EUA - Os serviços secretos norte-americanos ligaram o alegado balão espião chinês abatido no sábado a um importante programa de vigilância orquestrado pelos militares chineses, e avisaram os aliados sobre as manobras chinesas.
Para além dos Estados Unidos, a China voou balões de vigilância sobre bens militares em países e áreas de interesse estratégico emergente para o gigante asiático, incluindo Japão, Índia, Vietname, Taiwan e Filipinas, de acordo com altos funcionários norte-americanos disseram ao The Washington Post.
As autoridades americanas consultadas declararam que os aviões, operados pelo Exército de Libertação Popular, foram detectados nos cinco continentes: "O que os chineses fizeram foi pegar em tecnologia incrivelmente antiga e basicamente acoplá-la com capacidades modernas de comunicação e observação", tudo em nome da obtenção de informações sobre as forças armadas de outras nações, disse um oficial ao jornal.
A este respeito, a Subsecretária de Estado Wendy Sherman liderou na segunda-feira uma sessão de informação com 40 embaixadas dos EUA, detalhando que informações sobre espionagem chinesa podem partilhar com aliados e parceiros, incluindo países como o Japão.
O exército americano abateu um balão chinês sobre a Carolina do Sul no sábado dias depois de ter sido detectado a sobrevoar o espaço aéreo dos EUA. O atraso em abatê-lo suscitou críticas dos republicanos à administração de Joe Biden.
Por seu lado, o governo chinês confirmou na sexta-feira que o balão avistado pelas autoridades americanas no espaço aéreo americano era sua propriedade, embora qualificasse a sua "natureza civil" e o seu propósito para "investigação científica".
Um segundo balão chinês foi avistado sobre a América Latina na sexta-feira, um avistamento confirmado pela Força Aérea Colombiana e que levou a Costa Rica a enviar as suas queixas ao governo chinês. Entretanto, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, indicou que este segundo balão tinha entrado no espaço aéreo de vários países "por engano", insistindo que Pequim respeita o direito internacional e "não representa qualquer ameaça para nenhum país".
Fonte: (EUROPA PRESS)
por Pedro Santos / NEWS 360
CHINA - O serviço chinês de busca na internet Baidu está preparando o lançamento de um chatbot de inteligência artificial semelhante ao ChatGPT, da norte-americana OpenAI, em março, afirmou uma fonte próxima do assunto à Reuters.
A empresa de tecnologia planeja lançar o serviço como um aplicativo autônomo e gradualmente incorporá-lo em seu mecanismo de busca, disse a fonte.
A tecnologia do ChatGPT funciona aprendendo com grandes quantidades de dados como responder às solicitações dos usuários de maneira semelhante à humana, oferecendo informações como um mecanismo de busca ou até sendo capaz de escrever textos como um aspirante a romancista.
Atualmente, os chatbots na China se concentram na interação social, enquanto o ChatGPT tem melhor desempenho em tarefas mais profissionais, como programação e redação.
A Baidu planeja incorporar resultados gerados pelo chatbot quando os usuários fizerem solicitações de pesquisa, em vez de apenas links, disse a fonte. A empresa não comentou o assunto.
A Microsoft investiu 1 bilhão de dólares na OpenAI e deve ampliar os recursos injetados na empresa, segundo informações da Reuters. A empresa também trabalhou para adicionar o software de geração de imagens da OpenAI ao seu mecanismo de busca Bing em um novo desafio para o Google.
A Baidu, com sede em Pequim, tem investido pesadamente em tecnologia de inteligência artificial, incluindo serviços de computação em nuvem, chips e veículos autônomos, à medida que procura diversificar suas fontes de receita.
Em uma conferência de desenvolvedores no mês passado, a Baidu revelou três "criadores" com inteligência artificial cuja tecnologia permite que eles assumam os papéis de roteirista, ilustrador, editor ou animador.
Por Yingzhi Yang e Jyoti Narayan / REUTERS
SUÍÇA - O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, mostrou sua preocupação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, pelos "efeitos colaterais" para os países emergentes e dos aumentos nas taxas de juros pelos principais bancos centrais.
