BRASÍLIA/DF - Já estão em vigor no país as novas regras para o transporte rodoviário de cargas. Entre as mudanças previstas, está a obrigatoriedade de apresentar o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de iniciar o serviço de frete.
A MP estipula um prazo de 60 dias para que as alterações previstas no CIOT sejam implantadas.
Esse código garantirá, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, não terão o CIOT emitido, de forma a bloquear fretes irregulares ainda na fase de contratação.
“Essa tabela fincionará mais ou mens como uma espécie de salário mínimo para prestadores de serviço de qualquer tamanho. Em especial para os pequenos e médios prestadores. Não é aceito que empresas paguem menos do que o mínimo. O mesmo vale para o pagamento de frete”, detalhou o ministro dos Transportes Renan Filho.
Como o código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala, abrangendo todo o território nacional.
Dessa forma, o CIOT será peça central do controle regulatório, ao reunir informações completas sobre a operação, como contratantes, transportadores, carga, origem, destino, valores pagos e o piso mínimo aplicável.
Segundo o diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, será publicada uma resolução que prevê gatilhos para ajustar o valor do frete mínimo de forma mais ágil, para mantê-la atualizada diante de oscilações de custos como a que tem ocorrido por conta da alta no preço dos combustíveis.
“Esse gatilho disparará sempre que o diesel tiver uma variação de 5%, tanto para cima como para baixo”, explicou Sampaio. Esse acompanhamento ficará a cargo da diretoria técnica da agência.
As novas medidas estão previstas na Medida Provisória 1.343/2026, publicada na quinta-feira (19), e valem para transportadores, empresas contratantes e intermediários do setor. A publicação ocorre em meio a ameaça de paralisação por parte dos caminhoneiros, devido à tendência de alta do diesel por conta da guerra no Oriente Médio, envolvendo EUA, Israel e Irã.
“Sem o código, o frete não poderá ser realizado. Na prática, operações contratadas por valores abaixo do piso mínimo deixam de ocorrer ainda na origem, antes mesmo de o caminhão seguir viagem”, informou a ANTT.
A MP estabelece penalidade específica para aqueles que descumprirem as novas regras relativas ao CIOT, com multa de R$ 10,5 mil por operação não registrada.
Quem contratar pagando fretes abaixo do piso mínimo de forma reiterada (mais de três autuações em seis meses) terá o Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC) suspenso.
Caso reincida, o registro poderá ser cancelado, com impedimento de atuação por até dois anos.
Além disso, define algumas responsabilidades. No caso do contratante, ele será responsável pela emissão do código quando houver transportador autônomo de cargas.
Nos demais casos, a responsabilidade recairá sobre a empresa de transporte.
“Empresas que contratarem fretes abaixo do piso podem pagar multas que variam entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões a cada operação irregular. Em casos de irregularidades graves, a norma permite alcançar sócios e grupos econômicos, desde que comprovado abuso ou confusão patrimonial”, informou a ANTT.
O governo esclarece que as medidas mais severas de suspensão e cancelamento não se aplicam ao transportador autônomo de cargas.
AGÊNCIA BRASIL
Evento leva pesquisa e inovação cafeeira para produtores dos Estados de Minas Gerais e São Paulo. Edições acontecem nos meses de abril e maio em três cidades
SÃO PAULO/SP - Referência nacional em pesquisa, desenvolvimento e difusão de tecnologias cafeeiras, a Fundação Procafé convida você para mais uma temporada de Dias de Campo! Os eventos acontecem entre abril e maio em Minas Gerais e São Paulo. Essa é a chance de conferir de perto as inovações que estão transformando a cafeicultura ao lado de grandes especialistas do setor.
Os Dias de Campo são um dos principais canais de divulgação dos resultados das pesquisas conduzidas pela Fundação Procafé em suas fazendas experimentais. Por meio de demonstrações práticas, visitas em estações de campo e apresentações de especialistas, o evento aproxima a ciência do produtor, contribuindo diretamente para racionalização de práticas agrícolas, viabilizada pelo emprego de técnicas e tecnologias no manejo dos cafezais, o que leva o produtor de café à obtenção de maior eficiência nos processos, com consequente aumento de produtividade, melhoria da qualidade do produto, a custos economicamente mais vantajosos.
