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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, em parceria com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, realizou no último sábado (18/07) o Mutirão de Retificação de Nome e Gênero. A ação aconteceu na sede da Defensoria Pública de São Carlos e contou com a participação de mais de 50 pessoas inscritas.

A iniciativa teve como objetivo oferecer orientação jurídica e atendimento especializado para pessoas interessadas em realizar a retificação de prenome e gênero nos registros civis, garantindo acesso a um direito fundamental e contribuindo para o fortalecimento da cidadania, da dignidade e do respeito à identidade de gênero.

O mutirão faz parte das ações desenvolvidas pelo município para promover os direitos da população LGBTQIAPN+ e ampliar o acesso aos serviços públicos, fortalecendo a parceria entre a Prefeitura e as instituições do sistema de Justiça.

A chefe da Seção de Políticas para a Diversidade Sexual, Milena Cardoso Zepon Finato, destacou a importância da iniciativa para a população trans e travesti.

“A retificação de nome e gênero é um direito que garante às pessoas trans o reconhecimento de sua identidade e promove mais dignidade, respeito e segurança no acesso aos serviços públicos e privados. A participação da população neste mutirão demonstra a importância de ações como esta e reforça o compromisso com a promoção dos direitos humanos e da cidadania”.

A secretária adjunta de Cidadania, Ana Paula Vaz Panhoca, ressaltou a importância da parceria entre a Prefeitura e a Defensoria Pública.

"Quando unimos esforços entre a Defensoria Pública e a Prefeitura, conseguimos facilitar o acesso da população aos serviços e aos seus direitos. Essa parceria fortalece as políticas públicas de inclusão e reafirma o compromisso da administração municipal com o respeito à diversidade, à igualdade e à cidadania".

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania reforça que seguirá desenvolvendo ações voltadas à promoção da inclusão, do respeito à diversidade e à ampliação do acesso aos direitos da população de São Carlos.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos segue avançando na modernização da rede municipal de saúde com as obras de reforma da Unidade Básica de Saúde (UBS) e da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Cruzeiro do Sul. O investimento total nas duas unidades supera R$ 750 mil e contempla melhorias estruturais, ampliação dos espaços de atendimento e adequações para oferecer mais conforto, segurança e qualidade aos usuários e profissionais.

Na UBS, estão sendo executadas obras de reforma do telhado, criação de três novas salas de atendimento, ampliação da recepção e da cozinha, modernização dos sistemas de internet e telefonia, revisão das instalações elétricas e hidráulicas, pintura completa, manutenção de portas e janelas, instalação de aparelhos de ar-condicionado, gradil, câmeras de monitoramento e rampa de acessibilidade, além da revitalização da fachada. O investimento é de R$ 300 mil, provenientes de emenda parlamentar do deputado federal Ivan Valente, viabilizada por meio do vereador Djalma Nery, com contrapartida da Prefeitura.

Na Unidade de Saúde da Família (USF), as intervenções incluem a substituição completa do telhado por telhas termoacústicas (tipo sanduíche), construção de novas salas para coleta de exames e vacinação, adequação das áreas de expurgo e esterilização, implantação de academia ao ar livre, ampliação da cozinha, lavanderia e almoxarifado, além da criação de mais três consultórios. O projeto contempla ainda a reforma do calçamento externo, modernização da recepção e nova identidade visual da fachada. O investimento é de R$ 456.433,83, sendo R$ 399.965,00 oriundos de emenda parlamentar do deputado Ivan Valente, também conquistada pelo vereador Djalma Nery, e o restante de recursos próprios do município.

O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destaca que as reformas fazem parte do planejamento da administração para fortalecer a Atenção Primária e garantir melhores condições de atendimento à população.

“Estamos investindo na qualificação da nossa rede de Atenção Básica para oferecer unidades mais modernas, acessíveis e preparadas para atender a população com mais conforto e eficiência. Essas intervenções ampliam a capacidade de atendimento, melhoram as condições de trabalho das equipes e proporcionam ambientes mais acolhedores para os usuários. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a saúde pública por meio de investimentos em infraestrutura, garantindo que as pessoas encontrem serviços cada vez mais humanizados e de qualidade perto de suas casas", afirmou Pilha.

  • O fungo Trichoderma harzianum estimula o crescimento das plantas e atua como agente de controle biológico.
  • Mas, após armazenado ou em contato com fertilizantes químicos, seu potencial é reduzido.
  • A pesquisa desenvolveu uma técnica de encapsulação à base de celulose que aumenta a sobrevivência do microrganismo em fertilizantes químicos.
  • Em contato com um fertilizante mineral rico em fósforo e nitrogênio. o revestimento protegeu o Trichoderma.
  • Após três meses, os esporos do fungo encapsulados mantiveram alta viabilidade; os demais perderam até mil vezes sua vitalidade.

