Índice Mensal de Inflação dos Alimentos do IEMB-Acirp mostra queda média de 3,8% no custo da cesta básica
RIBEIRÃO PRETO/SP - O custo da cesta básica em Ribeirão Preto caiu, em média, 3,8% no mês de julho em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento mensal da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acirp). Este é o primeiro recuo no ano e foi sentido em todas as regiões, chegando -6,76% na Zona Norte da cidade.
O Índice Mensal de Inflação dos Alimentos, elaborado pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp), é feito presencialmente em 11 hipermercados e 5 padarias distribuídos pelas seis regiões municipais. Em julho, a coleta foi feita no dia 20, indicando um kit básico de alimentos com custo médio de R$ 828,90 para o consumidor.
A análise do IEMB-Acirp aponta que, em julho, o recuo no custo da cesta básica foi puxado principalmente por itens frescos, indicando recomposição parcial do poder de compra das famílias no período. Os relatórios completos do Índice Mensal de Inflação dos Alimentos do IEMB-Acirp estão disponíveis em: www.acirp.com.br/noticias
Variação regional
A análise por regiões aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município, sendo que todas as áreas pesquisadas tiveram recuos no preço médio em julho. A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 898,90), teve variação de -1,96% no mês. A Oeste manteve o menor valor médio (R$ 762,86) e apresentou variação de -4,17%. Nas demais regiões, o valor médio foi de R$ 790,07 na Norte (-6,76%), R$ 865,75 na Leste (-2,89%) e R$ 851,23 na Sul (-3,15%), reforçando a heterogeneidade espacial dos preços dos alimentos em Ribeirão Preto.
Itens com redução
Em julho, os principais destaques de variação de baixa de preços observados no mês foram do tomate (-23,8%) e da batata inglesa (-18,1%).
Após período de altas, os dois itens recuaram com o aumento da oferta, associado ao avanço das safras e à melhora da produtividade nas regiões produtoras. No caso da batata, a demanda mais fraca durante as férias escolares pode ter reforçado a queda, ainda que como fator secundário.
Na contramão
A farinha de trigo (+9,1%) e o pão francês (+13,2%) tiveram aumentos que atenuaram parcialmente o recuo do custo total da cesta no mês.
O trigo permaneceu pressionado pela baixa disponibilidade para venda imediata, pela retenção de estoques por parte dos produtores e pela necessidade de reposição dos moinhos. Essa pressão se estendeu ao pão francês, cujo custo acompanha de perto o da farinha.
Pesos no orçamento
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 42,80% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (25,04%), farináceos (18,90%), laticínios (6,29%), leguminosas (4,57%), cereais (1,66%) e óleos (0,75%).
Impacto sobre a renda
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 55,28% da renda mensal apenas com gastos alimentares em julho.
Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 121,62 horas de trabalho, o que representa redução de 4,75 horas em relação a junho, indicando recomposição parcial do poder de compra no período.
Metodologia
A cesta básica do IEMB-Acirp é composta tendo por referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), exclusivamente para fins de enquadramento conceitual.
Sobre o Instituto
O IEMB-Acirp foi criado em 1954, no aniversário de 50 anos da associação, com objetivo de reunir e divulgar estatísticas do município e da região.
BRASÍLIA/DF - A taxa de desemprego no segundo trimestre ficou em 5,4%, atingindo o menor nível já registrado desde 2012, quando começa a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
O resultado representa queda em relação ao primeiro trimestre do ano (6,1%) e na comparação com o mesmo período de 2025, quando estava em 5,8%.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No segundo trimestre, o Brasil atingiu o número de 103,1 milhões de pessoas ocupadas, cerca de 1,081 milhão a mais que no primeiro trimestre. Esse patamar é o maior já registrado em qualquer período da Pnad.
Já o número de desocupados era de 5,9 milhões, o que representa 10% (718 mil pessoas) a menos que no primeiro trimestre.
Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, os grupamentos que se destacaram na criação de vagas foram:
- Transporte, armazenagem e correio: +3,9% (mais 235 mil pessoas)
- Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: +2,6% (mais 489 mil pessoas)
A Pnad mostra que no período de três meses de abril a junho, o país tinha 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada – o maior de toda a pesquisa do IBGE - e 13,6 milhões sem carteira.
A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37,4% no segundo trimestre.
O rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.738, o maior já registrado para um segundo trimestre. No entanto, fica abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026. (R$ 3.765).
