EUA - Astrônomos conseguiram observar o exoplaneta LHS 3844 b graças ao Telescópio Espacial James Webb, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa).
De acordo com a agência de notícias Reuters, um estudo publicado em 4 de maio na Revista Nature Astronomy analisou dados coletados pelo Webb e identificou que o LHS 3844 b tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra.
A superfície do exoplaneta - que é um planeta que não pertence ao Sistema Solar - se assemelha à de Mercúrio. Ele orbita uma estrela menor e menos luminosa que o Sol, localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra.
Em entrevista à Reuters, a astrônoma Laura Kreidberg, diretora-geral do Instituto Max Planck de Astronomia e uma das autoras do estudo, afirmou que o LHS 3844 b "não é um lugar agradável".
"É uma rocha infernal e árida, muito mais parecida com Mercúrio do que com a Terra. Não há nenhum vestígio de atmosfera. Em vez disso, vemos uma superfície escura, provavelmente antiga. Imagine uma rocha nua viajando pelo espaço por bilhões de anos. Você não gostaria de ir para lá", disse Laura.
Segundo o estudo, a combinação entre a ausência de uma atmosfera perceptível e as temperaturas extremas - um lado registra até 725ºC enquanto o outro praticamente não recebe calor - indica que ele provavelmente é inabitável. A superfície é coberta por regolito escurecido, um material rochoso solto e fragmentado que recobre o leito rochoso sólido e resulta de eras de bombardeio contínuo por radiação estelar e impactos de micrometeoritos.
O exoplaneta também é chamado de Kua'kua, termo que significa "borboleta" em um dialeto indígena costa-riquenho.
Coletar essas informações só foi possível graças à capacidade de observação em infravermelho do Webb, que ajudou os cientistas a discernir a composição química e a dinâmica interna das atmosferas dos exoplanetas.
À Reuters, o astrônomo Sebastian Zieba, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e também autor do estudo, afirmou que o Webb permite aos cientistas estudar diretamente a geologia e a composição da superfície de exoplanetas, algo que antes era desafiador.
"É como se, de repente, tivéssemos limpado nossos óculos e pudéssemos ver os planetas com clareza pela primeira vez", acrescentou Laura.
por Estadao Conteudo
EUA - A Apple liberou oficialmente a versão para desenvolvedores da próxima atualização do iPhone, o iOS 26.5, que confirma a chegada de criptografia de ponta a ponta nas mensagens RCS (Rich Communication Services) trocadas entre iPhones e celulares Android no app Mensagens.
Vale destacar que o recurso será disponibilizado inicialmente em versão beta e apenas com operadoras que já oferecem suporte a essa tecnologia.
As informações indicam que a função será liberada de forma gradual, ao longo do tempo. Ou seja, a opção de enviar mensagens mais seguras entre iOS e Android não estará disponível para todos os usuários assim que o iOS 26.5 for lançado.
Como lembra o site 9to5Google, o suporte ao RCS foi adotado pela Apple com o lançamento do iOS 18. No entanto, foi apenas no ano passado que o protocolo passou a contar com criptografia de ponta a ponta entre iOS e Android. Na época, a empresa afirmou que esse nível extra de segurança chegaria por meio de “atualizações futuras de software”, promessa que agora começa a ser cumprida com o iOS 26.5.
A expectativa é que a nova versão seja liberada para iPhones compatíveis ainda nesta semana ou no início da próxima.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - Por muitas décadas, cientistas conseguiram prever que os chamados fenômenos quânticos poderiam ser usados para armazenar, lidar e manipular informações e, com isso, melhorar de forma radical a forma de se fazer comunicação, ou mesmo detectar fatos quase imperceptíveis de outras formas.
Isso foi uma grande promessa até muito recentemente, quando, de fato, as ciências mostraram que os fenômenos quânticos poderiam ser colocados como atores principais na evolução de tecnologias importantes, com grandes vantagens sobre as equivalentes existentes hoje, e que operam diferentemente sem recorrerem de forma determinante a tais propriedades.