 

 

 

 

 

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores da Embrapa Instrumentação (SP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma tecnologia que integra fertilizante mineral e agente biológico em uma única formulação, permitindo a aplicação simultânea de ambos. A tecnologia consiste em um revestimento biodegradável aplicado aos grânulos de um fertilizante à base de fósforo e nitrogênio, que funciona como uma camada protetora para o fungo Trichoderma harzianum, um microrganismo benéfico amplamente utilizado como bioinsumo na agricultura.

Trichoderma harzianum possui grande potencial para uso na agricultura, mas é sensível a condições ambientais desfavoráveis. O revestimento preserva a viabilidade do microrganismo durante o armazenamento e promove sua liberação gradual no solo após a aplicação do fertilizante, aumentando sua eficácia no campo.

A tecnologia considera as características do fungo e, ao permitir a união de insumos, torna possível que sejam aplicados simultaneamente, o que antes era limitado pela incompatibilidade entre os componentes. Isso pode contribuir para a maior eficiência no uso de recursos e a redução de desperdícios e de emissões de gases de efeito estufa associados às operações agrícolas.

O desafio agora é levar a tecnologia à escala comercial e validar o seu desempenho em diferentes culturas e condições de campo.

 

 

 

Solução aumenta viabilidade

As pesquisadoras Cristiane Sanchez Farinas, coordenadora do estudo na Embrapa Instrumentação, Aline Medeiro Ferreira e Mariana Govoni Brondi, integrantes da equipe, encapsularam o fungo Trichoderma harzianum em uma matriz polimérica biodegradável à base de celulose. A matriz polimérica funciona como a massa de um bolo para sustentar os demais ingredientes. O resultado é o revestimento aplicado diretamente em grânulos do fertilizante, capaz de preservar a viabilidade do microrganismo.

Os experimentos demonstraram que, após três meses de armazenamento em temperatura ambiente, os esporos - estruturas que os fungos produzem para se multiplicar - encapsulados mantiveram alta taxa de sobrevivência, enquanto os não encapsulados perderam até mil vezes sua vitalidade.

 

 

 

Fungo é aliado invisível da produtividade

Aline Ferreira, mestre em engenharia química pela UFSCar, primeira autora do estudo “Encapsulation of Trichoderma harzianum in Carboxymethyl Cellulose Reinforced with Nanocellulose for Delivery as Fertilizer Coatings”, publicado em fevereiro deste ano pela ACS Agricultural Science & Technology, explica que o Trichoderma harzianum é um velho conhecido da ciência agrícola. “É um fungo amplamente utilizado como agente de biocontrole, capaz de combater fitopatógenos, estimular o crescimento das plantas e aumentar a absorção de nutrientes”.

Mas, apesar desse potencial, sua aplicação em larga escala enfrenta um obstáculo: a baixa sobrevivência após armazenamento e, principalmente, quando em contato direto com fertilizantes químicos. Cristiane Farinas, que estuda a temática há 12 anos, explica que substâncias como a ureia e o fosfato monoamônico (MAP) – um fertilizante mineral rico em fósforo e nitrogênio – podem prejudicar a sobrevivência dos microrganismos do solo. “Eles são extremamente frágeis. Fora do seu ambiente ideal, morrem rapidamente sob o sol ou em contato com fertilizantes químicos potentes”, diz a pesquisadora.

Segundo ela, esses compostos podem causar estresse osmótico, situação em que os microrganismos perdem água devido ao excesso de substâncias concentradas ao seu redor, além de alterar o pH e provocar reações químicas que comprometem sua sobrevivência. Na prática, isso reduz drasticamente a eficácia dos inoculantes biológicos - produto que contém microrganismo com ação benéfica para o desenvolvimento das plantas - limitando sua adoção no campo.

 

 

 

Cápsula protege o microrganismo

Para contornar esse problema, os pesquisadores criaram uma espécie de “escudo” microscópico. O fungo foi encapsulado em uma matriz polimérica de carboximetilcelulose (CMC), um derivado da celulose, reforçado com nanocristais de celulose (CNC).

