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SÃO CARLOS/SP - Na última quinta-feira (19), a vereadora Cidinha do Oncológico, que tem atuado na defesa da ampliação do acesso à saúde pública no município, participou de uma reunião com o prefeito Netto Donato para apresentação de proposta de reativação de projeto voltado ao fortalecimento da política municipal de atendimento em saúde às populações em situação de vulnerabilidade social.

O encontro contou com a participação do Dr. Ubiratan Adler, docente do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos, que apresentou uma proposta de reativação do Projeto Integra Rua, atividade de extensão que ofertou atendimento multidisciplinar, inicialmente na Unidade Saúde Escola da UFSCar (USE) e depois na UBS Vila Isabel a pessoas em situação de rua, em colaboração com o Consultório na Rua e com outros equipamentos municipais, como o Centro POP e a Casa de Passagem. A ideia é uma nova versão da atividade, com o objetivo de oferecer um atendimento inicial multidisciplinar a toda a população em situação de rua de São Carlos, durante o mês de julho de 2026 na USE, após as devidas aprovações da UFSCar. Em nova colaboração com o Consultório na Rua, seria possível identificar as necessidades de saúde e as características sociodemográficas e psicossociais dessa população.    

Durante a reunião, foi destacada a importância da retomada e ampliação de iniciativas interinstitucionais, especialmente diante do aumento do número de pessoas em situação de rua no município. Cidinha destaca que, frequentemente, é abordada por moradores da cidade e comerciantes que pedem auxílio para lidar com demandas relacionadas a presença de pessoas em situação de rua em locais públicos.

Segundo estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de 2018, a vulnerabilidade social tem sido apontada como fator agravante para o desenvolvimento e a cronificação de diferentes doenças, o que exige respostas articuladas, humanizadas e integradas por parte do poder público.

O prefeito Neto Donato manifestou-se favorável à construção de mais uma iniciativa conjunta entre a Prefeitura e a UFSCar, com o objetivo de fortalecer as ações já existentes em São Carlos e ampliar o cuidado integral a essa população. A proposta apresentada ao Prefeito, prevê a oferta de atendimento em saúde, ações de cuidado e levantamento de dados que permitam atuar de forma mais efetiva frente às demandas apresentadas por essa população. 

Para o Dr. Ubiratan, com a reativação do Projeto Integra Rua, será possível garantir um cuidado mais abrangente em saúde que leve à melhoria dos quadros crônicos que geralmente acometem essa população em situação de rua.” “Com isso, haverá uma redução da sobrecarga de atendimento nas próprias unidades de saúde do município. Para viabilizar o Integra-Rua, bem como as atividades da Medicina que já ocorrem na USE, será necessária a retomada dos exames subsidiários, suspensos por motivos alheios à UFSCar. 

Como etapa inicial do projeto, que busca fortalecer os vínculos interinstitucionais, será agendada em breve, nova reunião no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde para apresentação detalhada da proposta e avanço na criação de termo de cooperação técnica entre o Município e a UFSCar.

A iniciativa reforça a importância do apoio institucional e da articulação entre universidade e poder público como estratégias fundamentais para qualificar as ações já realizadas, ampliar o acesso aos serviços e assegurar o direito à saúde às populações mais vulneráveis de São Carlos.

Para o prefeito Netto Donato poder estabelecer novas parcerias evidencia a preocupação de seu governo em buscar soluções para problemas crônicos que afetam o dia a dia da cidade. “Existem questões crônicas em São Carlos, de muitos anos, que exigem a ação conjunta de várias secretarias, a parceria com o que é produzido nas universidades e o papel importante de apoio das entidades religiosas.” 

SÃO CARLOS/SP - Durante a quarta sessão ordinária da Câmara Municipal nessa quinta-feira (19), o vereador Edson Ferraz fez um pronunciamento firme sobre a situação das vias públicas de São Carlos e cobrou que a operação tapa-buracos seja tratada como medida emergencial e prioridade pela administração municipal.

Segundo o parlamentar, o problema vai além da infraestrutura e impacta diretamente a segurança da população.

“Estamos falando de uma situação emergencial. É prioridade. Não dá para esperar. É preciso agir com rapidez, com pró atividade e com comprometimento da secretaria responsável para dar uma resposta à população”, afirmou Edson.

O vereador ressaltou que, em suas andanças pelos bairros, tem recebido inúmeras reclamações de moradores que relatam danos em veículos e riscos constantes de acidentes, especialmente com motociclistas e ciclistas.

