CUBA - O governo de Cuba atribuiu a grave crise energética enfrentada pelo país ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos e afirmou que o embargo ao setor de petróleo agravou ainda mais os apagões registrados na ilha nos últimos meses.
A declaração foi feita nesta quarta-feira pelo ministro de Energia e Minas de Cuba, Vicente de la O Levy, em pronunciamento exibido pela televisão estatal.
Segundo o ministro, o país enfrenta atualmente um “bloqueio energético praticamente intransponível”.
“A principal causa da crise energética em Cuba é, fundamentalmente, o bloqueio energético imposto ao país”, afirmou.
Desde janeiro, o governo norte-americano vem aumentando a pressão sobre Havana, exigindo mudanças econômicas e reformas políticas mais amplas. Nesse período, Washington anunciou novas sanções e chegou até mesmo a mencionar a possibilidade de uma intervenção militar.
Entre as medidas adotadas pelos Estados Unidos está o embargo ao petróleo, que praticamente interrompeu a chegada de combustível importado à ilha. Além disso, novas sanções de caráter extraterritorial passaram a atingir empresas e operações ligadas ao abastecimento energético cubano.
“É um bloqueio energético que se soma ao embargo já existente há muitos anos e que agravou ainda mais a situação econômica e energética do país”, disse O Levy.
O ministro afirmou que, desde janeiro até poucas semanas atrás, Cuba não recebeu “um único navio de combustível”, situação que, segundo ele, explica as longas horas de apagões enfrentadas pela população.
De acordo com o governo cubano, a única exceção foi um petroleiro enviado pela Rússia em abril, transportando uma doação de 100 mil toneladas de petróleo bruto.
Segundo O Levy, a chegada da carga permitiu reduzir temporariamente os cortes de energia, inclusive em Havana.
“Houve vários dias sem interrupções no fornecimento de energia na capital”, afirmou.
Apesar disso, o ministro admitiu que a melhora durou pouco.
“Foi uma miragem temporária”, declarou, explicando que o petróleo russo já foi totalmente utilizado até o início de maio e que o sistema elétrico cubano voltou a operar sem reservas de combustível.
Atualmente, segundo ele, o país enfrenta temperaturas mais altas enquanto a rede elétrica funciona apenas com usinas termelétricas, a empresa energética Energás e parques solares fotovoltaicos.
O ministro não comentou a situação em outras regiões do país, onde os apagões vêm sendo ainda mais severos do que em Havana.
Horas antes do pronunciamento, o governo norte-americano anunciou uma nova oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões para Cuba.
As autoridades cubanas, porém, insistem que a crise econômica e energética é consequência direta daquilo que classificam como “guerra econômica” promovida pelos Estados Unidos.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também se manifestou nas redes sociais.
“Apesar das brutais medidas de estrangulamento econômico e energético decretadas pelos Estados Unidos, Cuba continua de pé e não é um Estado falido”, escreveu.
Também nesta quarta-feira, o chanceler cubano Bruno Rodríguez afirmou que uma eventual ação militar norte-americana contra Cuba provocaria “uma catástrofe humanitária” e um “banho de sangue” para os dois países.
No último dia 2 de maio, o presidente Donald Trump afirmou que pretende assumir o controle de Cuba “quase imediatamente” após o fim da guerra envolvendo o Irã.
por Notícias ao Minuto
BRASÍLIA/DF - O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu adiar para 2027 a entrada em vigor da regra que impede a concessão de crédito rural subsidiado a produtores com registro de desmatamento ilegal. A medida foi aprovada em reunião extraordinária na terça-feira (12), após pressão de entidades do agronegócio por mais prazo de adaptação.
A norma determina que bancos e instituições financeiras verifiquem, antes de liberar financiamentos, se houve supressão irregular de vegetação nativa nas propriedades rurais após 31 de julho de 2019. A análise será feita com base nos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
A regra havia começado a valer em 1º de abril deste ano, inicialmente para imóveis maiores. Com a mudança aprovada pelo CMN, os novos prazos ficaram assim:
• propriedades acima de 15 módulos fiscais: a partir de 4 de janeiro de 2027;
• imóveis entre 4 e 15 módulos fiscais: a partir de 1º de julho de 2027;
• áreas de até 4 módulos fiscais: a partir de 3 de janeiro de 2028.
