Jornalista/Radialista
Iniciativa federal oferece serviços públicos gratuitos para a população nesta quarta-feira (10), no Parque Infantil
ARARAQUARA/SP - Serviços públicos gratuitos do governo federal chegam a Araraquara nesta quarta-feira (10), com o programa Governo do Brasil na Rua. A Feira da Cidadania será realizada no Parque Infantil das 9h às 17h.
No local, os munícipes poderão ter acesso a perícias e outros serviços do INSS sem agendamento, atendimentos do Minha Casa, Minha Vida e do Desenrola 2.0, atualização do CadÚnico, além de orientações sobre programas federais como Reforma Casa Brasil, Bolsa Família, Pé-de-Meia e Gás do Povo. Os Correios disponibilizarão consultas de CEP ou rastreamento de objetos postais e consulta de dívidas. A Defensoria Pública da União oferecerá serviços de assistência jurídica como regularização documental, demandas previdenciárias e orientações jurídicas gratuitas.
O Ministério dos Transportes, em parceria com o Detran-SP, vai orientar sobre o novo processo de formação de condutores, sobre o aplicativo CNH Brasil e sobre a renovação automática da CNH para bons condutores. Também haverá vacinação e testes rápidos para prevenção de IST's.
Esta será a 22ª parada da Feira da Cidadania do Governo do Brasil na Rua, e contará com a presença do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República.
SERVIÇO
Edição Especial Governo do Brasil na Rua - Araraquara
Data: 10 de junho (quarta-feira)
Horário: 9h às 17h
Local: Parque Infantil - Rua São Bento - Araraquara/SP
BRASÍLIA/DF - Entrou em vigor nesta segunda-feira (8) as novas regras do Programa Brasil Soberano. Agora, um número maior de empresas poderá solicitar linhas de crédito do programa. O governo federal reduziu de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento exigido. As mudanças foram anunciadas na última semana, mas passaram a valer hoje.
Com a medida, empresas exportadoras e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio poderão acessar os financiamentos mesmo com perdas menores de receita.
A ampliação beneficia dos grupos 1 e 3 do Plano Brasil Soberano:
Para ter acesso ao crédito, as empresas desses grupos precisarão comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência. Antes, o limite mínimo exigido era de 5%.
No caso do grupo 1, as perdas no faturamento deverão ser comparadas com os 12 meses de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Para o grupo 3, a apuração deve ser comparada com os 12 meses de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2025.
Entre os setores contemplados pelo primeiro grupo estão:
A portaria não altera as regras do terceiro grupo do programa, formado por setores considerados estratégicos para a economia brasileira.
As empresas dos grupos 1 e 3 poderão consultar a elegibilidade a partir desta quinta-feira (4), por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital.
Já as empresas do segundo grupo devem verificar se a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) está entre os contemplados pela regulamentação.
O Plano Brasil Soberano oferece financiamento para:
AGÊNCIA BRASIL
RIO DE JANEIRO/RJ - O Dia dos Namorados deste ano terá um significado diferente para Camila Pitanga. Aos 47 anos, a atriz vive uma nova etapa da vida amorosa após ter sido pedida em casamento pelo dramaturgo Patrick Pessoa. Entre os preparativos para a cerimônia e os novos projetos profissionais, ela define o momento como uma fase de maturidade, emoções e esperança no futuro.
"O amor sempre foi um norte na minha vida, algo para cultivar e celebrar", afirma. Pela primeira vez noiva, ela conta que tem vivido cada etapa dos preparativos como parte de um ritual afetivo compartilhado. "A alegria é muito poderosa. Me vejo mais emotiva e vibrante."
Camila diz enxergar valor na construção de uma relação baseada em tranquilidade e parceria. Segundo ela, a experiência de viver um amor maduro traz uma perspectiva diferente sobre a data comemorativa. "É uma dádiva viver um amor tranquilo e maduro que aposta no futuro."
