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SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de doutorado em Fisioterapia da UFSCar está convidando pais ou responsáveis por crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de todo o Brasil para participarem de estudo que pretende avaliar a participação e os fatores ambientais desse público. A participação é online e a expectativa é levantar como essas crianças e adolescentes se integram em atividades da família, escola e comunidade e os fatores que podem facilitar ou prejudicar essa participação.

A pesquisa é conduzida pela doutoranda Rosa Fonseca Angulo, sob orientação de Nelci Adriana Cicuto Ferreira Rocha, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar e coordenadora do Laboratório de Análise do Desenvolvimento Infantil (Ladin) do DFisio.

Rosa Fonseca explica que a participação é conhecida como a frequência com que a criança ou adolescente está presente em diferentes situações da vida (casa, escola e comunidade) e o quanto está envolvida/motivada. Nesse caso, os fatores ambientais que podem influenciar a participação são: físico (presença de rampas, qualidade do ambiente, como ruídos ou iluminação), atitudinais (atitudes individuais da família, como os pais, amigos, professores) e sociais (apoios e o relacionamento e os serviços que eles frequentam). "Assim, estes fatores podem atuar como barreiras, ou seja, restringir ou até impedir a participação da criança/adolescente no contexto onde convive ou podem atuar como facilitadores, auxiliando a participação da criança/adolescente com TEA", relata a doutoranda. Ela exemplifica situações cotidianas que podem impactar essa participação em diferentes locais: "quando a criança ou adolescente está na escola e não consegue ficar por muito tempo porque tem muito barulho, ou quando frequenta o supermercado com a mãe, o barulho ou a presença de muitas pessoas impedem a sua permanência ou seu envolvimento para interagir com outras pessoas".

De acordo com o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, uma em cada quatro crianças é diagnosticada com TEA. Os EUA são o único país que faz o acompanhamento do TEA no neurodesenvolvimento. No Brasil, os dados oficiais são de 2010 e indicam mais de 2 milhões de casos de TEA em território nacional. Diante desse grande contingente, este estudo é importante porque auxiliará o conhecimento sobre como crianças e adolescentes com o transtorno participam no contexto da casa, escola e na comunidade, bem como ajudará a identificar as barreiras e os facilitadores que se encontram no entorno da criança. "Isso permitirá que os profissionais que atendem esse público foquem em estratégias de intervenção voltadas a mudanças ambientais e que favoreçam o pleno desenvolvimento e qualidade de vida da população com TEA", reforça Rosa Angulo.

A pesquisadora expõe que a expectativa do estudo é identificar se os componentes relacionados com a saúde (fatores ambientais, habilidades funcionais e o processamento sensorial) são preditores da participação em crianças e adolescentes com TEA. "Assim, conseguiremos identificar um perfil de funcionalidade de crianças e adolescentes com o transtorno e estes resultados ajudarão os profissionais de saúde e familiares a desenvolverem estratégias de intervenção e adaptações do ambiente que ajudem a melhorar a participação da criança e adolescentes com TEA", pontua. 

Rosa Angulo destaca que este é o "primeiro estudo que realizará uma relação entre a participação e os componentes relacionados com a saúde, no contexto do TEA". Além disso, dados relacionados com a participação e os fatores ambientais serão comparados entre um grupo de crianças e adolescentes residentes no Brasil e na Colômbia.

Pesquisa
Para desenvolver o estudo, pais ou responsáveis por crianças e adolescentes com TEA, de qualquer região do Brasil, são convidados a responder questionários online e conceder entrevistas por telefone, que serão agendadas conforme disponibilidade de cada participante. As pessoas interessadas em contribuir com a pesquisa podem fazer contato com a pesquisadora pelo whatsapp (13) 99699-4545. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 66697223.4.0000.5504).

