BRASÍLIA/DF - O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, alcançou 11% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa BTG/Nexus desta segunda-feira (31). O escritor e psiquiatra avançou nove pontos percentuais em relação ao último levantamento, quando aparecia com 2%.
O instituto analisou dois cenários de primeiro turno na pesquisa anterior, divulgada na última segunda-feira (24), e nesta rodada: um que não considera a candidatura do influenciador Pablo Marçal (PRTB) e outro que o inclui. Cury tinha os mesmos índices -2% na semana passada e 11% nesta- em ambas as hipóteses.
Na simulação com Marçal (3% das intenções de voto), o presidente Lula (PT) tem 37%, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 31% -eles tinham no último levantamento, respectivamente, 40% e 34%. Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, marca 6%, ante 5% na semana passada.
Renan Santos (Missão) mantém 3% das intenções de voto, e Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, permanece com 2%. Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) têm 1% cada.
Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam dizer ou não responderam. Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) não pontuaram.
No cenário sem Marçal, Lula marca 39%, e Flávio, 33% -eles tinham, respectivamente, 41% e 37% na última pesquisa. Caiado permanece com 5% das intenções de voto, e Renan Santos mantém 3%. Zema oscilou dois pontos percentuais e, nesta rodada, aparece com 1%, mesmo percentual de Samara Martins.
Brancos e nulos somam 3%, e 3% não souberam dizer ou não responderam. Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Clariana Barão e Veterinário Wilson Grassi não pontuaram nesta simulação.
A Nexus entrevistou por telefone 2.005 pessoas com 16 anos ou mais de todo o país entre sexta-feira (28) e domingo (30). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-08900/2026.
Com os mesmos percentuais da semana passada, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados com, respectivamente, 46% e 45% das intenções de voto no segundo turno. Há empate técnico também entre o presidente (45%) e Caiado (44%). O petista marca 46% contra Zema (41%) e 47% contra Renan Santos (38%).
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - O início da propaganda eleitoral sinaliza também o começo da fiscalização rigorosa pela Justiça Eleitoral dos conteúdos veiculados por agremiações, candidatas e candidatos. O papel de fiscal, no entanto, não pertence apenas às magistradas e aos magistrados eleitorais. Eleitoras e eleitores também podem apontar irregularidades e realizar denúncias, assim como candidatos e candidatas, partidos, federações, coligações, além dos demais órgãos do Judiciário. Para facilitar a participação social e agilizar esse procedimento, a Justiça Eleitoral disponibilizou o aplicativo Pardal, que recebe alertas de propaganda eleitoral irregular e pode ser baixado de forma gratuita na Play Store e na App Store.
A partir de 2026, o sistema de denúncias será dividido em três módulos: Pardal Móvel, o aplicativo para celulares, Pardal Web, plataforma com estatísticas de denúncias registradas, e Pardal ADM, de uso exclusivo da Justiça Eleitoral.
O responsável por gerenciar o aplicativo Pardal nas Eleições 2026 no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), além de coordenar e supervisionar os trabalhos de fiscalização da propaganda eleitoral, é o corregedor regional eleitoral, desembargador Roberto Maia Filho. De acordo com a Resolução TRE-SP nº 689/2026, a triagem das denúncias recebidas por meio do aplicativo Pardal é uma competência da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) de São Paulo.
Como acessar e fazer denúncia
Para começar a usar o aplicativo, é necessário fazer autenticação por meio do e-Título ou do Gov.br. Existe a garantia de que a identidade da pessoa denunciante será protegida por sigilo, mesmo utilizando a autenticação requerida.
Em sua página inicial, a plataforma oferece as opções de fazer uma nova denúncia ou consultar denúncias prévias. Para registrar uma ocorrência, será necessário descrever a irregularidade observada. A seguir, o caso exposto será categorizado como propaganda irregular na internet ou fora dela. Com o intuito de evitar denúncias equivocadas, o sistema apresentará ao usuário informações sobre quais condutas são permitidas ou proibidas por lei, de acordo com o tipo de denúncia.
Ainda que o sistema sugira uma classificação para a denúncia, o usuário ou usuária poderá alterar essa informação. Além de descrever o fato, será possível enviar provas do acontecimento por meio de fotos, vídeos, áudios e links de sites ou páginas virtuais.
