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EUA - Uma tartaruga virou personagem de uma história curiosa nos Estados Unidos após protagonizar uma “fuga” inesperada. O episódio foi compartilhado pelo Departamento de Polícia de Hinesville, no estado da Geórgia, que contou nas redes sociais a aventura do animal.

Segundo a publicação feita no Facebook, a tartaruga que vive no Bradwell Institute decidiu aproveitar o clima agradável para sair do local e explorar a região.

“Um pouco de humor de domingo para todos”, escreveu a polícia na postagem. “Hoje, a tartaruga residente de Bradwell decidiu que, com o tempo bom, era o dia perfeito para escapar.”

De acordo com os agentes, o animal percorreu uma distância considerada surpreendente antes de ser notado por moradores da área, que acabaram acionando o número de emergência 911, equivalente ao 190 no Brasil.

A polícia informou que foi necessário trabalho em equipe para conseguir devolver o animal ao local de origem. “Com um pouco de cooperação e muito esforço físico, os agentes da D-Watch conseguiram colocar o enorme, determinado e incrivelmente pesado ‘dinossauro’ de volta em segurança”, brincou a corporação.

Mantendo o tom bem-humorado, os policiais disseram que garantiram que o portão do local estivesse bem fechado para evitar novas tentativas de fuga.

“Também agradecemos pelo exercício inesperado. Da próxima vez, vamos alongar antes de levantar peso”, escreveram.

A publicação foi acompanhada de fotos que mostram os policiais transportando a tartaruga de volta ao Bradwell Institute.

 

 

por Notícias ao Minuto

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União, duas Unidades de Conservação (UCs) federais no litoral sul do Rio Grande do Sul: o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, no município de Santa Vitória do Palmar.

A iniciativa foi liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De acordo com os ministérios, a medida protege uma das regiões mais importantes para a manutenção da biodiversidade do Atlântico Sul e fortalece a resposta à mudança do clima e à perda global de biodiversidade.

“O decreto assinado pelo presidente Lula reflete o compromisso de seu governo com a preservação ambiental e de nosso oceano. Há por trás dessa medida estudos científicos, escuta pública, articulação entre instituições e empenho de servidores, pesquisadores e cidadãos comprometidos com a conservação da biodiversidade e a defesa do interesse público”, destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

A soma total de área do conjunto formado pelo Parque Nacional do Albardão e sua Zona de Amortecimento, incluída a APA do Albardão, alcança um total de 1.618.488 hectares. O território abriga ecossistemas marinhos e costeiros de relevância ecológica, funcionando como área de alimentação, reprodução e crescimento para diversas espécies ameaçadas. 

“No Albardão, os ambientes de concheiros [acúmulo de conchas de animais], a presença de espécies ameaçadas, sua notável biodiversidade e um patrimônio arqueológico de grande valor passam, finalmente, a receber a proteção compatível à sua relevância. Criar essas unidades mostra que proteger o meio ambiente não é obstáculo, mas solução”, ressaltou Marina. 

Entre as espécies ameaçadas na área, destaca-se a toninha, a espécie de golfinho mais ameaçada do Atlântico Sul Ocidental, além de tartarugas marinhas, tubarões, raias, aves marinhas migratórias e mamíferos que utilizam a região ao longo de seus ciclos de vida. A proteção desses habitats é considerada estratégica para reduzir a mortalidade da fauna e assegurar a manutenção de processos ecológicos essenciais nos ambientes marinhos.

O litoral sul do Rio Grande do Sul está situado na rota atlântica das Américas, que conecta o Ártico canadense e o Alasca, nos Estados Unidos, ao sul da América do Sul, passando pela costa do Brasil.

Essas áreas funcionam como “postos de abastecimento” ecológicos, onde as aves param para descansar após voar milhares de quilômetros ininterruptamente e acumular energia antes de continuar a migração, alimentando-se de invertebrados e pequenos crustáceos.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

AUSTRÁLIA - Três pessoas e um cachorro foram atingidos por raios em um evento "incrivelmente raro" ocorrido hoje em Perth, na Austrália Ocidental. O animal não resistiu.

