Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação de São Carlos realizou, nesta quinta e sexta-feira (17 e 18/09), o 5º módulo de formação do Programa Alfabetiza Juntos São Paulo, voltado aos professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino. As atividades foram realizadas na Fundação Educacional São Carlos (FESC).
Na quinta-feira (17), a formação reuniu professores do 1º e 2º anos. Já nesta sexta-feira (18), participaram os docentes que atuam do 3º ao 5º ano. Os encontros integram as ações de formação continuada desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação.
O Alfabetiza Juntos São Paulo é uma iniciativa do Governo do Estado que integra as ações do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e busca fortalecer a colaboração entre Estado e municípios para garantir o direito à alfabetização.
Durante o 5º módulo, os profissionais participaram de atividades voltadas ao aprimoramento das práticas pedagógicas, com momentos de reflexão, troca de experiências e compartilhamento de estratégias e metodologias aplicadas em sala de aula.
Para o secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, a formação continuada é fundamental para qualificar o trabalho desenvolvido nas escolas. “Investir na formação dos nossos professores é investir diretamente na aprendizagem dos estudantes. Nosso compromisso é fortalecer a rede e garantir as condições necessárias para que todas as crianças avancem na alfabetização e no desenvolvimento da leitura e da escrita”, afirmou.
Ação promovida pelo 13º Batalhão de Polícia Militar do Interior reuniu profissionais que atuam diretamente em campo
ARARAQUARA/SP - Agentes da Vigilância Ambiental em Saúde de Araraquara participaram, na última quinta-feira (17), de uma palestra promovida pelo 13º Batalhão de Polícia Militar do Interior sobre segurança e controle situacional. A atividade reuniu profissionais que atuam diretamente em campo, principalmente em visitas domiciliares para o controle de vetores e o bloqueio da transmissão de doenças.
A iniciativa foi realizada por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Polícia Militar, com o objetivo de orientar os agentes sobre medidas de segurança para preservar sua integridade física e garantir a atuação adequada em campo. A palestra foi ministrada pela 1ª Tenente PM Juliana Genaro.
Durante o encontro, os participantes foram orientados sobre os principais riscos aos quais estão expostos no trabalho externo, entre eles ameaça, importunação sexual, lesão corporal e racismo. Também receberam orientações sobre medidas preventivas, avaliação do cenário e procedimentos a serem adotados diante de situações de perigo real.
A subsecretária de Vigilância em Saúde da Prefeitura, Alessandra Cristina do Nascimento, destaca a importância da palestra. “Atuar em campo exige atenção constante e conhecimento para identificar riscos, prevenir situações de perigo e tomar decisões rápidas quando necessário. Informação, prevenção e adoção correta das medidas de segurança são fundamentais para proteger a saúde dos profissionais e garantir um atendimento cada vez mais seguro e eficiente à comunidade”, pontua.
SÃO PAULO/SP - A ordem de votação na urna no 1º turno nas Eleições 2026, no dia 4 de outubro, será a seguinte: deputado federal, deputado estadual, senador (1ª vaga), senador (2ª vaga), governador e presidente da República. Anotar os números dos 6 candidatos na colinha eleitoral antes de ir às urnas ajuda a evitar erros e também contribui para reduzir filas nas seções eleitorais. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) preparou um modelo de cola eleitoral para auxiliar o eleitor na hora de digitar os votos. Disponível para download e impressão, o material traz os cargos em disputa na mesma sequência da urna.
Cada cargo é identificado por uma sequência numérica. Para votar em deputado federal, é necessário teclar 4 dígitos na urna eletrônica. Para deputado estadual, são 5 números. Para senadores, 3 dígitos. Já para governador e presidente da República, são 2 dígitos. Após escolher o candidato ou candidata, o eleitor deve conferir as informações exibidas na tela e pressionar a tecla “Confirma” para cada cargo a fim de registrar o voto.
É importante lembrar que o eleitor deve levar a colinha em papel já que não é possível entrar com celular na cabina de votação. A restrição está no artigo 23 da Resolução TSE nº 23.759/2026, que também proíbe o uso de câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro equipamento eletrônico para proteger o sigilo do voto. O celular pode ser utilizado apenas para a identificação do eleitor perante a mesa receptora de votos por meio do aplicativo e-Título (desde que mostre a foto do eleitor) ou pela apresentação de outros documentos oficiais em formato digital, como a CNH Digital e o RG Digital.
