BRASÍLIA/DF - Empregados com carteira assinada e servidores públicos que trabalharam de 1971 a 1988 e estão na fila para sacar as cotas do antigo fundo Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) podem reaver o valor. A Caixa Econômica Federal começou a pagar nesta sexta-feira (25) um novo lote de valores esquecidos.
Nesta rodada, recebem aqueles que pediram o ressarcimento até 31 de agosto. O valor médio pago varia de R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil, dependendo do tempo de trabalho e do salário da época.
Podem sacar os valores:
O benefício não tem relação com o abono salarial atual do PIS/Pasep, pago anualmente. Trata-se de cotas de um fundo antigo, extinto em 2020.
A consulta é feita pelo portal Repis Cidadão, com login via conta Gov.br nos níveis prata e ouro.
Passo a passo:
Também é possível consultar pelo aplicativo do FGTS.
O pedido pode ser feito de duas formas:
Pelo aplicativo FGTS:
O pagamento é feito por crédito em conta. Quem não tiver conta na Caixa receberá automaticamente uma poupança social digital, movimentada pelo app Caixa Tem.
Herdeiros também podem solicitar o valor, desde que apresentem:
O pagamento depende da data em que o pedido foi feito. Veja os próximos lotes:
Criado na década de 1970, o fundo reunia recursos para complementar a renda de trabalhadores e servidores. Em 1988, ele foi substituído pelo modelo atual de abono salarial.
Os valores não sacados foram transferidos em 2020 para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, depois, ao Tesouro Nacional. Agora, o governo permite o resgate mediante pedido.
O pedido pode ser feito até setembro de 2028. Após esse prazo, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro, sem possibilidade de saque.
A Caixa oferece atendimento pelos seguintes canais:
A orientação é verificar quanto antes se há valores disponíveis para evitar perder o prazo.
AGÊNCIA BRASIL
Clientes contam com prazo de até 10 anos e juros a partir de 5% ao ano
BRASÍLIA/DF - O Banco do Brasil intensificou o atendimento para produtores rurais e cooperativas de São Paulo que buscam renegociar operações de crédito rural por meio das condições previstas na Medida Provisória nº 1.376/2026.
A medida cria condições especiais para a composição de dívidas de produtores que enfrentaram perdas provocadas por eventos climáticos ou perdas de mercado em duas ou mais safras entre 2019 e 2025. Os produtores contam com até 2 anos de carência e com taxas que variam de 5% a 12% ao ano, conforme a regulamentação da linha de crédito.
O Banco do Brasil estruturou uma esteira dedicada a dar maior agilidade ao atendimento de clientes potencialmente elegíveis. As agências do BB contam com equipes reforçadas e suporte especializado para adesão à MP, com objetivo de apoiar os clientes na recuperação da capacidade produtiva de suas propriedades rurais, na regularização financeira dos empreendimentos e retomada de seus investimentos e fluxo de caixa com mais previsibilidade.
Atualmente, a instituição contabiliza cerca de 5 mil operações na esteira de contratação, promovendo a continuidade da atividade agropecuária dos clientes, bem como da sustentabilidade do crédito, considerando o alongamento de prazos de operação para até 10 anos.
“O Banco do Brasil está mobilizado para oferecer um atendimento ágil e próximo, ajudando cada cliente a encontrar a melhor solução para reorganizar seu fluxo de caixa e garantir a continuidade da atividade produtiva, evitando, inclusive, a execução de garantias. Como os recursos são limitados é fundamental que os produtores procurem uma agência o quanto antes para verificar sua situação", orienta Delio Cirino, superintendente do BB no estado.
Como acessar
Os produtores podem procurar qualquer unidade do Banco do Brasil para verificar se atende às características do Programa. A contratação está sujeita à análise das condições previstas na Medida Provisória e à apresentação de laudo técnico que comprove as perdas na produção ou a redução da renda bruta agropecuária esperada.
O Banco atua continuamente na assessoria e oferta de soluções compatíveis com a realidade de produção, de caixa e das garantias de cada produtor. Em todo o país, a carteira agro do Banco do Brasil possui cerca de 113 mil clientes com operações potencialmente elegíveis às condições previstas na MP, representando um volume de até R$ 100 bilhões. Desse total, aproximadamente 36% correspondem a operações inadimplentes, enquanto o restante contempla operações adimplentes que foram prorrogadas ou renegociadas.