Com a irregularidade registrada, o sistema exibirá um número de protocolo para acompanhamento da denúncia, que poderá ser consultado no aplicativo ou por meio de um link enviado ao e-mail informado. A Portaria TSE nº 451/2026 regulamentou o uso do sistema Pardal para as Eleições 2026, incluindo orientações sobre o acesso e o registro de novas denúncias.
Alertas de desinformação e comunicação de crime eleitoral
Viu uma situação que não faz parte das hipóteses de propaganda irregular, mas acredita que possa ser um caso de desinformação eleitoral com potencial lesivo? Neste caso, o aplicativo possui a opção “Alerta sobre desinformação”, que encaminha o interessado para o Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral (Siade), onde é possível denunciar conteúdos falsos, enganosos ou fora de contexto que afetem a integridade das eleições. Outra opção disponível no app é a comunicação de crimes e/ou ilícitos eleitorais, cujas denúncias serão recebidas e acompanhadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do respectivo estado.
Juízes da propaganda e o poder de polícia
O poder de polícia sobre a propaganda eleitoral é exercido por juízas e juízes designados por cada Tribunal Regional Eleitoral. O poder de polícia pode ser descrito como a responsabilidade de tomar as providências necessárias para impedir práticas ilegais nesse contexto, não sendo permitida censura prévia sobre o teor de programas e matérias jornalísticas. Propagandas irregulares em ambiente físico ou que possua endereço delimitado territorialmente são de competência de juízes e juízas eleitorais de cada zona eleitoral.
Já o poder de polícia sobre propagandas veiculadas na internet e na divulgação de enquetes será exercido, exclusivamente, pelos magistrados auxiliares: desembargadora Claudia Lúcia Fonseca Fanucchi, juíza Maria Domitila Prado Manssur e juiz Ronnie Herbert Barros Soares. Os magistrados foram designados para a função em sessão administrativa do Pleno realizada em dezembro do ano passado.
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BRASÍLIA/DF - O presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira (26) não saber se o 8 de Janeiro foi tentativa de golpe no Brasil. O candidato disse que o caso "é questão de interpretação" e relativizou ações golpistas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem tem prometido uma anistia.
"Eu não sei. Eu não estava lá dentro. Eu não estava convivendo lá dentro", afirmou Caiado ao ser questionado por jornalistas se a tentativa de golpe de Estado ocorreu.
A fala se deu durante sabatina promovida pelo jornal O Globo, Valor e CBN como parte de série com os presidenciáveis nas eleições de 2026.
Perguntado mais uma vez, o político afirmou que classificar o ato como golpe ou não era "questão de interpretação". Ele também relativizou os atos ocorridos sob Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) entendeu que o ex-presidente liderou a trama golpista.
Caiado também colocou em dúvida a ação do governo Lula (PT) diante do 8 de Janeiro. Em movimento comum entre bolsonaristas, ele insinuou que o presidente teria demorado para agir diante dos ataques. O presidenciável pelo PSD também afirmou que vê golpe "com Forças Armadas" e citou ações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) para questionar se elas também não seriam atentados golpístas.
"Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar nesse assunto mais", afirmou na sabatina. O político também negou que o STF possa declarar uma eventual anistia dada por ele como inconstitucional, embora a corte possa fazê-lo, se provocada.
"Eu tenho autoridade popular de ter chegado e não ter omitido isso [que daria uma anistia]. Isso não faz parte de uma caixa preta de campanha", justificou.
Na sabatina, Caiado também falou que o presidenciável Flávio Bolsonaro não explicar gastos relacionados ao filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, é "desrespeitar a inteligência do povo brasileiro".
Ele disse ter dado a Flávio "direito de defesa" e não ter feito um pré-julgamento no caso sobre a negociação de dinheiro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Afirmou, entretanto, que Flávio não se explicou e falou em "página virada" sem dar detalhes.
"É desrespeitar a inteligência do povo brasileiro [dizer que caso Dark Horse é página virada]. Você não tem o direito de ser um candidato à Presidência da República e se negar a dar esclarecimentos nos quais você está envolvido nele. Você tem que esclarecer para o seu eleitor e para o cargo que você vai assumir", afirmou.
