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O objetivo da iniciativa foi reconhecer todo o cuidado oferecido aos pacientes durante a pandemia

 

SÃO CARLOS/SP - O Centro Integrado de Humanização da Santa Casa fez uma homenagem aos profissionais de saúde que atuam diretamente no atendimento aos pacientes com COVID-19. A ação visa valorizar a dedicação desses colaboradores pelo cuidado oferecido aos pacientes.

De acordo com a coordenadora do Centro Integrado de Humanização da Santa Casa, Juliana Tedesco, a ideia é homenagear todos os profissionais do hospital. Escolheram começar pela equipe Covid-19, pelo fato de estarem expostos aos riscos. “Pensamos em homenagear primeiro esses profissionais que estão no atendimento desses pacientes desde o início da pandemia, já que mesmo com medo e receios, não recuaram. Eles, muitas vezes, deixam suas famílias em casa para cuidar do outro. Nossa gratidão a todos os profissionais da Santa Casa”, ressalta a coordenadora.

“No início da pandemia, os profissionais da linha de frente, naturalmente, estavam receosos, já que tinham que enfrentar algo desconhecido. A fase difícil passou, mas ainda não terminou. Por isso, essa ação é para motivá-los ainda mais nessa missão e para demonstrar que temos muito orgulho de cada profissional, que todos estão desempenhando muito bem suas atividades”, afirma a Psicóloga da Santa Casa, Amanda Zani.

As equipes que foram homenageadas fazem parte da ALA COVID e também do Serviço de Nefrologia, setores que cuidam especificamente de pacientes com Covid-19.

Para a Coordenadora de Enfermagem da enfermaria COVID da Santa Casa, Simone Loboschi, receber esse reconhecimento é muito importante, principalmente em um momento de pandemia em que todos precisaram redobrar seus trabalhos e cuidados. “Foi muito motivador e importante receber esse carinho e reconhecimento da nossa Instituição para com todos os profissionais que atuam na linha de frente. O momento é bastante delicado, mas com o trabalho em equipe, que já existe, e mais esse carinho que estamos recebendo, iremos passar por tudo isso com bastante compromisso e leveza”, comenta.

Além dos profissionais de saúde, a equipe da limpeza também foi homenageada. Desde o início da pandemia, os cuidados com a limpeza precisaram ser ampliados para garantir a proteção de todos. “Estou muito feliz por receber esse reconhecimento. No início da pandemia também tive medo, principalmente por estar nos setores de risco, mas entendi que o paciente precisava muito mais do nosso trabalho naquele momento. E em alguns casos, durante a limpeza, consegui passar uma palavra de conforto para o paciente que estava precisando ouvir algo positivo. Cuido com muita atenção da limpeza do hospital, pois faço meu trabalho com muito amor e carinho”, conta a Auxiliar de Limpeza, Janelma Santos da Silva.

Desde o início da pandemia, os profissionais do Centro Integrado de Humanização da Santa Casa, oferecem apoio psicológico aos colaboradores que precisam cuidar da saúde mental. Essa ação ajuda os profissionais e também pacientes a passar pelo momento de pandemia para acalmar suas ansiedades e medos.

“Receber esse reconhecimento é extremamente importante e faz toda diferença no nosso trabalho. A pandemia nos trouxe um cenário de pânico. Todo o trabalho psicológico oferecido aos profissionais contribui para o atendimento a esses pacientes. Essa valorização demonstra o afeto que a instituição tem pelo nosso trabalho, e isso nos motiva a cuidar cada vez mais de cada paciente”, comenta o Coordenador de Enfermagem da Nefrologia, Elio Vieira da Silva Júnior. 

Especialistas da Instituição vão entregar um selo de qualidade para estabelecimentos que implementem protocolos de segurança frente à COVID-19

 

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos criou o Programa “Consultoria Santa Casa São Carlos – Protocolos de Segurança COVID-19”, com o objetivo de ajudar os estabelecimentos a retomarem as atividades, garantindo a segurança dos colaboradores e clientes. Um dos serviços oferecidos é a testagem. Pelo Programa, os especialistas ajudam a fazer a escolha do teste ideal para COVID-19, fazem a coleta de exames, auxiliam na interpretação dos resultados e dão apoio na orientação sobre os cuidados necessários.