Apesar de recorde histórico de baixa no desemprego no período, o rendimento fica no campo da estabilidade, segundo o analista da pesquisa William Kratochwill, porque as novas contratações costumam pagar na média ou abaixo dos demais salários.
Os dados que revelam um mercado de trabalho aquecido coincidem com um período em que o Brasil vivencia alta taxa básica de juros, a chamada Selic, determinada pelo Banco Central (BC), atualmente em 14,25%.
A Selic alta é uma das formas de o BC combater a inflação, uma vez que o juro alto desestimula consumo e investimentos, esfriando a demanda por produtos e serviços.
O analista do IBGE William Kratochwill ressalta que o próprio mercado de trabalho se retroalimenta, suavizando o impacto do juro alto no emprego.
"Quando tem mais gente ocupada, o consumo aumenta, aumentam encomendas, produção... O próprio mercado de trabalho pode estar dando essa contribuição para que as pessoas continuem contratando", avalia.
Ele aponta que um dos efeitos do aquecimento pode ser percebido no número de desalentados, ou seja, de pessoas que sequer procuravam trabalho, por acreditarem que não encontrariam vagas, que ficou em 2,3 milhões, caindo 14,7% (menos 365 mil pessoas) na comparação com o primeiro trimestre.
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e 13º salário.
O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1%, no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.
A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.
De acordo com o Caged, junho apresentou saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, o balanço é de 921,7 mil de postos com carteira assinada criados.
AGÊNCIA BRASIL
Crédito pode ser acessado por produtores de atividade agrícola ou pecuária com dano comprovado
RIBEIRÃO PRETO/SP - O Governo de São Paulo liberou uma linha de crédito emergencial de custeio pelo Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) para produtores rurais da região de Ribeirão Preto atingidos pelo temporal do dia 24 de julho. Cada produtor pode obter até R$ 150 mil, com taxa efetiva de 3% ao ano e prazo total de até 72 meses para pagamento, com carência de até 3 anos para o primeiro pagamento e parcelas anuais.
A medida da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) é uma primeira resposta da força-tarefa mobilizada logo após o temporal. Técnicos da CATI (Regionais de Ribeirão Preto e Jaboticabal) percorrem as propriedades rurais para avaliar a extensão dos prejuízos provocados pela chuva intensa, granizo e fortes rajadas de vento. O levantamento preliminar identificou danos em lavouras, pomares, estufas, canaviais, estoques e estruturas produtivas em municípios como Taquaritinga, Ribeirão Preto, Dumont, Jaboticabal e Guariba, com Taquaritinga registrando, até o momento, a situação mais crítica no meio rural.
Como o trabalho de campo segue em andamento, as medidas de apoio poderão ser ajustadas ou ampliadas, garantindo resposta proporcional à real necessidade do campo.
O crédito pode ser acessado por produtores de atividade agrícola ou pecuária com dano comprovado por técnico habilitado da SAA. Os recursos podem ser utilizados para aquisição de insumos, sementes, mudas, fertilizantes, alimentação e medicamentos para animais, além de reparos emergenciais na infraestrutura produtiva, limpeza de áreas e recomposição de servidões.
“O produtor precisa de suporte para recuperar a produção e voltar a trabalhar. É exatamente isso que o Governo do Estado está fazendo, com a equipe inteira mobilizada para que esse apoio chegue na ponta o mais rápido possível”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.
Como solicitar
Para solicitar o financiamento, o produtor deve reunir evidências do impacto (fotos, notas fiscais, orçamentos e a relação das perdas) e procurar a Casa da Agricultura da CATI ou o escritório do ITESP mais próximo. Após a vistoria da propriedade, um técnico elabora a proposta de financiamento.
Linhas de investimento também disponíveis
Além da ação emergencial de custeio, o FEAP mantém ativas linhas de investimento para produtores rurais, cooperativas e associações que precisam reconstruir ou modernizar a estrutura de suas propriedades. Os valores vão de R$ 250 mil para produtor pessoa física a R$ 500 mil para pessoa jurídica e R$ 800 mil para associações e cooperativas, com prazo de até 84 meses, carência de até 2 anos para o primeiro pagamento e taxas de 4,5% a 7,5% ao ano, conforme o perfil do beneficiário. Os recursos podem financiar infraestrutura produtiva, implantação ou renovação de culturas, produção animal, equipamentos e tecnologia.