Para Edson Ferraz, a manutenção das ruas precisa ser encarada como ação estratégica e preventiva, evitando prejuízos maiores no futuro.

“A população espera eficiência. Quando falamos de buracos nas ruas, estamos falando de segurança e respeito com quem vive e trabalha na nossa cidade”, completou.

A cobrança do vereador reforça a necessidade de respostas rápidas e planejamento eficaz para garantir melhores condições de tráfego e mais qualidade de vida aos moradores de São Carlos.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos recebeu oficialmente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (CREA-SP) e da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (AEASC) os primeiros relatórios técnicos de inspeção de obras de arte especiais do município. A iniciativa, apresentada ao prefeito Netto Donato nesta quinta-feira (19/02), no Paço Municipal, faz parte do convênio firmado em dezembro, que previa o cadastramento e avaliação de pontes, viadutos e passarelas da cidade, sem custo para o município, com o objetivo de garantir segurança e prolongar a vida útil dessas estruturas.

Durante a reunião no Paço Municipal, o chefe da unidade de inspetoria do CREA em São Carlos, Everton Gianlourenço, explicou que o Conselho disponibilizou dois engenheiros especialistas em infraestrutura para realizar inspeções em equipamentos públicos apontados pela Prefeitura como mais antigos. “Eles elaboraram os laudos e apresentamos os resultados ao prefeito e ao secretário, para que definam os próximos passos das manutenções necessárias”, afirmou.

O secretário de Gestão da Cidade e Infraestrutura, Leonardo Lázaro, detalhou que foram vistoriadas quatro estruturas: o viaduto da Avenida Trabalhador São-carlense e três pontes, na Rua Major Manoel Antônio de Matos, na Alameda dos Heliótropos (Cidade Jardim) e na Rua Ângelo Passeri (Jardim Alvorada). “O trabalho de inspeção serve como etapa preliminar para uma possível reforma. Ele indica a situação atual de cada obra e qual a urgência que precisamos dar no atendimento. O resultado foi positivo: não temos nenhuma obra crítica, o que nos dá tempo para programar os projetos de recuperação”, destacou.

O prefeito Netto Donato ressaltou a importância da parceria. “Somos uma gestão que prioriza parcerias consistentes, e com o CREA e a Associação dos Engenheiros já colhemos frutos. Foram quatro vistorias em pontos estratégicos da cidade. Agora, os relatórios seguem para análise da Secretaria de Gestão da Cidade, que vai definir os reparos e providências necessárias”, disse.

Os relatórios técnicos apontam que as estruturas estão em estado regular, com sinais de envelhecimento e necessidade de manutenção preventiva, mas sem risco imediato de colapso. Entre as recomendações estão limpeza, correção de infiltrações, reforço de drenagem, reparos localizados no concreto e implantação de sinalização de carga máxima para veículos pesados.

“Com esse diagnóstico inicial, a Prefeitura de São Carlos passa a contar com informações técnicas essenciais para planejar intervenções de forma segura e transparente, garantindo maior confiabilidade e vida útil às obras de arte que sustentam a mobilidade urbana da cidade”, concluiu o prefeito Netto Donato.

O vereador Júlio César e assessor da presidente do CREA SP, Ligia Mackey, também participou da entrega dos relatórios.

SÃO CARLOS/SP - Em um pronunciamento marcado por emoção, firmeza e senso de responsabilidade pública, o presidente da Câmara, Lucão Fernandes, utilizou a tribuna para abordar três temas que, segundo ele, “tocam diretamente a vida da população”: a limpeza urbana, a organização do Carnaval e o combate à violência contra a mulher.

Logo no início, o parlamentar reconheceu as críticas da população quanto à zeladoria da cidade. Com tom direto, afirmou que as reclamações são legítimas e refletem o sentimento de moradores que convivem diariamente com mato alto, acúmulo de lixo e falta de manutenção em espaços públicos.

“Eu compreendo a indignação de quem paga seus impostos e deseja viver em uma cidade bem cuidada”, declarou.

Apesar da cobrança, Lucão defendeu a necessidade de conceder um voto de confiança à gestão municipal. Ele afirmou acreditar no compromisso do prefeito de transformar 2026 no marco da zeladoria urbana e destacou sinais concretos de mudança.