Pesquisa convida participantes para responderem questionário online

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo na área de gestão e análise ambiental da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está avaliando o alcance e a efetividade do uso da plataforma digital Observa Sanca (www.observasanca.ufscar.br) e, para isso, está convidando participantes para responderem um questionário online.
O Observa Sanca nasceu da união de diversos grupos, que produzem conhecimento sobre São Carlos e região, e que desejavam ampliar o acesso a trabalhos acadêmicos para toda a sociedade, tornando acessível o conhecimento, e compartilhar informações produzidas pela gestão pública, universidades, educadores, grupos sociais e por toda a população.
A pesquisa de iniciação científica, intitulada "Avaliação do alcance e a efetividade do uso da plataforma - Observatório do conhecimento para ações transformadoras’ pelo seus principais público-alvo", é desenvolvida por Kaueh Cardoso Marangon, estudante do curso de graduação de Bacharelado em Gestão e Análise Ambiental da UFSCar. 
Pode participar do estudo qualquer pessoa que já tenha acessado a Plataforma Digital "Observa Sanca" - incluindo educadores e educandos, gestores e organizações sociais, além de outros possíveis usuários. Para participar, basta responder o questionário disponível em https://bit.ly/questionario-ObservaSanca, que tem tempo de resposta estimado de cerca de 20 minutos. O prazo é até 25 de setembro.
O trabalho é orientado pelo professor Sérgio Henrique Vannucchi Leme de Mattos, do Departamento de Hidrobiologia (DHb) e coordenador do Laboratório de Estudos sobre Sistemas Complexos Ambientais (LASCA), e tem coorientação da professora Renata Bovo Peres, do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm).
O estudo conta com apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) da UFSCar. Dúvidas podem ser esclarecidas com o professor Sérgio de Mattos pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE:: 69533423.0.0000.5504).
Pesquisa de Iniciação Científica foi premiada recentemente em evento nacional na área de Genética Médica

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de Iniciação Científica, que está sendo realizada no Departamento de Medicina (DMed) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi premiada na última edição do Congresso Brasileiro de Genética Médica, realizado entre os dias 14 e 16 de agosto, em São Paulo. O estudo recebeu o prêmio de melhor trabalho apresentado em formato de pôster e tem por objetivo compreender o conhecimento que estudantes universitários têm a respeito do uso do álcool durante a gestação.
A pesquisa é feita pelo graduando Guilherme Petek Ramos Leite, sob orientação de Débora Gusmão Melo, docente do DMed. Realizado desde 2021, o projeto está em fase de análise de dados e, até a etapa de inscrição do trabalho no evento, o estudo contava com 136 participantes provenientes de 13 estados brasileiros. Até o momento, a amostra analisada aponta que 43,4% dos estudantes tiveram pontuação considerada de alto conhecimento, 36,8% de médio conhecimento e 19,8% de baixo conhecimento. "Comparando esses dados com outros estudos que investigaram o conhecimento sobre o tema, a população de estudantes universitários parece apresentar maior conhecimento quando comparada com populações de não universitários", reflete Guilherme Leite.
O pesquisador acrescenta que diversos estudos já realizados apontam os universitários como uma população que apresenta alto consumo de bebida alcoólica. "Esse consumo muitas vezes está associado a comportamentos sexuais de risco, como o não uso de preservativos, por exemplo. Por isso que, quando a gravidez ocorre nesse grupo, muitas vezes ela acaba não sendo planejada e cursa com o consumo de álcool até a descoberta da gestação, fazendo com que haja um grande risco de problemas no desenvolvimento fetal. Nesse sentido, os resultados preliminares do meu estudo apontam que um bom conhecimento sobre o tema não necessariamente indica uma menor chance de ter filhos com algum transtorno do espectro alcoólico fetal", destaca. Nesse contexto, Leite acredita que o desafio dos órgãos públicos é conseguir mapear o grau de conhecimento da população sobre o assunto e transformar esse conhecimento em atitudes que vão em direção à total abstenção do álcool durante a gestação. "O questionário que a pesquisa está desenvolvendo sobre o assunto pode ser uma ótima ferramenta para a abordagem inicial do tema pelos profissionais de saúde", aponta.
O estudante da UFSCar reforça que o uso de álcool na gestação pode gerar diversos problemas ao bebê. Esses problemas podem ser agrupados em um espectro, chamado de Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), que podem causar desde pequenas alterações no rosto da criança até malformações nos rins, no coração e no cérebro, por exemplo. "Os TEAF são de grande incidência, sendo algumas vezes até mais comuns que a Síndrome de Down. No entanto, a falta de conhecimento sobre o tema entre os profissionais de saúde e a população no geral faz com que muitos casos não sejam diagnosticados e tratados da maneira correta", alerta Guilherme Leite.
Este é o primeiro estudo no Brasil que avalia o tema. A expectativa, a partir dos resultados finais, é que os levantamentos possam guiar a construção de políticas públicas de saúde sobre os riscos do consumo de álcool durante a gestação.  Para Guilherme Leite, foi uma surpresa receber o prêmio durante o Congresso. "Estou trabalhando nesse projeto desde o segundo semestre de 2021 e não há sensação melhor do que ver o seu trabalho sendo reconhecido em nível nacional", comemora.
A pesquisa tem apoio da à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 58094422.5.0000.5504).

