Jornalista/Radialista
EUA - Uma mulher de 36 anos foi presa e acusada de homicídio e posse ilegal de arma de fogo após matar um homem que estava escondido debaixo da cama da filha, em Memphis, no estado do Tennessee, nos Estados Unidos.
Policiais foram chamados para atender a uma ocorrência de disparos e, ao chegarem ao endereço, encontraram a vítima caída no jardim da residência, inconsciente e com um ferimento de bala na nuca.
Segundo o mandado de prisão obtido pela revista People, a suspeita, identificada como Kendra Scott, disse aos investigadores que voltou para casa e encontrou um homem escondido debaixo da cama da filha.
"Fiz o que tinha que fazer", afirmou à polícia.
A vítima, identificada como Rodderius Morton, morreu ainda no local.
Um vizinho contou aos policiais que saiu de casa após ouvir um disparo e viu o corpo próximo à varanda. Segundo o relato, Kendra segurava uma arma e repetia: "Eu atirei, eu atirei".
Durante a investigação, uma adolescente que mora na residência revelou ter convidado Morton para entrar na casa por volta de 1h20. Ela afirmou que, pouco depois, a mãe chegou gritando: "Quem está na minha casa?".
Ainda de acordo com o depoimento, a mulher já havia feito ameaças anteriormente caso encontrasse algum rapaz dentro da residência.
A adolescente relatou que Kendra encontrou Morton escondido sob sua cama. O homem recolheu seus pertences e deixou a casa, momento em que o tiro foi disparado.
Em declaração à revista People, o advogado da acusada, Blake Ballin, afirmou que o episódio começou com "o pior pesadelo de qualquer pai" e informou que a adolescente envolvida tem 13 anos.
Segundo o defensor, uma das principais questões do processo será determinar se alguém conseguiria agir de forma racional diante de uma situação como essa.
Kendra Scott permanece presa sem direito à fiança. A primeira audiência do caso está marcada para 24 de julho.
por Notícias ao Minuto
VENEZUELA - Três pessoas diagnosticadas com hantavírus morreram no estado de Anzoátegui, na Venezuela. As ocorrências foram confirmadas na terça-feira, 21 de julho, pelo Ministério da Saúde venezuelano.
As autoridades também investigam as mortes de dois profissionais da área da saúde no estado de Barinas. Segundo a pasta, esses episódios não estão, até o momento, associados aos casos registrados em Anzoátegui, e as causas dos óbitos ainda precisam ser esclarecidas.
Em comunicado, o ministério ressaltou que o hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores em ambientes rurais e agrícolas. A contaminação pode ocorrer pela inalação de partículas provenientes da urina, das fezes ou da saliva desses animais, sobretudo em locais fechados.
A pasta afirmou ainda que não há evidências científicas de transmissão entre pessoas no território venezuelano.
De acordo com o governo, o Sistema Nacional de Saúde permanece em funcionamento para acompanhar a situação e adotar as medidas necessárias. Os resultados conclusivos das investigações deverão ser divulgados posteriormente pelos canais oficiais.
No início deste mês, a Organização Mundial da Saúde informou que poderia considerar encerrado o surto de hantavírus identificado a bordo de um navio de cruzeiro, desde que nenhum novo caso surgisse entre as 54 pessoas que ainda cumpriam quarentena. O total de infecções permanecia estável em 13 havia várias semanas.
O navio Hondius havia partido de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, com passageiros de diferentes nacionalidades, para uma travessia pelo Atlântico Sul. Durante a viagem, três pessoas morreram e outras quatro apresentaram sintomas da doença.
A embarcação seguiu posteriormente para as Ilhas Canárias, onde passageiros e parte da tripulação desembarcaram. A repatriação foi organizada em uma operação que contou com a participação da OMS e das autoridades espanholas.
por Notícias ao Minuto
ITÁLIA - Uma nova análise genética do Sudário de Turim, o tecido de linho que, segundo a tradição cristã, teria envolvido o corpo de Jesus Cristo após a crucificação, revelou uma complexa história biológica acumulada ao longo dos séculos.
Vestígios acumulados ao longo da história. Publicado na revista científica Scientific Reports, o estudo identificou vestígios de DNA humano, plantas, animais e microrganismos presentes nas fibras do linho, oferecendo uma visão inédita sobre a trajetória do artefato, sem, no entanto, determinar sua autenticidade ou idade.
A pesquisa foi conduzida por cientistas das Universidades de Pádua e Pavia, na Itália, em colaboração com instituições internacionais. Utilizando técnicas modernas de sequenciamento genético, os pesquisadores analisaram amostras oficiais coletadas do Sudário em 1978 e reconstruíram o conjunto de assinaturas biológicas preservadas no tecido.