Duas delas eram adolescentes: Georgia Rizzi, de 16 anos, e sua amiga, foram atingidas na quadra de tênis da escola, em Mount Helena, no leste da cidade. Rizzi disse que ouviu um "alto estrondo" e que o raio pegou em uma cesta de basquete antes de feri-las.

"Me lembro de sentir dor na cabeça e minha coluna vibrar. Comecei a chorar porque senti [entorpecimento] nos pés", disse Georgia Rizzi, em entrevista à Australian Broadcasting Corporation (ABC).
Rizzi e sua amiga tiveram dificuldade para ficar de pé após o raio.

Elas foram encaminhadas por uma ambulância para um hospital, onde foram feitos exames, incluindo monitoramento da frequência cardíaca. Em seguida, foram liberadas e orientadas a monitorar os sintomas.

Um idoso que passeava com o seu cachorro também foi atingido: Michael Day, de 78 anos, caminhava no subúrbio de Hamersley. Um porta-voz do serviço de ambulância local confirmou à ABC que Day foi transferido para o hospital com ferimentos "graves".

O cachorro de Day, chamado Messi, morreu no local. A filha do idoso, Karen, disse à ABC que a camiseta do pai "foi rasgada" quando ele foi atingido, acrescentando que Michael ainda está no hospital com "muita dor", mas que a família está "muito aliviada" por não ter sido nada mais grave. "Todo mundo está chocado", acrescentou ela.

Uma forte tempestade de verão provocou caos em Perth na manhã desta quinta-feira. Além de três pessoas atingidas pelo raio, uma casa também pegou fogo, segundo o 9 News Australia.

O gerente do serviço de ambulância classificou como "incrivelmente raro" três pessoas serem feridas por raios em um único dia. "Estou nessa profissão há quase 15 anos e nunca ouvi falar de algo assim, especialmente aqui na Austrália Ocidental", disse Deane Coxall.

"É um evento incrivelmente infeliz e improvável; eu ficaria muito surpreso se víssemos isso novamente."

 

 

 

por Folhapress

JAPÃO - Punch — ou Panchi-ku —, um macaco de sete meses, está conquistando a cidade de Ichikawa, no Japão, além de pessoas de outros países, por causa de sua história comovente. Após ser abandonado pela mãe, ele encontrou conforto em um macaco de pelúcia enquanto tenta se integrar a outros macacos.

O filhote viralizou nas redes sociais depois que foi compartilhado um vídeo em que Punch aparece abraçado ao macaco de pelúcia, que lhe foi dado por um tratador do zoológico como apoio emocional.

O carinho dos internautas por Punch só aumentou à medida que novas imagens foram divulgadas. Em várias delas, é possível ver o pequeno macaco sempre sozinho, sem nunca largar seu “amiguinho” de pelúcia.

No entanto, sua popularidade na internet não se refletia entre os outros macacos. Em um dos vídeos, Punch tenta se aproximar de outro filhote, mas acaba sendo empurrado por um adulto, o que gerou uma onda de carinho e preocupação nas redes sociais.

Na rede social X (antigo Twitter), chegou até a ser criada a hashtag “HangInTherePunch” (“Força, Punch”, em tradução livre).

Após a repercussão do vídeo em que o pequeno Punch é empurrado, o zoológico divulgou um comunicado informando que “a fêmea adulta que afastou Punch provavelmente é a mãe da filhote com quem ele tentou interagir”.

“Ela provavelmente sentiu que sua cria estava sendo incomodada e ficou irritada”, diz a nota.

No entanto, no dia 6 de fevereiro, o zoológico garantiu que Punch já estava mais integrado e começando a criar laços com seus companheiros, compartilhando inclusive alguns vídeos do filhote de sete meses ao lado de outros macacos.

Posteriormente, o zoológico afirmou que Punch estava fazendo progressos: "Com o passar dos dias, o número de macacos com os quais Punch interage tem aumentado", surgindo novos vídeos onde o pequeno surge abraçado a um macaco - vídeo que pode ver acima.

Felizes com a adaptação de Punch, o jardim zoológico registou um aumento do número de visitantes porque todos o querem conhecer. 