BRASÍLIA/DF - Na segunda-feira (21), foi aberto o prazo para que os candidatos classificados na lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) 2023, segundo semestre, apresentem a documentação comprovando as informações expostas durante a inscrição. Eles têm até o dia 28 para fazer a entrega dos documentos na instituição de ensino.

O Prouni oferece bolsas integrais ou parciais de estudo em cursos de graduação de instituições privadas de educação superior.

Prazos

Os prazos e a documentação necessária constam do edital nº9, publicado pelo Ministério da Educação no Diário Oficial da União em junho. Eles valem para a comprovação de formação do ensino médio, bem como para os casos de pessoa com deficiência e de formação para o magistério da educação básica.

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou 276.566 bolsas de estudo para o segundo semestre de 2023. Dessas, 215.530 são integrais e 61.036 são parciais, cobrindo 50% do valor da mensalidade dos cursos de graduação ou sequenciais de formação específica.

 

 

Por Pedro Peduzi - Repórter da Agência Brasil

Pesquisa convida voluntários para participação online

 

SÃO CARLOS/SP - Como é possível melhorar o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal treinando algumas habilidades? Uma equipe de pesquisadoras da Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem desenvolvido, ao longo dos últimos anos, programas que podem ajudar nesse tema. Para isso, estão convidando pessoas com mais de 18 anos e que realizem uma atividade remunerada para participar de uma pesquisa.
"Não se nasce sabendo como conciliar as demandas do trabalho e da vida pessoal - esta é uma habilidade adquirida que pode ser aperfeiçoada gradativamente, reduzindo o estresse psicológico e fazendo a manutenção do bem-estar. Embora seja comum que os trabalhadores brasileiros enfrentem essas dificuldades, há poucos programas voltados a ajudá-los a melhorar o equilíbrio entre as áreas de suas vidas e é justamente isso que está sendo desenvolvido neste programa", explica Luiza Perches Guiducci, aluna de graduação em Psicologia da UFSCar, que está à frente do estudo.
O trabalho, intitulado "Caminho do Equilíbrio: Teste de um aplicativo para o equilíbrio entre as demandas do trabalho e da vida pessoal", tem como responsável Gabriela Trombeta Santos, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi), e orientação de Elizabeth Joan Barham, professora do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar. O estudo conta com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
"Os participantes terão acesso a ferramentas que podem ajudá-los a monitorar melhor seus níveis de equilíbrio trabalho-vida pessoal (nossos questionários) e também terão acesso a um aplicativo contendo podcasts e treinos que podem ajudá-los a melhorar o equilíbrio entre diferentes demandas da sua vida", explica Guiducci.
A participação é gratuita e totalmente online. Os interessados - que devem ter mais de 18 anos e exercer alguma atividade remunerada - podem se inscrever até o dia 17 de agosto pelo formulário online https://encurtador.com.br/fqZ01, onde constam mais detalhes sobre o estudo; há 20 vagas que serão preenchidas por ordem de inscrição. Dúvidas podem ser esclarecidas com Luiza Guiducci pelo e-mail guiducciluiza@estudante.ufscar.br. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 62528622.7.0000.5504)
Pesquisa da UFSCar oferece avaliações e tratamento gratuitos

