SÃO CARLOS/SP - Na manhã desta quinta-feira (25) o vereador Gustavo Pozzi conduziu uma live que foi transmitida nas escolas estaduais de São Carlos para os alunos de ensino médio, com o objetivo de apresentar o Parlamento Jovem Sãocarlense e também como será a 8° edição do projeto que acontecerá nos dias 19, 20 e 21 de agosto.
A live foi aberta oficialmente pelo presidente da Câmara, Lucão Fernandes, que em suas palavras destacou a importância do projeto. Esteve presente também a professora Ana Paula Borelli Matsumoto que estava representando a dirigente de ensino da Unidade Regional de Ensino de São Carlos, Débora Gonzalez Costa Blanco.
Juntamente com a live, todos os alunos do ensino médio receberam um gibi, elaborado pela câmara municipal, exemplificando de forma didática como funciona o projeto e também o poder legislativo da nossa cidade.
Neste ano, 42 estudantes da rede estadual participarão do Parlamento Jovem, sendo 21 empossados como vereadores(as) e 21 serão escolhidos como assessores(as). A Unidade Regional de Ensino selecionará 21 proposições que poderão ser enviadas até o dia 07 de agosto. Durante os dias do projeto, os alunos elegerão a mesa diretora, discutirão e votarão os projetos, além de participarem de todos os ritos de uma sessão ordinária. Também receberão camiseta, lanche e um kit. Ao final um certificado será entregue pela participação na 8° edição do Parlamento Jovem Sãocarlense.
Os projetos apresentados deverão ser das temáticas: Cultura, Defesa das Pessoas com Deficiência, Defesa dos Direitos da Mulher, Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Minorias, Educação, Ciência e Tecnologia, Infância e Juventude, Meio Ambiente e desenvolvimento Sustentável, Saúde, Segurança Pública, mobilidade urbana.
Antes de explicar o projeto, o vereador Gustavo Pozzi destacou a importante parceria entre o poder legislativo e a unidade regional de ensino de São Carlos.
“Se não existisse essa parceria dificilmente conseguiríamos fazer o Parlamento Jovem acontecer, porque quem tem a capacidade de reunir todos esses alunos é a Unidade Regional de Ensino e a Débora, junto com toda a sua equipe, sempre abriram as portas das escolas para que a Câmara Municipal possa levar esse projeto de educação cívica e uma orientação geral de como funciona a política para os estudantes de ensino médio de São Carlos.”, declarou.
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na quinta-feira (25), o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado, após o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) do cargo.
Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a missão de Teresa será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que estão em tramitação na casa, como o fim da escala 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.
Jaques Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta-feira (24) após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF), na semana passada, por suspeitas de corrupção no caso do Banco Master. Os agentes acusam o senador de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.
Já Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos aprovou por unanimidade, durante a sessão plenária realizada nesta semana, o Projeto de Lei de autoria do vereador Bruno Zancheta (REPUBLICANOS) que denomina uma das vias do Loteamento Reserva São Carlos como Rua Donizete Aparecido da Silva – “Titio Doni”. A homenagem reconhece a trajetória de uma das personalidades mais queridas e marcantes da comunicação são-carlense.
Conhecido carinhosamente como Titio Doni, Donizete Aparecido da Silva construiu uma história de dedicação à comunicação, ao entretenimento popular e às ações comunitárias. Ao longo de décadas, tornou-se uma figura extremamente querida pela população de São Carlos, conquistando o carinho de diferentes gerações por meio de seu trabalho no rádio, na televisão e em eventos realizados nos bairros da cidade.
Para o vereador Bruno Zancheta, a aprovação da homenagem representa o reconhecimento de uma trajetória que marcou a história da cidade: “Titio Doni foi muito mais do que um comunicador. Ele foi um amigo da população, alguém que dedicou sua vida a levar alegria, informação e entretenimento para milhares de famílias são-carlenses. Dar seu nome a uma rua é uma forma de eternizar sua memória e reconhecer a contribuição que deixou para nossa cidade. Fico muito feliz que este projeto tenha sido aprovado por unanimidade pelos vereadores, demonstrando o respeito e o carinho que São Carlos tem por sua história”, destacou Bruno Zancheta.
