IRÃ - As Forças Armadas dos Estados Unidos restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos nesta terça-feira após uma nova escalada dos ataques do Irã contra embarcações que tentavam atravessar o estreito de Hormuz.
Antes da retomada do bloqueio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou uma nova série de bombardeios contra alvos em diferentes regiões do Irã. Durante a madrugada, sirenes de alerta para mísseis voltaram a soar no Bahrein e no Kuwait após novos ataques iranianos, ampliando a tensão na região e fragilizando ainda mais o cessar-fogo.
Poucas horas depois, a imprensa estatal iraniana informou que houve troca de tiros no estreito de Hormuz. Segundo o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, o Irã lançou dezenas de mísseis e drones contra países árabes vizinhos.
"Os Estados Unidos responsabilizam o Irã por agressões injustificadas que continuam colocando vidas inocentes em risco", afirmou o militar.
Atualmente, os EUA mantêm pelo menos 19 navios de guerra no Mar Arábico, entre eles dois porta-aviões e um navio de assalto anfíbio com mais de mil fuzileiros navais a bordo. O Centcom informou ainda que centenas de aeronaves militares estão em operação em diferentes pontos do Oriente Médio.
A retomada dos ataques e a disputa pelo controle do estreito de Hormuz aumentam o temor de uma nova guerra de grandes proporções na região.
Os Estados Unidos haviam imposto um bloqueio à passagem em abril, mas suspenderam a medida em junho, um dia após a assinatura de um acordo provisório que previa 60 dias de negociações sobre o programa nuclear iraniano e outros temas. As conversas, porém, perderam força à medida que os confrontos voltaram a se intensificar.
Na segunda-feira, ao anunciar o retorno do bloqueio, o presidente Donald Trump chegou a defender a cobrança de uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas pelo estreito. Horas depois, porém, desistiu da proposta após pedidos de aliados do Golfo Pérsico.
Segundo Trump, líderes da região ofereceram investimentos bilionários nos Estados Unidos como alternativa à cobrança.
"Prefiro esse acordo a cobrar pedágio, porque não acho que alguém deva pagar para atravessar o estreito", declarou.
A proposta representaria uma mudança significativa na política americana, que historicamente defende a livre navegação na região.
Trump também afirmou, em entrevista à emissora Fox News, que novos ataques ao Irã poderão ocorrer nos próximos dias e que pontes e usinas de energia estão entre os possíveis alvos caso Teerã não retome as negociações.
O acordo temporário previa passagem livre pelo estreito de Hormuz durante 60 dias, mas não definiu regras para o período seguinte. O governo iraniano afirma ter o direito de controlar o tráfego marítimo e cobrar taxas pela utilização da rota, posição rejeitada por Washington.
Em meio ao aumento das tensões, o barril do petróleo Brent chegou a ultrapassar os US$ 87 durante a terça-feira, mas recuou para cerca de US$ 78 após as declarações de Trump.
Enquanto isso, mediadores internacionais, liderados pelo Paquistão, seguem tentando restabelecer o cessar-fogo. Delegações do Líbano e de Israel também voltaram a se reunir em Roma para negociar um acordo com mediação dos Estados Unidos.
Desde o início da guerra, o Hezbollah entrou no conflito em apoio ao Irã e lançou ataques contra Israel, que respondeu com uma ofensiva terrestre no sul do Líbano.
No mês passado, Israel e Líbano anunciaram um acordo preliminar para a retirada das tropas israelenses em troca do desarmamento do Hezbollah, mas a implementação do entendimento permanece travada.
por Notícias ao Minuto
IRÃ - O escritório do ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad negou nesta terça-feira (14) que ele tenha sido o centro de uma operação secreta de Israel para prepará-lo como um ativo de inteligência e reconduzi-lo ao poder no Irã após a guerra.
A negativa, publicada em rede social ligada ao ex-presidente, veio um dia depois de o jornal americano The New York Times e o israelense Haaretz revelarem detalhes da operação, atribuída a autoridades americanas, israelenses e iranianas ouvidas sob condição de anonimato.
