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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - O Parque Ecológico de São Carlos ganhou um novo morador. Farofa, um macho de lontra-neotropical com 6,82 quilos, foi encaminhado ao espaço após ser resgatado em Santa Catarina em uma situação de domesticação. O animal foi apreendido e posteriormente destinado ao Parque pela Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente, de Florianópolis.

Após passar pelo período de adaptação, Farofa já convive com Sol, fêmea que vive no Parque há cerca de nove anos. A chegada do macho abre a possibilidade de formação de um casal e de reprodução da espécie em São Carlos.

Segundo o biólogo Francisco Rogério Paschoal, do Parque Ecológico, a instituição mantém lontras há anos. “A Sol chegou aqui ainda filhote e foi criada no Parque. Agora recebemos o Farofa, também resgatado, para formar um casal e tentar a reprodução desses animais”, explica.

A alimentação do novo morador inclui carne bovina, frango, peixes frescos e congelados, ovos e, eventualmente, camundongos criados para essa finalidade. O manejo também conta com atividades de enriquecimento ambiental, que estimulam comportamentos naturais e ajudam a manter o animal ativo.

“Eles precisam ter atividade constante. O enriquecimento ambiental evita o estresse e proporciona uma rotina mais dinâmica, mesmo sob cuidados humanos”, afirma Paschoal.

A lontra-neotropical tem ampla distribuição pelo Brasil e depende de ambientes aquáticos e de matas ciliares preservados. De acordo com o ICMBio, a espécie é classificada como Quase Ameaçada (NT), principalmente em razão da perda e degradação de seus habitats.

A presença de Farofa e Sol também é utilizada nas ações de educação ambiental do Parque, que abordam a conservação dos rios e das matas ciliares, a qualidade da água, a pesca responsável e o descarte adequado de resíduos.

Em 2026, as lontras e demais animais da família dos mustelídeos são tema da campanha educativa da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB).

SÃO CARLOS/SP - Com o avanço das transações digitais e o uso intenso de aplicativos de mensagens e redes sociais, os golpes aplicados pela internet também se tornaram mais sofisticados, atingindo principalmente pessoas com pouca familiaridade com tecnologia. Para ajudar a população a se proteger desse tipo de fraude, a Fundação Educacional São Carlos (FESC) realizará, no dia 11 de setembro, sexta-feira, às 14h, a palestra “Os golpes mais aplicados na internet e como evitá-los”.

O evento acontecerá na sala 24 da unidade FESC 1 (Vila Nery) e é aberto à comunidade interessada em aprender a identificar tentativas de fraude e adotar práticas mais seguras no dia a dia digital. A proposta é apresentar, de forma acessível, os principais métodos utilizados por golpistas atualmente.

Entre os temas que serão abordados estão o golpe do falso parente pelo WhatsApp, em que criminosos se passam por familiares em situação de emergência para solicitar dinheiro, e a falsa central de atendimento, na qual o golpista finge representar bancos ou empresas para obter dados pessoais e financeiros da vítima. 

A palestra também vai tratar da falsa venda, comum em marketplaces e redes sociais, do phishing, técnica que utiliza links falsos para roubo de informações, e das fraudes envolvendo falso consignado e pedidos indevidos de devolução de empréstimo, golpes que têm feito vítimas principalmente entre aposentados e beneficiários do INSS.

A palestra será ministrada por Rodrigo Lopes Medeiros, supervisor da FESC 2 e educador do Programa de Inclusão Digital (PID), iniciativa da FESC voltada à capacitação tecnológica da população. A organização da atividade é da educadora Rita Cristina Silva.

O presidente da FESC, Eduardo Cotrim, enfatizou que a iniciativa busca ampliar o acesso à informação e contribuir para um uso mais seguro e consciente da internet, oferecendo orientações práticas para situações que fazem parte do cotidiano de grande parte dos usuários de smartphones e redes sociais.

Evento gratuito acontece nos dias 19 e 20 de setembro e reúne mais de 50 artistas, feira de produção independente, espaço infantil, dança e percussão em uma programação pensada para diferentes públicos

 

SÃO PAULO/SP - Durante dois dias, o Tendal da Lapa vai se transformar em um espaço de circulação de música, empreendedorismo, produção autoral e convivência entre diferentes gerações. Nos dias 19 e 20 de setembro, a terceira edição do Festival Forró das Minas reúne mais de 50 artistas e cerca de 60 expositores por dia em uma programação gratuita que amplia a experiência do público para além dos palcos.