Ainda na sabatina, ele sinalizou que uma reforma da previdência não seria prioridade em seu governo. "A reforma da previdência será tratada no momento em que nós, primeiro, limparmos a casa. No primeiro momento, eu não vou penalizar aposentado nem trabalhador", disse.
O político tem afirmado que pretende reduzir as despesas públicas, atrelando-as, no máximo, a 50% do PIB (Produto Interno Bruto), corrigida a inflação. Questionado por jornalistas como pretende diminuir as despesas, o goiano não tem detalhado o plano.
Segundo ele, por não ter chegado ainda à Presidência, não consegue "examinar o paciente" para saber as medidas efetivas que vai tomar.
As sabatinas foram abertas na terça-feira (25) com o candidato do Novo, Romeu Zema. Na quinta-feira (27), recebe Renan Santos (Missão), seguido, na sexta-feira (28), por Augusto Cury (Avante). O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) também foram convidados, mas não aceitaram o convite, segundo os organizadores.
por Folhapress
Evento marcou oficialmente o início da campanha de Elton Carvalho a deputado estadual e reforçou parceria com o deputado federal Marcos Pereira em ações destinadas a São Carlos e região
SÃO CARLOS/SP - Aconteceu nesta quarta-feira o lançamento oficial da candidatura de Elton Carvalho a deputado estadual por São Paulo, que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O evento contou com a presença do deputado federal Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos e candidato à reeleição.
Durante o encontro, Marcos Pereira destacou a parceria construída com Elton Carvalho e os recursos destinados ao município de São Carlos ao longo dos últimos anos. Segundo o deputado, foram mais de R$ 4 milhões destinados ao município, principalmente para áreas como saúde, infraestrutura e promoção social.
Marcos Pereira destaca parceria com Elton Carvalho
Em sua fala, Marcos Pereira ressaltou que a atuação conjunta tem como objetivo transformar as demandas apresentadas pelo município em ações e investimentos concretos.
“Enviamos recursos para mais de 600 colonoscopias, ultrassons, aparelhos auditivos e óculos de grau, além de cirurgias gerais, como hérnias, vesícula e outros procedimentos. Minha parceria em Brasília é ouvir o Elton, entender as demandas e fazermos o melhor por São Carlos e região. Conte conosco sempre, Elton, e que sua campanha seja vitoriosa”, afirmou Marcos Pereira.
O deputado também reforçou a disposição de continuar trabalhando em Brasília em conjunto com Elton Carvalho, caso ambos sejam eleitos.
Elton Carvalho agradece apoio e destaca atuação em Brasília
Elton Carvalho agradeceu a presença e o apoio de Marcos Pereira, destacando a abertura do parlamentar para ouvir as demandas de São Carlos e buscar recursos para atender às necessidades da população.
“Agradeço imensamente ao presidente Marcos Pereira por tudo o que tem feito por São Carlos. É um deputado que sempre nos ouve, entende nossas necessidades e trabalha para que os recursos cheguem efetivamente à ponta, beneficiando diretamente a população. Essa parceria tem produzido resultados concretos e queremos continuar trabalhando dessa forma. Conte conosco sempre, Marcos”, declarou Elton.
O lançamento marcou o início oficial da caminhada eleitoral de Elton Carvalho rumo à ALESP e reforçou a proposta de ampliar a articulação entre o município, a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional em busca de investimentos para São Carlos e região.
SÃO PAULO/SP - O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira, 25, a necessidade de uma reforma administrativa e de um corte de gastos no âmbito federal. Segundo Zema, se não houver um corte de gastos, o "Brasil não se viabiliza". As declarações foram dadas durante participação em sabatina do Grupo Globo.
Com uma camiseta preta com a frase "Chega de bets", o ex-governador de Minas Gerais iniciou a entrevista defendendo um ajuste nas contas públicas. Segundo Zema, o elevado gasto público tem provocado altas taxas de juros, que levam ao alto endividamento do consumidor e causam pedidos de recuperação judicial por parte de grandes companhias.
"Temos taxa de juros real a 8% ,9%, que é a maior do mundo. Isso está fazendo com que brasileiros fiquem cada vez mais endividados. Oito a cada dez brasileiros na hora de comprar, moto, celular, ou qualquer bem de maior valor fazem isso financiado. Se juro está alto, significa prestações nas alturas", declarou.
