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Radio Sanca Web TV - Quinta, 23 Abril 2026

Levantamento do Informativo Econômico da ACISC aponta intensa abertura de empresas em 2026, destaca a presença crescente das mulheres nos quadros societários e chama atenção para os impactos da carga tributária e da insegurança jurídica no ambiente de negócios local

 

SÃO CARLOS/SP - São Carlos contabiliza atualmente 44.827 unidades produtivas em atividade, segundo o Informativo Econômico da ACISC divulgado nesta quinta-feira, 23. Somente neste ano, foram abertas 901 empresas no município, enquanto 523 encerraram as atividades, revelando um fluxo empresarial intenso, marcado tanto por iniciativas empreendedoras quanto por ajustes decorrentes da Reforma Tributária e das mudanças nos limites de enquadramento jurídico das empresas.

O estudo mostra que os homens respondem por 63,1% do quadro societário das empresas ativas da cidade, enquanto as mulheres representam 33%. Outros 3,9% correspondem a sociedades formadas por homens e mulheres. Entre os setores com maior presença feminina nos quadros societários estão as atividades profissionais, científicas e técnicas, com 36,7%, seguidas pelas áreas de arte, cultura, esporte, recreação e comércio.

Por outro lado, os menores percentuais de participação feminina aparecem nas atividades de informação e comunicação, com 19,8%, eletricidade e gás, com 20%, e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com 27,2%. O levantamento também destaca que, em geral, as mulheres apresentam maiores níveis de qualificação acadêmica, medidos pelo ensino superior, além de formarem o maior contingente populacional de São Carlos, embora isso ainda não se reflita de forma mais ampla na liderança dos empreendimentos.

A presidente da ACISC, Ivone Zanquim, ressaltou que os números reforçam a importância de ampliar políticas e ações de estímulo ao protagonismo feminino no setor produtivo. “São Carlos tem uma vocação empreendedora muito forte, e as mulheres vêm mostrando capacidade, preparo e visão de gestão em diferentes segmentos. Fortalecer o empreendedorismo feminino é fortalecer a economia local, gerar renda, inclusão e desenvolvimento para toda a cidade”, afirmou.

Já o economista do Núcleo Econômico da ACISC, Elton Casagrande, observou que o cenário local revela resiliência, apesar das dificuldades estruturais do ambiente de negócios no Brasil. “O volume de abertura de empresas em São Carlos demonstra dinamismo econômico e disposição empreendedora da população. No entanto, ainda é preciso enfrentar entraves como a excessiva influência das questões tributárias e a insegurança jurídica, que acabam interferindo além do necessário nas decisões de abrir, manter ou encerrar uma atividade produtiva”, avaliou. 

Segundo ele, o levantamento também evidencia a relevância de iniciativas como o programa “Empreendedorismo Feminino” e da presença de uma mulher na presidência da ACISC como símbolo e incentivo à maior participação feminina no comando dos negócios.

Publicado em Comércio

SÃO PAULO/SP - Após o sucesso do projeto ‘Turma canta Zeca Pagodinho’, o Turma do Pagode inicia uma nova fase com um encontro de peso no lançamento da inédita “Print do Wi-Fi”.  O grupo uniu forças com o fenômeno Natanzinho Lima em uma colaboração inédita que conecta dois dos gêneros mais populares do país: o pagode e o brega.

A faixa promove uma fusão natural entre o romantismo direto do brega e o balanço característico do pagode. A letra mergulha no cotidiano dos relacionamentos modernos, abordando com leveza temas como ciúme, desconfiança e o eterno conflito entre o desapego e o envolvimento emocional, uma narrativa feita para gerar identificação imediata com o público.

Print do Wi-Fi aposta no swing do Turma do Pagode, grupo consolidado no cenário nacional com um vasto repertório de hits, aliado à identidade marcante e irreverente de Natanzinho Lima. Enquanto o Turma mantém sua forte presença nas plataformas digitais e palcos de todo o país, Natanzinho figura como um dos nomes em maior ascensão no brega, com crescimento acelerado no ambiente digital e enorme apelo por onde passa. 

Gravada em clima de celebração durante um encontro dos artistas em Itabira (MG), a música carrega a energia vibrante das apresentações ao vivo. A sintonia entre ambos é evidente na troca de vozes e na conexão com a plateia, reforçando o caráter espontâneo e contagiante da obra.