Falecido em abril de 2022, aos 63 anos, Titio Doni deixou um legado de trabalho, dedicação e amor pela comunidade. Com a aprovação da lei, seu nome passará a integrar oficialmente a memória urbana de São Carlos, perpetuando a lembrança de um dos comunicadores mais populares e admirados da história do município.
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos aprovou, na sessão desta terça-feira (23/06), as contas da Prefeitura referentes aos exercícios de 2020, 2021, 2022 e 2023 da gestão do ex-prefeito Airton Garcia. Com a decisão, chega a sete o número de prestações de contas da administração municipal aprovadas tanto pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) quanto pelo Legislativo são-carlense.
Antes da votação na Câmara, o TCE já havia emitido parecer favorável à aprovação das contas, atestando o cumprimento dos índices legais e constitucionais exigidos. Entre os pontos analisados pelo órgão estão os investimentos mínimos nas áreas de Educação e Saúde, além do controle das despesas com pessoal dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Com a aprovação das contas de 2023, resta apenas a análise do último exercício do segundo mandato de Airton Garcia pelo Tribunal de Contas.
O prefeito Netto Donato destacou que o resultado reflete o compromisso da administração com a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos públicos. Segundo ele, a aprovação das contas demonstra a seriedade do trabalho desenvolvido ao longo dos anos pela equipe de governo e pelos servidores municipais.
“Fico muito satisfeito com mais esse parecer favorável às contas do município. Esse resultado é fruto do trabalho conjunto de secretários e servidores que atuaram ao lado do ex-prefeito Airton Garcia e sempre tiveram responsabilidade na gestão dos recursos públicos”, afirmou Netto Donato, que também integrou a administração anterior como secretário de Governo.
O ex-secretário municipal de Fazenda e atual secretário adjunto de Receitas e Rendas, Mário Antunes, ressaltou que a sétima aprovação consecutiva evidencia o planejamento, o controle financeiro e a transparência adotados pela gestão. Ele lembrou ainda os desafios enfrentados durante o período da pandemia da COVID-19 e a necessidade de cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Mesmo diante das dificuldades impostas pela pandemia, conseguimos manter o equilíbrio financeiro do município, atendendo às determinações da legislação e garantindo a disponibilidade de recursos para honrar os compromissos da administração pública”, destacou Antunes.
As aprovações sucessivas reforçam o histórico de regularidade fiscal da administração municipal e o cumprimento das normas que regem a gestão dos recursos públicos.
O ex-prefeito Airton Garcia exerceu dois mandatos (2017/2020 e 2021/2024). Airton Garcia Ferreira morreu aos 75 anos em 28 de setembro de 2025 em decorrência de problema renal crônico.
BRASÍLIA/DF - Auxiliares e aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam que decisões recentes do STF (Supremo Tribunal Federal) indicam disposição de ministros de ignorar regras eleitorais e ter uma atuação que possa prejudicá-lo na disputa presidencial contra Lula (PT).
Flávio repete a acusação feita pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, de que a Justiça Eleitoral interferiu no resultado do pleito, vencido por Lula, o que motivou reações golpistas.
O receio de que ministros do STF atuem com parcialidade neste ano já foi exposto publicamente por Flávio e pelo coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e motivou reuniões com o presidente da corte, Edson Fachin.
Integrantes da pré-campanha de Flávio avaliam que a Primeira Turma do STF, composta majoritariamente por ministros considerados adversários políticos do bolsonarismo, vai esvaziar as competências do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no pleito de outubro.
Como mostrou a Folha, essa ala do Supremo se prepara para atuar como uma espécie de instância revisora de decisões do TSE e fazer frente à gestão de Kassio Nunes Marques. A Primeira Turma é formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Apesar dos apelos a Fachin, aliados de Flávio dizem estar sem saída. Eles acreditam que o presidente do STF não tem perfil de enfrentamento aos demais ministros.
