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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - A aproximação entre universidades e empresas tem ampliado o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas a desafios concretos da indústria. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), um estudo conduzido no Programa de Pós-Graduação em Física (PPGF) utiliza inteligência artificial e algoritmos quânticos para otimizar processos de logística industrial. 

A pesquisa integra o Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e já resultou na contratação de um doutorando envolvido no projeto pelo Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun (CPA Wernher von Braun), parceiro da iniciativa.

O trabalho foi aplicado a um problema recorrente na indústria automobilística: a organização de estoques que abastecem linhas de montagem. Nessas fábricas, diferentes componentes - como pneus, portas e outros itens - precisam chegar exatamente no momento em que são requisitados na produção. Qualquer atraso na entrega de uma peça pode interromper o fluxo de montagem e gerar prejuízos operacionais.

"Um dos principais desafios estava no gerenciamento dos itens no estoque e na definição da melhor forma de organizar as peças para reduzir o tempo de manuseio. Quando um componente demora para chegar à linha de montagem, a produção pode ser interrompida, o que gera impactos operacionais", explica Celso Jorge Villas Boas, docente do Departamento de Física (DF) da UFSCar e orientador do projeto.

Mesmo com sistemas informatizados de controle, a organização física dos estoques ainda provocava atrasos. Como o espaço disponível é limitado, diferentes peças acabam sendo armazenadas nas mesmas prateleiras. "Muitas vezes você tem uma peça A na frente e uma peça B lá atrás. Se a produção quer a B, o operador precisa retirar a peça A, recolocá-la depois e então acessar a B. Esse processo leva tempo e continuava gerando atrasos", exemplifica o pesquisador.

Para enfrentar o problema, o grupo desenvolveu um método capaz de indicar a melhor forma de distribuir os componentes no estoque, reduzindo a necessidade de retirar e recolocar peças durante a operação. "Otimizamos o processo e, com o uso de algoritmos quânticos, conseguimos reduzir em cerca de 90% esse problema de reinserção. Simulamos o estoque com condições reais da fábrica e mostramos que realmente existem vantagens", afirma Villas Boas.

Esses algoritmos exploram princípios da mecânica quântica, como a superposição de estados, que permite avaliar simultaneamente diferentes combinações possíveis de organização dos itens. Esse tipo de abordagem é particularmente útil em situações com grande número de variáveis, comuns em sistemas logísticos complexos. "Tecnologias quânticas são uma nova fronteira baseada em princípios da mecânica quântica. Acredita-se que têm potencial de serem extremamente disruptivas, e uma delas é a computação quântica. Esse novo tipo de processamento permite realizar operações que seriam inimagináveis nos computadores que temos atualmente", explica o docente.

Os resultados do estudo já deram origem a artigos científicos e a um pedido de patente desenvolvido em parceria entre a Universidade e a empresa.

Conexão entre universidade e empresa
A colaboração que viabilizou o projeto surgiu a partir da intermediação da Agência de Inovação da UFSCar (AIn.UFSCar), responsável por aproximar pesquisadores e instituições interessadas em desenvolver soluções tecnológicas em parceria com a Universidade, por meio do Programa MAI/DAI, iniciativa do CNPq que busca fortalecer a pesquisa, o empreendedorismo e a inovação nas Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICT), por meio do envolvimento de estudantes de graduação e pós-graduação em projetos de interesse do setor empresarial, mediante parceria com empresas.

Segundo Villas Boas, essa mediação é fundamental para aproximar dois ambientes que operam com dinâmicas diferentes. "A empresa procurou a Agência de Inovação em busca de especialistas que trabalhassem com tecnologias quânticas, e foi assim que a parceria começou. Esse papel de conexão é fundamental, porque muitas vezes a universidade detém o conhecimento e a empresa apresenta a demanda, mas esses dois ambientes nem sempre se encontram de forma direta", relata.