"Pedimos que os grandes governos prestem mais atenção aos efeitos colaterais de seus aumentos das taxas nos países emergentes e em desenvolvimento, para não sobrecarregá-los com mais dívidas ou riscos financeiros", declarou o dirigente durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial (WEF), realizado na estação de esqui da Suíça.
Os principais bancos centrais do mundo, liderados pela Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), aumentaram suas taxas de juros no ano passado em uma tentativa de conter a inflação.
A Fed elevou as taxas para uma faixa de 4,25% a 4,50% em dezembro, o nível mais alto desde 2007.
Como consequência, o dólar fica mais valorizado em relação às moedas dos países emergentes e em desenvolvimento, o que encarece suas dívidas nos Estados Unidos.
A elevação das taxas também aumenta o custo dos empréstimos para outros governos do mundo, gerando redução na capacidade de investimento.
De acordo com dados do Banco Mundial, mais de 60% dos países em desenvolvimento estão a ponto de passar ou já sofreram uma crise por dívidas.
O vice-primeiro-ministro chinês também afirmou nesta terça-feira que estava "disposto a trabalhar com todas as partes para encontrar soluções nos problemas de dívida de alguns países em desenvolvimento".
CHINA - A China deve ter tido o menor crescimento econômico em quarenta anos em 2022, após a crise da pandemia de covid-19 e do setor imobiliário, disseram analistas às vésperas do anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) do país, na próxima terça-feira (17).
Dez especialistas consultados pela AFP antecipam um crescimento de 2,7% do PIB em média na segunda maior economia do mundo, um número bem abaixo dos 8% registrados em 2021.
Poderia ser também o índice mais baixo desde a contração de 1,6% em 1976, ano da morte do ex-presidente Mao Tsé-Tung, sobretudo considerando a pandemia de covid-19 que teve a cidade de Wuhan como epicentro no final de 2019.
Os confinamentos, quarentenas e testes obrigatórios em massa levaram ao fechamento de indústrias e centros empresariais em grandes cidades como Zhengzhou, sede da maior fábrica de iPhone do mundo, e repercutiram na cadeia global de suprimentos.
Pequim retirou as restrições sanitárias no início de dezembro, após três anos de uma política extremamente rigorosa de contenção ao vírus.
- Crescimento lento -
Como consequência, a China está se recuperando de um aumento acentuado nos casos de coronavírus que sobrecarregou hospitais.
Esta situação pode refletir no resultado do crescimento no quarto trimestre, que também será anunciado na terça junto com outros índices, como o de produção industrial e de emprego.
"O quarto trimestre é relativamente difícil", disse o economista Zhang Ming, da Academia Chinesa de Ciências Sociais de Pequim, acrescentando que "não importa se é pela medida do consumo ou dos investimentos, o crescimento está desacelerando".
Em dezembro, as exportações chinesas tiveram a sua maior queda desde o início da pandemia, com uma contração de 9,9%, enquanto o consumo atingiu valores negativos em novembro e o investimento no país também desacelerou.
"Esses três carros-chefes da economia chinesa enfrentam a pressão da baixa expectativa de crescimento no quarto trimestre", indicou Zhang.
Teeuwe Mevissen, analista da multinacional holandesa Rabobank, observou que este período "quase certamente mostrará um declínio devido à rápida disseminação da covid".
"Isto afetará negativamente as condições de demanda e oferta", disse.
Os problemas no setor imobiliário também têm um importante impacto neste índice, sustentou o analista.
Este setor, que junto com o da construção civil representa mais de um quarto do PIB da China, sofreu desde que Pequim conteve o excesso de crédito e a especulação em 2020.
Estas medidas regulatórias marcaram o início das dificuldades financeiras da Evergrande, ex-líder do ramo imobiliário chinês, que agora acumula uma enorme dívida.
A venda de propriedades na China caiu em várias cidades e muitas incorporadoras enfrentam problemas para se manterem no mercado. Mas o governo parece adotar uma postura mais conciliatória para tentar reacender este setor primordial.
Em novembro, foram anunciadas uma série de medidas para promover o desenvolvimento "estável e saudável" com o fornecimento de crédito para incorporadoras endividadas e assistência para pessoas que forem comprar imóveis.
