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EUA - A seleção do Irã poderá entrar nos Estados Unidos na véspera dos jogos na fase de grupos da Copa do Mundo. A informação foi divulgada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla original em inglês) à agência Reuters, nesta terça-feira.

Nos últimos dias, o embaixador do Irã no México, Abolfazl Pasandideh, afirmou que a seleção teria que entrar no país norte-americano no dia dos jogos pela manhã, deixando os Estados Unidos pouco após as partidas. Um porta-voz do DHS negou a alegação.

— Essas declarações são falsas. Graças à generosidade do presidente (Donald) Trump, a seleção iraniana poderá chegar no dia anterior às partidas — disse o porta-voz à Reuters.

Todos os jogos do Irã na fase de grupos serão nos Estados Unidos: os dois primeiros em Los Angeles, contra Nova Zelândia e Bélgica, e o último em Seattle, contra o Egito.

Por causa da demora para a emissão dos vistos - concedidos aos jogadores apenas na última sexta-feira -, a seleção iraniana teve que transferir sua base de treinos.

No planejamento original, a Fifa havia colocado o Irã em um centro de treinamentos em Tucson, no Arizona (EUA). Com os problemas burocráticos, a seleção foi realocada para Tijuana, no México, onde desembarcou no último domingo.

Mesmo com os vistos concedidos para os jogadores, a embaixada do Irã na Turquia acusou os Estados Unidos de tratamento discriminatório, afirmando que membros do estafe técnico não receberam autorizações para ingressar no país.

O Irã está em guerra contra Estados Unidos e Israel desde fevereiro. Os últimos meses foram marcados por ameaça de boicote, problemas para a emissão de vistos e até um artilheiro que ficou fora da convocação.

 

 

Por Redação do ge

IRÃ - As forças dos Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã na quarta-feira, após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que Teerã está “enrolando nas negociações”.

Segundo autoridades americanas ouvidas pela agência Associated Press sob condição de anonimato, o Comando Central dos EUA derrubou quatro drones iranianos que representavam ameaça na região do Estreito de Ormuz.

Os militares americanos também atingiram uma estação de controle terrestre em Bandar Abbas, cidade estratégica localizada no estreito e que abriga a principal base da Marinha iraniana. De acordo com os relatos, o local se preparava para lançar um quinto drone.

Os ataques aconteceram após Trump demonstrar confiança de que sua gestão está avançando em uma solução para o conflito, apesar das negociações seguirem incertas.

O presidente americano tenta costurar um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz e apresente como vitória a redução da capacidade nuclear iraniana, encerrando um conflito que enfrenta resistência entre republicanos.

A tensão internacional ocorre em meio à aproximação das eleições legislativas nos Estados Unidos, que definirão o controle do Congresso, em um cenário de preocupação com o aumento dos preços dos combustíveis e do custo de vida.

Trump, no entanto, negou que o calendário eleitoral esteja influenciando sua estratégia.

“Eles acharam que poderiam esperar porque ‘ele tem as eleições legislativas’, mas eu não me importo com isso”, declarou.

“Eles querem muito fazer um acordo. Até agora não conseguiram. Não estamos satisfeitos, mas vamos ficar, ou então teremos de concluir nosso objetivo”, acrescentou.

Os novos bombardeios ocorreram após operações consideradas “defensivas” realizadas na segunda-feira contra lançadores de mísseis e embarcações de minas no sul do Irã. Washington afirma que tem atuado com cautela devido ao cessar-fogo considerado frágil, mantido há algumas semanas.

Um dos principais impasses nas negociações envolve o estoque de urânio enriquecido do Irã. Os Estados Unidos querem que Teerã entregue o material em troca do alívio das sanções econômicas.

Trump afirmou que não se sentiria “confortável” caso Rússia ou China recebessem esse urânio.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã possui atualmente 440,9 quilos de urânio enriquecido a 60%, nível próximo dos 90% necessários para uso militar.

Outro ponto em discussão é se o cessar-fogo incluirá também as operações de Israel contra o Hezbollah, no Líbano.

O memorando em negociação prevê tréguas entre EUA, Irã e grupos aliados, mas mantém o direito de Israel agir em legítima defesa.

Trump também defendeu que países como Kuwait, Arábia Saudita, Catar e Paquistão passem a integrar os Acordos de Abraão, firmados durante seu primeiro mandato para normalizar relações diplomáticas com Israel.

