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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Palestra abordou saúde mental, autoestima, prevenção e redes de apoio e contou com relatos de servidoras sobre cuidado e enfrentamento da doença.

 

SÃO CARLOS/SP - O Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que busca chamar a atenção das mulheres e de toda a sociedade para a importância da prevenção, do cuidado com a saúde e do diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero. Para fortalecer essa mensagem entre as servidoras, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, nesta quinta-feira, 1º de outubro, a palestra “Outubro Rosa – Cuidar de si é um ato de amor”, ministrada pela psicóloga, professora e palestrante Giovana Policastro. O encontro promoveu uma conversa sobre saúde, autoestima, autocuidado, bem-estar, prevenção e redes de apoio.

O evento contou com a presença da vereadora Cidinha do Oncológico, que destacou a importância da iniciativa. “Estou muito feliz em participar, mais uma vez, desta ação de conscientização com vocês. Parabéns ao SAAE pela iniciativa. Esse momento de troca de informações também é uma forma de prevenção”, afirmou.

O presidente do SAAE, Derike Contri, agradeceu a participação das servidoras e chamou a atenção para a importância de as mulheres priorizarem a própria saúde em meio às diferentes responsabilidades do dia a dia. “Muitas vezes, as mulheres se dedicam ao trabalho, à família e aos cuidados com outras pessoas e acabam se colocando em segundo plano. Por isso, este é um momento para reforçarmos a importância da prevenção e do autocuidado, tanto com a saúde física quanto com a saúde mental. Cuidem-se e se priorizem”, destacou.

AUTOCUIDADO VAI ALÉM DO CORPO – Durante a palestra, Giovana Policastro abordou diferentes dimensões do autocuidado, com atenção especial à saúde mental, à prevenção de doenças, à autoestima e à importância das redes de apoio. “Cuidar de si também significa reconhecer os próprios limites e avaliar quanto da disponibilidade emocional e afetiva está sendo direcionada aos outros. Se a minha disponibilidade comportamental e afetiva para o outro anula a minha existência, eu preciso repensar”, afirmou.

A psicóloga ressaltou que o autocuidado não deve ser entendido apenas como uma prática relacionada ao corpo ou à aparência, mas como um conjunto de atitudes voltadas ao bem-estar integral, abrangendo aspectos físicos, psicológicos, sociais e espirituais. A importância das relações de apoio também esteve entre os pontos centrais da conversa.

“Quem cuida de si mesmo está mais preparado para cuidar dos outros”, destacou Giovana, ao explicar que o autocuidado pode contribuir para relações mais saudáveis e ajudar no enfrentamento de situações desafiadoras.

Ao tratar da prevenção e do enfrentamento do câncer de mama, a profissional também chamou a atenção para os impactos emocionais que podem acompanhar o diagnóstico e o tratamento, como medo, depressão, ansiedade, insegurança e alterações na autoestima e na percepção do próprio corpo.

EXPERIÊNCIAS QUE REFORÇAM A IMPORTÂNCIA DO CUIDADO – O tema ganhou ainda mais significado com a participação das servidoras do SAAE, que compartilharam experiências pessoais e reflexões sobre prevenção, acolhimento e autocuidado.

A servidora Claudete Dorisio, 71 anos, relatou que permaneceu afastada do trabalho por vários meses durante um período de tratamento e lembrou como pequenos gestos de atenção podem fazer a diferença para quem está enfrentando uma doença. “Às vezes, uma ligação ou uma mensagem faz a diferença para quem está passando por uma doença.

Não custa ligar e perguntar: ‘Está bem?’. Hoje temos o WhatsApp, podemos mandar uma mensagem, perguntar como a pessoa está. Isso faz com que ela se sinta querida e acolhida”, relatou.

A partir do depoimento, Giovana reforçou que a demonstração de cuidado deve estar acompanhada do respeito à individualidade. “Algumas pessoas desejam receber ligações, mensagens e visitas durante um tratamento, enquanto outras preferem se recolher. Por isso, é importante demonstrar disponibilidade e, ao mesmo tempo, respeitar os limites e desejos de cada pessoa”, explicou.

Emocionada, a servidora Aline Petrucelli Araújo, 50 anos, fez um alerta às mulheres sobre a importância da prevenção e destacou como o diagnóstico de câncer pode transformar a dinâmica de toda uma família. “Eu me cuido e faço a mamografia anualmente. Muitas mulheres reclamam que o exame dói, mas o que dói muito mais é receber um diagnóstico de câncer. Minha mãe passa por um longo tratamento contra o câncer, e minha vida mudou completamente para cuidar dela. E não só a minha, mas a de toda a nossa família. Mesmo me desdobrando para estar ao lado dela, não me esqueço de mim. Sempre que posso, tiro um tempo para cuidar da minha mente e do meu corpo. Então, meninas, se cuidem, se previnam e se amem.”

“A VIDA FLORESCE QUANDO HÁ AUTOCUIDADO” – Como parte da ação, as servidoras do SAAE também foram convidadas a assumir um compromisso pessoal com o próprio autocuidado. Cada participante escreveu, em um pequeno bilhete, uma atitude que pretende incorporar ou fortalecer em sua rotina.

Os compromissos foram colocados em um mural com o tema “A vida floresce quando há autocuidado”, criando um registro coletivo e, ao mesmo tempo, individual da importância de reservar espaço na rotina para cuidar de si. A proposta reforça que o autocuidado vai muito além dos cuidados com o corpo. Ele envolve atitudes e escolhas voltadas à saúde e ao bem-estar de forma integral, incluindo prevenção, saúde mental e emocional, descanso, alimentação, atividade física, relações saudáveis e atenção às próprias necessidades.

