Jornalista/Radialista
Atualização da norma entra em vigor em maio de 2026 e exige adequações das micro e pequenas empresas para prevenção de riscos psicossociais
SÃO CARLOS/SP - Para orientar microempresas e empresas de pequeno porte sobre as novas exigências legais, o Sebrae-SP realiza, no dia 3 de fevereiro, das 19h às 21h, o evento online NR-1 – Legislação de saúde mental: o que a lei exige das micro e pequenas empresas e como cumprir. A iniciativa tem como foco apresentar, de forma prática, o que muda com a norma e como os pequenos negócios da região de São Carlos podem se adequar à legislação, reduzindo riscos trabalhistas e promovendo ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.
É importante destacar que a NR-1 se aplica a empresas que tenham trabalhadores com vínculo empregatício (CLT). Microempreendedores individuais (MEI) sem empregados não estão incluídos na obrigatoriedade da norma.
Durante o evento, serão abordadas as principais mudanças trazidas pela NR-1, com orientações voltadas à realidade das microempresas e empresas de pequeno porte, incluindo identificação de riscos psicossociais, responsabilidades legais, papel da liderança e caminhos para a construção de ambientes de trabalho mais seguros, equilibrados e em conformidade com a legislação.
A atividade será conduzida pela consultora de negócios do Sebrae-SP Paola Goulart Rosa e integra as ações do Sebrae-SP voltadas ao fortalecimento da gestão empresarial e à prevenção de riscos.
Sobre a norma
A saúde mental dos trabalhadores passou a integrar oficialmente a legislação trabalhista brasileira. A partir de 26 de maio de 2026, entra em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece a obrigatoriedade de identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais no ambiente de trabalho, como assédio moral e sexual, sobrecarga de trabalho, pressão excessiva por resultados e conflitos organizacionais.
Apesar da proximidade da vigência da lei, a maioria das empresas ainda não se preparou. A segunda edição da Pesquisa Nacional sobre a Maturidade no Combate ao Assédio no Brasil – Panorama 2026, realizada pela Protiviti, consultoria global especializada em compliance e gestão de riscos, aponta que apenas 44% das empresas brasileiras realizam o mapeamento de riscos à saúde mental no trabalho. Outras 39% ainda não adotaram nenhuma ação e 17% sequer sabem informar se fazem esse tipo de diagnóstico, o que evidencia um cenário de atenção para o empresariado.
O estudo também revela que 68% das empresas ainda não tratam adequadamente temas como burnout e adoecimento emocional, e que somente 26% dos profissionais acreditam que suas lideranças saberiam lidar corretamente com uma denúncia de assédio. Esses dados reforçam a importância da capacitação de gestores e da adoção de práticas preventivas, especialmente em micro e pequenos negócios, onde a ausência de políticas estruturadas pode gerar impactos diretos no clima organizacional, na produtividade e na sustentabilidade da empresa.
Serviço
NR-1 – Legislação de saúde mental: o que a lei exige das micro e pequenas empresas e como cumprir
Data: 3 de fevereiro de 2026
Horário: 19h às 21h
Formato: Remoto
Público-alvo: Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP)
Inscrições:
https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=XLVgbXYlYE2uMxHfDqB5gx4z4QXK83dGjxTBKP6wCUZURTQ3VjY5NFdOOFM1Nlg0UkhPRkVFR0RIQS4u&route=shorturl
SÃO CARLOS/SP - Na manhã de quarta-feira (28), o vereador Gustavo Pozzi participou da 4º Vivência Pré-Iniciação Científica, desenvolvido pelo Laboratório de Investigações em Ensino de Ciências Naturais (LINECIN) da Universidade de São Paulo – USP, sob a orientação da Profa. Dra. Ana Claudia Kasseboehmer, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC). O programa é voltado a alunos do ensino médio de escolas públicas, com o objetivo de introduzir o método científico e despertar o interesse pela pesquisa acadêmica. Com apoio de universidades (como a USP) e orientadores, os estudantes desenvolvem projetos, aprendem revisão bibliográfica, realizam experimentos e aprimoram habilidades, muitas vezes culminando em apresentações em congressos e feiras de ciências.
