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Mostra retrata mais de 40 povos indígenas e sua atuação que marca a história da Instituição já há 13 anos

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com o apoio das pró-reitorias de Graduação (ProGrad) e de Extensão (ProEx), apresenta a exposição fotográfica "A presença dos povos indígenas na UFSCar", agora disponível virtualmente. A mostra, desenvolvida no âmbito das comemorações dos 50 anos da Universidade, objetiva retratar a presença de diversos povos indígenas na UFSCar e sua atuação em ações e eventos que marcam a história da Instituição. A obra foi desenvolvida em colaboração com o Centro de Culturas Indígenas (CCI) da Universidade, de acadêmicos indígenas e de servidores técnico-administrativos e docentes de seus quatro campi (São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino).
De acordo com a coordenadora da iniciativa e pedagoga, Thaís Palomino, as fotos revelam momentos que marcaram tanto o coletivo indígena como, também, a própria Universidade, ao longo de 13 anos da presença indígena: os primeiros profissionais formados, a construção do I Encontro Nacional dos Estudantes Indígenas (Enei), o nascimento do CCI, a II SBPC Indígena (durante a 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), a representação no Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas da Organização das Nações Unidades (ONU), entre outros eventos.
Para Gegê Pankararu, liderança do CCI, a exposição retrata muito mais que a presença indígena na UFSCar. Ela é, na sua essência, a expressão de lutas dos povos indígenas, que se iniciam na base - desde os primeiros passos e desafios enfrentados na aldeia - e remetem à sua resistência até a ocupação dos espaços nas universidades públicas. 
A exposição virtual pode ser conferida no site da ProGrad, em https://bit.ly/31Gmxta.

Sobre os povos indígenas na UFSCar
Com o Programa de Ações Afirmativas, instituído em 2007, a UFSCar vem realizando seu Vestibular Indígena desde 2008. Essa forma de ingresso diferenciado abre as portas da Universidade para uma diversidade cultural e linguística que não é vista em nenhuma outra instituição de Ensino Superior do Estado de São Paulo ou do País.
Atualmente, a Universidade conta com mais de 40 povos indígenas, presentes nos quatro campi. Além disso, já são 42 profissionais formados, nos cursos de Administração, Agroecologia, Biblioteconomia e Ciência da Informação, Biotecnologia, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Agronômica, Fisioterapia, Geografia, Gerontologia, Gestão e Análise Ambiental, Imagem e Som, Letras, Medicina, Pedagogia, Psicologia e Turismo.
Nos últimos 13 anos, muitas iniciativas vêm sendo desenvolvidas no âmbito da educação das relações étnico-raciais pelo CCI; a Coordenadoria de Acompanhamento Acadêmico e Pedagógico para Estudantes (CAAPE); a Secretaria Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE); os dois grupos do Programa de Educação Tutorial (PET) que são específicos para estudantes indígenas - PET "Ações em Saúde" e PET "Saberes Indígenas"; o Observatório de Educação Escolar Indígena; o Instituto de Línguas (IL); e tantos outros setores e grupos da UFSCar, para a valorização das culturas indígenas nacionais.

Pesquisa busca voluntários para validar instrumento que pode colaborar com quem sofre com o problema

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), convida pessoas que tenham dor na coluna cervical (dor no pescoço) para participarem de processo de validação de um instrumento utilizado no exterior e que pode colaborar com a reabilitação de pacientes brasileiros que sofrem com o problema. O estudo é desenvolvido pela mestranda Mariana Quixabeira Almeida, sob orientação de Mariana Avila, docente do Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade.           

A pesquisa é intitulada "Adaptação transcultural e validação do The Northwick Park Neck Questionnaire (NPQ) para o Português brasileiro". O objetivo é fazer uma adaptação da versão original (Inglês) desse questionário para o Português brasileiro e verificar se ele pode ser válido e confiável na versão traduzida.         

De acordo com a orientadora, a dor cervical crônica é a quarta causa de incapacidade relacionada à dor no mundo. "Apesar de tão importante socioeconomicamente, ainda existe a necessidade de instrumentos que abordem de forma abrangente o problema, inclusive levando em conta atividades que são realizadas diariamente e que são impactadas quando a pessoa tem dor", destaca ela. Nesse contexto, foram desenvolvidos no exterior diversos métodos que avaliam a função das pessoas que sofrem com dor na cervical, mas, segundo a docente, esses instrumentos precisam passar por um processo de tradução e adaptação cultural para serem aplicados em pacientes de cada país.         

