Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O Fundo Social de Solidariedade de São Carlos recebeu, nesta sexta-feira (20/02), mil cestas básicas encaminhadas pelo Governo do Estado, por meio do Fundo Social de São Paulo. A iniciativa integra a política estadual de apoio aos municípios no enfrentamento à insegurança alimentar.
A entrega foi acompanhada pela primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade do município, Herica Ricci Donato, que destacou a importância do reforço no atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, esta é a primeira remessa de 2026. “Recebemos mil cestas que vão fortalecer o trabalho das entidades assistenciais e ampliar nosso alcance junto às famílias que mais precisam. Esse apoio do Estado é fundamental para garantirmos segurança alimentar a quem enfrenta dificuldades”, afirmou.
Herica explicou que a distribuição seguirá critérios técnicos estabelecidos pelo Estado e pelo município. As cestas serão destinadas às entidades devidamente cadastradas na Prefeitura e que atendem públicos diversos — idosos, crianças, jovens e famílias em geral — desde que estejam inseridos no Cadastro Único (CadÚnico), sistema federal que identifica famílias em situação de vulnerabilidade social. “Temos um cadastro atualizado e seguiremos rigorosamente as diretrizes para assegurar que os alimentos cheguem a quem realmente necessita”, ressaltou, agradecendo o apoio da primeira-dama do Estado, Cristiane Freitas.
O prefeito Netto Donato também esteve na sede do Fundo Social para acompanhar a chegada dos alimentos e destacou a parceria com o governador Tarcísio de Freitas.
“Quero agradecer ao governador Tarcísio de Freitas e ao Fundo Social de São Paulo por essa parceria que tem feito a diferença na vida das pessoas. Essas mil cestas representam alimento na mesa de centenas de famílias de São Carlos. Nosso compromisso é trabalhar de forma integrada, com responsabilidade e sensibilidade social, para que nenhum cidadão fique desassistido. Seguiremos buscando recursos e fortalecendo parcerias para ampliar as políticas públicas de proteção social no município”.
SÃO CARLOS/SP - A Praça Maria Apparecida Resitano, conhecida como Praça do Mercado Municipal, na região central de São Carlos, recebeu nesta sexta-feira (20/02) a Lan House Itinerante do projeto Conexão e-Sports. A iniciativa oferece ao público uma experiência gamer gratuita, com foco em crianças e adolescentes, e segue na cidade até o dia 1º de março.
O funcionamento ocorre de segunda a sábado, das 9h às 12h e das 13h às 19h. A atividade é totalmente gratuita e as vagas são limitadas, distribuídas por ordem de chegada, com inscrições realizadas presencialmente na tenda de credenciamento montada no local.
Instalada em uma carreta equipada com estrutura moderna e interativa, a Lan House móvel conta com 30 computadores e disponibiliza jogos em plataformas offline, como Fall Guys, EA SPORTS FC 24 e Rocket League. Cada sessão tem duração de 40 minutos e atende grupos de até 30 participantes por turno.
O projeto é realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Esportes, com incentivo da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (LPIE), e pela Lei de Incentivo ao Esporte do Ministério do Esporte, do Governo Federal, em parceria com a Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
De acordo com o secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, a proposta vai além do entretenimento. “A iniciativa busca democratizar o acesso à tecnologia e incentivar valores como estratégia, trabalho em equipe e socialização entre os participantes”, destacou.
O público-alvo são crianças e adolescentes de 6 a 18 anos, especialmente moradores de regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), mas a atividade é aberta a pessoas de todas as idades.
A diretora do Departamento de Artes e Cultura, Mariana Navarro, ressaltou que a ação alia diversão e aprendizado. Segundo ela, a carreta percorre diversas cidades do Brasil levando inclusão digital e oportunidades de convivência. “É um espaço onde a tecnologia se torna aliada de uma diversão saudável, promovendo novas conexões, amizades e o desenvolvimento de habilidades importantes para a vida em sociedade”, afirmou.
SÃO CARLOS/SP - O auditório do Paço Municipal recebeu, na manhã desta sexta-feira (20/02), profissionais da segurança pública para uma palestra sobre Inteligência Emocional conduzida pela psicóloga Andréa Cristina Pereira do Val. O encontro reuniu guardas municipais, agentes de trânsito, policiais militares e demais agentes da área, em uma iniciativa organizada pelo guarda municipal Fernando Napolitano, atual diretor do Departamento de Informação da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana.
Especialista em avaliação psicológica, Andréa destacou que compreender e administrar as próprias emoções é um diferencial não apenas na vida pessoal, mas também no exercício profissional. “Esse encontro tem como objetivo trazer o conhecimento da importância da inteligência emocional no dia a dia, não só profissionalmente falando, mas da vida da gente. Hoje vivemos em um mundo tão acelerado que saber lidar com nossas emoções e com as do outro faz total diferença”.
Ela ressaltou que, para agentes de segurança, a habilidade é essencial em situações de conflito. “Em uma abordagem policial ou de trânsito, a inteligência emocional vai definir o final da história. É como dirigir: não basta estar atento ao seu carro, mas também ao outro. Com as emoções é a mesma coisa”.
Durante a palestra, Andréa enfatizou que absorver o conteúdo é apenas o primeiro passo. “Mas não basta absorvê-lo, tem de aplicar no dia a dia. A partir do momento que você entende a importância dela, você passa a ser inteligente emocionalmente falando”.