Mais informações estão disponíveis na página do agronegócio do Banco do Brasil: bb.com.br/agro.
BRASÍLIA/DF - O governo federal deve manter por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, disse nesta quinta-feira (24) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. A prorrogação deverá ser anunciada ainda nesta semana.
Atualmente, o benefício é resultado da combinação de duas medidas: uma subvenção de R$ 1,12 por litro, cuja validade termina neste sábado (26), e outra de R$ 1 por litro, anunciada pelo governo no início de setembro.
Em entrevista para explicar a liberação de R$ 1,8 bilhão no Orçamento de 2026, Moretti afirmou nesta quinta-feira (24) que a tendência é manter o valor atual por mais um mês.
“Vamos levar ao presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] , mas, frente aos indicadores, a tendência é que a gente mantenha [a subvenção]”, ressaltou o ministro.
A subvenção de R$ 1,12 por litro foi criada por uma medida provisória que perde validade no sábado. Já a MP mais recente, que estabeleceu o adicional de R$ 1, permite ao governo alterar o valor do benefício de acordo com as condições do mercado.
Na prática, o governo poderá elevar a subvenção prevista na medida mais recente para preservar o valor total de R$ 2,12 por litro.
A decisão ocorre em meio à preocupação com os efeitos da alta do petróleo e com problemas no mercado internacional de combustíveis relacionados ao conflito no Oriente Médio.
A subvenção tem como objetivo reduzir a pressão sobre o preço do diesel no mercado doméstico, combustível utilizado principalmente no transporte de cargas e no transporte coletivo.
Segundo o governo, a medida também busca reduzir o risco de problemas no abastecimento interno diante das oscilações no mercado internacional.
Além do diesel, o Executivo anunciou neste mês outras medidas para reduzir os preços dos combustíveis:
Somadas, as medidas adicionais anunciadas pelo governo representam um custo estimado de aproximadamente R$ 7 bilhões por mês para a União.
A manutenção do benefício ainda depende da formalização pelo governo. Moretti afirmou que a decisão será levada ao presidente Lula, mas indicou que a avaliação técnica da equipe econômica é favorável à continuidade da subvenção.
Caso seja confirmada, a medida evitará uma redução abrupta do benefício a partir deste sábado.
AGÊNCIA BRASIL
Pesquisa do CIET traçou o perfil dos visitantes e avaliou a experiência turística durante os 11 dias de evento
BARRETOS/SP - A 71ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, realizada pela Associação Os Independentes entre 20 e 30 de agosto de 2026, gerou R$ 742 milhões em movimentação financeira direta. Os dados foram consolidados pelo Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), vinculado à Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).
Ao longo dos 11 dias de programação, o evento recebeu público total estimado em 1 milhão de visitas, com impacto direto em setores da economia local e regional, como transporte, hospedagem, alimentação, comércio e lazer.
De acordo com a pesquisa, 84% dos frequentadores eram turistas ou excursionistas. Considerando a origem dos visitantes, 49% vieram de outras cidades do Estado de São Paulo.
Entre os estados com maior emissão de turistas, Minas Gerais lidera, com 13,8%, seguido por Paraná, com 8,7%, e Goiás, com 6,1%. O levantamento identificou visitantes dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, contemplando 2.938 municípios, além de turistas internacionais, com destaque para Estados Unidos e México.
Gasto e perfil do visitante
O levantamento aponta gasto médio de R$ 816 por pessoa ao dia. A permanência média dos frequentadores no evento foi de cinco dias. O perfil sociodemográfico indicou equilíbrio entre homens (50,2%) e mulheres (49,8%), idade média de 38 anos e renda familiar média de R$ 11 mil.
Entre os meios de acomodação mais utilizados estiveram hotéis e pousadas (27,6%), camping (23,5%, sendo a área interna do Parque do Peão responsável por acomodar esses visitantes) e imóveis alugados por temporada (17,4%). O deslocamento até a cidade ocorreu majoritariamente por carro próprio ou carona (76,3%), enquanto 8,4% utilizaram transporte aéreo.
A pesquisa também registrou NPS (Net Promoter Score) de 89 pontos, resultado que coloca a Festa na zona de excelência de satisfação do cliente.