Mas não fica por aqui, uma vez que há até grandes marcas que têm demonstrado apoio ao pequeno Punch. Aliás, o prefeito de Ichikawa, Ko Tanaka, compartilhou, na terça-feira passada, uma publicação junto da presidente e diretora de Sustentabilidade da IKEA Japão, onde afirma que estavam sendo doadas várias unidade do macaco de pelúcia, assim como outros brinquedos para Punch.

Entretanto, na sexta-feira, o Jardim Zoológico voltou a reiterar que "nenhum macaco demonstrou agressividade contra Punch", pedindo ao público para "apoiar os esforços dele em vez de sentirem pena". 

"Apesar de por vezes ser repreendido [por outros macacos], Punch tem demonstrado resiliência e força mental", diz o comunicado.

 

 

Notícias ao Minuto Brasil

SÃO PAULO/SP - O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta terça-feira (24), um alerta de grande perigo para a região sudeste do país devido ao acúmulo de chuva. A passagem de uma frente fria criará condições favoráveis para chuvas contínuas até sexta-feira (27).

No estado de São Paulo, a maior parte do território terá um clima seco e estável, exceto pela região litorânea, que deve apresentar chuvas regulares e acumulados acima de 50 milímetros (mm).

Segundo a Defesa Civil do estado, os riscos que a chuva traz são muito altos nas regiões do Vale do Ribeira, na Baixada Santista, no Litoral Sul e Norte. As cidades de Peruíbe e Ubatuba, já bastante atingidas pelas chuvas nos últimos dias, continuam sob risco.

O alerta de grande perigo também vale para Itapeva, Sorocaba, Campinas, Serra da Mantiqueira, Vale da Paraíba, Capital e Região Metropolitana de São Paulo.

As condições climáticas nas regiões aumentam o risco de alagamentos e transbordamentos de rios, além de deslizamentos das encostas. Nestes casos, o Inmet instrui a população a observar com cuidado as alterações nas encostas, permanecer em local seguro e desligar aparelhos elétricos.

Em caso de inundação na residência, ou situação similar, é recomendado proteger os pertences da água envolvendo-os em sacos plásticos, caso possível.

Calamidade

Nesta última semana, o acúmulo de chuva gerou enormes complicações no estado de São Paulo, especialmente no litoral. Em Peruíbe, mais de 300 pessoas ficaram desabrigadas e outras 100 foram desalojadas após o município atingir 56 milímetros (mm) de água acumulada em 12 horas.

Na última segunda (23), Mongaguá teve cerca de 800 imóveis afetados com o transbordamento de rios e inundação de diversas ruas. Em Ubatuba, duas pessoas morreram em um naufrágio devido ao clima adverso, que registrou um volume de chuva equivalente à média histórica de todo o mês de fevereiro.

Também na segunda, as Rodovias Oswaldo Cruz e Tamoios tiveram trechos interditados devido à queda de objetos na via e excesso de chuva, que superou 100 mm.

Perigo em Minas e Espírito Santo

Nas regiões centro-oeste dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, as chuvas podem superar 200mm nos próximos dias. Os capixabas e mineiros devem ter cuidado entre os dias 25 e 27, quando o volume de água irá se intensificar.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

PORTUGAL - Dois tremores de magnitude 4,1 na escala Richter foram registrados no início da tarde desta quinta-feira, 19 de fevereiro, e foram sentidos na região da Grande Lisboa e em outras áreas próximas.

Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico, o primeiro abalo ocorreu às 12h14 (9h14 no horário de Brasília). Dois minutos depois, às 12h16, um segundo sismo, com a mesma intensidade, foi registrado.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) informou que os epicentros foram localizados a cerca de quatro quilômetros a oeste-noroeste de Alenquer, a uma profundidade aproximada de 15 quilômetros.

De acordo com dados preliminares divulgados pelo instituto, até o momento não há registro de vítimas nem de danos materiais. O IPMA informou ainda que um novo comunicado será divulgado com informações instrumentais e macrosísmicas atualizadas.

Até o momento, há relatos de que os tremores foram percebidos em diversos municípios dos distritos de Lisboa, além de Leiria, Santarém e Coimbra.

Em nota enviada às redações, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil confirmou a ocorrência do primeiro abalo e informou que, até agora, não há registro de vítimas ou danos materiais.

