CANADÁ - A chegada da Audi à Fórmula 1 atraiu altas expectativas; afinal, trata-se de uma escuderia tradicionalíssima e multicampeã em outras categorias do automobilismo. No entanto, esperava-se um início difícil: não só por herdar a estrutura da Sauber, uma equipe de menor porte no grid, mas também por produzir um motor próprio logo na temporada de estreia – e de introdução do novo regulamento.
Surpreendentemente, o carro da Audi não é fraco na comparação com as rivais do pelotão do meio, em especial pelo ousado conceito aerodinâmico. Tanto é verdade que, quando há a oportunidade, o brasileiro Gabriel Bortoleto e o alemão Nico Hulkenberg têm conseguido colocações acima do esperado para um time estreante, com briga constante por vaga entre os dez primeiros do grid.
O grande percalço é que a falta de confiabilidade tem impedido que essas oportunidades apareçam com mais frequência. Durante os quatro finais de semana de grandes prêmios, os dois pilotos sofreram e tiveram que lidar com problemas e quebras em quase todas as vezes.
Até aqui, o único piloto da Audi a passar sem maiores problemas por um fim de semana nesta temporada foi Hulkenberg, no GP do Japão. Em todos os outros casos, os dois nomes da equipe alemã tiveram que lidar com pelo menos uma falha, seja nos treinos ou em momentos cruciais.
O brasileiro enfrentou dificuldades em todas os finais de semana da temporada até agora, e na maioria deles pelo mesmo problema: a caixa de câmbio. O primeiro incidente aconteceu na classificação para o GP da Austrália, logo assim que Bortoleto avançou à última fase da disputa.
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Por Breno Peçanha /ge































