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Radio Sanca Web TV - Terça, 28 Abril 2026

BRASÍLIA/DF - As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, têm mobilizado pesquisadores sobre os possíveis impactos da medida na economia, a partir do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada 6x1.  

De um lado, estudos de entidades que representam o empresariado, as chamadas confederações patronais, projetam queda no Produto Interno Bruto (PIB) e alta da inflação.

Por outra perspectiva, análises da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenham um cenário diferente, com impactos reduzidos atingindo apenas alguns setores, além da criação de mais empregos e possível aumento do PIB.  

Para a economista da Unicamp Marilane Teixeira, a diferença entre as pesquisas sobre os custos econômicos da redução da jornada ocorre porque não se trata de um debate puramente técnico, mas político.  

“Parte significativa da literatura econômica que discute o assunto parte de modelos que assumem, como regra, que qualquer redução na quantidade de horas trabalhadas levará, inevitavelmente, à redução da produção e da renda – ignorando, assim, os ajustes dinâmicos que historicamente ocorrem no mercado de trabalho”, aponta. 

 

Membro do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesite), Marilene defende que a resistência à redução da jornada, por parte dos empregadores, pode levar a projeções alarmistas.  

“Do ponto de vista dos empregadores, é claro que, qualquer mudança é vista a partir do seu negócio. Eles não olham a economia como um todo, mas isso traz benefícios para o conjunto da sociedade”, acredita. 

Previsões  

pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula uma perda de R$ 76 bilhões no PIB brasileiro (-0,7%) com a redução da jornada das atuais 44 para 40 horas. No caso da indústria, o PIB cairia 1,2%. 

“Nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban. 

Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que reúne empresários desses setores, afirma que a redução da jornada aumentaria os custos sobre a folha salarial em 21%. A estimativa da CNC cita que o repasse de preços ao consumidor poderia chegar a 13%.  Já a CNI aponta para altas nos preços de 6,2%, em média. 

“Sem redução dos salários nominais, espera-se por impactos significativos sobre a rentabilidade da atividade comercial no Brasil”, diz a CNC. 

Custos x benefícios 

Já o estudo do Ipea afirma que a alta no custo das empresas com os trabalhadores, a partir da redução da jornada, não passaria dos 10%, no caso dos setores mais impactados. Na média, a previsão é de um custo extra do trabalho de 7,8%.   

Porém, considerando o custo total das empresas, conta que engloba o conjunto de gastos, o impacto da redução da jornada varia de 1%, em setores como comércio e indústria, a até 6,6%, no caso do ramo de vigilância e segurança. 

“Os resultados indicam que a maioria dos setores produtivos apresenta capacidade de absorver aumentos nos custos do trabalho, ainda que alguns segmentos demandem atenção específica”, diz o estudo do Ipea. 

A exceção seriam as empresas com até nove trabalhadores, que empregam cerca de 25% dos assalariados formais do país. Segundo o Ipea, esses negócios podem precisar de apoio estatal para transição à nova jornada de trabalho.   

Um dos autores do estudo do Ipea, Felipe Pateo, afirma que o levantamento da CNC não demonstra, “de forma transparente”, como eles chegaram ao aumento de 21% no custo do trabalho. 

“Mesmo olhando só para o custo do trabalho em si, a gente mostra que, matematicamente, não tem como esse aumento ser maior do que 10% porque é exatamente o tempo de horas que o empregador vai perder em relação ao trabalhador que faz 44 horas semanais”, afirmou. 

A Agência Brasil procurou a CNC para comentar as divergências, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. 

Inflação dos preços 

 

Projeções de aumento de preços com o fim da escala 6x1 são destaque nos estudos de entidades patronais como CNC e CNI, que argumentam que o aumento do custo da mão de obra será repassado ao consumidor final.   

O economista da CNI Marcelo Azevedo pondera que a necessidade de contratar mais vai gerar aumento de custos na ponta. 