Na mesma nota, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil reforçou orientações de autoproteção em caso de terremoto e pediu atenção redobrada em áreas que já sofreram com deslizamentos ou apresentam estruturas fragilizadas por fenômenos meteorológicos recentes.

“Apelamos à população para cuidados redobrados nas zonas já anteriormente afetadas por movimentos de massa e instabilidade de estruturas devido aos fenômenos recentes de meteorologia adversa”, destacou o órgão.

De acordo com a escala Richter, os terremotos são classificados conforme a magnitude: micro, quando abaixo de 2,0; muito pequenos, entre 2,0 e 2,9; pequenos, de 3,0 a 3,9; leves, entre 4,0 e 4,9; moderados, de 5,0 a 5,9; fortes, de 6,0 a 6,9; grandes, entre 7,0 e 7,9; muito grandes, de 8,0 a 8,9; excepcionais, entre 9,0 e 9,9; e extremos, quando superiores a 10.

 

por Notícias ao Minuto

BELO HORIZONTE/MG - Pesquisadores descobriram uma nova espécie de perereca que habita exclusivamente o Cerrado do noroeste de Minas Gerais. Batizado de Ololygon paracatu, o anfíbio tem distribuição extremamente restrita e foi registrado apenas em duas localidades próximas no município de Paracatu.

A pesquisa envolve instituições como a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Museo Argentino de Ciencias Naturales. O resultado do estudo foi publicado na revista científica Zootaxa.

O estudo combinou análises genéticas, comparações morfológicas e gravações de vocalizações. Parte essencial desse processo envolveu o uso de coleções biológicas.

De pequeno porte, a espécie apresenta diferenças morfológicas, acústicas e moleculares em relação a outras pererecas do mesmo gênero. Os machos medem entre 20,4 e 28,2 milímetros, enquanto as fêmeas variam de 29,3 a 35,2 milímetros.

Assim como outras espécies do gênero Ololygon, o animal vive nas chamadas matas de galeria, vegetação florestal associadas a rios de pequeno porte, córregos de águas rápidas e leito rochoso. A nova espécie é a oitava do gênero Ololygon descrita no Cerrado, ampliando a lista de anfíbios endêmicos do bioma.

Homenagem

O nome da nova espécie faz referência ao Rio Paracatu, um dos principais afluentes do Rio São Francisco. A escolha carrega também um alerta ambiental. Durante o trabalho de campo, os pesquisadores observaram sinais de degradação em parte dos riachos analisados, como assoreamento.

“A conservação dos córregos e riachos onde essa nova espécie vive é essencial não apenas para sua sobrevivência, mas para a manutenção do próprio Rio Paracatu e seus afluentes”, alerta Daniele Carvalho, pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN-ICMBio) e primeira autora do estudo.

“Descrever uma espécie é dar um nome a ela; é torná-la visível para a ciência e para a sociedade. Esperamos que esse nome ajude a chamar a atenção para a crise hídrica e ambiental que assola essa importante bacia hidrográfica e que ameaça não apenas aos anfíbios, mas toda sociedade”, afirma Daniele.

“A pesquisa é fruto de anos de esmero e dedicação ao estudo dos anfíbios do Cerrado, um bioma incrivelmente rico, porém severamente subestimado e ameaçado”, complementa Reuber Brandão, professor da UnB e membro da RECN, iniciativa da Fundação Grupo Boticário.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

ARGENTINA - Uma água-viva gigante raramente observada foi registrada em vídeo por cientistas durante uma expedição em águas profundas na costa da Argentina. O animal pode atingir até 11 metros de comprimento e pertence à espécie Stygiomedusa gigantea.

O registro foi feito a cerca de 250 metros de profundidade por pesquisadores do Schmidt Ocean Institute, a bordo do navio de pesquisa R/V Falkor, no Atlântico Sul. Segundo comunicado divulgado pelo instituto, a expedição científica percorreu toda a extensão do litoral argentino, de Buenos Aires até áreas próximas à Terra do Fogo.

A água-viva foi avistada enquanto os cientistas analisavam a parede do cânion submarino Colorado-Rawson. Considerada uma das maiores espécies do mundo, ela possui uma campânula que pode chegar a um metro de diâmetro e braços que se estendem por vários metros, com comprimento comparável ao de um ônibus escolar.