Da mesma forma, o entorno do senador não vê Kassio como aliado incondicional e duvida da disposição dele de se opor à Primeira Turma, apesar de o ministro ter sido nomeado por Bolsonaro. Na visão deles, Kassio ao menos não irá perseguir Flávio na condição de presidente do TSE como Moraes fez com Bolsonaro em 2022.
Procurados pela reportagem, Moraes, Dino e Zanin não quiseram comentar.
Na última terça-feira (16), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, acusou a Primeira Turma de ter como objetivo tirá-lo das eleições ao condená-lo por coação.
Nos bastidores da pré-campanha, a crítica à atuação dos ministros é dura e cita decisões a respeito das eleições no Rio de Janeiro e em Roraima, vistas como esdrúxulas.
No Rio, o STF mantém o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, no cargo de governador em vez do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), o que bolsonaristas consideram uma quebra da linha sucessória. Couto está no cargo atualmente graças a uma liminar de Zanin.
Ainda sob o comando de Cármen Lúcia, o TSE decidiu que o modelo de eleição (direta ou indireta) para a escolha de um sucessor de Claudio Castro (PL) cabe ao STF. A questão está paralisada no Supremo desde abril após pedido de vista de Dino no julgamento da controvérsia.
O caso de Roraima é tido pela pré-campanha de Flávio como especialmente grave. Dino anulou uma decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e alterou o prazo de desincompatibilização da eleição para um mandato-tampão de governador do estado. Candidato do PL, o ex-prefeito de Boa Vista Arthur Henrique teve a maioria dos votos, mas está inelegível com base na decisão do ministro.
Defensores da atuação do STF afirmam que é papel da corte revisar decisões do TSE e agir sempre que acionada. Eles lembram que os casos do Rio e de Roraima foram levados ao Supremo por meio de provocações de partes interessadas nas eleições somente após o TSE ter demorado cerca de dois anos para resolvê-los.
Na semana passada, Marinho usou a tribuna do Senado para afirmar que o TSE impediu a direita brasileira de dizer a verdade em 2022, em referência a decisões de remoção de conteúdo, e que neste ano ocorre o contrário: "Esse TSE [...] que influiu no resultado da eleição de forma parcial, agora, com um novo quadro, é atropelado".
Em abril, depois de Moraes abrir um inquérito para investigar Flávio por suspeita de calúnia, o senador afirmou, também no plenário, que a estratégia do ministro era interferir na eleição. "Já que agora Alexandre de Moraes não está mais no TSE, ele vai querer desequilibrar as eleições lá do Supremo", disse.
Diante de uma desconfiança que entendem legítima, Flávio e Marinho estiveram com Fachin, no mês passado, para pedir que o STF aja com equilíbrio. O pré-candidato estava sozinho, enquanto o coordenador foi acompanhado de Maria Claudia Bucchianeri, ex-ministra do TSE e advogada da pré-campanha, e Marcelo Bessa, advogado do PL.
Segundo a assessoria de Marinho, ele defendeu na reunião a autonomia da Justiça Eleitoral e mencionou os casos de Rio e Roraima. "Queremos evitar que isso se torne um hábito. É um precedente perigoso para a democracia e para a livre manifestação da população através da eleição", disse.
Havia expectativa de que Fachin levasse ao plenário da corte a decisão de Dino, confirmada pela Primeira Turma, a respeito do prazo de desincompatibilização, o que o ministro não fez.
Flávio, por sua vez, esteve com Fachin sob a justificativa de se comprometer com o respeito à corte durante a campanha e, por outro lado, cobrar dos magistrados isenção na disputa. O pré-candidato pediu que o arbítrio de conflitos da eleição seja feito no âmbito do TSE, sob Kassio, e não no STF, onde o bolsonarismo acumula derrotas.
