Inscrições serão recebidas de 5 a 30 de outubro
SÃO CARLOS/SP - O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana (PPGEU) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) receberá de 5 a 30 de outubro as inscrições no processo seletivo para ingresso em seu curso de doutorado em março de 2021. As vagas, em um total de 17, são distribuídas nas áreas de Urbanismo (quatro vagas), Saneamento (sete vagas) e Geotecnia (seis vagas). Todas as informações sobre inscrições, documentos necessários e etapas da seleção devem ser conferidas no edital, disponível no site do PPGEU, em www.ppgeu.ufscar.br.
O PPGEU, criado em 1994, foi um dos primeiros programas no Brasil com abordagem de pesquisa em sistemas de Engenharia aplicáveis no território urbanizado. Trabalhados como eixos estruturantes, o planejamento urbano, o saneamento, os transportes e a geotecnia são vistos de forma integrada às áreas de meio ambiente, habitação social e geoprocessamento. A crescente taxa de urbanização das cidades brasileiras é uma das principais questões atuais a desafiar a comunidade do Programa.
Além de buscar atender à demanda de um mercado de trabalho cada vez mais aberto a profissionais com conhecimentos integrados, o PPGEU resgata o papel social do engenheiro e de outros profissionais comprometidos com a qualidade de vida nas cidades. Suas atividades estão organizadas em duas linhas de pesquisa: "Processos e fenômenos aplicados à Engenharia Urbana" e "Gestão, planejamento e tecnologias aplicados à Engenharia Urbana".
Nos 4 campi, refeições podem ser retiradas para consumo na própria residência.
SÃO CARLOS/SP - Visando garantir a segurança de toda a comunidade da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), durante a pandemia da COVID-19 é possível retirar sua refeição nos Restaurantes Universitários (RUs) dos 4 campi para consumi-la em casa. As entregas são feitas em marmitas. Para retirar, basta solicitar até as 14h do dia anterior à retirada.
Estão sendo distribuídas diariamente marmitas no almoço e no jantar, com opção vegetariana. "Após a retirada é importante que as pessoas se dirijam imediatamente para seu local de moradia, evitando paradas durante o trajeto, para que o consumo seja realizado o mais próximo possível de sua retirada", explicam as nutricionistas da Coordenadoria de Nutrição (CNutri) da UFSCar. Conforme explicam, esta recomendação é de extrema importância para garantir que o consumo das preparações ocorra dentro do tempo e temperatura de segurança estabelecidos pela legislação sanitária.
Além disso, "caso as refeições não sejam totalmente consumidas, devem ser descartadas", completam as nutricionistas da Universidade. Para evitar a proliferação de micro-organismos, a embalagem deve ser aberta apenas no momento da refeição.
Horários de distribuição das refeições*:
- Almoço:
Todos os campi: 11h30 às 12h30
- Jantar:
São Carlos - 17h30 às 18h
Sorocaba, Araras e Lagoa do Sino - 17h às 18h
Para agendar a retirada de sua refeição, os contatos devem ser feitos pelos canais:
:: São Carlos
Facebook - https://www.facebook.com/RU.
Whatsapp - (16) 99754-4323
:: Sorocaba
Facebook - encurtador.com.br/otEH3
WhatsApp - (15) 9972-23102
:: Araras
Facebook - encurtador.com.br/mqrNX
WhatsApp - (19) 99712-3805
:: Lagoa do Sino
Facebook - encurtador.com.br/jGJO8
WhatsApp - (15) 99840-6283
*O uso de máscara é obrigatório para a retirada das marmitas.