O Programa de Consultoria começa com a visita de uma equipe de especialistas do hospital ao estabelecimento. A partir das constatações feitas no local, o grupo sugere as mudanças necessárias e define planos de ação para as adequações. Para isso, ajuda, inclusive, na aquisição dos insumos e dá apoio na execução das adaptações, com palestras e vídeos explicativos. A partir do momento em que o estabelecimento estiver de acordo com todas as mudanças sugeridas, ganha um Selo de Qualidade que atesta a Segurança com relação à COVID-19.

“Para todos nós da área da saúde, a COVID-19 também foi um desafio. Conseguimos, no entanto, implantar uma série de protocolos na Santa Casa que vem garantindo não apenas o sucesso na recuperação dos pacientes, como também a segurança de todos nós profissionais de saúde. Prova disso, é que nesses 6 meses, apenas duas funcionárias da ALA COVID foram infectadas. Por isso, decidimos compartilhar nossa experiência com outras Instituições”, explica a infectologista e coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Relacionada à Assistência em Saúde (SCIRAS) da Santa Casa, Carolina Toniolo Zenatti.

Além da médica infectologista (que fez parte do Corpo Clínico dos hospitais Oswaldo Cruz e Leforte de São Paulo), fazem parte da equipe de especialistas do Programa de Consultoria o infectologista e gerente médico da Santa Casa, Roberto Muniz Junior (que também faz parte do Corpo Clínico do Albert Einstein e atua na UTI do Instituto de Infectologia Emilio Ribas, em São Paulo); a Gerente de Operações da Santa Casa, Mariana Pellegrinotti Danella (que tem mais de 10 anos de experiência em hotelaria hospitalar e tem MBA em gestão de pessoas pela Universidade Metodista de Piracicaba e MBA em executivo em saúde pela FGV); a Enfermeira Controladora de Infecção, Amanda de Assunção Lino (enfermeira pela Escola de Enfermagem - EERP/USP, especialista em Terapia Intensiva Neonatal/Pediátrica e Controle de Infecção Hospitalar) e o Coordenador do Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa São Carlos, André Mascaro (experiência em Gestão Educacional como Gestor da Faculdade Trevisan e Coordenador das atividades dos programas de Residência Médica e Residência Multiprofissional da Santa Casa de São Carlos).

 

PROJETO PILOTO

 

O Programa já está sendo executado na forma de um projeto piloto na Escola Estadual Ary Pinto das Neves em São Carlos. “Decidimos por começar numa escola estadual porque a retomada das aulas está programada para acontecer nos próximos meses. Muitos professores e estudantes ainda têm dúvidas e receios sobre essa volta, então foi uma maneira de ajudar a comunidade, com a expertise que conquistamos ao longo do enfrentamento da pandemia nesses últimos meses”, afirma o Coordenador do Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa São Carlos, André Mascaro.

Na sexta-feira (18), o Governador João Doria confirmou que o plano da retomada opcional de aulas presenciais está mantido para o dia 7 de outubro para alunos do Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede estadual. Para as escolas que atendem alunos do Ensino Fundamental, a data prevista de retorno foi alterada para o dia 3 de novembro.

A escola estadual, que fica no Bairro Cidade Aracy, conta com 468 estudantes, 38 professores e 5 agentes de organização. A direção da escola, juntamente com os professores e agentes, reorganizou a escala de funcionamento da unidade. Os alunos, nesse primeiro momento de retomada, vão ter dois dias de aulas presenciais por semana, 2 horas de aula por dia. Com isso, serão 20 estudantes no máximo na escola ao mesmo tempo, 5 por sala.

“Todas as decisões que tomamos foram coletivas, discutidas com os professores e funcionários. Mas apesar de todo o cuidado, de tudo ter sido pensado e analisado, todos nós, claro, estamos apreensivos com o retorno das aulas. Por isso, é muito importante poder contar com uma equipe de especialistas como o da Santa Casa. Para nos ajudar a analisar todos os protocolos que foram colocados em prática e, também, para implementar outros, para que o nosso retorno seja o mais seguro e tranquilo possível”, afirma a diretora da escola, Ketty Morilas Pastro Rodrigues.

