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COREIA DO NORTE - O líder da China, Xi Jinping, chegou nesta segunda-feira (8) a Pyongyang para sua primeira visita oficial à Coreia do Norte desde 2019. Em um momento de tensões geopolíticas pelo mundo, o dirigente chinês reiterou o compromisso de Pequim com o regime de Kim Jong-un e afirmou que o apoio de seu país à liderança norte-coreana continuará inalterado, independentemente de mudanças no cenário internacional.

Xi chegou a Pyongyang ao meio-dia (0h desta segunda no horário de Brasília). A visita ocorre num momento em que a Coreia do Norte atravessa uma fase de fortalecimento econômico, impulsionada pelo aumento do comércio e da cooperação militar com a Rússia de Vladimir Putin. Esse contexto, segundo analistas, pode aumentar a confiança do líder norte-coreano em negociações diplomáticas.

Xi foi recebido por Kim e pela primeira-dama, Ri Sol Ju. Imagens da imprensa estatal da China mostram um tapete vermelho, guarda de honra e crianças entregando flores ao líder chinês. Uma salva de 21 tiros foi disparada na praça Kim Il-sung, local tradicional de desfiles militares e celebrações oficiais. A praça foi decorada com retratos dos dois líderes, enquanto multidões agitavam bandeiras e soltavam balões.

Ao chegar, Xi disse sentir uma "sensação especial de proximidade" com o país vizinho e afirmou que as relações bilaterais estão diante de um "novo ponto de partida histórico".

Já durante encontro com Kim, Xi afirmou que China e Coreia do Norte devem aprofundar seus laços estratégicos e trabalhar juntas para proteger seus interesses de soberania, segurança e desenvolvimento. "Não importa como a situação internacional mude, a China continuará valorizando altamente sua amizade tradicional com a Coreia do Norte", afirmou o dirigente chinês, segundo o resumo divulgado por Pequim.

Além da dimensão política, o líder chinês defendeu a ampliação da cooperação entre os dois países em áreas como diplomacia, segurança, Forças Armadas, agricultura, comércio, tecnologia e construção.

Xi também incentivou o aumento dos intercâmbios entre as populações dos dois países, aproveitando a retomada das conexões que haviam sido interrompidas durante a pandemia de Covid-19.

Nos últimos meses, a Coreia do Norte retomou a circulação na fronteira com a China e intensificou contatos bilaterais. Em março, a Air China voltou a operar voos entre as capitais dos dois países.

Antes de viajar, o líder chinês já havia dito que a amizade de Pequim com Pyongyang é invencível, segundo publicação da imprensa estatal norte-coreana. "Não importa como os tempos mudam ou como a situação internacional evolui, a tradicional amizade entre China e Coreia do Norte se manterá sempre invencível", disse ele, segundo o artigo publicado na capa do jornal norte-coreano Rodong Sinmun.

Trata-se da primeira viagem de Xi ao exterior em 2026. Nas últimas semanas, o dirigente chinês recebeu em Pequim os líderes de Estados Unidos, Donald Trump, e Rússia, Vladimir Putin.

Acompanham Xi sua esposa, Peng Liyuan, o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, e o número cinco do Partido Comunista Chinês, Cai Qi, segundo a agência de notícias estatal.

A visita do líder chinês à Coreia do Norte ocorre também em um momento de estagnação no diálogo nuclear entre Washington e Pyongyang.

Seong-Hyon Lee, do Centro Asiático da Universidade de Harvard, afirmou que a China prefere defender a estabilidade em vez de pressionar a Coreia do Norte pela desnuclearização. "A estratégia regional da China se beneficia de um 'Estado-tampão' estável, fortemente armado e alinhado, que absorve a capacidade militar dos Estados Unidos e seus aliados", disse ele à agência de notícias AFP.

Já o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou nesta segunda que seu país não deve desistir de pressionar pela desnuclearização do vizinho.

Na véspera da chegada de Xi, Pyongyang anunciou planos para construir um destróier naval de 10 mil toneladas e voltou a enfatizar sua condição de potência nuclear. De acordo com estimativas divulgadas pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, a Coreia do Norte possui cerca de 60 ogivas atômicas.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta (REPUBLICANOS) articulou, junto ao deputado estadual Guto Zacarias, a destinação de recursos para a Escola Técnica Estadual (ETEC) de São Carlos, Paulino Paulino Botelho, reforçando o compromisso com a educação, a qualificação profissional e a formação dos jovens do município.

