BRASÍLIA/DF - No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).
No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.
Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.
Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.
Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).
Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - Mais de 433 mil motoristas paulistas deixaram de pagar pela renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o que gerou uma economia de R$ 302.262.020, entre 10 de dezembro de 2025 e 19 de março de 2026. Viabilizada pela Medida Provisória nº 1.327/2025, conhecida como MP do Bom Condutor, a renovação automática do documento é permitida para condutores que não cometeram infrações sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses, entre outros critérios.
A iniciativa, que integra o programa CNH do Brasil, elimina custos e simplifica o processo de renovação da carteira de motorista, reduz etapas burocráticas e amplia o acesso aos serviços digitais.
NACIONAL — Em todo o Brasil, mais de 1,65 milhão de brasileiros deixaram de pagar pela renovação da Carteira Nacional de Habilitação entre 10 de dezembro de 2025 e 19 de março de 2026. A economia para o bolso da população chega a R$ 1.248.943.777.
REGIÕES — O Sudeste lidera o ranking de economia, com R$ 606,5 milhões, seguido do Nordeste, com R$ 255,2 milhões, impulsionado pela forte adesão em estados como Bahia, Ceará e Pernambuco. O Sul aparece na sequência, com R$ 224,4 milhões. No Centro-Oeste, a economia soma R$ 105 milhões, enquanto a região Norte registra R$ 57,6 milhões em economia com a renovação automática da CNH.
ESTADOS — São Paulo lidera entre as unidades da Federação, com R$ 302,2 milhões em economia, seguido por Rio de Janeiro (R$ 131,4 milhões) e Minas Gerais (R$ 121,2 milhões). Na sequência aparecem Rio Grande do Sul (R$ 93,8 milhões), Paraná (R$ 79,1 milhões) e Bahia (R$ 73,6 milhões). Completam os dez primeiros colocados os estados do Espírito Santo (R$ 51,6 milhões), Santa Catarina (R$ 51,4 milhões), Ceará (R$ 43 milhões) e Goiás (R$ 41,6 milhões).
» PROCESSAMENTO EM LOTES — A renovação está em andamento por meio de processamento em lotes e respeita o prazo legal de até 30 dias após o vencimento do documento. Nesse período, o condutor pode circular normalmente, conforme a legislação de trânsito.
CNH DO BRASIL — Os dados reforçam a forte adesão ao programa nas diferentes regiões do país. O aplicativo CNH do Brasil já soma mais de 56 milhões de usuários ativos e oferece cursos teóricos gratuitos para quem deseja se tornar condutor. Alinhada ao programa, a MP do Bom Condutor contribui para a redução de custos, a ampliação do uso de soluções digitais e incentiva comportamentos mais seguros no trânsito. Desde o lançamento, mais de 2 milhões de pessoas finalizaram os cursos disponíveis na plataforma e mais de meio milhão de brasileiros emitiram a primeira carteira de motorista.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
SÃO PAULO/SP - A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus de segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.
Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.
Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.
Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.
Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.
O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.
Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.
Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45.
AGÊNCIA BRASIL
EUA - O Programa Artemis, que pretende levar seres humanos de volta à Lua depois de um intervalo de mais de 50 anos, deve alcançar um custo total de US$ 100 bilhões (algo em torno de R$ 530 bilhões). A estimativa é baseada em relatório da própria Nasa, com previsões de orçamento até 2025, e de orçamentos anunciados pela Casa Branca até 2030.
O valor inclui o desenvolvimento do foguete Space Launch System (SLS), da cápsula Órion e de toda a infraestrutura dos lançamentos do programa. De acordo com as estimativas da Nasa, US$ 40 bilhões já haviam sido gastos até 2020 e outros US$ 53 bilhões estavam previstos para os cinco anos seguintes. Além disso, um pedido orçamentário da Casa Branca prevê para este ano um valor de US$ 8,3 bilhões para a área da exploração espacial relacionada à Lua e a Marte.
Entre 1969 e 1972, a Nasa levou 12 astronautas à Lua como parte do Programa Apollo. Segundo um artigo publicado na Space Next 50, a agência espacial teria gastado US$ 20 bilhões ao longo do programa - um total que, reajustado para valores atuais, ficaria em algo entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões. O alto valor do programa, aliás, foi um dos motivos que levaram a sua extinção.
Mas por que retomá-lo agora? Do ponto de vista científico, o objetivo é voltar à Lua para criar uma base espacial e, a partir de lá, enviar astronautas a Marte ainda na próxima década. Do ponto de vista econômico, entretanto, voltar à Lua agora faz mais sentido do que no passado, a partir da constatação da presença de muitos minerais raros no satélite terrestre e do desenvolvimento de tecnologia para minerá-los.