- "O pior já passou" -
Alguns analistas veem as medidas com otimismo.
"A fase de transição poderia ser difícil porque o país pode ter que enfrentar um pico de infecções que pressionará o setor da saúde", alertou o analista do HSBC, Jing Liu.
O Banco Mundial previu que o PIB da China crescerá 4,3% em 2023. Em contrapartida, Larry Yang acredita que o próximo ano será o de "retorno à segurança".
Ele disse que espera que o crescimento acelere trimestre a trimestre em 2023 para fechar com uma expansão de 5% no ano. Outros analistas ouvidos pela AFP fizeram a mesma projeção.
"O pior período para a economia já passou", considerou Yang.
CHINA - Os preços do petróleo subiam na segunda-feira, 09, recuperando-se das fortes perdas registradas na semana passada, após a China decidir reabrir suas fronteiras, alimentando a expectativa de aumento de demanda no maior país importador de petróleo do mundo.
Às 12h18 de Brasília, o petróleo norte-americano avançava 3,28%, a US$ 76,20 por barril, enquanto o Brent se valorizava 2,97%, a US$ 80,90 por barril, no mercado futuro.
A China anunciou, no fim de semana, que havia concluído a reabertura das suas fronteiras internacionais pela primeira vez desde 2020, encerrando a rígida política de Covid zero que impactou profundamente o crescimento econômico local durante o período da pandemia.
Isso deve impulsionar a atividade doméstica, abrindo espaço para uma vigorosa recuperação da demanda de energia, à medida que o país retorna para os níveis de produção pré-pandemia.
As autoridades chinesas também anunciaram um grande aumento nas cotas de importação para o próximo ano, sugerindo que estão se preparando para um vigoroso repique da demanda durante a reabertura econômica, podendo gerar um aumento de 20% nas aquisições do exterior em relação aos níveis registrados em 2022, de acordo com a Reuters.
O impacto total da mudança nas políticas de viagens da China ficará mais claro na semana que vem, quando os turistas do país poderão viajar sem restrições durante o feriado de Ano-Novo Lunar, pela primeira vez desde 2020.
Domesticamente, a expectativa é que ocorram cerca de 2 bilhões de viagens na temporada de Ano-Novo Lunar, praticamente o dobro do ano passado e 70% dos níveis de 2019, de acordo com Pequim.
A China também divulgará o primeiro conjunto de dados comerciais de dezembro na sexta-feira, os quais incluirão os números de importação de petróleo. Embora esses indicadores não reflitam a recente decisão, Pequim começou a flexibilizar as políticas no mês passado.
Pelo lado da oferta, uma rápida ameaça ao abastecimento do mercado à vista foi rapidamente dissipada, após um navio encalhar no Canal de Suez e ser liberado por rebocadores, permitindo que o tráfego através dessa hidrovia vital fosse retomado com celeridade.
O rali de segunda-feira ocorria após uma queda na semana passada de mais de 8% em ambas as referências do petróleo, suas maiores desvalorizações semanais no início do ano desde 2016, com os investidores nervosos com a possibilidade de uma recessão global.
O agressivo aperto da política monetária por parte de diversos bancos centrais, a fim de combater a disparada da inflação, suscitou temores de “pousos forçados” na economia, principalmente nos EUA e na Europa, duas grandes fontes de demanda energética do mundo.
“Os especuladores também parecem ter tirado vantagem da recente fraqueza para entrar no mercado”, disseram analistas do ING, em uma nota emitida aos clientes. “Os últimos dados de posicionamento mostram que os especuladores aumentaram suas compras líquidas no Brent em 17.753 lotes ao longo da última semana, deixando-os com uma posição líquida comprada de 161.456 lotes até a última terça-feira”.
O relatório de empregos urbanos dos EUA na sexta-feira alimentou esperanças de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) reduza a elevação de juros em fevereiro, mas as atenções estarão voltadas nesta semana para o índice de preços ao consumidor (IPC), a ser divulgado na quinta-feira, já que os investidores buscam uma confirmação maior de arrefecimento da inflação.