Assentamentos da reforma agrária e territórios de povos e comunidades tradicionais também passarão a seguir a regra apenas em 2028, quando o Cadastro Ambiental Rural (CAR) corresponder a áreas coletivas.
Na prática, produtores rurais que tiverem registro de desmatamento ilegal após julho de 2019 poderão enfrentar restrições para acessar linhas de crédito com recursos controlados e juros subsidiados pelo governo federal, como operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
As instituições financeiras serão responsáveis por consultar os alertas do Prodes antes da aprovação dos financiamentos.
A mudança ocorreu após críticas de entidades do setor agropecuário, que alegavam dificuldades operacionais e insegurança jurídica na aplicação imediata da regra.
No último mês, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão das exigências ambientais vinculadas ao crédito rural.
Após a decisão do CMN, a entidade afirmou que o adiamento representa “um alívio temporário para o produtor rural brasileiro”.
Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária afirmou que o adiamento busca garantir a continuidade da concessão de crédito a produtores que estejam em conformidade com a legislação ambiental.
Segundo a pasta, a ampliação dos prazos também permitirá aperfeiçoar os procedimentos de regularização ambiental e dar mais tempo para adaptação dos produtores e dos órgãos envolvidos na fiscalização.
O Ministério da Fazenda declarou que as mudanças têm como objetivo “calibrar a aplicação da norma” e ampliar a previsibilidade da implementação.
Além da prorrogação, o CMN autorizou a apresentação de novos documentos para comprovar regularidade ambiental das propriedades rurais.
Entre eles estão o Termo de Compromisso Ambiental firmado com órgãos estaduais e documentos equivalentes à Autorização de Supressão de Vegetação Nativa.
Segundo o governo, produtores que tiveram pedidos de crédito recusados durante a vigência inicial da regra poderão reapresentar as propostas de financiamento.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio), Paulo Roberto Gullo, já está em Brasília para cumprir uma importante agenda institucional na Câmara dos Deputados, em reuniões organizadas pela FecomercioSP.
Antes dos compromissos oficiais, Paulo Roberto Gullo encontrou no Aeroporto Internacional de Brasília a deputada federal Adriana Ventura.
As reuniões em Brasília têm como foco principal as discussões envolvendo a possível redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, temas que vêm sendo debatidos no Congresso Nacional e que geram preocupação entre representantes do setor produtivo.
Segundo a FecomercioSP, o debate sobre qualidade de vida e relações de trabalho é considerado importante, porém a entidade defende que as mudanças precisam levar em consideração os impactos econômicos e operacionais para empresas, trabalhadores e toda a cadeia produtiva.
Entre os principais pontos apresentados pela entidade estão o aumento imediato do custo da hora trabalhada e o impacto estimado de até R$ 158 bilhões nas folhas de pagamento em um eventual cenário de jornada reduzida para 40 horas semanais.
A federação também demonstra preocupação com possíveis efeitos no mercado de trabalho, como aumento da informalidade e redução na geração de empregos, especialmente em segmentos mais sensíveis da economia.
Outro ponto defendido pela FecomercioSP é a necessidade de que eventuais mudanças sejam discutidas por meio de negociação coletiva entre sindicatos patronais e laborais, além da adoção de medidas específicas para proteger micro e pequenas empresas.
A entidade ainda ressalta a importância da preservação da competitividade dos setores de comércio, serviços e turismo, considerados fundamentais para a economia paulista e nacional.
O Sincomercio São Carlos informou que acompanha de perto os debates em Brasília por entender que as decisões podem impactar diretamente empresários, trabalhadores e o desenvolvimento econômico regional.
BRASÍLIA/DF - Os bancos que aderiram ao novo Desenrola Brasil terão até 30 dias para retirar dos cadastros de inadimplência os registros de dívidas originais de até R$ 100. A exigência faz parte das condições estabelecidas pelo governo federal para participação das instituições financeiras no programa de renegociação.