É o caso, por exemplo do Hélio 3, um isótopo raro na Terra, mas abundante na Lua. A substância é vista como o combustível do futuro devido ao seu potencial para reatores de fusão nuclear limpa, segura e praticamente ilimitada. A rigor, a Lua não pertence a ninguém, mas quem conseguir chegar por lá primeiro, certamente terá a primazia na exploração. Não por acaso, a China entrou na corrida espacial, prometendo levar um taikonauta ao satélite em 2030.
Mais do que levar o ser humano de volta ao satélite natural, as missões Artemis têm o objetivo de garantir a superioridade dos EUA na exploração espacial, em meio a uma disputa com a China.
'Era de ouro para a ciência e as descobertas'
Após o lançamento da missão Artemis II, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, destacou que o objetivo da agência é testar os sistemas da espaçonave Órion e do foguete SLS de olho em futuras missões. "Nenhum ser humano jamais voou nesta nave. Estamos realizando testes rigorosos para garantir que tudo esteja em ordem. Ela abrirá caminho para missões subsequentes e uma era de ouro para a ciência e as descobertas", disse à Nasa TV.
por Estadao Conteudo
Serviços lideram geração de vagas, enquanto indústria reforça empregos mais bem remunerados
SÃO CARLOS/SP - A região de São Carlos registrou saldo positivo na geração de empregos formais em fevereiro. De acordo com dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho, foram criadas 822 vagas com carteira assinada no mês, considerando os municípios de Descalvado, Ibaté, Pirassununga, Porto Ferreira, Santa Rita do Passa Quatro e São Carlos.
O número é mais de três vezes maior do que o registrado em janeiro, quando foram abertas 245 vagas. No acumulado do primeiro bimestre, o saldo já soma 1.067 novos postos de trabalho.
São Carlos liderou a geração de empregos, com saldo de 756 vagas, impulsionado principalmente pelo setor de serviços, responsável por 409 postos, seguido pela indústria, que abriu 238 vagas. Na sequência, aparecem Porto Ferreira, com 134 vagas (115 em serviços), e Santa Rita do Passa Quatro, com 105 vagas (93 em serviços). Descalvado também registrou saldo positivo, com 32 empregos, sendo 25 no setor de serviços.
Por outro lado, Ibaté apresentou leve retração, com saldo negativo de 3 vagas, influenciado pela agropecuária (-16). Já Pirassununga registrou queda mais significativa, com saldo de -202 empregos, também impactada pelo desempenho da agropecuária (-205).
Na análise por setores, o destaque ficou com os serviços, que lideraram a geração de empregos na região, com saldo de 655 vagas, resultado de 3.357 admissões e 2.702 desligamentos. A indústria também teve desempenho relevante, com 252 novos postos de trabalho (1.861 admissões e 1.609 desligamentos), seguida pela construção civil, que abriu 85 vagas. A agropecuária registrou saldo negativo de 155 empregos, enquanto o comércio apresentou leve retração, com fechamento de 15 vagas no período.
Para o diretor titular do Ciesp São Carlos, Paulo Giglio, o desempenho da indústria merece atenção especial. “O emprego industrial tem características importantes, pois, em geral, oferece melhores salários, maior qualificação e vínculos mais duradouros. Isso contribui diretamente para a qualidade da renda e para a estabilidade econômica da região”, afirma.
Giglio destaca, no entanto, que o cenário exige cautela. “Apesar do resultado positivo, é fundamental acompanhar com atenção o contexto nacional e internacional, que ainda apresenta incertezas, especialmente em um ano eleitoral e diante de oscilações em custos como custos como diesel, energia e insumos industriais. Esses fatores impactam diretamente a confiança do empresário e a decisão por investimentos. A manutenção desse ritmo dependerá de um ambiente econômico mais estável e favorável à produção”, completa.
O Novo Caged consolida informações do eSocial, do antigo Caged e do Empregador Web, sendo hoje a principal fonte de dados sobre o mercado de trabalho formal no país.
Desempenho local
Os dados do Novo Caged mostram que o desempenho dos municípios da região em fevereiro foi heterogêneo, com destaque para o avanço dos serviços em várias cidades e impactos pontuais da agropecuária em outras.