Mesmo durante o Carnaval, período tradicionalmente associado à redução das atividades administrativas, o presidente relatou ter acompanhado, pelas redes sociais, equipes trabalhando intensamente na limpeza e manutenção da cidade.

Segundo ele, as ações demonstram planejamento, mobilização e disposição para enfrentar um problema histórico.

Carnaval descentralizado e com papel social

O vereador também elogiou a organização do Carnaval, destacando a descentralização das atividades culturais em diferentes regiões da cidade. Para ele, levar lazer e cultura aos bairros fortalece o sentimento de pertencimento e promove convivência social.

Dentro desse contexto, fez questão de destacar a atuação da vereadora Raquel Auxiliadora, que promoveu ações de conscientização sobre violência doméstica durante as festividades.

Lucão ressaltou que períodos festivos, muitas vezes marcados pelo aumento do consumo de álcool e conflitos familiares, exigem iniciativas preventivas para proteger vidas.

Violência contra a mulher: “uma vergonha coletiva”

Na parte mais contundente do discurso, o presidente da Câmara abordou a persistência dos casos de violência doméstica. Com indignação, afirmou que a realidade envergonha a sociedade e não pode ser tratada como um problema exclusivo das mulheres.

“Não é um problema das mulheres — é um problema nosso: dos homens, das famílias, das instituições e do poder público.”

Lucão anunciou que pretende assumir a causa como prioridade e convocou os homens a não se calarem diante de qualquer forma de agressão. Ele defendeu ações de educação, prevenção, denúncia e proteção como pilares fundamentais dessa luta.

Cidade limpa, humana e segura

Encerrando o pronunciamento, o parlamentar reforçou que o objetivo deve ser a construção de uma cidade mais organizada, festiva e, sobretudo, humana e segura para todas as mulheres.

O discurso repercutiu entre os presentes pela combinação de autocrítica, reconhecimento de avanços e posicionamento firme diante de temas sensíveis, sinalizando que a tribuna continuará sendo espaço de cobrança, diálogo e defesa de causas sociais urgentes.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Gestão de Cidade e Infraestrutura, realiza no próximo dia 25 de fevereiro (quarta-feira), às 18h, mais uma audiência pública para discutir a revisão do Plano Diretor. O encontro acontece no auditório do Paço Municipal, na Rua Episcopal, 1.575, e terá como pauta central o meio ambiente e os movimentos sociais.

O Plano Diretor é o instrumento que orienta o crescimento e o desenvolvimento da cidade. A versão em debate valerá de 2027 a 2037 e, segundo a Secretaria Municipal de Gestão de Cidade e Infraestrutura, busca incorporar contribuições da sociedade civil organizada.

O assessor do prefeito Netto Donato, João Muller, destacou a importância da participação popular. “Nós pretendemos dar espaço para todas aquelas entidades vinculadas à defesa ambiental, para todas as entidades vinculadas aos movimentos sociais, para que a gente possa oferecer à nossa comunidade o melhor texto possível do Plano Diretor”, afirmou.

A audiência faz parte de uma série de encontros que vêm sendo realizados desde o início do processo de revisão. A proposta é garantir que diferentes setores da sociedade tenham voz na construção das diretrizes que vão orientar o futuro da cidade.

O debate serve para reunir representantes de entidades ambientais, movimentos sociais e cidadãos interessados em contribuir para um projeto de cidade mais inclusivo e sustentável.

ESPANHA - Vivendo em situação irregular na Espanha desde julho do ano passado, a brasileira Fátima pode ter a chance de regularizar sua permanência no país com a nova medida anunciada pelo governo espanhol.

A curitibana de 45 anos entrou como turista, mas decidiu permanecer em Madri. Atualmente trabalha limpando casas e preparando comida brasileira. “Entrei na Espanha como turista, mas já sabia que queria ficar. Gostei muito daqui e pretendo continuar morando em Madri, só que legalmente”, afirma. Ela diz que pretende estudar espanhol e retomar a carreira de atriz.

No fim de janeiro, o governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou um processo extraordinário de regularização para imigrantes e solicitantes de asilo que já vivem na Espanha.

De acordo com relatório de 2025 da Fundação Espanhola de Pesquisa Econômica e Social, cerca de 800 mil pessoas poderão ser beneficiadas. A maioria é da América Latina, especialmente colombianos, peruanos e hondurenhos. Os pedidos poderão ser apresentados entre abril e 30 de junho.