Realizado pelo coletivo Forró das Minas, o festival combina apresentações musicais, participações especiais, DJs, dança e percussão com uma Feira de Artes, Artesanato e Economia Criativa, espaço infantil e outras atividades distribuídas ao longo dos dois dias. A proposta é fazer do Tendal da Lapa não apenas o endereço de uma sequência de shows, mas um espaço de permanência, encontro e circulação da cultura popular.

A feira ganha papel importante nesse formato. Empreendedores e produtores independentes de diferentes áreas apresentam trabalhos ligados à moda, acessórios, ilustração, decoração, gastronomia, artesanato e produção autoral, aproximando pequenos negócios de um público que já chega ao festival mobilizado pela música e pela cultura.

Ao integrar essa produção à programação artística, o evento conecta duas dimensões que cada vez mais caminham juntas no setor cultural: a criação e a geração de renda. Para quem expõe, o festival representa uma oportunidade de comercialização, visibilidade e construção de novas redes. Para o público, amplia as possibilidades de descoberta e contato direto com quem produz.

“Quando pensamos o festival, não pensamos somente em quem estará no palco. Queremos criar um ambiente em que as pessoas possam chegar, permanecer, conhecer artistas, encontrar produtores independentes, levar as crianças e viver diferentes experiências no mesmo espaço. A cultura acontece também nessas trocas”, afirma Andressa Ferri, idealizadora do Forró das Minas.

Entre as atrações confirmadas estão Anastácia, Alessandra Leão, Liv Moraes, Bruna Alimonda, Anná, Janayna Pereira, Carla Casarim, Ana Maria de Carvalho, Negadeza, Marlene Andrade, Diana do Sertão e Rhaissa Bittar. A programação aproxima artistas de diferentes gerações e trajetórias e percorre o forró pé de serra e outras expressões da música e da cultura popular brasileira.

A presença de um espaço dedicado às crianças também faz parte dessa proposta de ampliar o acesso. Ao criar condições para que famílias possam permanecer durante mais tempo no festival, a organização busca aproximar novos públicos da cultura popular e permitir que adultos e crianças compartilhem o mesmo ambiente cultural.

“Formar público também passa por pensar em quem normalmente teria dificuldade de permanecer várias horas em um evento. Quando existe um espaço para as crianças e uma programação que oferece diferentes possibilidades ao longo do dia, a família consegue viver o festival de outra maneira. E essas crianças crescem tendo contato com música, dança, tradição e artistas ao vivo”, acrescenta Andressa.

O formato ajuda ainda a reposicionar o próprio conceito de festival. Em vez de concentrar toda a experiência no palco principal, o Forró das Minas aposta na circulação entre música, dança, formação, convivência e economia criativa. A estrutura contará com pelo menos três shows por dia, DJs, aulas de dança e percussão, participações de convidadas, feira e atividades infantis. Os horários detalhados serão divulgados pelos canais oficiais do evento.

A terceira edição também marca uma nova etapa de um projeto que vem crescendo desde 2022. Na primeira edição, mais de 40 mulheres passaram pelo palco. Em novembro de 2024, o festival “Elas São Todas!” reuniu 60 artistas e ampliou a presença de diferentes linguagens e trajetórias dentro da cultura popular. Em 2026, a proposta avança novamente ao fortalecer a ocupação do espaço e a conexão entre artistas, público, empreendedores e famílias.

Por trás do festival está um movimento que completou oito anos em março de 2026. Atualmente, o Forró das Minas reúne mais de 80 mulheres e pessoas LBT, entre cantoras, compositoras, instrumentistas, DJs, professoras, dançarinas e produtoras. Desde 2018, o coletivo ultrapassou 700 apresentações e desenvolve também oficinas, cursos, rodas de conversa e ações de formação artística. Em 2025, foi reconhecido como Pontão de Cultura pelo Ministério da Cultura, por meio do Programa Cultura Viva.