O investimento representa um importante avanço para a instituição, que desempenha papel fundamental na capacitação de estudantes e na preparação de profissionais para o mercado de trabalho. Os recursos contribuirão para melhorias na estrutura, aquisição de equipamentos e fortalecimento das atividades desenvolvidas pela unidade, ampliando as oportunidades oferecidas aos alunos.

A parceria entre o vereador Bruno Zancheta e o deputado Guto Zacarias tem garantido a busca constante por investimentos em áreas estratégicas para São Carlos, como educação, segurança, esporte e geração de oportunidades. A atuação conjunta demonstra o compromisso de ambos em atender às demandas da população e fortalecer os serviços públicos oferecidos à comunidade. Apenas em 2024 e 2025, o parlamentar viabilizou, junto aos Deputados Guto Zacarias (estadual) e Kim Kataguiri (Federal), quase R$ 5 milhões de reais.

Para Bruno Zancheta, investir na educação técnica é investir diretamente no futuro da cidade: “A ETEC de São Carlos é uma referência na formação de jovens e profissionais qualificados. Uma entidade com quase 100 anos de história. Esses recursos chegam em um momento importante e vão contribuir para que a instituição continue oferecendo ensino de qualidade e preparando nossos estudantes para os desafios do mercado de trabalho. Agradeço ao deputado Guto Zacarias pela parceria e por atender mais essa demanda em benefício da nossa cidade. Quando unimos esforços, conseguimos trazer resultados concretos para a população”, destacou o vereador.

O Deputado Guto Zacarias também tem se consolidado como um importante parceiro de São Carlos, destinando recursos e apoiando iniciativas que promovem o desenvolvimento do município. A conquista reforça a importância da articulação entre os poderes legislativos municipal e estadual para viabilizar investimentos e melhorias que impactam diretamente a vida da população.

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (5) a lei que permite a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para bons condutores.

A medida autoriza a renovação sem custos para motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses. 

A sanção presidencial ocorreu após o Senado aprovar a Medida Provisória (MP) 1327/25), criada em dezembro do ano passado pelo governo federal beneficiar os condutores.

De acordo com o Palácio do Planalto, cerca de 2 milhões de motoristas já foram beneficiados com a renovação automática.

Economia

De acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a renovação gratuita já fez a população economizar R$ 854,8 milhões.

Confira as principais mudanças na renovação da CNH

  • Renovação da CNH: A nova lei garante a renovação automática sem custos para motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNP).
  • Exames: Os exames de aptidão física e mental continuam obrigatórios. Os procedimentos só poderão ser feitos por médicos e psicólogos especialistas em medicina do tráfego e em psicologia do trânsito.
  • Custos: A lei tabelou os preços dos exames, que deverão ser fixados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Além disso, ficou instituído o reajuste anual dos preços dos exames pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - Atendendo solicitação do prefeito Netto Donato, o presidente da Progresso e Habitação de São Carlos (Prohab), Marquinho Amaral, e o diretor administrativo, Cesinha Maragno, estiveram na capital paulista na última quarta-feira (3/6) para tratar de novos investimentos e programas habitacionais destinados ao município.
A agenda foi realizada na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado de São Paulo, onde os representantes de São Carlos foram recebidos pelo secretário Marcelo Cardinale Branco e pelo assessor de Relações Institucionais, Rômulo Rippa, ex-prefeito de Porto Ferreira.

Entre os principais assuntos discutidos esteve a realização do 4º Feirão Casa Paulista em São Carlos. A proposta é reunir construtoras da cidade que possuam empreendimentos enquadrados na Faixa 2 dos programas habitacionais, ampliando as oportunidades de acesso à casa própria para famílias de renda compatível com essa modalidade de financiamento.

Um dos atrativos do evento será a oferta de subsídios do programa Casa Paulista, do Governo do Estado. Os recursos poderão ser utilizados para complementar ou custear a entrada dos imóveis, reduzindo o valor necessário para a contratação do financiamento habitacional e facilitando o acesso das famílias ao crédito imobiliário.

De acordo com a Prohab, a expectativa é que o feirão contribua para diminuir o déficit habitacional do município e reduzir a demanda de famílias que aguardam atendimento habitacional. A iniciativa deverá beneficiar pessoas cadastradas tanto na Prohab quanto na Secretaria Municipal de Habitação Social e Regularização Fundiária.

Além da articulação do feirão, a reunião serviu para apresentar ao Governo do Estado as principais demandas habitacionais de São Carlos e discutir novas possibilidades de investimentos para o setor.