Descobrir estas possibilidades, em que propriedades quânticas de átomos e elétrons podem ser usadas para armazenar e processar informações, criou uma enorme oportunidade para uma verdadeira revolução nas tecnologias mais importantes que temos hoje em dia.
Para que possamos levar adiante estas maravilhas que estão ocorrendo em todo o mundo e para que possamos tornarmo-nos parte do elenco deste desenvolvimento, é preciso ter um bom entendimento desta disciplina e contar com laboratórios capazes de lidar com luz e átomos, a ponto de terem um bom controle dessas entidades fundamentais para esta nova revolução tecnológica.
A Universidade de São Paulo tem grande competência em tudo isto e possui um dos mais completos grupos de laboratórios, dominando todas estas temáticas necessárias para que possa ser relevante neste tema específico tanto a nível experimental quanto teórico.
Para melhor aproveitar esta oportunidade, a USP anunciou a criação do Centro de Excelência em Ciências e Tecnologias Quânticas, que será instalado na Área-2 do Campus USP de São Carlos, exatamente para avançar a ciência e a tecnologia quânticas, investindo, de forma própria, mais de R$ 30 milhões, iniciativa da USP em ciência e tecnologia quântica que será lançada oficialmente em breve mediante aprovação do Conselho Universitário.
Composto por mais de 20 laboratórios e com a participação de pesquisadores distribuídos por toda a USP, o Centro tem o propósito de, através desse investimento:
Fortalece e conjugar as competências da USP;
Fortalecer as iniciativas, criando melhor infraestrutura;
Criar laboratórios didáticos para formar os recursos humanos necessários;
Fortalecer a USP como um ponto de referência no Brasil;
Construir uma forte colaboração internacional com os líderes mundiais e;
Criar o Ecossistema – USP, necessário para o crescimento desta revolução, traduzida em empresas cooperando com a universidade.
Com estes propósitos e adicionando o de criar um ensino robusto no tema para que todas as áreas possam florescer e fornecer recursos humanos para as novas empresas que nascerão neste tema, o Centro realizou no último dia 18 de abril do corrente ano seu primeiro encontro preparatório - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/pesquisadores-da-usp-sao-carlos-dao-primeiro-passo-para-inicio-do-funcionamento-do-centro-de-excelencia-em-ciencias-e-tecnologias-quanticas/ -, que através de um dia inteiro de discussões já revelou o peso que deverá ter neste tema para o Brasil e além de nossas fronteiras.
Os responsáveis por este centro já começam a organizar as ações nas linhas tradicionais do tema, como Comunicação Quântica, Computação Quântica, Simuladores Quânticos e Materiais Quânticos, bem como as linhas derivadas e suas aplicações na agricultura, biologia, instrumentação, e em outras áreas de grande relevância.
A equipe que cuida do Centro já se mobiliza para fazer a diferença, preparando-se para se tornar pioneira em diversas frentes no país.
A nova revolução das tecnologias quânticas
Para o Prof. Dr. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, docente e pesquisador do IFSC/USP, e membro do Centro, a humanidade vive hoje em um cenário completamente distinto do que há 100 anos. A expectativa de vida aumentou enormemente, assim como os confortos da vida moderna, inimagináveis no início do século passado. Essa evolução tecnológica, especialmente ao longo do século XX — período em que houve mais desenvolvimento do que em todos os séculos anteriores somados — decorre de um marco científico excepcional: o decifrar da estrutura da matéria com a teoria quântica e a relatividade. A partir desse entendimento, tornou-se possível produzir materiais artificiais, sintetizar fármacos, criar sistemas de diagnóstico e terapias, e desenvolver computadores. “Avanços em informática, telecomunicações, energia, inteligência artificial e saúde estão enraizados nesses fundamentos”, destaca o cientista.