O lançamento reforça o movimento de reinvenção do Turma do Pagode, que segue ampliando seu alcance ao dialogar com diferentes vertentes da música, e ao mesmo tempo consolida a trajetória de Natanzinho Lima como uma das figuras mais autênticas e carismáticas da música atual.

Com a união do escritório GR Shows e do empresário Alex Calil, responsáveis pela carreira do Turma do Pagode e da gravadora Sony Music, “Print do Wi-Fi” promete movimentar as plataformas digitais e trazer um frescor de novidade para o cenário da música popular. 

Atualmente, o Turma do Pagode é formada por Leiz (tantã e vocal), Caramelo (banjo e vocal), Rubinho (pandeiro), Tiagão (reco e percussão geral), Neni (cuíca, repique e percussão geral), Marcelinho TDP (cavaquinho), Leandro Filé (violão) e Fabiano (surdo e percussão geral). Ao longo de mais de três décadas de carreira, o grupo consolidou números expressivos que reforçam sua relevância no cenário musical: são mais de 6 bilhões de streams nas plataformas digitais, cerca de 10 milhões de ouvintes mensais no Spotify, além de ultrapassar a marca de 4 milhões de inscritos no YouTube e somar aproximadamente 3 milhões de seguidores nas redes sociais, evidenciando a força e a conexão da Turma do Pagode com o público em todo o país.

Ouça aqui: https://smb.lnk.to/PrintdoWifi?fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGn3v21eGI3Xz7CC4slbJpeqM1bfoAgr1Z4xOeqLqwvyh0J6KqNrdnKq4EZf94_aem_uZn-Yv31lafwr-NKbAVFmg
Assista ao clipe aqui: https://www.youtube.com/watch?v=aPA17zF39-4&list=RDaPA17zF39-4&start_radio=1 

Publicado em Pop & Arte

SÃO PAULO/SP - O consumo dos brasileiros em supermercados registrou alta de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (23) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

No mês de março, o consumo foi 6,21% maior que em fevereiro. Já em relação a março do ano passado, o avanço foi de 3,20%.

Todos os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) e abrangem todos os formatos de supermercados.

“O salto de março evidencia tanto a antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril, quanto o efeito-calendário de fevereiro, mês com menor número de dias", avalia a Abras.

A associação descreve que o desempenho também ocorreu devido à entrada de recursos na economia. "Em março, o Bolsa Família contemplou 18,73 milhões de lares, com transferência de R$ 12,77 bilhões. Os recursos do PIS/PASEP injetaram cerca de R$ 2,5 bilhões no segundo lote de pagamento”, diz a entidade.

Cesta de compras mais cara

O Abrasmercado, indicador que mede a variação de preços de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,20% em março.

Nos meses anteriores, as variações haviam sido de +0,47%, em fevereiro, e de -0,16%, em janeiro. Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.

Entre os produtos básicos, a principal elevação foi do feijão (+15,40%), seguido pelo leite longa vida (+11,74%). No acumulado do trimestre, o feijão subiu 28,11%, enquanto o leite longa vida avançou 6,80%.

Também subiram a massa sêmola de espaguete (+0,91%), a margarina cremosa (+0,84%) e a farinha de mandioca (+0,69%).

Em sentido oposto, as principais quedas entre os básicos foram observadas em açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%).

No grupo das proteínas, houve elevação nos ovos (+6,65%) e na carne bovina, tanto no corte do traseiro (+3,01%) quanto no corte do dianteiro (+1,12%). Já frango congelado (-1,33%) e pernil (-0,85%) registraram queda no mês. No acumulado do trimestre, o corte do traseiro de carne bovina subiu 6,29%.

Entre os alimentos in natura, as maiores altas foram do tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e batata (+12,17%). No acumulado do trimestre, as altas chegam a 45,43%, 14,06% e 14,04%, respectivamente, evidenciando o impacto relevante da sazonalidade e da dinâmica de oferta.

Limpeza e higiene

Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram para o sabonete (+0,43%), xampu (+0,34%), papel higiênico (+0,30%) e creme dental (+0,13%).

Já na limpeza doméstica, houve elevação no detergente líquido para louças (+0,90%), desinfetante (+0,74%) e água sanitária (+0,38%). A única queda do grupo foi registrada no sabão em pó (-0,29%).