Fernando Napolitano explicou que a escolha do tema surgiu da necessidade de preparar os agentes para situações de alta pressão. “Inteligência emocional hoje é um tema bastante discutido e de grande relevância no trabalho dos agentes de segurança pública, que se deparam diariamente com ocorrências de grande gravidade. Essa capacidade de conhecer as emoções e saber trabalhar com elas é muito importante”.
Ele destacou que a ferramenta contribui não apenas para o serviço prestado, mas também para a qualidade de vida dos profissionais. “O agente de segurança no dia a dia se depara com situações onde vai de 0 a 100 muito rápido. É um estresse muito grande, seja em acidentes com vítimas fatais, em casos de violência ou em ocorrências delicadas. Tendo essa capacidade, ele consegue usar toda a cognição disponível para tomar a melhor decisão em frações de segundos”.
Para o secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, “o encontro reforçou a necessidade de incluir o desenvolvimento das habilidades emocionais na rotina de formação dos profissionais da segurança pública. A palestra de Andréa Cristina Pereira do Val trouxe exemplos práticos e reflexões aplicáveis ao cotidiano, enquanto a iniciativa de Fernando Napolitano evidenciou a preocupação da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana em oferecer capacitação que impacta diretamente na qualidade do serviço prestado e na preparação dos agentes diante de situações de alta complexidade”, concluiu.
SÃO CARLOS/SP - Fundada em 1931, entidade acompanhou a evolução econômica e social de São Carlos, atuando na defesa do comércio, na união empresarial e em iniciativas que impactaram a cidade.
Fundada em 22 de fevereiro de 1931, a Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC) chega aos 95 anos com uma trajetória diretamente ligada à construção econômica, social e institucional do município. Nascida da união de empresários que, ainda na década de 1920, perceberam que o crescimento da cidade dependia da organização coletiva da classe produtiva, a entidade consolidou-se como uma das principais vozes do empreendedorismo local.
Antes mesmo da formalização, em 1931, um grupo de 22 empresários já articulava ações para fortalecer o comércio e a indústria. Esse movimento marcou o início de uma atuação que acompanharia — e muitas vezes impulsionaria — momentos decisivos da história de São Carlos. Entre os protagonistas daquele período estavam lideranças empresariais ligadas à instalação da primeira fábrica de lápis da América Latina, embrião do que se tornaria a Faber-Castell no Brasil, além do surgimento de indústrias pioneiras como a Irmãos Pereira Lopes, responsável pelos primeiros compressores herméticos nacionais.
Ao longo das décadas, a ACISC participou ativamente de debates e mobilizações que contribuíram para a transformação urbana e econômica da cidade. A entidade esteve presente em movimentos por melhorias na infraestrutura, expansão dos serviços telefônicos e energéticos, asfaltamento de rodovias e apoio à instalação de instituições de ensino superior, incluindo iniciativas que fortaleceram o ambiente educacional e tecnológico que caracteriza São Carlos atualmente. Em 1953, foi reconhecida como entidade de utilidade pública municipal, reforçando sua relevância institucional.
Mais do que acompanhar o crescimento da cidade, a associação ajudou a moldar sua identidade comercial. Um dos exemplos mais marcantes é o Dia do Freguês, criado em 1974, iniciativa voltada à valorização da relação entre comerciantes e consumidores. A proposta ultrapassou os limites locais e inspirou campanhas semelhantes em diversas cidades brasileiras, consolidando-se como parte da cultura do comércio nacional.
Com o avanço das transformações econômicas e tecnológicas, a ACISC ampliou sua atuação. A modernização do Serviço de Proteção ao Crédito nos anos 1980, a expansão de serviços empresariais e a inauguração do Palácio do Comércio “Miguel Damha”, em 2007, simbolizam a adaptação da entidade às novas demandas do mercado. Ao mesmo tempo, manteve seu papel histórico de articulação coletiva, conectando empresários, poder público e comunidade.
Em momentos de crise, essa capacidade de mobilização tornou-se ainda mais evidente. Durante a pandemia de Covid-19, a entidade coordenou campanhas solidárias, arrecadou recursos para instituições de saúde, distribuiu máscaras e apoiou ações voltadas à retomada econômica responsável, contribuindo para a continuidade das atividades comerciais em um cenário de incerteza global.
Outro marco importante foi a criação, em 2001, do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), iniciativa pioneira no interior paulista que ampliou a participação feminina no ambiente empresarial e fortaleceu redes de colaboração entre empreendedoras. Décadas depois, esse movimento ganhou novo significado com a eleição da primeira mulher à presidência da entidade, representando a continuidade de uma trajetória marcada pela evolução social e institucional. “É uma responsabilidade imensa estar à frente de uma instituição que ajudou a construir São Carlos. Nenhuma conquista foi individual; são 95 anos construídos por muitas mãos”, afirma.
Hoje, a ACISC reúne milhares de empresas de diferentes portes e segmentos, atuando como um ponto de conexão entre negócios, conhecimento e desenvolvimento regional. Mais do que uma entidade de classe, tornou-se um espaço de orientação, inovação e construção coletiva.
Ao completar 95 anos, a associação reafirma o propósito que motivou sua criação: unir empresários para fortalecer a cidade. Em uma história construída por diferentes gerações, a trajetória da ACISC demonstra que o desenvolvimento sustentável não nasce de iniciativas isoladas, mas da capacidade de caminhar junto — preservando o legado do passado enquanto prepara São Carlos para os desafios do futuro.
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