Segundo diplomatas do Golfo ouvidos pela AP, a proposta gerou “silêncio atônito”, embora outras fontes afirmem que houve reações positivas nos bastidores.

 

 

por Notícias ao Minuto

IRÃ - O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, chegou à China para um encontro com seu homólogo, Wang Yi, nesta quarta-feira (6), cerca de uma semana antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também viajar ao país asiático para um encontro com o líder do regime, Xi Jinping.

A reunião entre os chefes das relações diplomáticas ocorre a convite de Pequim, que vê risco de sua matriz energética ser prejudicada em decorrência da guerra no Irã. A maior parte do petróleo que passa pelo estreito de Hormuz, que se tornou o epicentro da tensão devido ao fechamento pelo país persa, tem como destino a China.

É a primeira visita de Araghchi ao país desde o início do conflito. O Ministério das Relações Exteriores do país persa afirmou que a ida do iraniano ocorre para "dar continuidade a consultas diplomáticas" e conversar sobre as relações bilaterais e internacionais.

Segundo da agência iraniana Isna, Araghchi falou sobre o andamento das negociações com os EUA, e declarou que o país só aceitará "um acordo justo e abrangente". "Faremos todo o possível para proteger nossos direitos e interesses legítimos nas negociações", disse.

Já o chanceler chinês, segundo relato de Pequim, declarou que o fim das hostilidades é "imperativo", e que "apoia o Irã na salvaguarda de sua soberania e segurança nacionais". As autoridades teriam ainda discutido a questão nuclear, com Wang reconhecendo o direito do país persa do desenvolvimento pacífico de energia atômica.

A nota chinesa diz ainda que Araghchi teria afirmado que a reabertura do estreito está próxima de acontecer, uma afirmação que não se repetiu no relato da agência iraniana.

A China tem se colocado como imparcial no conflito, ao passo que condenou em diversas ocasiões as ações conjuntas dos EUA e de Israel contra a soberania iraniana. Pequim se apresenta como ator capaz de auxiliar na desescalada da guerra, afirmando que apoia as negociações entre os envolvidos.

Nesta segunda-feira (6), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, pediu à China que intensifique seus esforços diplomáticos para que o país persa abra Ormuz à navegação internacional.

Pequim tem grande influência sobre o Irã, uma vez que é um dos poucos países que mantêm relações diplomáticas com Teerã, com ampliação da cooperação política e econômica nos últimos anos. O Irã, por sua vez, é parte estratégica da expansão do programa chinês Cinturão e Rota, visto que está posicionado em uma região que conecta a Ásia a outros países do Oriente Médio e à Europa.

Os movimentos de Washington tentam fazer com que a China também se responsabilize pelas negociações pela reabertura do trecho, sob o argumento de que as refinarias do país ignoram sanções e recebem petróleo iraniano, da dependência do abastecimento da cadeia energética chinesa em relação ao óleo que passa por Ormuz e das trocas entre os regimes.

Como instrumento de pressão, em abril, os EUA impuseram sanções à refinaria independente chinesa Hengli Petrochemical, acusada de comprar petróleo iraniano, ampliando a lista de empresas chinesas sancionadas em decorrência da negociação com os persas.

Em contrapartida, a China utilizou pela primeira vez um instrumento criado para neutralizar imposições que considera violações das leis internacionais ou restrições ao comércio, fazendo com que as empresas não tenham obrigação de cumprir a decisão americana contra as refinarias.

A expectativa é que Wang e Araghchi tenham discutido o fechamento de Hormuz e que o lado chinês tenha feito a consulta para preparar Pequim para a chegada de Trump na próxima semana.

Bessent já havia adiantado que o fechamento do estreito faria parte da mesa de negociação entre Trump e Xi no encontro entre os dois, previsto para 14 e 15 de maio. O americano vai ao país em mais um capítulo da trégua comercial entre China e EUA, iniciada na última reunião entre eles, em outubro, na Coreia do Sul.

 

 

por Folhapress

EUA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que o Irã concordou em entregar seu estoque de urânio enriquecido e que os dois países estão perto de um acordo para encerrar o conflito. O regime iraniano não confirmou as informações.

Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que há "uma chance muito boa" de um entendimento ser alcançado. Segundo ele, Teerã aceitou devolver o material nuclear -que o presidente chamou de "pó nuclear"-, em referência ao estoque de urânio enriquecido que Washington afirma poder ser utilizado na produção de armas atômicas.

As falas indicam um possível avanço nas negociações entre os dois países após semanas de tensão, embora detalhes do eventual acordo ainda não tenham sido divulgados.