“Com a regularização, vou conseguir melhores oportunidades de emprego e poder viajar para outros países da Europa. Quero ficar aqui de forma legal e não correr mais riscos. Isso vai facilitar muito a minha vida”, diz Fátima.

Para ter o pedido aceito, é preciso ter entrado na Espanha antes de 31 de dezembro de 2025, residir no país há pelo menos cinco meses e não possuir antecedentes criminais.

A autorização concedida permitirá trabalhar legalmente em qualquer região espanhola por pelo menos um ano. Não garante cidadania, mas concede autorização temporária de trabalho. A medida não faz restrição por nacionalidade, o que inclui brasileiros em situação irregular.

Felipe, mineiro que vive há dez anos na Espanha, também pretende solicitar a regularização. Ele tentou três vezes obter documentação, sem sucesso. Desde que chegou, acumulou trabalhos informais como garçom, babá, modelo e passeador de cães. “Depois de todo esse tempo sem poder voltar ao Brasil porque estou sem documentos aqui, estava até pensando em desistir de viver na Espanha”, diz. “Quero muito dar entrada nessa regularização para viajar ao Brasil e depois voltar sem problemas.”

Para Thaís de Camargo, advogada brasileira especialista em imigração, a medida também traz vantagens para o governo espanhol. “Com esse decreto, milhares de imigrantes vão sair da informalidade pagando impostos e contribuindo para o crescimento da economia. Mais gente com contrato formal significa mais pessoas com condição financeira para consumir”, afirma.

Ela avalia que a regularização também tem impacto social. “Ao viver legalmente em um país, os imigrantes podem andar na rua sem medo e de cabeça erguida. Todos terão seus direitos preservados e respeitados. É uma medida, acima de tudo, de direitos humanos”, diz.

A presença de estrangeiros no mercado de trabalho espanhol cresceu nas últimas décadas. Segundo o Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações, em 2025 a mão de obra estrangeira representou mais de 14% dos trabalhadores registrados no país, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.

“Esse balanço mostra que a contribuição dos estrangeiros é estrutural e decisiva para o crescimento do emprego, a sustentabilidade do sistema de aposentadorias e a prosperidade compartilhada do nosso país”, afirmou a ministra Elma Saiz.

Dados dos Serviços Europeus de Emprego indicam alta demanda tanto por profissionais qualificados nas áreas de tecnologia, engenharia e saúde quanto por trabalhadores nos setores de serviços, hotelaria, transporte e construção.

A medida foi aprovada por decreto real após acordo entre o governo de centro-esquerda de Pedro Sánchez e o partido Podemos, evitando votação tradicional no Parlamento, onde o premiê não tem maioria.

Partidos de direita criticam a iniciativa. O Partido Popular argumenta que o decreto pode funcionar como incentivo à imigração irregular e pressionar os sistemas públicos.

A Espanha já realizou regularizações migratórias em outros períodos, sob governos de diferentes orientações políticas.

A política atual contrasta com o endurecimento das regras migratórias adotado por países como Reino Unido, Portugal, Itália e Grécia.

Para Lucila Rodríguez Alarcón, diretora da Fundação Por Causa, a iniciativa pode fortalecer a posição política de Sánchez no cenário europeu. Ela destaca ainda o contexto demográfico. “Precisamos da imigração, já que nossa população está cada vez mais envelhecida e tem, a cada ano, menos filhos”, afirma.

 

 

por Folhapress

RIO DE JANEIRO/RJ - Vinte anos antes de a Acadêmicos de Niterói entrar na Sapucaí com um enredo em homenagem ao presidente Lula (PT), o PT entrava na Justiça para tentar impedir o desfile em São Paulo com homenagem a pré-candidatos do PSDB à Presidência. A ação era similar à movida no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por partidos de oposição, que prometem novas medidas judiciais para contestar a legalidade do desfile.

Em fevereiro de 2006, o então líder da bancada dos vereadores do PT em São Paulo, Arselino Tatto, apresentou ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) uma ação popular com um pedido de liminar. O objetivo era impedir que a escola de samba Leandro de Itaquera, da zona leste da cidade, desfilasse com um carro que homenagearia o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que à época era governador de São Paulo pelo PSDB, e o tucano José Serra, que era o prefeito da capital. Ambos eram possíveis candidatos do PSDB à presidência na eleição de 2006.