Por Peter Nurse / por Investing.com
CHINA - O governo chinês anunciou na terça-feira que suspendeu a emissão de vistos a cidadãos do Japão em resposta a medidas impostas pelas autoridades japonesas para restringir a entrada de pessoas da China, na sequência de um aumento dos casos de coronavírus.
A suspensão, que foi notificada a todas as agências de viagens no Japão, vem depois de a embaixada japonesa na Coreia do Sul ter anunciado uma medida semelhante anteriormente, também até "serem levantadas as medidas discriminatórias de entrada impostas contra a China".
Depois de Pequim reabrir as suas fronteiras e levantar as medidas de quarentena no fim-de-semana passado, o Japão introduziu mais restrições na sua fronteira, especialmente face à possibilidade de cidadãos chineses chegarem ao país. Para o efeito, introduziu testes COVID-19 negativos obrigatórios.
A possibilidade de solicitar vistos para a China através do site oficial foi dificultada, segundo a agência noticiosa japonesa Kiodo. Isto poderia afetar especialmente as empresas japonesas, dada a impossibilidade dos seus trabalhadores viajarem para a China.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês Qin Gang na segunda-feira manifestou a sua preocupação com a situação na região e com o aumento de medidas restritivas contra cidadãos e turistas chineses, e apelou às autoridades de países terceiros para se concentrarem nas "questões científicas" ao impor tais medidas.
Fonte: (EUROPA PRESS)
por Pedro Santos / NEWS 360
EUA - O governo dos Estados Unidos está examinando a possibilidade de impor restrições aos viajantes procedentes da China, afirmaram na terça-feira, 27, fontes da administração, depois que Pequim flexibilizou as severas medidas anticovid.
As infecções dispararam na China à medida que os principais pilares de sua rígida política de saúde foram suspensos, o que levou o governo americano a expressar preocupação com a possibilidade de surgimento de novas variantes.
"A comunidade internacional está cada vez mais preocupada com os contínuos surtos de covid-19 na China e a falta de dados transparentes, incluindo os dados de sequências genômicas virais, reportados pela China", afirmou uma fonte do governo.
As autoridades de Pequim admitiram que é "impossível" rastrear a origem do atual surto e acabaram com a divulgação do polêmico balanço diário de casos da doença. O governo chinês também modificou os critérios para contabilizar as mortes vinculadas à pandemia.
Mas é a falta de dados genômicos que provoca muitas preocupações em outros países, o que torna "cada vez mais difícil para as autoridades de saúde pública garantir que podem identificar potenciais novas variantes e adotar medidas rápidas para reduzir sua propagação", destacaram as autoridades americanas.
O governo dos Estados Unidos "segue os dados científicos e os conselhos de especialistas em saúde pública, consulta os aliados e considera adotar medidas similares" às de países como Japão e Malásia, que anunciaram ações de saúde pública para enfrentar a propagação da covid procedente da China.
A flexibilização das medidas por Pequim acaba com a estratégia "covid zero", que incluía testes em larga escalas, confinamentos e longas quarentenas. A política afetou as cadeias de abastecimento e afetou de maneira expressiva a segunda maior economia do mundo.
O ministério das Relações Exteriores da China afirmou na terça-feira que os países devem manter controles "científicos e adequados" das doenças, que não devem afetar os deslocamentos normais das pessoas.
TAIWAN - O Ministério da Defesa de Taiwan informou na segunda-feira, 26, que detectou 71 aviões chineses e sete navios de guerra nas proximidades da ilha, alegando ao mesmo tempo que os militares chineses atravessaram o Estreito de Taiwan com 47 dos aviões reportados.
Estes números marcam um novo pico no número de voos militares chineses diários na área, coincidindo com exercícios militares no domingo, em resposta à assinatura pelo Presidente dos EUA Joe Biden de uma lei que aumenta a assistência de segurança às autoridades taiwanesas.
As autoridades da ilha disseram que os ataques foram realizados por 42 caças, dois aviões de patrulha marítima, um avião de alerta precoce e drones.
A defesa informou que as suas forças armadas acompanharam a situação e responderam atribuindo aviões de patrulha aérea de combate, navios da marinha e sistemas de mísseis terrestres.