O acesso segue a mesma dinâmica: pela Casa da Agricultura da CATI ou pelos escritórios do ITESP.
As linhas do FEAP são complementares às medidas já anunciadas pela Desenvolve SP, agência de fomento do Governo do Estado, que disponibiliza crédito para empresas, agroindústrias e prefeituras dos municípios atingidos pelo temporal. Enquanto a Desenvolve SP atende o setor empresarial e o poder público municipal, o FEAP é a via de acesso do produtor rural — pessoa física ou jurídica — às linhas de custeio e investimento na atividade agropecuária. As duas frentes foram estruturadas em conjunto pelo Governo do
Estado, sem sobreposição de público.
BRASÍLIA/DF - O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores referentes ao resultado positivo obtido pelo fundo em 2025.
O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado no exercício. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras serão beneficiados pela distribuição.
Segundo a proposta aprovada pelo colegiado, o crédito será feito de forma proporcional ao saldo existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro de 2025.
Os recursos serão creditados nas contas vinculadas do FGTS até 31 de agosto, conforme prevê a legislação.
Terão direito ao recebimento os trabalhadores que possuíam saldo positivo em contas do fundo em 31 de dezembro de 2025, incluindo contas ativas e inativas.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) decide, nesta terça-feira, 28, a distribuição de cerca de R$ 13 bilhões em lucros do fundo. Se aprovada, a medida beneficiará aproximadamente 138 milhões de trabalhadores, com depósito automático nas contas.
Se aprovada, a medida permitirá que a Caixa Econômica Federal deposite automaticamente os valores nas contas vinculadas ao FGTS. Não será necessário fazer nenhuma solicitação.
A distribuição dos resultados do fundo tornou-se uma prática recorrente nos últimos anos. Em 2025, foram repassados R$ 12,9 bilhões aos cotistas, enquanto, no ano anterior, a distribuição somou R$ 15,2 bilhões.
Quem receberá o depósito?
Todos os trabalhadores que tinham saldo em contas ativas ou inativas até 31 de dezembro de 2025 receberão um valor. O cálculo varia conforme o montante existente na conta até o último dia do ano passado, ou seja, não há um valor fixo para todos os beneficiários.
Para estimar quanto poderá ser creditado, o saldo registrado no fim de 2025 deve ser multiplicado pelo índice de 0,01868341, definido na proposta apresentada ao Conselho Curador.
Como o trabalhador pode consultar os valores recebidos?
Diretamente no aplicativo FGTS, disponível nas lojas Google Play e App Store, ou no Internet Banking Caixa, para clientes do banco. Também é possível fazer a consulta presencialmente, em agências da Caixa Econômica Federal.
Os valores recebidos podem ser sacados?
Sim, nas situações previstas na Lei nº 8.036/1990, como na aquisição da casa própria, em casos de calamidade, doenças graves e rescisão sem justa causa, entre outras. O recurso recebido não integra a base de cálculo da multa rescisória caso o trabalhador seja demitido sem justa causa.
O que é a distribuição de resultados do FGTS?
É uma iniciativa criada em 2016 que incrementa a rentabilidade básica anual, de TR mais 3% ao ano, das contas do FGTS dos trabalhadores, por meio da distribuição de parte do lucro dos investimentos do fundo. O percentual a ser distribuído é definido pelo Conselho Curador do FGTS (CCFGTS).
A distribuição de resultados está prevista na Lei nº 13.446/2017.
Os trabalhadores que não tiveram seus depósitos mensais realizados pelos empregadores receberão a distribuição de resultados?
A distribuição é realizada de acordo com o saldo das contas dos trabalhadores em 31 de dezembro do ano em que o resultado foi obtido. A atual distribuição, que ocorre em 2026, levará em conta, portanto, o saldo registrado no último dia de 2025.
Caso o empregador não tenha depositado os valores devidos até o fim de 2025, eles não entrarão no cálculo do montante a ser creditado na conta do trabalhador.
por Estadao Conteudo
Dados mostram que utilitários e motocicletas puxaram o aumento no primeiro semestre em comparação com mesmo período de 2025
SÃO PAULO/SP - O emplacamento de veículos novos cresceu 7% no estado de São Paulo no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo intervalo de tempo de 2025. Foram 536.766 veículos zero quilômetro emplacados entre janeiro e junho, ante 502.082 no mesmo período do ano passado. Os dados são do Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran-SP).
