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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - No dia 8 de abril, a UFSCar, a Prefeitura Municipal de São Carlos (PMSC) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) realizam o evento de lançamento do acordo de cooperação para implantação do Centro de Referência Paralímpica (CRP) em São Carlos (SP). A iniciativa consolida uma articulação institucional voltada à ampliação do acesso ao esporte para pessoas com deficiência.

O acordo prevê a integração de esforços entre as três instituições para estruturar e manter o Centro, com foco no desenvolvimento de modalidades paralímpicas desde a iniciação até o alto rendimento. As atividades serão realizadas em espaços internos e externos à UFSCar e em equipamentos esportivos do município, com suporte técnico, científico e pedagógico.

A proposta se ancora em uma trajetória já consolidada na Universidade, especialmente por meio do projeto de extensão Atividades Físicas, Esportivas e de Lazer Adaptadas a Pessoas com Deficiências (Proafa), ativo desde 2006. "A criação do Centro representa um avanço de escala: além de ampliar o número de beneficiários, organiza o atendimento em níveis progressivos de formação esportiva, com acompanhamento multidisciplinar e articulação com políticas públicas", registra Mey de Abreu van Munster, docente do Departamento de Educação Física e Motricidade Humana (DEFMH) da UFSCar e coordenadora da iniciativa.

O público atendido inclui crianças, adolescentes e jovens com deficiência física, visual ou intelectual, prioritariamente na faixa etária de 8 a 17 anos, de São Carlos e região. Também contempla atletas paralímpicos de alto rendimento, treinadores, professores, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, profissionais das áreas da Saúde e da Educação Física, bem como gestores e parceiros institucionais envolvidos no desenvolvimento do paradesporto.

Entre as modalidades já em andamento estão atletismo, badminton, basquetebol em cadeira de rodas, natação, tênis de mesa e modalidades de inverno adaptadas, como o para ski cross country e o para biatlo. Além disso, o Centro também deverá sediar festivais, ações formativas e iniciativas de capacitação de profissionais, conectando ensino, pesquisa e extensão.

Do ponto de vista estrutural, o acordo envolve a atuação conjunta das instituições. O CPB será responsável, entre outros pontos, pela contratação de profissionais e apoio técnico às modalidades; a Prefeitura contribuirá com espaços, logística e recursos humanos; e a UFSCar oferecerá infraestrutura, suporte acadêmico e integração com atividades de pesquisa e formação.

Para van Munster, o Centro consolida um movimento que já vinha sendo construído ao longo dos anos. "A implantação do Centro de Referência Paralímpica em São Carlos representa um avanço importante porque articula diferentes frentes - formação, prática esportiva e produção de conhecimento - em uma mesma estrutura, ampliando o impacto social e educacional do paradesporto", destaca.

Além do atendimento direto aos participantes, o CRP também deve funcionar como espaço de formação para estudantes e profissionais das áreas de Educação Física, Fisioterapia e Saúde, contribuindo para a qualificação de recursos humanos e para o desenvolvimento de pesquisas aplicadas ao esporte paralímpico.

A iniciativa conta com a parceria de clubes, associações e entidades esportivas do município - como a Associação Sancarlense de Atletismo (ASA), a Liga Central de Natação e a Associação Brasileira de Esportes (ABE) -, além do apoio da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) e da Confederação Brasileira de Escalada.

O evento de lançamento acontece a partir das 16h30, no Auditório do Núcleo de Apoio à Pesquisa (NAP) do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH), área Sul do Campus São Carlos. É gratuito, aberto ao público e não requer inscrição prévia.

SÃO CARLOS/SP - A partir de segunda-feira (6 de abril), o pontilhão sob a rodovia Washington Luís (SP-310) será interditado para obras realizadas pela concessionária Ecovias Noroeste Paulista. A passagem inferior que conecta o Jardim Paulistano, pela Rua Iwagiro Toyama, ao Jardim Jóquei Clube, pela Rua Rio Amazonas, ficará bloqueada. As alças de acesso à rodovia permanecerão liberadas, restringindo-se apenas a travessia sob o viaduto.

Para reduzir os impactos no trânsito, a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana adotará medidas operacionais nos horários de maior movimento. Uma das principais mudanças será a alteração temporária da circulação na passagem inferior que liga o Jardim Jóquei Clube ao Centro, pelas ruas Ray Wesley Herrick e Bernardino Fernandes Nunes. No período da manhã, até as 9h, o trecho funcionará em sentido único, do bairro para o centro, com o objetivo de melhorar a fluidez.

A Secretaria também instalará sinalizações informativas sobre obras, desvios e rotas alternativas. O transporte coletivo urbano terá ajustes nos itinerários, com ônibus passando a utilizar rotas alternativas pela Rodovia SP-318, acessando pela Avenida Professor Luís Augusto de Oliveira, segundo o secretário adjunto de Mobilidade Urbana, Sebastião Batista. “Não haverá supressão de pontos de parada, mas atrasos e aumento no intervalo entre viagens são esperados. A operação será monitorada em tempo real, permitindo ajustes conforme necessário”, disse.

A obra tem prazo estimado de 90 dias, podendo ser concluída antes. Durante esse período, os motoristas são orientados a planejar seus deslocamentos com antecedência e redobrar a atenção à sinalização. A Secretaria acompanhará o trânsito e poderá adotar novas medidas para mitigar congestionamentos.

Entre as mudanças no transporte coletivo, a linha 53 – Jóquei Clube x UFSCar (USE) passará a operar como linha 53 – Paulistano x UFSCar (USE), mantendo os mesmos horários, mas com ponto inicial e final no bairro Paulistano. Para atender os usuários do Jóquei Clube, a linha 43 – Jóquei Clube x Shopping assumirá o trajeto até a UFSCar, com nova programação horária e redução do intervalo entre partidas. Outras linhas, como a 30, 58 e 71, também terão desvios temporários, seguindo rotas alternativas pelas ruas Rio Grande, Rio Araguaia, Rio Tietê e demais vias até o Trevo do SAMU.