“Essa estrutura forma um filme resistente e biodegradável que envolve os esporos do fungo, protegendo-os contra condições adversas. Diferentemente de sistemas tradicionais, que liberam rapidamente o conteúdo, o novo material garante que o fungo seja disponibilizado de forma contínua no solo”, afirma Aline Ferreira.

A pós-doutoranda Mariana Govoni Brondi, que também assina o artigo, ressalta que essa característica é considerada ideal para aplicações preventivas na agricultura, porque ao permanecer mais tempo ativo na região próxima às raízes, conhecida como rizosfera, o fungo consegue colonizar o ambiente antes da chegada de patógenos, criando uma espécie de barreira biológica natural. “Além disso, a liberação gradual evita o choque direto com o fertilizante, aumentando ainda mais a taxa de sobrevivência”, esclarece.

Brondi reforça ainda que revestir o grânulo também impacta a taxa de liberação do fertilizante químico. Segundo ela, a liberação mais lenta e controlada do insumo faz com que os nutrientes permaneçam disponíveis para as plantas por um maior período, o que reduz a necessidade de reaplicação do fertilizante pelos agricultores no campo, os custos e as perdas para o ambiente, diminuindo problemas como eutrofização e liberação de gases do efeito estufa.

As pesquisadoras contam que os grânulos de fosfato monoamônico (MAP) revestidos com a matriz polimérica apresentaram crescimento fúngico consistente mesmo após 30 dias de armazenamento. Métodos convencionais, como o uso de soluções açucaradas para fixar microrganismos, mostraram perda significativa de eficácia ao longo do tempo.
 

 

 

Impacto ambiental e econômico

Os inoculantes microbianos aparecem como alternativa ao uso intensivo de fertilizantes químicos, mas dependem de tecnologias que garantam sua eficiência no campo.

Cristiane Sanchez Farinas diz que a carboximetilcelulose é um material de baixo custo e amplamente disponível, enquanto os nanocristais de celulose podem ser produzidos a partir de resíduos agrícolas, alinhando-se aos princípios da bioeconomia circular.

 

 

 

 

Estudo apresentado

 

O trabalho científico foi apresentado na 20ª edição do Congresso Europeu de Biotecnologia, organizado pela Federação Europeia de Biotecnologia (EFB) e realizado na Antuérpia (Bélgica), em junho deste ano.

Contou com recursos financeiros da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA).

Estudo usa métodos sustentáveis para extrair substâncias de interesse da indústria a partir de subprodutos do processamento da fruta

 

Texto: Antonio Rodrigues da Silva Neto*

SÃO CARLOS/SP - A produção industrial de suco de laranja gera diferentes tipos de resíduos ao longo do processamento da fruta. Cascas, sementes, bagaço, óleos essenciais e águas residuais compõem uma matriz agroindustrial complexa que, quando descartada de forma inadequada ou aproveitada apenas em aplicações de baixo valor, pode ampliar impactos ao meio ambiente.

Foi a partir desse cenário que pesquisadores do Departamento de Química da UFSCar (DQ) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) investigaram como a Química Verde pode contribuir para o melhor reaproveitamento dessa matriz. Publicado no periódico Foods (https://www.mdpi.com/2304-8158/14/4/642), o estudo mostra que subprodutos da produção de suco de laranja podem ser fontes de compostos bioativos de alto valor agregado, quando analisados e recuperados por métodos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa foi liderada por Antonio Gilberto Ferreira e Maria Fátima das Graças Fernandes da Silva, docentes do DQ-UFSCar, em colaboração com Vânia G. Zuin Zeidler, docente do Institute of Sustainable Chemistry, em Lüneburg, na Alemanha. Os cientistas rastrearam e identificaram, em diferentes etapas do processamento industrial na produção do suco de laranja, diferentes compostos, como a hesperidina, um flavonoide associado a propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e outras atividades biológicas de interesse. 

Embora estes compostos sejam considerados pela indústria como compostos de elevado valor agregado, sua presença também impõe desafios tecnológicos, pois pode provocar a obstrução de equipamentos e tubulações das linhas de processamento industrial do suco na separação dos óleos essenciais, além de ocasionar contaminações indesejadas nas características dos descartes finais.

Por isso, recuperar essas substâncias no processo de produção do suco pode transformar um problema operacional em uma oportunidade econômica. De acordo com uma referência do estudo (https://www.mdpi.com/1420-3049/25/18/4286#B24-molecules-25-04286), o mercado global de hesperidina foi avaliado, em aproximadamente US$ 81 milhões em 2019, com projeções indicando crescimento para US$ 125,2 milhões até 2026.