“Tem aumento de custo porque o valor do salário-hora aumentou, então vai ter aumento de custo. Todos os produtos vão ter aumento. Isso é um efeito que vai se acumulando porque cada setor tem o mesmo problema”, explica. 

Por sua vez, o economista do Ipea Felipe Pateo avalia que o impacto inflacionário será limitado, lembrando que os empresários podem ainda absorver essa diferença com redução de lucros. 

“O aumento no custo operacional é de 1%. Se o empresário repassar integralmente esse aumento, vai ser um aumento de 1% no preço do produto”, afirma Pateo. 

Já a economista da Unicamp, Marilane Teixeira, avalia que não há risco de aumento generalizado de preços. 

“Se fosse assim, então, toda vez que eleva o salário mínimo, você teria um aumento da inflação exponencial porque o salário mínimo tem impacto para o conjunto da economia”, compara. 

Ela acrescenta que praticamente todos os setores da economia atuam com capacidade ociosa, que permite aumentar a oferta em caso de pressão no lado da demanda. 

“Essa ideia de que uma elevação marginal no custo do trabalho pela contratação gera inflação, não se sustenta. O impacto disso no custo total é tão marginal que é óbvio que não vai impactar no preço do produto. E se a empresa compete, ele não vai reajustar preço porque corre o risco de perder cliente para o concorrente”, justifica. 

A nota técnica do Ipea sustenta que a redução da jornada terá efeito semelhante a de aumentos do salário mínimo e afirma que as projeções que preveem redução do PIB e do emprego não são respaldadas por estudos que analisam a experiência histórica brasileira. 

“Aumentos reais [do salário mínimo], que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024, não causaram efeitos negativos sobre o nível de emprego”, diz a nota técnica do Ipea. 

Divergências 

A divergência entre as pesquisas ocorre porque os levantamentos partem de pressupostos e premissas diferentes para calcular os impactos sobre o PIB e inflação, por exemplo.  

O estudo da Unicamp parte da premissa de que a redução da jornada vai incentivar os empregadores a contratar mais. Em contrapartida, o estudo da CNI parte do pressuposto de que a redução do total de horas trabalhadas diminuiria o total do produto final. 

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explicou à Agência Brasil que os estudos de projeções econômicas simplificam a realidade e precisam definir hipóteses para fazer projeções de impactos da mudança. 

“Você pode assumir que vai ter ganho de produtividade, você pode assumir que não vai ter ganho de produtividade. E tudo bem. Isso faz parte dos estudos, desde que bem explicitados que tipo de hipótese você está assumindo. Não à toa você tem visões diferentes e não necessariamente erradas, mesmo que conflitantes”, pondera. 

Marilene ressalta que a diferença entre as pesquisas não é resultado de uma manipulação das evidências. A partir dos mesmos dados, pode-se chegar a resultados distintos em razão da perspectiva política, econômica e social que o pesquisador tem do contexto que se analisa. 

“É um conflito que chamamos de conflito distributivo. É uma disputa para definir para onde canalizar os lucros, a renda do trabalho, o salário e o consumo. O que está em disputa são os ganhos da produtividade”, completa. 

Produtividade 

O estudo da CNI aponta que a redução da jornada de trabalho vai impactar a competitividade das empresas. Ele avalia como improvável o aumento da produtividade para compensar a redução das horas trabalhadas. 

 

Ao aumentar a produtividade, uma empresa pode produzir o mesmo com menos tempo de trabalho. 

“A gente, infelizmente, e por diversas razões que não são simples de contornar, está com uma produtividade estagnada há muito tempo. Ela é baixa frente aos outros países. Acho difícil apostar numa melhora significativa de produtividade”, explicou à Agência Brasil o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

A economista Marilane Teixeira aponta que, mesmo com uma jornada relativamente extensa como a brasileira, a produtividade se mantém estagnada. 

“Portanto, não é a jornada de trabalho que vai resolver o problema da produtividade. Talvez, até reduzindo a jornada de trabalho, você possa melhorar a produtividade porque as pessoas vão estar mais descansadas”, completa. 

