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MALÁSIA - A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) divulgou os horários oficiais das sessões em cada uma das 12 etapas restantes da F1 2026. Com isso, a entidade também confirma que o recém adicionado

GP do Bahrein na Malásia será uma prova diurna. Inclusa recentemente no calendário, a corrida será em 4 de outubro.

Informações inicialmente exibidas no aplicativo da Fórmula 1 levantaram dúvidas sobre o horário da prova, já que o GP do Bahrein é tradicionalmente noturno. Porém, na última semana, os proprietários do Circuito Internacional de Sepang asseguraram que não é este o caso. De acordo com jornais locais, a pista não possui a estrutura exigida de iluminação para uma corrida feita de noite.

- A corrida será realizada de tarde, não à noite - declarou Azhan Shafriman Hanif, diretor-executivo da pista.

A prova está prevista para as 15h locais, no horário malaio, em 4 de outubro. No horário de Brasília, a largada deve ser às 4h da manhã de domingo, 5 de outubro. As últimas edições do GP da Malásia, sediado pela última vez na F1 em 2017, também foram no fim da madrugada no horário do Brasil.

 

Veja os horários confirmados do GP do na Malásia

Sexta-feira (3 de outubro)

Treino livre 1: 1h30

Treino livre 2: 5h0

Sábado (4 de outubro)

Treino livre 3: 1h30

Classificação: 5h00

Domingo (5 de outubro)

Corrida: 4h00

Realizar uma corrida no Circuito de Sepang foi a alternativa adotada pela F1 para não deixar de promover o GP do Bahrein - cuja realização, em abril, foi suspensa em razão dos conflitos bélicos no Oriente Médio. Por isso a prova será chamada oficialmente de GP do Bahrein na Malásia.

A corrida estava inicialmente prevista para 12 de abril; agora, vai ser no intervalo entre os GPs do Azerbaijão e Singapura, em 4 de outubro. Ela marcará o retorno do Circuito de Sepang à categoria após quase dez anos de ausência, sediando seu 20º grande prêmio da história.

Localizada na capital da Malásia, em Kuala Lumpur, capital da Malásia, a pista tem Sebastian Vettel como maior vencedor, dono de quatro triunfos na corrida malaia. O último a vencer a prova foi Max Verstappen, em 2017, última edição da etapa. O país havia deixado de receber corridas pela queda na receita somada ao aumento das taxas exigidas pela F1.

Quando confirmou que o GP do Bahrein seria realizado na Malásia, a F1 também assegurou que não pretendia realocar o GP da Arábia Saudita, outra prova prevista para o mês de abril e cuja realização foi impedida pela guerra no Oriente Médio.

O conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel e que se estende por todo o Golfo Pérsico agora ameaça a realização dos GPs do Catar e Abu Dhabi, as duas últimas corridas da F1 em 2026. Catar e Emirados Árabes Unidos (onde fica Abu Dhabi) são fronteiriços ao Irã, separados apenas pelo Golfo.

O Catar tem sido um dos principais alvos dos ataques no conflito, assim como o Bahrein e a Arábia Saudita. Caso não seja possível realizar as últimas duas corridas do ano nas pistas, a pretensão da F1 é de finalizar o Mundial 2026 na Europa.

 

 

Por Redação ge

HUNGRIA - A proximidade das férias do verão europeu da F1 2026, que começam logo após o GP da Hungria no dia 26 de julho, sinaliza a chegada da silly season ("temporada de besteiras" na tradução para português; período de especulações sobre transferências no grid). Diante disso, a Red Bull admite que tem sido procurada por outros pilotos, mas se vê em melhores condições de manter Max Verstappen.

- É totalmente natural; creio que era exatamente isso que vocês estavam relatando antes. É natural que Max receba ligações de todos pois ele é o melhor piloto do mundo; da mesma forma, se você é uma equipe de ponta, também vai receber ligações de muitos desses bons pilotos por aí. Isso é normal. Mas é uma distração para nós? Na verdade, não. Nosso foco é em deixar o carro o mais rápido possível; assim, manteremos o melhor piloto do mundo, e veremos o progresso de Isack (Hadjar) - disse Mekies, durante o fim de semana do GP da Bélgica.