 

SERVIÇO:

PROGRAMA “CONSULTORIA SANTA CASA SÃO CARLOS – PROTOCOLOS DE SEGURANÇA COVID-19”

CONTATOS:

IEP – Instituto de Ensino e Pesquisa / Santa Casa São Carlos

Telefone: 16-3509-1307 (falar com Maiti Mello)

WhatsApp – 17-99721-8163

O ideal seria ter pelo menos 100 bolsas de sangue, mas o Banco de Sangue tem apenas 30 bolsas em estoque

 

SÃO CARLOS/SP - O Banco de Sangue da Santa Casa precisa com urgência de doadores de todos os tipos sanguíneos, principalmente de O positivo. O estoque de bolsas de sangue está 60% abaixo da média de segurança. Para se ter um estoque seguro, o ideal seria ter, no mínimo, 100 bolsas de sangue. No momento, o Banco conta com apenas 30 bolsas. Essa quantidade deve durar apenas pelos próximo dois dias. Uma situação extremamente preocupante, já que o hospital atende todas as demandas de urgência e emergência, cirurgias eletivas, oncológicas e cardíacas, UTI Pediátrica, UTI Neonatal, UTI Adulto e Coronariana, Centro Cirúrgico, Maternidade e, em alguns casos, os pacientes com COVID-19 que necessitam de transfusão de sangue. Além das demandas da Santa Casa, o Banco também dá suporte para o Hospital Universitário e hospitais da região.  

Um dos principais motivos para a queda é o não comparecimento dos voluntários que agendam o horário para fazer a doação. Para se ter uma ideia, no último sábado (19), dos 30 doadores que fizeram o agendamento, apenas 9 compareceram para doar. Na segunda-feira (21), dos 30 doadores agendados, apenas 7 foram ao Banco de Sangue para fazer as doações.

Nesta semana, a agenda de doações ainda não está completa. E na semana que vem, está completamente vazia. Por isso, a Coordenadora do Banco de Sangue da Santa Casa, Ariane Iazorli, faz um apelo à população. “Precisamos ter um estoque mínimo para restabelecer o nível necessário e, assim, suprir todas as demandas de procedimentos cirúrgicos e transfusão de sangue. Peço também para que os doadores que agendarem as doações, que compareçam para não prejudicar o fluxo, já que contamos com cada bolsa de sangue. Caso o doador tenha algum imprevisto, ele deve avisar o Banco de Sangue 24 horas antes do horário marcado, para que a equipe tenha tempo hábil para acionar um outro doador. Outro problema que estamos enfrentando é a falta de doador. Ligamos para os doadores cadastrados e, muitas vezes, não nos atendem ou não querem doar. Se não normalizar e as pessoas não atenderem nosso chamado, vamos precisar cancelar as cirurgias. Peço o apoio de toda população”, explica a Coordenadora.

Desde o início da pandemia, o Banco de Sangue tem seguido as regras da Associação Brasileira de Hematologia. É obrigatório o uso de máscara de proteção facial. Foi proibida a entrada de acompanhantes. Pra facilitar, as doações estão sendo agendadas pelo WhatsApp ou pelo telefone fixo para evitar aglomerações. Sendo assim, é possível garantir a proteção de todos os doadores e profissionais.

Vale ressaltar que para ser doador, é preciso ter entre 18 e 69 anos, ter mais de 50 Kg e estar em boas condições de saúde. O voluntário também não pode fumar uma hora antes da doação e nem ingerir bebida alcoólica 24 horas antes. E é preciso apresentar um documento oficial com foto.  Quem vier para fazer a doação, pode estacionar de graça no estacionamento PARAKI, que fica em frente à Santa Casa (Rua Paulino Botelho de Abreu Sampaio, 672).

 

SERVIÇO:

BANCO DE SANGUE DA SANTA CASA

AGENDAMENTO DE DOAÇÕES:

(16) 99104-6748 (WhatsApp) e (16) 3509-1230 (fixo)

De segunda a sexta-feira, das 8h às 15h

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:

Segunda a sexta-feira – 8h às 12 horas

Sábados – 8h às 11 horas

Na Santa Casa, o valor dos medicamentos subiu 85% e o dos equipamentos de proteção individual aumentou 102%. O que agrava a saúde financeira da Instituição que há anos têm que lidar com a tabela defasada do SUS

 

SÃO CARLOS/SP - A pandemia da COVID-19 fez os preços dos medicamentos e equipamentos de proteção individual aumentarem consideravelmente. Na Santa Casa, de janeiro a agosto deste ano, os 10 principais medicamentos usados no hospital subiram, em média, 85%. Dois desses remédios tiveram reajuste ainda maior: a Norepinefrina (usada no controle da pressão) subiu 510% e o Omeprazol (protetor gástrico), 128%. Os dois medicamentos são usados nos cuidados dos pacientes graves com Coronavírus.

