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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Arrecadação foi realizada durante a Olimpíada Solidária e envolveu crianças e famílias ao longo de setembro

 

SÃO CARLOS/SP - Tampinhas e lacres arrecadados por crianças e famílias do Espaço Criarte durante o mês de setembro ganharam um destino especial em outubro: a Santa Casa de São Carlos. As crianças da Fase 6, que participaram da organização da Olimpíada Solidária 2026, foram até o hospital para fazer pessoalmente a entrega dos materiais.

A arrecadação foi uma das provas da Olimpíada Solidária, realizada todos os anos pela escola. Durante a edição deste ano, as famílias participaram de diferentes desafios, incluindo ações de arrecadação para instituições e projetos sociais.

Para a diretora pedagógica, Priscila Chiaradia, levar as crianças para entregar as tampinhas e os lacres permitiu transformar a proposta em uma experiência concreta.

“Mais do que ouvir falar sobre solidariedade, a criança precisa vivenciá-la. Quando ela percebe que uma pequena ação pode contribuir com algo maior, começa a compreender, desde cedo, que fazer o bem também pode transformar a vida de outras pessoas.”

A experiência também aproximou as crianças do destino daquilo que foi arrecadado. Depois de recebidas pelo hospital, as tampinhas e os lacres são encaminhados para reciclagem, e o valor obtido com a venda dos materiais é revertido para as áreas de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A arrecadação de materiais recicláveis é uma das iniciativas acompanhadas pela equipe de Captação de Recursos. O hospital também mantém outras formas de contribuição, que permitem a participação de pessoas e empresas em diferentes frentes.

Atualmente, uma das campanhas em andamento é voltada à captação de recursos para a reforma e instalação do equipamento de radioterapia recebido pela instituição. Os recursos arrecadados são direcionados às necessidades definidas pela campanha.

Segundo a gerente de Relações Institucionais, Ariellen Guimarães, as diferentes formas de contribuição permitem que cada pessoa encontre uma maneira possível de participar.

“Nem sempre é preciso fazer uma grande doação para ajudar. Existem diferentes formas de contribuir, e cada uma delas pode fazer diferença quando se transforma em recurso para o atendimento aos pacientes do SUS.”

Para o provedor Antonio Valerio Morillas Junior, a participação das famílias em ações como a realizada pelas crianças também mostra como a solidariedade pode chegar ao atendimento.

“É muito bonito ver crianças participando de uma ação como essa e entendendo que aquilo que arrecadaram pode chegar a outras pessoas. Agradecemos às famílias e a todos que fizeram parte dessa iniciativa e ajudaram a transformar uma ação simples em contribuição para o hospital.”

Outras formas de ajudar

Oncologia

A Santa Casa está arrecadando recursos para a reforma e instalação do equipamento de radioterapia recebido pela instituição. A estrutura será destinada ao atendimento de pacientes oncológicos.

Quem quiser contribuir com a campanha pode fazer uma doação pelo Pix, utilizando a chave CNPJ 59.610.394/0001-42.

Maternidade

A Maternidade recebe doações de produtos de higiene para bebês e itens de uso pessoal para mães em situação de vulnerabilidade. Os produtos são destinados às famílias que precisam de apoio durante a internação.

Entre os itens estão fraldas, lenços umedecidos, sabonete, pomada para assaduras, shampoo, condicionador, roupas para os bebês, além de pijamas, camisolas, absorventes, roupas íntimas e produtos de higiene pessoal para as mães.

As doações podem ser entregues em dois pontos:

Portaria da Maternidade
Rua Paulino Botelho de Abreu Sampaio, 588 – Jardim Pureza

Portaria 1 – Provedoria e Convênios
Rua Paulino Botelho de Abreu Sampaio, 573 – Jardim Pureza
Local onde fica a equipe de Captação de Recursos.

Mais informações sobre as formas de contribuição:

Telefone: (16) 3509-1270
WhatsApp: (16) 3509-1100
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

FRANÇA - O governo francês vai apresentar ao Senado um projeto de lei que obriga os responsáveis pelos danos causados durante os protestos a suportar os custos de reparos, anunciou hoje a porta-voz do executivo, Maud Bregeon. Esta decisão acontece em um momento em que acontecem protestos estudantis em todo o país, com entre 400 e 500 escolas total ou parcialmente fechadas.

A iniciativa, conhecida na França como "casseurs-payeurs" que em português livre se pode traduzir por "quem quebra, paga", visa evitar que os contribuintes suportem os custos dos danos causados por uma minoria durante os incidentes violentos, segundo a porta-voz.