O candidato afirmou ser "especialista em fazer ajustes" e disse que o Brasil "nunca teve presidente que deu bom exemplo" na área. Ele também defendeu a necessidade de enfrentar fraudes em programas sociais, mas declarou que as políticas são "essenciais a serem mantidas."
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - Após faltar no primeiro debate eleitoral com candidatos à Presidência de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes em parceria com o Estadão neste domingo, 23, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou vídeo nas redes sociais em que criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista teve uma entrevista concedida à Record transmitida no mesmo horário do encontro entre os candidatos.
"Eu quero debater, mas quero debater com quem está destruindo o Brasil e piorando a sua vida", disse Flávio na publicação. O candidato ainda citou as investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, investigado por suspeitas de tráfico de influência.
A ausência dos dois líderes das pesquisas no primeiro confronto de ideias entre os presidenciáveis foi criticada pelos adversários e por analistas políticos. Romeu Zema (Novo) também cancelou a participação na manhã deste domingo.
No vídeo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou propostas, como redução de impostos, defendeu tratar facções criminosas como "organizações terroristas", medida que foi adotada pelo governo dos Estados Unidos. Também falou sobre a necessidade de fazer cortes em decretos e portarias que criam "burocracias", o que chamou de "tesouraço".
Flávio afirmou que os candidatos que compareceram neste domingo - Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) - "não são seus adversários". "Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários. O meu adversário é quem está no poder."
por Estadao Conteudo
SÃO CARLOS/SP - Seis votos na urna eletrônica e alguns minutos para escolher os representantes que ocuparão cargos nos poderes Legislativo e Executivo pelos próximos anos. Nas Eleições 2026, uma preparação simples antes de sair de casa pode fazer toda a diferença no momento do pleito. Levar a colinha eleitoral com o número dos candidatos organizados na ordem de votação ajuda a evitar erros, agiliza o processo e ainda contribui para reduzir as filas nas seções eleitorais.
Candidatas e candidatos já começaram a divulgar suas propostas, bem como os números com os quais concorrem ao pleito na propaganda eleitoral que teve início no domingo (16). Em 4 de outubro (1º turno), mais de 158 milhões de pessoas, sendo 34 milhões somente no estado de São Paulo, votarão para seis cargos nesta ordem: deputado federal, deputado estadual, senador (primeira vaga), senador (segunda vaga), governador e presidente da República. A série “Cargos em disputa” do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) explica a função de cada um desses cargos.
Números dos candidatos e barra de progresso
Cada cargo é identificado por uma sequência numérica. Para votar em deputado federal, eleitoras e eleitores devem teclar 4 dígitos na urna eletrônica. Para deputado estadual, são 5 números. Para senadores, 3 dígitos. Já para governador e presidente da República, são 2 dígitos. Após escolher o candidato ou candidata, o eleitor deve conferir as informações exibidas na tela e pressionar a tecla “Confirma” para cada cargo a fim de registrar o voto.
Para orientar o eleitor, a urna eletrônica exibirá uma barra de progresso na parte superior da tela, mostrando quais cargos já receberam voto e quais ainda serão apresentados. O recurso permitirá identificar as etapas da votação. O TRE-SP ainda preparou um modelo de cola eleitoral que pode ser preenchido antes do encontro com as urnas. Disponível para download e impressão, o material permite registrar os números dos candidatos na mesma sequência em que os cargos aparecerão na urna, tornando a consulta mais prática no dia da eleição.
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Dois votos para senador
A atenção deve ser redobrada no voto para senador. Como há duas vagas em disputa, o eleitor deve votar obrigatoriamente em dois candidatos diferentes. Caso digite o mesmo número nas duas opções, o segundo voto será automaticamente anulado pela urna eletrônica. Isso ocorre porque a eleição para o Senado segue o sistema majoritário: são eleitos diretamente os dois candidatos mais votados em cada estado, sem a realização de segundo turno.
Este ano, o eleitor vai decidir a renovação de dois terços do Senado. Isso ocorre porque a eleição de 2026 renova dois terços da Casa, o equivalente a 54 das 81 cadeiras. A regra está relacionada ao mandato de oito anos dos senadores, que difere da periodicidade de quatro anos dos mandatos dos outros cargos eletivos.
