Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Fundação Pró-Memória de São Carlos recebeu, na última semana, uma maquete da Estação Ferroviária de São Carlos e de seu entorno, desenvolvida na escala 1:200. O modelo é resultado de uma cooperação acadêmica entre a Fundação Pró-Memória, o Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP (IAU-USP) e a Sapienza Università di Roma, da Itália.
A maquete integra os resultados da pesquisa de pós-doutorado intitulada “Processos Híbridos de Documentação Patrimonial na Valorização de Bens Edificados Locais”, desenvolvida pelo pesquisador Rodrigo Peronti Santiago, sob supervisão da professora Simone Vizioli, do IAU-USP, e coorientação do professor Alfonso Ippolito, da Sapienza Università di Roma.
O trabalho teve início em 2022, a partir do escaneamento tridimensional do conjunto ferroviário. A tecnologia permitiu obter informações detalhadas e, em alguns casos, inéditas, sobre as dimensões e os elementos arquitetônicos e construtivos do edifício, reconhecido como patrimônio histórico e cultural e tombado nas esferas municipal e estadual.
Com base nos dados levantados, a construção da maquete começou em 2024, sendo desenvolvida pela aluna de iniciação científica Ana Carolina Darvin, com o apoio dos técnicos José Dibo e Odinei Canevarollo, do Laboratório de Modelos e Maquetes do IAU-USP.
O resultado é uma maquete de alta precisão e riqueza de detalhes, que contribui para a documentação, preservação e difusão do patrimônio ferroviário de São Carlos. A expectativa é que o modelo passe a integrar a exposição permanente do Museu de São Carlos, ampliando o acesso da população à história e à memória do município.
A iniciativa contou com a colaboração de pesquisadores, técnicos e instituições parceiras do Brasil e da Itália, evidenciando o potencial das tecnologias digitais aplicadas à preservação do patrimônio cultural e ao fortalecimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas pelo IAU-USP.
SÃO PAULO/SP - O Magazine Luiza e a Amazon anunciaram uma parceria para que os produtos da varejista brasileira sejam vendidos no site da empresa americana a desde segunda-feira (8).
O acordo envolve mais de 12 mil produtos, incluindo itens de terceiros comercializados pela Magalu e produtos de suas marcas, como KaBuM!, Netshoes e Época Cosméticos. A logística das entregas ficará sob responsabilidade da Magalu, por meio da operadora logística Magalog.
Segundo a empresa brasileira, o objetivo é ampliar os canais de venda e a comercialização de bens duráveis. "A parceria com a Amazon contribui para aumentar nossa audiência digital, alcançar um número maior de clientes e alavancar nossas vendas de forma rentável e imediata", afirma o CEO da empresa, Frederico Trajano, em nota.
Questionadas sobre a divisão financeira das vendas, as empresas afirmaram que não divulgarão detalhes.
Maurício Morgado, coordenador do Centro de Estudos em Varejo e Consumo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), diz que o mercado de varejo online no Brasil é dominado por grandes empresas, como Amazon, Magalu, Mercado Livre e Shopee. Para ele, muitos consumidores se fidelizam a uma dessas grandes plataformas, e parcerias como a da Magalu com a Amazon têm o potencial de movimentar essa clientela.
"Como são duas empresas com grande audiência, tanto clientes fidelizados da Magalu poderão começar a comprar produtos da Amazon, quanto clientes da empresa norte-americana poderão adquirir produtos da empresa brasileira", diz o especialista.
Morgado também afirma que há uma forte tendência de parcerias entre grandes empresas, especialmente em períodos específicos do ano. Neste ano, por exemplo, a Panini, editora de álbuns de figurinhas, e a Coca-Cola se uniram para a comercialização de cromos que só podem ser adquiridos com a compra de uma Coca-Cola, durante a Copa do Mundo.
Desde o ano passado, a Casas Bahia vende produtos no Mercado Livre.
O especialista afirma, no entanto, que a parceria entre Amazon e Magalu pode prejudicar os pequenos varejistas. "O varejo brasileiro já é dominado por essas grandes empresas. Como Amazon e Magalu conseguem operar com cada vez mais eficiência, a tendência é que essa concentração dificulte ainda mais a entrada de pequenas empresas no setor", diz Morgado.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - As obras viárias para implantação do acesso ao futuro Paulistão Atacadista vão provocar mudanças temporárias no transporte coletivo em São Carlos. A alteração entra em vigor nesta quinta-feira (11), juntamente com a interdição parcial da Avenida Capitão Luiz Brandão.
De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana (SMSPMU), as linhas de ônibus que operam no sentido bairro-centro precisarão utilizar um trajeto alternativo enquanto os serviços estiverem em andamento.
O desvio será realizado pela Rodovia Washington Luís (SP-310), com retorno no km 234, próximo à Base da Polícia Militar Rodoviária. Em seguida, os veículos seguirão pelas ruas Cristiano Rodrigues Machado, Júlio Prestes de Albuquerque e Pastor Bento, retomando posteriormente o percurso habitual pela Avenida Capitão Luiz Brandão.