Segundo o Ministério da Fazenda, a baixa deverá ser feita de forma permanente junto aos birôs de crédito. A expectativa do governo é que mais de 1 milhão de pessoas sejam beneficiadas pela medida, a depender da adesão dos bancos ao programa.
A regra para dívidas renegociadas acima de R$ 100 é diferente. Nesses casos, o nome do consumidor deixa os cadastros de inadimplência apenas após o pagamento da primeira parcela do novo acordo, e não no momento da renegociação. Depois da formalização do acordo, o consumidor terá prazo de até 35 dias para quitar a primeira parcela.
Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os registros de dívidas de até R$ 100 estão espalhados entre sistemas das próprias instituições financeiras e dos birôs de crédito, sem uma base centralizada.
"Embora a implementação da desnegativação dessas dívidas envolva rotinas internas, sistemas e fluxos operacionais próprios de cada instituição financeira, o programa estabelece diretrizes e requisitos comuns a todos os participantes, os quais foram detalhados e complementados por atos normativos do Ministério da Fazenda", diz a entidade.
A Febraban afirma ainda que está apoiando as instituições nos esclarecimentos técnicos para a correta implementação do programa.
Em respostas enviadas à Folha, Bradesco, Itaú, C6 Bank e Nubank afirmaram que, nos casos de dívidas acima de R$ 100 renegociadas no programa, a retirada do nome dos cadastros de inadimplência ocorre após o pagamento da primeira parcela, como prevê a medida provisória. O Nubank disse ainda que a desnegativação é feita automaticamente, sem necessidade de solicitação por parte do cliente.
DESENROLA BRASIL
O programa de renegociação voltado a famílias endividadas conta com descontos que variam de acordo com o tipo de dívida e o tempo de inadimplência. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, na média, os descontos podem chegar a cerca de 65%, mas há variações relevantes entre as modalidades.
Para dívidas de cartão de crédito rotativo e cheque especial, os descontos previstos vão de 40% a 90%. Já no caso do CDC (Crédito Direto ao Consumidor), os abatimentos ficam entre 30% e 80%.
Após o desconto negociado, os débitos poderão ser parcelados em até quatro anos, com juros de até 1,99% ao mês e prazo de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela. A renegociação será feita diretamente com os bancos.
Podem ser renegociados até R$ 15 mil por pessoa (após descontos), por instituição financeira, com garantia do FGO (Fundo de Garantia de Operações).
O Desenrola contempla brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105), que deverão procurar os canais oficiais dos bancos para aderir à renegociação. Para as famílias que aderirem, está previsto o bloqueio do CPF em casas de apostas por 12 meses.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - Maior empresa de criptomoedas no mundo, a Tether cobra o Banco Master na Justiça paulista o pagamento de um empréstimo de US$ 300 milhões que fez a uma holding ligada à instituição financeira em março do ano passado.
A multinacional, conhecida por criar uma das versões do dólar digital, o USDT, cobra do Master R$ 1,64 bilhão (US$ 327,4 milhões), considerando os juros anuais e moratórios que somam 13,87%. O caso foi revelado pelo jornal o Estado de S.Paulo e confirmado pela Folha de S.Paulo.
A dívida venceria em março deste ano, mas teve seu prazo de pagamento antecipado por cláusulas contratuais acionadas quando o banco de Daniel Vorcaro teve sua nota de crédito rebaixada no ano passado. A Tether pede a penhora de uma conta que era destino do pagamento de empréstimos consignados para servidores públicos, usada como garantia do negócio, e a localização de demais bens do Master para liquidação do débito.
Procurada, a defesa de Daniel Vorcaro, presidente e controlador do Master na época do negócio, disse que não irá comentar o caso. A Tether afirma que o calote desde setembro não afeta a liquidez de suas criptomoedas, que são lastreadas em ativos reais como o dólar, o euro e ouro.
Documentos anexados aos autos mostram que o Master reconheceu a dívida em uma corte de arbitragem de Londres. A Tether alega ainda que não sabia das operações policiais que estavam em curso contra o banco, que foram anunciadas apenas em novembro.