Além da silly season, as férias de verão da F1 ainda marcam o fim de um período que pode ser decisivo para o futuro da equipe e do tetracampeão: isso porque, segundo rumores, Max possui uma cláusula que o libera do time caso ele não seja ao menos vice-líder do campeonato até a pausa do Mundial.

Hoje, Verstappen ocupa o sétimo lugar no campeonato de pilotos com 91 pontos. Sua diferença para o atual vice-líder, Lewis Hamilton, é de 68 pontos, muito mais que os 25 em disputa no GP da Hungria no próximo fim de semana.

A posição do holandês na tabela dá o tom do desafio que a Red Bull enfrenta com seu carro de 2026, mas o time acredita que, hoje, está em melhor posição para dar a Verstappen motivos para ficar. O holandês chegou a pressionar Kimi Antonelli pela liderança do GP da Bélgica, no último domingo, e conquistou na prova seu terceiro pódio de 2026 ao chegar em terceiro lugar:

- Para nós, eles são a dupla ideal, e tentamos garantir que possamos mantê-la. Tudo o que precisamos fazer é continuar evoluindo com o carro. Começamos em desvantagem, mas esses caras onseguiram de novo. Estávamos a mais de um segundo de distância e agora estamos falando dos últimos dois ou três décimos para atingir o ritmo máximo. Quando você está a um segundo de distância, os pilotos ficam frustrados, Max fica frustrado. Sabemos que não é a posição em que queremos ficar. A melhor maneira de encerrar esse assunto é ir atrás desses últimos dois ou três décimos, e é nisso que todos estão focados.

Em 2025, a imprensa especializada também ventilou a saída precoce de Verstappen da Red Bull, apesar de seu contrato ir até 2028. Ele, porém, permaneceu com o time, brigando até conquistar o vice-campeonato no título de Lando Norris.

Agora, no entanto, a situação é mais difícil. O piloto não se adaptou ao novo regulamento técnico da F1 e tem sofrido com muitos problemas mecânicos - sobretudo a instabilidade da traseira do RB22, que já provocou três batidas em classificações e na corrida do GP da Grã-Bretanha. Max ainda abandonou os GPs da China e Mônaco com falhas em seu sistema de recuperação de energia (ERS) e em seu motor.

- A Red Bull e a Red Bull Racing têm apenas um objetivo: vencer, e esse é o mesmo objetivo de Max. Não se trata de como podemos provar a ele que somos capazes de vencer; estamos aqui para vencer de qualquer maneira. Esse é o mesmo grupo de pessoas que conseguiu aquela incrível reviravolta no ano passado; o mesmo grupo que conseguiu reduzir a diferença em quase um segundo em relação aos nossos concorrentes. Agora estamos na parte mais difícil, os últimos décimos, os mais difíceis. O que precisamos fazer é continuar trabalhando como um grupo unido, e é assim que vamos alcançar os melhores resultados - reforçou Mekies.

 

 

Por Redação ge 

CANADÁ - A chegada da Audi à Fórmula 1 atraiu altas expectativas; afinal, trata-se de uma escuderia tradicionalíssima e multicampeã em outras categorias do automobilismo. No entanto, esperava-se um início difícil: não só por herdar a estrutura da Sauber, uma equipe de menor porte no grid, mas também por produzir um motor próprio logo na temporada de estreia – e de introdução do novo regulamento.

Surpreendentemente, o carro da Audi não é fraco na comparação com as rivais do pelotão do meio, em especial pelo ousado conceito aerodinâmico. Tanto é verdade que, quando há a oportunidade, o brasileiro Gabriel Bortoleto e o alemão Nico Hulkenberg têm conseguido colocações acima do esperado para um time estreante, com briga constante por vaga entre os dez primeiros do grid.

O grande percalço é que a falta de confiabilidade tem impedido que essas oportunidades apareçam com mais frequência. Durante os quatro finais de semana de grandes prêmios, os dois pilotos sofreram e tiveram que lidar com problemas e quebras em quase todas as vezes.

Até aqui, o único piloto da Audi a passar sem maiores problemas por um fim de semana nesta temporada foi Hulkenberg, no GP do Japão. Em todos os outros casos, os dois nomes da equipe alemã tiveram que lidar com pelo menos uma falha, seja nos treinos ou em momentos cruciais.

O brasileiro enfrentou dificuldades em todas os finais de semana da temporada até agora, e na maioria deles pelo mesmo problema: a caixa de câmbio. O primeiro incidente aconteceu na classificação para o GP da Austrália, logo assim que Bortoleto avançou à última fase da disputa.