Em 2022, quando disputou a reeleição, Bolsonaro fez uma série de ataques com mentiras sobre o sistema eleitoral. Na ocasião, aliados dele criticaram a derrubada pela Justiça Eleitoral de conteúdos da direita nas redes, o que, para eles, teria causado desequilíbrio.
por Folhapress
ISRAEL - A ordem que o ministro da Defesa (Israel Katz) e eu demos ao Exército israelense é clara e não mudou: nossos soldados no sul do Líbano têm total liberdade de ação para impedir qualquer ameaça direta ou iminente contra eles ou contra os moradores do norte", declarou Netanyahu.
O chefe do governo israelense também afirmou que o Exército, apoiado por ele e "por todo o povo" de Israel, não tem "nenhuma restrição" em relação às suas operações no país vizinho, do qual atualmente ocupa cerca de 570 quilômetros quadrados.
No comunicado, Netanyahu insistiu que Israel permanecerá na "faixa de segurança" — como se refere ao território libanês ocupado — "pelo tempo que for necessário" para "proteger os moradores do norte e todos os cidadãos do país".
Apesar do memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã na semana passada, que inclui a frente libanesa, o governo de Netanyahu reivindicou o direito de Israel de continuar ocupando território do país vizinho e de continuar trocando ataques com o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerã.
Esse ponto de atrito, que diversas vezes colocou em risco as negociações para o fim da guerra no Oriente Médio, parecia ter diminuído no fim de semana, quando Israel reduziu a intensidade e a frequência de seus ataques em território libanês, após uma trégua não oficial com o Hezbollah, anunciada na tarde de sexta-feira.
O número de mortos na ofensiva israelense no Líbano desde 2 de março chegou a 4.106, enquanto o número de feridos é de 12.153, segundo os dados mais recentes divulgados pelas autoridades libanesas no domingo.
por Notícias ao Minuto Brasil
SÃO CARLOS/SP - O vereador Thiago de Jesus e o vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, estiveram na Universidade Federal de São Carlos para conhecer a Unidade Saúde-Escola, que receberá uma nova estrutura do Centro Especializado em Reabilitação. A visita teve como objetivo discutir investimentos e estratégias para fortalecer o atendimento às pessoas autistas e neurodivergentes no município.
Durante o encontro, Thiago de Jesus dicutiu propostas voltadas à ampliação e facilitação do acesso das famílias atípicas ao diagnóstico e ao tratamento especializado. Entre os temas debatidos foi o fomento a possibilidade de implementação de uma unidade de atendimento voltada especificamente à comunidade autista e neurodivergente, buscando oferecer um serviço mais funcional, acessível e integrado.
A agenda contou com a participação de representantes da Unidade Saúde-Escola e da universidade, que discutiram ações estratégicas para o fortalecimento da rede de cuidado, além de possíveis parcerias para ampliar o atendimento e promover mais qualidade de vida às pessoas com deficiência e suas famílias.
SÃO CARLOS/SP - São Carlos sediou no último sábado (20/06), a XIII Conferência Municipal de Saúde, consolidando-se como um espaço democrático de participação social e preparação para a 18ª Conferência Nacional. O evento, realizado no Hotel Nacional Inn, reuniu usuários do SUS, trabalhadores da saúde, gestores, prestadores de serviços e representantes da sociedade civil para debater os rumos da política pública de saúde.
Com o tema nacional “Brasil das Brasileiras e dos Brasileiros: SUS e Soberania – Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”, a conferência local abordou quatro eixos centrais: democracia e soberania, financiamento adequado, emergências climáticas e justiça socioambiental. Além de avaliar a situação da saúde no município, os participantes discutiram desafios locais, formularam propostas para fortalecer políticas públicas e elegeram delegados que representarão São Carlos nas etapas macrorregional e estadual.
O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, ressaltou: “O SUS faz toda a diferença na vida de milhares de brasileiros e é um patrimônio que precisa ser constantemente fortalecido. Esta Conferência Municipal de Saúde é um espaço essencial para debatermos temas que impactam diretamente a população, como financiamento, soberania e justiça socioambiental. É aqui que conseguimos ouvir diferentes segmentos — gestores, universidades, vereadores e cidadãos — e transformar essa escuta em propostas concretas que chegam ao Governo Federal. A saúde é cada vez mais tecnológica e cara, e por isso precisamos garantir que os recursos sejam aplicados de forma correta e eficiente, atendendo às necessidades da maioria. Esse debate coletivo é o caminho para que São Carlos avance e contribua para o fortalecimento do SUS em nível nacional”.