Além disso, a votação para senadores é estadual, o que significa que cada eleitor só pode votar em candidatos que concorrem pelo seu estado de domicílio eleitoral. Ou seja: eleitoras e eleitores de São Paulo só poderão votar em candidaturas ao Senado registradas no estado. Votos eventualmente digitados para candidatos de outras unidades da Federação não serão computados.
Simulador permite treinar a ordem de votação
Quem quiser se familiarizar com a urna eletrônica antes das Eleições 2026 pode ainda usar o simulador de votação disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ferramenta pode ser acessada pelo celular ou pela internet e reproduz a ordem de votação, com candidatos fictícios. Além disso, o sistema permite que o usuário informe se necessita de recursos de acessibilidade, como acontece nas seções eleitorais.
Durante a simulação, o eleitor passa pelas seis etapas da votação e pode usar a cola eleitoral com os números de candidatos fictícios apresentados. Assim, é possível treinar a sequência dos cargos e se adaptar com o funcionamento da máquina antes de 4 de outubro.
Proibição de celular na cabina de votação
Apesar de ser permitida e amplamente incentivada, a cola eleitoral deve ser feita em papel para poder ser levada pelo eleitor até a cabine de votação. O uso de celulares, câmeras fotográficas, filmadoras ou qualquer outro equipamento eletrônico permanece proibido na cabina de votação para não comprometer o sigilo do voto. A restrição está no artigo 23 da Resolução TSE nº 23.759/2026, que dispõe sobre a participação das eleitoras e dos eleitores no processo eleitoral.
O celular pode ser utilizado apenas para a identificação da eleitora ou do eleitor por meio do aplicativo e-Título (desde que mostre a foto do eleitor) ou pela apresentação de outros documentos oficiais em formato digital, exibidos em seus respectivos aplicativos oficiais, como a CNH Digital e o RG Digital. Após a conferência dos dados pelos mesários, o aparelho deve ser deixado no local indicado pela mesa receptora, sendo devolvido após a votação ser concluída.
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SÃO PAULO/SP - O registro de candidatura de Pablo Marçal (PRTB) à Presidência da República tende a ser rejeitado pelos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que veem no pedido do influenciador uma tentativa de tumultuar o processo eleitoral.
Segundo dois magistrados da corte e interlocutores de outros dois, a inelegibilidade de Marçal é flagrante e o impede de disputar o pleito. O julgamento em plenário deve ocorrer apenas no início de setembro, devido aos prazos legais do TSE.
Os gabinetes dos relatores dos registros de candidaturas presidenciais estão tratando esses pedidos com prioridade, e o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, também sinalizou que dará preferência a esses casos na hora de montar a pauta de julgamentos.
Marçal obteve, no sábado (15), uma liminar da Justiça Eleitoral em Santana de Parnaíba (SP) para se filiar ao PRTB fora do prazo, que havia vencido em 4 de abril. Ele argumentou que houve uma demora alheia à sua vontade no fornecimento de uma senha para o sistema de filiação partidária.
Alguns ministros do TSE, entretanto, avaliam haver má-fé no pedido de candidatura. A leitura é de que o influenciador sabe que está inelegível, mas quer usar o período entre o registro e a negativa do TSE para fazer atos de campanha e alcançar mais projeção pessoal e profissional.
Uma pessoa próxima da relatora do caso, ministra Estela Aranha, disse à Folha que a postura de Marçal deve ser enfrentada com seriedade, pois parece ter sido pensada para gerar confusão no eleitor. Outro interlocutor avalia que o dano pode se agravar caso o empresário consiga, por exemplo, participar dos debates na TV.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, qualquer pessoa com filiação partidária pode pedir o registro, mesmo que não cumpra os requisitos para tal. A verificação dos critérios de elegibilidade cabe à Justiça Eleitoral, no momento de julgar se aceita ou não determinada candidatura.
Portanto, enquanto não houver uma decisão definitiva do TSE indeferindo a candidatura de Marçal, o influenciador está na disputa à Presidência e pode fazer campanha, inclusive utilizando recursos do fundo eleitoral.
Marçal foi condenado à inelegibilidade pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) por abuso dos meios de comunicação, devido ao "campeonato de cortes" de vídeos para a internet que promoveu entre seus seguidores durante a campanha de 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo.