Segundo a reportagem do New York Times, o plano incluía a organização de uma conferência sobre mudanças climáticas na Hungria, usada como fachada para permitir encontros secretos entre Ahmadinejad e agentes da inteligência israelense.
A operação teria culminado logo no início da guerra entre Irã e Israel, com uma tentativa dramática de resgate do ex-presidente depois que sua residência foi atingida por um ataque aéreo -episódio após o qual, segundo o jornal, Ahmadinejad ficou desiludido com o plano e deixou o esconderijo em que estava sendo mantido.
O comunicado do gabinete de Ahmadinejad disse que a reportagem faz "alegações estilo Hollywood", criadas para minar sua popularidade. O comunicado afirmou ainda que o texto busca "explorar sensibilidades políticas decorrentes de ameaças militares", o que seria uma forma de "guerra psicológica" contra a população.
O grau de envolvimento pessoal do próprio Ahmadinejad na elaboração do comunicado não pôde ser confirmado, já que este foi assinado por seu gabinete e, em alguns trechos, se refere a ele na terceira pessoa. O texto foi veiculado por um órgão de imprensa próximo ao ex-presidente.
O New York Times citou quatro autoridades iranianas de alto escalão segundo as quais Ahmadinejad estaria em prisão domiciliar, sob custódia da ala de inteligência da Guarda Revolucionária, embora sua situação atual permaneça incerta. Já a nota publicada em seu nome nega que ele esteja em prisão domiciliar.
Em resposta às negativas, a porta-voz do jornal Nicole Taylor disse que o escritório de Ahmadinejad fez "acusações flagrantemente falsas" na tentativa de manipular a opinião pública.
Ela afirmou que a reportagem foi fruto do trabalho contínuo de uma equipe de repórteres experientes -os mesmos, ela destaca, que revelaram, em publicação em maio, que Ahmadinejad havia sido escolhido pelos EUA e por Israel para assumir o poder no Irã como parte de um plano de mudança de regime.
Ainda nesta terça, após as publicações do New York Times e do Haaretz, a televisão estatal iraniana exibiu imagens de Ahmadinejad no funeral do líder supremo Ali Khamenei, morto durante a guerra. Nas imagens, ele ergue a mão em aparente cumprimento a alguém fora da imagem, sorri e acena com a cabeça.
Autoridades israelenses não se pronunciaram publicamente sobre o plano publicado pelos jornais na segunda, e um porta-voz de Ahmadinejad havia se recusado a comentar antes da publicação das reportagens.
Ahmadinejad governou o Irã de 2005 a 2013 e ficou conhecido internacionalmente por discursos hostis a Israel, incluindo ameaças de apagar o país do mapa. Em anos recentes, porém, passou a criticar publicamente lideranças do regime iraniano por corrupção e reduziu o tom de sua retórica anti-israelense.
De acordo com o New York Times, em 28 de fevereiro -no início da guerra-, um ataque aéreo atingiu o complexo onde ele morava, mirando o alojamento de seus seguranças e seu carro blindado. Logo em seguida, um veículo preto teria chegado ao local e retirado o ex-presidente às pressas.
Já em um esconderijo, ele teria demonstrado insatisfação com a condução da operação -não está claro quando ou como deixou esse local posteriormente. A reportagem do NYT também aponta que, a partir do ataque, os serviços de inteligência do Irã passaram a investigar as ligações do ex-presidente com Israel.
por Folhapress
EUA - Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (8) que considera encerrado o memorando de entendimento firmado com o Irã para pôr fim ao conflito entre os dois países.
Questionado sobre o cessar-fogo, o presidente dos Estados Unidos disse acreditar que o acordo “já acabou”, após Washington e Teerã trocarem novos ataques na sequência de supostas ofensivas no Estreito de Ormuz.
“Não quero ter mais nada a ver com eles. São escória, são pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes e são pessoas cruéis e violentas. E, se tivessem uma arma nuclear, usariam”, declarou Trump.
A fala ocorreu em Ancara, na Turquia, antes de uma cúpula da Otan. Na véspera do encontro, o presidente norte-americano também havia feito críticas duras a aliados dos Estados Unidos.
por Notícias ao Minuto
IRÃ - O Irã anunciou nesta terça-feira (16) que a guerra com os Estados Unidos e Israel terminou, após o acordo com Washington, reiterando que qualquer ataque israelense e a presença das suas tropas em território libanês constituem uma violação do pacto.