O estudo foi produzido a partir de pesquisa de campo realizada entre 21 e 29 de agosto de 2026, no Parque do Peão. A amostragem contemplou 1.006 entrevistas válidas, distribuídas em 13 setores do evento para garantir a heterogeneidade dos dados.
Visitantes aprovam turismo e experiência na Festa
Além de dimensionar a movimentação financeira e traçar o perfil do público, a pesquisa avaliou a percepção dos visitantes sobre os serviços turísticos de Barretos e a experiência dentro do Parque do Peão.
Turistas e moradores atribuíram nota média de 9,5, em uma escala de zero a dez, à Festa. Na avaliação do turismo em Barretos, os destaques foram hospedagem, com 98% de aprovação; terminal rodoviário (94,6%); sinalização turística (94,3%); transporte urbano (92,9%); e comércio em geral (91,6%).
Dentro do Parque do Peão, a sinalização do complexo alcançou 95% de avaliação positiva. Também foram destacados programação cultural e shows (94,7%), acesso ao Parque (94%), opções de alimentação (93,8%) e camping (92,6%).
Palavras como “alegria”, “tradição”, “sonho”, “emoção”, “incrível” e “rodeio” foram recorrentes entre os entrevistados ao descrever a experiência.
Metodologia da pesquisa
O estudo foi produzido a partir de pesquisa de campo realizada entre 21 e 29 de agosto de 2026, no próprio Parque do Peão. A amostragem contemplou 1.006 entrevistas válidas, distribuídas em 13 setores diferentes do evento para garantir a heterogeneidade dos dados.
O estudo apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de ±3,09 pontos percentuais. A coleta dos dados em campo foi executada pela consultoria Leal Consultores e Associados, sob supervisão e consolidação técnica do CIET/Setur-SP.
Mais números da 71ª Festa do Peão de Barretos
Para a edição de 2026, o Parque do Peão recebeu mais de R$ 30 milhões em investimentos. Ao longo dos 11 dias de Festa, o camping oficial recebeu grande público; a rodoviária do complexo atendeu 1.352 vans e 1.012 ônibus de turismo; e o Rancho do Peãozinho, espaço dedicado ao público infantil, registrou 68 mil visitas.
Durante o período, o Parque do Peão manteve atividades 24 horas por dia. Foram mais de 150 shows distribuídos em cinco palcos; 221 atrações culturais nos palcos Culturando e Raízes; mais de 150 expositores na Feira Comercial e na Praça de Alimentação; além de 3,5 mil competidores em nove modalidades esportivas, com premiação total de R$ 1,5 milhão. A 71ª Festa do Peão de Barretos também gerou cerca de 5 mil empregos diretos e quase 10 mil indiretos.
Para o presidente de Os Independentes, Jeronimo Luiz Muzeti, os resultados refletem o alcance do evento e a resposta do público à estrutura preparada para a 71ª edição.
“Os números traduzem a força da Festa e sua relevância para Barretos e região. Mas, além da movimentação gerada pelo evento, é muito importante perceber que o público valoriza a experiência, a estrutura e os serviços que encontra no Parque do Peão. Nosso compromisso é manter essa qualidade e fazer com que Barretos continue sendo uma referência para quem vive e acompanha esse universo”, destaca Muzeti.
A próxima Festa do Peão de Barretos será realizada de 19 a 29 de agosto de 2027. A organização também anunciou Chitãozinho & Xororó como Embaixadores da 72ª edição.
BRASÍLIA/DF - O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025.
Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal, excluídos os fatores não recorrentes e de alterações na legislação.
De acordo com análise divulgada pelo órgão, os acréscimos são resultado do aumento na arrecadação da contribuição para a Previdência Social, Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que reflete o aumento das vendas.
Também o avanço nas arrecadações do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), além do desempenho da arrecadação do Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), foi determinante nos resultados apresentados.
Neste mês, o Imposto de Exportação sobre óleo bruto também teve destaque entre os fatores que alavancaram os resultados, com arrecadação de R$1,9 bilhão em agosto, o que resultou no acumulado de R$9,9 bilhões de janeiro a agosto de 2026.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a expectativa para a taxa básica de juros Selic ao fim de 2026. A projeção, apresentada pelo Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central, indica que o mercado trabalha com a expectativa de novo corte de juros ainda no ano corrente.