Com o pedido, a Tether também tenta furar a fila de credores do Master, estabelecida desde a liquidação, que prioriza créditos trabalhistas e tributários. Uma estimativa recente do Fundo Garantidor de Créditos aponta que o Master consumiu cerca de R$ 50 bilhões.
O gigante das criptomoedas, sediado em El Salvador, alega que seu contrato de empréstimo foi firmado com uma empresa de fora do conglomerado bancário do Master, a Titan Holding, uma companhia que Vorcaro abriu nas Ilhas Cayman e depois repassou para outros diretores do Master. O trato envolveu ativos no Brasil como garantia, e a Tether pede que a Justiça desconsidere esses ativos como patrimônio do Master no cumprimento de dívidas com outras instituições.
O Master garantiu o empréstimo com a multinacional com cédulas de créditos bancários decorrentes de empréstimos consignados de servidores públicos da linha Credcesta, então operadas pelo próprio banco. Os valores caem mensalmente em uma conta no Master, segundo o contrato firmado com a Tether.
A Titan recebeu o empréstimo em duas parcelas: US$ 100 milhões em 28 de março de 2025 e US$ 200 milhões em 1º de abril do mesmo ano. Em agosto, suas empresas deixaram de pagar a rolagem mensal da dívida -o valor principal tampouco foi quitado.
O empréstimo deveria ser pago, com valor acrescido de juros anuais de 11,78%, no prazo de um ano, que se esgotaria em março. A multinacional argumenta, no entanto, que uma cláusula de vencimento antecipado foi acionada quando a agência de avaliação de risco Fitch rebaixou a nota do Master devido ao veto a compra do banco de Vorcaro pelo BRB (Banco de Brasília).
O contrato ainda determinava o vencimento antecipado da dívida em outras situações, como o não pagamento de qualquer valor no vencimento e eventos relacionados à situação do Banco Master, entre eles a suspensão de suas atividades, a perda da autorização do Banco Central para operar como instituição financeira, o descumprimento de requisitos regulatórios de capital ou sua liquidação extrajudicial. Todos os eventos aconteceram desde que a Polícia Federal anunciou investigações contra o Master em novembro.
O Master mantinha negócios com empresas de criptomoedas desde que Vorcaro assumiu o controle da instituição, ainda chamada de Banco Máxima, em 2019. A chegada do ex-banqueiro mineiro à instituição alavancou as operações de câmbio da instituição financeira, que, em geral, eram voltadas a operações com criptoativos.
A operação Colossus, da Polícia Federal, mostrou que o então Banco Máxima fez remessas de US$ 531 milhões, entre dezembro de 2018 e abril de 2021, para uma empresa investigada sob a suspeita de lavar dinheiro para a facção criminosa PCC e o grupo terrorista Hezbollah.
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - O SP Pra Toda Obra, programa do Governo de São Paulo para a modernização e ampliação do sistema viário, completa um ano com novo pacote de R$ 2 bilhões destinados à melhoria da mobilidade regional. Os anúncios foram apresentados pelo governador Tarcísio de Freitas durante balanço realizado no Palácio dos Bandeirantes. Em um ano, os investimentos chegam a R$ 144,6 bilhões e 4,3 mil obras.
O pacote inclui R$ 1 bilhão em novas obras em rodovias concedidas, R$ 540,5 milhões em vias do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP), R$ 200 milhões em linha de crédito para as cidades e outros R$ 200 milhões para recapeamento liberados pela Secretaria de Governo e Relações Institucionais.
“Há um ano, lançamos o São Paulo pra Toda Obra com o objetivo de organizar os investimentos que já estavam em execução. Naquele momento, reunimos um pacote de R$ 30 bilhões, com 1,5 mil obras e 22 mil quilômetros, sem considerar projetos ainda não iniciados e algumas concessões. Hoje, esse programa cresceu: são cerca de R$ 145 bilhões em investimentos, 4,3 mil obras e 62 mil quilômetros contemplados, que vão receber melhorias como pavimentação, recuperação, manutenção, duplicação e terceira faixa. Nossa responsabilidade é gigantesca, porque somos a melhor infraestrutura do Brasil. Vamos perpetuar esse legado”, afirmou Tarcísio de Freitas.
