Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - Alexandre Borges revelou nesta quinta-feira (29), durante participação no Encontro (Globo), que sua mãe, Rosa Linda Maria Borges, enfrentou problemas com jogos de azar. O ator falou sobre o assunto ao explicar como se preparou para interpretar Ulisses, personagem viciado em apostas na novela "Quem Ama Cuida".
"Eu vou confessar aqui porque acho útil. Nunca tinha falado muito nisso. A minha mãe passou por um momento assim", contou, após ser questionado por Patrícia Poeta sobre a preparação para o papel.
Na trama das nove, seu personagem se endividou com apostas, foi desmascarado por Adriana (Letícia Colin), perdeu todo seu dinheiro e viu o casamento com Fábia (Flávia Alessandra) chegar ao fim.
Ao recordar a experiência familiar, Alexandre contou que Dona Rosa, como sua mãe era conhecida, também costumava frequentar cassinos clandestinos. "Eu meio que às vezes ia lá buscar ela", afirmou.
O ator disse que ficava preocupado com os lugares frequentados pela mãe, que morreu em setembro de 2021, aos 83 anos, após enfrentar a doença de Alzheimer e complicações decorrentes de um acidente vascular cerebral (AVC).
Segundo Alexandre, a mãe via nos jogos uma forma de passar o tempo depois da aposentadoria. "Eu falava: 'Mãe, por que você está jogando?'. E ela falava: 'Meu filho, eu não tenho nada para fazer. O que eu vou fazer?'", recordou.
Ele explicou que os estabelecimentos ofereciam um ambiente de convivência, com comida e pessoas que recebiam os frequentadores, o que tornava a atividade atraente. "No começo podia ser uma diversão, mas senti que foi um problema para ela", afirmou.
Alexandre também aproveitou o relato para alertar que a dependência em jogos não vê gênero. "Às vezes fica muito uma impressão de que só os homens jogam. É uma coisa geral", disse.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - As equipes das Unidades de Saúde da Família (USFs) Antenor Garcia e São Carlos VIII participaram, nos dias 22 e 23 de outubro, de um treinamento do projeto internacional SMARThealth Pregnancy Programme, realizado no auditório do Hospital Universitário (HU-UFSCar). São Carlos é o primeiro município brasileiro a receber a iniciativa, que utiliza tecnologia para aprimorar o acompanhamento pré-natal e pós-parto.
Desenvolvido pelo The George Institute for Global Health, o programa utiliza uma plataforma digital baseada em evidências científicas para auxiliar os profissionais de saúde na avaliação clínica, na identificação de necessidades de cuidado e na tomada de decisões durante o atendimento às gestantes e mulheres no período pós-parto.
A iniciativa busca fortalecer a prática clínica e qualificar a assistência materna, contribuindo para um acompanhamento mais seguro e integrado. O projeto conta com a participação da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e dos serviços municipais de saúde.
Para a diretora do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial (DGCA), Lindiamara Soares, a participação no programa representa uma oportunidade de incorporar novas ferramentas ao trabalho desenvolvido pelas equipes da Atenção Primária.
“A saúde pública precisa avançar continuamente, incorporando conhecimento, tecnologia e inovação para melhorar a vida das pessoas. São Carlos ser o primeiro município brasileiro a receber esse programa internacional demonstra que estamos preparados para participar de iniciativas importantes e construir novas referências na assistência à saúde. Nosso compromisso é fortalecer a Atenção Primária, oferecer melhores condições de trabalho aos profissionais e garantir às gestantes e às mulheres no pós-parto um acompanhamento cada vez mais qualificado, seguro e humanizado”, destaca o secretário de Saúde, Leandro Pilha.
Uma investigação científica internacional, com participação do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), apresenta resultados promissores no desenvolvimento de um sensor eletrônico flexível, capaz de identificar, em poucos segundos, alterações químicas importantes para o acompanhamento da saúde humana.
SÃO CARLOS/SP - O estudo, publicado na revista científica Biosensors and Bioelectronics, reuniu pesquisadores do Imperial College London, no Reino Unido, da Universidade de Catania, na Itália, e do IFSC/USP, contando com a participação dos cientistas brasileiros DR. Thiago Serafim Martins e Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior.
