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Redação

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 Jornalista/Radialista

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EUA - Mais de 3,7 mil pessoas foram diagnosticadas com ciclosporíase nos Estados Unidos até esta terça-feira, 14. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), a doença intestinal é causada pelo parasita microscópico Cyclospora cayetanensis e provoca diarreia aquosa, com evacuações frequentes e, às vezes, explosivas.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Michigan (MDHHS, na sigla em inglês) afirmou, na segunda-feira, 13, que investigações iniciais apontam para alface ou folhas de salada como uma possível fonte do surto, embora outros alimentos não possam ser totalmente descartados. A pasta informou que a apuração continua em andamento e que nenhum produto, produtor ou fornecedor específico foi identificado como origem da contaminação.

Segundo o último balanço divulgado pelo MDHHS, Michigan registrou 3.309 casos de ciclosporíase até a manhã desta terça-feira, com pelo menos 44 internações. A pasta informou que, normalmente, o Estado registra entre 40 e 50 casos da doença por ano.

Já o Departamento de Saúde de Ohio informou que o Estado registrou 397 casos de ciclosporíase até segunda-feira, 13, com pelo menos 46 hospitalizações.

Embora Michigan registre atualmente o maior número de infecções por Cyclospora nos EUA, o CDC afirmou que 31 Estados já confirmaram casos da doença e que vários deles apresentam números acima do habitual, incluindo Nova York, Illinois, Indiana e Kentucky. Desde 2016, o órgão registra uma média de 2,8 mil casos por ano em todo o país.

Este ano está "a caminho de ser o maior já registrado" em casos de ciclosporíase nos EUA, afirmou Caitlin Rivers, epidemiologista da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins, que acompanha os casos.

Alfaces e misturas de saladas, além de outros produtos frescos, como framboesas, manjericão, coentro, misturas de frutas, ervilhas-tortas e ervilhas-de-quebrar, já foram associados a surtos anteriores de Cyclospora nos EUA.

Em 2020, um surto ligado a saladas embaladas da Fresh Express, que continham alface-americana, repolho roxo e cenoura - o maior da história recente nos EUA, segundo o CDC - deixou 701 pessoas doentes em 14 Estados. O CDC também associou um surto ocorrido na Flórida em 2022 a saladas embaladas, incluindo kits de salada Caesar com alface-romana.

A Cyclospora é um parasita microscópico e esférico que, além de diarreia, pode causar perda de apetite, cólicas, inchaço, náuseas e fadiga. O parasita infecta o intestino e é transmitido pela ingestão de alimentos ou água contaminados. No passado, casos foram associados ao consumo de frutas e vegetais expostos à água de irrigação contaminada com fezes.

Embora complicações graves sejam raras, os sintomas podem persistir por meses se a infecção não for tratada. O CDC recomenda que pessoas com sintomas procurem um profissional de saúde para realizar exames e receber tratamento adequado, que pode incluir o uso de antibióticos.

*Com informações das agências internacionais.

 

 

por Estadao Conteudo

JAPÃO - As autoridades japonesas montaram uma operação para capturar um urso suspeito de invadir pelo menos 15 casas em Shizukuishi, na província de Iwate, ao longo das últimas duas semanas.

O caso mais recente ocorreu na segunda-feira, quando o animal entrou na residência de um casal de idosos e revirou a cozinha em busca de comida. Mitsuo Matsubara, de 87 anos, contou que ouviu barulhos no cômodo e encontrou um urso-negro-asiático diante da geladeira aberta, com alimentos espalhados pelo chão.

A sequência de invasões levou as autoridades a instalar armadilhas, cercas elétricas e reforçar as patrulhas na região. Moradores também passaram a receber alertas sobre a presença do animal.

Segundo Shiho Chida, especialista em ursos do setor ambiental da prefeitura de Iwate, a repetição dos ataques no mesmo local é incomum e pode indicar que apenas um animal esteja por trás dos episódios.

“É raro que um urso invada repetidamente a mesma área. Como pode ser o mesmo indivíduo, queremos capturá-lo o mais rápido possível”, afirmou ao jornal The Guardian.

Em uma propriedade rural, um urso entrou quatro vezes em prédios onde havia ração à base de leite. Em outra ocasião, câmeras registraram o animal tentando abrir a porta de correr de uma casa durante a madrugada. O agricultor conseguiu espantá-lo com uma lanterna e gritos.

Depois do episódio, ele começou a espalhar perto das entradas uma mistura caseira com mostarda japonesa na tentativa de afastar o animal

Na sexta-feira, outro morador voltou das compras e encontrou um urso dentro de casa, próximo ao quarto onde o pai idoso dormia. O animal fugiu quando o homem bateu uma porta, mas tentou retornar logo depois.

Segundo o relato, ele precisou segurar uma porta de correr por cerca de 30 segundos enquanto o urso, apoiado nas patas traseiras, tentava forçar a entrada.

Na noite seguinte, uma mulher encontrou outro urso procurando comida na cozinha. No domingo, o animal invadiu uma confeitaria japonesa e retirou donuts da geladeira.

As autoridades também registraram cinco invasões em uma mesma residência, onde o urso teria comido biscoitos, açúcar e karinto, doce japonês feito com massa frita e cobertura açucarada.