A programação de 2026 contempla três edições distribuídas estrategicamente entre importantes polos cafeeiros de Minas e São Paulo: em Boa Esperança/MG no 08 de abril; em Franca/SP no dia 15 de abril e em Varginha/MG nos dias 20 e 21 de maio.
“Os Dias de Campo são eventos que conectam toda a cadeia cafeeira e que permitem transformar pesquisa em resultados reais. Por isso, deixamos aqui nosso convite: Venha participar e descobrir soluções práticas para elevar sua produtividade, otimizando custos com o suporte do que há de mais avançada do setor”, ressalta Alysson Vilela Fagundes, Presidente da Fundação Procafé.
A iniciativa reforça o compromisso da Fundação Procafé com o desenvolvimento e a transferência de tecnologias, oferecendo subsídios técnicos que impactam diretamente no desenvolvimento e o progresso dos cafeicultores brasileiros.
Sobre a Fundação Procafé
Referência global em pesquisa, desenvolvimento e difusão de tecnologias, a Fundação Procafé nasceu para impulsionar a cafeicultura brasileira. Seu propósito central é fornecer avanço técnico e tecnológico estratégico, assegurando que os cafeicultores brasileiros mantenham a competitividade e a liderança do setor cafeeiro no cenário mundial.
SÃO PAULO/SP - A Desenvolve SP completou 17 anos de existência na última quarta-feira (11) comemorando mais de R$ 9 bilhões injetados na economia paulista, gerando emprego, renda e qualidade de vidas nos 645 municípios paulistas. Apenas nesta gestão estadual foram mais de R$ 3,3 bilhões de investimento. Vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo de São Paulo, a agência de fomento tem como sua principal missão democratizar o crédito.
Desde o início de suas operações, em 2009, a instituição tem atuado como parceira estratégica de empreendedores e gestores públicos, oferecendo financiamento para projetos de investimento, modernização produtiva, inovação tecnológica, sustentabilidade e infraestrutura urbana. As linhas de crédito atendem principalmente micro, pequenas e médias empresas, além de apoiar prefeituras paulistas em obras e projetos estruturantes que melhoram a qualidade de vida da população.
Nesta gestão estadual, foram criadas linhas de crédito específicas para apoiar mulheres empreendedoras, como o Desenvolve Mulher. Para o agronegócio paulista, foram lançadas as linhas Agroindústria e Agromáquinas, voltadas à modernização do campo e das indústrias do setor, além do Irriga+, iniciativa focada em mitigar os efeitos da estiagem e incentivar a diversificação e a multicultura de grãos. A agência de fomento também passou a realizar Jornadas de Crédito em diversas regiões do Estado, com o objetivo de informar e orientar empreendedores e produtores rurais interessados nas oportunidades de financiamento disponíveis.
Ao longo de sua trajetória, a agência já alcançou centenas de municípios e milhares de empresas, financiando projetos que ampliam a capacidade produtiva, estimulam a competitividade e fortalecem o desenvolvimento regional. Os recursos viabilizam iniciativas como compra de máquinas e equipamentos, ampliação de fábricas, implantação de novas unidades, modernização tecnológica e projetos de inovação e sustentabilidade, além de fôlego de caixa em momentos críticos como a pandemia do Covid-19.
Um dos principais diferenciais da Desenvolve SP é oferecer condições de financiamento mais vantajosas que as praticadas no mercado de crédito de varejo. As linhas contam com taxas de juros competitivas, prazos longos para pagamento e períodos de carência que permitem que o investimento comece a gerar resultados antes do início da amortização.
Outro ponto com o qual a Desenvolve SP facilita o acesso ao crédito é a possibilidade de contratação de fundos garantidores, uma alternativa para os empresários que não possuem garantias reais suficientes para serem utilizadas nas operações de crédito.
Além de estimular o crescimento empresarial, a agência também direciona recursos para setores estratégicos da economia paulista, como agronegócio, indústria, tecnologia e projetos alinhados às práticas de sustentabilidade e inovação por meio da estratégia de blended finance: participa de alguns fundos estruturados, FIPs e FIDCs, em muitos casos, como investidora-âncora. Já foram mais de R$ 600 milhões em 14 diferentes veículos de investimento apenas nesta gestão estadual.
