Jornalista/Radialista
CURITIBA/PR - Michel Teló, César Menotti & Fabiano e João Bosco & Vinícius vão dividir o mesmo palco em um encontro inédito na estreia do Festival Tempo Bom. Pela primeira vez, os três artistas cantarão juntos em um único espetáculo, que será realizado no dia 11 de outubro, véspera de feriado, no Complexo Durival de Britto, em Curitiba.
Com mais de três horas de duração, o show foi pensado para levar o público de volta a uma das fases mais marcantes do sertanejo universitário: o período entre 2005 e 2015, quando o gênero ganhou força em todo o país e uma série de músicas passou a fazer parte da trilha sonora de festas, viagens, encontros e histórias de uma geração.
A proposta do Festival Tempo Bom é justamente revisitar essa época ao lado dos artistas que ajudaram a construir essa memória. Em um único espetáculo, Michel Teló, César Menotti & Fabiano e João Bosco & Vinícius compartilharão o palco e o repertório, criando uma experiência diferente dos formatos tradicionais de shows individuais.
O repertório reúne sucessos que atravessaram os anos e permanecem presentes na memória do público, como “Fugidinha”, “Ai Se Eu Te Pego”, “Leilão”, “Caso Marcado”, “Chora, Me Liga” e “Insegurança”. São músicas que marcaram uma fase de transformação do sertanejo e ajudaram a consolidar o gênero como um dos principais movimentos da música brasileira na década de 2000 e início dos anos 2010.
Artistas cantando juntos
A reunião dos três artistas é o principal diferencial do Festival Tempo Bom. Em vez de apresentações separadas, o público acompanhará uma noite construída a partir da interação entre os músicos, com repertório compartilhado e sucessos que fazem parte da trajetória de cada artista. A ideia é proporcionar uma experiência de nostalgia, mas também mostrar a força de músicas que continuam atravessando gerações.
A produção também conta com a experiência de Ivan Miyazato, um dos principais empresários e produtores do sertanejo no Brasil, que integra a equipe responsável pelo festival.
“Queremos criar uma noite que tenha a dimensão dos grandes encontros. São artistas que carregam músicas que atravessaram gerações e que ainda hoje despertam lembranças muito fortes. O Tempo Bom nasce para reunir esse público e proporcionar a oportunidade de viver novamente essa época ao lado dos artistas que fizeram parte dela”, destaca João Gilberto Abrão, sócio da CWB Brasil.
O Festival Tempo Bom será realizado no dia 11 de outubro de 2026, véspera de feriado, no Complexo Durival de Britto, em Curitiba. O evento terá mais de três horas de duração, com Michel Teló, César Menotti & Fabiano e João Bosco & Vinícius cantando juntos. Os ingressos estão à venda pela Blueticket. Mais informações e novidades estão disponíveis no Instagram @cwbbrasil.
SÃO PAULO/SP - Mais da metade dos trabalhadores brasileiros (53%) chega ao fim do mês sem dinheiro suficiente para pagar todas as despesas, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta terça-feira (18). O percentual é semelhante ao registrado em 2025, quando 54% dos entrevistados disseram estar nessa mesma situação.
Entre os trabalhadores ouvidos, 47% afirmam recorrer a algum recurso ou alternativa adicional para conseguir fechar as contas. Outros 6% terminam o mês sem dinheiro suficiente e sem recorrer a uma solução extra.
A pesquisa ouviu 1.008 profissionais de empresas públicas e privadas, incluindo trabalhadores com carteira assinada e pessoas que atuam como PJ (pessoa jurídica). As entrevistas foram realizadas pela internet entre os dias 12 e 30 de junho. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais.
A alimentação foi citada por 78% dos entrevistados que não conseguem chegar ao fim do mês com dinheiro suficiente, seguida pelas contas de consumo, como água, luz e gás, mencionadas por 72%. Também aparecem entre os gastos financiamentos de imóveis ou veículos (44%), roupas, utilidades e outros itens de consumo (43%), empréstimos (33%) e estudos (22%). Cada entrevistado podia indicar até três tipos de gasto.
A pesquisa também perguntou aos trabalhadores que passaram ou ainda passam por problemas financeiros nos últimos cinco anos sobre as consequências do endividamento e o que a situação causa no dia a dia.
Na vida pessoal, irritabilidade e insônia foram citadas por 44% dos entrevistados. Foram mencionadas ainda alterações de peso, depressão, dores físicas e isolamento social.