Foi nesse contexto que o doutorando do PPGF, Gabriel Pedro Lima Moysés Fernandes - bolsista do projeto no âmbito do MAI/DAI -, foi contratado pelo CPA Wernher von Braun para atuar na implementação da tecnologia desenvolvida durante sua pesquisa. "A contratação permitirá que o pesquisador acompanhe a aplicação prática da solução no ambiente industrial, participando da adaptação do método às rotinas da fábrica e da avaliação dos resultados obtidos no processo produtivo", afirma o docente.

A próxima etapa será testar a solução diretamente no ambiente industrial. Inicialmente, o sistema deverá operar em paralelo ao modelo já utilizado pela empresa, permitindo comparar o desempenho das duas abordagens antes de uma eventual adoção definitiva. "Simular no computador é um passo importante, mas a validação no ambiente industrial traz desafios adicionais. Ainda assim, estamos otimistas, porque trabalhamos com condições muito próximas das encontradas na fábrica", conclui Villas Boas.

Para o doutorando, a experiência no âmbito do MAI/DAI foi determinante para sua formação acadêmica e profissional. "O programa foi especialmente importante para mim, pois me permitiu uma aproximação direta com os times de desenvolvimento do Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun. Essa interação foi fundamental para entender, na prática, como a academia e a indústria podem trabalhar em sincronia, desenvolvendo aplicações baseadas em ciência fundamental", destaca Fernandes.

Segundo o pesquisador, além dos resultados já alcançados, o grupo segue avançando em novas frentes de pesquisa. "Estamos desenvolvendo outras investigações que expandem essa abordagem para áreas ainda mais amplas, explorando o potencial das tecnologias quânticas em diferentes contextos industriais e científicos", finaliza.

Na UFSCar, o MAI/DAI é coordenado pela AIn.UFSCar, em parceria com as pró-reitorias de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, promovendo a interação entre grupos de pesquisa e empresas interessadas em transformar conhecimento científico em soluções tecnológicas com impacto na sociedade. Mais informações sobre o programa estão disponíveis em https://maidai.ufscar.br.

SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) inicia a segunda chamada para participação em um tratamento experimental voltado a pacientes com lipedema. O estudo dá continuidade a uma abordagem inovadora que busca melhorar a qualidade de vida das pacientes participantes, investigando os efeitos da combinação entre compressão pneumática intermitente e fototerapia.

A proposta é avaliar se a associação dessas técnicas pode reduzir sintomas e melhorar a circulação periférica nos membros inferiores. Segundo o fisioterapeuta e pesquisador do IFSC/USP, Matheus Henrique Camargo Antonio, autor do estudo, o tratamento utiliza uma bota pneumática especial que exerce pressão nas pernas para estimular a circulação e diminuir o inchaço. Simultaneamente, é aplicada uma luz laser para promover a fotobiomodulação, tecnologia integrada ao próprio equipamento.

“Serão realizadas dez sessões ao longo de cinco semanas para cada paciente, com duração média de trinta minutos por sessão”, explica o pesquisador.

O estudo é dedicado a mulheres residentes em São Carlos, com mais de 18 anos e com diagnóstico clínico prévio de lipedema. Não poderão participar pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, tabagismo, consumo de álcool ou antecedentes oncológicos.

A expectativa dos pesquisadores é que a combinação das terapias proporcione alívio significativo dos sintomas, oferecendo uma nova perspectiva de tratamento e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pacientes.

O que é lipedema

O lipedema é uma condição crônica e progressiva caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura subcutânea, que afeta principalmente pernas e quadris e, em alguns casos, os braços. Esse acúmulo ocorre de forma desproporcional, resultando em um aumento das extremidades inferiores em relação à parte superior do corpo.

Principais sintomas

Aumento de volume nas pernas ou braços (simétrico);

Sensação de peso ou dor ao toque;

Facilidade para formar hematomas;

Pele com aspecto irregular (tipo “casca de laranja”);

Inchaço que piora ao longo do dia;

Dificuldade para perder gordura nessas regiões, mesmo com dieta e exercício;

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida, há indícios de uma predisposição genética, já que a condição costuma ocorrer em famílias. O lipedema também está frequentemente associado a períodos de alterações hormonais, como puberdade, gestação e menopausa.