MATÉRIA COMPLETA em ge.globo.com

 

Por Breno Peçanha /ge

SÃO CARLOS/SP - Um homem foi preso na manhã deste sábado (28), na Avenida Araraquara, em São Carlos, após ser flagrado com uma motocicleta furtada que estava sendo desmontada dentro de sua residência.

De acordo com informações da equipe policial, durante patrulhamento de supervisão os agentes receberam denúncia via COPOM de que um indivíduo estaria com um veículo produto de furto e realizava o desmanche no interior do imóvel. No local indicado, ainda da via pública, os policiais visualizaram uma motocicleta parcialmente desmontada na garagem.

O suspeito, identificado pelas iniciais C.H.O., se apresentou espontaneamente e foi submetido à busca pessoal, não sendo localizado nada de ilícito em sua posse. Após autorizar a entrada da equipe, os policiais constataram que a moto estava completamente desmontada, com carenagens, rodas e diversas peças mecânicas separadas.

Em consulta aos sinais identificadores do veículo, foi confirmado que se tratava de motocicleta com registro de furto. Questionado, o homem admitiu ter furtado o veículo na manhã do dia anterior.

Diante dos fatos, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Plantão Policial, juntamente com a motocicleta e as peças apreendidas, permanecendo à disposição da autoridade policial para as medidas cabíveis.

EUA - A temporada de 2025 da Fórmula 1 foi tudo, menos normal. Seis pilotos novatos, pódios inesperados, desempenhos surpreendentes e a briga tripla pelo título tornaram o campeonato muito atrativo. Mas afinal, quem se destacou neste ano? E quem deixou a desejar? O ge lista abaixo quem subiu e quem desceu de conceito.

Quem sobe?

Lando Norris

O piloto da McLaren já vinha em viés de alta após ser vice-campeão no ano passado, mas mudou de abordagem: decidiu abraçar mais as próprias imperfeições, assumiu os erros, valorizou os acertos e contou com a máquina desenvolvida pela equipe inglesa para se destacar e conquistar o título inédito da F1.

Norris pode não ser o piloto de maior talento bruto da Fórmula 1, mas foi aquele que mais se entendeu e entendeu seu carro durante o longo percurso de 24 corridas. A conquista premiou a consistência do piloto durante o ano, marcado por sete vitórias e 18 pódios - Lando foi quem mais terminou no top-3.

 

Max Verstappen

É difícil imaginar que um tetracampeão consecutivo possa subir de patamar após ver essa sequência acabar, mas nem o vice-campeonato do holandês foi capaz de mascarar um ano espetacular. Apesar de não ter pilotado o melhor carro, Max foi o piloto com maior número de vitórias no campeonato: oito.

O desempenho foi ainda mais impressionante na parte final do campeonato, com dez pódios seguidos e seis vitórias no período. A desvantagem para o líder, que chegou a ser de 104 pontos, terminou em apenas dois. A arrancada de Verstappen foi tão fora da curva que o próprio holandês disse ter considerado este o melhor ano de sua carreira.

 

Oscar Piastri

É verdade que o australiano teve uma reta final de campeonato para esquecer – antes líder, Piastri viu o título escapar nas corridas finais e acabou o ano em terceiro. Ainda assim, foi um ano de muita evolução do piloto de 24 anos; vale lembrar que esta foi apenas a terceira temporada dele na Fórmula 1.

A pressão pode ter mexido com a cabeça de Oscar, envolvido pela primeira vez em uma luta por título na F1. Por outro lado, o jovem também mostrou frieza e capacidade impressionante nos momentos em que esteve com mais confiança na temporada, atributos que podem render frutos nos próximos anos. Piastri acabou o ano com sete vitórias e 16 pódios.

 

Isack Hadjar

O francês não foi o melhor calouro em termos de pontos – o posto ficou com o italiano Kimi Antonelli, da Mercedes. No entanto, o vice-campeão da Fórmula 2 em 2024 impressionou o paddock pelo ritmo, consistência e pela capacidade de se recuperar de erros, como a batida ainda na volta de apresentação da corrida de estreia, na Austrália.