Ainda segundo Trump, uma eventual assinatura do acordo pode ocorrer em novas rodadas de negociação em Islamabad, no Paquistão. O americano não descartou viajar ao local caso o entendimento seja formalizado. Ele também afirmou que os diálogos entre os países podem ocorrer já neste fim de semana e disse não ter certeza se será necessário estender o atual cessar-fogo.

Como tem feito com países aliados dos EUA, Trump ainda criticou a Austrália ao dizer que Canberra "não esteve presente quando foi necessário" em referência às tensões no estreito de Hormuz, bloqueado durante a guerra entre Washington e Teerã.

 

 

 

por Folhapress

EUA - Os preços do petróleo despencaram mais de 15% e voltaram a ficar abaixo dos US$ 100 após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiar o ultimato ao Irã e Teerã sinalizar disposição para negociar um cessar-fogo permanente.

Por volta das 21h15 de Brasília, o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo nos Estados Unidos, caía 15,40%, sendo negociado a US$ 95,55.

Já o Brent do Mar do Norte, referência global, recuava 15,03%, para US$ 92,85. Ambos voltaram a ficar abaixo da marca simbólica dos US$ 100, em meio ao alívio do mercado com a possibilidade de cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz.

"Aceito suspender os bombardeamentos e os ataques contra o Irã durante duas semanas", declarou Trump na rede Truth Social, pouco mais de uma hora antes do fim do ultimato que havia reforçado na véspera, após negociações com mediadores paquistaneses.

O cessar-fogo foi condicionado à reabertura do Estreito de Ormuz, o que também foi confirmado pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

Teerã anunciou ainda que pretende negociar com os Estados Unidos um acordo para encerrar a guerra, com conversas previstas a partir de sexta-feira, em Islamabad, ao longo de duas semanas. O país também se comprometeu a reabrir o estreito caso cessem os ataques americanos e israelenses.

"Se os ataques contra o Irã cessarem, as nossas poderosas forças armadas cessarão as suas operações defensivas", afirmou Araghchi na rede X.

"Durante um período de duas semanas, será possível uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com as forças armadas iranianas e tendo em conta as limitações técnicas", acrescentou.

Antes desses anúncios, o preço do petróleo havia disparado cerca de 70% desde o início do conflito, no fim de fevereiro.

"Assim que a Casa Branca recuou e substituiu a escalada iminente por um cessar-fogo condicional de duas semanas, o mercado do petróleo começou a recuperar um funcionamento mais fluido e equilibrado", afirmou Stephen Innes, da SPI Asset Management, em entrevista à agência France Presse.

Segundo ele, houve uma redução do chamado "prêmio de risco" que vinha pressionando os preços nos últimos dias.

Os investidores "esperavam desesperadamente notícias encorajadoras há várias semanas e, ainda mais desesperadamente, ver medidas concretas sendo tomadas para uma desescalada", disse Michael Brown, da corretora Pepperstone.

Apesar do alívio, analistas alertam que o cenário ainda é incerto.

"No entanto, para que esta evolução se confirme, os operadores precisarão de mais do que simples declarações diplomáticas. Terão de constatar uma retoma efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz. Enquanto não estiver visivelmente reaberto, tratar-se-á de simples liquidações de posições, em vez de uma reavaliação sustentável dos preços", concluiu Innes.

 

 

por Notícias ao Minuto

IRÃ - O Ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, garantiu que a seleção iraniana disputará a Copa do Mundo caso seus jogos sejam realocados para o México. O político, contudo, reforçou que o pedido feito à Fifa ainda não teve resposta.

"Nosso pedido para a Fifa realocar os jogos do Irã dos Estados Unidos para o México ainda está válido, mas ainda não recebemos uma resposta. Se for aceita, a participação do Irã na Copa do Mundo é certa. No entanto, a Fifa ainda não respondeu", disse Ahmad Donyamali, Ministro do Esporte do Irã, à agência de notícias turca Anadolu.

O Irã fará jogos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito na fase de grupos da Copa. Os dois primeiros serão no SoFi Stadium, em Los Angeles, enquanto o último será no Lumen Field, em Seatlle.

A participação do Irã no Mundial ainda é incerta. Em março, o próprio Ministro do Esporte iraniano disse que a seleção não disputaria a Copa devido à guerra do Irã contra Estados Unidos e Israel.