Ao completar 17 anos, a Desenvolve SP reafirma seu papel como motor de fomento ao investimento produtivo, aproximando o crédito de quem quer expandir, inovar e gerar oportunidades. Mais do que financiar projetos, a instituição atua como um catalisador do desenvolvimento econômico sustentável, ajudando empresas e municípios a transformar planos em realidade e impulsionar o crescimento de São Paulo.
Como solicitar?
O empreendedor pode simular e solicitar o crédito por meio do site da Desenvolve SP (www.desenvolvesp.com.br).
SÃO PAULO/SP - O custo da cesta básica da cesta básica em São Paulo foi de R$ 852,87 em fevereiro de 2026, uma redução de 0,18% em relação a janeiro, de acordo com a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), e divulgada nesta segunda-feira, 9 de março.
OITO DE 13 – Em São Paulo, oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios entre janeiro e fevereiro: tomate (-6,08%), açúcar refinado (-3,52%), café em pó (-2,98%), arroz agulhinha (-1,57%), óleo de soja (-1,53%), banana (-1,10%), farinha de trigo (-0,38%) e batata (-0,16%). Outros cinco produtos apresentaram elevação: feijão carioca (6,98%), carne bovina de primeira (1,04%), manteiga (0,66%), pão francês (0,56%) e leite integral (0,49%).
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ACUMULADO – Em São Paulo, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-24,61%), farinha de trigo (-13,91%) e batata (-12,62%). Também tiveram redução de preço o leite integral (-10,94%), manteiga (-6,22%), tomate (-3,41%), açúcar refinado (-3,31%), óleo de soja (-2,33%) e banana (-1,64%). Os itens que registraram elevação foram: café em pó (13,98%), feijão carioca (12,37%), pão francês (2,78%) e carne bovina de primeira (1,83%).
QUEDA EM 8 – Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, foram registradas quedas no preço médio de 8 dos 13 produtos que compõem a cesta básica: óleo de soja (-4,56%), açúcar refinado (-3,95%), arroz agulhinha (-3,74%), leite integral (-2,67%), banana (-2,63%), café em pó (-1,89%), farinha de trigo (-1,68%) e batata (-0,48%). Os outros cinco itens apresentaram elevação de preço: tomate (10,97%), feijão carioca (6,51%), manteiga (0,88%), pão francês (0,82%) e carne bovina de primeira (0,73%).
MAIS COM MENOS – Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 56,88% em fevereiro de 2026, frente a 56,98% em janeiro de 2026 e 61;28% em fevereiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador paulista passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
ARARAQUARA/SP - A Prefeitura de Araraquara decidiu estender até o dia 31 de março o período para que contribuintes participem do programa Negocia Araraquara, iniciativa criada para facilitar a regularização de débitos fiscais junto ao município. O programa permite condições especiais de pagamento, com possibilidade de descontos e parcelamentos.
Podem ser incluídas na negociação dívidas que já estão registradas na dívida ativa, mas que ainda não foram encaminhadas para cobrança judicial. Entre os débitos que podem ser regularizados estão impostos como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), além de multas sanitárias, ambientais e de posturas, taxas relacionadas à limpeza e roçada de terrenos, preços públicos — como serviços de cemitério — e também débitos do Imposto Sobre Serviços (ISS).
Os interessados podem aderir ao programa de forma online, por meio do site oficial da prefeitura, ou presencialmente em pontos de atendimento, como o Paço Municipal e outros postos disponibilizados pela administração.
Após a adesão, o contribuinte recebe uma notificação com o valor atualizado da dívida e o boleto para pagamento. A prefeitura alerta que, caso o débito não seja quitado dentro do prazo estabelecido, o contribuinte pode ter o nome incluído em órgãos de proteção ao crédito e no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (CADIN).
SÃO PAULO/SP - Em meio ao alto cenário de inadimplência e endividamento no Brasil, o 35º Feirão Serasa Limpa Nome reúne mais de 120 milhões de ofertas por até R$ 100. Em alguns casos, o consumidor encontra possibilidades de negociação ainda mais baixas, são quase 50 milhões de ofertas de até R$50, muitas com opção de parcelamento.