Com o tema “Agir para Transformar: o cidadão e o poder do conhecimento.”, a mesa redonda, proposta pelos organizadores do evento, teve como objetivo fomentar a reflexão crítica dos estudantes sobre a importância do conhecimento de seus direitos e, sobretudo, sobre o avanço desse entendimento para a construção de uma cidadania ativa, comprometida com a ação social e a transformação da realidade e trazer pessoas de diversas áreas para enriquecer as reflexões formativas.
Participaram do evento os alunos bolsistas das escolas Aduar Kemell Dibo, Marivaldo Carlos Degan, Luiz Viviani Filho e André Donattoni, de Ibaté.
Companhia participa de mutirão nacional para retificação de nome civil e destaca o desenvolvimento de lideranças trans
SÃO PAULO/SP - No marco do Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, hoje, a Arcos Dorados, responsável pela operação do McDonald’s em 21 países da América Latina e Caribe, reforça seu compromisso com a inclusão e o impacto social ao endereçar um dos maiores desafios enfrentados por essa população no Brasil: o acesso ao trabalho digno e o reconhecimento da identidade.
Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, das quase 39 mil pessoas trans monitoradas, apenas uma em cada quatro possuía um emprego formal em 2023. Enquanto as estatísticas confirmam os obstáculos no mercado de trabalho para esse grupo, a Arcos Dorados atua para mudar essa lógica. A companhia investe no ciclo completo de inclusão, que começa na geração de oportunidades, respeito e no acolhimento, e se estende a benefícios alinhados a possíveis demandas e promoção de cargos, inclusive de gestão, assegurando que nenhum marcador social seja um obstáculo para o crescimento profissional.
Um dos pilares centrais dessa atuação é o respeito à identidade. Internamente, a companhia garante o uso do nome social em todos os seus sistemas e rotinas, independentemente da retificação prévia dos documentos civis, permitindo que pessoas trans sejam reconhecidas e respeitadas. Esse compromisso se reflete também em iniciativas de bem-estar e nas diferentes expressões de identidade de gênero, como a adoção de uniformes não binários e programas de saúde, que incluem acesso a apoio psicológico, contribuindo para um ambiente de trabalho mais inclusivo e respeitoso.
Agora, a empresa expande seu compromisso com a comunidade ao participar do mutirão de retificação de nome civil "Meu nome de verdade", promovido pelo Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+. A iniciativa visa oferecer apoio na organização da documentação necessária, como certidões e comprovantes, facilitando o trâmite jurídico. A participação da Arcos Dorados visa desburocratizar o acesso a um direito fundamental, permitindo que a identidade civil desses cidadãos esteja em conformidade com sua realidade.
Além disso, para a Arcos Dorados, a visibilidade deve vir acompanhada de oportunidades reais de crescimento. A empresa mantém uma estrutura que viabiliza que profissionais trans alcancem posições de liderança e supervisão, desafiando o cenário comum de estagnação profissional deste grupo. Atualmente, 1,5% dos cargos de liderança são ocupados por pessoas trans na companhia.
"Nossa missão é ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho, mas, acima de tudo, um ambiente onde as pessoas possam ser reconhecidas e respeitadas desde o primeiro dia. Aqui, o desenvolvimento profissional é pautado pelo talento e pela dedicação. Ao apoiar ações como o mutirão de retificação, reafirmamos que o respeito à identidade é o alicerce para qualquer trajetória de sucesso", afirma Fábio Sant’Anna, Diretor de Gente, Diversidade e Inclusão da Divisão Brasil da Arcos Dorados. A companhia conta com mais de 900 colaboradores que se identificam como trans e quase um terço deles utiliza nome social em todas as comunicações na empresa.
É o caso da Sirena Bessa, 20 anos, que está construindo no Méqui uma trajetória marcada por acolhimento, crescimento e representatividade. Há 11 meses na empresa, ela entrou como Atendente e recentemente foi promovida ao cargo de Embaixadora da Experiência do Cliente, destacando-se pelo desenvolvimento profissional e pela identificação com os valores de respeito e diversidade no ambiente de trabalho. Sirena utiliza seu nome social e relata uma vivência de apoio tanto da equipe quanto da gestão. Para ela, estar no mercado de trabalho é uma conquista pessoal e coletiva, que reafirma a possibilidade de uma vida digna e com oportunidades, especialmente para pessoas trans, historicamente excluídas desses espaços. “Entrar no mercado de trabalho foi uma vitória muito grande para mim. Saber que tenho um espaço, que sou respeitada pelo que sou, me faz acreditar que pessoas trans podem sim ter uma vida comum e romper os obstáculos que a sociedade ainda tenta nos impor”.