Entre todas as categorias de veículos tiveram destaque os utilitários, que registraram alta de 29,5% no primeiro emplacamento em 2026: de 38.063 emplacamentos entre janeiro e junho de 2025 para 49.324 no mesmo intervalo deste ano.
Em seguida, vieram as motocicletas, com aumento de 14,4% — de 169.413 para 193.868. Automóveis, que passaram de 175.030 para 176.267, ficaram praticamente iguais a 2025. Assim como as caminhonetes, que recuaram de 45.454 para 44.549 no primeiro semestre de 2026.
O Detran-SP oferece um serviço online para a solicitação de emplacamento ou estampagem da placa. O link para acessar o serviço no portal do órgão de trânsito é este: https://www.detran.sp.gov.br/
BRASÍLIA/DF - O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira (21) que o governo do presidente Lula (PT) não pretende retaliar a administração de Donald Trump em reação às taxas adicionais de 25% que serão aplicadas sobre produtos brasileiros a partir desta quarta (22).
"A ideia não é retaliação. Não é. Dizem que [no] olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos. A reciprocidade é [dizer] 'estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso'. Temos instrumentos para fazê-los, no momento oportuno, da forma adequada", declarou Alckmin.
Ele falou em entrevista a jornalistas após se reunir, junto com o ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, com representantes de setores afetados pelo tarifaço.
A declaração representa um recuo na posição da gestão petista. Na última semana, quando o USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) anunciou a sobretaxa contra o Brasil, o governo brasileiro afirmou que iria "imediatamente" iniciar os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos.
Ao voltar a classificar as tarifas como injustas, o vice-presidente reforçou que um dos principais objetivos será abrir novos mercados para os itens nacionais. Citou os acordos do Mercosul com a União Europeia e com Singapura. "E está em negociação para melhorar o mercado com o Japão, com o México, com a Índia", disse.
A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) já anunciou que lançará, em agosto, um plano de diversificação de mercados de R$ 130 milhões.
O ministro da Indústria e Comércio afirmou que o governo brasileiro mapeia quais contrapartes americanas podem ajudar setores brasileiros nas negociações para reduzir as taxas impostas pela Casa Branca, além de estimar quais serão os impactos na geração de empregos e no lucro das empresas.
Segundo ele, a orientação de Lula é de que a equipe econômica converse com todos os segmentos da indústria nacional atingidos e continue negociando. Não há prazo para o anúncio de novas medidas. A decisão final será do presidente, afirmou Elias Rosa.
"Estamos confirmando dados, colhendo novos dados, também recebendo sugestões de modos pelos quais esses setores podem ser atendidos. Seja em razão do custo, cada setor representa essa tarifação, seja em razão das políticas que podem ser adotadas para a diversificação de mercados. Esse é um grande desafio que precisa ser seguido", disse.
"O fato de ser injusta, descabida, indevida, não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para, primeiro, socorrer quem precisa", completou o ministro.
As reuniões com os segmentos acontecem enquanto o Brasil aguarda, para essa semana, a decisão do governo dos EUA sobre uma possível nova rodada do tarifaço, esta de 12,5% e com base em uma investigação sobre trabalho forçado.
A tarifa deve substituir as sobretaxas de 10% com base na Seção 122, que expiram no fim de julho.
Elias Rosa afirmou que o governo aguarda para saber se os 12,5% serão cumulativos para os 25% ou não. "A partir daí é que se desvenda um novo cenário", disse.
Na reunião desta terça, estiveram presentes representantes de Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), dentre outros.
Na quarta (22), outras duas rodadas de conversa serão realizadas.
Segundo os cálculos do governo, o tarifaço afeta cerca de 18% das exportações aos americanos, ou algo como US$ 7,4 bilhões (R$ 38 bilhões) em mercadorias.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, alguns setores sentirão a sobretaxa com mais força. É o caso do segmento da madeira, que verá 81% das exportações aos EUA atingidas pelas novas tarifas, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).
A nova rodada também prejudicará 56% das exportações de minerais não metálicos, 51% das exportações de químicos e 38% das exportações de alimentos para os EUA.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - O governo federal autorizou repasse de R$ 547 milhões para ressarcir beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vítimas de descontos indevidos. A medida está publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União.
De acordo com o texto, o crédito extraordinário será destinado ao programa Previdência Social: Promoção, Garantia de Direitos e Cidadania e serão executados pelo INSS.