Atualmente, há apenas dois questionários adaptados para o Português e utilizados no Brasil para avaliar a capacidade funcional e cervicalgia. O NPQ traduzido terá como função mensurar a dor cervical e suas interferências na vida diária das pessoas acometidas pelo problema, ampliando, assim, as ferramentas confiáveis e validadas para o uso em pacientes brasileiros. Segundo a docente da UFSCar, a expectativa quanto aos resultados do estudo é positiva. "Esperamos que a versão adaptada do NPQ para a população brasileira seja válida e confiável, permitindo que mais instrumentos de avaliação possam ser utilizados para esse quadro da dor cervical", conclui.         

Para realizar a pesquisa, estão sendo convidados voluntários, homens ou mulheres, que tenham relato de dor crônica na cervical (pescoço) há mais de três meses. Os voluntários podem ser qualquer região do Brasil e responderão a questionários online para avaliar as propriedades do NPQ. O tempo de resposta do primeiro questionário é de 30 minutos, e o segundo, aplicado uma semana depois, tem 5 minutos de duração. Interessados podem acessar o questionário nesse link (https://bit.ly/2CBSdFI) ou entrar em contato com a pesquisadora até o mês de agosto, pelo telefone (16) 99622-1003 ou e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 87346778.9.3001.5504).

Pesquisadores da UFSCar e parceiros nacionais e internacionais inovam ao combinar fatores espaciais em relação à série temporal

 

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) publicaram dois estudos geográficos pioneiros no uso de método de escaneamento estatístico espaço-temporal para monitorar a Covid-19. O primeiro abrange o estado de São Paulo, avaliando a dispersão da doença nos municípios paulistas, tendo como base o número de casos diários e identificando clusters (agrupamentos) espaço-temporais emergentes ativos nesses municípios. Já a segunda pesquisa determina os clusters emergentes em todo o Brasil, levantando o risco relativo da doença para os 5570 municípios brasileiros. Neste, também são considerados na análise o risco relativo com índices de vulnerabilidade social (IVS), desigualdade (GINI) e com a taxa de mortalidade.

Os trabalhos são fruto de uma parceria entre instituições do Brasil e Estados Unidos e são assinados pelos pesquisadores Rogério Hartung Toppa, do Departamento de Ciências Ambientais (DCA-So), Marcos Roberto Martines, do Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH-So), ambos do Campus Sorocaba da UFSCar; Ricardo Ferreira Vicente, da  Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM); Luiza Maria de Assunção, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Michael Richard Desjardins, da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health; e Eric M. Delmelle, da Universidade da Carolina do Norte.

"No estudo sobre os municípios paulistas, nós subdividimos todo o período de estudo - 25 de fevereiro (data do primeiro caso de Covid-19 confirmado no Brasil) a 5 de maio - em três recortes temporais: 25/2 a 24/3; 25/2 a 15/4; e 25/02 a 05/05. Isso permitiu determinar o arranjo geográfico deste risco relativo para o estado de São Paulo por meio dos clusters emergentes", detalham Toppa e Martines. Enquanto no primeiro período não havia nenhum cluster significativo no Estado, no terceiro recorte, que abrangeu todo o período de análise (70 dias da pandemia), foram identificados três clusters emergentes significativos e 23 municípios com risco relativo maior do que 1, ou seja, com mais casos observados de Covid-19 do que esperados. "O que chamou a atenção é que esses clusters estavam todos próximos da capital do Estado, o que corrobora com a ideia de que a cidade de São Paulo era o epicentro da doença no período analisado", destacam.

No segundo estudo, que inclui variáveis socioeconômicas, os professores da UFSCar e demais colaboradores observaram uma "correlação positiva do risco relativo com essas variáveis, ou seja, locais mais vulneráveis e mais desiguais socialmente têm uma maior tendência de apresentarem os maiores riscos relativos da doença, além de uma maior taxa de mortalidade".

Para esse estudo de abrangência nacional foi feito um recorte temporal de 103 dias (de 25 de fevereiro a 7 de junho). "Encontramos 11 clusters emergentes de Covid-19 ocorrendo em todas as regiões do Brasil, sendo que sete deles apresentaram um risco relativo maior do que 1, o que significa que esses clusters têm mais casos observados do que esperados. O cluster mais crítico foi observado predominantemente na região Norte, também incluindo o estado do Tocantins", revelam os professores da UFSCar. 

"Nesse estudo nós listamos os três municípios mais críticos em relação aos sete clusters ativos identificados e cujos casos observados são maiores do que os casos esperados", descrevem Toppa e Martines. Segundo eles, a situação mais crítica se encontra no município de Pedra Branca do Amapari, no estado do Amapá. "Vale destacar que todos os 16 municípios do estado do Amapá estão com o risco relativo maior do que 1", completam. Por outro lado, foram encontrados municípios com risco relativo zero e outros com baixos valores de risco relativo em diversos estados brasileiros. 

