Jornalista/Radialista
Arena recebe também as provas de Team Penning, que completam as atrações esportivas do evento
RIBEIRÃO PRETO/SP - As provas esportivas voltam a movimentar o Ribeirão Rodeo Music neste final de semana, com as montarias em touros e o Team Penning. As competições serão realizadas nas noites desta sexta-feira, 8, e no sábado, 9, no Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto, logo após a abertura dos portões às 19h30.
As tradicionais montarias em touros, pela Liga Nacional de Rodeio (LNR), acontecem nas duas noites e reúnem competidores de quatro estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. O grande campeão será definido no sábado. Além de conquistar o troféu do RRM, o vencedor ainda garante vaga no rodeio de Barretos.
Outra modalidade presente neste final de semana é o Team Penning. As eliminatórias serão realizadas na sexta-feira e no sábado, durante o dia, no CT Allan Archanjo (Velho Texas Ranch). O trio campeão será definido no sábado, na arena do festival.
Ao longo das quatro noites do Ribeirão Rodeo Music 2026, a agenda esportiva vai reunir, ao todo, mais de 350 competidores, além de distribuir cerca de R$ 180 mil em premiações. No primeiro final de semana, nos dias 30 de abril e 2 de maio, o público acompanhou as provas de Ranch Sorting e Três Tambores.
Programação artística
Na sexta, dia 8, o palco do RRM recebe Ana Castela, Zezé Di Camargo & Luciano, Léo Foguete e Diego & Victor Hugo. No sábado, os shows ficam por conta de João Bosco & Vinícius, Nattan, Gusttavo Lima e Serestão do Zé.
Os ingressos do Ribeirão Rodeo Music estão disponíveis nas plataformas oficiais: site do RRM e Total Acesso.
Agenda
Ribeirão Rodeo Music 2026
Quando: Sexta-feira, dia 08, e sábado, dia 09
Local: Parque Permanente de Exposições, em Ribeirão Preto/SP
Ingressos: Site oficial / Plataforma Oficial Total Acesso
BRASÍLIA/DF - A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (6), projeto de lei que aumenta as penas pelos crimes de estupro, assédio sexual e registro não autorizado da intimidade sexual. O PL nº 3984/25 institui a Lei da Dignidade Sexual e também prevê punição maior para os crimes relacionados a pedofilia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A proposta ainda passará pela análise do Senado.
A lei define que a pena por estupro passa de 6 a 10 anos de reclusão para 8 a 12 anos. Caso o ato resulte em lesão grave, a pena atual de 8 a 12 anos será de 10 a 14 anos. Se resultar em morte da vítima, a reclusão de 12 a 30 anos passa a ser de 14 a 32 anos.
O assédio sexual, cuja pena atual é de detenção de 1 a 2 anos, será punido com pena de detenção de 2 a 4 anos.
O registro não autorizado da intimidade sexual, como fotos e vídeos, atualmente punível com detenção de 6 meses a 1 ano, passa para detenção de 1 a 3 anos.
Foi definido ainda o aumento de um terço a dois terços da pena se os crimes contra a dignidade sexual forem cometidos por razões da condição do sexo feminino; contra pessoa com deficiência ou maior de 60 anos; ou nas dependências de instituição de ensino, hospitalar ou de saúde, de abrigamento, unidade policial ou prisional.
No ECA, o projeto aumenta as penas de reclusão para os seguintes crimes:
O PL também altera a Lei de Execução Penal ao proibir condenados por estupro ou estupro de vulnerável de usufruírem de visitas íntimas no presídio.
Já na lei que instituiu a campanha Maio Laranja, com ações de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o projeto cria a Semana Nacional de Enfrentamento aos Crimes Sexuais, a ser realizada todos os anos na última semana do mês de maio.
Em relação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o projeto determina que sejam trabalhados conteúdos sobre violência sexual, tratando da compreensão do consentimento e da difusão de canais de denúncia.