No ambiente de trabalho, 51% relataram estresse e 46%, exaustão extrema ou esgotamento físico. Outros 35% disseram ter percebido diminuição da atenção e 33%, queda de produtividade.
O estudante universitário Pietro Nascimento, 24, diz estar vivendo essa realidade. Ele decidiu sair da casa da família há pouco mais de um ano para morar sozinho em São Paulo (SP), em busca de mais independência e de um endereço mais próximo do trabalho.
No entanto, percebe que nenhum dinheiro sobra no fim do mês. "Só o aluguel consome quase metade da minha renda. Cerca de R$ 2.000 de um salário de R$ 4.500", conta.
Embora pretenda comprar um imóvel no futuro, Nascimento afirma que ainda não conseguiu dar passos concretos nessa direção. "Continuo pesquisando imóveis mais baratos e formas de financiamento."
Para especialistas da Serasa, a educação financeira é uma das formas de contornar a situação.
"Os dados mostram que a dificuldade de equilibrar o orçamento não é uma situação pontual. Quando esse cenário não se altera de um ano para o outro, vemos uma pressão persistente sobre a saúde financeira", diz Délber Lage, CEO da SalaryFits, empresa da Serasa Experian.
"Essa falta de margem pode levar à busca por alternativas para complementar a renda ou financiar despesas do dia a dia."
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, defendeu nesta segunda-feira (17) o sistema eleitoral brasileiro diante de embaixadores estrangeiros. Na reunião, o ministro também manifestou preocupação com o uso de inteligência artificial durante a campanha e os dois turnos.
"Como é de conhecimento comum em todos os países democráticos, agigantam-se as possibilidades de mau uso da inteligência artificial nas disputas eleitorais. A produção de vídeos e áudios que visam manipular ou disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público ou comprometer a livre formação da vontade política são uma triste realidade desta década", disse.
No total, 86 embaixadores estiveram presentes, além do coordenador residente da ONU (Organização das Nações Unidas) e do encarregado de negócios da União Europeia. Segundo ele, a Corte elaborou um plano de ação para o uso responsável de ferramentas de IA nas eleições de 2026.
"O Brasil tornou-se, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições", afirmou Kassio aos presentes. O ministro defendeu os avanços tecnológicos na Corte, afirmando que o tribunal é capaz "de totalizar com segurança, em poucas horas, mais de 150 milhões de votos".
"A decisão desta Justiça especializada, tomada há mais de duas décadas, de investir maciçamente no desenvolvimento de tecnologias que assegurassem o correto registro do voto, com a consequente modernização de todo o processo eleitoral, mostrou-se acertada e não para de dar frutos", disse.
O tema dos limites do uso de IA nas eleições se tornou, até aqui, um dos mais importantes da gestão de Kassio.
Após a convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência, o ministro passou a defender a licitude de material de inteligência artificial que favorece, em vez de prejudicar, um candidato. No evento, foi exibido um avatar de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
O presidente do TSE havia cogitado reunir os ministros da Corte na última quarta-feira (12), mas acabou adiando o encontro. O plenário vai analisar o tema e definir a legalidade do uso, nas campanhas eleitorais, de vídeos e áudios que imitam, por meio de inteligência artificial, uma pessoa.
O artigo 9-C da resolução de propaganda do TSE deste ano proíbe o uso de deepfake para prejudicar ou favorecer candidatura, mesmo mediante autorização da pessoa reproduzida no vídeo.
No fim de julho, ainda, o presidente Lula (PT) afirmou haver possibilidade de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interfira nas eleições brasileiras para apoiar Flávio Bolsonaro.
"Eles [EUA] vão tentar interferir aqui, tentando ajudar o lado de lá a ganhar as eleições", disse em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. "E, muito mais [que Trump], o Marco Rubio, que é o secretário de Estado dele."
"Eu não tô preocupado com isso. A minha conversa pessoal com ele foi muito boa, mas não é o que acontece quando a gente sai da reunião."
Dias antes, o Itamaraty recusou o visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo o jornal The Washington Post, Trump planejava mandar os auxiliares para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro.
A tentativa de Trump foi feita após o candidato do PL questionar a segurança das urnas eletrônicas usadas no Brasil durante evento com embaixadores. O senador também sugeriu que os países enviassem observadores para acompanhar as disputas deste ano.