Descalvado registrou saldo positivo de 32 empregos formais, com destaque para os setores de serviços, que responderam por 25 vagas, e construção civil, com 17. A agropecuária também contribuiu positivamente no mês, enquanto a indústria apresentou leve retração.
Ibaté apresentou estabilidade, com saldo ligeiramente negativo de 3 vagas. O resultado foi influenciado principalmente pela agropecuária (-16) e pela indústria (-10), enquanto construção civil (+16) e comércio (+10) ajudaram a amenizar as perdas.
Pirassununga registrou o resultado mais negativo da região, com fechamento de 202 postos de trabalho. O desempenho foi fortemente impactado pela agropecuária, que teve saldo de -205 vagas no mês, além de retração na indústria e no comércio. Por outro lado, serviços e construção civil apresentaram desempenho positivo.
Porto Ferreira manteve bom ritmo de geração de empregos, com saldo de 134 vagas. O destaque foi o setor de serviços, responsável por 115 postos, seguido pela indústria, com saldo positivo de 41 vagas, reforçando a força da economia local.
Santa Rita do Passa Quatro teve saldo positivo de 105 empregos, com forte protagonismo dos serviços, que responderam por 93 vagas no mês. A indústria também contribuiu positivamente, enquanto os demais setores apresentaram variações mais moderadas.
SÃO PAULO/SP - A produção industrial avançou 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo crescimento consecutivo. Com o resultado, o setor acumula expansão de 3% este ano.

A produção industrial se encontra 3,2% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O gerente da PIM, André Macedo, avalia que a indústria recupera as perdas assinaladas nos últimos meses de 2025, com perfil disseminado de crescimento.
“Enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”, explica o pesquisador.
Segundo o IBGE, o crescimento da produção industrial foi registrado nas quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 25 ramos pesquisados.
Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram observadas em veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).
“Nesses setores, as principais pressões positivas vêm de automóveis e autopeças, na indústria automobilística, e derivados do petróleo e álcool etílico, na atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, disse André Macedo.
"A atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias acumula expansão de 14,1% nos dois primeiros meses de 2026 e elimina o recuo de 9,5% verificado nos dois últimos meses de 2025”, mostra o IBGE.
“A produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento, registrou ganho de 9,9% neste período", aponta o IBGE.
Entre as atividades que apresentaram recuo, a principal influência veio da produção de farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), que intensificou a queda verificada no primeiro mês do ano (-1,4%).
“Na indústria farmacêutica, caracterizada pela maior volatilidade de seus resultados, observa-se o segundo mês consecutivo de queda, influenciado, em grande medida, pela elevada base de comparação, em função do avanço de 19% acumulado nos dois últimos meses de 2025", explica o gerente da pesquisa.
A pesquisa também destaca os impactos negativos observados nos setores de produtos químicos (-1,3%) e de metalurgia (-1,7%).
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu as críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades dos brasileiros.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC).
De acordo com o relatório anual do comércio estadunidense, as empresas daquele país temem que Banco Central dê tratamento preferencial ao sistema do Pix, em detrimentos de outros sistemas de pagamentos.
“O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Nos Estados Unidos, partes interessadas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, que desfavorece os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz o documento.
No ano passado, o país governado por Donal Trump abriu uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. Um dos motivos especulados para a medida é de que o BC teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020. O aplicativo é da empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump.
Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores respondeu que o Pix visa a segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras. A defesa brasileira destacou que a administração pelo BC garante neutralidade ao sistema de pagamentos instantâneos e que outros bancos centrais, inclusive o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) testam ferramentas parecidas.
O Pix foi lançado oficialmente no Brasil no dia 16 de novembro de 2020, mas os estudos para a implementação do novo sistema de pagamento existiam pelo menos desde maio de 2018.
O Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, dos Estados Unidos, foi divulgado no último dia 31 de março e trata sobre questões de diversos países que podem significar “barreiras” ao comércio exterior dos Estados Unidos.
Sobre o Brasil, o documento ainda aborda temas como mineração ilegal de ouro, extração ilegal de madeira, as leis trabalhistas brasileiras, legislações sobre plataformas digitais, a Lei Geral de Proteção de Dados, taxa de uso de rede e satélites.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O Sebrae-SP está com 20 vagas abertas para o Speed Marine, programa gratuito de aceleração de startups ligados à Economia Azul que buscam refinar a estratégia do negócio, escalar a máquina de vendas ou ampliar suas conexões dentro do ecossistema. As inscrições estão disponíveis até o dia 23 de abril pelo Link.