"A guerra terminou oficialmente ontem na segunda-feira em todas as frentes", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, citado pela televisão estatal iraniana IRIB.
Abbas Araghchi adiantou que "qualquer ataque israelense contra o Líbano é uma violação dos entendimentos" alcançados.
"Do nosso ponto de vista, as duas partes deste acordo são os Estados Unidos e Israel, por um lado, e o Irã e o Hezbollah, por outro", sublinhou.
"O fim da guerra no Líbano é parte inseparável [do acordo]", afirmou, reiterando que "a guerra não terminará até que Israel se retire dos territórios libaneses que ocupou", segundo a agência de notícias Mehr.
O ministro iraniano confirmou ainda que na sexta-feira "haverá uma nova rodadade negociações" com os Estados Unidos em Genebra, na Suíça, com o objetivo de "chegar a um acordo final".
"Após três meses de negociações, conseguimos concluir a primeira fase [das conversas]", afirmou Araghchi.
O acordo preliminar prolonga por 60 dias o cessar-fogo em vigor desde 08 de abril e estabelece um quadro de discussões para futuras negociações sobre o acordo nuclear.
Os compromissos garantem a reabertura do estreito de Ormuz e um levantamento progressivo das sanções sobre Teerã.
Israel ocupa grandes áreas do sul do Líbano, em resposta a ataques do grupo radical pró-iraniano Hezbollah, e continua bombardeando o país vizinho apesar do anúncio do acordo mediado pelo Paquistão.
Desde o início das hostilidades entre Israel e o movimento xiita libanês, como parte da guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irã, cerca de 3.800 pessoas foram mortas só no Líbano por ataques israelitas, que também forçaram mais de um milhão de pessoas a fugir das suas casas.
por Notícias ao Minuto
EUA - A seleção do Irã poderá entrar nos Estados Unidos na véspera dos jogos na fase de grupos da Copa do Mundo. A informação foi divulgada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla original em inglês) à agência Reuters, nesta terça-feira.
Nos últimos dias, o embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, afirmou que a seleção teria que entrar no país norte-americano no dia dos jogos pela manhã, deixando os Estados Unidos pouco após as partidas. Um porta-voz do DHS negou a alegação.
— Essas declarações são falsas. Graças à generosidade do presidente (Donald) Trump, a seleção iraniana poderá chegar no dia anterior às partidas — disse o porta-voz à Reuters.
Todos os jogos do Irã na fase de grupos serão nos Estados Unidos: os dois primeiros em Los Angeles, contra Nova Zelândia e Bélgica, e o último em Seattle, contra o Egito.
Por causa da demora para a emissão dos vistos - concedidos aos jogadores apenas na última sexta-feira -, a seleção iraniana teve que transferir sua base de treinos.
No planejamento original, a Fifa havia colocado o Irã em um centro de treinamentos em Tucson, no Arizona (EUA). Com os problemas burocráticos, a seleção foi realocada para Tijuana, no México, onde desembarcou no último domingo.
Mesmo com os vistos concedidos para os jogadores, a embaixada do Irã na Turquia acusou os Estados Unidos de tratamento discriminatório, afirmando que membros do estafe técnico não receberam autorizações para ingressar no país.
O Irã está em guerra contra Estados Unidos e Israel desde fevereiro. Os últimos meses foram marcados por ameaça de boicote, problemas para a emissão de vistos e até um artilheiro que ficou fora da convocação.
Por Redação do ge
IRÃ - As forças dos Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã na quarta-feira, após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que Teerã está “enrolando nas negociações”.
Segundo autoridades americanas ouvidas pela agência Associated Press sob condição de anonimato, o Comando Central dos EUA derrubou quatro drones iranianos que representavam ameaça na região do Estreito de Ormuz.
Os militares americanos também atingiram uma estação de controle terrestre em Bandar Abbas, cidade estratégica localizada no estreito e que abriga a principal base da Marinha iraniana. De acordo com os relatos, o local se preparava para lançar um quinto drone.