PREVENÇÃO – A campanha Outubro Rosa reforça a importância da informação, da prevenção e da detecção precoce do câncer de mama. Manter hábitos saudáveis, praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e não fumar são algumas das medidas que contribuem para a redução do risco da doença.

Além dos hábitos de vida, é fundamental que as mulheres estejam atentas à própria saúde e busquem os serviços de saúde para receber orientações sobre acompanhamento e exames indicados de acordo com a idade e os fatores de risco.

Do protocolo de morte encefálica à decisão da família, o processo se conecta à rotina de pacientes elegíveis para transplante renal

 

SÃO CARLOS/SP - Quatro horas por sessão, três vezes por semana. Essa é a rotina dos pacientes em hemodiálise atendidos pelo Serviço de Nefrologia da Santa Casa de São Carlos. Entre eles, 103 são elegíveis para um transplante renal.

Para esses pacientes, a possibilidade de um novo rim acontece junto com um tratamento que ocupa uma parte fixa da semana. A doação de órgãos, porém, depende de uma cadeia que começa em outro lugar: no protocolo para confirmação da morte encefálica de um potencial doador.

Entre janeiro de 2022 e setembro de 2026, foram realizadas 48 captações na instituição. Só neste ano, os pacientes acompanhados pelo Serviço de Nefrologia já realizaram, em média, um transplante renal por mês.

A autorização da família é uma das etapas desse processo. Depois da confirmação da morte encefálica, os familiares são acolhidos e consultados sobre a possibilidade de doação. Conhecer a vontade da pessoa sobre o assunto pode fazer diferença em um momento de luto.

Flávia Serpa Marques é coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) e acompanha as diferentes etapas desse trabalho.

“Depois que a família autoriza a doação, começa uma grande articulação. A CIHDOTT aciona os profissionais de plantão e, junto à Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Ribeirão Preto, acompanha as etapas necessárias para a captação. A OPO aciona a Central de Transplantes do Estado de São Paulo, que inicia a oferta dos órgãos às equipes dos hospitais captadores. É um trabalho que exige organização e agilidade e pode levar de 10 a 12 horas entre a oferta dos órgãos e a realização da cirurgia.”

Muitas captações acontecem durante a madrugada. Enquanto o procedimento é realizado no centro cirúrgico, profissionais de outras áreas organizam a chegada das equipes de outras instituições, os horários e os deslocamentos, sem interferir nas cirurgias eletivas e nos atendimentos de emergência.

Quando coração ou pulmão estão entre os órgãos captados, o tempo de isquemia torna o deslocamento ainda mais crítico. Nesses casos, SAMU e GCM participam do transporte terrestre, enquanto a FAB pode realizar o transporte aéreo dos órgãos até o serviço responsável pelo transplante.

A conversa sobre doação pode acontecer muito antes de uma situação de perda. Quando a vontade da pessoa é conhecida em vida, os familiares sabem o que ela desejava caso precisem tomar essa decisão.

Para o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, cada autorização representa uma decisão tomada pela família em um momento de dor e um trabalho que mobiliza profissionais dentro e fora do hospital.

“Cada família que autoriza uma doação merece nosso respeito e nossa gratidão. É uma decisão tomada em um momento de muita dor, e cabe a todos nós acolher essa escolha com cuidado. Também agradeço a cada profissional que participa desse trabalho, muitas vezes durante a madrugada, para que os órgãos possam seguir para quem aguarda um transplante.”

SÃO CARLOS/SP - A Guarda Municipal localizou uma grande quantidade de entorpecentes abandonados em um terreno no bairro Jacobucci, em São Carlos, durante uma ocorrência na manhã desta quinta-feira (1º).

Segundo a corporação, a equipe do Canil fazia patrulhamento pela Rua Hipólito José da Costa quando percebeu indivíduos entrando em um terreno baldio após notarem a presença da viatura. Durante a fuga, um deles aparentava transportar algum objeto.

Os agentes decidiram realizar uma varredura no terreno com o auxílio da K9 Índia. Durante a busca, a cadela indicou um ponto específico, onde foi encontrada uma sacola com 124 porções de maconha, 457 eppendorfs de substância semelhante à cocaína e 605 pedras aparentando ser crack.

Nenhum suspeito foi localizado durante a ação. Os entorpecentes foram recolhidos e apresentados na Central de Polícia Judiciária para análise da autoridade policial e demais providências.

SÃO CARLOS/SP - A Festa de Santa Terezinha do Menino Jesus será celebrada nesta quinta-feira, 1º de outubro, no Jardim Novo Horizonte, em São Carlos. A programação religiosa terá procissão às 19h e Santa Missa às 19h30.

Durante a celebração, os fiéis poderão receber a bênção de uma rosa. O gesto mantém a tradição de devoção à santa, conhecida como a “santa das rosas”. O evento acontece após o tríduo realizado pela comunidade entre os dias 28 e 30 de setembro.

Além das atividades religiosas, haverá venda do Bolo de Santa Terezinha, pelo valor de R$ 10. A retirada está marcada para esta quarta-feira, das 14h30 às 17h, na Rua Manoel Lembo, número 65.

A arrecadação será destinada a ajudar na realização da festa. Também é possível contribuir por meio do Pix 16 99782-5203.

A organização convida a população a participar do momento de fé e devoção.

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