O programa abre as portas para startups não apenas do estado de São Paulo, mas de todo o Brasil. Podem participar startups ligadas a diversas atividades econômicas que dependem das águas marinhas, costeiras e de interiores, como a pesca e aquicultura; turismo lazer e náutico; transporte e logística; gastronomia, artesanato e cultura das águas; energias renováveis de origem hídrica; biotecnologia e bioeconomia marinha; serviços ambientais e conservação; e economia circular e aproveitamento de resíduos.
Para participar, os produtos e/ou serviços precisam ser o principal dessas startups. Não serão consideradas "Spin Off's". Além disso, o produto precisa estar validado, preparado para gerar crescimento de vendas e o faturamento médio mínimo precisa ser de R$ 5 mil ao mês, nos últimos seis meses. Há também a exigência de que o fundador atue em tempo integral na startup, com pelo menos mais um sócio e/ou equipe com habilidades complementares.
O Speed Marine oferece uma série de benefícios às startups participantes, como um diagnóstico e acompanhamento personalizado com mentores especialistas; workshops com referências de mercado; fast-tracking com programas de vendas, investimentos e alocação gratuita de até dois recursos comerciais; exposição gratuita em feiras e missões; participação em fóruns e meetups no Litoral Norte, região de Santos e Litoral Sul; além de conexão com grandes instituições, empresas e atores do ecossistema de inovação e da Economia Azul.
Para o consultor de negócios do Sebrae-SP, Alexandre Canova, o Speed Marine é uma iniciativa estratégica para destravar o potencial da Economia Azul no Brasil. "O programa conecta startups diretamente com demandas reais do setor marítimo, oferece uma aceleração altamente especializada e ainda facilita o acesso a parceiros e capital, algo essencial em um mercado intensivo e regulado; na prática, isso reduz riscos, acelera a validação das soluções e aumenta significativamente as chances dessas startups conseguirem escalar e competir em um setor que é cada vez mais relevante globalmente", comenta.
As inscrições para o Speed Marine vão até o dia 23/4. As startups selecionadas para a banca serão divulgadas no dia 24/4. A banca será realizada no dia 6/5 e os resultados no dia 8/5. Ainda em maio serão realizados eventos como o Fórum Nacional de Economia Azul e o SP Ocean Week, com o início da aceleração previsto para iniciar em 10/6. No segundo semestre de 2026, ainda serão realizados eventos e visitas técnicas em São José dos Campos, Vale do Ribeira e Litoral Norte, além da Feira do Empreendedor na capital paulista e o encerramento do ano no Colabora Mundo, em Santos.
Oferecido pelo Sebrae-SP por meio do Sebrae for Startups, o Speed Marine é realizado em parceria com o Porto de Santos, PIT, UNESP, Ilhahub, Hub Brasil Export, entre outros parceiros.
SERVIÇO
Speed Marine
Inscrições gratuitas até 23/4
SÃO PAULO/SP - A Feira do Empreendedor 2026 está começando! O Sebrae-SP abre as inscrições para expositores e patrocinadores da edição deste ano, que vai ser realizada entre os dias 19 e 22 de outubro, no São Paulo Expo, na capital paulista. A expectativa para a FE26 é receber mais de 100 mil visitantes e movimentar mais de R$ 50 milhões em negócios. Ao todo serão cerca de 20 espaços destinados a patrocinadores e mais de 900 de exposição voltados para empresas de diversos portes e setores que desejam apresentar seus produtos, ampliar visibilidade e acelerar seu crescimento no mercado. Mais informações pelo Link.
Com entrada gratuita, a FE26 tem como foco fomentar o empreendedorismo por meio da geração de negócios, networking e divulgação de produtos e serviços. Trata-se de uma oportunidade para empresas de todos os portes, desde os Microempreendedores Individuais (MEIs) até grandes negócios de todo o Brasil.
As micro e pequenas empresas (MPEs) contam com planos especiais com desconto, e os valores para expositores começam a partir de R$ 1.190, com opções de estandes de Feirinha, 2m², 6m², 12m² e 25m², além de área livre para montagem personalizada. As cotas de patrocínio incluem, além do espaço de exposição, uma série de contrapartidas que garantem visibilidade institucional e associação da marca a um dos maiores eventos de empreendedorismo do mundo.
Empresas de setores diversos poderão participar, como agronegócios, franquias (investimento até R$ 700 mil), licenciamento, máquinas e equipamentos, serviços produtivos, soluções digitais, sustentabilidade, comércio e oportunidades regionais. Estão disponíveis também oportunidades para prefeituras interessadas em promover as oportunidades disponíveis para MPEs em seus municípios e divulgar suas políticas públicas e projetos de incentivo ao empreendedorismo.