O técnico do Ipea Felipe Pateo afirma que há muitas possibilidades para adequação das empresas frente a redução da jornada, não sendo possível antecipar uma queda no PIB. 

“A hora liberada do trabalhador pode gerar também maior produção, maior consumo. Pode fazer com que as outras atividades, no tempo livre, tenham uma dinâmica positiva na economia”, explica.   

Evolução histórica 

 

“Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil”, disse o então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal de 1988.

Presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal de 1988. - Arquivo Agência Brasil

Em 1988, a Constituição brasileira reduziu a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Em 2002, economistas da PUC Rio e da Universidade de São Paulo (USP) publicaram estudo que não identificou efeitos negativos no nível de emprego. 

“As mudanças relacionadas à jornada de trabalho em 1988 não aumentaram a probabilidade de o trabalhador afetado perder o emprego e diminuíram a sua probabilidade de sair da força de trabalho no ano seguinte à mudança regulatória”. 

O economista da CNI Marcelo Azevedo questiona a comparação da redução atual da jornada com a que foi realizada durante a Constituição de 1988, alegando que a economia mudou muito nesses 40 anos. 

“A economia era mais fechada, não tinha globalização como tem hoje, não tinha o comércio eletrônico de hoje. Era mais fácil absorver os custos com uma inflação elevadíssima como a daquela época”, rebate Azevedo. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Economia

SÃO PAULO/SP - Virginia Fonseca publicou um vídeo chorando na noite desta segunda-feira (27) após voltar a ser criticada por Luana Piovani. A atriz afirmou que a influenciadora e seus filhos seriam “amaldiçoados” por conta da divulgação de jogos de azar nas redes sociais.

"Quer falar de mim? Fala como você sempre falou. Para mim, dane-se o que você pensa. Não estou nem aí para você. Agora, dos meus filhos, de crianças", disse Virginia. "Não estou aguentando mais", completou, enquanto enxugava as lágrimas.

A influenciadora também afirmou que pretende acionar a atriz na Justiça. "Tá repreendido em nome do senhor Jesus Cristo toda essa maldição que essa mulher joga sobre os meus filhos. Agora vamos resolver na Justiça. Falar de mim? Ok. Agora dos meus filhos. Chega. Cansei."

Zé Felipe, ex-marido de Virginia e pai dos filhos dela, compartilhou o vídeo e declarou apoio. "Tô com você", escreveu.

O desabafo aconteceu após Virginia ver novas críticas feitas por Piovani na tarde do mesmo dia. A atriz compartilhou um vídeo com o relato de uma mulher que disse ter perdido o irmão, que acumulou uma dívida de R$ 109 mil por conta de apostas. Embora o depoimento não mencionasse Virginia, Piovani republicou o conteúdo e marcou a influenciadora.

"A maldição vai colar em você, resvalará nos seus filhos. Dinheiro de sangue endemoniado", escreveu a atriz.

"Fico indignada porque não consigo entender como o ser humano fala uma coisa dessas. Por quê? Essa mulher tem três filhos. Como ela fala isso dos filhos de outras pessoas? De crianças de 4, 3 e 1 anos", disse Virginia.

 

 

 

por Notícias ao Minuto

Publicado em Celebridades

SÃO CARLOS/SP - O vereador Lineu Navarro protocolou nesta segunda-feira (27) uma moção de apoio ao Papa Leão XIV e à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por seus posicionamentos em prol da paz mundial. O discurso se deu em resposta aos recentes ataques públicos feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o líder da Igreja Católica. 

A moção manifesta solidariedade ao pontífice e à CNBB pelo posicionamento firme em favor da paz mundial e pela construção de uma ordem internacional baseada na justiça.

Segundo Lineu, o Papa Leão XIV vem conquistando reconhecimento não apenas entre cristãos, mas também em outros segmentos religiosos, devido ao seu testemunho em defesa da paz e do diálogo entre os povos. 