A Folha de S.Paulo procurou a assessoria de Marçal, mas ainda não obteve resposta. O influenciador disse, na segunda-feira (17), em sabatina promovida pelo canal Brasil Paralelo, que pretende participar dos debates e que "não vai criar problemas" para a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, defendeu nesta segunda-feira (17) o sistema eleitoral brasileiro diante de embaixadores estrangeiros. Na reunião, o ministro também manifestou preocupação com o uso de inteligência artificial durante a campanha e os dois turnos.
"Como é de conhecimento comum em todos os países democráticos, agigantam-se as possibilidades de mau uso da inteligência artificial nas disputas eleitorais. A produção de vídeos e áudios que visam manipular ou disseminar conteúdos capazes de enganar o eleitorado, distorcer o debate público ou comprometer a livre formação da vontade política são uma triste realidade desta década", disse.
No total, 86 embaixadores estiveram presentes, além do coordenador residente da ONU (Organização das Nações Unidas) e do encarregado de negócios da União Europeia. Segundo ele, a Corte elaborou um plano de ação para o uso responsável de ferramentas de IA nas eleições de 2026.
"O Brasil tornou-se, ao longo das últimas décadas, uma referência mundial na realização de eleições", afirmou Kassio aos presentes. O ministro defendeu os avanços tecnológicos na Corte, afirmando que o tribunal é capaz "de totalizar com segurança, em poucas horas, mais de 150 milhões de votos".
"A decisão desta Justiça especializada, tomada há mais de duas décadas, de investir maciçamente no desenvolvimento de tecnologias que assegurassem o correto registro do voto, com a consequente modernização de todo o processo eleitoral, mostrou-se acertada e não para de dar frutos", disse.
O tema dos limites do uso de IA nas eleições se tornou, até aqui, um dos mais importantes da gestão de Kassio.
Após a convenção do PL que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato do partido à Presidência, o ministro passou a defender a licitude de material de inteligência artificial que favorece, em vez de prejudicar, um candidato. No evento, foi exibido um avatar de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
O presidente do TSE havia cogitado reunir os ministros da Corte na última quarta-feira (12), mas acabou adiando o encontro. O plenário vai analisar o tema e definir a legalidade do uso, nas campanhas eleitorais, de vídeos e áudios que imitam, por meio de inteligência artificial, uma pessoa.
O artigo 9-C da resolução de propaganda do TSE deste ano proíbe o uso de deepfake para prejudicar ou favorecer candidatura, mesmo mediante autorização da pessoa reproduzida no vídeo.
No fim de julho, ainda, o presidente Lula (PT) afirmou haver possibilidade de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interfira nas eleições brasileiras para apoiar Flávio Bolsonaro.
"Eles [EUA] vão tentar interferir aqui, tentando ajudar o lado de lá a ganhar as eleições", disse em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. "E, muito mais [que Trump], o Marco Rubio, que é o secretário de Estado dele."
"Eu não tô preocupado com isso. A minha conversa pessoal com ele foi muito boa, mas não é o que acontece quando a gente sai da reunião."
Dias antes, o Itamaraty recusou o visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo o jornal The Washington Post, Trump planejava mandar os auxiliares para lançar dúvidas sobre a integridade e a transparência do processo eleitoral brasileiro.
A tentativa de Trump foi feita após o candidato do PL questionar a segurança das urnas eletrônicas usadas no Brasil durante evento com embaixadores. O senador também sugeriu que os países enviassem observadores para acompanhar as disputas deste ano.
O encontro no TSE com embaixadores foi organizado para tratar da lisura do processo eleitoral. Na visão do presidente da Corte, é importante fortalecer medidas que contribuam para a transparência e ampliar o diálogo com a comunidade internacional.
A expectativa é de que, na reunião, que segue até o fim da tarde, também sejam discutidas e estruturadas as missões de observação eleitoral que acompanharão o processo eleitoral brasileiro.
A programação da sessão com os embaixadores prevê tratar dos temas da desinformação e da inteligência artificial, do sistema eletrônico de votação, da identificação do eleitor e dos serviços biométricos. O ministro Dias Toffoli deve fazer o encerramento e, em seguida, ainda deve haver uma simulação de voto em uma urna eletrônica.
