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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - Uma das principais queixas da população em relação à zeladoria urbana sempre foi a demora no recolhimento dos resíduos após os serviços de capinação e roçagem, já que o material precisava ser ensacado e aguardar uma segunda equipe para transporte até a destinação final. Para agilizar essa etapa, a Prefeitura, por meio da Secretaria de Gestão de Cidade e Infraestrutura, incorporou um caminhão compactador às equipes de zeladoria urbana.

Segundo o secretário Leonardo Lázaro, o veículo será responsável por coletar diretamente os resíduos provenientes da roçagem, conhecidos como massa verde, sem a necessidade de ensacamento prévio do material.

“A zeladoria na cidade tem avançado dia a dia, e agora nós vamos conseguir acelerar ainda mais os serviços de limpeza e roçagem na cidade, porque está à disposição das equipes um caminhão compactador. Esse caminhão compactador vai ser responsável por coletar todo aquele resíduo proveniente da roçagem, que nós chamamos de massa verde”, explicou o secretário.

De acordo com o secretário de Gestão de Cidade e Infraestrutura, o novo processo elimina uma etapa que antes demandava mais tempo e mão de obra: antes, era necessário ensacar todo o material e aguardar uma segunda equipe passar para içar e transportar os resíduos até a destinação final. Com o caminhão compactador, os próprios ajudantes de campo já podem depositar o material diretamente no equipamento, sem ensacamento.

“Isso acelera o processo, diminui a movimentação e traz um pouco mais de segurança e conforto para os trabalhadores. E com isso a cidade ganha como um todo, porque nós podemos acelerar o processo de limpeza sem deixar nenhum resíduo para trás”, afirmou o secretário.

O caminhão compactador pode ser identificado nas ruas por um adesivo com os dizeres "São Carlos Mais Bonita", que sinaliza o veículo responsável por agilizar os serviços de limpeza da cidade.

CHINA - A China é o maior parceiro comercial do Irã e o principal comprador do petróleo iraniano, recebendo mais de 80% das exportações de petróleo bruto do país, embora grande parte seja realizada por canais indiretos.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na segunda-feira a operação "Economic Outcast" (Pária Econômico), destinada a intensificar a pressão sobre as ligações financeiras do Irã em todo o mundo, mas evitou detalhar possíveis medidas contra Pequim.

Isso acontece em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se prepara para receber o presidente chinês, Xi Jinping, em setembro, em um encontro destinado a preservar a frágil trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo.

"O anúncio foi muito cuidadoso ao evitar detalhes [sobre medidas contra a China], que poderiam ter provocado perturbações na cúpula", afirmou Edgard Kagan, especialista em China do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, citado pela agência de notícias Associated Press.

Segundo Kagan, Washington terá de determinar até que ponto pode pressionar Pequim a reduzir as relações econômicas com Teerã sem fazer com que as autoridades chinesas considerem as exigências americanas inaceitáveis.

Em resposta à iniciativa dos Estados Unidos, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que a cooperação com o Irã sempre ocorreu "no âmbito do direito internacional".

"A cooperação entre a China e o Irã não deve ser perturbada nem prejudicada", afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa, Lin Jian, reiterando a oposição de Pequim a "sanções unilaterais ilegais".

Kagan antecipou que Pequim procurará fazer o mínimo necessário para evitar um confronto direto com Washington, lembrando práticas como transferências de petróleo entre navios, que dificultam a identificação da origem do petróleo bruto e permitem contornar sanções.

A diretora do programa para a China do grupo de reflexão Stimson Center, Sun Yun, considerou que Pequim não apoiará a campanha caso o objetivo de Washington seja destruir a economia iraniana e provocar o colapso do regime.

Mas, se a intenção for pressionar Teerã a fazer concessões sobre o Estreito de Ormuz e pôr fim ao conflito, "a China pode e vai demonstrar cooperação sem precisar cortar completamente as relações com o Irã", afirmou, apontando uma eventual redução das importações de petróleo como exemplo.

Com a cúpula Trump-Xi a poucas semanas de distância, "nenhum dos lados deseja uma grande escalada bilateral neste momento", acrescentou.

Até agora, o governo Trump evitou sancionar grandes empresas ou bancos chineses ligados ao sistema financeiro americano.

O Departamento do Tesouro anunciou na segunda-feira sanções contra quase 60 entidades ligadas ao Irã, incluindo indivíduos e empresas na China continental e em Hong Kong acusados de apoiar os programas nuclear e de mísseis de Teerã.

Washington também sancionou um petroleiro de propriedade chinesa, acusado de transportar milhões de barris de petróleo iraniano para a China, e uma empresa de Hong Kong supostamente envolvida na chamada "frota fantasma", utilizada para exportar petróleo bruto iraniano.

A visita também poderá preparar o terreno para Trump viajar à China em novembro, por ocasião da cúpula de líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

EUA - A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, apagou evidências sobre assédio e exploração sexual de menores "em mais de uma ocasião", disse Jason Sattizahn, ex-pesquisador de integridade e segurança da unidade de realidade virtual da big tech.