É nesse sentido que, para o pesquisador, uma nova revolução, porém, está em curso. “Ela se baseia na exploração de fenômenos quânticos que desafiam nossa intuição, que é moldada por experiências no mundo macroscópico. Embora a maioria das tecnologias atuais tenha origem na teoria quântica, seu funcionamento pode frequentemente ser descrito pela física clássica. Isso ocorre na chamada computação clássica, baseada em bits 0 e 1 associados à presença ou ausência de sinais elétricos ou magnéticos. Na computação quântica, por outro lado, os mecanismos de processamento e armazenamento são radicalmente diferentes”. Entre os fenômenos centrais dessa nova era destacam-se o tunelamento, o emaranhamento e a superposição de estados. O tunelamento pode ser entendido por uma analogia simples: no mundo clássico, se lançamos uma bola de tênis contra um muro sem energia suficiente para ultrapassá-lo, ela será refletida. No mundo quântico, entretanto, existe uma probabilidade de que a “bola” atravesse o muro, como se passasse por dentro dele. Esse efeito, embora contraintuitivo, é real e já é explorado em dispositivos eletrônicos modernos, como diodos tunelamento e transistores em nanoescala. O emaranhamento é ainda mais intrigante. “Podemos imaginar duas pessoas que combinam que, sempre que uma usar um lenço verde, a outra usará um lenço vermelho. Se encontrarmos uma delas com um lenço verde, saberemos imediatamente que a outra está com um lenço vermelho, mesmo que esteja muito distante. Essa analogia ilustra a ideia de correlação, mas, no caso quântico, o fenômeno é mais profundo: as propriedades das partículas não estão necessariamente definidas antes da medição. Em sistemas emaranhados, como pares de elétrons ou fótons, os resultados das medições estão fortemente correlacionados de uma forma que não pode ser explicada por propriedades previamente determinadas” destaca o Prof. Osvaldo.
Assim, ao medir uma partícula, obtém-se instantaneamente um resultado correlacionado para a outra, independentemente da distância — embora isso não permita transmitir informação mais rápido que a luz. Esse tipo de correlação é a base de aplicações em comunicação segura e novas formas de processamento de informação.
Já a superposição de estados pode ser ilustrada com uma estante de duas prateleiras. No mundo clássico, um livro só pode estar na prateleira de cima ou na de baixo, como um bit que assume 0 ou 1.
No mundo quântico, o livro poderia estar em uma combinação desses estados, como se estivesse simultaneamente associado às duas prateleiras. Isso significa que a informação pode ser codificada de maneira muito mais rica do que no sistema binário tradicional, ampliando enormemente o potencial de processamento.
“Explorar esses fenômenos não é trivial. Requer controle extremamente preciso de sistemas quânticos, instrumentação sofisticada e avanços teóricos contínuos. Criar e manter estados emaranhados, por exemplo, ainda é um desafio significativo, o que faz com que muitas aplicações estejam em estágio inicial de desenvolvimento. Mesmo assim, as perspectivas são extraordinárias. As aplicações mais relevantes concentram-se em três áreas. Na computação quântica, sistemas baseados em qubits — que exploram superposição e emaranhamento — podem resolver problemas intratáveis para computadores clássicos, como a simulação de sistemas moleculares complexos, a otimização em larga escala e certos desafios criptográficos. Nesse contexto, surge também a área de aprendizado de máquina quântico, no qual algoritmos quânticos podem acelerar tarefas de aprendizado de máquina, enquanto técnicas de inteligência artificial são essenciais para calibrar dispositivos quânticos, corrigir erros e interpretar grandes volumes de dados experimentais”, pontua o professor.
Na comunicação quântica, o uso controlado de estados quânticos permite implementar protocolos de segurança baseados nas leis da física, como a distribuição de chaves criptográficas, além da criação de redes quânticas. No sensoriamento quântico, a extrema sensibilidade desses sistemas permite medições de precisão sem precedentes de grandezas físicas, com aplicações que vão do diagnóstico médico à navegação e à exploração de recursos naturais.