Durante o encontro, o secretário Marcelo Cardinale Branco manifestou interesse em conhecer pessoalmente a realidade habitacional do município e sinalizou a possibilidade de realizar uma visita oficial a São Carlos nos próximos meses.

A visita também terá caráter simbólico. Marcelo Branco é filho do professor e biólogo Samuel Murgel Branco, referência nacional na área ambiental e homenageado pelo município com o nome do Parque Urbano Samuel Murgel Branco, localizado na região do Parque Faber I.

SÃO CARLOS/SP - O vereador Jùlio Cesar iniciou um abaixo-assinado em defesa da construção de uma nova ligação viária entre São Carlos e Ibaté. A iniciativa tem como objetivo mobilizar a população e fortalecer uma reivindicação antiga da região, buscando demonstrar ao Governo do Estado a importância da obra para milhares de pessoas que circulam diariamente entre os dois municípios.

Segundo o vereador, a proposta não substitui a Rodovia Washington Luís (SP-310), que já recebe investimentos e melhorias, mas cria uma alternativa estratégica para ampliar a mobilidade e facilitar o deslocamento de trabalhadores, estudantes, comerciantes e moradores.

“São Carlos e Ibaté possuem uma forte integração econômica e social. Uma nova ligação poderá oferecer mais segurança, agilidade e comodidade para quem depende desse trajeto todos os dias, além de contribuir para o desenvolvimento regional”, destacou Jùlio Cesar.

A proposta também poderá ajudar a reduzir o fluxo de veículos na Washington Luís, criar uma ligação mais direta entre os municípios e facilitar o transporte de mercadorias e o escoamento da produção da região.

Após a coleta das assinaturas, o documento será encaminhado ao Governo do Estado, à Secretaria Estadual de Logística e Transportes e ao DER, solicitando a realização de estudos técnicos para viabilizar o projeto.

Jùlio Cesar ressalta que a participação popular será essencial para fortalecer o pleito. “Estamos falando de uma obra que pode beneficiar gerações. Quanto maior for a mobilização da população, maiores serão as chances de transformar essa reivindicação histórica em realidade”, concluiu.

A população interessada em apoiar a iniciativa poderá participar do abaixo-assinado. O link estará disponível na bio do Instagram @juliocesarevoce

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.

“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar "injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.

“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

 

AGÊNCIA BRASIL

EUA - Quando o presidente Lula visitou Donald Trump, no início de maio, membros do alto escalão do gabinete do republicano, além do vice-presidente, J. D. Vance, estavam presentes. A ausência notável foi do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que fazia breve visita de dois dias à Itália e ao Vaticano.

Menos de um mês depois, o chefe da diplomacia americana foi chamado por Lula, na terça-feira (2), de "anti-América Latina". "Eu já disse ao Trump que ele [Rubio] não gosta do Brasil", afirmou o presidente.

O secretário é um dos aliados da família Bolsonaro no governo republicano e se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro na última visita deles a Washington.

Desde o encontro, Rubio foi o responsável por anunciar a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) de organizações terroristas, medida que desagrada ao governo brasileiro e que terá consequências ainda nebulosas.

Também nesta terça, em audiência no Senado americano, o chefe da diplomacia americana excluiu o Brasil do grupo que ele chamou de países amigos dos EUA no continente, colocando-o ao lado de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia.

Rubio é crítico ferrenho de governos e ditaduras de esquerda na América Latina desde antes de entrar na política, em 1999. Quando foi eleito deputado federal, logo se notabilizou pelas críticas a regimes como o de Cuba, de onde partiram seus pais antes de se estabelecer na Flórida.

Sob Trump, o secretário é um dos principais articuladores da ideia de que, no continente, crime organizado, regimes de esquerda e a imigração aos EUA são faces de um mesmo fenômeno: o enfraquecimento da hegemonia americana no hemisfério, possibilitada pelo que chama de negligência de governos anteriores e uma postura agressiva da China.

Não à toa, sua primeira viagem internacional no cargo não foi a aliados tradicionais na Europa ou no Oriente Médio, mas a pequenos países da América Central: Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana.

Todos eles são locais que se veem embaralhados, em alguma medida, na ideia defendida por Rubio e o governo Trump para o continente. O Panamá, por exemplo, foi alvo de pressão que resultou na saída de empresas chinesas de seu canal logo no começo do mandato de Trump; El Salvador, sob Nayib Bukele, é visto como importante aliado no combate a grupos criminosos. Ambos, além dos outros, são a origem de milhares de imigrantes nos EUA.