Os conteúdos devem ser incluídos junto ao ensino sobre prevenção de todas as formas de violência contra a criança ou adolescente e a mulher, já previsto na LDB.
Por fim, o texto aprovado prevê, como efeito automático da condenação por crimes contra a dignidade sexual tipificados no Código Penal, a perda do poder familiar se o crime for cometido contra pessoa igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado ou curatelado.
Se a pena for superior a 4 anos de reclusão, haverá a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo, se for o caso. Será proibida, ainda, a nomeação do condenado para qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito em julgado da condenação e o efetivo cumprimento da pena.
O PL é de autoria da deputada Delegada Katarina (PSD-SE), aprovado com o substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).
* Com informações da Agência Câmara de Notícias
AGÊNCIA BRASIL
SÃO PAULO/SP - O Palmeiras registrou uma receita acumulada de R$ 330,7 milhões até março de 2026 (somando as operacionais e financeiras), mas com déficit de R$ 14,6 milhões no exercício, conforme os balanços financeiros divulgados pelo clube nesta quinta-feira.
Os valores estão muito abaixo do superávit orçado de R$ 93,5 milhões para o período.
A diferença principal está na receita de "rendas diversas", que por uma norma do Conselho Federal de Contabilidade passou a incluir os valores referentes a venda de atletas no clube, além dos ganhos com os repasses de receita do estádio.
O Palmeiras orçou receber R$ 222,3 milhões até março neste tópico e registra o ganho de R$ 59,8 milhões. Foram R$ 17,7 milhões com a Arena e R$ 41,6 milhões com o futebol profissional.
Receitas acumuladas até março de 2026
Os detalhes de fevereiro e março
Foram divulgadas nesta quinta-feira ambas as demonstrações financeiras de fevereiro e março de 2026, que estão detalhadas separadamente abaixo.
Em fevereiro, o Palmeiras fez uma receita operacional líquida de R$ 83,4 milhões, bem abaixo dos R$ 172 milhões orçados para o período, e R$ 19,9 milhões nas receitas financeiras, bem acima dos R$ 882 mil orçados. A diferença decorre de variação cambial e aplicações financeiras feitas pelo clube.
No caso das rendas diversas, o Palmeiras registrou R$ 6,1 milhões de ganho com a Arena e R$ 19,7 milhões no futebol profissional, totalizando R$ 26,1 milhões no período. O orçado foi de R$ 105,3 milhões.
Fevereiro, porém, com menos gastos, foi o único mês com superávit registrado até aqui em 2026: R$ 20 milhões.
Principais receitas em fevereiro de 2026
Em março, por sua vez, o clube fez uma receita operacional líquida de R$ 78,5 milhões, pouco mais de R$ 1 milhão acima do valor orçado para o período, e R$ 10,5 milhões em receitas financeiras. Teve um déficit de R$ 26,8 milhões.
O clube recebeu pouco abaixo do esperado em receitas como publicidade e patrocínio, arrecadação de jogos, no sócio torcedor Avanti e direitos de transmissão, e recuperou a diferença com ganhos acima do orçado na premiação.
Principais receitas em março de 2026
Resultado mês a mês do Palmeiras em 2026
Janeiro: déficit de R$ 7,8 milhões
Fevereiro: superávit de R$ 20 milhões
Março: déficit de R$ 26,8 milhões
Por Camila Alves / ge
BRASÍLIA/DF - Sete em cada dez gestores de escolas públicas (71,7%) relatam dificuldade em dialogar no ambiente escolar sobre o enfrentamento às violências, como bullying, racismo e capacitismo (preconceito contra pessoas com deficiência).
Esse é o maior desafio observado por uma pesquisa sobre clima escolar realizada com 136 gestores de 105 escolas públicas, sendo 59 municipais e 46 estaduais.
O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (6), foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), uma instituição sem fins lucrativo, em parceria com o Ministério da Educação (MEC).
O objetivo do estudo é coletar informações para fundamentar o novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, uma iniciativa do governo federal, que será lançado nesta quinta-feira (7), pelo canal de YouTube do MEC.