“Diante dessas perspectivas, torna-se essencial que instituições como a Universidade de São Paulo (USP) atuem de forma estratégica. A iniciativa recém-lançada pela USP dedicada à ciência e tecnologia quântica não é apenas um sinal de prestígio, mas uma necessidade para manter a competitividade científica do país. A área já avança em direção à implementação tecnológica, com investimentos robustos em centros internacionais, e a ausência de coordenação poderia levar à dispersão de esforços. A USP já possui competências consolidadas em áreas como física, engenharia, ciência dos materiais e computação, ainda que distribuídas. A iniciativa permitirá integrar essas capacidades, criando massa crítica em um campo essencialmente interdisciplinar. Além disso, contribuirá para atrair e reter talentos, especialmente em uma área que exige formação híbrida entre física, engenharia e ciência de dados”, pontua o cientista, destacando que existem também implicações estratégicas mais amplas. Tecnologias como comunicação e criptografia quânticas impactam a segurança e a soberania tecnológica. “Do ponto de vista econômico, espera-se a criação de novos setores e startups, atuando como elo entre academia, indústria e iniciativas em inteligência artificial, promovendo inovação”, salienta.
Osvaldo Novais de Oliveira Junior enfatiza que é importante reconhecer que a maioria das aplicações práticas atuais — especialmente em monitoramento ambiental, saúde e agricultura — ainda se baseia em sensores clássicos, já estabelecidos e integrados a sistemas reais. Assim, o avanço do sensoriamento quântico não ocorrerá de forma isolada, mas em forte interação com essas tecnologias consolidadas. “Para uma iniciativa em tecnologias quânticas, essa integração é essencial: por um lado, permite identificar problemas reais nos quais sensores quânticos possam oferecer ganhos concretos, como maior sensibilidade ou novas modalidades de medição; por outro, viabiliza o desenvolvimento de sistemas híbridos, nos quais sensores quânticos complementam — e não substituem — os sensores clássicos, combinando robustez, escalabilidade e baixo custo. Essa aproximação também facilita a validação em ambientes reais e acelera a transferência de tecnologia, aumentando as chances de impacto”.
O cientista são-carlense sublinha, também, que a ciência quântica ocupa a fronteira do conhecimento, conectando questões fundamentais a aplicações disruptivas. “A USP reúne condições únicas na América Latina para liderar esse movimento, desde que atue de forma coordenada. Em síntese, espera-se que a iniciativa da USP em ciência e tecnologia quântica traga ganhos em competitividade, formação de talentos, soberania e impacto. Sem essa estrutura integrada, contribuições relevantes tendem a permanecer isoladas; com ela, abre-se a possibilidade de protagonismo no cenário científico e tecnológico global”, finaliza o cientista.
EUA - O WhatsApp está trabalhando em uma nova funcionalidade np seu app para celulares, a qual permitirá aos usuários saberem quando receberam uma mensagem em uma conversa individual ou em grupos.
Segundo o site WABetaInfo, o WhatsApp está se preparando para introduzir notificações com formato de “bolhas”, sendo exibidas no topo da tela assim que a mensagem for recebida. Diz a publicação que esta funcionalidade se encontra sendo testada na versão Android do WhatsApp.
A notificação incluirá não só o nome do contato, como também a fotografia de perfil. Ao clicar nesta fotografia, será exibida uma versão compacta do app que lhe permitirá ler as últimas mensagens e responder sem sair do outro app em que estiver e sem a necessidade de entrar diretamente no WhatsApp.
"A funcionalidade será particularmente útil em situações onde os usuários têm de fazer várias tarefas sem interromperem o que estão fazendo", pode ler-se no WABetaInfo. "Por exemplo, alguém pode estar vendo um vídeo. Quando o a bolha do WhatsApp aparece, permitirá abrir rapidamente a conversa sem abandonar a tela atual. Isto tornará mais fácil responder uma vez que os usuários podem responder de forma instantânea e verem as últimas mensagens compartilhadas na conversa. Ao invés de estarem sempre a trocar entre o app do momento e o WhatsApp, os usuários poderão lidar com as conversas sem saírem da app que estão a usar na altura".
É importante destacar que esta funcionalidade ainda se encontra sendo testada e não se encontra disponível na versão beta do WhatsApp, pelo que não se sabe quando é que chegará à versão final do app de mensagens. Ainda assim, o site WABetaInfo já conseguiu partilhar imagens (abaixo) que permitem saber como será usar estas novas notificações.