Já os valores dos equipamentos de proteção individual aumentaram 102% durante este mesmo período. As máscaras descartáveis tiveram um reajuste de 340% e as luvas, de mais de 200%.

E não foi esse o único reflexo da pandemia. Com a COVID-19, as cirurgias eletivas foram suspensas no início da quarentena. Depois que elas começaram a ser retomadas, mais um desafio: a falta de anestésicos no mercado. Nos últimos 5 meses, o hospital conseguiu realizar cerca de 43% desses procedimentos. Por isso, existe hoje uma fila de espera de cerca de 300 cirurgias.

Em função dessa demanda, a Santa Casa criou um Comitê de Cirurgias Eletivas. Formado por especialistas de todas as áreas, coordenadores dessas especialidades, equipe de enfermagem, anestesistas e diretoria técnica, o Comitê analisa a quantidade de anestésicos disponível e define a prioridade de cirurgias. “Nós nos reunimos uma vez por semana e todos nós especialistas conversamos, discutimos a situação de cada paciente que está na fila de espera, junto com a diretoria técnica do hospital, e pontuamos quais são os casos mais urgentes que precisam de cirurgia imediata”, explica o coordenador da Neurocirurgia da Santa Casa e líder do Comitê, Danillo Vilela.

A vigilante Elaine Regina Silva é uma dessas pacientes. Ela foi diagnosticada com hérnia de disco e foi afastada do serviço há 4 meses. “Eu não conseguia mais fazer a ronda. Até ficar sentada ficou difícil para mim, por conta das dores insuportáveis”, comenta. Além da dificuldade no trabalho, em casa, Elaine não conseguia mais lavar a louça, fazer faxina e cuidar dos filhos. No dia 9 de setembro, ela passou por cirurgia na Santa Casa. E já voltou a andar sem dores. “Saio do hospital com o sentimento de gratidão, porque só quem passa por isso sabe o quanto essa dor é insuportável”.

REFLEXOS NA SAÚDE FINANCEIRA DA SANTA CASA

Com as dificuldades para se realizar as cirurgias eletivas, a receita da Santa Casa diminuiu 12%. Essa queda, aliada à disparada nos preços dos remédios e EPIs, agrava a situação financeira dos hospitais filantrópicos, que há anos, lutam para driblar a defasagem da tabela de repasses do Sistema Único de Saúde. Para se ter uma ideia, os recursos repassados pelo Governo Federal à Santa Casa cobrem apenas 64% dos custos com os procedimentos SUS realizados pelo hospital. “Nesse cenário, para conseguir honrar os compromissos com os funcionários e fornecedores, a Instituição é forçada a buscar empréstimos para financiar este déficit. O problema é que este endividamento tem limite. Os hospitais filantrópicos podem usar até 30% da receita do SUS para ir quitando as parcelas do empréstimo e a Santa Casa já estourou este limite e não tem mais como buscar novos empréstimos”, explica o Diretor Administrativo e Financeiro da Santa Casa, Odahi Leite Souza.

O Diretor Administrativo e Financeiro da Santa Casa afirma ainda que as linhas de crédito anunciadas pelo Governo Federal para as Santas Casas com dificuldades financeiras são inviáveis, na prática. “O governo federal liberou as linhas de crédito, mas os agentes financeiros, os bancos, exigem superávit de caixa. É um contrassenso, no mínimo, uma vez que se as instituições tivessem geração de caixa positiva, não precisariam de empréstimos”.

Diante desse contexto, o Diretor Administrativo e Financeiro ressalta que o futuro das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos está cada vez mais difícil. “A Santa Casa de São Carlos, assim como muitas Instituições, procura se reinventar para driblar essas dificuldades e, dessa forma, manter os atendimentos. Mas a ajuda do poder público é vital para recuperar a saúde financeira desses hospitais e, assim, manter o atendimento público da população”.