A tecnologia utiliza o grafeno, um material extremamente fino, resistente, flexível e excelente condutor de eletricidade, para desenvolver sensores capazes de identificar alterações de acidez (pH) e concentrações de sódio e potássio, elementos fundamentais para o equilíbrio do organismo, funcionamento muscular e transmissão de impulsos nervosos.
Uma das principais inovações reside na capacidade de monitorar simultaneamente dois indicadores químicos, como o pH e o sódio, ou o pH e o potássio, sem interferências significativas entre as medições.
Os resultados laboratoriais demonstraram elevada sensibilidade. O dispositivo conseguiu identificar alterações de pH de apenas 0,016 unidade, apresentando tempos de resposta entre dois e oito segundos. Além disso, manteve um desempenho satisfatório quando submetido a curvaturas de até 120 graus e a 500 ciclos de flexão, características essenciais para futuras aplicações em dispositivos utilizados diretamente sobre a pele.
Outra etapa importante envolveu experiências com suor artificial, nas quais os sensores conseguiram detectar variações dos três indicadores estudados. Foram igualmente realizados testes com soluções que simulam determinadas características dos líquidos presentes em feridas, ampliando as possibilidades de futuras aplicações.
A perspectiva é que esta tecnologia possa integrar pequenos dispositivos vestíveis, semelhantes a adesivos eletrônicos, permitindo acompanhar determinadas alterações químicas do suor durante atividades físicas ou em situações que exijam monitoramento fisiológico.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores sublinham que a tecnologia ainda necessita de estudos adicionais e validação clínica em seres humanos. As concentrações de sódio e potássio presentes no suor, por exemplo, não correspondem necessariamente às encontradas no sangue.
A possibilidade de fabricação por processos de impressão constitui outra vantagem, abrindo perspectivas para uma produção em maior escala e potencialmente mais acessível.
A participação dos pesquisadores do IFSC/USP reforça a importância da ciência brasileira no desenvolvimento de tecnologias inovadoras, demonstrando como a colaboração internacional entre diferentes áreas do conhecimento pode contribuir para encontrar soluções destinadas a melhorar a qualidade de vida.
Embora ainda exista um caminho a percorrer entre os resultados laboratoriais e a utilização clínica, esta investigação representa um avanço significativo na procura de dispositivos capazes de aproximar o acompanhamento da saúde do cotidiano das pessoas.
Uma película de carbono, praticamente invisível aos nossos olhos, poderá, no futuro, transformar a maneira como determinados sinais do organismo são acompanhados, abrindo novas perspectivas para uma medicina cada vez mais preventiva, personalizada e próxima do paciente.
Clique no link para conferir o estudo original - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/10/1-s2.0-S0956566326006895-main-chu.pdf
No Dia Internacional do Arroz, Tio João percorre diferentes regiões do país para mostrar como ingredientes, costumes e influências culturais deram ao grão novas formas de chegar à mesa
SÃO CARLOS/SP - Preparado com charque nas viagens pelo Sul, combinado ao pequi no Cerrado, cozido com feijão no sertão nordestino ou servido com carne suína na cozinha rural mineira, o arroz ganhou diferentes identidades ao atravessar o Brasil. No Dia Internacional do Arroz, o Tio João resgata a origem e o contexto cultural de quatro preparações que mostram como ingredientes disponíveis, modos de vida e costumes locais ajudaram a transformar o grão em parte da memória alimentar do país.
No Rio Grande do Sul, o arroz carreteiro é associado aos condutores de carretas e tropas que percorriam longas distâncias. Arroz e charque resistiam ao transporte e podiam ser preparados juntos, em uma única panela. A receita atravessou gerações e se consolidou como um dos símbolos da culinária gaúcha. São Luiz Gonzaga, no noroeste do estado, recebeu por lei estadual o título de Capital Gaúcha do Arroz Carreteiro.
No Centro-Oeste, o arroz encontrou um ingrediente nativo do Cerrado. De aroma e sabor marcantes, o pequi está ligado à tradição alimentar de Goiás e de outros estados da região. O arroz com pequi mostra como as comunidades incorporaram ao preparo cotidiano um fruto disponível no próprio território, criando uma combinação reconhecida como parte da cozinha goiana.