As pacientes interessadas em participar do estudo podem obter mais informações e realizar a inscrição na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF), localizada na Santa Casa da Misericórdia de São Carlos, pelo telefone (16) 3509-1351, em horário comercial.

ARARAS/SP - Arte, cultura, cidadania e desenvolvimento humano. O GURI é o programa de educação musical da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerido pela Santa Marcelina Cultura, que engloba tudo isso. Em 30 anos de história, já transformou a vida de mais de 1 milhão de crianças, adolescentes e jovens em todo o estado. Muitas famílias e comunidades também foram beneficiadas.

Com o objetivo de democratizar a educação musical e ampliar cada vez mais a atuação do programa para além dos polos abertos, o GURI também está nas escolas. A expansão permite que mais crianças, adolescentes e jovens tenham acesso a este tipo de formação diretamente na rede pública de ensino. 

Com implementação de forma escalonada, agora a Escola Municipal Profª. Terezinha Pires Barbosa Ulson, localizada no Jardim Esmeralda, na cidade de Araras, vai integrar a educação musical ao currículo escolar. Com o patrocínio da empresa Citrosuco, as aulas de música são destinadas aos estudantes do Ensino Fundamental I.A expansão não substitui as atividades já consolidadas nos polos abertos e polos na Fundação CASA, que continuam oferecendo ensino musical gratuito para milhares de estudantes. Inclusive, os polos abertos do GURI estão com matrículas abertas para os cursos gratuitos deste ano. Em todo o Estado, são mais de 120 mil vagas distribuídas nos 634 polos de ensino. A inscrição deve ser feita diretamente no polo. O prazo termina dia 13 de março. Para saber onde tem um polo do GURI, acesse o site souguri.art.br.

“O GURI é uma grande potência de transformação. Essas 120 mil novas vagas refletem o quanto essa política pública é fundamental e gera impacto para toda a população do estado de São Paulo. Cultura, educação e desenvolvimento humano caminhando juntos, por meio do GURI”, destaca Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas.

De acordo com Paulo Zuben, Diretor Artístico-Pedagógico da Santa Marcelina Cultura, o GURI tem por missão formar pessoas para a vida e a sociedade, por meio da educação musical. “No GURI, os estudantes desenvolvem outras habilidades que vão muito além das necessidades do fazer musical. Seja nas aulas de canto ou instrumento, a metodologia de ensino coletivo potencializa nos jovens o trabalho em grupo. O fazer em conjunto. Desenvolve a escuta. O GURI é uma oportunidade não só de aprender música, mas também de melhorar de vida”, comenta.

 

Parceria

Para executar suas atividades, o GURI conta com o apoio e a parceria de empresas e pessoas que acreditam no poder transformador da arte e da cultura.

 

Ensino de música nas Escolas

As aulas do GURI nas Escolas vão além do ensino instrumental: abordam apreciação musical, composição, improvisação e outros aspectos, alinhando-se às seis dimensões do conhecimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC): criação, crítica, estética, expressão, fruição e reflexão. Além disso, a prática musical desenvolve competências essenciais, como memória auditiva, escuta ativa, coordenação motora e raciocínio lógico, impactando positivamente o desempenho acadêmico dos alunos em disciplinas como matemática e ciências. 

 

GURI nas Escolas Municipais apoiadas pela Citrosuco

GEM Profª. Terezinha Pires Barbosa Ulson

Rua Emílio Pacagnella, 1665, Jardim Esmeralda, Araras, SP

 

Patrocinadores da Santa Marcelina Cultura – O GURI conta com os patrocínios Master: CTG Brasil; Bank of America; Tauste Supermercados; SABESP; Instituto Motiva; Instituto Ultra; Ultracargo; Ultragaz; Ipiranga; Verzani & Sandrini; Ouro: Vitafor; Via Appia; Arteris; WEG; BASF; Chiesi Farmacêutica; Prata: Novelis; Caterpillar; MAHLE; Usina Santa Maria; DM; Sicoob; Citrosuco; Capuani; Grupo Maringá; Valgroup; Santos Brasil; Instituto Center Norte; Instituto athié | wohnrath; Bronze: Cipatex; Maza; Mercedes-Benz; ACIF-Franca; Apoio Cultural: Ipiranga Agroindustrial; Yamaha; Distribuidora Ikeda; Castelo Alimentos; Pirelli; Frisokar; Tegma; Paulispell; e Ibiuna Investimentos, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura; Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e Santa Marcelina Cultura.