Apesar de estar sendo testada na versão Android do WhatsApp, acredita-se que esta novidade também virá a estar disponível na app para iPhones.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em parceria com o SEBRAE, promoveu na noite desta quinta-feira (23/04), no Onobolab, mais uma etapa estratégica do programa Crie Audiovisual. O workshop presencial, intitulado "Produção Audiovisual: Como assegurar qualidade em projetos de baixo custo", trouxe a São Carlos os videomakers Leo Longo e Diana Boccara, criadores do aclamado projeto Couple of Things.
O encontro foi direcionado a alunos de cursos como Imagem e Som, profissionais de produtoras locais e entusiastas que buscam ingressar no mercado de videodocumentários e criação de conteúdo. Durante a apresentação, o casal compartilhou como o planejamento estratégico e a criatividade podem superar limitações orçamentárias, permitindo entregas de alto nível técnico e artístico.
Com notoriedade internacional conquistada desde 2015, Leo Longo e Diana Boccara são conhecidos pela estética refinada e narrativas humanizadas. Durante o workshop, eles apresentaram cases reais de produções que hoje figuram em grandes plataformas de streaming, como o Globoplay e o Prime Vídeo, além do projeto "Around the World in 80 Music Videos", no qual percorreram o mundo dirigindo videoclipes em plano-sequência para bandas como Pato Fu e Walk Off the Earth.
Os participantes puderam conferir detalhes dos bastidores de obras como One Take Show e Abitah, recebendo insights valiosos sobre a produção independente e as novas janelas de oportunidade no mercado audiovisual contemporâneo.
A iniciativa integra o programa Cidade Empreendedora, que visa o fortalecimento econômico e social de São Carlos. Para a gerente regional do SEBRAE, Ariane Canelas, a ação reforça o compromisso com a profissionalização do setor.
“É mais uma ação do Programa Cidade Empreendedora em São Carlos. Temos um guarda-chuva de soluções pensando no desenvolvimento econômico e social da cidade em parceria com a Prefeitura Municipal. O SEBRAE traz toda a parte de formação e gestão empresarial para ajudar essas pessoas a permanecerem no mercado. O tema desta quinta-feira foca tanto em quem já atua na área quanto em quem deseja iniciar sua trajetória no audiovisual", destacou Ariane.
O secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, celebrou a relevância do tema para a vocação tecnológica e criativa da cidade.
“É muito importante um workshop presencial do programa Crie Audiovisual, executado pela Brasil Audiovisual Independente em parceria com a nossa secretaria. São Carlos tem muita força nesse setor, com o curso de Imagem e Som da UFSCar e grandes produtoras que estiveram presentes. A apresentação foi muito interessante, as pessoas ficaram sensibilizadas e o feedback foi extremamente positivo. Agradeço ao SEBRAE pela iniciativa”, afirmou o secretário.
EUA - Desde o início da missão Artemis II, na última quarta-feira, dia 1º, os astronautas têm enviado vídeos e fotos para as equipes da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço dos Estados Unidos (Nasa) na Terra. Mas como esse compartilhamento de conteúdo é possível a centenas de milhares de quilômetros?
Por mais de meio século, as missões utilizaram comunicações por radiofrequência para enviar e receber dados do espaço. No entanto, a quantidade de material coletado e transmitido aumentou ao longo dos anos, o que passou a exigir sistemas mais rápidos.
Desde 2021, a Nasa passou a testar a comunicação a laser, também conhecida como comunicação óptica, que pode ser até 100 vezes mais rápida do que a radiofrequência. Esse sistema envia e recebe informações por meio de transceptores ópticos - dispositivos que enviam e recebem dados por meio da luz -, tanto em solo quanto no espaço.
Para a Nasa, o impacto da adição da comunicação a laser nas espaçonaves é tão revolucionário quanto a troca da conexão discada de internet, que era lenta e incômoda, pela fibra ótica.