Já o baião de dois reúne dois alimentos presentes diariamente na mesa brasileira. Ligado ao sertão nordestino e especialmente à culinária cearense, o prato combina arroz e feijão em uma mesma panela, com ingredientes que variam conforme a região e a receita de cada família. Além de formar uma refeição substanciosa, o preparo está relacionado ao aproveitamento dos alimentos que já estavam disponíveis em casa.
Em Minas Gerais, o arroz com suã guarda a influência da cozinha rural e do aproveitamento integral dos ingredientes. A suã é um corte suíno da região da espinha dorsal, com ossos e carne ao redor. Durante o cozimento, ela forma um caldo saboroso, usado para preparar o arroz. O resultado é um prato servido como refeição principal e preservado no repertório das cozinhas de fazenda.
Em outras regiões, o grão ajuda a conectar sabores locais mesmo quando não ocupa o centro da receita. No Pará, por exemplo, o arroz acompanha preparações tradicionais do almoço do Círio de Nazaré, como o pato no tucupi e a maniçoba. Segundo a Universidade Federal do Pará, a refeição, marcada pela dimensão comunitária e religiosa, reúne influências indígenas, portuguesas e africanas. A presença do arroz na cultura alimentar brasileira também se constrói, portanto, ao lado de outros ingredientes.
Quatro formas de levar esses sabores à mesa
Para quem deseja conhecer essas combinações na prática, o Tio João reúne versões das quatro preparações. O Arroz dos Fortes parte do arroz carreteiro e acrescenta bacon e linguiça calabresa. O Arroz com Pequi leva Arroz Parboilizado Tio João, pequi, cebola, pimenta e cebolinha. O Baião de Dois combina os ingredientes característicos do prato nordestino. Já o Arroz com Suã é preparado com Arroz Integral Tio João, carne suína, tomate e cheiro-verde. As receitas completas, com quantidades e modo de preparo, estão disponíveis a seguir.
Arroz dos fortes
Ingredientes
- 1 embalagem de Tio João Cozinha & Sabor – Arroz Carreteiro
- 2 colheres (sopa) de azeite ou óleo
- 3 xícaras (chá) de água (600 ml)
- ¼ colher (chá) de sal (2,2 g)
- 1 xícara (chá) de bacon em cubinhos
- 1 linguiça calabresa em rodelas finas
- 2 dentes de alho picados
Modo de preparo
Em uma panela aqueça o azeite ou óleo em fogo médio, frite o bacon e a linguiça calabresa. Junte 2 dentes de alho e o conteúdo da embalagem e refogue por 2 minutos. Acrescente a água e o sal, abaixe o fogo e deixe cozinhar com a panela semitampada até que a água seque. Sirva imediatamente.
Arroz com pequi
Ingredientes
- 2 colheres (sopa) de azeite (26 ml)
- 1 cebola picadinha (150 g)
- 200 g de pequi em conserva (limpo) ou 10 caroços de pequi em conserva
- 2 ½ xícaras (chá) de Arroz Parboilizado Tio João (425 g)
- 4 pimentas-malaguetas (15 g)
- Sal
- ½ maço de cebolinha (40 g)
Modo de preparo
Aqueça o azeite em fogo médio e refogue a cebola e o pequi por 3 minutos, ou até a cebola murchar. Em seguida, adicione o arroz e refogue por mais 2 minutos, ou até o arroz ficar transparente.
Junte 5 xícaras (chá) de água fervendo (1 litro) e as pimentas inteiras, tempere com sal a gosto, abaixe o fogo e cozinhe com a panela semitampada por 15 minutos (até a água secar). Desligue o fogo e deixe o arroz descansando por 5 minutos.
Salpique a cebolinha, misture bem e sirva o arroz em seguida, acompanhando carne de sol frita ou assada.
Baião de dois
Ingredientes
- 250 g de feijão-de-corda
- 2 folhas de louro
- 4 dentes de alho descascados (16 g)
- ½ xícara (chá) de manteiga de garrafa (100 ml)
- 1 cebola grande picada (240 g)
- 2 pimentões vermelhos em cubinhos (340 g)
- 2 xícaras (chá) de Arroz Branco Tio João (340 g)
- Sal
- 400 g de queijo de coalho em cubos de 1 cm
- 2 maços de coentro picados (140 g)
Modo de preparo
Na véspera do preparo, lave o feijão e deixe-o de molho em 4 xícaras (chá) de água (800 ml). Então, cozinhe-o juntamente com as folhas de louro e os dentes de alho por 30 minutos, ou até o feijão ficar macio, porém firme (se necessário, adicione mais água). Separe o feijão do caldo.