O vereador Elton Carvalho, presidente da Comissão de Saúde da Câmara, reforçou que “a conferência é uma oportunidade única de reunir sociedade civil, gestores e trabalhadores para discutir os rumos da saúde pública. O SUS é um sistema que garante acesso universal, mas enfrenta desafios diários, e cabe a nós, como representantes da população, trazer essas demandas para o debate. Em São Carlos, temos buscado construir políticas públicas que dialoguem com a realidade local e que possam ser levadas às etapas estadual e nacional. É um momento de responsabilidade e compromisso: precisamos ouvir, propor e encaminhar soluções que melhorem a vida das pessoas. A participação popular é fundamental, porque é dela que surgem as prioridades que devem orientar nossas ações”.
O vice-prefeito Roselei Françoso reforçou o caráter universal do sistema. “O SUS é uma política pública nacional que atende a totalidade da população. Todos aqueles que demandam algum serviço de saúde têm o direito garantido, constitucional e fundamental. As conferências são importantes porque constroem políticas públicas envolvendo sociedade, trabalhadores e profissionais”.
A reitora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Ana Beatriz de Oliveira, enfatizou que “o SUS é um patrimônio brasileiro, conquistado na Constituição de 1988. Para a universidade, é estratégico: precisamos formar profissionais no SUS e para o SUS. É também espaço de pesquisa, onde produzimos conhecimento para tornar o sistema mais eficiente e capaz de cumprir seu papel de promoção e cuidado da população”.
O presidente da Câmara, Lucão Fernandes, reforçou a importância da participação popular. “É importante que a população participe da 13ª Conferência para nos trazer suas percepções. Assim, poderemos encaminhar boas propostas para a 18ª Conferência Estadual e conquistar avanços para São Carlos”.
Representando o Departamento Regional de Saúde III – Araraquara, Diana Branquinho elogiou a mobilização. “São Carlos fez questão de realizar a conferência ao sábado, para garantir a participação dos trabalhadores, usuários e gestores. Esse é um espaço de diálogo e construção coletiva. Estamos aqui para construir políticas públicas não só para o município, mas para a região e para todo o país”.
A XIII Conferência Municipal de Saúde de São Carlos apresentou propostas que serão levadas às etapas estadual e nacional da 18ª Conferência Nacional de Saúde. No Eixo 1, a etapa estadual defende a criação de um fórum regional de conselhos municipais, enquanto a nacional propõe tornar obrigatória a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).
O Eixo 2 trata do financiamento: em São Paulo, sugere-se cofinanciamento permanente para custear a atenção primária; nacionalmente, a ideia é ampliar recursos ao SUS com impostos sobre produtos nocivos à saúde.
No Eixo 3, as propostas estaduais focam em prevenção de emergências climáticas e vigilância de arboviroses, enquanto a nacional prevê programas de educação ambiental e saúde nas escolas.
Por fim, o Eixo 4 destaca, no âmbito estadual, a modernização tecnológica das Unidades Básicas de Saúde e de Saúde da Família com integração de sistemas, e, no nacional, o fortalecimento da política de gestão do trabalho e valorização dos profissionais da atenção primária.
BRASÍLIA/DF - A tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 no Brasil deve seguir travada no Senado em uma semana esvaziada pelas festas de São João, pelo jogo do Brasil contra a Escócia e pelos trabalhos semipresenciais na Casa.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém a PEC 221 de 2019 em sua mesa, sem despachá-la para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como a comissão não marcou reuniões para esta semana, a expectativa é que a PEC siga parada, completando um mês, no próximo sábado (27), desde a aprovação na Câmara dos Deputados.
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), não marca reuniões em semanas semipresenciais, quando os parlamentares podem votar remotamente, devido ao baixo quórum.