RIO DE JANEIRO/RJ - O Flamengo chegou à inédita marca de R$ 2 bilhões em arrecadação no ano de 2025. No balanço, divulgado na noite de terça-feira, o clube ressalta a redução da dívida operacional de R$ 344 milhões para R$ 174 milhões e a receita bruta recorde impulsionados "pela combinação de desempenho esportivo e comercial excepcional, vendas recordes de atletas e a consolidação da operação do Maracanã".

- O Clube atingiu uma receita operacional bruta total (incluindo atletas) de R$ 2 .089 milhões em 2025, ultrapassando pela primeira vez a marca de R $ 2 bilhões. Este patamar de receitas foi alcançado em função do desempenho esportivo em competições com premiações relevantes, do crescimento contínuo das receitas comerciais, da recuperação das receitas de matchday com a gestão plena do Maracanã e do expressivo volume de transferências de atletas no exercício.

Receita bruta: R$ 2.089 bilhão

Receita recorrente: R$ 1.571 bilhão

Ebtida: R$ 616 milhões

Superávit: R$ 336 milhões

Dívida operacional líquida: R$ 174 milhões

O aumento da receita bruta foi significativo considerando os R$ 1,4 bilhão de 2024 e R$ 1,5 bilhão de 2023. Em 2022, o Fla arrecadou R$ 1,3 bilhão e em 2021 R$ 1,2 bilhão. O menor número dos últimos anos foi 2020, com R$ 1 bilhão, com 2019 chegando a R$ 1,3 bilhão.

Com relação à dívida, o número atingiu R$ 513 milhões em 2019 e aumentou para R$ 643 milhões por causa da pandemia em 2020. Mas voltou a reduzir em 2021 e caiu para R$ 321 milhões. Em 2022, chegou a R$ 250 milhões antes de cair para R$ 53 milhões em 2023 e aumentar novamente em 2024 para R$ 344 milhões. Agora está em R$ 174 milhões. Todos os valores citados estão atualizados pelo IPCA.

Com relação à venda de atletas, o Flamengo arrecadou R$ 519 milhões, um valor bem acima dos R$ 113 milhões de 2024. Em 2023, esse número foi R$ 334 milhões. Foi o maior valor da série histórica em termos nominais. Os investimentos em compras de jogadores também foram bem acima dos últimos anos, chegando a R$ 636 milhões em 2025. Em 2024 o número ficou em R$ 435 milhões e em 2023 R$ 301 milhões.

Essas compras de direitos federativos realizados em 2025 envolveram Samuel Lino (R$ 203 milhões), Carrascal (R$ 107,3 milhões), Emerson Royal (R$ 78,8 milhões), Juninho (R$ 40 milhões) e Plata (R$ 39 milhões). Michael (R$ 28 milhões), Jorginho (R$ 23,8 milhões), Pulgar (R$ 19,3 milhões), Gerson (R$ 15,7 milhões), Danilo (R$ 16,8 milhões) e Varela (R$ 13 milhões) receberam em luvas.

- O retorno a um patamar elevado de transferências reflete tanto a valorização dos ativos formados na base quanto negociações estratégicas de direitos econômicos de atletas profissionais - diz o balanço.

 

 

Por Redação do ge

BRASÍLIA/DF - O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta terça-feira, 31, o afastamento de Rodrigo Manga (Republicanos) da Prefeitura de Sorocaba (SP). Com a decisão, Manga, que estava fora do cargo desde novembro do ano passado, reassume a gestão municipal.

Em nota, a defesa do prefeito comemorou a decisão e afirmou que o STF “reconheceu a inexistência de razões e fundamentos para a manutenção do afastamento temerário e precipitado, à míngua de elementos mínimos que pudessem evidenciar qualquer ilicitude praticada pelo prefeito Manga”.

A decisão, no entanto, é liminar e ainda precisa ser confirmada pela Segunda Turma do STF. Nunes Marques determinou que isso ocorra em sessão virtual extraordinária.

No mês passado, Manga foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. A defesa nega as acusações.

A denúncia tem como base a Operação Copia e Cola, que investiga o prefeito e aliados por suspeita de desvio de recursos da saúde do município.

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação em novembro. Na ocasião, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região determinou o afastamento de Manga por 180 dias, sob o argumento de que ele poderia interferir nas investigações, já que havia indícios de continuidade dos supostos crimes até 2025.

A decisão citava “robustos indícios” de que o prefeito seria o líder e principal beneficiário do esquema. O afastamento chegou a ser mantido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ao suspender a medida, Nunes Marques considerou que o único fato recente apresentado foi um contrato firmado em junho de 2025 pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba (SAAE).

O ministro destacou que o SAAE é uma autarquia da administração indireta e não integra diretamente o Executivo municipal, afirmando que a “decisão não vincula, categoricamente, o contrato realizado pela SAAE à assinatura pelo paciente, prefeito de Sorocaba”.

“Nessa perspectiva, penso que a manutenção da medida constitui, no presente caso, intervenção excessiva na esfera política e administrativa do município de Sorocaba/SP, sem que a autoridade policial tenha demonstrado a ocorrência de risco efetivo e atual à ordem pública ou à persecução penal”, escreveu.

Conhecido pelo forte engajamento nas redes sociais, especialmente no TikTok, Manga já sinalizou interesse em disputar cargos como governo de São Paulo, Senado e até a Presidência da República.

 

 

por Estadao Conteudo

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