Com esse olhar estratégico e consistente, a companhia sustenta uma trajetória que avança ano após ano e reafirma seu compromisso em construir ambientes mais diversos, inclusivos e capazes de refletir a sociedade brasileira em toda a sua pluralidade.
SÃO CARLOS/SP - Cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e da UNESP descobriram duas enzimas capazes de “quebrar” a proteção de uma bactéria perigosa e, com isso, fazer um antibiótico voltar a funcionar melhor. A pesquisa traz uma nova esperança no combate a infecções difíceis de tratar, tanto em pessoas quanto em animais.
A bactéria estudada é a Staphylococcus aureus, responsável por problemas como infecções na pele, no pulmão, no sangue e até em próteses médicas. Em vacas, ela também pode causar mastite, uma inflamação nas mamas que gera prejuízos na produção de leite.
Um dos motivos que tornam essa bactéria tão difícil de eliminar é que ela forma uma espécie de camada protetora chamada “biofilme”. Imagine um “lodo invisível” onde as bactérias ficam grudadas e escondidas. Essa camada dificulta a ação dos antibióticos e também a defesa do próprio organismo.
Os pesquisadores focaram em um tipo de “cola” presente nesse biofilme, feito principalmente de uma substância açucarada. As duas enzimas estudadas conseguem cortar justamente essa “cola”, desmontando a estrutura que protege as bactérias.
Duas enzimas com efeito poderoso
As enzimas, chamadas ApGH20 e ChGH20, foram produzidas em laboratório. Quando aplicadas sobre os biofilmes da bactéria, elas conseguiram destruir grande parte dessa camada protetora. Uma delas, a ApGH20, foi muito mais eficiente, precisando de uma quantidade bem menor para ter efeito.
Imagens feitas com microscópio mostraram que, depois do tratamento, o biofilme praticamente desaparecia, deixando as bactérias mais expostas.
O resultado mais animador apareceu quando as enzimas foram usadas junto com o antibiótico gentamicina.
Sozinho, o remédio quase não conseguia matar as bactérias protegidas pelo biofilme, mesmo em doses altas. Mas, depois que o biofilme foi enfraquecido pelas enzimas, o antibiótico passou a funcionar muito melhor. Doses bem menores já foram suficientes para eliminar as bactérias — pelo menos 16 vezes menores do que antes.
Isso acontece porque, sem a “capa protetora”, o medicamento consegue finalmente alcançar as bactérias.
Além de uma bactéria isolada de um paciente humano, os cientistas também testaram o método em bactérias vindas de casos de mastite em vacas. As enzimas também ajudaram a reduzir os biofilmes nesses casos, embora com resultados variados, já que alguns biofilmes tinham outros tipos de material além da “cola” açucarada.
Uma nova estratégia contra a resistência
Com o aumento das bactérias resistentes e a falta de novos antibióticos no mercado, a ideia de ajudar os remédios antigos a funcionarem melhor ganha força. Em vez de substituir os antibióticos, as enzimas atuariam como aliadas, removendo a proteção das bactérias.
Os pesquisadores destacam que os testes ainda foram feitos em laboratório. Os próximos passos envolvem estudos para verificar segurança e eficácia em organismos vivos. Mesmo assim, os resultados indicam um caminho promissor para tratar infecções difíceis causadas por biofilmes bacterianos.
Esta pesquisa foi divulgada na revista científica “Acta Biomaterialia”, tendo como autores Andrei Nicoli Gebieluca Dabul, Lorgio Victor Bautista Samaniego, Anelyse Abreu Cortez, Samuel Luis Scandelau, Marcelo Vizon´a Liberato, Agatha MS Kubo Ana Beatriz Rodrigues, Rejane MT Grotto, Guilherme Valente, Vera Lúcia Mores Rall, Sebastião Pratavieira, Mario de Oliveira Neto, Carla Raquel Fontana e Igor Polikarpov (pesquisador correspondente).
Clique no link a seguir para acessar este estudo - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/main.pdf
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.