Em entrevista à rádio Europe 1 e à estação CNEWS, Maud Bregeon afirmou que a prioridade do governo é repor a ordem face à violência e à destruição observadas durante os protestos da última semana.

Nesse sentido, a porta-voz clarificou que as reivindicações dos estudantes são legítimas, distanciando-as dos episódios violentos que acompanharam as manifestações e que provocaram dezenas de milhões de euros de danos em edifícios e mobiliário urbano.

O projeto de lei estipula que os responsáveis pelas infrações pagarão integralmente as multas e indenizações causadas.

Bregeon apontou que o governo francês está considerando utilizar benefícios sociais, incluindo o subsídio de alojamento, para recuperar os valores devidos.

A proposta inclui também o estabelecimento de uma responsabilidade compartilhada para aqueles que permanecem em uma manifestação violenta após a polícia ter ordenado a sua dispersão.

Por outro lado, o ministro do Ensino Superior, Philippe Baptiste, afirmou hoje que teme uma crise nacional do movimento estudantil do ensino médio e superior antes do dia de manifestações previsto para terça-feira.

"Sim, temo que sim, obviamente", respondeu o ministro quando questionado à Sud-Radio sobre esta possibilidade, dado que o movimento desde a semana passada tem sido caracterizado por numerosos atos de violência e detenções.

Entre 400 e 500 escolas de ensino médio na França vão manter as aulas total ou parcialmente suspensas esta segunda-feira por motivos de segurança, segundo uma estimativa divulgada no domingo pelo Ministério da Educação francês.

Os protestos começaram há vários dias devido a reivindicações relacionadas com a falta de professores substitutos, o estado dos edifícios escolares e as condições de ensino, e foram acompanhados por bloqueios, incêndios, danos materiais e confrontos com as forças de segurança.

Segundo as autoridades, 24 escolas foram incendiadas ou saqueadas desde o início das manifestações, e 78 profissionais de educação ficaram feridos.

O governo estima que cerca de 5.000 pessoas tenham sido detidas desde a última segunda-feira.

Para tentar conter a mobilização, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciou no domingo à noite um plano de ação com cinco áreas prioritárias e pediu aos seus ministros que apresentem medidas até ao final do mês para ir ao encontro das reivindicações dos estudantes.

O plano já inclui medidas para garantir a continuidade das aulas, melhorar as instalações escolares, lidar com ausências prolongadas de professores e tornar os processos de admissão nas universidades mais transparentes.

Lecornu, que tem uma reunião marcada para terça-feira, com os presidentes das regiões francesas para discutir a renovação das instalações educativas, observou que o orçamento de 2027 inclui um aumento de 1,2 mil milhões de euros para o Ministério da Educação.

Os sindicatos de estudantes convocaram uma intensificação dos protestos a partir de terça-feira, dia em que convocaram manifestações com o apoio de alguns sindicatos gerais e organizações de professores.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

ARGENTINA - Estádio Monumental de Núñez, Buenos Aires, Argentina. Terça-feira, dia 6 de outubro de 2026. Cada minuto consumido no relógio do árbitro Fernando Vejar Diaz era um lembrete de que o fim estava mais próximo. Cada vez que Messi tocava na bola, era como despertar para a certeza de que aquela cena, repetida tantas vezes durante mais de duas décadas, estava entrando definitivamente para o passado.

Nas arquibancadas lotadas, os rostos ajudavam a contar a história. Havia festa, cânticos, celulares erguidos, dor e também lágrimas, como em um resumo do que foram os pouco mais de 20 anos de Messi com a camisa argentina.

Era como se cada batida do relógio fosse uma martelada a despertar os argentinos para a certeza de que o sonho acordado estava chegando ao fim.

O escritor uruguaio Eduardo Galeano definiu Diego Armando Maradona como "o mais humano dos deuses". A frase atravessou gerações porque Diego talvez tenha sido exatamente isso para a Argentina: alguém capaz de produzir algo divino com uma bola nos pés, mas que carregava todos os excessos e contradições de um homem.

Messi percorreu outro caminho.

Se Maradona foi o mais humano dos deuses, Messi foi o mortal que levou os argentinos ao paraíso nos tempos modernos.

Durante muito tempo, porém, a relação esteve longe de ser tão simples.

O menino que saiu cedo de Rosario, cresceu em Barcelona e conquistou praticamente tudo na Europa precisou passar anos ouvindo que lhe faltava justamente aquilo que parecia impossível exigir de alguém: ser Maradona. Vieram as derrotas em finais, as comparações, as críticas, uma renúncia à seleção e o retorno.

