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Redação

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 Jornalista/Radialista

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EUA - Um casal negro entrou na Justiça nos Estados Unidos após receber, por engano, uma mensagem de texto de uma corretora de imóveis com um comentário racista. O episódio aconteceu em junho, durante uma visita a uma casa para alugar no bairro de Flushing, no Queens, em Nova York, mas ganhou repercussão após a apresentação do processo judicial, em outubro.

Lisa Renee Olaso e seu noivo, Cyril Julien Christopher, estavam prestes a conhecer um imóvel de três quartos quando receberam uma mensagem enviada pela corretora Helen Tzelios, que trabalhava para a imobiliária Douglas Elliman Realty.

"Aff, eles são negros", dizia o texto, traduzido do original em inglês, "Ugh, they're Black".

Segundo a ação judicial, a mensagem deveria ter sido enviada a um dos proprietários do imóvel, mas acabou chegando ao celular de Lisa.

O casal havia viajado de Delaware para Nova York porque Lisa conseguira um novo emprego na companhia aérea Delta Air Lines, no Aeroporto Internacional John F. Kennedy.

Corretora tentou explicar mensagem racista

Ao receber o texto, Lisa ficou em choque e começou a chorar. Ela confrontou a corretora, que pediu desculpas e tentou justificar o comentário.

Segundo o relato apresentado à Justiça, Helen afirmou que moradores negros haviam causado problemas anteriormente na casa e na vizinhança.

A explicação não convenceu o casal, que decidiu abandonar a visita sem conhecer o imóvel.

"Ela enviou por engano para nós. Mas era para o proprietário", contou Lisa à NBC New York.

Em entrevista à emissora, a mulher afirmou que o pedido de desculpas não apagou o sofrimento provocado pelo episódio.

"Isso não muda a dor. Não tira a dor que você nos causou naquele dia", declarou.

De acordo com o advogado Kenneth Mollins, a corretora ainda tentou apagar a mensagem e continuou oferecendo outros imóveis ao casal, até ser bloqueada.

Casal processou corretora, imobiliária e proprietários

A ação foi apresentada à Suprema Corte do Condado de Queens e acusa a corretora, a imobiliária Douglas Elliman e os proprietários do imóvel de violarem leis federais, estaduais e municipais que proíbem a discriminação racial no acesso à moradia.

Entre as normas mencionadas está a Fair Housing Act, legislação federal americana que proíbe a discriminação habitacional por motivos como raça e cor.

O advogado do casal argumenta que a mensagem sugere que a corretora acreditava que os proprietários compartilhavam da mesma preocupação em relação à cor da pele dos possíveis inquilinos.

"Esta é uma das situações mais explícitas que existem. É horrível", afirmou Mollins ao jornal americano Newsday.

O advogado também declarou ao Gothamist que o objetivo do casal é mostrar que a discriminação racial continua presente no mercado imobiliário de Nova York.

Embora o processo inclua pedidos de indenização compensatória e punitiva, o advogado afirmou que os clientes não estão motivados principalmente por dinheiro.

Corretora foi desligada da imobiliária

Após tomar conhecimento da ação judicial, a Douglas Elliman informou que encerrou o vínculo profissional com Helen Tzelios na quinta-feira (22).

Em comunicado enviado ao Newsday, o porta-voz Stephen Larkin afirmou que a empresa mantém uma política de tolerância zero contra qualquer forma de discriminação.

"A corretora não faz mais parte da empresa", declarou.

Helen trabalhava como profissional independente vinculada à imobiliária e, segundo registros consultados pelo jornal americano, mantinha uma relação profissional com a empresa desde 2000.

O Departamento de Estado de Nova York, responsável pela regulamentação das licenças imobiliárias, confirmou que a profissional continua licenciada, mas não está vinculada a nenhuma corretora.

Por esse motivo, ela não pode exercer a atividade sem uma empresa responsável por sua licença.

O órgão informou ainda que está examinando o caso. Caso seja constatada uma violação das leis de habitação, a profissional poderá enfrentar sanções administrativas, incluindo multas, suspensão ou perda da licença.