Coordenador do estudo, o pesquisador Adriano Moro, do Departamento de Pesquisas Educacionais da FCC, considera que lidar com situações de violências é uma questão complexa e que exige preparo, apoio e ações bem planejadas.
Uma dificuldade específica, cita ele, é a naturalização da violência.
“Em alguns casos, adultos da escola veem agressões como ‘brincadeiras’. Isso diminui a gravidade das situações e pode levar à omissão, justamente quando os estudantes mais precisam de apoio e intervenção”, diz em entrevista à Agência Brasil.
O coordenador contextualiza ainda que muitas escolas estão em contextos marcados por violência “fora de seus muros”. Além disso, completa, “há dificuldades em envolver as famílias e a comunidade, o que aumenta a pressão sobre a escola para lidar sozinha com esses desafios”.
Adriano Moro relata ainda que outra dificuldade é o uso genérico do termo bullying.
“É um fenômeno com suas especificidades, é uma violência grave, precisa de atenção. Contudo, ao não ser nomeada corretamente, a violência vivenciada acaba escondendo problemas específicos, como racismo, capacitismo, xenofobia ou violência de gênero.”
O bullying é uma palavra originada na língua inglesa e define uma forma de violência física ou psicológica, geralmente de forma repetida, causando danos físicos, sociais e emocionais ao estudante vítima. Um ou mais agressores fazem uso de xingamentos, apelidos pejorativos e outras formas de intimidação, humilhação, agressão ou discriminação.
Para o representante da FCC, o clima escolar positivo contribui diretamente para enfrentar as violências, porque cria as condições para que a escola deixe de atuar apenas de forma reativa e passe a agir de maneira mais preventiva, intencional e colaborativa.
“Quando há confiança, respeito e escuta entre estudantes e adultos, fica mais fácil identificar problemas, nomear corretamente as violências e agir com mais responsabilidade e justiça”, destaca.
Na busca por entender como é o gerenciamento do clima entre alunos, profissionais de ensino e famílias, a pesquisa constatou que:
Os pesquisadores procuraram saber como é a organização da unidade de ensino para chegar a um ambiente escolar positivo.
O levantamento revela que mais da metade delas (54,8%) nunca realizaram diagnóstico estruturado do clima escolar.
Para os responsáveis pela pesquisa, o diagnóstico é “etapa essencial para orientar políticas de convivência e aprendizagem”.
Foi identificado ainda que mais de dois terços (67,6%) das unidades de ensino possuem equipe responsável por ações de melhoria do clima escolar.
Nas 32,4% que não contam com essa equipe, as ações ficam sob responsabilidade direta da gestão.
Adriano Moro pontua que muitas escolas vivenciam sobrecarga dos profissionais.
“A gestão escolar costuma lidar com muitas urgências ao mesmo tempo”, aponta. Dessa forma, as equipes atuam mais para resolver problemas imediatos do que para preveni-los de forma planejada.
O pesquisador classifica como “muito forte” a relação entre clima escolar positivo e desempenho pedagógico.
Segundo ele, o clima nos colégios influencia diretamente tanto o bem-estar das pessoas quanto o processo de ensinar e aprender.
“Para que a aprendizagem aconteça com qualidade e equidade, é fundamental que os estudantes se sintam acolhidos”, diz.
“Quando os estudantes se sentem respeitados e não têm medo de errar, eles aprendem melhor e desenvolvem suas habilidades com mais confiança”, sustenta.
A pesquisa da FCC ouviu escolas em dez estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e São Paulo, de março a julho de 2025.
O levantamento da FCC e do MEC é divulgado na mesma semana em que o governo federal recriou grupo de trabalho (GT) para subsidiar política de combate ao bullying e ao preconceito na educação.
O GT é formado por áreas técnicas do MEC e tem prazo inicial de 120 dias para apresentar um relatório com as conclusões e propostas elaboradas.
AGÊNCIA BRASIL
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