Os novos equipamentos estão sendo usados na ALA COVID e reforçam a proteção dos pacientes e profissionais de saúde 

 

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa recebeu a doação de 18 tendas para contenção de aerossóis. Os equipamentos foram confeccionados por um grupo formado por integrantes da Mesa Administrativa da Santa Casa, empresários, voluntários, com apoio do Lions Clima.

A tenda é feita de uma armação de canos de PVC, coberta com plástico. Em uma das laterais, existe um zíper, que permite uma abertura através da qual a equipe de assistência pode realizar procedimentos com o paciente. Na outra lateral, foi instalado um sistema com ventoinhas e um filtro antiviral e antibacteriano para permitir a circulação do ar com o exterior com mais segurança e para dispersar o gás carbônico do interior, mantendo um maior nível de oxigenação.

“Esse equipamento foi idealizado por uma empresa de Manaus, que disponibilizou o projeto na internet. Quando vi essa tenda, enxerguei nela a oportunidade de usá-la na Santa Casa, adaptando às condições que o hospital exige. O objetivo foi de reforçar a proteção dos nossos profissionais, para que não se contaminem durante os cuidados com os pacientes com COVID”, explica o professor aposentado da UFSCar, coordenador da Engenharia de Computação da UNICEP e também tesoureiro da Santa Casa, Luis Carlos Trevelin.

As 18 tendas estão sendo usadas na ALA COVID da Santa Casa. Uma proteção a mais para pacientes e profissionais de saúde do hospital. Segundo a Coordenadora de Enfermagem das UTIs da Santa Casa, Tatiana Zanqueta Rodrigues, quando conversamos, respiramos, tossimos e espirramos, criamos no ambiente uma suspensão de partículas de vários tamanhos e as pessoas contaminadas com a COVID-19, emitem essas partículas contendo o vírus. A tenda evita justamente a propagação de particulas infectadas. “Um paciente, quando é intubado ou quando esse respirador é retirado dele, também libera os aerossóis contaminados para o quarto todo. A tenda consegue conter essas partículas dentro dela, evitando a disseminação do vírus por todo o ambiente. Ou seja, é uma proteção a mais, fora o isolamento do paciente e os EPIs usados pelos profissionais de saúde”.

O gerente médico da Santa Casa, Roberto Muniz Júnior, reforça que o equipamento é uma medida prática, barata e eficaz e é um diferencial importante no atendimento da Santa Casa. “A tenda aumenta a segurança do atendimento do paciente com suspeita ou com infecção confirmada pelo Coronavírus de forma exponencial. Facilita o trabalho do fisioterapeuta e do enfermeiro e faz com que a taxa de infecção desses profissionais que estão trabalhando caia praticamente a zero. A tenda permitiu também que a gente fizesse procedimentos de fisioterapia que antes não eram possíveis. E com isso, a gente consegue dar um cuidado ainda maior para o paciente e isso diminui muito a necessidade de intubação. E claro, isso também diminuiu o risco de mortalidade”.

O projeto demorou dois meses para sair do papel. E o custo de cada tenda foi, em média, de R$ 230.  E a iniciativa contou com o apoio de várias empresas como a R&L Maletas Técnicas, a WRG e a Criativa Laser; além da colaboração de muitos voluntários, como Carlos Atanazzio, e o apoio do Lions Clima. “Foram se agregando pessoas, empresas e se montou uma força-tarefa para conseguir montar esse equipamento. Acho que valeu a pena, porque envolveu uma série de pessoas, com um custo relativamente baixo e que trouxe uma garantia a mais para a saúde dos pacientes e dos profissionais de saúde”, afirma tesoureiro do Lions Clima, Rymer Tullio.

A AMDOCS, empresa israelense de softwares para telecomunicações, financiou boa parte da confecção de todas as tendas. “A Amdocs atua em vários países do mundo e incentiva o trabalho voluntário em todos eles. Nós, do centro de desenvolvimento de São Carlos, recebemos a aprovação imediata para financiamento das tendas assim que apresentamos o projeto devido à importancia das mesmas para a comunidade diante da pandemia. É muito gratificante poder ajudar quem está nos ajudando”, explica o funcionário e também voluntário da AMDOCS, Felicio de Riggi Junior.