O desconto médio é superior a 50% e pode chegar a 99%, o que representa uma oportunidade concreta para o consumidor organizar a vida financeira e voltar a planejar o futuro, mesmo que ainda exista receio em consultar as pendências. Em São Paulo, são mais de 33 milhões de ofertas por até R$100 reais e 13 milhões por menos de R$50.
Desde o dia 23 de fevereiro, em que se iniciou a 35ª edição do Feirão Limpa Nome da Serasa, mais de 484 mil dívidas já foram negociadas no país. Para conferir as ofertas especiais e as demais oportunidades com as mais de 2 mil empresas parceiras, o consumidor pode consultar pelo site (serasa.com.br), aplicativo ou agências dos Correios de todo o Brasil.
Como aproveitar o Feirão Limpa Nome para negociar as minhas dívidas?
Para aproveitar as ofertas, os consumidores de todo o país podem consultar os canais oficiais da Serasa e negociar com descontos de forma online:
● Site: Link
● App Serasa no Google Play e App Store
● Whatsapp: Número oficial (11) 99575-2096
Além do ambiente digital, o Feirão também conta com atendimento presencial gratuito nas mais de 7 mil agências dos Correios espalhadas pelo território nacional sem qualquer cobrança de taxa até 1º de abril. Para realizar a negociação, basta que o titular da dívida apresente um documento oficial com foto. As ofertas e condições disponíveis nas agências são as mesmas que constam no site e no aplicativo da Serasa.
Sobre a Serasa
Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais. Mais informações em www.serasa.com.br e via redes sociais no @serasa.
BRASÍLIA/DF - O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse hoje (3), em São Paulo, que o governo poderá enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, caso as discussões que tratam sobre a jornada de trabalho, como o fim da escala 6x1 e a redução de horas semanais, não caminhem na"velocidade desejada”.
A urgência impõe que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado tenham 45 dias para deliberar o tema, sob pena de trancamento da pauta.
“Tem um debate importante com a direção das duas Casas [Câmara e Senado]. O presidente [da Câmara] Hugo Motta assumiu conosco de tocar as duas coisas: as PECs [Proposta de Emenda à Constituição] que estavam lá e também os projetos de lei [PL] vigentes que estão tramitando na Casa. Evidentemente que o PL pode ter uma velocidade maior que o da PEC. Mas o governo não descarta, a depender da conversa entre o presidente Hugo Mota e o presidente Lula, de mandar um projeto de lei em urgência. Se as coisas não caminharem na velocidade desejada, nós podemos encaminhar um projeto de lei com urgência que, acredito, seria a possibilidade dela evoluir”, disse o ministro, durante entrevista coletiva em que divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Uma das PECs que tramitam atualmente no Congresso aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos - e diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras. Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.
Durante entrevista a jornalistas, Marinho disse considerar viável o fim da jornada 6×1, mas ressaltou que a prioridade do governo é a redução de jornada que, em sua visão, já deveria ter ocorrido.
“Nesta fase, acredito sinceramente que é plenamente possível reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. E, portanto, isso pode levar à condição de acabar com a escala 6x1, que é o grande sonho de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, em particular do comércio e serviço.”
Ele também reiterou que não há discussão atualmente no governo sobre compensações fiscais às empresas como contrapartida para a mudança. Para ele, “o pressuposto para a compensação é o aumento da produtividade”.
“Não faz sentido, na minha opinião, pensar em incentivos fiscais para a questão [da redução] da jornada parcial”, disse o ministro.
“É preciso que o mundo empresarial, os trabalhadores e suas representações colaborem no sentido de melhorar o ambiente do mundo do trabalho. Se você evitou acidente, evitou doenças, você vai aumentar a produtividade. Se você investir em tecnologia, você vai garantir o aumento da produtividade. E o Brasil precisa melhorar a produtividade”, afirmou.
Em janeiro, o Brasil apresentou saldo positivo de 112.334 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo o Caged. O resultado foi obtido com a admissão de 2.208.030 pessoas e 2.095.696 desligamentos.
Apesar do balanço positivo, este foi o pior janeiro desde 2024, com saldo de 173.127 novos postos de trabalho. Segundo o ministro, a queda que vem sendo observada ocorre por causa dos juros altos (Selic), atualmente estabelecida em 15% ao ano.