A assessoria da CCJ informou à Agência Brasil que não houve sinalização de Alcolumbre para liberar a PEC. Já a assessoria do presidente do Senado não respondeu à reportagem.
Com o feriado de São João no Nordeste, na quarta-feira (24), e também dia do jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo, a expectativa é de uma semana esvaziada no Parlamento.
Na semana passada, o senador Paulo Paim (PT-RS) cobrou, no plenário, a votação da PEC. “Não temos mais por que demorar”, afirmou.
“O que afinal está faltando para que o Senado vote a matéria, já que debatemos esse tema há anos?”, questionou Paim.
A PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais foi aprovada na Câmara por ampla maioria. Apenas 22 dos 513 deputados votaram contra. Mesmo assim, o tema não avança no Senado, onde enfrenta resistência da oposição, que apresentou PEC alternativa para manter a escala 6x1 e permitir contratos por hora.
A proposta da oposição foi despachada à CCJ por Alcolumbre no mesmo dia em que foi apresentada, no dia seguinte à aprovação da PEC do fim da 6x1 na Câmara.
O senador Otto Alencar informou que vai priorizar a PEC do fim da escala 6x1, por ter iniciado a tramitação antes da proposta da oposição.
Na semana seguinte à aprovação na Câmara, Alcolumbre criticou a pressão para despachar a matéria, sugerindo que ela poderia ser melhorada no Senado e passar por comissões antes do plenário.
“Tenho certeza de que, como outros senadores, seria razoável que o Senado pudesse melhorar um texto dessa importância e debater o tema com calma”, defendeu Alcolumbre.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A mobilização pela duplicação da Rodovia SP-215 (Rodovia Doutor Paulo Lauro), importante ligação entre São Carlos, Descalvado e municípios da região, segue ganhando força. O abaixo-assinado online criado para demonstrar o apoio popular à obra já ultrapassou a marca de 1.500 assinaturas e foi entregue ao governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante agenda oficial realizada em São Carlos.
A iniciativa tem sido liderada pelo vereador Bruno Zancheta, que vem articulando esforços junto ao Executivo Municipal, lideranças regionais, representantes da sociedade civil, empresários e usuários da rodovia para que a duplicação da via seja incluída entre as prioridades do Governo do Estado. Na cidade de Descalvado, o movimento é encabeçado pelo Vereador Jhow do Espetinho.
Além do abaixo-assinado, também foi entregue ao governador um dossiê técnico contendo informações sobre o fluxo de veículos, registros de acidentes, crescimento da demanda logística da região e os impactos positivos que a duplicação poderá trazer para a mobilidade e o desenvolvimento econômico regional.
A mobilização evidencia a importância da articulação política entre os Poderes Legislativo e Executivo na busca por soluções para demandas históricas da população. O diálogo entre as lideranças municipais e o Governo do Estado tem sido fundamental para fortalecer o pleito e demonstrar a relevância estratégica da obra para toda a região.
A duplicação da SP-215 é considerada uma das principais reivindicações de motoristas, moradores e empresários, uma vez que a rodovia apresenta intenso fluxo de veículos e desempenha papel fundamental no transporte de pessoas, mercadorias e na integração econômica entre diversos municípios. A obra tem potencial para aumentar a segurança viária, reduzir o número de acidentes, melhorar a fluidez do trânsito e impulsionar novos investimentos para a região.
Para o vereador Bruno Zancheta, o crescimento do movimento demonstra que a população reconhece a urgência da obra: “A marca de mais de 1.500 assinaturas mostra que essa não é uma demanda de um único vereador ou de um único município, mas de toda uma região que utiliza diariamente a SP-215. Entregamos ao governador Tarcísio de Freitas não apenas um abaixo-assinado, mas também um dossiê com informações técnicas que comprovam a necessidade da duplicação. Seguiremos trabalhando e dialogando com todas as esferas de governo para transformar essa reivindicação em realidade”, afirmou o parlamentar.
A expectativa agora é que o Governo do Estado avalie o pleito e avance nos estudos e projetos necessários para viabilizar uma das obras de infraestrutura mais aguardadas pela população regional.
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