A corretora não respondeu aos pedidos de comentário da imprensa americana. Os proprietários do imóvel também não se manifestaram.

Casal encontrou outra casa em Nova York

Depois do episódio, Lisa e Christopher conseguiram alugar uma residência em Commack, na região de Long Island.

Lisa trabalha como gerente em uma companhia aérea, enquanto Christopher é técnico cirúrgico em um hospital do Brooklyn.

Ao Newsday, Christopher afirmou que ficou profundamente abalado ao descobrir o motivo pelo qual a noiva estava chorando.

"Isso me abalou profundamente", declarou. Ele acrescentou que nunca havia enfrentado uma situação de racismo semelhante.

Lisa afirmou que decidiu denunciar o episódio também em respeito às gerações anteriores que lutaram pelos direitos civis nos Estados Unidos.

"Como vou promover mudanças se simplesmente varrer as coisas para debaixo do tapete?", questionou em entrevista ao Gothamist.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

EUA - O Instagram anunciou uma novidade que permitirá a publicação de vídeos de até 90 minutos de duração, uma mudança importante na estratégia da rede social, que, nos últimos anos, concentrou seus investimentos principalmente em conteúdos curtos, como os Reels.

O novo formato, chamado Features, foi apresentado na segunda-feira (26) e está sendo testado com um grupo limitado de criadores de conteúdo. A ferramenta permitirá compartilhar vídeos mais longos, como podcasts, entrevistas, apresentações de humor e outros programas.

Segundo o site The Hollywood Reporter, o Instagram começou a ampliar os testes nos Estados Unidos, disponibilizando o recurso para criadores selecionados que possuem acordos com a Meta, empresa responsável pela plataforma.

A novidade já havia passado por testes com alguns produtores de conteúdo no Brasil, mas ainda não existe previsão para que todos os usuários possam publicar vídeos de 90 minutos.

Como vão funcionar os vídeos de 90 minutos do Instagram?
Diferentemente dos Reels tradicionais, os vídeos publicados por meio do Features terão formato horizontal, semelhante ao utilizado pelo YouTube.

A ideia é permitir que os usuários assistam a conteúdos completos sem precisar sair do Instagram para acessar outras plataformas.

Por exemplo, um criador poderá publicar um trecho curto de um podcast nos Reels e adicionar um acesso direto ao episódio completo, com duração de até uma hora e meia.

Os vídeos também poderão aparecer na aba Explorar e em outras áreas de recomendação da rede social, facilitando a descoberta de novos conteúdos.

O Instagram pretende ainda ampliar a integração entre vídeos curtos e longos, permitindo que os criadores utilizem os Reels para divulgar seus programas completos.

Quem poderá publicar vídeos de 90 minutos no Instagram?
Por enquanto, o recurso está disponível apenas para um grupo selecionado de criadores de conteúdo.

De acordo com o The Hollywood Reporter, a Meta estabeleceu acordos com alguns produtores nos Estados Unidos para testar a ferramenta.

O Instagram também realizou experiências iniciais com criadores brasileiros, antes de ampliar o programa para o mercado norte-americano.

A empresa ainda não divulgou os critérios que serão utilizados para disponibilizar o Features ao público em geral, nem estabeleceu uma data para o lançamento definitivo.

Entre os primeiros formatos explorados estão podcasts, entrevistas e apresentações de comédia.

Instagram quer competir com o YouTube
A decisão faz parte de uma estratégia da Meta para competir diretamente com o YouTube, especialmente no mercado de vídeos longos e conteúdos assistidos pela televisão.

Nos últimos anos, o YouTube ampliou sua presença nas TVs conectadas, transformando-se em uma alternativa aos serviços tradicionais de entretenimento.

O Instagram também está investindo nesse segmento. A empresa lançou uma versão de seu aplicativo para televisores e ampliou recentemente sua disponibilidade para a Apple TV nos Estados Unidos.

Com isso, os usuários poderão assistir a vídeos do Instagram em telas maiores, sem depender exclusivamente do celular.