“Cantamos essa bola desde 2004. O ritmo do juro praticado [em patamar elevado] ia levar a uma diminuição da velocidade [da criação de novos empregos]. Então, o que aconteceu foi uma diminuição da velocidade”, explicou.
Segundo o Caged, quatro setores tiveram um desempenho positivo em janeiro, com destaque para o da indústria, que teve um saldo positivo de 54.991 postos de trabalho. Em seguida aparece o da construção, com 50.545 de saldo; serviços (40.525) e agropecuária (23.073). Já o setor de comércio teve um desempenho negativo, com saldo de -56.800 postos de trabalho.
No acumulado de doze meses (entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026), o saldo de novos vínculos celetistas foi de 1.228.483.
O Caged apontou ainda que o salário médio real de admissão em janeiro deste ano foi de R$ 2.289,78, o que representou uma variação positiva de R$ 77,02 em relação a dezembro do ano passado.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULOS/SP - A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,82%. Um mês antes, era de 1,80%. Considerando apenas as 29 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa oscilou de 1,82% para 1,85%.
O Banco Central (BC) e o Ministério da Fazenda esperam crescimento de 2,3% para a economia brasileira este ano, segundo os números mais recentes divulgados pelas instituições.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80% pela nona semana consecutiva. As projeções para 2028 e 2029 continuaram em 2%, pela 103ª e 50ª semanas consecutivas, respectivamente.
por Estadao Conteudo
SÃO PAULO/SP - No mês de fevereiro, o Governo de São Paulo completa dois anos do lançamento da Tabela SUS Paulista. Os repasses somam cerca de R$ 9 bilhões. A iniciativa inédita complementa os valores pagos pela tabela nacional e fortalece hospitais filantrópicos e Santas Casas responsáveis por 50% dos atendimentos SUS no estado.
O programa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) foi criado para corrigir uma defasagem histórica nos repasses federais e ampliou a remuneração de procedimentos hospitalares e ambulatoriais, garantindo maior sustentabilidade financeira às instituições e contribuindo para o aumento da oferta de serviços à população. As cirurgias oncológicas realizadas pela rede pública estadual atestam o impacto do programa, ao registrar crescimento de 43% no comparativo entre 2022 e 2025.
“A Tabela SUS Paulista garantiu sustentabilidade aos hospitais e permitiu a abertura e reativação de mais de 8 mil leitos em todo o estado. Esse investimento histórico também contribuiu para alcançarmos recordes na realização de cirurgias eletivas, ampliando o acesso e reduzindo filas”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva.
Em 2025, o Estado alcançou o maior volume de cirurgias eletivas já registrado na rede do SUS paulista, com 1,3 milhão de procedimentos, crescimento de 85,7% em relação a 2022, quando foram realizadas cerca de 700 mil cirurgias. Nos três anos da atual gestão, já são 3,5 milhões de cirurgias realizadas. Em 2023, foram 1 milhão de procedimentos e, em 2024, 1,2 milhão. O avanço é reflexo da ampliação dos serviços, do fortalecimento dos hospitais e do modelo de financiamento impulsionado pela Tabela SUS Paulista.
Os resultados assistenciais do programa refletem esse avanço. As internações de alta complexidade acumulam alta de 37,9% na comparação entre 2022 e 2025. No mesmo período, as cirurgias bucomaxilofaciais alcançaram crescimento de 116% até 2025 em relação a 2022. As cirurgias neurológicas registraram expansão de 60% até 2025, também na comparação com 2022. Já as cirurgias de mama apresentaram crescimento de 30% até 2025.
“Esse crescimento consistente mostra que a Tabela SUS Paulista se consolidou como uma política estruturante para a saúde pública no estado de São Paulo”, ressalta Eleuses Paiva.
Com o reforço nos recursos, os hospitais expandiram a capacidade assistencial, aumentaram internações e cirurgias e contribuíram para a redução de filas em diferentes regiões paulistas.