Ao longo de mais de três décadas de carreira, a atriz interpretou personagens que atravessaram paixões arrebatadoras, crises e reencontros. Para ela, essas histórias ajudaram a reforçar uma percepção que também surgiu da vida fora das telas: não existe amor sem vulnerabilidade.
Ela avalia que os vínculos afetivos são construídos a partir da imperfeição e da capacidade de transformação.Afirma que tanto a convivência com outras mulheres quanto a experiência de emprestar o corpo e a voz a diferentes personagens contribuíram para essa compreensão sobre os relacionamentos.
Entre as histórias de amor que viveu na ficção, uma ocupa lugar especial na memória do público e da atriz: o romance entre Bebel e Olavo, personagens de "Paraíso Tropical" (2007). A atriz lembra que a relação não estava prevista nos planos iniciais da trama e o autor Gilberto Braga foi construindo ao longo da novela.
"A relação começa, segundo a própria Bebel, 'na profissa' e foi se transformando numa paixão não assumida até enfim se tornar um amor com toques de humor e drama", recorda. Para ela, era uma história marcada por contradições, o que ajudou a torná-la tão memorável.
Em um momento em que grande parte das relações passa por telas e redes sociais, Camila acredita que a arte continua exercendo um papel importante na criação de conexões humanas. Ela vê semelhanças entre a capacidade da arte de ampliar horizontes e como o amor pode expandir a experiência de quem o vive. "O vínculo, a entrega, é que sustenta, dá alicerce", resume.
Essa visão esteve presente na participação da atriz em um evento promovido pela joalheria italiana Bvlgari para celebrar o Dia dos Namorados. A programação reuniu poesia, dança, música e iniciativas filantrópicas em uma proposta que buscava discutir o amor para além do romance.
Responsável pela leitura de uma poesia durante a celebração, ela defende que ações desse tipo ajudam a valorizar a produção cultural brasileira e a fortalecer instituições ligadas à arte. Segundo ela, cultura não deve ser vista apenas como entretenimento, mas também como memória, identidade e transformação social.
A atriz também destaca o encontro entre diferentes linguagens artísticas como uma forma de aproximar pessoas e criar diálogos. "A arte tem essa força de atravessar fronteiras e construir encontros", afirma.
Enquanto vive esse momento especial na vida pessoal, Camila prepara novos trabalhos para os próximos meses. Atualmente, ela está em cartaz com a peça "Lia, Lia", adaptação do romance de Caetano Galindo, ao lado da atriz Beth Coelho. Em julho, o espetáculo chega a São Paulo para uma curta temporada no Teatro SESI da Avenida Paulista.
Já no fim do ano, a atriz volta a interpretar Lola em uma nova fase de "Beleza Fatal". Mas, antes de mergulhar novamente na personagem, ela pretende aproveitar uma temporada que, dentro e fora dos palcos, tem sido guiada pelo mesmo sentimento.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - Um estudo internacional liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), entre eles cientistas do IFSC/USP, e de instituições francesas revelou, pela primeira vez, como partículas de carbono negro — um dos principais poluentes gerados pela queima incompleta de combustíveis fósseis — são ingeridas e transformadas dentro de organismos marinhos microscópicos.
Publicado na revista científica Environmental Science & Technology, o trabalho utilizou uma avançada técnica de microscopia de dois fótons para acompanhar, em tempo real e sem o uso de marcadores químicos, o comportamento do chamado “black carbon” em copépodes do gênero Acartia, pequenos crustáceos que compõem grande parte do zooplâncton oceânico.
O carbono negro é considerado um importante agente de aquecimento climático e um contaminante amplamente presente nos oceanos. Apesar disso, pouco se sabia sobre a forma como ele interage biologicamente com organismos marinhos.
A pesquisa mostrou que os copépodes ingerem partículas provenientes da fuligem de motores a diesel e que essas partículas sofrem alterações estruturais ao longo do trato digestivo. Segundo os cientistas, o ambiente intestinal dos animais modifica o arranjo molecular do material poluente, transformando agregados sólidos em estruturas mais dispersas e potencialmente mais reativas.