As mudanças são necessárias para garantir a segurança dos usuários e dos trabalhadores envolvidos na construção da nova rotatória de acesso ao empreendimento comercial que está sendo instalado na região da Vila Jacobucci.
A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em até sete dias. Durante esse período, passageiros e motoristas devem ficar atentos às alterações de percurso e aos avisos de trânsito divulgados pelos órgãos municipais.
BRASÍLIA/DF - A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (10), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC nº 32/15) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil.
A PEC recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários. O aval da comissão representa o primeiro passo da tramitação da proposta, que agora seguirá para análise de uma comissão especial antes de ser votada em dois turnos, no Plenário da Casa.
A aprovação do parecer favorável do relator, deputado Coronel Assis (PL-MT), ocorreu após mais de duas horas de intenso debate. Para o relator, a medida é juridicamente viável, não viola as chamadas cláusulas pétreas da Constituição Federal, nem tratados internacionais.
A conclusão de Assis foi rebatida por deputados contrários à iniciativa, que argumentam que os direitos da infância e da juventude são cláusulas pétreas que não podem ser alteradas salvo com uma nova constituinte.
“Esta é uma cláusula pétrea da Constituição. Ou seja, só pode ser modificada com uma nova Constituição. E não estamos aqui falando de uma nova Constituição, mas sim de alterar a atual, modificando uma cláusula que não pode ser alterada”, alegou o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), para quem a PEC, se aprovada no Congresso Nacional, será barrada no STF.
“Não podemos iludir a população de que isto vai prosperar. Não vai. Vai chegar no STF e vai parar. E teremos feito um grande debate apenas com cunho eleitoral”, acrescentou Veneri.
A deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) endossou a tese de que a redução da maioridade penal é uma resposta populista, eleitoreira e que não resolverá os graves problemas da segurança pública.
“O pressuposto é que, com a entrada destes jovens no sistema penitenciário, e não mais no sistema socioeducativo, teremos uma punição mais severa e à altura das infrações que eles cometeram. Isto é uma mentira. O índice de reentrada no sistema socioeducativo é de 23%. No sistema prisional é de 42%”, afirmou Sâmia.
A parlamentar argumentou que, segundo dados oficiais, apenas 0,5% das infrações cometidas por adolescentes são consideradas crimes gravíssimos.
“Estamos propondo alterar todo o tratamento dado aos adolescentes [em geral] por causa de 0,5% [...] quando este Congresso Nacional deveria estar se dedicando a identificar onde estamos falhando para que haja tantos jovens cometendo crimes em vez de estarem sentados nos bancos escolares”, ponderou Sâmia.
Defensor da proposta, o deputado Mendonça Filho argumentou que o correto seria submeter o tema a um referendo popular.
“Ninguém aguenta mais a violência no Brasil. Temos 44 mil homicídios por ano. Vivemos um padrão de guerra civil e fazemos de conta que esta realidade não existe”, comentou Filho, atribuindo a insegurança a “leis frouxas” e à “impunidade” que, segundo ele, facilita a ação do crime organizado.
Ele admitiu que a redução da maioridade penal para 16 anos não vai resolver o problema da violência. Mas defendeu que, em conjunto com outros mecanismos legais, vai contribuir para o combate ao crime organizado.
“Cerca de 25% da população brasileira vive hoje sob a influência direta de milícias e de organizações criminosas que, inclusive, aliciam menores de 18 anos para praticar crimes porque, para elas, o custo de fazer isto é barato”, disse.
O deputado Rodrigo de Castro (União-MG) também classificou a aprovação da PEC como um “claro sinal” contra a impunidade, mas lamentou que a discussão, que se arrasta há anos no Congresso Nacional, tenha se transformado em um debate sobre aspectos ideológicos que nada têm a ver com a segurança pública. “Me constrange ver este debate se tornar um debate de ideologias”.
Para Otoni de Paula (PSD-RJ), é um erro o Congresso Nacional discutir um projeto tão importante e polêmico como a redução da maioridade penal às vésperas de uma eleição.
“Por que não aprovamos a redução da maioridade penal durante os quatro anos do governo Bolsonaro já que tínhamos base para isso? Da mesma forma como não transformamos as facções criminosas em grupos terroristas. Tivemos quatro anos e não fizemos isto”, argumentou.
Ele afirmou que há risco de que, com a redução da maioridade penal, os criminosos passem a aliciar crianças e adolescentes ainda mais novos.
“Como ficarão os adolescentes de 15 anos e 11 meses que cometeram crimes hediondos? Amanhã, vamos debater a redução para 14 anos? Depois para 12? Porque este problema é estrutural. E a partir da redução da maioridade penal para 16 anos, o tráfico vai recrutar meninos abaixo de 16 anos”, concluiu de Paula.
AGÊNCIA BRASIL
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