Para obter mais informações sobre transporte e armazenamento das refeições, acesse encurtador.com.br/pzEOS. O valor das refeições pode ser encontrado aqui encurtador.com.br/agjKX
Obra, de autoria de Piero Leirner, está disponível nos formatos impresso e digital
SÃO CARLOS/SP - Estamos em "guerra". Não aquela com bombas e fogos, mas uma com avalanche de informações causando dissonâncias e induções a comportamentos direcionados. Esse cenário está retratado no livro "O Brasil no espectro de uma Guerra Híbrida: militares, operações psicológicas e política em uma perspectiva etnográfica", de autoria de Piero Leirner, docente do Departamento de Ciências Sociais (DCSo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e publicado pela Editora Alameda.
A obra tem como base a tese de titularidade defendida por Leiner em 2019, porém é resultado de mais de 25 anos de pesquisas sobre militares e teoria da guerra, desde o mestrado do pesquisador, defendido em 1995, até hoje.
A Guerra Híbrida que está no título é um dos termos que apareceram no imaginário recente para definir os fatos políticos que transformaram o Brasil na última década. "O livro procura tratar do tema, elaborando tanto a ideia que está por trás dessa forma de guerra - seus conceitos, suas modalidades, sua operacionalidade - quanto o modo específico em que ela foi e é aplicada no Brasil", descreve o autor, que acrescenta que, utilizando-se de elementos da Antropologia, da política e das teorias militares, a publicação traz uma explicação para vários processos que comumente estão associados a uma "polarização" do País.
O livro contém prefácio escrito pelo professor Marco Antonio Gonçalves, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), introdução e quatro capítulos. O caso estudado e relatado na obra leva a um dos protagonistas principais dessa forma de guerra, a híbrida, e sua estratégia: um certo grupo de militares, operações psicológicas e o modo como isso se disseminou na política.
O resultado, que vai muito além da eleição de 2018, é a dissonância generalizada que impera no Brasil hoje, que aqui segue um dos conceitos centrais da Guerra Híbrida - a cismogênese, ou seja, a criação de divisões sociais com o objetivo de impossibilidade de qualquer pacto social. "Quando pesquisamos o que aconteceu com os militares nos últimos 10 anos, culminando com sua presença no atual Governo, vemos vários elementos de guerras híbridas aparecerem", afirma Leirner.
O livro está disponível nos formatos impresso e digital e pode ser adquirido no site da Editora.(https://bit.ly/
Trabalho com perovskitas recebeu menção honrosa da Sociedade Brasileira de Física
SÃO CARLOS/SP - Tese de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Física (PPGF) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebeu menção honrosa na última edição da premiação de melhores teses da Sociedade Brasileira de Física (SBF), na área de Matéria Condensada e Materiais. O trabalho, intitulado "Técnicas de difração de elétrons e de caracterizações elétricas e térmicas combinadas para análise de transformações de simetria em estruturas perovskitas distorcidas: caso das soluções sólidas (Pb1-xCax)TiO3", foi realizado por Flávia Regina Estrada, sob orientação de Ducinei Garcia, docente do Departamento de Física (DF) da UFSCar.
Materiais agrupados no conjunto das perovskitas são desenvolvidos e investigados nos laboratórios pela sua relevância para aplicações em sensores e atuadores em diversas áreas, como em saúde, eletrônica, fotônica e energias renováveis, dentre outras. O que é comum às diferentes perovskitas é a sua estrutura cristalina genericamente representada com a fórmula ABX3, que indica três componentes ocupando posições diferentes nessa estrutura, idealmente cúbica. No entanto, parâmetros de processamento desses materiais, como a escolha da composição química, podem resultar em estruturas distorcidas (inclinadas ou com deslocamentos iônicos, por exemplo) e, embora essas distorções sejam fundamentais na definição das propriedades do material, são grandes os desafios encontrados pelos pesquisadores na sua determinação e controle.