A técnica empregada permitiu diferenciar, com alta precisão, as partículas de carbono negro dos pigmentos naturais presentes nos organismos, criando o que os autores chamaram de “linha de base intestinal livre de pigmentos”. Isso possibilitou observar diretamente a presença do poluente dentro do intestino dos animais vivos.
Os resultados também revelaram alterações fisiológicas associadas à ingestão do material. Os copépodes expostos ao carbono negro apresentaram dilatação intestinal semelhante à observada durante a alimentação natural, indicando que o organismo processa o poluente como se fosse alimento.
Pontos de preocupação
Além dos impactos imediatos observados nos organismos analisados, os pesquisadores alertam para possíveis riscos ambientais decorrentes desse processo. Como o zooplâncton ocupa a base da cadeia alimentar marinha, a contaminação pode atingir peixes, crustáceos maiores e outros animais marinhos, ampliando a circulação do carbono negro nos ecossistemas oceânicos.
Os cientistas destacam ainda que as alterações sofridas pelas partículas dentro do intestino dos copépodes podem aumentar a capacidade de dispersão do poluente na água, favorecendo sua permanência no ambiente e potencializando efeitos tóxicos relacionados ao estresse oxidativo e à presença de compostos químicos derivados da combustão.
Outro ponto de preocupação é o possível impacto sobre o ciclo global do carbono. Como os copépodes desempenham papel fundamental no transporte de matéria orgânica para regiões profundas do oceano, a transformação do carbono negro por esses organismos pode interferir nos mecanismos naturais de armazenamento de carbono e, consequentemente, nas dinâmicas climáticas globais.
Especialistas também apontam que a presença contínua desse material nos oceanos pode comprometer o equilíbrio ecológico, afetando processos de alimentação, reprodução e sobrevivência de espécies marinhas sensíveis à poluição.
Os experimentos foram realizados com partículas coletadas diretamente da emissão de motores a diesel na cidade de São Paulo, sendo que o material foi preparado em diferentes formas — particulada e dissolvida — para avaliar seu comportamento óptico e biológico.
Para a cientista Maria Luiza Vicente, primeira autora do estudo e pesquisadora correspondente junto com o Prof. Dr. Francisco Gontijo Guimarães, ambos do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) a descoberta ajuda a compreender melhor o destino ambiental do carbono negro nos oceanos e o papel do zooplâncton na transformação desse poluente. Ao comentar este estudo, a pesquisadora afirma: “Os resultados obtidos neste trabalho possuem implicações globais, principalmente por se tratar de um ecossistema de influência central na dinâmica mundial: o meio marinho. A parceria internacional envolvida não apenas viabilizou minha dupla titulação no doutorado, mas também promoveu a sinergia entre o estudo dos impactos de poluentes emergentes e técnicas ópticas avançadas, na fronteira do conhecimento”, sublinha a jovem pesquisadora.
Essa interdisciplinaridade, que foi reconhecida pela revista de alto impacto Environmental Science & Technology, demonstra novas aplicações da física em áreas de extrema relevância social e ambiental. No futuro, segundo a pesquisadora, ao somar-se aos avanços das pesquisas ecotoxicológicas, esses dados poderão subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas ao tratamento de poluentes no meio marinho. “A técnica desenvolvida é de fato inovadora, principalmente por revelar formas antes não diretamente estudadas desses contaminantes em meio aquoso, permitindo entender seu processo de transformação in vivo. Acreditamos que este estudo abre caminhos para desvendarmos o destino de poluentes de carbono emergentes e o real cenário do estoque de carbono nos oceanos”, conclui a pesquisadora.
Além dos cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), esta pesquisa contou com a participação de pesquisadores da Universidade de Toulon, na França, e do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP.
O trabalho contou com apoio da Fapesp, Capes e do programa internacional USP-Cofecub/Campus France.
(Créditos da imagem - Copepod Acartia – Research Gate/Veronica Lundgren)
Para conferir o original do trabalho publicado acesse - https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.est.5c18449
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