Preços por região

Quando analisadas as regiões, a maior alta em março foi registrada no Nordeste (2,49%), com a cesta passando de R$ 720,53 para R$ 738,47.

Veja a variação da cesta de compras por região:

  • Nordeste (+2,49%), de R$ 720,53 para R$ 738,47;
  • Sudeste (+2,20%), de R$ 822,76 para R$ 840,86;
  • Sul (+1,92%), de R$ 871,83 para R$ 888,57;
  • Centro-Oeste (+1,83%), de R$ 753,20 para R$ 766,96;
  • Norte (+1,82%), de R$ 875,01 para R$ 890,93.

Expectativa para o segundo trimestre

Segundo a Abras, o segundo trimestre também pode registrar alta no consumo, devido à antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS. A expectativa é que sejam pagos R$ 78,2 bilhões, com depósitos a partir de 24 de abril para cerca de 35,2 milhões de segurados.

Além desse recurso, também haverá o pagamento do primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2026, que pode somar cerca de R$ 16 bilhões para 9 milhões de contribuintes ao final de maio.

“Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, analisou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Para os próximos meses, a Abras ainda enxerga risco de alta em parte dos alimentos, especialmente nos itens mais sensíveis a frete, clima e oferta.

“A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para os alimentos”, disse Milan.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Economia

RIO DE JANEIRO/RJ - Em uma tarde de mar calmo e céu aberto, mergulhadores em um caiaque entram no mar da Praia do Pontal, que faz parte da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Quando chegam a cerca de 200 metros da faixa de areia, um deles mergulha e, em questão de minutos, volta para a pequena embarcação com uma tartaruga marinha. Logo em seguida, outra é capturada da mesma forma.

A atividade, acompanhada por pescadores e banhistas mais curiosos, não tem nada de predatória. Pelo contrário: é um monitoramento da saúde desses animais e faz parte do Projeto Costão Rochoso, da organização não governamental (ONG) Fundação Educacional Ciência e Desenvolvimento. A iniciativa busca evidências científicas para preservação e recuperação dos costões, área de transição entre o mar e o continente.

O projeto conta com parceria da Petrobras e colocou em prática um desafio: descobrir de onde vêm as tartarugas que habitam em Arraial do Cabo, litoral do país com maior quantidade de tartarugas-verdes em área de alimentação.

Uma das fundadoras do projeto, a bióloga Juliana Fonseca conta que em Arraial são encontradas todas as cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil.

Bateria de exames

Depois de capturadas pelos mergulhadores, elas são levadas para a faixa de areia. “A gente faz uma bateria de exames, que consiste em pesar, medir e coleta de tecido. É como se a gente estivesse fazendo uma biópsia para entender a origem dela”, detalha Juliana à Agência Brasil.

“Apesar de ter muitas tartarugas aqui em Arraial, é a área com maior densidade de tartarugas-verdes do Brasil, a gente não sabe onde elas nasceram. Então é isso que a gente está tentando entender agora”, completa.

“Quando identificamos essa origem, conseguimos entender quais estoques populacionais dependem dessa área. Ao identificar de onde vêm essas tartarugas, passamos a compreender melhor a conexão entre áreas de desova e áreas de alimentação”, justifica a bióloga.

Segundo Juliana, essas tartarugas, que têm expectativa de vida em torno de 75 anos, passam aproximadamente dez deles nas águas de Arraial do Cabo. Algumas chegam a permanecer por até 25 anos e só depois retornam à região onde nasceram para se reproduzir.

A bióloga detalha que elas costumam chegar pequenas e se desenvolvem no litoral fluminense.

“São juvenis, recém-chegadas na costa. Depois que elas nascem, têm uma fase oceânica que dura, pelo menos, cinco anos. Então, com cerca de 25 centímetros, voltam para a costa. Em Arraial do Cabo, elas crescem e se desenvolvem muito bem, ou seja, engordam aqui com a oferta de alimentos”, descreve.

Identificação e DNA

O projeto monitora a saúde das espécies tartaruga-verde e tartaruga-pente em três praias de Arraial do Cabo ─ Praia dos Anjos, Praia Grande e Praia do Pontal ─ e na Ilha de Cabo Frio, todas na reserva marinha. Assim como casco, nadadeiras e rabo, até as unhas são medidas.

“É um monitoramento para entender como a saúde das tartarugas marinhas está”, diz Juliana.

Os pesquisadores também utilizam fotografias e softwares de computador para identificar os indivíduos.