O ponto alto da temporada de Hadjar foi o pódio inédito no GP da Holanda, e o bom desempenho durante todo o ano foi suficiente para assegurar uma vaga na RBR para 2026, ao lado de Verstappen. O francês foi o 12º colocado do campeonato, com 51 pontos.

 

Nico Hulkenberg

Já em final de carreira, Hulkenberg teve uma de suas melhores temporadas na Fórmula 1. Pelo ponto de vista do alemão, não foi um bom negócio ter empatado em desempenho na classificação (12 a 12) com Gabriel Bortoleto, embora o brasileiro tenha feito um ano consistente e chegado à F1 com status de campeão da Fórmula 2 em 2024.

Entretanto, Nico arrancou alguns coelhos da cartola durante as corridas e fez quase o triplo de pontos do brasileiro: 51 a 19. Além disso, protagonizou um dos grandes momentos do ano ao terminar o GP da Inglaterra no pódio. O terceiro lugar em Silverstone quebrou o maior jejum da história da F1: 239 grandes prêmios fora do top-3.

 

Quem desce?

Lewis Hamilton

O ano de 2024 já tinha sido complicado para o heptacampeão, que ficou bem atrás de George Russell na disputa interna na Mercedes. A ida para a Ferrari representou uma nova esperança para o britânico, mas o desempenho dele foi ainda pior: Lewis sequer foi ao pódio no campeonato, algo inédito em toda a carreira, e sofreu com um carro abaixo das expectativas.

Mas os problemas do monoposto não explicam a má fase de Hamilton por si só. Companheiro de equipe do veterano, Charles Leclerc foi ao pódio sete vezes em 2025, e a disputa interna terminou em 18 a 3 para o monegasco em corridas – nas classificações, vitória de Leclerc por 19 a 5. O sexto lugar geral foi muito pouco para um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1.

 

Liam Lawson

Apesar de ter participado de duas temporadas como substituto, o neozelandês iniciou o ano como titular pela primeira vez em 2025. A tarefa era ingrata: pilotar ao lado de Verstappen na RBR, mas o resultado foi muito pior do que a encomenda. Sem sequer pontuar nas duas primeiras provas, Lawson foi rebaixado de forma precoce para a equipe-caçula RB, onde tinha feito as corridas como substituto nos anos anteriores.

Para piorar a situação, Lawson ainda foi superado em pontos pelo companheiro de equipe Isack Hadjar e viu o francês ir para a RBR. O jovem de 23 anos ainda conseguiu se recuperar e fechar o ano com moral; porém, em um ano com poucos destaques negativos gritantes, as atribulações colocam o piloto da Nova Zelândia nesta lista.

 

Yuki Tsunoda

O japonês fez o caminho inverso de Lawson: depois de quatro anos na RB, ganhou a oportunidade de ir à RBR para ocupar a vaga do neozelandês. A equipe austríaca apostou na maior experiência de Tsunoda, mas não adiantou muito; até as férias de meio de ano, a melhor posição de Yuki tinha sido o modesto nono lugar.

Com a melhora do carro da RBR na parte final do ano, o piloto ficou em sexto lugar no Azerbaijão. Apesar disso, não pontuou em quatro das últimas cinco corridas e sequer foi capaz de segurar Norris para ajudar Verstappen no GP de Abu Dhabi, naquele que poderia ser seu grande momento no ano. Como resultado, perdeu a vaga no grid e vai ser piloto reserva no ano que vem.

 

Franco Colapinto

O argentino surpreendeu o paddock com boas exibições como piloto substituto da Williams em 2024, mas não conseguiu repetir o bom desempenho neste ano. Após iniciar a temporada como reserva da Alpine, Colapinto assumiu o posto de titular na vaga deixada pelo demitido Jack Doohan, que deixou o grid com só seis corridas.

Doohan não tinha pontuado, e esperava-se que Franco pudesse somar um ou outro término no top-10. Não foi o que aconteceu. O fraco carro da Alpine não ajudou, mas Colapinto acabou o ano zerado e atrás do companheiro Pierre Gasly, com 22 pontos. O francês também foi melhor em classificações (13 a 5), o que tornou a temporada do argentino ainda mais esquecível.

 

Esteban Ocon

Depois da saída traumática da Alpine no fim de 2024, Ocon iniciou o ano de 2025 com a expectativa de liderar a equipe Haas, já que o outro piloto da escuderia americana é o novato Oliver Bearman. Mas não foi isso que aconteceu na prática, e o francês teve um campeonato abaixo do esperado.