O Irã busca mudar seus jogos para o México principalmente após a fala do presidente americano, Donald Trump, de que a presença dos iranianos na Copa "seria inadequada" para sua própria segurança. A Fifa, no entanto, já indicou que não pretende mudar os locais dos jogos, esperando que as equipes "compitam conforme o calendário".

O Ministro do Esporte do Irã garante que a seleção segue sua preparação para a Copa, atribuindo a participação da equipe à aceitação do pedido realizado à Fifa para a mudança do local.

Como Ministro do Esporte, junto à Federação Iraniana de Futebol, estamos mantendo a seleção preparada para a Copa do Mundo. Contudo, a decisão final será tomada pelo nosso governo.Ahmad Donyamali, Ministro do Esporte do Irã
Nessas circunstâncias, a possibilidade do Irã participar em jogos da Copa do Mundo nos EUA é muito baixa.

O político iraniano também criticou o presidente Donald Trump. Ele reforçou que os países-sede deveriam garantir a segurança de todas as seleções e disse que se os jogos do Irã forem em solo americano, a possibilidade de participação é "muito baixa".

Trump está fazendo pronunciamentos muito contraditórios, o que ele diz é muito incosistente. Enquanto for o caso, de acordo com os regulamentos da Fifa, a segurança deve ser fornecida pelo país-sede. No entanto, a Copa do Mundo acontecerá em breve, e oferecer garantias durante esse período é questionável.

 

 

por Folhapress

IRÃ - Israel, Kuwait e Bahrein registraram novos ataques aéreos atribuídos ao Irã, poucas horas depois de Teerã informar que bombardeios dos Estados Unidos deixaram ao menos oito mortos no norte do país.

As Forças de Defesa de Israel informaram que o território israelense voltou a ser alvo de mísseis iranianos. Segundo o porta-voz do serviço de emergência, um homem de 22 anos ficou gravemente ferido na cidade de Harish, no centro do país, e foi levado ao hospital.

Em comunicado, os militares afirmaram que os sistemas de defesa seguem ativos. “Os sistemas permanecem operacionais para interceptar a ameaça”, disseram, após “identificarem mísseis lançados a partir do Irã”.

Na quinta-feira, o Irã lançou cerca de 30 mísseis contra Israel, coincidindo com o início das celebrações do Pessach. De acordo com os militares israelenses, três eram de fragmentação, cerca de dez caíram em áreas abertas e os demais foram interceptados.

A escalada ocorre após declarações do presidente americano Donald Trump, que afirmou que pretende levar o Irã de volta à “Idade da Pedra”. Em resposta, militares iranianos prometeram ações “mais enérgicas e destrutivas”.

Pouco depois das declarações, a imprensa local relatou “uma nova onda de ataques com mísseis iranianos” contra Israel.

O Kuwait também informou ter sido alvo de ataques. “As defesas aéreas do Kuwait estão repelindo ataques hostis de mísseis e drones”, declarou o Estado-Maior do Exército, acrescentando que “as explosões ouvidas foram resultado da interceptação” dos disparos.

Do lado iraniano, a imprensa estatal informou que bombardeios americanos atingiram a província de Alborz, deixando ao menos oito mortos e 95 feridos. Segundo autoridades locais, citadas pela agência Tasnim, as vítimas participavam das celebrações do Dia da Natureza.

O Crescente Vermelho iraniano informou que mobilizou equipes de resgate. “Desdobramos equipes para as áreas atingidas”, disse a entidade, acrescentando que “os ataques dos EUA e de Israel se concentraram em regiões próximas ao distrito de Azimiyeh, em Karaj. A ponte B1, a mais longa do Oriente Médio, foi um dos alvos”.

As forças israelenses também anunciaram a morte de um comandante de uma unidade de mísseis balísticos na região de Kermanshah, além de outro ligado ao comando petrolífero iraniano.

O conflito se intensificou desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios contra o Irã, alegando impasse nas negociações sobre o programa nuclear do país, que Teerã afirma ter fins pacíficos.

Desde então, o Irã tem retaliado com ataques a alvos israelenses e interesses americanos na região, além de bloquear o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

A guerra já deixou mais de três mil mortos, principalmente no Irã e no Líbano, que entrou no conflito após ações do grupo Hezbollah contra Israel.

 

por Notícias ao Minuto

ISRAEL - O governo de Israel anunciou nesta terça-feira a morte de dois importantes nomes do regime iraniano após ataques aéreos realizados durante a noite no Irã. Segundo as autoridades israelenses, foram mortos Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij.