A expectativa da empresa é que o novo formato incentive a produção de conteúdos que possam ser acompanhados tanto nos smartphones quanto nas televisões.

Criadores poderão ganhar dinheiro com os vídeos?
Outra prioridade do Instagram é desenvolver oportunidades de monetização para os criadores que apostarem em produções mais longas.

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, a vice-presidente de Produto do Instagram, Tessa Lyons, explicou que os profissionais que já possuem contratos publicitários poderão aproveitar essas parcerias no novo formato.

"Para criadores já estabelecidos que tenham essas relações, podem trazer esse conteúdo com esses anúncios e conteúdos patrocinados", afirmou.

"Também pensamos que há uma grande oportunidade para nós ajudarmos os criadores que ainda não têm essa infraestrutura e esse negócio", acrescentou.

As declarações foram traduzidas do inglês.

Por enquanto, o Instagram não anunciou um sistema de divisão de receitas publicitárias semelhante ao oferecido pelo YouTube, que remunera criadores com base nos anúncios exibidos em seus conteúdos.

A empresa pretende inicialmente incentivar parcerias comerciais e conteúdos patrocinados, enquanto avalia novas possibilidades de monetização.

Instagram já tentou apostar em vídeos longos
Essa não é a primeira vez que o Instagram tenta ampliar sua atuação no mercado de vídeos de longa duração.

Em 2018, a empresa lançou o IGTV, uma ferramenta destinada à publicação de conteúdos mais extensos, mas o projeto acabou sendo descontinuado em 2022.

Posteriormente, o Instagram passou a concentrar seus investimentos nos Reels, formato de vídeos curtos que se tornou um dos principais recursos da plataforma.

Agora, com o Features, a rede social pretende combinar os dois formatos e permitir que vídeos curtos funcionem como uma porta de entrada para produções completas.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

EUA - Detalhes de um estudo sobre uma  vacina contra o câncer baseada em RNA mensageiro (mRNA), desenvolvida pela Moderna em parceria com a Merck, foram divulgados antecipadamente nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a eficácia do tratamento. Os resultados, embora considerados amplamente positivos por analistas, ficaram abaixo das expectativas iniciais.

Em agosto, a Moderna anunciou que a vacina havia impedido a recorrência ou a disseminação do melanoma. O resultado foi considerado extraordinário, embora especialistas tenham alertado que seria fundamental conhecer os detalhes do estudo, cuja divulgação estava prevista para sábado, durante o congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO).

O site especializado em câncer OncologyCentral aparentemente publicou parte desses resultados na quinta-feira, segundo capturas de tela compartilhadas na rede social X.

A sociedade médica afirmou que houve uma violação do acordo que proibia a divulgação antecipada dos dados.

Moderna, Merck e ESMO acabaram divulgando os resultados na quinta-feira.

"Reconhecemos plenamente a gravidade da situação e suas possíveis consequências", afirmou uma porta-voz da entidade médica, acrescentando que a organização está investigando o episódio e que "medidas apropriadas estão sendo tomadas".

A vacina reduziu em 38% o risco de disseminação do câncer em pacientes com melanoma de alto risco, em comparação com um tratamento padrão de imunoterapia. Em nota divulgada antes da publicação dos dados completos, o analista Tyler Van Buren, do TD Cowen, afirmou que o resultado, embora favorável, ficou abaixo das expectativas.

Van Buren acrescentou que a deterioração dos resultados entre os estudos de fases intermediária e avançada poderia indicar uma menor probabilidade de sucesso da vacina em casos nos quais o câncer já se espalhou pelo organismo ou em tumores "mais difíceis" de tratar. A Moderna e sua parceira Merck estão estudando a vacina para diversos tipos de câncer.

A vacina também reduziu em 42% o risco de recorrência do melanoma ou de morte no estudo, resultado que Van Buren e outros analistas classificaram como convincente. Representantes do OncologyCentral não responderam aos pedidos de comentários. Fonte: Dow Jones Newswires.