Atenção para não anular voto para o Senado
Com duas vagas em disputa para o Senado nas Eleições 2026, o eleitor deve votar obrigatoriamente em dois candidatos diferentes. Isso ocorre porque, no pleito deste ano, haverá a renovação de dois terços da Casa, o equivalente a 54 das 81 cadeiras. A regra está relacionada ao mandato de oito anos dos senadores, que difere da periodicidade de quatro anos dos mandatos dos outros cargos eletivos.
O voto para senador é nominal e o número do candidato é composto por três dígitos. Diferentemente das eleições proporcionais, não é permitido votar apenas no número do partido. Se o eleitor digitar apenas o número de legenda (dois dígitos), a urna não permitirá o prosseguimento da votação, sendo a pessoa obrigada a digitar os três dígitos. Caso prossiga com um número inválido, o voto será considerado nulo para o cargo. Isso ocorre porque a eleição para o Senado segue o sistema majoritário: são eleitos diretamente os dois candidatos mais votados em cada estado, sem a realização de segundo turno.
Além disso, a votação para senadores é estadual, o que significa que cada eleitor só pode votar em candidatos que concorrem pelo seu estado de domicílio eleitoral. Ou seja: eleitoras e eleitores de São Paulo só poderão votar em candidaturas ao Senado registradas no estado. Votos eventualmente digitados para candidatos de outras unidades da Federação não serão computados.
Eleitor pode treinar a votação em simulador
Quem quiser se familiarizar com a urna eletrônica antes das Eleições 2026 pode ainda usar o simulador de votação da Justiça Eleitoral. A ferramenta pode ser acessada pelo celular ou pela internet e reproduz a ordem de votação, com candidatos fictícios. Durante a simulação, o eleitor passa pelas seis etapas da votação e pode usar a cola eleitoral com os números de candidatos fictícios apresentados. Assim, é possível treinar a sequência dos cargos e se adaptar com o funcionamento da máquina antes de 4 de outubro.
Mais de 34,1 milhões votam em São Paulo
Mais de 34,1 milhões de pessoas (21,4% do eleitorado nacional) estão aptas a votar em São Paulo no 1º turno das Eleições 2026. O TRE-SP recomenda ao eleitor conferir, com antecedência, seu local de votação (são mais de 11 mil nos 645 municípios do estado) e checar os documentos como foto aceitos para a votação. É possível, por exemplo, se identificar apenas com e-Título para votar, desde que o aplicativo da versão digital do título mostre a foto do eleitor, o que só ocorre se a pessoa tiver o cadastro biométrico na Justiça Eleitoral.
O eleitor sem biometria também pode votar normalmente em 4 de outubro. Desde que o título esteja em situação regular, a pessoa que comparecer à seção eleitoral com um documento oficial com foto poderá votar normalmente. Mais de 460 mil colaboradores, entre mesárias, mesários e apoios logísticos (coordenadores de acessibilidade e administradores de prédios usados como locais de votação, por exemplo), vão atuar no pleito deste ano no estado.
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Pesquisa com participação de cientistas da USP São Carlos utiliza extrato de uma árvore comum no Brasil para produzir partículas minúsculas de óxido de zinco que apresentaram ação contra bactérias e capacidade de eliminar corantes presentes na água
SÃO CARLOS/SP - Uma árvore bastante conhecida das ruas e jardins brasileiros pode contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias para combater a poluição e microrganismos prejudiciais à saúde. Pesquisadores utilizaram folhas do oiti (Licania tomentosa) para produzir partículas extremamente pequenas de óxido de zinco, um material que, nos testes de laboratório, conseguiu tanto degradar substâncias poluentes quanto dificultar o crescimento de diferentes bactérias.
O trabalho reuniu pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), da Universidade Ceuma, no Maranhão, da Universidade Cheikh Anta Diop, no Senegal, e da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Botucatu, um estudo que foi liderado pelo docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Igor Polikarpov.
A proposta chama atenção principalmente pela maneira como o material foi produzido. Em vez de depender exclusivamente de processos convencionais que podem consumir muita energia e utilizar produtos químicos prejudiciais ao ambiente, os pesquisadores recorreram ao extrato das folhas do oiti. Esse tipo de abordagem procura tornar a fabricação de materiais muito pequenos mais simples e ambientalmente favorável.
O oiti oferece ainda uma vantagem prática: suas folhas são facilmente encontradas no Brasil, o que pode contribuir para reduzir o custo da matéria-prima. A planta é bastante utilizada na arborização de espaços públicos e possui, em suas folhas, substâncias naturais que ajudam no processo de formação e estabilização das partículas de óxido de zinco.
Dupla ação contra poluição e bactérias
Um dos aspectos mais importantes do estudo foi demonstrar que o material produzido pode desempenhar duas funções diferentes.