Não foi um ano necessariamente ruim de Ocon, 15º colocado no campeonato com 38 pontos. No entanto, o francês terminou atrás de Bearman (41), ficou empatado com o novato no desempenho em classificações e levou a pior na comparação em corridas (13 a 11). Além disso, a melhor posição de um piloto da Haas no ano também foi do calouro, com o quarto lugar no México.

 

 

Por Breno Peçanha e Bruna Rodrigues - ge

BAKU - A McLaren está muito perto de conquistar o título mundial de construtores da Fórmula 1. A equipe britânica pode confirmar a taça já no próximo domingo (21), no Grande Prêmio do Azerbaijão, disputado nas ruas de Baku.

Dominante desde o início da temporada, a escuderia "Papaya Orange" lidera com 337 pontos de vantagem sobre a Ferrari. Restam oito etapas no calendário (três delas com corrida Sprint), somando 389 pontos ainda em disputa. Após Baku, restarão 346 pontos em jogo.

Na prática, a McLaren precisa conquistar nove pontos a mais que a Ferrari neste fim de semana para garantir o título por antecipação. Se Lando Norris e Oscar Piastri repetirem o feito de outras sete etapas e terminarem nas duas primeiras posições, o campeonato estará assegurado independentemente do desempenho dos rivais.

Além da Ferrari, Mercedes e Red Bull ainda aparecem na disputa matemática, embora mais distantes. Para ser campeã já em Baku, a McLaren precisa, além de somar mais nove pontos que a Ferrari, não perder 12 ou mais para a Mercedes e não ceder 33 ou mais para a Red Bull.

Caso a Ferrari vença no Azerbaijão, o título será adiado. Ainda assim, a conquista da McLaren é tratada como questão de tempo.

O time britânico não é bicampeão de construtores há mais de três décadas. No ano passado, encerrou um jejum que durava desde 1998 e agora busca repetir o feito consecutivo, algo que não acontece desde 1991, quando completou uma sequência de quatro títulos seguidos.

Se o campeonato de construtores pode ser definido já no domingo, entre os pilotos a disputa segue em aberto. O duelo está concentrado dentro da própria McLaren: Oscar Piastri lidera com 31 pontos de vantagem sobre o companheiro Lando Norris. Max Verstappen (Red Bull) aparece em terceiro, 94 pontos atrás, e precisaria de um cenário improvável para conquistar o penta consecutivo. George Russell (Mercedes) tem desvantagem ainda maior, de 130 pontos.

Matematicamente, até Charles Leclerc e Lewis Hamilton, da Ferrari, ainda têm chances. Mas, diante da consistência da McLaren em 2025, a tendência é que o título de pilotos fique entre Piastri e Norris.

 

 

 por Notícias ao Minuto

SÃO PAULO/SP - É um hobby paulistano apreciar e fotografar os supercarros que passam pela região da Ponte Cidade Jardim. Neste domingo, dia 14, os car spotters terão uma oportunidade única: o piloto do Time Lubrax, Felipe Massa, vai acelerar nas ruas de São Paulo o novo Chevrolet Tracker #19, com o qual compete pela equipe TMG Racing na Stock Car, a principal categoria do automobilismo brasileiro.

O ponto de partida será o Posto Petrobras Cambuí, na Praça Deputado Dario de Barros, às 10h. A partir daí, o motor turbo vai roncar na Avenida dos Tajurás, passando pela Rua São Bonifácio, Avenida Cidade Jardim, Avenida Brigadeiro Faria Lima, Ponte Engenheiro Roberto Rossi Zuccolo (Ponte Cidade Jardim), Praça Deputado Afrânio de Oliveira, Rua Dr. José Augusto de Queiroz e vai terminar novamente no Posto Petrobras Cambuí.

“Será uma experiência muito diferente andar pelas ruas de São Paulo com o meu carro de competição e no meio de carros de rua. Então, convido os fãs de supercarros, como eu, que sabem o que é bom e só abastecem com Podium, a melhor gasolina do Brasil, usada por todos os carros da Stock Car, para acompanhar essa ação de perto. Vai ser, sem dúvida, muito divertido!”, disse o piloto do Time Lubrax, patrocinado pela Vibra, que dará duas voltas no trajeto acima, acompanhado pelos carros da galera do Motorgrid.