A informação foi confirmada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que afirmou ter recebido o relatório do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

O Exército israelense já havia informado anteriormente a morte de Soleimani, responsável pela Basij, força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária do Irã e considerada um dos principais instrumentos de repressão interna do país.

Katz afirmou que as operações militares continuarão com intensidade, com foco na destruição de estruturas estratégicas e na redução da capacidade iraniana de lançar mísseis.

Segundo ele, o objetivo é enfraquecer o regime iraniano por meio da eliminação de lideranças e de recursos militares.

Os ataques fazem parte da escalada de tensão iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, que resultou na morte do então líder supremo Ali Khamenei.

Em resposta, o Irã fechou o estreito de Ormuz e passou a realizar ataques contra alvos israelenses, bases militares dos Estados Unidos e instalações estratégicas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

 

 

por Notícias ao Minuto

SUÍÇA - O Irã avançou uma casa no processo de desistir de disputar a Copa do Mundo, a partir do junho, nos EUA, México e Canadá. Sob ataques americanos e israelenses há duas semanas, o país lida com impactos em suas seleções. Nesta quarta-feira, o ministro do Esporte, Ahmad Donyamali, declarou que a equipe masculina não participará do torneio da Fifa.

A possibilidade de os iranianos renunciarem à vaga – conquistada com ótima campanha nas eliminatórias asiáticas – já era debatida informalmente, mas agora ganha a voz de uma autoridade local, ainda que não haja uma comunicação formal.

O regulamento da Copa do Mundo, publicado em maio do ano passado, tem um artigo, o sexto, dedicado a desistências. Ele não estabelece um critério claro para substituição.

O artigo 6.7 afirma o seguinte:

Se qualquer associação membro participante desistir e/ou for excluída da Copa do Mundo Fifa 26, a Fifa decidirá sobre o assunto a seu exclusivo critério e tomará as medidas que julgar necessárias. A Fifa poderá decidir substituir a associação membro participante em questão por outra associação.

Antes, o artigo define multas de pelo menos 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão) para seleções que desistirem até 30 dias antes do início da Copa, valor que dobra se a retirada se der no período de um mês para a partida de abertura. As equipes também são obrigadas a reembolsarem a federação por valores pagos para preparação e outros relacionados ao evento.

Quais as opções?

O Irã se classificou para a Copa com relativa tranquilidade. Teve a melhor campanha do Grupo A das eliminatórias asiáticas, com 23 pontos, e garantiu vaga direta no torneio.

A classificatória avançou até uma sexta fase, de repescagem local, em que o Iraque bateu os Emirados Árabes Unidos e se colocou como o representante do continente nos play-offs mundiais, que acontecem no fim do mês.

Os iraquianos vão duelar contra Bolívia ou Suriname, que se enfrentam dias antes, por um lugar na Copa.

São, portanto, uma das opções da Fifa caso o Irã desista do torneio – o que poderia beneficiar Bolívia ou Suriname, que estariam então a um jogo de avançarem para o Mundial. Outra seleção de olho nos desdobramentos é a dos Emirados Árabes Unidos, a próxima da fila asiática.

O regulamento só é claro no sentido de que a decisão é da Fifa, que apenas definirá os critérios para tal quando for confrontada com a necessidade de encontrar um outro time.

No ano passado, a Fifa encarou uma situação com semelhanças na Copa do Mundo de Clubes. Pachuca e León, ambos mexicanos, tinham vagas na competição, mas pertencem a um mesmo grupo econômico, o que era vetado pelo regulamento.

O León foi excluído, e a solução foi criar uma repescagem 15 dias antes do início do torneio. O América, então melhor time mexicano no ranking da Concacaf, e o Los Angeles FC, vice-campeão continental em 2023 (vencida pelo León), duelaram em um jogo único em Los Angeles, vencido pelo time da casa.

Cenário

A Fifa tem tentado lidar com a situação de forma diplomática, no esforço de evitar a desistência do Irã – e crê que há tempo para que o conflito seja atenuado.

Na noite de terça-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou, em suas redes sociais, ter se encontrado com o presidente americano, Donald Trump, de quem se tornou muito próximo nos últimos meses, e que ele teria reiterado que “a seleção iraniana é, naturalmente, bem-vinda para competir no torneio”.

Não bastou para amenizar as críticas iranianas. Na manhã seguinte, o ministro do Esporte local, Ahmad Donyamali, disse a uma TV estatal que a equipe não irá aos EUA – o Irã tem dois jogos programados em Los Angeles e um em Seattle pelo Grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia.