Bonecos gigantes dos dois políticos iriam compor um dos carros alegóricos da agremiação cujo presidente, Leandro Alves Martins, já havia sido candidato derrotado do PSDB a vereador em 2004.

O enredo abordaria uma das principais vitrines eleitorais de Alckmin –as obras de rebaixamento da calha do Tietê. O rio já havia sido tema da Leandro nos anos 1990, mas a escola resolveu fazer uma repetição com "roupagem" diferenciada.

Em sua ação judicial, Tatto alegou que a homenagem configuraria "promoção pessoal de políticos e autoridades".

O pedido de liminar foi negado pela juíza Márcia Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública. A magistrada argumentou que a alegação estava amparada em presunções e não poderia "se sobrepor ao princípio de liberdade de expressão artística".

No dia do desfile, os bonecos gigantes de Alckmin e Serra vieram logo atrás de um carro que representava a parada do orgulho gay. A Leandro de Itaquera foi rebaixada naquele ano.

O desfile voltou a ser alvo do PT meses depois após a Folha revelar que o banco estadual Nossa Caixa havia pago R$ 1,5 milhão à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, a título de patrocínio. Esse gasto havia superado o investimento de R$ 1,2 milhão com a campanha publicitária para divulgar os resultados do banco em 2005.

Cem funcionários da Nossa Caixa teriam desfilado no Carnaval com fantasias doadas pela Leandro de Itaquera. Na passarela, eles ajudaram a engrossar o coro do samba-enredo sobre as obras do rio Tietê realizadas por Alckmin.

Procurado pela Folha, o ex-vereador Arselino Tatto afirmou que as situações de 2006 e deste ano são diferentes. Segundo ele, no caso da Leandro de Itaquera ocorreu o envolvimento direto de tucanos nas escolhas da escola de samba, enquanto no caso da Acadêmicos de Niterói não houve qualquer interferência do governo federal ou de Lula nas decisões da agremiação.

"O Lula procurou a CGU [Controladoria-Geral da União], foi perguntar, se informou direitinho. O partido estava discutindo os prós e contras, e a partir do momento em que tivemos uma garantia jurídica de que estava tudo bem, ok, e foi bonito", disse Tatto.

 

 

por Folhapress

SÃO PAULO/SP - Os estados brasileiros possuem autonomia e são capazes de desenvolver sua própria constituição, arrecadar impostos e gerir suas receitas. Isso acontece porque o Brasil adota a federação como forma de estado, um sistema em que os estados são administrados e organizados de forma autônoma, mas respeitando os limites da Constituição Federal. Portanto, assim como o presidente chefia o governo do país, os estados são conduzidos pelos governadores. Para descobrir de que forma os governadores cumprem esse dever e quais são as condições para se candidatar ao cargo, é preciso consultar o texto constitucional do estado, em complemento à Carta Magna de 88.

Quais são os requisitos para se candidatar ao cargo?

As condições para a pessoa que deseje se candidatar ao cargo de governador estão presentes na Constituição Federal. Vale apontar que a Constituição de São Paulo também determina que o governador deve residir na capital do estado. Abaixo, de forma resumida, estão os requisitos:

  • ter nacionalidade brasileira, nata ou naturalizada;
  • ser alfabetizado;
  • idade mínima de 30 anos;
  • possuir título de eleitor válido;
  • votar no estado em que pretende concorrer;
  • ter pleno exercício dos direitos políticos;
  • ser filiado ou filiada a partido político por pelo menos seis meses;
  • ser escolhido para concorrer à eleição em convenção partidária.

Para estar em pleno exercício dos direitos políticos, é preciso estar em dia com as obrigações militares (no caso das pessoas do gênero masculino), não possuir condenações criminais ou de improbidade administrativa e não ter pendências com a Justiça Eleitoral. Verifique sua situação eleitoral utilizando o aplicativo e-Título ou o Autoatendimento Eleitoral.

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Quais são as atribuições de um governador?
 

Em seu artigo 23, a Constituição Federal declara que tanto a União como os estados, o Distrito Federal e os municípios devem cuidar da saúde e da assistência pública, proporcionar acesso à cultura, educação e ciência, promover programas de construção de moradias e melhorar o saneamento básico, além de outras competências. Já o artigo 24 estabelece que a União, os estados e o DF podem criar leis sobre tópicos como direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico, sobre previdência social, proteção e defesa da saúde e sobre organização, direitos e deveres das polícias civis.
 