Até que Argentina e Messi finalmente se encontraram. Ou, talvez, os argentinos finalmente tenham reconhecido em Messi o sangue argentino que durante tantos anos cobraram dele.

Vieram a Copa América, a Finalíssima, as respostas atravessadas ("qué mirás, bobo?") e, principalmente, a Copa do Mundo de 2022. A imagem de Messi levantando a taça que durante tanto tempo pareceu persegui-lo mudou também a maneira como parte de seu próprio país enxergava sua história.

Ele já não precisava ser o próximo Maradona. Podia simplesmente ser Messi.

É difícil para muitos brasileiros torcer para a Argentina. Mais difícil ainda é admitir que torceu. Mas houve momentos nas Copas de 2022 e 2026 em que era difícil não abrir um sorriso de admiração com aquilo que Messi estava fazendo. É difícil admitir que, na nossa vez, o Pelé é argentino.

Mas esses momentos também ajudaram a compreender que alguns gênios, em algum momento, deixam de pertencer apenas ao lugar onde nasceram.

Ayrton Senna é um bom exemplo. É um dos maiores ídolos que o Brasil produziu e há algo semelhante nessa capacidade de atravessar fronteiras. Senna foi amado muito além do Brasil. Messi também conseguiu transformar admiração em afeto em lugares que, em teoria, deveriam enxergá-lo apenas como adversário.

Porque chega um ponto em que a camisa, a bandeira e até mesmo os nossos próprios olhos já não conseguem limitar o que estamos sentindo. Os argentinos perceberam isso talvez antes de todo mundo nesta despedida. Por isso choraram como Messi fez no gramado.

Não só pelo jogador que estava deixando a seleção. Também por tudo aquilo que partia com ele. Uma despedida assim nos obriga a perceber a passagem do nosso próprio tempo.

Durante anos, Messi esteve ali. Parecia permanente. Mas o tempo, o mesmo que corria no relógio do árbitro chileno Fernando Vejar Diaz, é implacável.

No último adeus, Messi fez o que tantas vezes pareceu transformar em rotina. Participou dos três gols da vitória por 3 a 0: serviu Otamendi, depois Nico Paz, e guardou para si o último. De pênalti, aos 25 minutos do segundo tempo, bateu no ângulo e correu para ser abraçado pelos companheiros.

O Monumental explodiu como se aquele gol pudesse, de alguma maneira, atrasar o relógio. Não podia. Foi o 126º e último de Messi pela Argentina. Até no fim, quando todos estavam ali para se despedir dele, Messi encontrou uma maneira de deixar mais uma lembrança aos argentinos.

Mas o jogo em si contra o modesto Benim pouco importa diante da trajetória e do que Messi representou para a Argentina. Foi apenas um encerramento festivo.

Se os sonhos, mesmo os mais inesquecíveis, um dia terminam, o dia 6 de outubro de 2026 será lembrado como o fim de um dos mais bonitos que os argentinos tiveram.

Um sonho que qualquer torcedor, em qualquer lugar do mundo, gostaria de ter sonhado acordado.

Mas que só os argentinos puderam viver.

 

Por Gustavo Garcia / ge

EUA - O Departamento de Estado dos EUA está monitorando um caso supostamente fatal de "pneumonia de etiologia desconhecida" ligado a um laboratório de pesquisa de peste na Rússia.

"Estamos cientes de relatos de um caso fatal de suspeita de peste pneumônica em Irkutsk Oblast, Rússia. Estamos monitorando a situação de perto com o CDC e nossos outros parceiros interagências", disse um porta-voz do Departamento de Estado. "Muitos detalhes não foram confirmados. Encorajamos as autoridades russas a compartilharem informações precisas de forma rápida e aberta", acrescentou o porta-voz.

Autoridades de saúde na região de Irkutsk, na Rússia, lançaram medidas anti-epidêmicas depois que um funcionário de um instituto de peste foi diagnosticado com "pneumonia de etiologia desconhecida", confirmou a agência de vigilância sanitária do país, Rospotrebnadzor, no domingo.

O laboratório envolvido é o Instituto de Pesquisa Anti-Peste em Shelekhov, no sul da Sibéria, Rússia.

A declaração vem após alguns meios de comunicação russos e figuras públicas relatarem uma morte potencialmente devido à peste e ligada a um trabalhador de laboratório. As autoridades russas não forneceram mais detalhes sobre o trabalhador.

 

 

por Estadao Conteudo

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