“A conjunção de esforços em um planejamento integrado fortalece a logística e olha para o que as pessoas precisam. Isso é desenvolvimento de verdade no estado de São Paulo: ajudar quem mais precisa, olhando para os 645 municípios, com planejamento conjunto, visão de futuro e ação no presente”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.
Além do pacote de R$ 1 bilhão, que também integra novas concessões, o evento marcou a assinatura de dois autorizos de obras. As intervenções contemplam o Rodoanel Mário Covas e o Trevo de Buri, na região de Itapeva. Essa última obra reforça medidas de segurança viária, que serão realizadas pela SPVias. As duas intervenções somam R$ 317,6 milhões em investimentos.
O pacote de obras autorizadas pelo DER-SP inclui 40 intervenções em rodovias estaduais e vicinais em 45 municípios, totalizando R$ 540,5 milhões. Nas estradas vicinais, serão 24 obras para pavimentação e recuperação de 236,7 km, que beneficiam 31 municípios, com investimento de R$ 469,4 milhões. Já para as rodovias estaduais, são 16 obras para implantação de dispositivos e contenção de erosão e estabilização de taludes em 14 rodovias, beneficiando 16 municípios, com investimento de R$ 71,1 milhões.
O evento de 1 ano do SP Pra Toda Obra contou ainda com a assinatura de decreto que disciplina o reconhecimento do domínio (estado ou municípios) de trechos viários, de acordo com sua destinação. A estadualização permite ampliar a malha rodoviária paulista ao incorporar estradas municipais estratégicas ao sistema estadual, priorizando trechos essenciais para a logística e a mobilidade. Os benefícios são a melhora dos padrões de manutenção, aumento da segurança, conectividade entre municípios e a eficiência no escoamento da produção.
“Com as obras anunciadas e o projeto de Estadualização, o DER-SP irá ampliar a sua atuação, fortalecendo as estradas municipais, que funcionam para interligar a logística das cidades menores aos polos de distribuição e consumo. Mas o foco se mantém o mesmo: buscamos aumentar a segurança dos motoristas, pedestres e demais usuários, reduzindo o número de vítimas nas estradas paulistas, com cuidado crescente com as questões ambientais”, disse Sergio Codello, presidente do DER-SP.
O pacote anunciado nesta terça-feira inclui R$ 200 milhões disponibilizados pela Desenvolve SP por meio da Linha Emergencial de Recape, novo crédito oferecido pela agência de fomento estadual. O financiamento é voltado a municípios que precisam recuperar ruas e avenidas danificadas, especialmente após o período de chuvas.
As prefeituras terão condições facilitadas de financiamento, com prazo de até 72 meses, carência de até 12 meses e suporte técnico especializado para estruturação dos projetos até a liberação dos recursos.
Outros R$ 200 milhões serão aplicados diretamente pelo Governo do Estado no recapeamento de estradas, via convênios com 16 cidades na Grande São Paulo, no Vale do Ribeira e na região administrativa de Presidente Prudente.
Estimativa da FecomercioSP é que setor fature R$ 82 bilhões no mês de maio; mercado de trabalho aquecido e aumento da renda sustentam alta
SÃO PAULO/SP - As vendas nas atividades mais impactadas pelo Dia das Mães devem crescer 3% em maio, no Estado de São Paulo, de acordo com projeção da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com divulgação do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio São Carlos). A expectativa é que o faturamento atinja quase R$ 82 bilhões, R$ 2,7 bilhões a mais em comparação com o mesmo período do ano passado.
[TABELA 1]
Projeções Faturamento do Comércio Varejista Estado de São Paulo — maio de 2026
Fonte: Secretaria do Estado de São Paulo
Elaboração: FecomercioSP
Valores em R$ mil a preços de fev/26
Na avaliação da FecomercioSP, o crescimento pode parecer tímido tanto no Estado como na capital (2%), mas, considerando a forte base de comparação e o cenário macroeconômico marcado por juros elevados, famílias endividadas e inflação ainda em patamar desconfortável, o resultado, se confirmado, pode ser avaliado como positivo.