O cenário internacional atual é marcado por conflitos, guerras, polarizações e retrocessos civilizatórios. Diante desse quadro, opina o parlamentar, o Papa incita líderes e nações a superar a lógica do confronto e da intolerância, reafirmando valores como solidariedade, respeito e busca incansável pela paz.

Lideranças do mundo civilizado receberam os ataques com perplexidade, pois Donald Trump fez declarações ofensivas ao Papa Leão XIV, chamando-o de “fraco” e publicando em suas redes sociais uma montagem em que aparece como Jesus Cristo, o que foi interpretado como uma zombaria aos cristãos.

Lineu ressalta ainda que a CNBB se manifestou de maneira “muito serena”, enfatizando que a autoridade espiritual e moral do Papa não se orienta pela lógica do confronto político, mas sim pela fidelidade ao Evangelho. A entidade destacou que o pontífice continua a elevar sua voz em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos.

“Como sempre, o presidente dos EUA investe no confronto e na intolerância, despreza acordos internacionais e faz uso da guerra como instrumento de afirmação política. São posturas que influenciam negativamente indivíduos e grupos, inclusive no Brasil”. Segundo o vereador, é necessário reafirmar valores universais que transcendem fronteiras, enaltecendo e apoiando o Papa Leão XIV como uma liderança global que inspira caminhos mais humanos e responsáveis para o futuro da humanidade.

Publicado em Política

DRACENA/SP - A Polícia Militar, por meio do 8° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), apreendeu 200 quilos de maconha e skunk em Dracena, no interior de São Paulo, no domingo (26). Dois homens foram presos na ação.

A operação, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), iniciou após o veículo furar um bloqueio da PRF no estado de Mato Grosso do Sul. O motorista fugiu em direção ao estado de São Paulo. 

As equipes do Baep passaram a monitorar o carro e conseguiram interceptar em uma avenida de Dracena.

De acordo com o boletim de ocorrência, um dos suspeitos havia abandonado um outro veículo em um canavial da cidade, que foi localizado pelos policiais e identificado como produto de furto.

O entorpecente foi apreendido. A ocorrência foi apresentada ao Distrito Policial de Dracena, onde os detidos permanecem à disposição da Justiça.

Publicado em Outras Cidades

Possibilidade de diagnóstico em tutora de gato infectado mobilizou equipes para busca de animais e pessoas com sintomas da doença


ARARAQUARA/SP - O Centro de Controle de Zoonoses e Sinantrópicos da Secretaria Municipal da Saúde informa que foi confirmado um caso de gato infectado por esporotricose em Araraquara, na região do Valle Verde. O animal já está em tratamento, e a tutora, após identificar sintomas que podem indicar infecção, foi encaminhada à unidade de saúde para realização de exames. As equipes da secretaria atuaram durante a última semana na busca ativa por mais gatos e pessoas com possíveis sintomas, além de oferecer orientações para moradores dos bairros próximos. Os profissionais das unidades de saúde também receberam mais informações a respeito do manejo de pacientes com suspeita da doença.

A esporotricose é um tipo de micose causada por um fungo presente na natureza, no solo, nos vegetais e na madeira. Os gatos são a principal fonte de infecção urbana, podendo transmitir para outros gatos e para os seres humanos por meio de arranhões, mordidas e secreção nasal. Eles também podem desenvolver a forma mais grave da doença.

Os sintomas mais comuns nos animais são feridas na pele que não cicatrizam, nódulos e úlceras na face, orelhas e patas, espirros e apatia. Nos seres humanos, a esporotricose se caracteriza por lesões na pele, nódulos e úlceras, normalmente nas mãos e nos braços.

Para evitar o contágio, a principal medida de prevenção é evitar que o gato tenha acesso à rua. A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses e Sinantrópicos Jeniffer Martins de Mello explica que a esporotricose tem tratamento, mas o diagnóstico precoce faz toda a diferença para evitar agravamento e transmissão. "Ao perceber feridas que não cicatrizam, principalmente em gatos com acesso à rua, é fundamental procurar atendimento veterinário rapidamente e evitar contato direto com as lesões sem proteção", destaca.