A revisão para baixo ocorre cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido em 0,25 ponto percentual a Selic, que está agora em 13,75%. A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação.
O cenário, portanto, reforça a avaliação de que o ciclo atual de juros será flexibilizado nos próximos meses, à medida que a inflação se mantém relativamente controlada.
Para 2027, a estimativa para a Selic permanece em 12% ao ano. Já as projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 10,50% e 10%, respectivamente.
Em relação à inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão para este ano, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,30%; e para 2028, em 3,80%.
A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a Selic é elevada, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a conter a alta dos preços, além de estimular a poupança.
Já a redução dos juros busca estimular a atividade econômica, ao facilitar o acesso ao crédito e incentivar investimentos e consumo.
Vale lembrar que os bancos consideram também outros fatores, na hora de definir os juros cobrados dos consumidores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
A estimativa para o crescimento da economia brasileira apresentou nova revisão para baixo. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a previsão recuou de 1,45% para 1,43%. As estimativas para 2028 foram mantidas em 1,87%.
No mercado de câmbio, as projeções permaneceram estáveis, tanto para este ano como para os anos subsequentes: de R$ 5,20 em 2026; de R$ 5,28 em 2027; e de R$ 5,30 em 2028.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O Banco Central anunciou mudanças no regulamento do Pix para ampliar funcionalidades, reforçar a segurança e aperfeiçoar a participação de instituições no sistema. Entre as principais novidades, está a autorização para que o Pix Automático seja usado em contas-salário a partir de julho de 2027.
O BC também regulamentou a chamada cobrança híbrida, que reúne boleto e QR Code do Pix no mesmo documento. A finalidade é evitar pagamentos indevidos ou em duplicidade. As regras passam a valer em fevereiro do ano que vem.
A regulamentação prevê também a possibilidade de dispensar a participação obrigatória de instituições com mais de 500 mil contas ativas, quando o perfil de clientes ou o modelo de negócios não justificar o acesso à infraestrutura do Pix.
Segundo o BC, algumas regras de adesão e de saída de participantes foram aperfeiçoadas, como:
Essa última diretriz refere-se, principalmente, a instituições que não comprovarem o atendimento dos limites mínimos de capital social e de patrimônio líquido.
De acordo com a autoridade monetária, esses mecanismos facilitarão a retirada de recursos pelos clientes dessas instituições. A penalidade de exclusão do Pix passará a ter efeito imediato, sem o prazo atual de 30 dias.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Empresas afetadas pelo tarifaço americano e por impactos da guerra no Oriente Médio já podem se habilitar a empréstimos do Plano Brasil Soberano, que disponibiliza R$ 22,6 bilhões em crédito.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta quinta-feira (17) o protocolo para empresários se habilitarem aos financiamentos.
O programa inclui também empresas de setores considerados indispensáveis, como fertilizantes e minerais críticos.
O pacote de crédito é formado por R$ 13,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do BNDES, banco estatal ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Essa é a terceira fase do programa, iniciado em meados de 2025. O programa surgiu como apoio do governo brasileiro após os Estados Unidos terem sobretaxado exportadores brasileiros.
A segunda versão foi lançada em março de 2026, incluindo negócios afetados pela guerra no Oriente Médio.
Na terceira fase, três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme portaria do governo:
Integram o grupo 2 empresas de ramos como o têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, minerais críticos e de máquinas e equipamentos.
Para o grupo de afetados pelo tarifaço ou conflito no Oriente Médio, é preciso cumprir condicionantes, como pelo menos 1% do faturamento vindo do comércio com os países envolvidos.
Empresários podem verificar a elegibilidade da empresa por meio do site do programa.
Os financiamentos são direcionados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, e projetos de investimentos.
Os juros cobrados variam de 4,3% a 17,5% ao ano. As condições dependem de fatores como porte da empresa e destinação dos recursos.
Os detalhes e a forma de habilitação para o crédito podem ser consultados no site do BNDES.
AGÊNCIA BRASIL
IRÃ - O preço do petróleo está em queda nesta quinta-feira (17), com a diminuição dos ataques entre os houthis, grupo do Iêmen aliado ao Irã, e forças militares da Arábia Saudita, somada às novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o fim do conflito com o Irã está próximo.