Assim, o principal objetivo da pesquisa de Estrada foi a determinação inequívoca dessas simetrias, combinando diferentes métodos analíticos e experimentais, como técnicas de difração de raios X e difração de elétrons; caracterizações elétricas; e medidas de propriedades térmicas. O trabalho resultou em um protocolo que agora pode ser aplicado por outros pesquisadores na determinação das distorções e estruturas cristalinas de perovskitas ferroelétricas. "Perovskitas com propriedades ferroelétricas e piezoelétricas são muito usadas, por exemplo, em dispositivos eletrônicos. O seu desempenho depende diretamente das características estruturais do material, e por isso, conhecer as propriedades estruturais desses sistemas é indispensável ao desenvolvimento de dispositivos com melhor custo-benefício", explica a pesquisadora.
Para alcançar os objetivos propostos para a pesquisa, Estrada trabalhou nos laboratórios do Grupo de Materiais Ferroicos (GMF) da UFSCar e contou também com a infraestrutura dos laboratórios nacionais de Nanotecnologia (LNNano) e de Luz Síncrotron (LNLS), a partir de projetos submetidos ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). "Os desafios eram grandes e ela foi atrás do que precisava, e com muito autodidatismo, pois, no caso da difração de elétrons, era uma técnica que eu nunca tinha usado. Conversamos sobre os riscos e eu, como orientadora, passei por um momento difícil, em que não tinha como ajudar, só torcer", registra Garcia, destacando também os dias e noites passados nos laboratórios do CNPEM, para aproveitar ao máximo o tempo disponível.
Todo este esforço foi reconhecido, e não apenas pela SBF. Resultados preliminares levaram a premiações como melhor trabalho de simpósio no XV Encontro da SBPMat (Sociedade Brasileira de Pesquisa em Materiais), em 2016, e melhor trabalho de pós-graduação no 60º Congresso Brasileiro de Cerâmica, no mesmo ano. No início do doutorado, a pesquisadora foi selecionada no Programa de Intercâmbio de Estudantes Brasil/Estados Unidos, iniciativa das sociedades brasileira e americana de Física, e, recém-doutora, teve a oportunidade de realizar estágio de pós-doutorado no LNLS, interrompido para se tornar pesquisadora efetiva no próprio Laboratório, em 2018.
Os estudos que resultaram na tese contaram com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), sendo que estes últimos permitiram a colaboração também com pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Federal da Grande Dourados.
Série criada por estudantes da UFSCar terá entrevistas com profissionais de áreas diversas
SÃO CARLOS/SP - Acontece ao longo do mês de outubro a primeira temporada da série "Diário de Profissões", idealizada por dois estudantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com o objetivo de apoiar jovens que estão no Ensino Médio na escolha de sua futura profissão. Aos sábados (dias 3, 10, 17 e 24 de outubro), sempre às 19 horas, serão veiculadas lives em que os responsáveis pelo projeto entrevistarão profissionais de diversas áreas, para que relatem o cotidiano de sua atividade profissional.
Os proponentes da série são Leonardo Cardoso de Oliveira, estudante de Engenharia de Produção, e Gabriel Santos da Silva, do curso de Engenharia Elétrica. Em 2019, Oliveira já havia realizado a 1ª Jornada Online das Profissões, na qual o foco era o relato de como profissionais haviam feito a escolha das suas carreiras. Agora, a ênfase será dada às atividades mais comuns nas diferentes áreas de atuação.
As inscrições para acompanhar o projeto devem ser realizadas no site do Diário de Profissões, em www.diariodeprofissoes.com.br, onde também há mais informações sobre a iniciativa.
Simpósio Brasileiro Cidades + Resilientes acontece de 28 a 30 de outubro
SÃO CARLOS/SP - O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana (PPGEU) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Associação Amigos da Natureza da Alta Paulista (Anap), realiza de 28 a 30 de outubro o 1º Simpósio Brasileiro Cidades + Resilientes, que propõe discussão teórica e prática sobre as cidades contemporâneas.
O Simpósio tem cinco eixos temáticos: Tópico Especial - A cidade e o isolamento social; Cidades inovadoras; Mobilidade urbana sustentável; Geotecnologias e investigação geotécnica das cidades; e Gestão e tecnologias aplicadas aos sistemas de saneamento. A inscrição de trabalhos já está encerrada, mas as inscrições de ouvintes, gratuitas, vão até 25 de outubro.