Agora, a missão do grupo é confeccionar outros equipamentos para dar suporte no atendimento. “O próximo passo do grupo é reformular o projeto para confeccionar tendas que sejam usadas nas macas de transporte dos pacientes, para quando eles precisam ser levados para outras áreas do hospital para exames e outros procedimentos. E essas adaptações vão ser feitas com base nas observações do Corpo Clínico do hospital”, relata o secretário da Mesa Administrativa da Santa Casa, Silvio Coelho.


7 em cada 10 pacientes diagnosticados com COVID-19 saem curados do hospital

 

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa informa no Boletim da Vida desta terça-feira (01/9), que 127 pacientes foram atendidos no hospital do início da pandemia até agora e diagnosticados com COVID-19. Destes, 90 (70, 8%) receberam alta. Isso quer dizer que a Santa Casa tem mantido a média e 7 em cada 10 pacientes com resultado positivo para COVID-19 que passam pelo hospital, saem curados.

8 pacientes (6,2%) ainda permanecem internados. O hospital registra até agora 29 óbitos (22,8%) e 6 (4,7%) ainda aguardam pelo resultado de exames.

A quantidade disponível de bolsas de sangue deve durar até a próxima semana

 

SÃO CARLOS/SP - O Banco de Sangue da Santa Casa precisa com urgência de doadores de todos os tipos sanguíneos, principalmente de O positivo e A positivo. Mesmo com a pandemia, em média, passavam pelo Banco de Sangue 30 doadores por dia. Com essa quantidade, os estoques estavam se mantendo estáveis.

Mas nas últimas duas semanas, as doações diminuíram 50% e o número de voluntários caiu para 12 por dia. E, muitos doadores que agendaram horário, não compareceram ao local para realizar a doação.

A quantidade disponível de bolsas de sangue no estoque deve durar até a próxima semana, o que é muito preocupante, já que o Banco de Sangue atende todas as demandas de cirurgias e emergências da Santa Casa. Além disso, o Banco de Sangue dá suporte também para o Hospital Universitário e hospitais da região que necessitam de ajuda. 

De acordo com a Coordenadora do Banco de Sangue da Santa Casa, Ariane Iazorli, as doações diminuíram e as demandas de transfusão de sangue aumentaram. Além disso, os doadores não estão procurando o Banco de Sangue para fazer os agendamentos. “Nós ligamos para os doadores, muitos não atendem ou falam que não é possível doar no momento. O frio também afastou as pessoas que costumavam fazer as doações. Outra dificuldade tem sido os doadores que agendam horários e não comparecem no dia para doar e isso atrapalha, pois contamos com aquela doação e o horário está reservado para a pessoa. Nossa preocupação também é em garantir plaquetas para as próximas semanas. Elas são essenciais nas cirurgias cardíacas. Contamos com o apoio e mobilização da população para abastecermos os estoques”, explica a coordenadora.

Devido à pandemia da COVID-19, o Banco de Sangue tem seguido as regras da Associação Brasileira de Hematologia. É obrigatório o uso de máscara de proteção facial. Foi proibida a entrada de acompanhantes. Pra facilitar, as doações estão sendo agendadas pelo WhatsApp ou pelo telefone fixo para evitar aglomerações. Sendo assim, é possível garantir a proteção de todos os doadores e profissionais.

Vale ressaltar que para ser doador, é preciso ter entre 18 e 69 anos, ter mais de 50 Kg e estar em boas condições de saúde. O voluntário também não pode fumar uma hora antes da doação e nem ingerir bebida alcoólica 24 horas antes. E é preciso apresentar um documento oficial com foto.  