As perturbações atmosféricas, como nuvens e turbulência, no entanto, representam desafios para o sistema, já que podem interromper os sinais de laser à medida que entram na atmosfera terrestre. Para tentar contornar o problema, a Nasa instalou as estações terrestres ópticas em locais remotos e de alta altitude devido às suas condições climáticas favoráveis: no Havaí, na Califórnia e no Novo México.
No caso da Artemis II, o Sistema de Comunicações Ópticas Orion Artemis II, conhecido como O2O, é quem permite o envio de vídeos e fotos em alta resolução. Ele é financiado pelo Programa de Comunicações e Navegação Espacial (SCaN) e executado pela divisão de projetos de Exploração e Comunicações Espaciais (ESC).
Além das imagens, o O2O também transmite dados científicos, procedimentos, planos de voo e comunicações entre a Orion e os centros de controle da Nasa a taxas de até 260 megabits por segundo. O teste da utilidade operacional do O2O em missões tripuladas, inclusive, é um dos objetivos da Artemis II.
por Estadao Conteudo
EUA - Durante décadas, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar. No entanto, em 2006, essa classificação mudou oficialmente após uma decisão da União Astronômica Internacional, entidade responsável por padronizar conceitos e nomenclaturas na astronomia.
A mudança ocorreu porque os cientistas perceberam que era necessário estabelecer critérios mais precisos para definir o que realmente é um planeta. Até então, não havia uma definição formal clara, o que gerava inconsistências à medida que novos corpos celestes eram descobertos.
A IAU passou a adotar três critérios principais para que um astro seja considerado planeta: ele precisa orbitar o Sol, ter massa suficiente para assumir forma aproximadamente esférica e “limpar” a vizinhança de sua órbita — ou seja, dominar gravitacionalmente a região ao seu redor.
Plutão cumpre os dois primeiros requisitos, mas falha no terceiro. Ele divide sua órbita com diversos outros objetos do Cinturão de Kuiper, uma área repleta de corpos gelados além de Netuno. Por isso, passou a ser classificado como “planeta anão”.
A nova categoria inclui também outros objetos semelhantes, como Éris, cuja descoberta foi um dos fatores que impulsionaram a revisão das definições. Se Plutão continuasse sendo considerado planeta, outros corpos de características parecidas também precisariam entrar na lista, ampliando significativamente o número de planetas.
Hoje, o Sistema Solar é oficialmente composto por oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Já os planetas anões, como Plutão, ocupam uma categoria intermediária, com características próprias.
A reclassificação gerou debates e até resistência popular, mas reflete o avanço do conhecimento científico. Na prática, a astronomia evolui constantemente, e suas classificações acompanham novas descobertas, garantindo maior precisão na compreensão do universo.
EUA - O cofundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, participou recentemente da conferência BlackRock Infrastructure Summit, em Washington, D.C., nos Estados Unidos, onde apresentou sua visão sobre o futuro da inteligência artificial.
Segundo Altman, a tendência é que a tecnologia passe a ser tratada como um serviço essencial, semelhante à eletricidade ou à água, com cobrança baseada no consumo. “Vemos um futuro em que a Inteligência Artificial é um serviço como eletricidade ou água, e as pessoas compram de nós por meio de um medidor e utilizam como quiserem”, afirmou, de acordo com o Business Insider.
Ele explicou que esse modelo de cobrança será baseado em “tokens”, unidades que medem a quantidade de dados processados sempre que um usuário interage com ferramentas como o ChatGPT.
Altman também comentou sobre o debate em torno do consumo de energia pela inteligência artificial, durante participação em um evento realizado em Nova Délhi, na Índia. Para ele, é legítima a preocupação com o gasto energético, mas o tema precisa ser analisado de forma mais ampla. “É justo estar preocupado com o consumo de energia dos modelos de Inteligência Artificial”, disse, defendendo que o mundo acelere a transição para fontes como energia nuclear, eólica e solar.