O processo de recuperação envolve múltiplas etapas, nas quais são obtidas diferentes concentrações das substâncias de interesse. Nesse contexto, a otimização das técnicas de extração, purificação e caracterização é fundamental para viabilizar o aproveitamento de resíduos agroindustriais, promovendo iniciativas alinhadas aos princípios da sustentabilidade e da economia circular.

"Embora a indústria citrícola gere um grande volume de resíduos, parte significativa desses subprodutos ainda é pouco explorada em relação ao seu potencial químico", explica Gilberto Ferreira. 

O diferencial da pesquisa está justamente em combinar essa investigação com métodos de extração mais sustentáveis, mostrando que a valorização dos resíduos também depende de processos capazes de reduzir impactos ambientais.

Alternativas aos processos de extração tradicionais
Um dos desafios da pesquisa foi analisar a complexidade química dos resíduos gerados em diferentes etapas do processamento industrial da laranja. As amostras avaliadas reuniam substâncias de naturezas distintas, o que exigiu métodos capazes de oferecer precisão sem tornar o processo excessivamente longo, agressivo ou dependente de muitas etapas de preparo. Por isso, o estudo combinou técnicas analíticas eficientes e estratégias de extração alinhadas aos princípios da Química Verde, que possibilita uma aplicação frente a processos industriais tornando-o mais sustentável.

Entre as técnicas utilizadas, a ressonância magnética nuclear (RMN) teve papel central por permitir a análise de misturas complexas com preparo mínimo das amostras e sem destruí-las. Associada à cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e à cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM), a técnica de RMN permitiu monitorar compostos como a hesperidina, e os terpenos D-limoneno e valenceno ao longo da cadeia produtiva e indicar frações com maior potencial de reaproveitamento.

A pesquisa também incorporou a extração assistida por micro-ondas, estratégia considerada mais eficiente e ambientalmente mais adequada para recuperar compostos bioativos. O método reduz etapas do processo e contribui para uma abordagem mais sustentável na obtenção de moléculas de interesse a partir da biomassa residual cítrica.

O valor nos resíduos da laranja
Os resultados do estudo mostram que os resíduos cítricos não têm composição uniforme ao longo do processamento industrial. Cada etapa concentra diferentes moléculas de interesse, e esse mapeamento permitiu aos pesquisadores identificarem pontos mais estratégicos para a recuperação de compostos bioativos. 

Com o uso da técnica de RMN, foi possível rastrear as substâncias de valor até mesmo no bagaço de laranja. De acordo com o grupo de cientistas, foi possível extrair hesperidina com alto grau de pureza com o método assistido por micro-ondas de forma eficiente e ambientalmente adequado.  

As análises confirmaram que a pureza da hesperidina isolada era de 87,66% por RMN e 84,30% por CLAE. A técnica de CG-EM permitiu ainda identificar outros compostos valiosos como α-pineno, sabineno, β-mirceno, linalol além do D-limoneno e valenceno.

O valenceno, composto da classe dos terpenos, foi um dos exemplos de substâncias destacadas em análise pela pesquisa devido ao seu interesse comercial, especialmente para os setores de cosméticos e fármacos. 

"A água amarela, resíduo líquido gerado no processamento final da produção do suco, tinha uma concentração alta de limoneno e, a partir desse resultado, foi possível diagnosticar que o fator principal que dificultava a sua fermentação, tão necessária para o tratamento dessa biomassa e para posteriormente ter seu descarte adequado, era a presença desse terpeno", explica Ferreira. 

Para os pesquisadores, esse estudo representa para a indústria de produtos cítricos melhorias nas estratégias de sustentabilidade e circularidade, solucionando impasses no descarte e mitigando impactos ambientais. Além de melhorar a recuperação de compostos de interesse e tornar o processo ambientalmente mais eficiente, a pesquisa aponta soluções para contornar problemas existentes em oportunidades econômicas. Ou seja, o resíduo que sobra do suco de laranja pode se tornar um produto de alto valor agregado.

A pesquisa recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo - Fapesp (processo 2014/50918-7, 17/25015-1 e 18/11409-0), INCT 2014: Para o controle biorracional de insetos-praga e fitopatógenos (processo 2019/10756-1 MCBML 20/07806-4 DPP) e CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (processo - 001).

*Antonio Rodrigues da Silva Neto é mestre em Química (UESPI), doutor em Ciências (UFSCar) e bolsista de Pós-Doutorado de Mídia e Ciências - Jornalismo Científico/Fapesp pelo Laboratório de Produtos Naturais (LPN-UFSCar).

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