Os ataques aconteceram após Trump demonstrar confiança de que sua gestão está avançando em uma solução para o conflito, apesar das negociações seguirem incertas.
O presidente americano tenta costurar um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz e apresente como vitória a redução da capacidade nuclear iraniana, encerrando um conflito que enfrenta resistência entre republicanos.
A tensão internacional ocorre em meio à aproximação das eleições legislativas nos Estados Unidos, que definirão o controle do Congresso, em um cenário de preocupação com o aumento dos preços dos combustíveis e do custo de vida.
Trump, no entanto, negou que o calendário eleitoral esteja influenciando sua estratégia.
“Eles acharam que poderiam esperar porque ‘ele tem as eleições legislativas’, mas eu não me importo com isso”, declarou.
“Eles querem muito fazer um acordo. Até agora não conseguiram. Não estamos satisfeitos, mas vamos ficar, ou então teremos de concluir nosso objetivo”, acrescentou.
Os novos bombardeios ocorreram após operações consideradas “defensivas” realizadas na segunda-feira contra lançadores de mísseis e embarcações de minas no sul do Irã. Washington afirma que tem atuado com cautela devido ao cessar-fogo considerado frágil, mantido há algumas semanas.
Um dos principais impasses nas negociações envolve o estoque de urânio enriquecido do Irã. Os Estados Unidos querem que Teerã entregue o material em troca do alívio das sanções econômicas.
Trump afirmou que não se sentiria “confortável” caso Rússia ou China recebessem esse urânio.
Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã possui atualmente 440,9 quilos de urânio enriquecido a 60%, nível próximo dos 90% necessários para uso militar.
Outro ponto em discussão é se o cessar-fogo incluirá também as operações de Israel contra o Hezbollah, no Líbano.
O memorando em negociação prevê tréguas entre EUA, Irã e grupos aliados, mas mantém o direito de Israel agir em legítima defesa.
Trump também defendeu que países como Kuwait, Arábia Saudita, Catar e Paquistão passem a integrar os Acordos de Abraão, firmados durante seu primeiro mandato para normalizar relações diplomáticas com Israel.
Segundo diplomatas do Golfo ouvidos pela AP, a proposta gerou “silêncio atônito”, embora outras fontes afirmem que houve reações positivas nos bastidores.
por Notícias ao Minuto
IRÃ - O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, chegou à China para um encontro com seu homólogo, Wang Yi, nesta quarta-feira (6), cerca de uma semana antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também viajar ao país asiático para um encontro com o líder do regime, Xi Jinping.
A reunião entre os chefes das relações diplomáticas ocorre a convite de Pequim, que vê risco de sua matriz energética ser prejudicada em decorrência da guerra no Irã. A maior parte do petróleo que passa pelo estreito de Hormuz, que se tornou o epicentro da tensão devido ao fechamento pelo país persa, tem como destino a China.
É a primeira visita de Araghchi ao país desde o início do conflito. O Ministério das Relações Exteriores do país persa afirmou que a ida do iraniano ocorre para "dar continuidade a consultas diplomáticas" e conversar sobre as relações bilaterais e internacionais.
Segundo da agência iraniana Isna, Araghchi falou sobre o andamento das negociações com os EUA, e declarou que o país só aceitará "um acordo justo e abrangente". "Faremos todo o possível para proteger nossos direitos e interesses legítimos nas negociações", disse.
Já o chanceler chinês, segundo relato de Pequim, declarou que o fim das hostilidades é "imperativo", e que "apoia o Irã na salvaguarda de sua soberania e segurança nacionais". As autoridades teriam ainda discutido a questão nuclear, com Wang reconhecendo o direito do país persa do desenvolvimento pacífico de energia atômica.
A nota chinesa diz ainda que Araghchi teria afirmado que a reabertura do estreito está próxima de acontecer, uma afirmação que não se repetiu no relato da agência iraniana.
