Jornalista/Radialista
Fenômeno provoca mudança no clima em todo o país, alterando a produção e consumo de energia
SÃO PAULO/SP - Caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o fenômeno climático El Niño provoca alterações no regime de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do planeta. Apesar de ser um fenômeno natural, especialistas de todo o mundo já alertavam para a sua intensidade em 2026.
O fenômeno, que costuma ter o seu ápice nos meses de outubro e fevereiro, alcançou 2,1°C na anomalia média de temperatura na região central do Oceano Pacífico em setembro. Segundo o relatório emitido pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), o índice alcançado é considerado “muito alto” e a estimativa é que o evento seja o mais intenso desde 1950, podendo alcançar picos de anomalia térmica entre 3°C e 3,5°C.
No Brasil, a previsão indica uma redução nas chuvas nas regiões Norte e Nordeste, um aumento nas temperaturas nas regiões Sudeste e Centro-oeste, além de chuvas e tempestades na região Sul. Este cenário preocupa os especialistas em energia elétrica, uma vez que a falta de chuva afetará diretamente os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, que correspondem a 60% da produção de energia no Brasil, e as tempestades podem danificar redes de distribuição e torres de transmissão de energia. Além do consequente aumento no consumo de energia que as ondas de calor podem gerar.
O risco de desabastecimento ou apagão elétrico está descartado por especialistas e órgãos do setor, mas o custo para a geração de energia ficará mais caro. Isso porque, para preservar o nível de água dos reservatórios, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) pode acionar as usinas térmicas, que geram uma energia mais cara e esse aumento é repassado para o consumidor através das bandeiras tarifárias, que são definidas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Mercado Livre de Energia e o El Niño
A preocupação com os efeitos do El Niño na geração de energia no Brasil também tem apresentado reflexos no Mercado Livre de Energia. Enquanto os contratos a curto prazo (agosto e setembro) tiveram uma queda na casa de 44% em comparação com os preços praticados em maio deste ano, dados do BBCE (Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia) mostram uma variação na casa de 10% nos contratos com entrega a partir de 2027.
Essa flutuação chama a atenção dos especialistas por indicar um receio sobre a geração de energia no país com a intensificação do fenômeno climático.
No Mercado Livre de Energia, os consumidores negociam preços, prazos e volume de fornecimento diretamente com as geradoras de energia. Ainda restrita a consumidores de média e alta tensão - como indústrias e comércios -, este mercado responde por cerca de 42% de toda a energia consumida no Brasil. Percentual que deve crescer a partir da abertura do mercado elétrico para os consumidores de baixa tensão a partir de novembro de 2027.
“O El Niño e os seus efeitos já estavam sendo comentados desde o início do ano. Por isso, é importante que os consumidores de alta tensão que desejam fazer a migração ou aqueles clientes que estarão descontratados a partir de 2027 façam um estudo de viabilidade para terem uma maior previsibilidade e economia nas contas de luz. Analisando não apenas os valores oferecidos, mas também o histórico da empresa para se proteger de riscos financeiros e garantir a economia esperada ao migrar para o mercado livre de energia”, comenta Caio Camacho, gerente de Grandes Negócios da Tendência Energia.
PORTO ALEGRE/RS - A sete rodadas do fim do Campeonato Brasileiro, o fantasma do rebaixamento assombra os dois maiores rivais gaúchos. Grêmio e Internacional estão juntos no Z-4 desde o fim da 28ª rodada, dia 20 de setembro, e vivem um cenário real de queda dupla. As chances dos dois clubes caírem pulou para 43,35%, segundo cálculos do Gato Mestre.
Na 31ª rodada, os dois times perderam. O Inter foi a Mirassol e levou 2 a 0 de um adversário direto na parte baixa da tabela. Já o Grêmio, em casa, chegou a estar na frente do Cruzeiro duas vezes no placar, mas levou a virada no segundo tempo – 4 a 2.
Assim, a probabilidade de só o Inter ser rebaixado é de 9,47% e do Grêmio cair sozinho é de 38,73%. A chance de queda dos dois rivais é de 43,35%. E de ambos se salvarem do rebaixamento é de apenas 8,45%. Os cálculos são feitos pelo economista Bruno Imaizumi, em parceria com a equipe do Gato Mestre.
A título de comparação, antes de os rivais se enfrentarem, pela 30ª rodada, a chance de rebaixamento de ambos era de 26,77%. Apenas o Grêmio cair estavam em 47,70%, e somente o Inter, 9,18%. A possibilidade de os dois escaparem da queda era de 16,35%.
Chances de rebaixamento da dupla Gre-Nal:
Só o Internacional cai: 9,47%
Só o Grêmio cai: 38,73%
Os dois caem: 43,35%
Nenhum cai: 8,45%
Na próxima rodada, o Inter entra em campo primeiro novamente. No sábado, às 16h30, recebe o Botafogo, no Beira-Rio. Na segunda-feira, o Grêmio visita o Coritiba, às 19h30, no Couto Pereira.
Por Redação do ge
BRASÍLIA/DF - O governo federal reconheceu nesta terça-feira (20) situação de emergência em 14 municípios do Amapá em decorrência da estiagem. O estado tem 16 cidades, ao todo.
A Portaria nº 3.595, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, considera decreto do governo do Amapá, que trata da situação provocada pela falta de chuva.
O texto cita os seguintes municípios:
Em outras duas portarias, publicadas nessa segunda-feira (19), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional autorizou a transferência de R$ 4,1 milhões para ações de Proteção e Defesa Civil no estado.
O governo do Amapá receberá R$ 3,18 milhões, enquanto o município de Tartarugalzinho terá R$ 945,8 mil.
Os recursos serão destinados, em parcela única, a ações de resposta à estiagem e outros desastres. O prazo estabelecido para uso dos recursos é de 180 dias.
AGÊNCIA BRASIL
RIO DE JANEIRO/RJ - A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta segunda-feira (19), o fim da recuperação judicial do Grupo Americanas. A decisão, da 4ª Vara Empresarial da capital, considera que o grupo cumpriu as obrigações do plano de recuperação judicial. Ainda cabe recurso da decisão.
A Americanas iniciou o processo de recuperação judicial em janeiro de 2023, após a revelação de irregularidades contábeis de cerca de R$ 20 bilhões na empresa. Na época, a Americanas informou ter dívidas de aproximadamente R$ 43 bilhões, o que levou à reestruturação dos débitos com credores. O plano foi aprovado em dezembro de 2023 e homologado pela Justiça em fevereiro de 2024.
A administração judicial e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) deram pareceres favoráveis ao encerramento. Com a decisão judicial, deve ser retirada a expressão "em recuperação judicial" dos nomes das empresas nos registros oficiais.
Apesar do encerramento, questões envolvendo credores ainda poderão ser discutidas no âmbito judicial.
Na sentença, o juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira esclareceu que o fim do processo não impede a cobrança de obrigações previstas no plano.
"Qualquer credor que se repute prejudicado por descumprimento de obrigação do plano poderá requerer a execução específica ou a falência", escreveu o magistrado.
Americanas
Em fato relevante ao mercado, a Americanas informou que "o encerramento da recuperação judicial representa um marco importante na trajetória da companhia e inaugura uma nova etapa de seus negócios".
Na nota, a empresa agradeceu a seus associados, fornecedores, clientes e demais parceiros pela confiança.
O comunicado é assinado pelo diretor financeiro e de Relações com Investidores, Sebastien Durchor.
por Agência Brasil
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