Em junho, o presidente da Corte Eleitoral fez um encontro com embaixadores estrangeiros e, na ocasião, afirmou que o sistema de voto eletrônico pode detectar e impedir até mínimas alterações maliciosas no código das urnas.
"Qualquer alteração, ainda que mínima, produziria um código diferente e seria imediatamente detectada", afirmou.
Na plateia estavam representantes de países de todos os continentes.
O ministro detalhou todas as etapas de segurança para a eleição, incluindo testes de homologação e desempenho, cerimônia pública de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais.
Ele fez a apresentação em evento promovido pelo site The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação, em Brasília. Nesta segunda-feira, recebeu os diplomatas na sede do TSE.
Como a Folha mostrou, desde antes de assumir a gestão da Justiça Eleitoral, Kassio se preparava para enfrentar os questionamentos à segurança e à confiabilidade das urnas eletrônicas, depois de fake news sobre esse tema terem sido uma das marcas do pleito de 2022.
A pessoas próximas, o magistrado dizia acreditar no ressurgimento do tema da lisura das votações, alvo de campanha de desinformação encampada nos últimos anos por aliados de Bolsonaro, responsável pela indicação de Kassio ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Para se blindar, o ministro pediu um pente-fino nas urnas à disposição das próximas eleições aos presidentes de tribunais eleitorais estaduais. As urnas eletrônicas estão em uso no país desde 1996, e nunca houve registro de fraude.
Durante seu mandato, Bolsonaro estimulou, com mentiras e ilações, uma campanha para desacreditar as urnas eletrônicas. Repetia teorias conspiratórias e disse, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição de 2018 e que havia obtido votos suficientes para vencer já no primeiro turno.
Temendo uma reedição dos questionamentos, Kassio tem mantido diálogo sobre os assuntos com assessores, tribunais locais, empresas e universidades para ampliar os meios de segurança dos equipamentos e das transmissões dos votos e firmar convênios na área de cibersegurança.
Uma das medidas pretendidas por ele para combater críticas é implementar uma dupla checagem das eleições: serão dois eleitores no início e dois eleitores no fim do dia de votação para garantir a validade do processo. Nem sempre há fiscais de partidos em todas as localidades, e esses também poderão ser dois em cada momento.
por Folhapress
SÃO PAULO/SP - O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) publicou um vídeo nesta quarta-feira, 12, criticando o modelo atual do Bolsa Família e afirmou que vai obrigar “homens saudáveis com idade de trabalhar” a aceitarem propostas de emprego.
“Essas cenas vergonhosas estavam acontecendo em plena luz do dia. Moradores de rua usando energia que nós pagamos e gastando dinheiro do auxílio em bet”, diz o candidato à Presidência no vídeo. Nas imagens, aparecem pessoas apostando enquanto estão sentadas no chão.
Ao lado de Zema, aparece a vereadora de Curitiba Indiara Barbosa (Novo). Ela concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados e complementa dizendo que os programas sociais “estão financiando a permanência dessas pessoas aqui na rua”.
O candidato, então, garante que manterá o programa Bolsa Família. “Mas pra quem precisa de verdade. Idosos, quem tem alguém pra cuidar e pessoas com deficiência que não encontram trabalho”, diz Zema.
O candidato do Novo incluiu a promessa de obrigar beneficiários do Bolsa Família a aceitarem propostas de emprego em seu plano de governo. No trecho em que trata do desenvolvimento social, Zema diz que é preciso “criar uma porta de saída estruturada, que conecte os beneficiários dos programas sociais a oportunidades de capacitação e trabalho para superarmos a pobreza no Brasil”.
Entre as medidas, o plano de governo prevê a criação do programa Casas da Cidadania. O projeto ofereceria a famílias vulneráveis um plano individualizado de capacitação profissional e acesso a emprego, moradia e outros serviços.
A proposta também condiciona a permanência no Bolsa Família à comprovação de busca por emprego, estudo ou qualificação profissional, com possibilidade de suspensão do benefício para quem recusar, sem justificativa, ofertas formais de trabalho.
Já as famílias que superarem o limite de renda e deixarem o programa receberiam um prêmio de R$ 5 mil.
Para a população em situação de rua, a proposta de Zema inclui “facilitar a remoção” de barracas e abrigos improvisados em espaços públicos.
por Estadao Conteudo
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