Para o gerente da Unidade de Relacionamento com o Cliente do Sebrae-SP, Alexandre Robazza, expor ou patrocinar a Feira do Empreendedor não se trata apenas de uma ação de marketing, mas sim uma estratégia de posicionamento em uma vitrine qualificada, com alta circulação de um público em busca de soluções, inovação e parcerias.
"Estamos falando de um dos maiores eventos de empreendedorismo do mundo, que conecta marcas diretamente a milhares de empresários, potenciais clientes e tomadores de decisão engajados", comenta. "Investir em um espaço de exposição acelera o ciclo de vendas e fortalece o relacionamento com o mercado, além de gerar credibilidade e reforçar atributos como confiança, autoridade e relevância ao associar sua marca a uma instituição sólida e respeitada como o Sebrae-SP", destaca Robazza.
FE26
A FE26 será dividida em seis eixos temáticos para proporcionar uma experiência personalizada e relevante para cada perfil de visitante. Os eixos são: Comece seu Negócio, Melhore sua Gestão, Amplie seu Negócio, Comportamento Empreendedor, ESG - Impacto Social e Ambiental; e Cidade Empreendedora.
Além das atrações temáticas, a programação terá palestras, painéis, atendimentos e consultorias, rodadas de negócios e oportunidades de networking, e contará com a presença de especialistas e empreendedores de diversos setores.
Em 2025, a Feira do Empreendedor recebeu mais de 100 mil visitantes e movimentou R$ 59,5 milhões em negócios. Ao todo foram 962 expositores, 21 patrocinadores, 370 painéis, palestras, oficinas e talk shows, mais de 185 horas de conteúdo e mais de 22 mil pessoas presentes vindas de mais de 750 missões do interior de São Paulo. O índice de satisfação geral do evento foi de 8,9, avaliado por expositores, patrocinadores e visitantes.
As empresas interessadas em garantir seu espaço na FE26 podem acessar o site e preencher o formulário de inscrição pelo Link. Para mais informações, encaminhe um e-mail para sp-captacaoderecursos@
Custo médio da cesta chegou a R$ 747,35 em março; variação entre regionais da cidade chega a R$ 78,79 a mais no total da compra mensal
RIBEIRÃO PRETO/SP - A cesta básica em Ribeirão Preto custou, em média, R$ 747,35 em março de 2026, registrando alta de 1,60% em relação ao mês anterior. O levantamento é do Instituto de Economia Maurílio Biagi da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (IEMB-Acirp), que conduziu a coleta de dados no dia 17 de março.
Carnes concentram a maior parte dos gastos
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 46,16% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (22,70%), farináceos (19,23%), laticínios (5,51%), leguminosas (3,77%), cereais (1,75%) e óleos (0,87%).
Diferença entre regiões segue significativa
A análise regional aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município, que chegam a R$ 78,79 (ou 11% a mais no total da cesta mais barata).
A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 790,26), registrou variação de -1,99% no mês. Já a região Norte, que manteve o menor valor médio (R$ 711,47), apresentou alta de 6,76%.
Nas demais regiões, o custo médio foi de R$ 747,74 na Leste (-0,98%), R$ 714,84 na Oeste (+2,71%) e R$ 781,63 na Sul (+1,12%).
Tomate e feijão lideram altas
Entre os 13 itens analisados pela amostra, as maiores altas foram registradas no tomate italiano (+13,13%) e no feijão carioca (+10,55%). O tomate apresentou elevação em um contexto de desaceleração da safra de verão, com redução da oferta e perdas de qualidade em parte das regiões produtoras. Já o feijão subiu diante da menor disponibilidade interna, associada a uma safra mais restrita e a dificuldades no ritmo de colheita.
Em sentido oposto, destacaram-se as quedas nos preços do açúcar cristal (-7,97%) e da farinha de trigo (-7,00%), movimentos que contribuíram para atenuar parcialmente o avanço do custo da cesta no mês.
Comprometimento da renda aumenta
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador comprometeu cerca de 49,84% da renda mensal apenas com gastos alimentares em março.
Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 109,65 horas de trabalho, o que representa acréscimo de 1,73 hora em relação ao mês anterior.
A cesta básica se manteve como um componente central do custo de vida das famílias, com elevação no mês concentrada em variações pontuais de alguns itens.
Metodologia
A mensuração da cesta básica tem como referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE).
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