 

SERVIÇO
3º Festival Forró das Minas
Datas: 19 e 20 de setembro de 2026
Local: Tendal da Lapa - Endereço: Rua Guaicurus, 1.100 — Lapa, São Paulo — SP
Entrada: gratuita
Instagram do festival: @festivalforrodasminas
Instagram do coletivo: @forrodasminas

SÃO CARLOS/SP - A presidente da OAB São Carlos e Ibaté, Dra. Andréa Martos Valdevite, defende cautela, transparência e respeito ao devido processo diante das recentes notícias envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), após virem a público diálogos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Para a advogada, acontecimentos dessa natureza exigem exame cuidadoso, especialmente por envolverem integrantes da mais alta Corte do país e por alcançarem diretamente a percepção da sociedade sobre o funcionamento da Justiça. Segundo ela, não é adequado antecipar conclusões a partir de informações que ainda dependem de esclarecimentos. Ao mesmo tempo, quando surgem elementos capazes de gerar dúvidas objetivas sobre a atuação de autoridades públicas, é legítimo que a sociedade cobre explicações consistentes e verificáveis.

Na avaliação de Andréa, a resposta institucional precisa ser proporcional à relevância dos fatos e estar fundamentada nos princípios constitucionais, na transparência e no devido processo. Ela ressalta ainda que episódios dessa natureza podem provocar desgaste na imagem do Supremo caso permaneçam sem respostas claras.

“A confiança no Judiciário não decorre da ausência de controvérsias, mas da forma como elas são enfrentadas”, afirma. Para a presidente da OAB São Carlos e Ibaté, quando fatos relevantes chegam ao conhecimento público, é necessário permitir que os mecanismos institucionais competentes atuem, com apuração técnica, publicidade compatível com cada caso e respeito às garantias de todos os envolvidos.

Nesse contexto, Andréa também destaca a importância de diferenciar a instituição das decisões e condutas individuais de seus integrantes. Na sua avaliação, é plenamente possível criticar ministros do STF sem que isso represente um ataque à própria Corte. “Ministros, como quaisquer agentes investidos de função pública, podem ter seus atos submetidos à análise jurídica, acadêmica e institucional”, observa.

Para ela, a crítica responsável faz parte do debate democrático e não representa, por si só, uma ameaça às instituições. O equilíbrio estaria justamente em evitar tanto a desqualificação generalizada do Supremo quanto a tentativa de caracterizar toda discordância fundamentada como uma afronta institucional.

A presidente da OAB São Carlos e Ibaté também considera que o atual cenário pode contribuir para ampliar o debate sobre possíveis mudanças estruturais no Poder Judiciário. No entanto, ressalta que uma eventual reforma não deve ser construída como resposta a episódios específicos ou direcionada a determinados nomes.

Segundo Andréa, o debate sobre o aperfeiçoamento do Judiciário é anterior aos acontecimentos recentes e precisa considerar medidas de longo prazo. Ela cita estudos e propostas que vêm sendo desenvolvidos pela OAB SP, sob a presidência de Leonardo Sica, envolvendo temas como a organização das Cortes, transparência, acesso à Justiça e estabilidade institucional.

Entre as propostas em discussão está a adoção de mandato de 12 anos para ministros do Supremo Tribunal Federal, em substituição ao modelo atual, no qual os ministros permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória.

Para Andréa, a proposta é legítima e merece ser debatida, mas uma eventual mudança precisa ser analisada de maneira sistêmica. Entre os aspectos que devem ser considerados estão a independência judicial, a renovação da Corte, a previsibilidade institucional e a separação entre os Poderes. “A regra deve ser formulada para a instituição, e não a partir de quem hoje ocupa determinada cadeira”, defende.

Diante do cenário atual, a presidente da OAB São Carlos e Ibaté reforça a necessidade de equilíbrio institucional e de compromisso com os procedimentos previstos na Constituição. Para ela, não é saudável transformar toda notícia em condenação antecipada, assim como não é adequado ignorar dúvidas relevantes simplesmente porque envolvem autoridades de alta posição institucional.

Na sua avaliação, fatos concretos devem ser examinados pelos órgãos competentes, respeitando-se o devido processo e garantindo-se a publicidade na medida juridicamente cabível. A estabilidade democrática, afirma, depende de instituições que exerçam suas funções com independência e que sejam capazes de oferecer respostas consistentes quando a sociedade cobra esclarecimentos.

“A autoridade das instituições se preserva quando elas atuam com independência, submetem fatos relevantes aos canais legais de apuração e oferecem à sociedade respostas compatíveis com a responsabilidade de suas funções”, conclui Dra. Andréa Martos Valdevite, presidente da OAB São Carlos e Ibaté. 

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