O testemunho de Sattizahn faz parte de uma ação contra a big tech nos Estados Unidos por práticas abusivas com o objetivo de viciar usuários jovens. Segundo Sattizahn, houve ordem direta para exclusão de "rastros documentais" que colocassem as marcas em risco.

A empresa rejeita as acusações dos 29 estados americanos que integram o processo. "Pesquisas não mostraram uma ligação clara entre o uso de redes sociais por adolescentes e a falta de bem-estar", afirmou o advogado da companhia Paul Schmidt.

Segundo depoimento de Sattizahn, publicado no último dia 18, a Meta começou a tratar as investigações sobre danos ligados às redes sociais "como riscos para a marca", desde o vazamento de relatórios internos no fim de 2021 pela delatora Frances Haugen.

Na época, vazaram estudos internos com conclusões sobre efeitos nocivos das redes sociais na saúde mental de adolescentes.

Nos documentos internos entregues à corte do estado do Novo México, a companhia disse que mantinha um trabalho de pesquisa de ponta para identificar problemas relevantes. "É desanimador ver esse trabalho tirado de contexto e usado para a construção de uma narrativa falsa", disse a big tech.

Embora a Meta tenha afirmado que continuaria com as investigações sobre danos a crianças, Sattizahn afirmou que a empresa começou a impor uma série de barreiras ao seu trabalho. Qualquer pesquisa sobre verificação de idade passou a envolver "forte interferência do time jurídico".

A política sistemática de supervisão jurídica criou um "funil de manipulação", afirmou o ex-funcionário. "A presença obrigatória de advogados em todas as fases da investigação científica servia para silenciar os cientistas, e os relatórios eram rotineiramente alterados."

Segundo o pesquisador, os usuários com idades entre 13 e 17 anos foram classificados como público sensível. "Se um estudo científico pretendesse recrutar voluntários dessas faixas etárias, ou se houvesse uma suspeita razoável de que eles pudessem estar presentes no grupo de teste, a pesquisa sofria limitações severas sobre o que se podia perguntar ou registrar", afirmou.

Sattizahn disse que ele mesmo recebeu ordens para apagar dados de investigações sobre assédio e exploração sexual de menores nas plataformas da empresa. Quando ele registrava um relato na Alemanha, onde estava alocado em março de 2023, de uma mãe e seu filho, de menos de dez anos, sobre assédio direcionado à criança e solicitações de fotos nuas, houve uma interrupção por ordem da chefia.

"A minha gerente direta e uma advogada da Meta me ordenaram explicitamente que apagasse e eliminasse de forma absoluta todos os dados recolhidos sobre os danos sexuais sofridos por menores naquele estudo", relatou o ex-funcionário. Foi essa situação que o fez buscar as autoridades.
O relato do ex-funcionário é central para o argumento da acusação de que a big tech promove publicamente esforços de segurança enquanto internamente oculta riscos para os consumidores.

A Meta contestou a legalidade do depoimento de Sattizahn com o argumento de que as comunicações entre a empresa e seus advogados estão sob sigilo. As funcionárias envolvidas no caso disseram que as recomendações ao pesquisador visavam garantir o respeito às leis locais de proteção de dados e às políticas de privacidade da própria plataforma.

Reportagem recente da revista Wired mostrou que as imagens de abuso sexual infantil não só persistem, mas também foram disseminadas por aplicativos de IA que tiram as roupas das pessoas sem consentimento. O TTP (Tech Transparency Project, Projeto para Transparência Tecnológica) identificou mais de 50 anúncios em imagem e vídeo com esse tipo de abuso, segundo a publicação especializada.

A entidade confirmou o trabalho à reportagem e disse que já enviou os conteúdos criminosos às autoridades.

Para a diretora do TTP Katie Paul, o material contradiz o esforço da big tech para se promover como um lugar seguro para menores de idade, com ferramentas de proteção como "as contas de adolescente".

Paul menciona como exemplo as ações publicitárias da empresa com influenciadores. A empresa diz que trabalha com influenciadores "há anos" e divulga suas ferramentas de segurança por exigência regulatória.

"Se a Meta está revisando, aprovando e fazendo dinheiro com anúncios que colocam crianças em perigo, isso torna mais difícil para que a empresa argumente que é capaz de proteger meninos e meninas", afirmou a diretora.

A Meta removeu os conteúdos ainda no dia 5 de agosto, após contato da Wired. "A maioria desses anúncios teve alcance mínimo e muitos deles foram desativados antes que a revista os enviasse. Muitos desses anúncios também são anteriores à nossa tecnologia de IA [inteligência artificial] mais recente para detecção de violações já no upload", disse a empresa em nota.

De acordo com o comunicado, a Meta removeu, no ano passado, mais de 36 milhões de publicações com referências à exploração sexual de menores, além de ter mobilizado esforços contra apps de remoção de roupas.