O evento acontecerá online. O Simpósio tem apoio da Pró-Reitoria de Extensão (ProEx) da UFSCar. Informações detalhadas podem ser acompanhadas no site do 1º Simpósio Brasileiro Cidades + Resilientes (www.ppgeu.ufscar.br/events/
Primeiro bloco recebe inscrições até 30 de setembro
SÃO CARLOS/SP - O Núcleo Ouroboros de Divulgação Científica, um projeto de extensão do Departamento de Química (DQ) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), realizará de outubro a dezembro uma série de oficinas teatrais online abertas para as comunidades interna e externa à Universidade.
"Diante da atual situação da Covid-19, muitas atividades artísticas precisaram ser repensadas para alcançar o público e não deixar a população carente de cultura. Pensando nisso, criamos a modalidade das oficinas a distância, com o objetivo de continuar levando arte, ciência e inclusão, online, para todos, mesmo em meio a uma pandemia", explica Karina Lupetti, coordenadora da atividade.
Serão três blocos de seis horas cada, com dois horários para escolher de acordo com a idade: o grupo 1, de 7 a 12 anos, com aulas às segundas-feiras, das 16 às 18 horas; e o grupo 2, a partir dos 13 anos, com aulas às quartas, das 18 às 20 horas. Para cada grupo, serão ofertadas 15 vagas.
As pessoas interessadas podem escolher entre os três blocos. O primeiro, cujas inscrições podem ser feitas até 30 de setembro, terá aulas no mês de outubro. O bloco 2, com inscrições abertas de 19 a 28 de outubro, terá aulas em novembro. E para o terceiro bloco, cujas aulas acontecem principalmente em dezembro, as inscrições podem ser feitas entre os dias 16 e 25 de novembro.
Os temas dos três blocos são: "Jogos teatrais em diversos espaços formais e não-formais"; "Teatro e comunicação: Ciência, arte e inclusão em palco"; e "Processo criativo: Como criar seu espetáculo on line?". As oficinas serão ministradas por Lupetti, doutora em Química e divulgadora científica; Tiago Botassin, técnico em Artes Dramáticas e educador; e Isabella Rios, licencianda em Química e bolsista do projeto.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Núcleo de Formação de Professores da UFSCar, onde estava previsto que ocorressem as oficinas presencialmente, antes das normas de distanciamento criarem a necessidade de todas as atividades acontecerem online. Mais informações e os links de inscrições também podem ser obtidos em documento que pode ser acessado via o link https://bit.ly/33OvBf2.
Inscrições para o processo seletivo devem ser feitas até o dia 18 de outubro
SÃO CARLOS/SP - Até o dia 18 de outubro, o Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal e Bioprocessos Associados do Campus Araras (PPGPVBA-Ar) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe inscrições para o curso de mestrado, com início no primeiro semestre de 2021.
São ofertadas 24 vagas, podendo se candidatar pessoas portadoras de diploma de curso Superior nas áreas de Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Biotecnologia, Química, Engenharia Química, Engenharia de Alimentos ou outros cursos cuja temática de formação seja condizente com uma das duas linhas de pesquisa do Programa: "Produção vegetal e biotecnologia" e "Bioprocessos associados à agricultura e indústria".
As inscrições devem ser feitas por meio de preenchimento de formulário online e envio de documentação - itens detalhados no edital, disponível no site do PPGPVBA-Ar (www.ppgpvba.ufscar.br) - exclusivamente para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O processo seletivo é constituído por três etapas, sendo uma eliminatória - avaliação do projeto - e duas classificatórias - defesa do projeto e análise do currículo. Informações detalhadas sobre os procedimentos de inscrição e a seleção podem ser acessadas no edital.
O Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal e Bioprocessos Associados tem como objetivo formar profissionais que, comprometidos com a produção vegetal, saibam avaliar as variáveis condicionantes dessa produção e da sua qualidade e a sua interação com processos biológicos (bioprocessos), sejam aqueles relacionados à produção vegetal em si ou aqueles empregados na transformação do produto agrícola, visando aumento de produtividade, eficiência, qualidade e inovação tecnológica.
O Programa está voltado para a realização de pesquisa científica nas áreas de produção vegetal e de bioprocessos associados à agricultura e à indústria, englobando as atividades relacionadas à produção e à qualidade da matéria-prima, ao processo agroindustrial em si e à qualidade do produto final obtido, com vistas à geração de produtos de interesse comercial para fortalecimento e ampliação das cadeias produtivas no agronegócio brasileiro. A iniciativa se apoia na necessidade de manutenção e consolidação da agricultura brasileira no cenário mundial, com o objetivo principal de fortalecimento da balança comercial brasileira. Dados adicionais estão em www.ppgpvba.ufscar.br.
Inscrições devem ser feitas até o dia 29 de setembro
SÃO CARLOS/SP - Até o dia 29 de setembro, o Programa de Pós-Graduação em Agricultura e Ambiente (PPGAA-Ar) do Campus Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) recebe inscrições para o curso de mestrado, com início no primeiro semestre de 2021.
São ofertadas 15 vagas, podendo se candidatar pessoas portadoras de diploma de curso Superior nas áreas de Agroecologia, Biotecnologia, Ciências Biológicas, Engenharia Agronômica (ou Agronomia), Engenharia Agrícola, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil/Sanitarista, Engenharia Florestal, Ecologia, Geologia, Geografia, Química ou outros cursos condizentes com uma das linhas de pesquisa do Programa - "Estudo e conservação da biodiversidade e dos recursos naturais em paisagens agrícolas" e "Utilização sustentável dos recursos naturais e soluções para problemas agroambientais".
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio de preenchimento de formulário e envio de documentação - itens detalhados no edital (com versões em Português, Inglês e Espanhol), disponível no site do PPGAA-Ar, em www.ppgaa.ufscar.br/processo-
O Programa de Pós-Graduação em Agricultura e Ambiente tem como objetivo melhorar a qualificação técnica, o senso crítico e a formação humanística de docentes e discentes envolvidos diretamente com o curso de pós-graduação e, indiretamente, dos usuários dos produtos gerados pelo curso, como técnicos, produtores rurais e demais profissionais da área das Ciências Agrárias. Dados adicionais sobre o Programa, como detalhamento das linhas de pesquisa, corpo docente e disciplinas ofertadas, estão em www.ppgaa.ufscar.br.
Pagamento por Serviços Ambientais está entre medidas indicadas por estudo
SÃO CARLOS/SP - Baixa qualidade, preço alto e falta d'água já ocorrem em muitos municípios do Brasil e do mundo. Mas qual é a situação de São Carlos? Essa é a questão norteadora dos estudos do professor Francisco Dupas, do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), cujo trabalho alerta para a importância da bacia hidrográfica do Ribeirão do Feijão. A área tem sofrido pela degradação da vegetação e forma de utilização inadequada do solo, ocasionadas pela expansão urbana, avalia o pesquisador.
"Retirar vegetação implica na redução da infiltração do solo. Ou seja, a vegetação - copa, tronco, raízes e a matéria orgânica - exerce um importante papel na retenção e manutenção da quantidade e na qualidade da água no solo disponibilizada nos rios. Ampliar áreas de asfaltamento e construções provocam a redução das taxas de infiltração e das vazões úteis e ampliação das vazões de pico que provocam enchentes", explica Dupas. De acordo com o professor Lázaro Zuquette, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP) - que também participa desses estudos - hoje as vazões da bacia já são de 40% em comparação ao cenário da década de 1980.