 

SERVIÇO:

BANCO DE SANGUE DA SANTA CASA

AGENDAMENTO DE DOAÇÕES:

(16) 99104-6748 (WhatsApp) e (16) 3509-1230 (fixo)

De segunda a sexta-feira, das 8h às 15h

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:

Segunda a sexta-feira – 8h às 12 horas

Sábados – 8h às 11 horas

Os recursos para a compra dos equipamentos vieram da live organizada pela igreja em prol do hospital

 

SÃO CARLOS/SP - O Provedor da Santa Casa, Antônio Valério Morillas Júnior, recebeu o Pároco da igreja Nossa Senhora de Fátima, padre Jonas Rafael da Silva, para a entrega de uma cadeira de exames para Otorrinolaringologista e cinco instrumentais para a realização de cirurgias de catarata. A visita também foi acompanhada pela Assessora de Relacionamento Médico da Santa Casa, Vanessa Crempe, pelo coordenador do Serviço de Médico de Urgência, Paulo Sóla, e pela Secretária da Provedoria, Nira Oliveira.

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima conseguiu adquirir os equipamentos por meio da Live Solidária realizada no dia 18 de julho. O show virtual contou com artistas de renome em São Carlos: a Banda Doce Veneno e as duplas João Carlos e Bruno e Pedro Vitor e Mariana.

“Em função da pandemia, todas as atenções estão voltadas à COVID-19, mas também temos outros casos de saúde bastante preocupantes e que precisam de um suporte. Por essa razão, surgiu a proposta de fazer algo para ajudar o hospital em outras áreas. Nos apresentaram quais eram as necessidades emergenciais no momento e, dentro das nossas condições e apoio de toda a comunidade, conseguimos esse recurso. Fizemos essa doação com muito carinho e como um gesto concreto de amor ao próximo”, explica Padre Jonas.

A nova cadeira de exames será usada no Ambulatório de Especialidades do SUS. De acordo com o médico cirurgião e coordenador do Serviço Médico de Urgência da Santa Casa, Paulo Sóla, a doação vai ajudar a oferecer uma melhor assistência aos pacientes “O material doado melhora a estrutura do Pronto Socorro da Santa Casa, e possibilita a equipe médica trabalhar com qualidade. Além disso, é possível oferecer mais dignidade e ótimas condições de atendimento aos pacientes que necessitam de avaliação urgente do especialista”, afirma.

O Provedor da Santa Casa, Antônio Valério Morillas Júnior, agradece o gesto da Paróquia e ressalta a importância dessa doação para o hospital. “É muito importante ver a mobilização da sociedade em prol da Santa Casa, para nos ajudar a suprir todas as necessidades. E o Padre Jonas, juntamente com os membros da Paróquia, tem sido um grande parceiro. Esses equipamentos vão beneficiar os pacientes e também facilitar o trabalho dos profissionais. Meus agradecimentos também aos artistas da cidade que participaram da Live a Banda Doce Veneno, a dupla João Carlos e Bruno e Pedro Vitor a Mariana. Muito obrigado por abraçarem essa causa em prol do hospital”, comenta.

Os equipamentos foram desenvolvidos por empresa de São Carlos com tecnologia 100% nacional

 

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa recebeu, nesta sexta-feira (21/8), a doação de cinco respiradores produzidos pela Hortron, empresa de São Carlos, que trabalha com software e hardware para área médica.

Os ventiladores pulmonares foram desenvolvidos pela empresa com tecnologia 100% nacional e com a maior parte dos componentes produzida em São Carlos. “Nós trabalhávamos com tecnologia voltada à produção de equipamentos para videocirurgias de ombro, joelho e quadril. Com a suspensão das cirurgias eletivas, resolvemos usar o nosso know how em desenvolvimento de tecnologia e conseguimos, em 3 meses, criar um equipamento de UTI certificado pela Anvisa”, explica o diretor da Hortron, Fernando Nogueira.

O respirador desenvolvido pela empresa ficou em terceiro lugar nos projetos avaliados em um edital do governo federal. “Mais de 500 empresas de todo o Brasil se cadastraram para participar desse edital feito recentemente para produtos relacionados ao COVID. Num dos itens desse edital, a proposta era desenvolver projetos para desenvolvimento de produtos de ventilação pulmonar que fossem 100% nacionais. E no meio de tantas propostas, ficamos em terceiro lugar”, comenta o diretor da Hortron.

A empresa doou 1 dos 5 ventiladores pulmonares. “Nós temos que agradecer a cidade de São Carlos. Eu me formei em engenharia eletrônica aqui. A nossa empresa é daqui. Tudo que conquistamos vem da cidade e os nossos colaboradores também são de São Carlos. Então, nada mais justo do que, num momento delicados desses, podermos retribuir”.