Na prática, o primeiro alvo da política externa do país sob Rubio foi a Venezuela. Há seis meses, militares americanos invadiram Caracas e capturaram o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, atualmente preso nos EUA.

"Este é o hemisfério Ocidental. É onde vivemos, e não vamos permitir que ele seja base de operações de adversários, competidores e rivais dos EUA", afirmou Rubio em entrevista após a captura do ditador.

Desde então, Caracas vive sob o comando da vice de Maduro, Delcy Rodríguez, mas sob tutela americana -Rubio, por exemplo, anunciou no fim de maio que Delcy visitaria a Índia em junho, antes mesmo de Caracas ou Nova Déli tocarem no assunto.

Depois da Venezuela, o regime de Cuba entrou na mira. Após meses de intensificação do bloqueio à ilha comunista, que aprofundou a crise generalizada no país com novos apagões, falta de medicamentos e esgotamento de combustíveis, os EUA indiciaram o ex-líder cubano Raúl Castro.

Em vídeo dirigido à população cubana, falando um espanhol impecável, Rubio afirmou que os EUA buscavam uma nova relação com Cuba, mas que ela precisava ser "diretamente com o povo cubano, não com a Gaesa", uma referência à empresa ligada ao regime que gerencia mercados inteiros do país.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, por outro lado, tem mantido distância de outros temas importantes para Trump, ainda que também acumule o cargo de Conselheiro de Segurança Nacional -o primeiro a fazer isso, ainda que de forma interina, desde Henry Kissinger na década de 1970.

Rubio não participa, ao menos publicamente, das negociações relativas às guerras no Irã e na Ucrânia. O presidente terceiriza os contatos com interlocutores persas e a mediação entre Kiev e Moscou a seu enviado especial, Steve Witkoff, seu genro, Jared Kushner, e seu vice-presidente, Vance.

"Em geral, é um erro acumular essas funções. Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com dois cargos esteja fora dos holofotes agora", afirmou Matthew Waxman, que trabalhou no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo de George W. Bush, ao jornal The New York Times. "Particularmente em um momento em que muita atenção é dada para a diplomacia sensível com o Irã, alguém precisa administrar a política externa no resto do mundo."

Se hoje Rubio é um dos grandes defensores de Trump na arena internacional, nem sempre isso ocorreu. Enquanto era senador, ele enfrentou o republicano nas primárias do partido, quando o chamou de a "pessoa mais vulgar" a se candidatar à Presidência do país.

Com o mandato de Trump chegando ao fim, Rubio tenta, agora, posicionar-se como herdeiro do presidente, embora tenha sido cogitado, e depois preterido, como vice na chapa do republicano.

"Nós temos um presidente que não está brincando. Quando ele diz que vai fazer algo, ele não está brincando. Este é um presidente de ação", afirmou o secretário, sobre Trump, após a captura de Maduro.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo recebe no próximo dia 22 de junho a Consulta Pública da São Paulo State Film Commission, iniciativa voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual, à atração de produções e ao desenvolvimento do setor nos municípios participantes.

O encontro será realizado a partir das 19h, no Centro Municipal de Arte e Cultura (CEMAC), localizado na Rua São Paulo, 745, no Centro. A atividade reunirá profissionais, produtores, empresas, instituições, estudantes e demais agentes ligados ao audiovisual local para um momento de diálogo e construção coletiva.

A consulta pública tem como objetivo ouvir as demandas do setor, apresentar as diretrizes do programa, discutir oportunidades e contribuir para o desenvolvimento da produção audiovisual no município e na região.

De acordo com o secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, a realização da consulta pública em São Carlos representa mais um passo no fortalecimento das políticas voltadas ao setor audiovisual. Ele lembra que, em março deste ano, o município recebeu a certificação que o integrou oficialmente à rede estadual de cidades-locação.

“A certificação marcou a entrada de São Carlos em um programa permanente de produções audiovisuais em todo o território paulista, abrindo novas oportunidades para que o município se consolide como um polo cultural e econômico. Receber agora a consulta pública fortalece essa política de atração de produções e amplia as possibilidades de desenvolvimento para a cidade”, destacou o secretário.

A participação é aberta a toda a cadeia produtiva do audiovisual e aos interessados no tema. A expectativa é que o encontro contribua para a formulação de ações que incentivem a produção audiovisual, ampliem a geração de oportunidades e fortaleçam o setor cultural no município.