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de mestrado, realizada no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), está recrutando pessoas que tenham diagnóstico de osteoartrite nos joelhos (OAJ) e que tenham dor na articulação para avaliações e tratamento gratuitos. O objetivo do estudo é mensurar a associação entre dor e diminuição do equilíbrio postural em indivíduos com OAJ, auxiliando no tratamento desses pacientes.
O projeto é conduzido pela mestranda Marialice Gyaraki da Silva, sob orientação de Stella Marcia Mattiello, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da UFSCar. De acordo com a pesquisadora, a dor é a queixa principal dos sujeitos acometidos pela OAJ. "Considerando os danos articulares, decorrentes da inflamação na articulação do joelho, a OAJ é frequentemente conceituada como uma condição de dor que está associada à diminuição da força do músculo quadríceps femoral em indivíduos com a doença", explica Marialice Gyaraki.
A mestranda da UFSCar também aponta que há outros comprometimentos que a OAJ pode ocasionar, como propriocepção prejudicada e controle do equilíbrio comprometido. A propriocepção está ligada à capacidade do indivíduo em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. "Essa capacidade prejudicada é um fator frequentemente relacionado às quedas dos pacientes e à presença de dor que, por sua vez, está associada à diminuição do equilíbrio", explica.
O estudo vai avaliar os participantes em três diferentes aspetos: equilíbrio postural, função física e processamento da dor. Também será ofertado tratamento às pessoas voluntárias, que acontecerá na Unidade Saúde Escola (USE) da UFSCar. "É esperado mensurar a associação da dor sobre o déficit do equilíbrio postural em pacientes com osteoartrite de joelho. Essa análise terá importante implicação clínica na avaliação e protocolos de tratamentos em indivíduos com osteoartrite de joelho", afirma Gyaraki.
As avaliações ocorrerão presencialmente, em três encontros, no Laboratório da Função Articular (LAFAr), que fica no DFisio, na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. Os participantes devem ter entre 40 e 80 anos, ter diagnóstico de OAJ, dor na articulação há, pelo menos, três meses, e não ter feito cirurgias ou procedimentos invasivos no joelho. As pessoas interessadas devem preencher este formulário eletrônico (https://forms.gle/Xhrb1tn7TXpRxQvt8) até o final deste ano. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 68161823.8.0000.5504).

BRASÍLIA/DF - A criação do Programa Escola em Tempo Integral representa uma retomada da política nacional para ampliação de matrículas no ensino em tempo integral, segundo avaliam os especialistas ouvidos pela Agência Brasil. A lei que cria o programa será sancionada nesta quarta-feira (26) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A nova legislação regulamenta o repasse de recursos e de assistência técnica da União para estados, Distrito Federal e municípios, visando ampliar o número de vagas nessa modalidade de ensino, que prevê uma jornada igual ou superior a 7 horas diárias, ou 35 horas semanais. Segundo o Ministério da Educação (MEC), serão investidos R$ 4 bilhões no programa, que tem a meta de criar, até o ano de 2026, 3,6 milhões de novas vagas, sendo 1 milhão de novas matrículas logo na primeira etapa.  

Retomada

Para a diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz, Natacha Costa, a lei representa a retomada de uma agenda nacional para escolas em tempo integral, uma vez que o programa sofreu uma redução a partir do governo de Michel Temer.  

“Temer transformou o Programa Mais Educação no Programa Novo Mais Educação, este com foco apenas em reforço escolar. Então, houve um reducionismo da concepção do programa. Além disso, o investimento caiu drasticamente. O Programa Mais Educação foi reduzido e depois descontinuado. Bolsonaro extinguiu o programa”, destacou a especialista da organização que, há mais de 25 anos, atua na área da educação no Brasil.  

Natacha acrescentou que o governo federal, nesse período, decidiu investir apenas na ampliação da jornada do ensino médio através do Novo Ensino Médio. Já entre os estados, ela registra que houve iniciativas de ampliação da jornada também no ensino médio com o apoio de institutos e fundações privadas

Segundo Natacha, a política de escolas em tempo integral ganhou dimensão nacional pela primeira vez em 2007, com a criação do Programa Mais Educação. Em 2014, o Plano Nacional de Educação (PNE) estabeleceu como meta que 50% das escolas do país devem oferecer ensino em tempo integral, com 25% dos alunos matriculados nessa modalidade até o final de 2024.   

Porém, entre 2015 e 2021, o percentual de alunos de escolas públicas em tempo integral caiu de 18,7% para 15,1% do total de matrículas, segundo levantamento da Campanha Nacional pelo Direito à Educação feito com dados do Censo Escolar do MEC. Com isso, o Brasil está a 10 pontos percentuais de atingir a meta do PNE.  

Recursos

Para a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a política nacional de escola em tempo integral sofreu nos últimos anos devido à falta de investimentos.  

“Nesse período, a falta de investimentos e de um olhar para essa questão fez com que ou se paralisasse ou se caminhasse a passos muito curtos. Você também não teve um olhar para o financiamento de outras políticas, como da alimentação escolar e da reorganização do transporte. Isso gerou uma falta de estímulo e até um efeito paralisia porque os municípios e estados não tiveram recursos para arcar com todo esse custo”, destacou o presidente da Undime, Luiz Miguel Garcia, que também é dirigente municipal de educação do município de Sud Mennucci (SP).  