O barril Brent, referência mundial, chegou a cair 2,27%, a US$ 103,43 (R$ 532,87), por volta das 7h (horário de Brasília), após ter permanecido durante a madrugada entre US$ 104 e US$ 105. É o menor preço da commodity desde a última sexta-feira (11), quando o envolvimento dos houthis no confronto não era tão acentuado.
O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 101,02 (R$ 520,46), em queda de 1,38%.
A desvalorização desta quinta-feira reflete a diminuição das ofensivas entre houthis e sauditas, que disputam o controle do estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e vem sendo usado pela Arábia Saudita para escoar sua produção de petróleo.
Nesta quinta-feira, o grupo do Iêmen informou que três torres de telecomunicação foram atingidas por mísseis vindos da Arábia Saudita, de acordo com a emissora de televisão Almasirah. Os sauditas não confirmaram a informação.
Um dia antes, Trump voltou a afirmar que o fim da guerra contra o Irã está próximo.
"Eles querem chegar a um acordo. Veremos como isso se desenrola", afirmou o republicano, repetindo declarações que fez diversas vezes ao longo destes seis meses de guerra.
O Irã não confirmou a informação de Trump e já havia dito, no começo da semana, que não aceitaria negociar com os EUA enquanto suas exigências não fossem atendidas.
Ao mesmo tempo, o site Axios divulgou, nesta quarta-feira, que Trump deve se reunir com líderes do Conselho de Cooperação do Golfo, formado por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Kuwait e Omã, na próxima terça-feira (22), em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU.
O Departamento de Estado e a Casa Branca não responderam aos pedidos de comentário. O mesmo grupo de países árabes cancelou um encontro que faria com representantes do Irã na última segunda-feira (14), no qual seria debatida a situação no estreito de Hormuz, por onde passava 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - Um estudo feito pelo Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA/USP), revelou que as apostas, conhecidas popularmente como bets, reduziram o consumo e retiraram da atividade econômica entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões, o que equivale a 0,9% a 1,1% do PIB - Produto Interno Bruto), no ano de 2025. 

“Para dimensionar essa magnitude, a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025 e é cerca de cinco vezes maior que estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro. Mesmo levando em conta as estimativas dos empregos diretos e indiretos criados associados às bets, o quadro praticamente não muda”, conclui a pesquisa.
O estudo estima que essa redução na atividade econômica resultaria em uma perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões.
“Descontando os cerca de R$ 9 bilhões arrecadados diretamente com as plataformas de apostas, o efeito líquido sobre as contas públicas ainda seria negativo em, no mínimo, R$ 22 bilhões, podendo chegar a até R$ 46 bilhões”.
Segundo os pesquisadores, esse valor corresponde de 10% a 20% de todo o orçamento destinado à saúde pública na São Paulo de 2025, o que indica que, embora as bets gerem arrecadação direta, a perda de atividade econômica que provocam mais do que compensa essa receita.
A pesquisa considera também que parte das apostas tenha gerado aumento do endividamento. Os pesquisadores consideram que se o saldo do crédito para pessoa física subiu cerca de R$ 450 bilhões e a transferência líquida de R$ 62,5 bilhões tivesse sido financiada por novo crédito, o que é visto como uma hipótese extrema, isso corresponderia a cerca de 14% do aumento do endividamento das famílias em 2025.
Segundo a pesquisa é possível também que as bets tenham causado efeito negativo na distribuição de renda. Levando em conta que o 1% da população mais rica fica com cerca de 24% de toda a renda do país, essa transferência de dinheiro das famílias para as bets aumentou a concentração de renda dessa minoria do topo, entre 0,5% e 2,1%, dependendo de quem recebe os lucros das casas de aposta.
“No primeiro caso, apenas retiramos os R$ 62,5 bilhões da renda dos 99% da base, enquanto no segundo adicionamos esse valor para o 1% mais rico. Mesmo no caso mais conservador, é um efeito significativo em um país em que a concentração de renda já é extremamente elevada”, dizem os pesquisadores.
A pesquisa concluiu que, do ponto de vista econômico, o problema das apostas não se limita aos efeitos individuais, mas também têm consequências macroeconômicas, pois ao retirar renda das famílias, principalmente as de menor renda, as bets podem aumentar a desigualdade, reduzir a demanda e afetar o PIB de maneira relevante, além de reduzirem a arrecadação fiscal e refletirem nas contas públicas.
AGÊNCIA BRASIL
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