O encontro no TSE com embaixadores foi organizado para tratar da lisura do processo eleitoral. Na visão do presidente da Corte, é importante fortalecer medidas que contribuam para a transparência e ampliar o diálogo com a comunidade internacional.
A expectativa é de que, na reunião, que segue até o fim da tarde, também sejam discutidas e estruturadas as missões de observação eleitoral que acompanharão o processo eleitoral brasileiro.
A programação da sessão com os embaixadores prevê tratar dos temas da desinformação e da inteligência artificial, do sistema eletrônico de votação, da identificação do eleitor e dos serviços biométricos. O ministro Dias Toffoli deve fazer o encerramento e, em seguida, ainda deve haver uma simulação de voto em uma urna eletrônica.
Em junho, o presidente da Corte Eleitoral fez um encontro com embaixadores estrangeiros e, na ocasião, afirmou que o sistema de voto eletrônico pode detectar e impedir até mínimas alterações maliciosas no código das urnas.
"Qualquer alteração, ainda que mínima, produziria um código diferente e seria imediatamente detectada", afirmou.
Na plateia estavam representantes de países de todos os continentes.
O ministro detalhou todas as etapas de segurança para a eleição, incluindo testes de homologação e desempenho, cerimônia pública de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais.
Ele fez a apresentação em evento promovido pelo site The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação, em Brasília. Nesta segunda-feira, recebeu os diplomatas na sede do TSE.
Como a Folha mostrou, desde antes de assumir a gestão da Justiça Eleitoral, Kassio se preparava para enfrentar os questionamentos à segurança e à confiabilidade das urnas eletrônicas, depois de fake news sobre esse tema terem sido uma das marcas do pleito de 2022.
A pessoas próximas, o magistrado dizia acreditar no ressurgimento do tema da lisura das votações, alvo de campanha de desinformação encampada nos últimos anos por aliados de Bolsonaro, responsável pela indicação de Kassio ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Para se blindar, o ministro pediu um pente-fino nas urnas à disposição das próximas eleições aos presidentes de tribunais eleitorais estaduais. As urnas eletrônicas estão em uso no país desde 1996, e nunca houve registro de fraude.
Durante seu mandato, Bolsonaro estimulou, com mentiras e ilações, uma campanha para desacreditar as urnas eletrônicas. Repetia teorias conspiratórias e disse, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição de 2018 e que havia obtido votos suficientes para vencer já no primeiro turno.
Temendo uma reedição dos questionamentos, Kassio tem mantido diálogo sobre os assuntos com assessores, tribunais locais, empresas e universidades para ampliar os meios de segurança dos equipamentos e das transmissões dos votos e firmar convênios na área de cibersegurança.
Uma das medidas pretendidas por ele para combater críticas é implementar uma dupla checagem das eleições: serão dois eleitores no início e dois eleitores no fim do dia de votação para garantir a validade do processo. Nem sempre há fiscais de partidos em todas as localidades, e esses também poderão ser dois em cada momento.
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - O Palmeiras recebeu uma proposta de 800 mil dólares, cerca de R$ 4,1 milhões na cotação atual, do Al Qadsiah, da Arábia Saudita, pela zagueira Pati Maldaner, de 23 anos.
O clube e representantes da atleta avaliam as condições da oferta que, se aceita, seria hoje a segunda maior venda da história do futebol feminino do Brasil. Ou seja, saindo de um clube do país.
Os valores ultrapassariam os da zagueira Isa Haas, que saiu do Cruzeiro para o América, do México, por cerca de R$ 3,1 milhões. E só ficariam atrás da negociação da atacante Amanda Gutierres, do Palmeiras para o Boston Legacy, por 1,1 milhão de dólares (cerca de R$ 5,9 milhões na cotação da época).
No início de agosto, a atacante Kerolin foi anunciada pelo Barcelona e se tornou a brasileira mais cara da história, por 1,2 milhão de euros (cerca de R$ 7 milhões), com bônus previstos em contrato, mas saiu do Barcelona, sendo uma negociação, portanto, entre clubes europeus.
Pati Maldaner é natural de Pinhalzinho, no interior de Santa Catarina, e chegou ao Palmeiras em 2024 para se tornar um pilar defensivo no time. Foi eleita a melhor da posição no Paulista Feminino de 2025 e na época renovou contrato, permanecendo para a temporada de 2026. Ela disputou 15 jogos neste ano entre o Brasileiro, a Supercopa e o Paulista.
Por Camila Alves / ge
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