As análises identificaram diversas linhagens de DNA mitocondrial humano. Além disso, detectaram um microbioma composto por bactérias, fungos e microrganismos adaptados a ambientes salinos.
Entre os materiais identificados estão vestígios genéticos de plantas cultivadas. Por exemplo: trigo, cenoura, milho, banana e amendoim, além de animais domésticos, entre eles bovinos, suínos, galinhas, cães e gatos. Os pesquisadores também encontraram DNA de coral-vermelho do Mediterrâneo nas amostras analisadas. Segundo os pesquisadores, esse conjunto de evidências ajuda também a reconstruir a história de armazenamento, transporte e manuseio do Sudário ao longo dos séculos.
Pesquisa não comprova autenticidade. Autores dizem que a pesquisa não foi capaz de estabelecer a idade nem a autenticidade do Sudário, mas mostrou como ferramentas modernas da genética forense podem revelar informações sobre sua história biológica. Em comunicado divulgado pela Universidade de Central Lancashire, no Reino Unido, a professora de ciência forense Noemi Procopio, uma das autoras do estudo, afirmou que as novas técnicas de genética permitiram extrair informações inéditas das amostras coletadas há quase cinco décadas.
"O Sudário de Turim continua fascinando historiadores, cientistas e o público, e estamos entusiasmados em revelar novas informações sobre a complexidade biológica preservada em amostras coletadas há quase 50 anos, aplicando novas tecnologias forenses de DNA de última geração", disse Noemi Procopio, em nota da Universidade de Central Lancashire.
A pesquisadora acrescentou que o tecido funciona como um verdadeiro arquivo biológico acumulado ao longo do tempo. "O Sudário representa um rico arquivo de informações genéticas acumuladas ao longo de séculos de interação humana e exposição ambiental. Embora as evidências de DNA não possam responder a todas as questões sobre a idade ou a autenticidade do tecido, elas oferecem novos conhecimentos sobre sua história biológica e demonstram como os avanços da ciência forense podem revelar novas informações a partir de artefatos históricos", completou Procopio, no mesmo comunicado.
Contaminação acumulada ao longo dos séculos. Em outro comunicado, divulgado pelas Universidades de Pádua e Pavia, os coordenadores da pesquisa ressaltam que séculos de contato humano tornaram impossível isolar um eventual DNA original do tecido.
O professor Gianni Barcaccia, coordenador do estudo pela Universidade de Pádua, explicou que os resultados devem ser interpretados com cautela. "Esses achados genéticos fornecem novos conhecimentos moleculares sobre os processos de preservação e contaminação, ao mesmo tempo em que evidenciam uma limitação intrínseca da abordagem metagenômica: o DNA analisado representa a sobreposição cumulativa de sinais biológicos depositados ao longo do tempo e, portanto, exige cautela ao se tentar atribuir vestígios genéticos individuais a eventos históricos específicos ou a determinadas origens geográficas", afirmou Barcaccia, em nota.
por Folhapress
CANADÁ - O governo do Canadá cancelou a cerimônia conjunta de inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que liga Windsor, no Canadá, a Detroit, nos Estados Unidos. O evento estava previsto para esta sexta-feira (24). A informação foi divulgada pela Associated Press.
A decisão foi tomada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma tarifa adicional de 50% sobre a maior parte dos produtos canadenses exportados ao mercado norte-americano. A cerimônia reuniria autoridades dos dois países.
Em comunicado, o governo canadense afirmou que, diante das medidas comerciais anunciadas pelos EUA, seria "inadequado" realizar uma celebração conjunta. O Canadá fará um evento próprio na mesma data, de acordo com informações da Associated Press.
Até o momento, não há confirmação de uma cerimônia separada pelo lado norte-americano. A abertura da ponte para o tráfego, porém, continua prevista para 27 de julho.
Este não é o primeiro impasse envolvendo a nova ligação entre os dois países. Em fevereiro, Trump ameaçou adiar a abertura da ponte e defendeu que os Estados Unidos recebessem participação de pelo menos 50% no empreendimento, além de serem "totalmente compensados" pelo investimento feito pelo Canadá.
Trump anunciou nesta terça-feira (21) uma tarifa adicional de 50% sobre a maior parte dos produtos canadenses importados pelos Estados Unidos. Em resposta, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, classificou a medida como mais um episódio de uma série de "ações comerciais unilaterais" adotadas por Washington.
Segundo o anúncio, as novas tarifas entram em vigor em 19 de agosto. Entre os produtos atingidos estão vinhos, tacos de hóquei, cimento, laticínios, piscinas, móveis, varas de pesca, sementes, roupas e perucas. As tarifas também se aplicam a mercadorias cobertas pelo acordo de livre comércio entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA), embora importações do setor de energia e bens já sujeitos a tarifas setoriais permaneçam isentas.
por Folhapress
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