Garcia acrescentou que a criação do Programa Escola em Tempo Integral é importante, sendo fundamental que haja um ajuste no financiamento.

“Esse é o elemento central. Nós temos aí todo um processo de capacitação, de estruturação de equipe, de pessoal e de proposta pedagógica. Mas tudo isso passa pela garantia do financiamento. Sem essa garantia, a gente não consegue avançar em nenhum desses outros pontos.” 

Os recursos já anunciados para a política de escola em tempo integral não devem ser suficientes, segundo avaliação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo.  

“Se o Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizou e encontrou que mais da metade das escolas são inapropriadas, R$ 4 bilhões nos quatro anos do programa são suficientes para recuperar essas escolas?”, questionou o presidente do CNTE, para quem é preciso recuperar as escolas que existem e criar novas para o tempo integral.  

Heleno se referiu a fiscalização do TCU que concluiu que 57% das escolas públicas são inapropriadas.  

Araújo ponderou ainda que a nova legislação é importante e necessária, mas que falta uma base normativa mais sólida para sustentar programas como esse que, segundo ele, ficam à mercê do governo “de plantão”. Ele citou a ausência de uma lei para o sistema nacional de educação “que nós entendemos que deve articular as questões financeiras e técnicas entre os entes federados” e a ausência de leis locais para gestão democrática da educação brasileira. “São leis fundamentais para você articular os sistemas de ensino federal, estaduais, distrital e municipais”, opinou. 

 

 

Por Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

BRASÍLIA/DF - Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que apenas metade (51,2%) das pessoas com deficiência que possuem ensino superior completo estão ocupadas no mercado de trabalho. A proporção é bem menor do que a das pessoas sem deficiência, entre as quais 80,8% daquelas que possuem educação superior fazem parte da população ocupada.    

    Mesmo as pessoas sem deficiência com ensino superior incompleto (taxa de ocupação de 71,6%) e médio incompleto (64,1%) conseguem mais oportunidades de emprego do que aquelas com deficiência e superior completo. 

    Entre as pessoas com deficiência, as taxas de ocupação são de 42,4% para ensino superior incompleto e 33,6% para ensino médio incompleto.   

    “Mesmo que as pessoas [com deficiência] tenham concluído o ensino superior, ela não ingressa no mercado de trabalho. Mesmo com todas as limitações, as mais diversas possíveis, concluem o ensino superior, mas isso não é o suficiente para ela entrar no mercado de trabalho”, explica a pesquisadora do IBGE Maira Bonna Lenzi.   

    Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) – Pessoas com Deficiência 2022, realizada no terceiro trimestre do ano passado.    

    O nível de ocupação (percentual de pessoas empregadas em relação ao total de pessoas com 14 anos ou mais), considerando-se todos os níveis de escolaridade, é de 26,6% entre aqueles com deficiência, bem abaixo dos 60,7% registrados entre os sem deficiência.    

    Entre as mulheres com deficiência, o nível de ocupação é ainda mais baixo (22,4%), assim como a ocupação das mulheres sem deficiência é menor do que a média nacional (50,8%).  

    A taxa de desemprego (percentual de pessoas em idade ativa que buscam trabalho e não conseguem) é de 9,1% para os com deficiência e de 8,7% para os sem deficiência. 

   Informalidade

    Quando analisadas as posições na ocupação, a maior parte das pessoas com deficiência são trabalhadores por conta própria (36,5%), diferentemente daqueles sem deficiência, em que 25,4% trabalham por conta própria. Entre os sem deficiência, a principal ocupação é como empregado de empresas privadas (50,5%).  

    “Lembrando que a característica do mercado de trabalho no Brasil de pessoas conta própria é muito menos de pessoas que são autônomas, formalizadas, que têm uma profissão. É muito mais de pessoas que foram trabalhar por conta própria por não conseguir se inserir no mercado de trabalho e que não são formalizadas”, afirma a pesquisadora do IBGE Luciana Alves dos Santos.

    Segundo ela, justamente por isso, os pesquisadores acreditam que a busca pelo trabalho por conta própria pelas pessoas com deficiência pode ser “uma forma de conseguir trabalhar e ter uma remuneração por não conseguir estar dentro do mercado de trabalho formalizado”.

    A taxa de informalidade, ou seja, o percentual de trabalhadores informais em relação ao total de pessoas ocupadas, chega a 55% entre aqueles com deficiência, enquanto entre os sem deficiência, a taxa é de 38,7%.  