No entanto, o executivo criticou o que considera uma visão desequilibrada sobre o tema. “Também é necessária muita energia para treinar um humano”, afirmou. “Leva cerca de 20 anos de vida e toda a comida que você consome nesse período antes de se tornar inteligente. E não só isso, foi necessária a evolução de cerca de 100 bilhões de pessoas que já viveram, que aprenderam a não serem devoradas por predadores e a entender ciência e muitas outras coisas, para que você se tornasse quem é hoje”, completou.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - Após pesquisadores do IFSC/USP e da Universitat Rovira i Virgili, na Espanha, terem desenvolvido em 2025 um sensor flexível capaz de detectar poluentes atmosféricos, especialmente o dióxido de nitrogênio (NO2), agora surgiu a oportunidade de se desenvolver um novo tipo de sensor capaz de identificar a presença de ozônio no ar com maior eficiência e estabilidade. A tecnologia pode contribuir para o monitoramento da qualidade do ar e para a prevenção de problemas ambientais e de saúde causados pela poluição atmosférica.
O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Dr. Valmor Roberto Mastelaro que coordenou este estudo publicado recentemente na revista científica “Chemosensors”, enfatiza o fato de que o ozônio presente na atmosfera em níveis elevados é considerado um poluente prejudicial. A exposição prolongada pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, além de agravar doenças pulmonares. Por isso, sistemas capazes de detectar pequenas quantidades desse gás são fundamentais para o controle da qualidade do ar em ambientes urbanos e industriais.
No estudo, os cientistas criaram um sensor formado por camadas de nanomateriais de óxido de grafeno reduzido (rGO) e óxido de zinco (ZnO) organizadas de forma estratégica. Essa estrutura funciona como uma espécie de “sanduíche” que protege um dos componentes mais sensíveis do dispositivo. Essa proteção evita que o material seja danificado pelo próprio ozônio durante a detecção, problema comum em sensores a base de rGO para detecção de O3.
Os testes mostraram que o dispositivo consegue detectar concentrações muito pequenas de ozônio no ar. Além disso, apresentou boa capacidade de distinguir esse gás de outros poluentes comuns, como monóxido de carbono, amônia e dióxido de nitrogênio.
Outro ponto positivo observado foi a estabilidade do sensor. Durante os experimentos, não foram identificados sinais de desgaste ou degradação do material, indicando que o método de fabricação adotado pode aumentar a durabilidade do equipamento.
Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia pode ajudar no desenvolvimento de sistemas mais precisos de monitoramento ambiental. Sensores desse tipo podem ser utilizados em estações de medição da qualidade do ar, em áreas industriais ou até em dispositivos portáteis voltados ao controle da poluição.
O avanço também abre caminho para novas pesquisas que buscam tornar os sensores de gases cada vez mais sensíveis, confiáveis e acessíveis, ampliando as possibilidades de aplicação em diferentes setores.
Sobre esta pesquisa, o Prof. Dr. Valmor Mastelaro comenta que o sensor à base de ZnO-rGO-ZnO na estrutura de “sanduiche” foi desenvolvido para solucionar o problema da oxidação e degradação do rGO quando exposto ao gás ozônio, processo chamado de ozonolise. “Ao nosso conhecimento, apenas três sensores a base de rGO-ZnO para detecção de O3 foram reportados antes devido a esse problema da degradação do sensor, sendo dois deles do nosso grupo de pesquisa. Com isso, a metodologia desenvolvida abre caminho para a fabricação de novos sensores à base de óxidos metálicos e rGO para a detecção de O3, evitando o processo de ozonólise - reação com ozônio que quebra ligações duplas em moléculas orgânicas”, pontua o cientista.
Além do Prof. Dr. Valmor Mastelaro, assinam esta pesquisa os pesquisadores - Rayssa Silva Correia, Amanda Akemy Komorizono, Julia Coelho Tagliaferro e Natalia Candiani Simões Pessoa.
Esta pesquisa contou com o apoio da FAPESP.
Para conferir o estudo original, acesse – https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/03/chemosensors-14-00010-v2-valmor.pdf
Evento será realizado no dia 21 de março, no Campus da USP – Área 1, Anfiteatro Jorge Caron, com palestras, painéis e networking
SÃO CARLOS/SP - O Startup Day 2026, um dos maiores movimentos de fomento ao empreendedorismo e à inovação do Brasil, será realizado no dia 21 de março, em São Carlos. O evento ocorrerá no Campus da Universidade de São Paulo (USP) – Área 1, no Anfiteatro Jorge Caron, das 8h às 13h, e reunirá empreendedores, estudantes, pesquisadores, empresários e interessados em inovação.