A expectativa otimista se sustenta principalmente pelo mercado de trabalho, que segue positivo, e pelo aumento da renda, tornando possível que mais pessoas consumam e obtenham crédito. Assim, o Dia das Mães permanece como uma data importante para as vendas, principalmente nos segmentos ligados a presentes tradicionais (cosméticos, roupas e calçados) e experiências familiares.
Crescimento disseminado
Todos os segmentos analisados pelo levantamento da FecomercioSP devem exibir alta no faturamento. Os principais destaques são as farmácias e perfumarias, com avanço de 6%; as lojas de vestuário, tecidos e calçados, que devem crescer 4%; e os supermercados, com elevação de 3%.
Os juros elevados e o endividamento familiar, somados às incertezas econômicas e eleitorais, acabaram afetando negativamente as vendas de bens duráveis. Nesses casos, a compra normalmente depende de crédito e do comprometimento da renda por vários meses.
Nesse contexto, as atividades de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos, bem como as lojas de móveis e decoração, devem apresentar as menores taxas de crescimento em maio, com altas de 1% e 2%, respectivamente.
Capital paulista
Na Cidade de São Paulo, o Dia das Mães deve levar o faturamento do mês de maio a crescer 2%. Lojas de vestuário, tecidos e calçados apresentarão a maior alta (4%). Na sequência, estão farmácias e perfumarias (3%), supermercados (2%) e lojas de móveis e decoração (1%). Eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento devem registrar estabilidade.
[TABELA 2]
Projeções Faturamento do Comércio Varejista cidade de São Paulo — maio de 2026
Fonte: Secretaria do Estado de São Paulo
Elaboração: FecomercioSP
Valores em R$ mil a preços de fev/26
BRASÍLIA/DF - A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador do setor no país, prorrogou por dois meses, até 30 de junho, a flexibilização para que produtores e distribuidores fiquem desobrigados de manter estoques mínimos de gasolina e óleo diesel.
A medida foi tomada inicialmente no dia 19 de março, com validade até 30 de abril, como uma forma de buscar a garantia do abastecimento no país e conter a escalada do preço de derivados de petróleo, desencadeada com a guerra no Irã.
Sem a obrigatoriedade de manter estoque mínimo de diesel e gasolina, produtores e distribuidores podem oferecer mais combustíveis ao mercado consumidor, diminuindo a pressão de demanda sobre os derivados de petróleo e, consequentemente, menos impulso para alta de preços.
“A flexibilização visa aproximar os estoques da ponta de consumo e ampliar a fluidez de suprimento ao mercado”, diz a ANP, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia.
Pela Resolução 949/2023 da agência, produtores e distribuidores precisam manter estoques semanais de gasolina A e do diesel A (S10 e S500). A classificação A se refere ao combustível que sai das refinarias, ou seja, antes de ser misturado ao etanol (caso da gasolina) e ao biodiesel (caso do óleo).
Apesar de ter divulgado à imprensa a prorrogação da flexibilização nesta quarta-feira (6), a ANP esclareceu que produtores e distribuidoras foram comunicados por meio de ofício no último dia 17.
A medida excepcional faz parte de um pacote de ações da ANP e do governo federal para frear o aumento de preços dos derivados no Brasil. A escalada se iniciou com o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro.
Por causa do conflito, o transporte de óleo sofreu interrupções no Estreito de Ormuz, passagem marítima no sul do Irã que liga os golfos Pérsico e de Omã. Por lá transitavam, antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial de petróleo. O bloqueio de Ormuz tem sido uma das retaliações exercidas pelo Irã.
Com menos óleo circulando pela cadeia de logística, o preço do barril do óleo cru e dos derivados vivenciou uma trajetória de alta nos últimos dois meses. No período, o barril do Brent (referência internacional) saltou de aproximadamente US$ 70 e chegou a ser negociado ao redor de US$ 120. Na tarde desta quarta-feira, beira os US$ 100.
Como o petróleo é uma commodity – mercadoria negociada em preços internacionais ─, a escassez representa aumento de preço até em países produtores, como é o caso do Brasil.