“A foto de identificação é basicamente olhar para a cabeça da tartaruga. Ela tem placas na cabeça dela com formatos e tamanhos diferentes para cada indivíduo, basicamente como a nossa impressão digital”, explica.

Desde 2018 já foram catalogados cerca de 500 indivíduos. Desses, 80 passaram por coleta de DNA, que ajudará a descobrir de onde vieram. As análises são feitas por meio de uma parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF) e devem ter resposta dentro de seis meses.

Aproximação humana

Outra pesquisa desenvolvida pelo Projeto Costão Rochoso é identificar a distância que essas tartarugas conseguem aceitar de aproximação humana.

“As tartarugas são muito carismáticas, todo mundo quer observar. Por conta disso, infelizmente, a gente tem muitos relatos de assédio, de captura, de pegar a tartaruga e tirar de dentro da água, isso é um estresse muito grande para esses animais”, constata a mergulhadora.

“O que a gente faz é uma aproximação simulada, a gente vai se aproximando e vendo quando ela muda de comportamento. A gente vai ter uma média da distância mínima que essas tartarugas conseguem suportar”, conta sobre a metodologia.

Segundo ela, com base nessas informações, será elaborada uma cartilha de boas práticas de observação de tartarugas marinhas para ser usada no turismo não somente em Arraial, mas em outras regiões do Brasil e do mundo.

Durante a atividade de pesagem e medição e coleta de tecido, é comum a aproximação curiosa de banhistas, alguns deles crianças. “Está doente?”, pergunta um dos turistas.

Integrantes do projeto esclarecem à população o objetivo preservatório da atividade. No calçadão da praia, a poucos metros do cercadinho onde acontecem os procedimentos, uma placa sinaliza de forma clara: “Proibido tocar nos animais marinhos”.

A bióloga e pesquisadora Isabella Ferreira conta que, para realizar a captura das tartarugas, é preciso ter formação em curso de áreas como veterinária, biologia ou oceanografia.

Além disso, são necessárias autorizações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e do Projeto Tamar, criado em 1980 e reconhecido internacionalmente como uma das mais bem-sucedidas experiências de conservação marinha.

“Nós pedimos autorização para tudo que a gente faz aqui, da captura, marcação, foto. Todas as vezes que a gente vem para cá, a gente notifica os guardas ambientais e mostra a nossa autorização”, relata.

*Repórter e fotógrafo viajaram a convite da Petrobras, parceira do Projeto Costão Rochoso.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Natureza

BRASÍLIA/DF - Mais de 566 mil pessoas já se cadastraram na plataforma literária disponibilizada pelo Ministério da Educação (MEC), o MEC Livros. Cerca de 263 mil obras já foram alugadas desde o lançamento, no dia 6 de abril. 

O aplicativo disponibiliza mais de oito mil títulos de autores nacionais e internacionais que podem ser alugados gratuitamente por qualquer pessoa que tenha uma conta Gov.br

“A iniciativa contribui para preservar o patrimônio literário, ao mesmo tempo em que democratiza o acesso à literatura, incentiva o hábito de leitura, promove a integração de novas tecnologias na educação e apoia as práticas pedagógicas”, diz o MEC. 

Os cinco livros mais lidos na plataforma são, nesta ordem: 

  • Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski; 
  • A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli; 
  • Sem Despedidas, de Han Kang; 
  • A Vegetariana, da mesma autora e 
  • Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling.

Como acessar 

Para ler os livros disponíveis, basta acessar o site ou o aplicativo do MEC Livros e fazer o login com a conta do Gov.br.

O aplicativo está disponível para Android, computadores e também tem integração com o portal gov.br.

Na primeira página, já aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, entre outras. 

Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestado, há a opção de ler o resumo sobre a obra no botão “Mais informações”. Após clicar nesse botão, abrirá uma nova página que contém o botão “Emprestar e Ler”, basta selecioná-lo e o livro estará à disposição para leitura. 

Os livros devem ser devolvidos em 14 dias, quando o usuário pode optar pela renovação do empréstimo pelo mesmo período ou pela devolução do título. 

Segundo o MEC, estão sendo implementadas melhorias para permitir a devolução a qualquer tempo, além da possibilidade de habilitar essa função a partir de 90% da leitura, ampliando a autonomia do usuário na gestão dos empréstimos.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Educação

BRASÍLIA/DF - O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença.