Os outros 4 respiradores foram adquiridos pela MRV da própria Hortron e doados para Santa Casa, numa contrapartida para aprovação de empreendimentos da Construtora. A mediação foi feita pelo secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, João Muller. “A MRV e eu estávamos tratando de aprovações de alguns empreendimentos deles. Como a construtora teve, recentemente, 43 casos de COVID-19 numa obra deles, mostrei para eles o quanto seria importante ajudar a Santa Casa. E, aliado a isso, valorizar um produto nosso, de São Carlos”, explica o secretário.   

O infectologista e diretor técnico da Santa Casa, Vitor Marim, explica que “desde o início da pandemia da COVID-19, a Santa Casa teve uma dificuldade muito grande para adquirir esses equipamentos. Nós tivemos apoio do Estado, mas que ainda foi insuficiente. Então, a Hortron rapidamente conseguiu desenvolver um ventilador mecânico de ótima qualidade, testado e com apoio da nossa equipe técnica no desenvolvimento. A doação desses ventiladores mecânicos vai ser extremamente importante para o nosso dia-a-dia nas UTIs”.

O provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Júnior, também reforça que o equipamento é “um dos melhores ventiladores pulmonares que temos no hospital e esses equipamentos vão contribuir com o atendimento feito na Santa Casa. Nos orgulha muito poder usar um respirador produzido em uma empresa de São Carlos e com essa qualidade. Nossos agradecimentos ao Secretário João Muller e à Hortron”.

O hospital abriu processo seletivo há 45 dias para contratar 16 enfermeiros e 53 técnicos de enfermagem para novos leitos de UTI COVID, mas não consegue preencher as vagas

 

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos abriu processo seletivo há 45 dias para contratar 16 enfermeiros e 53 técnicos de enfermagem, mas não está conseguindo preencher as vagas. O hospital precisa desses novos profissionais para as unidades de internação, UTI Adulto Pediátrico e para o Pronto-Atendimento.

Para as vagas de enfermeiro, é necessário: ter graduação em Enfermagem, ter o COREN ativo e morar em São Carlos. De preferência, também ter experiência na área hospitalar em Clínica Médica, Terapia Intensiva e Urgência e Emergência.

Para as vagas de técnico em enfermagem: curso técnico de Enfermagem e o COREN ativo. De preferência, também ter experiência na área hospitalar em Clínica Médica, Terapia Intensiva e Urgência e Emergência.

Quem tiver interesse pela vaga, basta enviar o currículo para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

AMPLIAÇÃO DOS LEITOS DE UTI COVID

Por conta da dificuldade de contratação de profissionais de saúde e em função da necessidade de ampliação de novos leitos de UTI COVID, a Santa Casa vai abrir 4 novos leitos de UTI na própria ALA COVID, no lugar de 8 leitos de enfermaria. Com isso, provisoriamente, a ALA COVID ficaria com 14 leitos de UTI e 14 leitos de enfermaria, até que o hospital consiga contratar os enfermeiros e técnicos de enfermagem.

“Com o objetivo de viabilizar novos leitos de UTI COVID o mais rapidamente possível, é que nós fizemos essa readequação, levando em conta que a ocupação dos leitos de enfermaria da ALA COVID, até o momento, nunca ultrapassou 30%. Mas reforço que essa readequação é provisória, até que consigamos contratar o número necessário de profissionais de saúde, para conseguir abrir os novos leitos de UTI COVID na Sala Verde do Pronto-Socorro”, explica o infectologista e diretor técnico da Santa Casa, Vitor Marim.

O diretor técnico explica ainda que na primeira quinzena de setembro, a Santa Casa deve concluir a obra de outra área do hospital. O espaço onde antes ficava o Faturamento passou por reformas e vai conseguir abrigar 12 novos leitos de UTI ou 24 leitos de enfermaria. “Além de pacientes com suspeita ou confirmação de COVID, a Santa Casa, claro, continua atendendo outras enfermidades e casos de urgência. E os leitos de UTI geral tem ficado com 100% de ocupação e os de enfermaria, 85%. Além de que, nesse novo espaço, caso haja necessidade, também podemos receber mais pacientes COVID. Reforçando que, para isso, é necessário ter mais profissionais de saúde”, complementa.

 

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