Além disso, o Brasil, no caso do diesel, importa cerca de 30% do consumo doméstico.
Entre outras medidas adotadas pelo governo brasileiro estão a isenção de cobrança de tributos e subsídio a produtores e importadores.
AGÊNCIA BRASIL
RIBEIRÃO PRETO/SP - A Agrishow 2026 chegou ao fim na sexta-feira (1º) com destaque para a participação do Governo de São Paulo na maior feira do agronegócio da América Latina. Por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Estado anunciou R$ 455 milhões em investimentos ao setor. Além disso, São Paulo alcançou a marca de 5,3 mil títulos rurais entregues, chegando a 250 mil hectares já regularizados desde 2023.
A pasta teve o maior estande institucional da feira e apresentou um pacote histórico de investimentos e esforços para fortalecer o agro paulista. Com a presença do governador Tarcísio de Freitas, produtores rurais, prefeitos, lideranças setoriais e representantes da cadeia produtiva, o espaço foi um dos principais pontos de visitação da Agrishow. O estande reuniu em um único ambiente políticas públicas, inovação, pesquisa, crédito rural e serviços ao produtor.
“Aproveitamos esse grande evento para mostrar nosso compromisso com o agronegócio paulista. Com o repasse recorde para o FEAP, mantemos um nível de crédito que garante segurança para o produtor rural, que vai poder contar com juros subvencionados, 20% mais baixos do que em outros programas de fomento para o agro”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
Durante a feira, o Governo de São Paulo anunciou R$ 455 milhões em investimentos e ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da produção rural, ampliação da competitividade e geração de oportunidades no campo.
O principal eixo do pacote foi a nova etapa do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), que recebeu R$ 400 milhões em crédito rural, subvenção ao seguro rural e incentivo à sustentabilidade. Este é o maior ciclo de fortalecimento do fundo na história do Estado.
Os recursos incluem linhas para irrigação, energias renováveis, modernização produtiva, apoio à pecuária, aquicultura, produção sustentável e incentivo ao protagonismo feminino no campo. Entre os destaques, está o aporte recorde de R$ 25 milhões ao FEAP Mulher, linha exclusiva voltada às produtoras rurais paulistas.
Também foram destinados R$ 100 milhões em subvenção ao prêmio do seguro rural. Com isso, o Governo amplia a proteção do produtor diante de riscos climáticos e oscilações de mercado. Já a linha Pró-Trator e Implementos recebeu reforço para ampliar o acesso à mecanização agrícola com R$ 40 milhões investidos no ciclo 2026/2027 do FEAP.
Outro destaque da participação paulista na Agrishow foi o fortalecimento dos municípios. Durante o evento, a Secretaria de Agricultura entregou 177 maquinários agrícolas para 174 cidades paulistas, totalizando R$ 55 milhões em investimentos.
As entregas integram o programa Patrulha Rural, que amplia a estrutura das prefeituras e fortalece a produção agropecuária local. Desde 2023, já foram investidos mais de R$ 240 milhões na distribuição de 640 máquinas para 340 municípios.
A programação também contou com a assinatura de convênios com 90 cidades premiadas no programa Município Agro 2025. Ao todo, são R$ 6 milhões em repasses destinados à revitalização de Casas da Agricultura, manutenção de estradas rurais e desenvolvimento sustentável.
Na Agrishow 2026, o Governo de São Paulo entregou 42 novos títulos rurais, reforçando o maior programa de regularização fundiária da história paulista.
Desde 2023, por meio da Fundação Itesp, já foram emitidos mais de 5,3 mil títulos rurais. O número é 16 vezes superior ao registrado entre 2011 e 2022. Ao todo, 250 mil hectares já foram regularizados no Estado, beneficiando principalmente pequenos e médios produtores.
A medida amplia a segurança jurídica no campo, facilita o acesso ao crédito e impulsiona novos investimentos nas propriedades rurais.
A pesquisa agropecuária também teve espaço de destaque na feira. O Governo de São Paulo anunciou a nomeação de 37 novos pesquisadores para os institutos de pesquisa vinculados à Secretaria de Agricultura, além da ampliação do concurso com mais sete vagas, garantindo recomposição integral dos quadros técnicos.