A nota técnica descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença.

“Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”.

Vai viajar para a Copa? 

O documento reforça recomendações de vacinação contra a doença, visando proteger viajantes e a população residente no Brasil, considerando que os países-sede apresentam elevado número de casos, com surtos ainda ativos.

“A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus”, alertou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações no documento.

“Reitera-se, portanto, a necessidade de estados, municípios e profissionais de saúde priorizarem a atualização vacinal e o monitoramento rigoroso de casos suspeitos, a fim de manter o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo”, completou a nota.

Orientações para o viajante

Se você está de malas prontas para o Mundial, fique atento a esses passos:

  • Atualize sua caderneta: verifique se você tomou as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola).
  • Antecedência: o imunizante deve ser tomado pelo menos 15 dias antes do embarque, para que o corpo crie a proteção necessária.
  • Vigilância no retorno: ao voltar ao Brasil, caso apresente febre e manchas vermelhas pelo corpo, procure imediatamente um serviço de saúde e informe sobre sua viagem.

Copa do Mundo

A Copa do Mundo 2026 será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos sediados em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A estimativa é que milhões de pessoas participem, incluindo grande número de viajantes internacionais provenientes de diferentes regiões do mundo.

“Eventos de massa internacionais como este resultam em grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes entre países e continentes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis”, destacou o ministério no documento.

Sarampo nas Américas

O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

O ministério alerta que o sarampo permanece com ampla distribuição global, com persistência de surtos em todos os continentes. “Em 2025, foram confirmados 248.394 casos mundialmente, demonstrando que a circulação viral permanece como uma ameaça crítica à saúde pública”.

“Esse cenário é agravado pela existência de bolsões de indivíduos suscetíveis, resultantes da hesitação vacinal e de falhas na cobertura vacinal em diversas regiões.”

Na região das Américas, o documento aponta um aumento expressivo na incidência da doença, com milhares de casos de sarampo, sobretudo nos países-sede da Copa.

Em 2025, a epidemia de sarampo no Canadá causou 5.062 casos, causando a perda da certificação de país livre de sarampo. Em 2026, foram 124 casos, mantendo a área como de circulação endêmica.

Situação semelhante foi observada no México, que passou de sete casos, em 2024, para 6.152, em 2025, e 1.190 casos, em janeiro de 2026, conforme dados preliminares.

Já os Estados Unidos notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 casos apenas em janeiro de 2026.

Os três países se encontram com surtos ativos de sarampo, quando há transmissão contínua do vírus ocorrendo nesse momento. O cenário de agravamento culminou na perda do status da região das Américas como zona livre de transmissão endêmica em novembro de 2025.

Brasil livre do sarampo

Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.

Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.

 “Um dado alarmante é que 94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal”, destacou o ministério.

Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas.

“O cenário epidemiológico atual reforça a vulnerabilidade do Brasil frente à reintrodução do vírus. A combinação de surtos ativos em países vizinhos, fluxo contínuo de viajantes, brasileiros não vacinados e a confirmação de casos importados faz com que o risco de casos e surtos de sarampo seja alto.”

Vacinação

A nota reforça que a vacinação constitui a principal medida de prevenção e controle da doença. A proteção é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio das vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Dados da pasta mostram que, no Brasil, a cobertura da 1ª dose (D1) atingiu 92,66% em 2025, aproximando-se da meta preconizada de 95% em nível nacional. A homogeneidade (indicador da qualidade da cobertura em diferentes localidades) chegou a 64,56%, sendo que 3.596 municípios atingiram a meta de 95%.

Já a cobertura da 2ª dose (D2) atingiu 78,02%, com uma homogeneidade de 35,24%, e 1.963 municípios atingiram a meta de 95%.

“Esses resultados evidenciam que ainda há pessoas não vacinadas contra o sarampo no Brasil. Assim, o risco de reintrodução do vírus aumenta com o retorno de viajantes brasileiros infectados ou com a chegada de viajantes estrangeiros infectados, levando a uma potencial ocorrência de surtos e epidemias de sarampo”, ressaltou o documento.