 

 

por Notícias ao Minuto

BÉLGICA - Uma brasileira, de Conselheiro Lafaiete (MG), foi morta a golpes de facão na segunda-feira na cidade de Marche-en-Famenne, na Bélgica.

Silvilene Rocha, 37, teria sido perseguida por um jovem de 20 anos na rua onde estava vivendo. O caso aconteceu na avenida de la Toison d'Or, entre meia-noite e 1h da manhã (horário local), segundo informações da TV belga Lux.

Vestígios de sangue foram encontrados ao longo de vários metros na via pública. Uma testemunha disse à emissora que tentou ajudar a vítima, que teria ficado com ferimentos profundos na cabeça. "Cena de extrema violência", descreveu.

A companheira de Silvilene, de 26 anos e também brasileira, ficou gravemente ferida. Ela teria conseguido fugir do local do ataque e foi hospitalizada, mas sem risco de morrer.

Motivação do crime ainda está sendo investigada. Autoridades relataram à mídia local que a casa onde as duas moravam era alugada, com suspeita de ser usada para prostituição.

O suspeito, natural de Marche-en-Famenne e sem antecedentes criminais, foi preso preventivamente no mesmo dia. Ainda conforme a imprensa belga, três de quatro pessoas que haviam sido detidas foram liberadas após a investigação.

Uma amiga da mineira, que preferiu não se identificar, relatou ao UOL que ela já havia passado por vários países antes da Bélgica. "Sua partida deixa uma grande saudade e muitas lembranças dos momentos que compartilhamento. Você será lembrada com carinho e jamais será esquecida", escreveu a mulher nas redes sociais.

 

 

por Folhapress

IRÃ - As Forças Armadas dos Estados Unidos restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos nesta terça-feira após uma nova escalada dos ataques do Irã contra embarcações que tentavam atravessar o estreito de Hormuz.

Antes da retomada do bloqueio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou uma nova série de bombardeios contra alvos em diferentes regiões do Irã. Durante a madrugada, sirenes de alerta para mísseis voltaram a soar no Bahrein e no Kuwait após novos ataques iranianos, ampliando a tensão na região e fragilizando ainda mais o cessar-fogo.

Poucas horas depois, a imprensa estatal iraniana informou que houve troca de tiros no estreito de Hormuz. Segundo o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, o Irã lançou dezenas de mísseis e drones contra países árabes vizinhos.

"Os Estados Unidos responsabilizam o Irã por agressões injustificadas que continuam colocando vidas inocentes em risco", afirmou o militar.

Atualmente, os EUA mantêm pelo menos 19 navios de guerra no Mar Arábico, entre eles dois porta-aviões e um navio de assalto anfíbio com mais de mil fuzileiros navais a bordo. O Centcom informou ainda que centenas de aeronaves militares estão em operação em diferentes pontos do Oriente Médio.

A retomada dos ataques e a disputa pelo controle do estreito de Hormuz aumentam o temor de uma nova guerra de grandes proporções na região.

Os Estados Unidos haviam imposto um bloqueio à passagem em abril, mas suspenderam a medida em junho, um dia após a assinatura de um acordo provisório que previa 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano e outros temas. As conversas, porém, perderam força à medida que os confrontos voltaram a se intensificar.

Na segunda-feira, ao anunciar o retorno do bloqueio, o presidente Donald Trump chegou a defender a cobrança de uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas pelo estreito. Horas depois, porém, desistiu da proposta após pedidos de aliados do Golfo Pérsico.

Segundo Trump, líderes da região ofereceram investimentos bilionários nos Estados Unidos como alternativa à cobrança.

"Prefiro esse acordo a cobrar pedágio, porque não acho que alguém deva pagar para atravessar o estreito", declarou.

A proposta representaria uma mudança significativa na política americana, que historicamente defende a livre navegação na região.

Trump também afirmou, em entrevista à emissora Fox News, que novos ataques ao Irã poderão ocorrer nos próximos dias e que pontes e usinas de energia estão entre os possíveis alvos caso Teerã não retome as negociações.

O acordo temporário previa passagem livre pelo estreito de Hormuz durante 60 dias, mas não definiu regras para o período seguinte. O governo iraniano afirma ter o direito de controlar o tráfego marítimo e cobrar taxas pela utilização da rota, posição rejeitada por Washington.

Em meio ao aumento das tensões, o barril do petróleo Brent chegou a ultrapassar os US$ 87 durante a terça-feira, mas recuou para cerca de US$ 78 após as declarações de Trump.

Enquanto isso, mediadores internacionais, liderados pelo Paquistão, seguem tentando restabelecer o cessar-fogo. Delegações do Líbano e de Israel também voltaram a se reunir em Roma para negociar um acordo com mediação dos Estados Unidos.

Desde o início da guerra, o Hezbollah entrou no conflito em apoio ao Irã e lançou ataques contra Israel, que respondeu com uma ofensiva terrestre no sul do Líbano.

No mês passado, Israel e Líbano anunciaram um acordo preliminar para a retirada das tropas israelenses em troca do desarmamento do Hezbollah, mas a implementação do entendimento permanece travada.

 

 

por Notícias ao Minuto

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