Promovida pelo Sebrae for Startups, a iniciativa ocorre de forma simultânea em diversas cidades do país. Na região de São Carlos, além da própria cidade, o evento também será realizado em Pirassununga, Rio Claro e Araras.
De acordo com o gestor de inovação do Sebrae-SP Ícaro Tiberti, o Startup Day é construído de forma colaborativa com os atores locais do ecossistema de inovação, o que fortalece a iniciativa em cada município.
“Cada edição do Startup Day reflete as características do ecossistema de inovação da cidade onde acontece. A proposta é reunir empreendedores, universidades, empresas e instituições para compartilhar experiências, gerar conexões e apresentar caminhos para transformar ideias em negócios”, destaca.
“O Startup Day é mais do que um evento, é um ponto de encontro estratégico para quem acredita na inovação como motor do desenvolvimento econômico. Para São Carlos, que já é reconhecida como um dos principais polos de tecnologia e conhecimento do país, receber uma iniciativa como essa reforça ainda mais o nosso compromisso com o futuro.
Estamos trabalhando para fortalecer o nosso ecossistema de inovação, aproximando universidades, centros de pesquisa, empresas e, principalmente, incentivando o surgimento e o crescimento de startups”, ressalta Paula Knoff, a secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.
A programação em São Carlos contará com painéis e apresentações voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo inovador, abordando temas como a jornada das startups, a transformação de pesquisas científicas em negócios e os desafios de levar soluções inovadoras ao mercado.
Entre os destaques estão discussões sobre programas e oportunidades para startups, caminhos para investimento e fomento à inovação, além de debates sobre estratégias de crescimento e inserção no mercado. O evento também terá momentos voltados à conexão entre startups, universidades, empresas e instituições que atuam no fortalecimento do ecossistema local.
O encontro termina com um momento dedicado ao networking estruturado e conexões entre os participantes, promovendo a troca de experiências e a geração de novas parcerias.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela internet, neste link: https://www.sympla.com.br/evento/startup-day-2026-pirassununga/3285625.
Em São Carlos, o Startup Day conta com a parceria de instituições e organizações que integram o ecossistema local de inovação, como universidades, centros de pesquisa, ambientes de inovação, entidades empresariais e instituições públicas.
Idealizado pelo Sebrae Startups e cocriado com o ecossistema de inovação, o Startup Day é construído de forma colaborativa, priorizando as demandas e necessidades das startups e dos ecossistemas locais, com a participação de todo o Sistema Sebrae e da comunidade de inovação do Brasil.
O evento tem como público-alvo startups em diferentes momentos de maturidade, desde a curiosidade e ideação até as fases de validação, tração, crescimento e escala. A iniciativa busca fortalecer o ecossistema inovador brasileiro, apresentar a atuação do Sebrae Startups em todo o país e apoiar gestores que atuam no desenvolvimento regional.
SERVIÇO
Startup Day 2026 – São Carlos
Data: 21 de março (sábado)
Local: Campus da Universidade de São Paulo (USP) – Área 1, Anfiteatro Jorge Caron
Horário: das 8h às 13h
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/startup-day-2026-pirassununga/3285625
Programação:
8h às 8h30 — Recepção e credenciamento;
8h30 às 8h45 — Abertura institucional;
8h45 às 9h10 — Sebrae for Startups: programas, capital e conexões para acelerar a jornada das startups;
9h10 às 9h55 — Da ciência ao mercado: startups com DNA de São Carlos;
9h55 às 10h40 — Caminhos para escalar startups: investimento, fomento e P&D aplicado;
10h40 às 11h25 — Go to Market: os desafios de levar uma startup ao mercado;
11h25 às 11h30 — Encerramento e foto oficial;
11h30 às 13h — Networking estruturado e conexões livres.
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