Em outra panela, em fogo médio, aqueça metade da manteiga e murche a cebola. Adicione o pimentão e o arroz e refogue por 3 minutos, ou até o arroz ficar transparente.
Junte o feijão ao arroz e adicione 4 xícaras (chá) do caldo do feijão (800 ml). Se necessário, complete com água. Abaixe o fogo, tempere com sal e cozinhe em panela semitampada por cerca de 20 minutos, ou até o arroz ficar cozido e seco.
Enquanto o arroz cozinha, aqueça uma frigideira e grelhe os cubinhos de queijo até que fiquem bem dourados. Desligue o fogo do arroz e regue-o com o restante da manteiga. Adicione o queijo e metade do coentro, tampe a panela e deixe descansar por 5 minutos para que o queijo derreta no vapor. Finalize com o restante do coentro e sirva em seguida, como prato único.
Arroz com suã
Ingredientes
- 800 g de suã
- 1 xícara (chá) de óleo (200 ml)
- 3 limões (190 g)
- Sal e pimenta-do-reino
- 1 cebola picadinha (180 g)
- 3 dentes de alho picados (12 g)
- 2 tomates picadinhos (340 g)
- 2 xícaras (chá) de Arroz Integral Tio João (340 g)
- 1 maço de cheiro-verde picado (90 g)
Modo de preparo
Lave bem o suã e aqueça, em fogo alto, o óleo até a temperatura de 180 °C. Frite o suã no óleo até que ele fique bem dourado (cerca de 5 minutos de cada lado). Escorra o excesso de óleo da carne, coloque-a em uma tigela e tempere com sal, pimenta-do-reino e o suco dos limões. Deixe descansar por pelo menos 20 minutos.
Em outra panela, em fogo médio, aqueça 1 colher (sopa) do óleo. Doure a carne novamente, junte a cebola e o alho e refogue por 2 minutos, ou até a cebola murchar. Adicione o tomate e refogue por mais 10 minutos. Entre com 2 xícaras (chá) de água (400 ml) e deixe cozinhar por 15 minutos, ou até a água reduzir à metade.
Adicione o arroz e 4 ½ xícaras (chá) de água fervendo, abaixe o fogo e cozinhe, com a panela semitampada, por 25 minutos, ou até a água secar e o arroz estar totalmente cozido. Finalize com o cheiro verde picado e sirva em seguida como prato principal.
Mais informações
Para conferir receitas como estas e muitas outras, acesse o site da marca Tio João. Mais informações e para adquirir os produtos, acesse o e-commerce Armazém Tio João.
Sobre Tio João
Há mais de 50 anos presente na mesa dos brasileiros, Tio João é uma das principais referências em arroz no Brasil e oferece um portfólio de alimentos para diferentes ocasiões de consumo. Pertencente ao Grupo Josapar e reconhecida pela qualidade e tradição, a marca acompanha a evolução dos hábitos alimentares dos brasileiros e busca oferecer produtos que unem nutrição, sabor e confiança para refeições mais saudáveis no dia a dia.
Sobre a Josapar
Com uma tradição de qualidade desde 1922 e líder nacional do mercado de arroz, a Josapar possui unidades industriais em Pelotas (RS), Jaboatão dos Guararapes (PE), Itaqui (RS) e Cristalina (GO), e conta com os mais modernos processos de produção. A empresa detém a Certificação FSSC 22000, uma norma internacional de segurança de alimentos reconhecida pela Global Food Safety Initiative (GFSI), para as principais unidades de arroz branco e arroz parboilizado. Além do tradicional Arroz Tio João, a Josapar está presente no mercado com o arroz e o feijão Meu Biju; com a marca SupraSoy, de alimentos em pó à base de proteína vegetal; com o Azeite Nova Oliva; e as marcas Soy+, Beleza, Tio Mingote e No Ponto.
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