A China tem se colocado como imparcial no conflito, ao passo que condenou em diversas ocasiões as ações conjuntas dos EUA e de Israel contra a soberania iraniana. Pequim se apresenta como ator capaz de auxiliar na desescalada da guerra, afirmando que apoia as negociações entre os envolvidos.
Nesta segunda-feira (6), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, pediu à China que intensifique seus esforços diplomáticos para que o país persa abra Ormuz à navegação internacional.
Pequim tem grande influência sobre o Irã, uma vez que é um dos poucos países que mantêm relações diplomáticas com Teerã, com ampliação da cooperação política e econômica nos últimos anos. O Irã, por sua vez, é parte estratégica da expansão do programa chinês Cinturão e Rota, visto que está posicionado em uma região que conecta a Ásia a outros países do Oriente Médio e à Europa.
Os movimentos de Washington tentam fazer com que a China também se responsabilize pelas negociações pela reabertura do trecho, sob o argumento de que as refinarias do país ignoram sanções e recebem petróleo iraniano, da dependência do abastecimento da cadeia energética chinesa em relação ao óleo que passa por Ormuz e das trocas entre os regimes.
Como instrumento de pressão, em abril, os EUA impuseram sanções à refinaria independente chinesa Hengli Petrochemical, acusada de comprar petróleo iraniano, ampliando a lista de empresas chinesas sancionadas em decorrência da negociação com os persas.
Em contrapartida, a China utilizou pela primeira vez um instrumento criado para neutralizar imposições que considera violações das leis internacionais ou restrições ao comércio, fazendo com que as empresas não tenham obrigação de cumprir a decisão americana contra as refinarias.
A expectativa é que Wang e Araghchi tenham discutido o fechamento de Hormuz e que o lado chinês tenha feito a consulta para preparar Pequim para a chegada de Trump na próxima semana.
Bessent já havia adiantado que o fechamento do estreito faria parte da mesa de negociação entre Trump e Xi no encontro entre os dois, previsto para 14 e 15 de maio. O americano vai ao país em mais um capítulo da trégua comercial entre China e EUA, iniciada na última reunião entre eles, em outubro, na Coreia do Sul.
por Folhapress
EUA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que o Irã concordou em entregar seu estoque de urânio enriquecido e que os dois países estão perto de um acordo para encerrar o conflito. O regime iraniano não confirmou as informações.
Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que há "uma chance muito boa" de um entendimento ser alcançado. Segundo ele, Teerã aceitou devolver o material nuclear -que o presidente chamou de "pó nuclear"-, em referência ao estoque de urânio enriquecido que Washington afirma poder ser utilizado na produção de armas atômicas.
As falas indicam um possível avanço nas negociações entre os dois países após semanas de tensão, embora detalhes do eventual acordo ainda não tenham sido divulgados.
Ainda segundo Trump, uma eventual assinatura do acordo pode ocorrer em novas rodadas de negociação em Islamabad, no Paquistão. O americano não descartou viajar ao local caso o entendimento seja formalizado. Ele também afirmou que os diálogos entre os países podem ocorrer já neste fim de semana e disse não ter certeza se será necessário estender o atual cessar-fogo.
Como tem feito com países aliados dos EUA, Trump ainda criticou a Austrália ao dizer que Canberra "não esteve presente quando foi necessário" em referência às tensões no estreito de Hormuz, bloqueado durante a guerra entre Washington e Teerã.
por Folhapress
EUA - Os preços do petróleo despencaram mais de 15% e voltaram a ficar abaixo dos US$ 100 após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar o ultimato ao Irã e Teerã sinalizar disposição para negociar um cessar-fogo permanente.
Por volta das 21h15 de Brasília, o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo nos Estados Unidos, caía 15,40%, sendo negociado a US$ 95,55.
Já o Brent do Mar do Norte, referência global, recuava 15,03%, para US$ 92,85. Ambos voltaram a ficar abaixo da marca simbólica dos US$ 100, em meio ao alívio do mercado com a possibilidade de cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz.
"Aceito suspender os bombardeamentos e os ataques contra o Irã durante duas semanas", declarou Trump na rede Truth Social, pouco mais de uma hora antes do fim do ultimato que havia reforçado na véspera, após negociações com mediadores paquistaneses.