Os novos profissionais reforçam instituições estratégicas como o Instituto Agronômico de Campinas, Instituto Biológico, Instituto de Economia Agrícola, Instituto de Pesca, Instituto de Zootecnia e Instituto de Tecnologia de Alimentos.
Durante a programação, o governador também visitou a Divisão de Cana do IAC, em Ribeirão Preto, referência nacional em inovação para o setor sucroenergético.
Além dos anúncios institucionais, o estande do Governo de São Paulo ofereceu atendimento técnico a produtores rurais. Além disso, também apresentou programas estaduais e contou com o Pavilhão da Rotas de São Paulo, com 90 produtores paulistas dos segmentos de café, queijo, vinho e cachaça, além de outras cadeias produtivas, valorizando a produção regional e ampliando oportunidades de negócios.
Para o secretário Geraldo Melo Filho, a participação do Estado na feira reforça a força do agro paulista: “Encerramos a Agrishow com resultados concretos, investimentos robustos e políticas públicas que chegam ao produtor. São Paulo mostra, mais uma vez, que acredita no agro, investe em inovação e trabalha para gerar competitividade, renda e desenvolvimento no campo.”
Levantamento do IEMB-Acirp aponta alta puxada por tomate, leite e feijão; custo médio da cesta chegou a R$ 792,05 com diferenças de até R$ 190,00 entre regiões da cidade
RIBEIRÃO PRETO/SP - Pesquisa da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) mostrou que o custo médio da cesta básica na cidade chegou a R$ 792,05 em abril de 2026. O valor é 5,98% maior que o registrado no mês anterior. O levantamento foi feito pelo Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp), no dia 15 de abril.
Variações
Os principais destaques de variação com alta de preços observados no período foram tomate italiano (+25,48%), leite de caixinha (+18,89%) e feijão carioca (+11,56%). No caso do tomate, o aumento é atribuído à redução da oferta no mercado atacadista - a maturação e a colheita antecipadas influenciaram no volume.
Já o leite refletiu a menor oferta no campo, influenciada pela sazonalidade da produção e pela postura mais cautelosa dos produtores em relação a novos investimentos. A situação é combinada ao avanço dos custos de produção, o que sustentou os preços da matéria-prima e dos derivados.
O feijão carioca, por sua vez, subiu em um contexto de safra menor e estoques reduzidos. A remuneração mais baixa desestimulou o plantio, enquanto o clima prejudicou a colheita.
Em sentido oposto à média da cesta, o açúcar cristal (-4,59%) e a banana nanica (-2,57%) apresentaram movimentos de queda dos preços, impedindo um aumento ainda maior do kit básico de alimentos no mês.
Pesando no bolso
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 45,33% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (23,56%), farináceos (18,11%), laticínios (6,43%), leguminosas (3,97%), cereais (1,74%) e óleos (0,86%).
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43.
Nessas condições, um trabalhador comprometeu, em abril, cerca de 52,82% da renda mensal (116,21 horas trabalhadas) apenas com os alimentos essenciais. O acréscimo de 6,56 horas em relação a março contribui para redução do poder de compra no período.
Diferença entre regiões segue significativa
A análise regional aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município. A região Central, além de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 896,35), registrou variação de +13,43% no mês. A região Oeste, que manteve o menor valor médio (R$ 709,11), apresentou variação de -0,80%. Nas demais regiões, observou-se variação de +4,48%, na Norte (R$ 743,35); +8,85%, na Leste (R$ 813,91) e +4,25%, na Sul (R$ 814,82), reforçando a diferença espacial dos preços dos alimentos em Ribeirão Preto
Metodologia
A coleta de dados é feita em padarias e supermercados de todas as regiões da cidades. São considerados itens da cesta básica os produtos listados no Decreto- Lei nº 399/1938. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), exclusivamente para fins de enquadramento conceitual.
Sobre o IEMB
O Instituto de Economia da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) foi criado em 1954, aniversário de 50 anos da entidade, com objetivo de reunir e divulgar estatísticas do município e da região.
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