Mais recursos, mais cirurgias, mais acesso
O fortalecimento da rede hospitalar e a ampliação da oferta de procedimentos também se refletem na vida de pacientes como James Cesar dos Santos Ribeiro, de 53 anos, morador de Rancharia. Ele precisou passar por nova cirurgia após a recorrência de uma hérnia inguinal, que voltou a comprometer sua rotina e qualidade de vida.
James foi atendido no Hospital e Maternidade de Rancharia, unidade que integra a rede contemplada pela Tabela SUS Paulista e que, em dois anos, recebeu R$ 15,5 milhões por meio do programa. O investimento fortaleceu a estrutura da instituição, ampliou a capacidade de atendimento e garantiu mais agilidade na realização de cirurgias e outros procedimentos.
As dores limitaram atividades que sempre fizeram parte do seu dia a dia. “Por conta das dores, a minha rotina estava parada. Não podia fazer academia ou corrida, atividades que eu gosto muito. Além disso, afetava os trabalhos que eu precisava fazer, já que não podia agachar. Eu vivia bem restrito”, relatou.
A cirurgia foi realizada com a colocação de tela, técnica que reduz as chances de nova reincidência. James também destaca a rapidez no atendimento. “Eu não esperava, foi muito rápido mesmo. Eu estava com muita dor e, em questão de uma ou duas semanas, minha cirurgia foi marcada”.
Recuperado, ele afirma que retomou a rotina normalmente. “A cirurgia mudou a forma como eu vivia. Hoje eu já estou recuperado, levo uma vida normal. Faço as minhas corridas e os meus exercícios”, completou.
Mais transparência
O Governo de São Paulo disponibiliza a qualquer cidadão o acesso a todos os valores pagos, detalhados por instituição filantrópica, referentes à Tabela SUS Paulista, mostrando o compromisso da gestão com a transparência. Para conhecer os dados, basta acessar https://nies.saude.sp.gov.br/ses
SÃO PAULO/SP - A prévia da inflação oficial de fevereiro ficou em 0,84%, o que representa avanço em relação ao mês anterior, quando ficou em 0,20%. O maior impacto (0,32 p.p.) no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) partiu do grupo educação, que teve alta de 5,20%. A explicação está nos reajustes no início do ano letivo que ocorreram nas mensalidades de escolas e cursos.
Outro grupo que influenciou o indicador foi o de transportes, com elevação de 1,72%. Neste caso, o peso no índice ficou em 0,35 p.p. (ponto percentual). Os demais grupos oscilaram entre -0,42% de vestuário e 0,67% de saúde e cuidados pessoais.
A alta acumulada do IPCA-15 no ano é de 1,04%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 4,10%. O resultado é menor do que os 4,50% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Os dados do IPCA-15 de fevereiro, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam ainda que no grupo saúde e cuidados pessoais a alta ficou em 0,67% e impacto de 0,09 p.p, com destaques para os avanços em artigos de higiene pessoal (0,91%) e do plano de saúde (0,49%).
No grupo alimentação e bebidas, que subiu 0,20% com impacto de 0,04 p.p., a alimentação no domicílio avançou 0,09% em fevereiro, que representa recuo em relação a janeiro, quando marcou 0,21%. Conforme o indicador, as principais variações positivas ficaram com o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%).
Nas queda de percentual, os destaques foram o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%).
“A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%)”, informou o IBGE.
Após cair 0,26% em janeiro, o grupo habitação teve alta de 0,06% em fevereiro. Os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%) foram destaques.
Em sentido contrário, a energia elétrica residencial caiu 1,37% e foi o subitem com o maior impacto negativo no indicador (0,06 p.p.). O motivo foi a ocorrência no período de bandeira tarifária verde, que é sem custo adicional para os consumidores. “A taxa de água e esgoto teve alta de 1,97%, enquanto o subitem gás encanado registrou queda de 0,71% nas tarifas”, informou o IBGE.
Nos índices regionais, São Paulo teve a maior variação (1,09%). A explicação está nas elevações dos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). A menor variação ficou em Recife (0,35%). O motivo foram as quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).
De acordo com o IBGE, para o cálculo do IPCA-15 de fevereiro, foram analisados os preços coletados no período de 15 de janeiro de 2026 a 12 de fevereiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (base).
“O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia”, diz o levantamento.
A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, será em 26 do mesmo mês.
AGÊNCIA BRASIL
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