    A informalidade considera não apenas o trabalho por conta própria sem CNPJ, como também trabalhadores do setor privado e domésticos sem carteira assinada, trabalhadores familiares auxiliares e empregadores sem CNPJ. 

 Renda

        A diferença da renda é outro aspecto da desigualdade. Enquanto a renda média do trabalho para os sem deficiência é de R$ 2.690, para aqueles com deficiência, é R$ 1.860, ou seja, 30,8% mais baixa. Para as mulheres com deficiência, a média é R$ 1.553.  

    Luciana Alves dos Santos diz que a pesquisa não responde o motivo pelo qual há diferenças entre os níveis de ocupação e as rendas entre os com e sem deficiência, mas acredita que isso pode estar relacionado ao preconceito.   

    “O que justifica a menor participação das mulheres no mercado de trabalho e seu menor rendimento? O que justifica a menor participação e o menor rendimento das pessoas pretas e pardas em relação às pessoas brancas? A gente tem o indicador e uma sensibilidade comum [para responder a isso]. Mas em relação à Pnad Contínua, a gente não pergunta se essa pessoa sofreu preconceito na hora de procurar emprego ou se afirmaram para ela que ela não foi contratada em virtude de ser uma pessoa com deficiência. Acho que são aquelas desigualdades que a gente vai acumulando na sociedade”.  

    Uma curiosidade da pesquisa, no entanto, é mostrar que os brancos com deficiência têm renda média do trabalho (R$ 2.358) superior aos pretos e pardos sem deficiência: R$ 2.051 e R$ 2.065, respectivamente. “Nesse caso, a cor se sobrepõe à deficiência”, afirma Luciana.

 

 

Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa do mestrado do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFSCar pretende analisar o preconceito contra diversidade sexual e de gênero no contexto universitário. O estudo convida docentes dos quatro campi da UFSCar para responderem questionário online sobre a temática. A pesquisa é realizada por José Francisco Sampaio Souza, sob orientação de Flávio Adriano Borges, docente do Departamento de Enfermagem (DEnf) da Instituição.

Para o professor, a análise proposta no estudo é relevante para a identificação, de fato, "de onde o preconceito acontece (professor-aluno, aluno-aluno, aluno-professor, etc) para que se possa balizar estratégias que sejam capazes de mitigar tais questões, sobretudo, quando envolve professor-aluno, visto ser uma frente de trabalho possível de ser amenizada por meio de estratégias educativas e/ou formativas".

A expectativa do trabalho é auxiliar na avaliação proposta no contexto da UFSCar, de forma a apoiar a elaboração e a proposição de políticas institucionais que reduzam a violência e o sofrimento vinculados ao preconceito contra a diversidade sexual e de gênero.

Docentes interessados em participar do estudo devem responder este formulário eletrônico. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 64624622.9.0000.5504).

Pesquisas sobre o tema com esse público são escassas no Brasil e podem apoiar a elaboração de políticas públicas

 

SÃO CARLOS/SP - Um projeto de Iniciação Científica, desenvolvido no Departamento de Medicina (DMed) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tem como objetivo compreender o conhecimento que estudantes universitários têm a respeito do uso do álcool durante a gestação. Para isso, universitários são convidados a responder, de forma anônima, um questionário online com perguntas acerca da temática. A pesquisa é feita pelos estudantes de Medicina Guilherme Petek Ramos Leite e Beatriz Pereira, sob orientação de Débora Gusmão Melo, docente do DMed.
De acordo com Guilherme Ramos Leite, "ainda não foram feitos estudos sobre o tema no Brasil". Além de ser uma discussão importante no âmbito da saúde pública, os resultados podem guiar as políticas públicas nesse quesito.
"Esse público foi escolhido tendo em vista que pessoas mais jovens têm mais chances de consumir bebidas alcoólicas", relata o pesquisador sobre o público-alvo definido para o projeto. 
Para desenvolver a pesquisa, estão sendo convidados estudantes universitários para responderem um questionário composto por três partes - informações sociodemográficas; perguntas acerca dos efeitos do consumo de álcool na gravidez; e perguntas sobre doenças sexualmente transmissíveis. O formulário pode ser acessado pelo link https://bit.ly/3L89HJj e o preenchimento leva cerca de 30 minutos.
A pesquisa tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 58094422.5.0000.5504).

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