 

Para saber mais sobre o GURI, acesse o site oficial.

Para mais informações sobre a Santa Marcelina Cultura, acesse aqui

SÃO PAULO/SP - Com a aproximação da Páscoa, cresce também a busca por alternativas caseiras aos tradicionais ovos industrializados. Preparações feitas em casa, com ingredientes acessíveis e maior valor nutricional, têm conquistado espaço entre consumidores que desejam celebrar a data com equilíbrio.

De acordo com a professora do curso de Nutrição da Estácio, Juliana Gonçalves, é possível adaptar as receitas sem abrir mão do sabor. “Podemos preparar versões mais saudáveis de ovos de Páscoa em casa, focando em ingredientes funcionais, menos açúcar e gorduras. Fazer o próprio ovo permite controlar a qualidade dos ingredientes, resultando em opções mais saudáveis e saborosas”, explica.

Uma das principais orientações é optar por chocolate com maior teor de cacau, a partir de 70%. Hoje, o mercado oferece versões sem açúcar, sem lactose e com redução de gordura, que podem ser usadas como base. Para quem gosta de uma textura mais crocante, é possível acrescentar amendoim torrado e moído, aveia em flocos, castanhas (como do Pará e de caju) ou avelãs. Nos recheios, entram alternativas como pasta de amendoim, leite de coco com coco ralado e até whey protein, ampliando o teor proteico da preparação.

Na hora de escolher o chocolate, entender as diferenças nutricionais faz toda a diferença.O chocolate amargo (acima de 70% de cacau) concentra maior quantidade de cacau, o que significa mais antioxidantes e, geralmente, menos açúcar. Já o meio amargo (entre 40% e 70%) apresenta sabor mais intenso que o ao leite e teor intermediário de açúcar e gordura. O chocolate ao leite, por sua vez, costuma ter entre 20% e 35% de cacau, sendo o restante composto principalmente por açúcar, leite em pó e, em muitos casos, gordura vegetal.

Além da porcentagem de cacau, a nutricionista orienta observar atentamente o rótulo. O primeiro ingrediente da lista é sempre o que aparece em maior quantidade, por isso, o ideal é que seja massa de cacau, licor de cacau ou manteiga de cacau, e não açúcar. Também é recomendável dar preferência a produtos com lista de ingredientes mais enxuta.

“A recomendação geral é optar por produtos com no mínimo 70% de cacau. Chocolates com teores mais elevados, como 85% ou mais, oferecem benefícios ainda maiores devido à menor quantidade de ingredientes adicionados”, destaca Juliana. O cacau é rico em flavonoides, compostos bioativos associados a propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, importantes para a saúde cardiovascular e neurológica.

Para quem deseja reduzir o consumo de açúcar nas receitas caseiras, alternativas naturais podem ser utilizadas com moderação, como tâmaras, uvas-passas, mel ou melado de cana. A inclusão de castanhas, frutas secas e recheios à base de gorduras boas também contribui para tornar o ovo de Páscoa mais equilibrado do ponto de vista nutricional.

Mesmo com escolhas mais conscientes, o cuidado está na quantidade. A orientação é priorizar chocolates com maior teor de cacau e manter a moderação no consumo, cerca de 30 a 50 gramas por dia já são suficientes para aproveitar a data sem excessos, já que a proposta não é eliminar o chocolate da Páscoa, mas transformar a experiência em um momento de prazer e equilíbrio, sem radicalismos ou culpa alimentar.

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