Apesar do tamanho impressionante, a chamada medusa fantasma raramente é vista por humanos, com pouco mais de 100 avistamentos confirmados em todo o planeta. “Não esperávamos encontrar esse nível de biodiversidade no mar profundo argentino e ficamos muito entusiasmados ao ver essas áreas tão ricas em vida”, afirmou a cientista-chefe da expedição, María Emilia Bravo, da Universidade de Buenos Aires e do CONICET.

A diretora-executiva do Schmidt Ocean Institute, Jyotika Virmani, destacou que cada missão amplia o conhecimento sobre os oceanos. Segundo ela, o mar profundo concentra uma diversidade de vida comparável, ou até superior, à observada em terra firme, já que os oceanos reúnem cerca de 98% do espaço habitável do planeta.

 

 

por Notícias ao Minuto

SÃO PAULO/SP - Relatórios e levantamentos recentes mostram que o Brasil possui uma ampla distribuição de áreas sujeitas a desastres naturais, colocando parte significativa da população sob risco devido a eventos climáticos extremos e condições geográficas desfavoráveis.

Um estudo federal identificou cerca de 1.942 municípios brasileiros com áreas de risco significativas para deslizamentos, enxurradas e inundações, colocando em alerta milhões de moradores que vivem nessas regiões vulneráveis.

A vulnerabilidade é agravada pelo aumento da intensidade e frequência de eventos extremos, relacionados às mudanças climáticas. Especialistas afirmam que a urbanização rápida e muitas vezes desorganizada contribui para a ocupação de locais inadequados, como encostas e margens de rios, expondo comunidades a situações de risco.

Esses fenômenos extremos, combinados com a falta de planejamento e infraestrutura em diversas localidades, aumentam o impacto de enchentes e deslizamentos quando comparado a países com políticas mais consolidadas de prevenção e gestão de risco.

Organismos como o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) acompanham diariamente áreas de risco, emitindo alertas e informações para apoiar ações de prevenção. Mesmo assim, especialistas destacam que é preciso intensificar iniciativas que fortaleçam a adaptação às mudanças do clima e reduzam a exposição das populações mais vulneráveis.

O cenário evidencia que, apesar de dimensões continentais e de relativa ausência de alguns riscos geológicos, o Brasil enfrenta forte vulnerabilidade climática, impulsionada por eventos hidrológicos extremos e por desafios estruturais que exigem respostas mais eficazes de governos, sociedade e setor científico.

PORTUGAL - A tempestade Kristin que atingiu Portugal na madrugada de quarta-feira (28) matou ao menos cinco pessoas e deixou 850 mil residências sem luz na região de Lisboa e no centro do país, segundo os serviços de emergência.

As chuvas intensas e as rajadas de vento que chegaram a 150 km/h causaram inúmeros danos, provocando quedas de árvores, alagamentos e deslizamentos de terra. Serviços de emergência atenderam cerca de 1.500 ocorrências entre 0h e 8h do horário local desta quarta.

Uma das vítimas estava dentro de seu carro em Vila Franca de Xira, nos arredores de Lisboa, quando foi atingida por uma árvore arrancada pela raiz, informou a Proteção Civil. Os outros quatro óbitos ocorreram no distrito de Leiria, no centro do país, segundo informações de autoridades.

Uma das vítimas morreu em decorrência da queda de uma "estrutura metálica" em Monte Real, que fica dentro de Leiria.

Diversas vias de transporte permaneciam interditadas ou parcialmente bloqueadas nesta quarta, incluindo a principal rodovia que liga Lisboa ao norte de Portugal. O tráfego ferroviário também foi afetado em várias regiões.

Vários municípios decidiram suspender as aulas. Em Figueira da Foz, no litoral da região central de Portugal, o vento derrubou uma roda-gigante.

A tempestade Kristin seguiu para o leste e chegou à Espanha na manhã desta quarta, provocando fortes nevascas em Madri. Autoridades locais pediram à população que evite "deslocamentos desnecessários".

Mais de 160 estradas na Espanha foram afetadas pela neve. A agência meteorológica nacional de Espanha, AEMET, alertou que diversas áreas do país enfrentariam ventos muito fortes, com algumas rajadas de vento podendo atingir a força de furacão.

 

por Folhapress

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