O objetivo é garantir o reembolso de valores descontados de forma irregular de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social. Os recursos integram o orçamento da própria seguridade social.
O crédito extraordinário é um instrumento previsto na Constituição Federal para atender despesas urgentes e imprevisíveis. Nesses casos, os recursos podem ser liberados por medida provisória, com efeito imediato, antes da análise pelo Congresso Nacional.
A Medida Provisória nº 1.378 será encaminhada ao Congresso, que deverá apreciar o texto para conversão em lei.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - As expectativas do mercado financeiro para a inflação em 2026 mantêm a trajetória de queda observada nas últimas semanas. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano em 5,15%.
Na semana passada, o mercado projetava que o IPCA, índice que corresponde à inflação no país, fecharia o ano em 5,16%. Há quatro semanas, a expectativa era uma inflação de 5,33%. Para os anos 2027 e 2028, o boletim projeta inflação em 4,20% e 3,78%, respectivamente.
Nos demais indicadores (PIB, Câmbio e Selic), as projeções do mercado se mantiveram estáveis, também na comparação com as últimas semanas.
Com relação ao Produto Interno Bruto, (PIB - soma de todos os bens e serviços produzidos no país), as projeções do mercado financeiro são as mesmas há 3 semanas: crescimento de 1,99% em 2026. Há quatro semanas, as projeções eram de que a economia brasileira cresceria 1,98% no ano.
Para 2027, o mercado projeta um crescimento de 1,65% para o PIB. Para 2028, 2%.
As projeções para o câmbio ao final de 2026 estão estáveis há cinco semanas. A cotação prevista pelo mercado está em R$ 5,20 para o ano; em R$ 5,28 para 2027; e em R$ 5,30 para 2028.
A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela quarta semana consecutiva.
A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é 14,25%. Com isso, há expectativa de pelo menos uma redução na atual taxa até o final de 2026.
A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.
As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.
De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.
De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país – o que acaba por estimular a atividade econômica.
Por outro lado, segundo os especialistas que costumam ser consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a aumentar pressões inflacionárias.
Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais caro, o que estimula, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa.
Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros acabam por dificultar a expansão da economia, uma vez que, ao desestimularem o consumo, reduzem demandas – ajudando a conter pressões inflacionárias.
Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram, também, outros fatores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - O Banco do Povo Paulista de São Carlos, vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SMDECT), inicia o segundo semestre de 2026 com R$ 5.402.053,00 disponíveis para novas operações de microcrédito. Os recursos são destinados, prioritariamente, ao fortalecimento de Microempreendedores Individuais (MEIs), microempresas e demais pequenos negócios do município.
O balanço do primeiro semestre demonstra a importância da linha de crédito para a economia local. Entre janeiro e junho, foram liberados R$ 1.481.706,74 em financiamentos, distribuídos em 85 operações de crédito, sendo 84 destinadas a pessoas jurídicas — principalmente MEIs, microempresas e sociedades limitadas — e uma para pessoa física, voltada ao processo de formalização de um novo empreendedor.
Os setores de comércio e serviços concentraram a maior parte das operações realizadas no período. O comércio registrou 46 contratos, seguido pelo setor de serviços, com 35 operações, enquanto a indústria contabilizou quatro financiamentos.
As linhas de crédito podem ser utilizadas tanto para capital de giro, como compra de mercadorias e reforço de estoque, quanto para investimentos fixos, incluindo aquisição de equipamentos, ferramentas e reformas, com taxas de juros a partir de 0,35% ao mês.
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paula Knoff, destaca que o momento é favorável para que os empreendedores invistam em seus negócios, especialmente com a proximidade do Dia dos Pais, uma das datas mais importantes para o comércio.
"Estamos nos aproximando do mês de agosto e de uma das principais datas para o comércio, que é o Dia dos Pais. O Banco do Povo conta hoje com mais de R$ 5,4 milhões disponíveis em linhas de crédito, com juros bastante atrativos. Os empreendedores podem utilizar esses recursos para comprar mercadorias, reforçar estoques, adquirir equipamentos e investir na melhoria de suas empresas. Nosso convite é para que procurem o Banco do Povo, conheçam as linhas disponíveis e recebam orientação para investir no desenvolvimento do seu negócio", ressalta a secretária.
Os microempreendedores interessados podem solicitar financiamento no Banco do Povo, que funciona na Casa do Trabalhador, localizada na Avenida São Carlos, nº 1.839, no Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp (16) 3362-1193.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.