"Os resultados obtidos são um sinal de alerta sobre os casos de Covid-19 em municípios mais vulneráveis socioeconomicamente. Acreditamos que a ampla divulgação desse trabalho chama a atenção do poder público sobre o arranjo geográfico da doença em diferentes condições socioeconômicas do País, e que é necessário ter uma maior atenção em regiões mais vulneráveis", analisam. 

De acordo com os docentes da UFSCar, o método usado nesses estudos permite a identificação de padrões espaciais e/ou espaço-temporais que geram agrupamentos de dados como resultados, possibilitando que os tomadores de decisão identifiquem pontos críticos estatisticamente significativos dos casos de Covid-19. "Dentre as aplicabilidades possíveis está a capacidade de identificar e prever ocorrências de fenômenos com base na identificação de áreas - conjuntos - de dados. Isso pode subsidiar possíveis medidas de prevenção para minimizar os danos à população exposta ao risco do fenômeno estudado", concluem os professores da UFSCar. 

Saiba mais
O artigo sobre o avanço da Covid-19 no estado de São Paulo, intitulado "Applying a Prospective Space-Time Scan Statistic to Examine the Evolution of COVID-19 Clusters in the State of Sao Paulo, Brazil", está disponível no site da medRxiv, em https://bit.ly/3fyE7Db, um servidor online gratuito de manuscritos na área das Ciências da Saúde. Já a publicação que amplia o estudo para todo o Brasil, intitulada "Detecting space-time clusters of COVID-19 in Brazil: mortality, inequality, socioeconomic vulnerability, and the relative risk of the disease in Brazilian municipalities", pode ser acessada em https://bit.ly/2AIx8sJ.
Mais informações podem ser obtidas com os autores pelos e-mails Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Estudo compara cenários de São Carlos e Sorocaba com a realidade do Brasil e do Estado de São Paulo

 

SÃO CARLOS/SP - O Comitê de Controle e Cuidados em relação ao Novo Coronavírus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) elaborou uma análise epidemiológica transversal dos dados divulgados publicamente até o último dia 4 de maio sobre o número de casos da Covid-19 no Brasil, no Estado de São Paulo e nas cidades de São Carlos e Sorocaba onde a UFSCar tem campus universitário. 

O levantamento realizado demonstrou que as curvas do acúmulo do número de casos nos locais estudados estão em ascensão e que o ritmo de crescimento do número de casos tem sido diferente entre o Brasil, o Estado e os municípios de São Carlos e de Sorocaba. Em relação a São Carlos, verificou-se que a pandemia é de início mais recente e encontra-se a uma taxa de crescimento mais ascendente do que a registrada no Brasil e no Estado neste momento, ainda que menor que a de Sorocaba.

Já com relação à velocidade do crescimento, as cidades de São Carlos e Sorocaba se encontram em evolução mais lenta, o que, de acordo com o Comitê, pode ser efeito de diferenças na intensidade e precocidade de implantação das medidas de isolamento social, assim como da idade da pandemia em cada lugar. "Quanto menor o tempo acumulado desde o primeiro caso, e quanto mais rigorosas e precoces as medidas de isolamento social, mais lento é o acúmulo do número de casos até o momento presente, considerando a fase em que a epidemia ainda não alcançou seu ápice quantitativo", afirma Bernardino Geraldo Alves Souto, professor do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar e Presidente do Comitê.

O estudo demonstra também como foi nítida a redução do ritmo de crescimento do número de novos casos da pandemia relacionada à adoção das medidas de isolamento social. "Entretanto, há demanda por ampliação dessas medidas uma vez que o ritmo de crescimento em todos os locais estudados ainda se encontra em inclinação ascendente", pondera Souto.

O professor destaca que "apesar da redução nas taxas de crescimento relacionadas às medidas de isolamento social, a pandemia ainda está em fase de crescimento no País, no Estado e nos municípios estudados. Portanto, ainda não alcançou seu ápice antes da fase de estabilização para posterior queda".

De acordo com o Comitê de Controle e Cuidados em relação ao Novo Coronavírus da UFSCar, as taxas de isolamento social e a testagem diagnóstica precisam ser ampliadas para melhor controlar o crescimento do número de casos que ainda é exponencial. "Isso significa que o momento atual ainda exige rigor em relação às medidas de quarentena, de isolamento de doentes, e de distanciamento e isolamento social, entre outras ações", conclui o Presidente. Os resultados do estudo na íntegra podem ser conferidos neste documento (https://bit.ly/2YQh2GO).

Araras e Buri
Outras duas cidades que também têm campus da UFSCar - Araras e Buri - não foram incluídas na análise realizada pelo Comitê. O motivo é que em Buri não havia nenhum caso registrado e publicamente disponível da Covid-19 até o dia 4 de maio. Os dados de Araras não foram alcançados em nível de detalhamento suficiente para a análise realizada.

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