Caso o diagnóstico seja confirmado, é necessário isolar o animal. Em caso de óbito, o tutor precisa entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses para que sejam feitos o descarte e os procedimentos corretos, evitando a contaminação do solo e de outras pessoas e animais. Os telefones para atendimento são: (16) 3331-3820 ou (16) 99993-8740.

A Secretaria da Saúde reforça ainda que, assim como nos animais, as pessoas que perceberem feridas na pele que não cicatrizam também devem procurar atendimento na Unidade Básica de Saúde de sua região.

Publicado em Araraquara

IBATÉ/SP - A atuação da Guarda Municipal resultou na recuperação de um notebook furtado na noite desta segunda-feira (27), no bairro CDHU, em Ibaté.

Durante patrulhamento pela Rua João Souza, os agentes identificaram um indivíduo em atitude suspeita com um equipamento eletrônico nas mãos. Ao notar a presença da equipe, ele tentou se desfazer do objeto, jogando-o para dentro de uma residência.

Diante da situação, os guardas conversaram com o morador, que entregou o notebook. O suspeito, menor de idade, alegou que guardava o equipamento a pedido de um terceiro, identificado apenas como “Jean”, mas não conseguiu apresentar qualquer comprovação sobre a origem do item.

O jovem foi levado até sua casa, onde seu responsável foi informado e acompanhou toda a ocorrência. Em seguida, ambos passaram por atendimento médico e foram conduzidos à delegacia.

Enquanto a ocorrência era registrada, a equipe recebeu a informação de um furto ocorrido horas antes na mesma região. A vítima foi localizada e confirmou que o notebook recuperado havia sido levado de sua residência durante a madrugada.

Além do equipamento, outros itens também foram furtados, como uma bicicleta, dinheiro em moeda estrangeira e objetos pessoais. A investigação seguirá para identificar os demais envolvidos.

O material foi apreendido e deverá ser devolvido ao proprietário após os trâmites legais.

Publicado em Ibaté

SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos realizou uma palestra sobre meningites, com foco no reconhecimento precoce, nas condutas iniciais e nos fluxos de notificação. O encontro foi ministrado pelo neurologista e coordenador do Serviço de Neurologia da instituição, Dr. Vitor Pugliesi, marcando o início de uma série de capacitações previstas ao longo do ano.

A iniciativa foi conduzida pelo Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE), responsável por monitorar e organizar as informações relacionadas às chamadas doenças de notificação.

As doenças de notificação são aquelas que, por lei, devem ser comunicadas aos órgãos de saúde sempre que há suspeita ou confirmação de um caso. Esse processo é essencial para que o poder público acompanhe a ocorrência dessas doenças, identifique possíveis surtos com rapidez e adote medidas de controle e prevenção.

Na Santa Casa, o NHE atua diretamente nesse processo, garantindo o registro correto das informações e contribuindo com o Ministério da Saúde no monitoramento de riscos à saúde coletiva. Além disso, o núcleo orienta as equipes assistenciais sobre quando e como realizar as notificações, apoiando os profissionais no dia a dia.
A diretora de Práticas Assistenciais, Dra. Carolina Toniolo Zenatti, reforçou a importância desse trabalho. “A Santa Casa, por meio do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia, desempenha um papel fundamental na segurança dos pacientes, dos profissionais e de toda a comunidade. A vigilância epidemiológica dentro do hospital é uma ferramenta estratégica, que permite a identificação precoce de agravos e contribui diretamente para um cuidado mais seguro e qualificado”, destacou.

O provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, também ressaltou o impacto da iniciativa. “O NHE tem um papel essencial não apenas dentro da instituição, mas também no apoio às políticas públicas de saúde. Investir na capacitação contínua das equipes é investir na qualidade da assistência e na proteção da população”, afirmou.