Logo, o governador pode atuar dentro das matérias especificadas, criando políticas públicas, sancionando, promulgando e vetando projetos de lei. O chefe do Executivo estadual tem papel central na administração orçamentária da unidade da federação, sendo o responsável por enviar à Assembleia Legislativa os projetos de lei do orçamento anual, das diretrizes orçamentárias e do plano plurianual. É também o principal representante do estado nas relações políticas e administrativas, exercendo a direção do governo com o auxílio dos secretários de estado, que têm áreas específicas de atuação (educação, saúde, fazenda), chamadas pastas, assim como os ministros auxiliam o presidente da República. Sendo o representante do estado, o governador pode firmar convênios com a União e com municípios e angariar recursos para o estado.
 

O governador ainda têm influência direta no pessoal e nos cargos existentes na administração do estado. Pode nomear e exonerar dirigentes de autarquias e secretários de estado, preencher cargos públicos, da forma fixada pela lei, fixar quadros, vencimentos e vantagens do pessoal de fundações mantidas pelo estado e ainda, por meio de decreto, organizar o funcionamento da administração estadual e extinguir cargos públicos vagos.
 

Afinal, o que faz o vice-governador?
 

O vice-governador é eleito conjuntamente com o governador, em chapa única. Conforme a Constituição estadual, o vice-governador, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o governador, sempre que por ele convocado para missões especiais.

O vice também é a pessoa encarregada de substituir ou suceder o governador em alguns casos. Ele pode substituir o governador, por exemplo, quando este está impedido de atuar porque encontra-se em viagem temporária. Já a sucessão é a substituição definitiva e ocorre quando há a vacância do cargo, como nos casos de renúncia ou impeachment, por exemplo.

Já em caso de impedimento do governador e do vice-governador, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da governança o presidente da Assembleia Legislativa e o presidente do Tribunal de Justiça. Na próxima semana, o TRE-SP publicará o último texto da série “Cargos em disputa” para informar ao eleitorado as atribuições do cargo de presidente da República e de seu vice.

SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta (REPUBLICANOS) apresentou duas iniciativas na Câmara Municipal com o objetivo de valorizar os profissionais da segurança pública e fortalecer políticas que impactam diretamente a vida da população. As propostas reforçam o compromisso do mandato com investimentos e medidas concretas voltadas à proteção dos cidadãos e ao reconhecimento daqueles que atuam diariamente na linha de frente.

Entre as medidas protocoladas está a criação do título “Profissional de Segurança Pública do Ano”, iniciativa que busca reconhecer publicamente o trabalho exemplar de agentes que se destacam pelo comprometimento, dedicação e serviços prestados à comunidade. A proposta pretende instituir uma homenagem oficial, valorizando trajetórias marcadas pela responsabilidade e pelo cuidado com a sociedade.

Além disso, o parlamentar propôs um incentivo específico aos guardas municipais que atuarem na recuperação de veículos roubados. A medida visa estimular e reconhecer ações estratégicas que contribuem diretamente para a redução da criminalidade e para o aumento da sensação de segurança na cidade.

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Segundo o parlamentar, os profissionais da segurança pública exercem um papel fundamental na construção de uma cidade mais segura e organizada. “São servidores públicos que arriscam suas vidas diariamente para proteger a população. Valorizar esses profissionais é reconhecer a importância do trabalho que realizam e incentivar ainda mais a dedicação ao serviço público”, destacou.

As propostas já foram protocoladas e seguem em tramitação nas Comissões da Câmara Municipal.

BRASÍLIA/DF - O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou uma reunião, na tarde desta sexta-feira (13), com delegados da Polícia Federal (PF) que estão à frente das investigações envolvendo o Banco Master.

Mendonça pretende tomar conhecimento sobre o andamento das investigações após se tornar relator do inquérito que apura as fraudes no banco, que foi liquidado pelo Banco Central. 

A escolha de André Mendonça para comandar as investigações foi feita nesta quinta-feira (12) após Dias Toffoli pedir para deixar a relatoria do caso.

A decisão foi tomada durante reunião na qual os ministros da Corte foram informados de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que teve o aparelho apreendido durante busca e apreensão. 

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Ao pedir para deixar o caso, Toffoli não foi considerado suspeito para relatar o processo, e as decisões já tomadas foram preservadas. 

A partir de agora, os próximos passos da investigação serão comandados por Mendonça, também relator do inquérito que trata dos descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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