SÃO CARLOS/SP - A Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de São Carlos promoveu sua primeira reunião de trabalho, dando início a uma série de ações voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de proteção, acolhimento e prevenção da violência contra a mulher no município.

O encontro reuniu o presidente da Câmara, Lucão Fernandes, e as vereadoras Fernanda Castelano, Raquel Auxiliadora, Larissa Camargo e Cidinha do Oncológico.

Durante a reunião, foram discutidos o mapeamento da rede de atendimento às mulheres em situação de vítimas de violência, envolvendo órgãos como as varas criminais, a assistência social, a Guarda Municipal e demais serviços de proteção existentes na cidade. O objetivo é compreender detalhadamente o fluxo de atendimento e de denúncias, identificar possíveis falhas e construir políticas públicas mais eficientes e humanizadas.

Também foi abordada a aplicação da Lei do Minuto Seguinte, que garante atendimento imediato e integral às vítimas de violência sexual, incluindo a referência aos hospitais de atendimento, como a Santa Casa de São Carlos. As participantes debateram relatos sobre dificuldades encontradas por mulheres no acesso aos serviços previstos na legislação.

A vereadora Larissa Camargo destacou a importância da criação de um Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher, reunindo metas, responsabilidades e ações permanentes. 

Já a vereadora Raquel Auxiliadora enfatizou a necessidade de compreender profundamente a realidade local antes de propor novas ações.

Para a vereadora Cidinha do Oncológico, a união entre os órgãos da rede de proteção é fundamental. “Esse primeiro encontro foi essencial para conhecermos os desafios enfrentados pelas mulheres e pelos profissionais que atuam no atendimento. Precisamos fortalecer essa rede para que nenhuma vítima fique sem acolhimento e orientação”, afirmou.

Fernanda Castelano reforçou que o trabalho da Procuradoria estará alinhado às ações de valorização e protagonismo feminino, destacando iniciativas como o prêmio “São Carlos por Elas”.

O presidente da Câmara, Lucão Fernandes, reforçou a relevância do trabalho do CAVID-SC e defendeu a continuidade das reuniões com os responsáveis pelos serviços. “A Câmara tem um papel importante na prevenção, fiscalização e construção de políticas públicas que garantam um atendimento cada vez mais eficiente e humanizado. Por isso queremos ouvir todos os setores envolvidos”, disse.

Ao final do encontro, ficou definido que novas reuniões serão realizadas com representantes dos diversos setores da rede de proteção, ampliando o diálogo e buscando soluções conjuntas para fortalecer o combate à violência, garantindo mais segurança, acolhimento e dignidade às mulheres de São Carlos.

BRASÍLIA/DF - O pré-candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesa segunda (1º) que Silvia Abravenal (PSD), uma das filhas de Silvio Santos, é um "nome forte" para compor sua eventual chapa na disputa presidencial.

O ex-governador de Goiás, porém, afirmou que definições sobre o posto devem acontecer mais adiante, e uma reunião está marcada para a próxima semana para discutir o tema.

"Sem dúvidas é um nome forte, uma mulher que tem capacidade para falar para milhões de brasileiros, com um programa de televisão, e isso faz com que ela seja uma deputada federal [que será] eleita", afirmou Caiado.

Silvia se filiou ao PSD em março deste ano para concorrer a uma vaga à Câmara dos Deputados. Em nota divulgada nas suas redes sociais na noite desta segunda, ela afirmou que recebeu a informação sobre a fala de Caiado de surpresa, que está iniciando sua trajetória na vida pública e segue focada na pré-candidatura à deputada federal.

Sobre a possibilidade do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, compor a vaga de vice, Caiado falou que o dirigente é a peça principal da sua pré-candidatura, mas que outros nomes são considerados e a decisão deve acontecer no próximo mês.

O governador de Goiás também afirmou que não tratou, em reunião com Romeu Zema (Novo) na última semana, de ser candidato a vice na chapa do ex-governador mineiro. Caiado disse que conversou com Zema sobre manter a direita unida no primeiro turno, com "grau de convivência pacífico e harmonioso" entre os postulantes adversários de Lula.

Zema vinha atacando Flávio Bolsonaro (PL) sobre as conversas que ele manteve com Daniel Vorcaro, do Master, mas diminuiu o tom das críticas nos últimos dias.

Caiado também foi questionado sobre a operação da Polícia Civil de São Paulo que teve como alvo a produtora do filme "Dark Horse", sobre a história de Jair Bolsonaro. O goiano, porém, disse que o tema não faz parte da "pauta crítica" dele.

 

 

 por Folhapress

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