Ao fim da ação, realizada em parceria com a agência Africa Creative, Massa concederá entrevista aos jornalistas presentes no Posto Petrobras Cambuí. A marca Petrobras é licenciada à Vibra.

 

SERVIÇO ROLÊ STOCK CAR

Data: domingo, 14 de setembro

Horário: 10h

Ponto de partida e chegada: Posto Petrobras Cambuí (Praça Deputado Dario de Barros, 17, Cidade Jardim)

 

ITÁLIA - Quando Fred Vasseur sentou para sua entrevista coletiva pós-GP da Hungria, deu um longo suspiro. A prova que deveria lhe dar tranquilidade após a confirmação da renovação de seu contrato foi mais um fim de semana cheio de dramas. O principal deles sendo a evidente frustração de Lewis Hamilton, sem conseguir encontrar respostas para suas dificuldades na primeira temporada na Scuderia.

O heptacampeão da F1 surpreendeu pela negatividade demonstrada após a classificação do GP da Hungria, em que ficou em 12º e viu o companheiro Charles Leclerc ser o pole position. "Sou inútil, provavelmente a equipe precise trocar de piloto", disse ele.

Após também chegar em 12º na corrida, Hamilton disse que continua se sentindo da mesma forma e não quis retirar as declarações. Questionado se estava animado para o retorno da F1 após as três semanas de férias até o GP da Holanda, contudo, o britânico disse que "com certeza" e salientou que "ainda ama" o esporte.

Para Vasseur, é justamente essa intensidade que fez com que Hamilton se tornasse sete vezes campeão do mundo.

Na sua ex-equipe, a Mercedes, Hamilton contou com palavras de suporte de Toto Wolff. Vasseur conhece Hamilton há mais tempo que Wolff, pois trabalhou com o inglês ainda nas categorias de base, mas foi com o austríaco que o britânico venceu seis dos seus sete títulos.

O austríaco comparou a jornada de Hamilton nos últimos anos com a da própria Mercedes, que vem sofrendo para se encontrar desde que a F1 adotou o regulamento com o efeito-solo, em 2022. Apesar de terem subido ao pódio na Hungria com George Russell, eles estão passando também por um momento de crise, tendo de voltar a uma configuração antiga do carro para tentar buscar uma solução.

"Da mesma forma que a Mercedes teve um desempenho abaixo do esperado neste último conjunto de regras, nunca ficamos gostamos do carro de efeito solo, isso o afeta. Talvez esteja ligado ao estilo de pilotagem."

De fato, as dificuldades de Hamilton estão ligadas a características do atual regulamento, mas a frustração dele só cresce porque ele não consegue encontrar respostas duradouras, especialmente em classificações, quando ele não tem confiança e acaba exagerando ao tentar compensar isso.

Vasseur lembrou como Hamilton esteve perto de Leclerc na classificação na Hungria até o monegasco passar por pouco para o Q3 e o inglês ser eliminado. Mas claramente isso não é o suficiente para um heptacampeão e ele é o primeiro a reconhecer isso.

Hamilton chegou em Budapeste falando sobre as várias reuniões que têm sido feitas na Ferrari, em que ele leva documentos preparados usando suas anotações nas corridas para tentar evitar que o mesmo aconteça no novo regulamento.

 

 

UOL/FOLHAPRESS

AUSTRÁLIA - Após pouco mais de três anos e meio, a F1 tem um novo líder: Lando Norris, vencedor do GP da Austrália que abriu a temporada 2025 neste domingo. O britânico ocupa a ponta da tabela do Mundial de pilotos pela primeira vez em sua carreira; no entanto, ele evitou comemorar antes do tempo e reforçou que, mesmo com o resultado positivo, ainda há trabalho a ser feito na McLaren neste ano.

- É ótimo. Mas não significa nada. Eu não o ganhei (ainda), então, na verdade, não me importo com isso no momento - disse Norris, na coletiva pós-corrida deste domingo.

O britânico conquistou sua pole position, a primeira de 2025, com tranquilidade. E teria comandado toda a corrida deste domingo no mesmo ritmo, se não fosse pelo elemento surpresa adicionado pela chuva; seis pilotos abandonaram a prova e ele mesmo quase perdeu a liderança, depois de escapar da pista.

