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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - Unidades e órgãos públicos de São Carlos estão  recebendo cartazes da Campanha 2026 “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”, iniciativa que integra a mobilização mundial pelo Dia de Combate ao Trabalho Infantil, celebrado em 12 de junho.

Instituída pela Organização Internacional do Trabalho em 2002 e reconhecida no Brasil pela Lei nº 11.542/2007, a data reforça a importância da prevenção e da erradicação dessa grave violação de direitos. Desde 2023, o município conta com a Comissão Intersetorial de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (CIPETI), que reúne diferentes secretarias municipais para estimular ações estratégicas.

Além da campanha, estão previstas atividades formativas e de sensibilização voltadas à sociedade civil, crianças e adolescentes. Situações de trabalho infantil podem ser denunciadas pelo site do Ministério Público do Trabalho ou ainda pelo Disque 100.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, cerca de 138 milhões de crianças estão em situação de trabalho infantil no mundo. No Brasil, dados recentes do IBGE apontam aproximadamente 1,6 milhão de crianças e adolescentes nessa condição, sendo que mais de 500 mil atuam nas piores formas de trabalho, como atividades perigosas, insalubres e até exploração sexual. Entre 2007 e 2024, o Ministério Público do Trabalho registrou mais de 45 mil acidentes graves envolvendo esse público.

A secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania, Gisele Santucci, destacou: “O trabalho infantil compromete o futuro de nossas crianças e adolescentes. Esta campanha é um chamado coletivo para que toda a sociedade se mobilize, garantindo proteção, oportunidades e dignidade. Erradicar o trabalho infantil é responsabilidade de todos nós”.

SÃO CARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC) abriu oficialmente o processo eleitoral para a escolha dos representantes de educadores e educandos no Conselho de Ensino Unificado (CEU), gestão 2026/2028. As urnas já foram lacradas e preparadas, garantindo a lisura, a segurança e a transparência da votação, que ocorrerá entre os dias 15 e 19 de junho.

O processo eleitoral destaca o propósito da instituição com a gestão democrática e participativa. A presença de professores e alunos é considerada essencial para fortalecer a representatividade e assegurar que as decisões do CEU reflitam os interesses da comunidade acadêmica.

O presidente da FESC, Eduardo Cotrim, reforçou a importância do momento. “Este processo eleitoral é uma oportunidade para que educadores e educandos exerçam plenamente sua cidadania acadêmica. A participação de todos é fundamental para consolidar uma gestão democrática e inclusiva, que valorize o diálogo e a construção coletiva”, encerrou.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Departamento de Vigilância em Saúde, continua oferecendo a vacina Qdenga contra a dengue em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs) do município. A imunização é destinada a crianças e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos.

Desde o início da campanha, em 16 de junho de 2025, a cobertura vacinal da primeira dose atingiu 54,27% do público-alvo, enquanto a segunda dose alcançou apenas 28,41%. A população elegível para receber o imunizante em São Carlos é de 14.344 pessoas.

Dados da Secretaria de Saúde mostram que já foram aplicadas 7.740 primeiras doses e 4.215 segundas doses. Entre os adolescentes de 10 anos, foram registradas 2.713 aplicações da primeira dose e 1.101 da segunda. Na faixa de 11 anos, os números chegam a 1.597 e 1.088 doses, respectivamente. Entre os jovens de 12 anos, foram aplicadas 1.159 primeiras doses e apenas 757 segundas doses. Já para os adolescentes de 13 anos, foram registradas 1.180 aplicações da primeira dose e 657 da segunda. Na faixa de 14 anos, 1.091 adolescentes receberam a primeira dose e 612 completaram o esquema vacinal.

O esquema recomendado prevê duas doses da vacina, com intervalo de três meses entre elas. Em casos de infecção por dengue, a vacinação deve ser adiada por seis meses após a recuperação. Se a doença for contraída entre a primeira e a segunda dose, a aplicação da segunda deve ser mantida na data prevista, desde que haja um intervalo mínimo de 30 dias entre a infecção e a vacinação.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforça a importância de que pais e responsáveis levem crianças e adolescentes para completar o esquema vacinal. Segundo ela, a suspensão preventiva anunciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) refere-se exclusivamente à vacina destinada ao público adulto, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e não afeta a Qdenga, utilizada atualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A vacina Qdenga continua sendo aplicada normalmente e é segura. Ela protege contra os quatro sorotipos da dengue e é fundamental que o público-alvo complete o esquema de duas doses para garantir a proteção adequada”, destaca Denise.

A Secretaria Municipal de Saúde também informa que as equipes seguem acompanhando as orientações do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunizações (PNI) sobre a estratégia de vacinação contra a dengue.

A vacinação é realizada de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, em todas as UBSs e USFs da cidade. Para receber a dose, é necessário apresentar documento oficial com foto e a caderneta de vacinação.

BRASÍLIA/DF - A Corte de Cassação, instância máxima do sistema judicial da Itália, apontou uma suposta parcialidade do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), para anular a sentença de extradição da ex-parlamentar da Europa para o Brasil.

Em decisão divulgada nesta sexta-feira, 12, a Justiça italiana diz que Moraes atuou sob "dupla veste", como julgador e de pessoa afetada pelo crime imputado a Zambelli.

"Múltiplos elementos capazes de fazer duvidar da imparcialidade, sob o aspecto objetivo, do Tribunal que proferiu a condenação da recorrente. Isso em razão da dupla veste assumida pelo M. A. D. M. (referência ao ministro) como componente do colegiado julgador e como pessoa danificada por um dos crimes imputados à recorrente", diz.

Zambelli foi condenada pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo porte de arma de fogo ilegal nas eleições de 2022.

A mando da ex-deputada, o hacker Walter Delgatti Neto inseriu um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes no sistema da Justiça. "Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L", dizia o documento falso.

Para a Justiça italiana, Moraes incorreu em um "acúmulo atípico de funções judiciais" ao conduzir parte das investigações e ser o juiz responsável por analisar o mérito do caso.

"Resulta dos autos transmitidos que o M. A. D. M. foi designado como relator do procedimento penal em desfavor de Z. S. O. C. (Zambelli); nessa condição, ele participou da decisão das questões preliminares, inclusive aquela relativa à sua incompatibilidade, bem como da decisão de condenação da recorrente no que tange aos crimes imputados e daquela que determinou a perda imediata do mandato parlamentar de Z. S. O. C.; o mesmo Juiz, ademais, expediu o mandado de prisão em desfavor de Z. S. O. C., redigiu o pedido de extradição e forneceu informações a respeito do Estabelecimento prisional", diz.

Entenda o caso

A Corte de Cassação anulou no dia 22 de maio, a extradição da ex-deputada federal. Zambelli foi solta após a decisão. Ela publicou um vídeo no perfil de seu marido, Coronel Aginaldo, no Instagram, acompanhada dele e do advogado Pieremilio Sammarco.

"Hoje é dia 22 de maio de 2026, dia de Santa Rita, nome da minha mãe e da pessoa que era minha companheira de cela", disse Zambelli.

O processo ainda depende de uma decisão do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. O ministro tem um prazo de 45 dias para se manifestar a partir do acórdão da nova decisão da Justiça.

Antes da decisão desta sexta-feira, a Justiça italiana vinha proferindo decisões a favor da extradição de Zambelli nos dois processos em que ela foi condenada no STF. A defesa recorreu, então, à Corte de Cassação, que é a última instância da Justiça no país. Zambelli teve seu mandato de parlamentar cassado pela Justiça eleitoral de São Paulo em 2025.

 

 

 por Estadao Conteudo

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