os Serviços e o Turismo, funcionam de forma contínua — atendendo consumidores durante fins de semana e feriados — e são, sobretudo, formados por Micro e Pequenas Empresas (MPEs). Elas dão a tônica da nossa atividade econômica, porque representam 98% dos negócios e geram cerca de 70% das vagas formais a cada ano.
Uma redução abrupta da jornada de trabalho, como propõe a medida em debate, elevaria o valor da hora trabalhada no Brasil em 22%. Se para as empresas de grande porte essa adaptação já seria complexa, para essas MPEs, o efeito seria severo: a maioria delas opera com margens apertadas, por causa dos tributos altos e das incertezas econômicas que elas absorvem.
Com custos ainda maiores, essas empresas reduziriam contratações ou teriam que rever seus quadros, o que resultaria na eliminação de pelo menos 1,2 milhão de vagas formais apenas no primeiro ano de vigência da lei. Seria péssimo para um mercado de trabalho que, embora tenha mantido a vitalidade da economia brasileira nos últimos anos, vem perdendo força desde 2024. Ao mesmo tempo, parte dessa mão de obra migraria para a informalidade – o oposto do que os trabalhadores, trabalhadoras e empregadores desejam.
Além disso, se o custo da operação subir e a produtividade permanecer igual, parte dessa pressão acabará chegando ao consumidor. Em um cenário no qual a maioria das famílias está endividada, a alta nos preços reduziria o poder de compra e afetaria o próprio nível de emprego. Em outras palavras, a proposta vai gerar inflação e reduzir postos formais de trabalho.
A experiência internacional mostra que reduções de jornada bem-sucedidas, sobretudo nos países desenvolvidos, ocorreram de forma gradual. Elas foram acompanhadas por ganhos de produtividade, investimentos em tecnologia e qualificação profissional. Hoje, nossa produtividade por hora trabalhada (cerca de US$ 21) permanece distante dessas economias (nos Estados Unidos, é de mais de US$ 90). Em outras palavras, é preciso cautela para não inverter a ordem natural do processo.
O empresariado não traz esses dados com ânimo, é importante dizer. Seria bom para o País que a produtividade fosse maior e, por consequência, que os trabalhadores tivessem jornadas menores. Contudo, todos devemos encarar a realidade.
Ademais, embora a jornada legal seja de 44 horas semanais, a média efetivamente praticada, fruto de negociações entre empresas e trabalhadores, é próxima de 39 horas (a norte-americana é de 38 horas). Quando há espaço para o diálogo, ajustes acontecem de forma equilibrada, preservando empregos e competitividade.
Nesse debate tão relevante para o Brasil, o caminho mais seguro é o da convergência. Empresas e empregados dependem uns dos outros para crescer. Mudanças graduais, construídas com harmonia e apoiadas por políticas que estimulem eficiência e a distribuição de renda, tendem a produzir resultados mais duradouros. O objetivo comum deve ser trabalhar melhor, gerar mais oportunidades e garantir desenvolvimento econômico sustentável no longo prazo.
*Ivo Dall’Acqua Júnior é presidente em exercício da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)
Artigo publicado originalmente em Poder360 em 18 de fevereiro de 2026.
ARARAQUARA/SP - Durante patrulhamento ostensivo e comunitário na região da Praça do Parque Infantil, equipes da Guarda Civil Municipal de Araraquara prenderam um homem por embriaguez ao volante na noite de Carnaval, em Araraquara.
Os policiais visualizaram um veículo GM/Vectra GLS, de cor azul, placas CBY-5177, cujo condutor realizava arrancadas bruscas e trafegava em alta velocidade pela Avenida São Geraldo, via que apresentava grande fluxo de pessoas naquele momento festivo. A conduta colocou em risco a segurança viária e a integridade dos pedestres que participavam das comemorações.
Diante da situação, a equipe optou pela abordagem para fins de fiscalização, obtendo êxito na Rua Nove de Julho, no cruzamento com a Avenida São Geraldo. Após consulta administrativa e criminal, constatou-se que o condutor, L. S. F., de 24 anos, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e que o veículo estava com o licenciamento vencido desde 2020.
Em razão das irregularidades, o automóvel foi recolhido ao pátio, conforme Auto de Recolhimento nº 8698.
Durante a abordagem, os agentes perceberam que o motorista apresentava fala pastosa, hálito etílico e dificuldade para se manter em pé. Oferecido o teste do etilômetro, o condutor aceitou realizá-lo, sendo constatado o índice de 1,07 mg/L de álcool por litro de ar alveolar, valor muito acima do limite permitido pela legislação vigente.
Na sequência, foi conduzido à Central de Flagrantes para apreciação da autoridade policial.
Após deliberação do delegado de plantão e do não pagamento da fiança arbitrada, o indivíduo foi encaminhado à Cadeia Pública de Santa Ernestina, onde permanece à disposição da Justiça.
Inscrições até dia 13 de março
SÃO CARLOS/SP - O Espaço Interativo de Ciências (EIC) anuncia o retorno de um de seus projetos mais queridos: o Clube de Ciências, inteiramente dedicado a alunos das escolas públicas de São Carlos.
O Espaço Interativo de Ciências (EIC) faz parte do projeto de pesquisa, inovação e difusão do conhecimento chamado “Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármaco” (CIBFar), um dos projetos CEPIDs, apoiados pela FAPESP.
Participam do CIBFar cerca de 23 professores/pesquisadores das seguintes Instituições: Instituto de Física de São Carlos (Instituição sede), e Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, ambas da Universidade de São Paulo); Instituto de Química da UNICAMP; Instituto de Química da UNESP-Araraquara; Departamento de Química da UFSCar-São Carlos e Departamento de Farmacologia da UNIFESP.
O EIC está instalado em um prédio histórico, no centro da cidade de São Carlos, onde existem salas temáticas internamente e um Jardim Medicinal na área externa, e abriga uma equipe inteiramente dedicada à educação e à divulgação científica.
O que é o Clube de Ciências?
Criado em 2007, o Clube é muito mais do que uma aula extra. É um espaço de protagonismo jovem, onde estudantes do Ensino Fundamental II e Médio se reúnem para explorar o mundo através da prática.
O que acontece nos encontros:
“Mão na massa”: Atividades experimentais.
Investigação: Pesquisas e leituras dirigidas para entender o "porquê" das coisas.
“Desenvolvimento de projetos autorais”: Montagem de pôsteres e apresentação em um Workshop exclusivo ao final do ano.
“Expedição Científica”: Uma viagem cultural incrível para centros de ciências ou museus em São Paulo.
“Mentoria especializada”: Encontros guiados por tutores da USP e supervisionados pelas coordenadoras do projeto e a educadora do EIC.
As atividades acontecem semanalmente na sede do EIC. Confira os detalhes:
Início: Abril de 2026
Quando: Quartas-feiras, das 14h às 17h
Duração: De abril a novembro
Local: Espaço Interativo de Ciências (9 de Julho, 1205 - Centro - São Carlos - SP)
Quem pode participar: Alunos do 8º e 9º ano (EF) e 1ª e 2ª série (EM) de escolas públicas da Unidade Regional de Ensino de São Carlos.
As vagas para o Clube de Ciências são limitadas.
Acesse o formulário de inscrição em - https://eic.ifsc.usp.br/wp-content/uploads/2026/02/InscricaoClube2026Site.pdf
As inscrições ficam abertas até o próximo dia 13 de março.
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