Para viajantes internacionais, a orientação é verificar o cartão de vacina e procurar uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem, conforme esquema detalhado a seguir:

  • Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: realizar a dose zero da vacina, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil para a produção de anticorpos.
  • Crianças de 12 meses a adultos de 29 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal completo, de 2 doses, o ideal é que a 1ª dose seja realizada, no mínimo, 45 dias antes da viagem, a fim de ter tempo hábil para receber a 2ª dose (30 dias após a 1ª dose) e período adequado para a produção de anticorpos (aproximadamente 15 dias).
  • Adultos de 30 a 59 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal com uma dose da vacina, é necessário iniciar o esquema, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil de soroconversão.

“Em situações em que a vacina não foi administrada no período ideal, ainda assim é recomendável que o viajante receba pelo menos uma dose antes de viajar, até mesmo no dia do embarque”, destacou o ministério.

Risco real

Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, o risco de reintrodução da doença no Brasil é real.

“Justamente no momento em que nós recuperamos o status de zona livre do sarampo, estamos vivenciando um grande surto nas Américas, principalmente na América do Norte. Mas também há casos na Bolívia, na Argentina e no Paraguai”.

“Obviamente que o deslocamento frequente de pessoas faz com que o risco de reintrodução da doença seja real”, disse. “A chance de alguém entrar com sarampo aqui é grande”, completou.

Para Kfouri, o Brasil precisa manter sua população vacinada, o que funciona como uma barreira para a transmissão do vírus, além de realizar uma vigilância bastante ativa para a detecção precoce de casos.

“Casos importados vão acontecer. Em 2025, tivemos 35. Mas esses casos não se traduziram em uma cadeia de doença. Portanto, a gente só teve esses casos. Não temos transmissão mantida entre nós”.

O vice-presidente da Sbim ressaltou a importância de capacitação de todos os profissionais de saúde, não só para o reconhecimento precoce da doença, mas para ações imediatas de isolamento, bloqueio e coleta de exames.

“Que neste momento de aglomeração, que a gente tenha um cuidado ainda maior. Viajar com a vacinação em dia, e estar alerta para os que voltam de lá com sintomas”, disse.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Ciência & Saúde

SÃO CARLOS/SP - O 1º Encontro de Chorões do Interior teve início na noite de quarta-feira (22/04), no Teatro Municipal “Alderico Vieira Perdigão”, em São Carlos, reunindo um público expressivo para a apresentação do espetáculo “Choro de Uma História”, com Diego Lima e seus Chorões.

A iniciativa é realizada em parceria entre a Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, a Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA) e o SESC São Carlos. A programação segue até sábado (25/04), com atividades distribuídas em diversos espaços culturais e públicos do município.

A abertura oficial destacou a relevância do choro como um dos primeiros gêneros da música popular instrumental brasileira, surgido no Rio de Janeiro no final do século XIX, e reafirmou o interesse do público local pela valorização dessa tradição.
De acordo com o secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, o evento foi estruturado para ampliar o acesso e fortalecer a formação cultural na cidade. “O encontro foi concebido para valorizar o choro como patrimônio da música brasileira, ao mesmo tempo em que amplia sua difusão e estimula a formação de novos músicos. Também buscamos descentralizar o acesso à cultura, levando a programação a diferentes regiões da cidade e ocupando espaços públicos e equipamentos culturais com atividades qualificadas e gratuitas”, destacou.

Ao longo da programação, o evento passa por locais como o SESC São Carlos, Praça XV de Novembro, Centro Municipal de Artes e Cultura (CEMAC), Praça Coronel Salles e o Espaço Múltiplo, com apresentações musicais, ensaios abertos e oficinas.

A realização conta ainda com o apoio do Espaço Múltiplo (Bar, Arte e Cultura), Cozinha do Lobo e da Ambiente de Mobilidade Artística Criando Cidadãos (AMA/CC Ponto de Cultura). A curadoria e articulação são do músico e produtor cultural Tiago Veltroni.
O evento também contou com emenda parlamentar do vereador Djalma Nery.

Programação
23/04 – Quinta-feira
15h – CEMAC
Ensaio aberto – Grandes Chorões
20h – SESC São Carlos
Shows com Choro de Resistência e Camerata Arco Brasil

24/04 – Sexta-feira
20h – Praça XV de Novembro
Show com Academia do Choro

25/04 – Sábado
14h às 17h – CEMAC
Oficinas de violão, percussão e flauta no choro
18h – Praça Coronel Salles
Show com Marakatrio e convidados
20h – Espaço Múltiplo
Encerramento com a Roda dos Chorões do Interior.

Publicado em Outras Notícias

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