Também em depoimento no caso dos 29 estados americanos contra a Meta, o ex-diretor de engenharia Arturo Béjar afirmou que a diretriz interna da big tech era "priorizar lucros em vez de segurança no design das plataformas".

Em conferência com acionistas no último dia 29, o CEO da big tech, Mark Zuckerberg, disse que monitora riscos legais e regulatórios que podem causar impacto significativo nos resultados financeiros da companhia.

"Seguimos observando escrutínio em relação a pautas ligadas a jovens em diversos mercados, com diversos julgamentos sobre o tema agendados para este ano nos EUA, os quais podem resultar em perdas materiais", afirmou Zuckerberg.

Ele fez referência também ao veto ao Instagram e ao Facebook em diversos países. O tema também está em pauta no Congresso brasileiro, no projeto de lei nº 94 de 2026, em tramitação na Câmara dos Deputados.

 

 

por Folhapress

HOLANDA - A Mercedes começou o ano como favoritíssima aos dois títulos e fez jus às expectativas no início do campeonato, ao vencer as seis primeiras corridas da F1 2026. No entanto, a escuderia alemã perdeu a folga que tinha na ponta durante as provas, e o chefe de equipe Toto Wolff atribui a queda de desempenho à falta de atualizações no carro.

Das últimas seis corridas, a Mercedes venceu apenas duas e viu Ferrari e McLaren, duas equipes que investiram bastante em atualizações de seus carros nas últimas provas, entrarem de vez no páreo. Depois da vitória de Lando Norris no GP da Holanda de domingo (23), Wolff afirmou que o time alemão não tem como investir tanto quanto os adversários neste momento.

– Não temos dinheiro para fazer desenvolvimentos no carro. Eu disse antes que estamos tentando dividir isso de forma equilibrada ao longo da temporada, com base nos nossos cálculos de quando podemos trazer as maiores atualizações e otimizar os pontos do campeonato. Mas simplesmente não conseguimos fazer o que não podemos fazer – disse.

Na Fórmula 1, cada equipe tem um teto de gastos estipulado pela categoria em 215 milhóes de dólares (cerca de R$ 1,1 bilhão, na atual cotação). A F1 afirma que o recurso foi introduzido para tentar manter o campeonato mais competitivo, além de assegurar a estabilidade dos times a longo prazo.

O teto inclui todo o dinheiro gasto em pesquisa e desenvolvimento do carro, incluindo a confecção de novas partes aerodinâmicas. Os salários dos funcionários também entram na conta, com exceção dos três mais bem pagos e dos pilotos.

Por causa disso, as equipes precisam ser criteriosas na hora de escolher quando vão levar à pista as atualizações nos carros. Ao lado da Williams, a Mercedes é a equipe que menos levou modificações para as corridas na temporada, enquanto Ferrari e McLaren estão entre os times com mais mudanças.

A equipe britânica, por exemplo, introduziu grandes mudanças no MCL40 tanto em Budapeste (última corrida antes das férias) quanto em Zandvoort. A melhora no desempenho levou a McLaren a duas vitórias seguidas, ambas com Norris.

Com a diferença no ritmo de atualizações entre as equipes do topo do pelotão, Wolff afirmou que a disputa na parte de cima da tabela tem sido mais difícil do que estava no início do ano.

– Por isso é uma corrida de desenvolvimento. Se você levar uma atualização, cada um dos times do topo terá pelo menos alguns décimos, e é isso que você perde. Então, sim, o passeio tem sido um pouco mais difícil do que no começo do ano.

Em julho, o gestor da Mercedes chegou a ironizar o número de atualizações da Ferrari e afirmou que a escuderia ficaria "sem dinheiro logo". Em Zandvoort, Toto cutucou mais uma vez as equipes adversárias e, além disso, deu a entender que o time alemão ainda tem margem para investir na parte final do campeonato – uma grande atualização já está sendo planejada, mas ainda sem data definida para introdução.

– Bem, você verá perto do final da temporada se eles vão conseguir instalar tanta coisa no carro quanto fazem agora. Alguém pode ter uma estratégia diferente gastando mais no começo e no meio do ano do que no final – disse o austríaco.

As mudanças na ordem das equipes também mudaram a percepção de Kimi Antonelli, líder do campeonato, sobre o carro da Mercedes. Embora as Flechas de Prata ainda comandem as disputas de pilotos e construtores, o italiano acha que o time alemão não tem o carro mais veloz da F1 neste momento.

– Claramente, nós não somos mais o carro mais rápido do grid. Somos o segundo ou terceiro, provavelmente – pelo menos na corrida de hoje. E a McLaren deu um grande passo, especialmente depois da Hungria, depois do grande pacote de atualizações que eles trouxeram. Mas estou confiante, a equipe está trabalhando muito duro nesse pacote que está vindo e quer se assegurar de que vai dar certo quando for introduzido – analisou.

 

 

Por Redação do ge

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