O cessar-fogo foi condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz, o que também foi confirmado pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
Teerã anunciou ainda que pretende negociar com os Estados Unidos um acordo para encerrar a guerra, com conversas previstas a partir de sexta-feira, em Islamabad, ao longo de duas semanas. O país também se comprometeu a reabrir o estreito caso cessem os ataques americanos e israelenses.
"Se os ataques contra o Irã cessarem, as nossas poderosas forças armadas cessarão as suas operações defensivas", afirmou Araghchi na rede X.
"Durante um período de duas semanas, será possível uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas", acrescentou.
Antes desses anúncios, o preço do petróleo havia disparado cerca de 70% desde o início do conflito, no fim de fevereiro.
"Assim que a Casa Branca recuou e substituiu a escalada iminente por um cessar-fogo condicional de duas semanas, o mercado do petróleo começou a recuperar um funcionamento mais fluido e equilibrado", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, em entrevista à agência France Presse.
Segundo ele, houve uma redução do chamado "prêmio de risco" que vinha pressionando os preços nos últimos dias.
Os investidores "esperavam desesperadamente notícias encorajadoras há várias semanas e, ainda mais desesperadamente, ver medidas concretas sendo tomadas para uma desescalada", disse Michael Brown, da corretora Pepperstone.
Apesar do alívio, analistas alertam que o cenário ainda é incerto.
"No entanto, para que esta evolução se confirme, os operadores precisarão de mais do que simples declarações diplomáticas. Terão de constatar uma retoma efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz. Enquanto não estiver visivelmente reaberto, tratar-se-á de simples liquidações de posições, em vez de uma reavaliação sustentável dos preços", concluiu Innes.
por Notícias ao Minuto
IRÃ - O Ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, garantiu que a seleção iraniana disputará a Copa do Mundo caso seus jogos sejam realocados para o México. O político, contudo, reforçou que o pedido feito à Fifa ainda não teve resposta.
"Nosso pedido para a Fifa realocar os jogos do Irã dos Estados Unidos para o México ainda está válido, mas ainda não recebemos uma resposta. Se for aceita, a participação do Irã na Copa do Mundo é certa. No entanto, a Fifa ainda não respondeu", disse Ahmad Donyamali, Ministro do Esporte do Irã, à agência de notícias turca Anadolu.
O Irã fará jogos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito na fase de grupos da Copa. Os dois primeiros serão no SoFi Stadium, em Los Angeles, enquanto o último será no Lumen Field, em Seatlle.
A participação do Irã no Mundial ainda é incerta. Em março, o próprio Ministro do Esporte iraniano disse que a seleção não disputaria a Copa devido à guerra do Irã contra Estados Unidos e Israel.
O Irã busca mudar seus jogos para o México principalmente após a fala do presidente americano, Donald Trump, de que a presença dos iranianos na Copa "seria inadequada" para sua própria segurança. A Fifa, no entanto, já indicou que não pretende mudar os locais dos jogos, esperando que as equipes "compitam conforme o calendário".
O Ministro do Esporte do Irã garante que a seleção segue sua preparação para a Copa, atribuindo a participação da equipe à aceitação do pedido realizado à Fifa para a mudança do local.
Como Ministro do Esporte, junto à Federação Iraniana de Futebol, estamos mantendo a seleção preparada para a Copa do Mundo. Contudo, a decisão final será tomada pelo nosso governo.Ahmad Donyamali, Ministro do Esporte do Irã
Nessas circunstâncias, a possibilidade do Irã participar em jogos da Copa do Mundo nos EUA é muito baixa.
O político iraniano também criticou o presidente Donald Trump. Ele reforçou que os países-sede deveriam garantir a segurança de todas as seleções e disse que se os jogos do Irã forem em solo americano, a possibilidade de participação é "muito baixa".
Trump está fazendo pronunciamentos muito contraditórios, o que ele diz é muito incosistente. Enquanto for o caso, de acordo com os regulamentos da Fifa, a segurança deve ser fornecida pelo país-sede. No entanto, a Copa do Mundo acontecerá em breve, e oferecer garantias durante esse período é questionável.
por Folhapress
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.