Fonte: (EUROPA PRESS)
Pedro Santos / NEWS 360
CHINA - Vários cientistas da Organização Mundial de Saúde assinalaram que o aumento dos casos de COVID-19 na China lança dúvidas sobre o fim da emergência global.
Especialistas indicaram que pode ser demasiado cedo para declarar um fim global da emergência pandémica, informou o jornal Guardian.
"A questão é se se pode chamar-lhe pós-pandemia quando uma parte tão significativa do mundo está a entrar na sua segunda vaga", disse a viróloga Marion Koopmans, membro de um comité da OMS encarregado de aconselhar sobre o estado da emergência do coronavírus.
"É evidente que estamos numa fase muito diferente (da pandemia), mas na minha opinião, esta vaga pendente na China é um wild card", acrescentou ela.
A China impôs desde o início uma política rigorosa anti-COVID-19 que tem mantido baixos os números de infecção e morte em comparação com outros países. No entanto, o relaxamento das políticas nas últimas semanas, impulsionado pela pressão social dos manifestantes, alterou a situação, com as taxas de infecção a atingirem níveis elevados.
Fonte: (EUROPA PRESS)
por Pedro Santos / NEWS 360
HONG KONG - A China está trabalhando em um pacote de suporte de mais de 1 trilhão de iuans (143 bilhões de dólares) voltado a sua indústria de semicondutores, disseram três fontes, em um grande passo em direção à autossuficiência em chips. O pacote é uma resposta do país às medidas dos Estados Unidos para frear o desenvolvimento tecnológico chinês.
Pequim planeja lançar o que será um de seus maiores pacotes de incentivos fiscais em cinco anos. O plano inclui subsídios e créditos fiscais para reforçar a produção de semicondutores e atividades de pesquisa na China, disseram as fontes. O plano poderá ser implementado já no primeiro trimestre do próximo ano, disseram duas das fontes.
A maior parte da assistência financeira será usada para subsidiar a compra de equipamentos chineses de produção de chips por empresas do país, principalmente fábricas de semicondutores, disseram as fontes. Essas empresas teriam direito a um subsídio de 20% sobre o custo dos investimentos, disseram as três fontes.
O plano de apoio ocorre depois que o Departamento de Comércio dos EUA aprovou em outubro um amplo conjunto de regulamentos que podem barrar o acesso de laboratórios de pesquisa e centros comerciais de processamento de dados a chips avançados de inteligência virtual, entre outras restrições.
Os EUA também têm feito lobby com alguns de seus parceiros, incluindo Japão e Holanda, para restringirem exportações para a China de equipamentos usados na fabricação de microprocessadores.
Com o pacote de incentivos, Pequim pretende intensificar o apoio às empresas chinesas de chips para projetar, expandir ou modernizar instalações domésticas para fabricação, montagem, embalagem e pesquisa e desenvolvimento, disseram as fontes.
O Gabinete de Informação do Conselho de Estado da China não comentou o assunto.
PROVÁVEIS BENEFICIÁRIOS
Os beneficiários do pacote serão empresas estatais e privadas do setor, principalmente grandes companhias de equipamentos de semicondutores como NAURA Technology Group, Advanced Micro-Fabrication Equipment China e Kingsemi.
Algumas ações de empresas do setor de chips da China em Hong Kong subiram acentuadamente após a notícia do pacote. A SMIC teve valorização de mais de 8%. Hua Hong Semiconductor fechou em alta de 17%.
A China há muito está atrás do resto do mundo no setor de equipamentos de fabricação de chips, que continua sendo dominado por empresas sediadas nos Estados Unidos, Japão e Holanda.
Várias empresas domésticas surgiram nos últimos vinte anos, mas a maioria permanece atrás de seus rivais em termos de capacidade de produzir chips avançados.
Os equipamentos de gravação e processo térmico da NAURA, por exemplo, só podem produzir chips de 28 nanômetros ou mais, tecnologias relativamente maduras.
A SMEE, a única empresa de litografia da China, pode produzir chips de 90 nanômetros, bem atrás da ASML da Holanda, que está produzindo chips de até 3 nanômetros.
Por Julie Zhu; reportagem adicional de Josh Horwitz, Brenda Goh, Jason Xue, Kevin Huang e Xu Jing / REUTERS
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