 

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

 

 

Estadao Conteudo

BERLIM - Os gases de efeito estufa atingiram níveis sem precedentes na atmosfera em 2025, segundo relatório anual da Organização Mundial de Meteorologia (OMM), divulgado na terça-feira (27). São essas substâncias que aprisionam o calor na Terra, mais do que os sistemas naturais são capazes de compensar ou suportar.

Uma dinâmica descrita pelos cientistas como forçamento radiativo, a diferença entre a energia solar que a Terra absorve e a energia térmica que ela irradia de volta para o espaço. Historicamente, o dióxido de carbono é responsável por 66% desse desbalanço.

Em 2025, a concentração média de CO₂ na superfície terrestre chegou a 426,8 partes por milhão, número que soa tão abstrato como dizer que equivale a 153% da base de comparação, o período pré-industrial, em 1750. Seus efeitos, porém, estão cada vez mais palpáveis.

O planeta já caminha para um "overshoot", trajetória de aquecimento acima do limite de 1,5°C preconizado pelo Acordo de Paris, agravando eventos extremos e gerando inúmeros desafios econômicos, políticos e sociais.

"Os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados, e essa tendência deve continuar. O CO₂ tem uma vida muito longa e, portanto, afetará o clima global não apenas por anos, mas por décadas e até mesmo séculos", diz a vice-secretária-geral da OMM, Ko Barrett.

O Boletim de Gases do Efeito Estufa, publicado desde 2004 pela OMM, braço da ONU para clima, meteorologia e recursos hídricos, mostra que o ritmo de concentração de CO₂ na atmosfera triplicou desde os anos 1960.

O incremento anual do gás saltou de 0,8 ppm para 2,4 ppm na década passada. De 2024 a 2025, a taxa foi de 2,8 ppm, ligeiramente menor do que a do período 2023/2024, marcado pelo último El Niño.

"Essa taxa de crescimento mais modesta reflete a recuperação dos sumidouros de carbono terrestres e a redução das emissões decorrentes de incêndios após o fenômeno", explica Oksana Tarasova, responsável pela rede global de monitoramento do gás na OMM.

"Podemos esperar um novo aumento nas concentrações neste ano devido à queima de combustíveis fósseis e ao desenvolvimento de um novo El Niño forte, que afetará os sumidouros, como ocorreu há três anos", afirma a cientista.

"Os riscos de redução da absorção de CO₂ pelos oceanos também estão aumentando."

Cerca de metade do dióxido de carbono liberado na atmosfera é absorvida pelos sistemas naturais da Terra. A mudança climática, provocada sobretudo pela queima de petróleo, carvão e gás, acelera a degeneração de diversos desses ecossistemas, diminuindo a eficiência global do processo, em uma espécie de círculo vicioso.

No atual ritmo de emissões, o planeta chegará a 2100 com 2,8°C de aquecimento. Na semana passada, a ONU reconheceu a inevitabilidade do "overshoot", mas mostrou que uma transição energética acelerada e a remoção de CO₂ da atmosfera poderiam devolver o planeta ao 1,5°C de aquecimento no fim do século.

Um atalho para essa operação seria cortar as emissões de metano, que responde por um terço do aumento global de temperatura e 16% do forçamento radiativo.

No ano passado, a concentração de CH₄ na atmosfera era 1.948 partes por bilhão, equivalente a 267% do estimado para o período pré-industrial.

Cerca de 60% das emissões atuais de metano são produto da atividade humana. Desse universo, 40% é gerado pela agropecuária, 35% na produção, transporte e consumo de combustíveis fósseis e 20% no manejo de resíduos orgânicos. Em todas essas áreas é possível cortar as emissões e, em alguns casos, até zerá-las.

Já o óxido nitroso, terceiro mais importante gás de efeito estufa, responsável por 6% do forçamento radiativo, alcançou uma concentração de 339,1 ppb em 2025, ou 126% do nível pré-industrial. O N₂O, além de emissões naturais, é subproduto da queima de biomassa, do uso de fertilizantes e de vários processos industriais.

O boletim da OMM alerta também para a necessidade de monitoramento de dois gases de uso crescente na transição energética.

 

 

FOLHAPRESS

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