– Considerando que este regime corrupto (os EUA) assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo – disse Donyamali.

Outro evento recente tornou o cenário ainda mais complexo.

Na segunda-feira, o governo da Austrália concedeu asilo a atletas da seleção iraniana que estavam no país para a disputa da Copa da Ásia. Trump pressionou o primeiro-ministro australiano a oferecer proteção a elas.

Na estreia, contra a Coreia do Sul, as jogadoras não cantaram o hino do Irã, o que foi interpretado como um protesto contra o regime do país e gerou acusações de traição.

Há o temor de que algo semelhante aconteça com a equipe masculina nos EUA.

– Se durante a Copa do Mundo estiver assim, quem em sã consciência enviaria sua seleção para um lugar desses? – declarou nesta semana o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj.

Em dezembro, o Irã chegou a anunciar um boicote ao sorteio da Copa do Mundo por causa da restrição de vistos a membros da delegação do país – apenas quatro foram aprovados, e Taj teve sua entrada negada nos EUA. No fim, dois representantes viajaram a Washington.

Ainda não há um comunicado formal da federação iraniana à Fifa sobre a participação ou não no Mundial.

 

Por Leonardo Lourenço / ge

IRÃ - Mojtaba Khamenei foi escolhido no último domingo para suceder o pai, Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã. No entanto, três dias após a indicação, o religioso de 56 anos ainda não apareceu em público, não divulgou vídeos nem publicou qualquer declaração oficial, o que tem alimentado especulações sobre seu paradeiro.

Nesta quarta-feira, Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, afirmou que Mojtaba está vivo e em segurança. A informação foi divulgada por ele em uma mensagem publicada no Telegram.

“Ouvi relatos de que o senhor Mojtaba Khamenei teria sido ferido. Perguntei a amigos que têm contato com ele e disseram que, graças a Deus, ele está bem e seguro”, escreveu.

Segundo fontes ligadas às autoridades iranianas ouvidas pelo jornal The New York Post, o silêncio do novo líder supremo estaria ligado principalmente a questões de segurança. Qualquer comunicação pública poderia revelar sua localização em meio ao cenário de tensão após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro.

Além disso, Mojtaba teria ficado ferido durante o bombardeio que matou seu pai. De acordo com as mesmas fontes, ele sofreu lesões nas pernas e permanece isolado em um local altamente protegido, com acesso limitado a comunicações.

Apesar disso, os detalhes sobre seu estado de saúde e sobre as circunstâncias exatas dos ferimentos ainda não foram confirmados oficialmente.

Os ataques que atingiram o Irã também teriam provocado perdas pessoais para o novo líder supremo. Além do pai, Mojtaba teria perdido a mãe, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, a esposa Zahra Adel e um de seus filhos.

Quem é Mojtaba Khamenei
Nascido em Mashhad, Mojtaba Khamenei cresceu em meio ao ambiente político e religioso que moldou o regime iraniano após a Iranian Revolution. Durante décadas, ele foi apontado como uma figura influente nos bastidores do poder em Teerã.

Apesar de nunca ter ocupado cargos públicos de destaque, Mojtaba construiu uma forte rede de influência dentro do regime.

Na década de 1980, ele chegou a participar da Iran–Iraq War, atuando em uma unidade ligada à Islamic Revolutionary Guard Corps. Muitos integrantes dessa divisão acabaram assumindo posteriormente posições relevantes em serviços de inteligência e segurança do país.

Com a ascensão de Ali Khamenei ao posto de líder supremo em 1989, Mojtaba passou a ter ainda mais influência nas estruturas de poder do Irã.

Documentos diplomáticos norte-americanos divulgados pelo WikiLeaks descrevem Mojtaba como “o poder por trás das cortinas”, sugerindo que ele exercia grande influência nos bastidores do regime.

Ele também manteve relação próxima com setores da Guarda Revolucionária e com a Basij, uma força paramilitar ligada ao governo iraniano.

Em 2019, durante o primeiro governo de Donald Trump, Mojtaba Khamenei foi incluído na lista de sanções dos Estados Unidos, acusado de apoiar políticas consideradas desestabilizadoras na região e de colaborar com a repressão interna no Irã.

Analistas também o associam ao apoio à eleição do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad em 2005 e à controversa reeleição em 2009, que desencadeou grandes protestos conhecidos como Movimento Verde.

 

 

por Notícias ao Minuto

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