A primeira está relacionada à descontaminação da água. Os pesquisadores fizeram experiências com dois corantes, o azul de metileno e o violeta cristal, substâncias utilizadas como modelos de contaminantes. Quando as partículas produzidas com o auxílio das folhas do oiti foram colocadas em contato com esses corantes e expostas à luz ultravioleta, conseguiram decompor grande parte deles.
Nas condições consideradas mais favoráveis pelos pesquisadores, aproximadamente 94% do azul de metileno foi eliminado em 60 minutos. No caso do violeta cristal, a remoção chegou a cerca de 81% em 70 minutos.
Os resultados apontam para uma possível aplicação futura no tratamento de águas contaminadas, especialmente por resíduos provenientes de atividades industriais. Corantes, antibióticos e pesticidas estão entre os contaminantes que preocupam pesquisadores devido à crescente poluição das fontes de água. A presença de microrganismos capazes de provocar doenças representa outro problema importante.
É justamente nesse segundo problema que aparece outra propriedade do material desenvolvido.
Ação contra diferentes bactérias
As partículas de óxido de zinco foram testadas contra diferentes tipos de bactérias, incluindo microrganismos dos grupos de Escherichia coli, Enterococcus faecalis, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus.
Os experimentos mostraram que o material foi capaz de dificultar o crescimento dessas bactérias, embora a quantidade necessária para obter o efeito tenha variado de acordo com o microrganismo analisado. Os pesquisadores ressaltam que, para conseguir uma eliminação mais completa das bactérias, foram necessárias concentrações maiores do material.
Outro resultado considerado relevante envolve os chamados biofilmes. Eles podem ser entendidos, de maneira simplificada, como comunidades de bactérias que se fixam em uma superfície e criam uma espécie de camada protetora. Essa organização torna os microrganismos mais difíceis de combater e pode causar problemas tanto na área da saúde quanto em ambientes industriais.
Nos testes realizados, as partículas produzidas com folhas de oiti conseguiram reduzir a formação desses biofilmes. Em uma das bactérias analisadas, Enterococcus faecalis, a redução chegou a aproximadamente 85% na maior concentração testada. No caso de uma linhagem de Staphylococcus aureus, a formação do biofilme foi completamente impedida nas condições avaliadas no experimento.
Uma alternativa mais sustentável
A pesquisa se insere em uma área que busca produzir novos materiais recorrendo a plantas, bactérias e fungos, diminuindo a necessidade de substâncias potencialmente prejudiciais utilizadas em processos tradicionais.
No caso do oiti, compostos naturalmente encontrados nas folhas participam da formação das partículas. Além disso, a disponibilidade da árvore no Brasil pode representar uma vantagem caso a tecnologia avance para etapas posteriores de desenvolvimento. As folhas utilizadas no estudo foram coletadas no Campus-2 da USP em São Carlos, em janeiro de 2025.
Os pesquisadores também verificaram a possibilidade de reutilização do material empregado na degradação dos poluentes, característica importante quando se pensa em reduzir custos e resíduos. Em conjunto, os resultados indicam potencial para aplicações no controle de microrganismos, na prevenção de biofilmes e na remoção de determinados contaminantes.
Resultados são promissores, mas ainda são de laboratório
Apesar dos bons resultados, o estudo não significa que as partículas produzidas com folhas de oiti já possam ser utilizadas diretamente em estações de tratamento de água ou em aplicações médicas.
Os próprios pesquisadores destacam que a utilização desse tipo de material em grande escala ainda exige avanços. Será necessário melhorar a padronização da produção, aperfeiçoar a recuperação e a reutilização das partículas e, principalmente, realizar testes com águas residuais reais. Estudos de custos e avaliações que atendam às exigências industriais também serão necessários antes de uma eventual aplicação comercial.
Há ainda uma questão ambiental que precisa ser considerada. Embora o óxido de zinco apresente características interessantes para descontaminação, partículas desse material também podem provocar efeitos indesejáveis em organismos aquáticos e terrestres. Por isso, cada aplicação precisa ser avaliada cuidadosamente antes de sair do laboratório.
O avanço apresentado pelo estudo está justamente na combinação dessas possibilidades: usar uma matéria-prima vegetal abundante no Brasil para ajudar a fabricar um material capaz de atuar tanto sobre determinados poluentes quanto sobre bactérias.
Se os próximos estudos confirmarem sua eficiência e segurança em condições reais, uma árvore conhecida principalmente pela sombra que proporciona nas cidades brasileiras poderá também contribuir para tecnologias voltadas à proteção da água e ao controle de microrganismos.
Confira no link o original do artigo científico publicado na revista científica “Processes” - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/09/processes-14-01334-v2-IGOR-POLIKARPOV.pdf
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