Os números reforçam a extensão da superioridade da McLaren com seu projeto de 2025: para conseguir se aproximar do rival, de quem chegou a estar a mais de 16s, Max Verstappen teve que contar com a ajuda do safety car acionado na batida de Gabriel Bortoleto e Liam Lawson.

A bandeira amarela que deixou o tetracampeão a menos de 1s de Norris se deu na parte final da prova. E, se da mesma maneira a RBR hoje tem um desempenho aquém da adversária britânica, Lando lembra que ainda é cedo, e tudo pode mudar na F1:

- Max estava três décimos atrás ontem; no ano passado, nós estávamos muito mais distantes e acabamos com o melhor carro no final da temporada - estávamos mais de meio segundo atrás da RBR. Sabemos que ainda temos muito trabalho a fazer com o carro deste ano. Se você relaxar nessa posição, você fracassará. Acho que somos os favoritos porque a equipe fez um trabalho incrível e o carro está voando. Mas teremos corridas em que teremos dificuldades. Se tivéssemos começado a temporada no Bahrein, acho que não teríamos vencido.

A ausência da RBR no topo do esporte, desde o ano passado, abriu caminho para a McLaren passar a ditar o ritmo da F1. A equipe britânica faturou o campeonato de construtores ano passado e assegurou uma vitória para começar o ano de 2025; e sua vantagem, de fato, está no equilíbrio entre a dupla que a representa.

- Vamos aguardar mais algumas corridas antes de fazer qualquer afirmação óbvia. Mas somos a equipe a ser batida, principalmente, porque temos dois pilotos lutando um contra o outro. Isso ajuda - opinou Norris.

Depois de desbancar Verstappen da posição ocupada por ele há 1235 dias, Norris seguirá em busca do que pode ser o primeiro campeonato de pilotos vencido pela McLaren desde 1999, com Mika Hakkinen.

 

 

Redação ge

ESPANHA - Fora da F1 há quase dois anos, Sebastian Vettel voltou a aparecer atrás do volante na terça-feira. Porém, a bordo do Porsche 963 - carro protótipo da montadora alemã para as 24h de Le Mans deste ano, em 15 e 16 de junho, e o Mundial de Endurance (WEC) da Federação Internacional do Automobilismo. O tetracampeão de F1 guiou 118 voltas e 581km no Circuito de Aragón, na Espanha.

- Também fico de olho em outras modalidades de automobilismo e conheço muitos pilotos que estão ativos no WEC e em Le Mans. Em algum momento, minha curiosidade foi tão grande que tive a ideia de experimentar por conta própria - comentou o tetracampeão, que deixou a Aston Martin em 2022.

O teste de Vettel faz parte dos preparativos da Porsche para as 24h de Le Mans. Além dele, outros sete pilotos participaram do programa de testagem, incluindo o também ex-F1 e ex-Fórmula E André Lotterer.

Antes de guiar o carro da montadora alemã, o ex-F1 visitou as instalações da Porsche na WEC, no país de origem do time, e fez sessões de simulador. Na última semana, Vettel ainda teve sua primeira experiência real com o carro no Centro de Desenvolvimento da Porsche em Weissahc, Alemanha.

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- Foi definitivamente divertido: primeiro tive que me acostumar com tudo e encontrar meu ritmo. A experiência foi diferente por causa do teto sobre a cabeça, além do peso maior e os pneus. Os pilotos da Porsche Works foram muito prestativos e me explicaram o que era especial e com o que eu precisava me acostumar. Isso tornou tudo mais fácil para mim - acrescentou ele.

Vettel guiou, no Festival da Velocidade em Goodwood de 2023, a McLaren MP4/8 de Ayrton Senna na temporada 1993, e a Williams FWB14B do campeão Nigel Mansell de 1992 - carros que o próprio alemão adquiriu para sua coleção pessoal. No mesmo ano ele também pilotou o RB7, carro com o qual foi bicampeão mundial pela RBR.

O alemão deixou a F1 com 53 vitórias e 122 pódios em 16 temporadas da categoria.

Ele anunciou sua aposentadoria em meados de 2022, tendo como motivos o engajamento com a conscientização ambiental e o desejo de passar mais tempo com sua família; Vettel é casado com a alemã Hanna e pai de três filhos. O tetracampeão chegou a sugerir, posteriormente, que o peso do entusiasmo pela F1 pesou em sua decisão.

 

 

Por Redação ge

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