Público alvo foi o contingente masculino de servidores, que são 362 do total do quadro de 469.

 

SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou na manhã desta terça-feira, 28/04, na sede da autarquia, na Avenida Getúlio Vargas, 1.500, palestra simultânea com a Dra. Andrea Izilda Martos Valdevite, advogada e presidente da OAB/São Carlos, e a psicóloga clínica, Dra. Giovana Policastro, mestre e doutora pela UFSCar. Elas falaram sobre aspectos legais, culturais e comportamentais acerca da violência contra a mulher, feminicídio e misoginia.

Como no mês de março a palestra com o mesmo teor foi destinada às servidoras do SAAE, desta vez o público alvo foi exclusivamente masculino. O quadro atual de funcionários da autarquia é formado por 362 homens e 107 mulheres.

DADOS RELEVANTES E PREOCUPANTES -  Em 2025, de acordo com o Altas da Violência em parceria com o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Brasil registrou um recorde histórico de feminicídios, com 1.568 vítimas, um aumento de 4,7% em relação a 2024. Em 2025, quatro mulheres foram assassinadas por dia, ainda segundo o mesmo estudo. A maioria dos casos (75,48%), foram os chamados ‘feminicídios íntimos’, aqueles cometidos por atuais ou ex-parceiros. As denúncias pelo 180, ainda no mesmo ano, 2025, chegaram a 155.111; 17,4% em comparação a 2024.

Entre os Estados que aparecem com o maior número de casos de feminicídio e violência de forma geral contra a mulher estão São Paulo, que lidera o ranking, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. E há, também de acordo com o Atlas da Violência, uma estimativa de que na próxima década, o número terá um alarmante aumento de 316%.

“Desde que o feminicídio foi tipificado, em 2015, já houve muitos avanços. A Lei Maria da Penha ajuda, e de forma significativa e extraordinária. Mas ainda é pouco, precisamos avançar nas denúncias e, sobretudo, nas punições. Mas, claro, o melhor cenário será uma mudança radical na postura, no comportamento. As mulheres precisam denunciar e os homens respeitar mais. O que as mulheres querem não é superioridade, apenas igualdade”, sintetizou a Dra. Andrea, presidente da OAB/São Carlos.

Já a psicóloga clínica, Dra. Giovana Policastro, falou dos aspectos comportamentais e culturais que envolvem a violência doméstica. “Desde muito pequenas, as meninas são vítimas de assédio, nos seus variados meios e diversas formas. Precisamos romper essa situação. Os homens precisam, de modo individual e coletivo, ser garantidores da segurança de suas companheiras, mães, filhas e irmãs”.

O presidente do SAAE, Derike Contri, que abriu e esteve presente durante o encontro que durou uma hora, agradeceu a presença das duas convidadas e, principalmente, do grande número de funcionários que participou. “Mais uma satisfação imensa poder proporcionar esse tipo de debate e discussão. É urgente levar esse tema ao maior número possível de ambientes. O diálogo é o diferencial. O respeito, fundamental”.

Publicado em Outras Notícias

SÃO CARLOS/SP - Moradores do distrito de Água Vermelha, em São Carlos, devem ficar atentos ao abastecimento nos próximos dias. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) iniciou uma intervenção emergencial no sistema local após identificar falha em um dos equipamentos responsáveis pela captação de água.

O problema está relacionado ao conjunto de motobomba instalado no poço profundo do Centro de Produção, Reservação e Distribuição. Segundo o órgão, a substituição do equipamento foi necessária após análises técnicas apontarem risco de comprometimento no funcionamento do sistema.

A expectativa é que o serviço seja finalizado até a manhã do dia 30 de abril. Até lá, pode haver diminuição da pressão na rede, especialmente em horários de maior consumo.

O SAAE reforça o pedido para que a população colabore, evitando desperdícios e priorizando o uso da água para necessidades básicas. A autarquia destaca ainda que as equipes seguem mobilizadas para restabelecer a normalidade o mais rápido possível.

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