"A bacia do Feijão é relevante para a população para produção de água, mas diante de tanta negligência, persistente, na ocupação desordenada, sem o devido planejamento do território, necessita ser recuperada ambientalmente de maneira a manter a sua oferta de água", sinaliza Dupas. De acordo com o docente da UFSCar, atualmente a bacia sofre todo tipo de impacto ambiental: escoamento de esgotos, atividade de agropecuária, construções, perfuração de poços, rodovias e ferrovia existentes, atividades de piscicultura, entre outros.
Em seus estudos, o professor aponta os atores diretamente responsáveis pela ocupação desordenada: os proprietários e agentes políticos. "Os que são proprietários vislumbram a possibilidade de ampliar seus ganhos financeiros loteando do que continuar explorando a terra de forma racional como, por exemplo, a agropecuária. Como o Feijão é uma área protegida para manancial urbano e inserido em uma Área de Proteção Ambiental (APA), esses proprietários precisam 'quebrar' a legislação vigente de maneira a ter permissão para lotear. Para tal ocorrência, só resta supor que daí entram os 'políticos', com apoio de lobistas, de maneira a obterem ‘dividendos políticos’ para o futuro", argumenta Dupas. Para o professor, há um "descolamento existente entre os que nos representam, pois deveriam legislar em favor de nossos interesses, aparentando existir uma ferramenta de desinformação da população para que a mesma se mantenha apática, cabendo a eles a decisão a favor de interesses financeiros de poucos".
Encaminhando soluções
Segundo o estudo empreendido por Dupas, uma alternativa para dirimir os danos na bacia do Ribeirão do Feijão é a remuneração dos proprietários via Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), cujos recursos seriam voltados à recuperação dessas áreas degradadas. "Isso já é uma alternativa viável em todo o mundo, sendo uma das formas mais adequadas de garantir o suprimento de água, além de proporcionar um amplo ambiente favorável para manutenção da biodiversidade".
O PSA tem sido um instrumento indicado pelo pesquisador desde 2001. "Esse procedimento foi aceito pela população, que está disposta a colaborar com uma pequena parcela mensal para recuperação em troca do uso da água. E é possível, através do poder executivo, viabilizar a criação de legislação específica e amplo debate", afirma Dupas. Ele explica que o cálculo dos valores a serem pagos a cada proprietário seria feito através do levantamento da área dos usos de suas terras (cana, eucalipto, laranja, pastagem etc.). "Esse processo seria estabelecido com implantação de um projeto piloto, para aprendizado e ajustes das regras, fazendo evoluir a revegetação para áreas de maior degradação e frágeis que sofrem com erosão do solo".
Outro projeto, intitulado "Uso atual e uso potencial do solo no município de São Carlos (SP) - base do planejamento urbano e rural", do qual Dupas participou, com coordenação do Instituto Internacional de Ecologia, aponta mais diretrizes para combater a degradação da área. Preservar as áreas alagadas a montante da bacia e nas regiões mais frágeis do Ribeirão do Feijão, tornando-as áreas permanente de preservação; preservar as matas galeria; estabelecer um conjunto de incentivos para os fazendeiros com propriedades lindeiras; promover monitoramento continuo, físico químico e biológico deste rio são algumas das medidas orientadas pelo estudo ao poder executivo de São Carlos. O estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
"Todas as premissas reais para execução de um projeto de recuperação são de longa data e fundamentadas tecnicamente, não entendo o porquê de não serem consideradas pelo poder executivo", questiona o pesquisador, que alerta: "Todo o conjunto formador de leis políticas de saneamento ambiental que tornam o Feijão em boas condições e viável para atender necessidades atuais e futuras de suprimento de água para São Carlos deverão ser imediatamente conduzidas pelo poder Executivo e interessados. Além disso, não é necessário ampliar os limites do perímetro urbano porque a densidade populacional urbana vem decrescendo e esses espaços vazios devem ser ocupados", conclui o docente.
Na visão de Dupas, outro ponto crucial para a resolução efetiva do problema passaria por uma nova postura política das relações entre universidades e pesquisadores com as demais instituições, inclusive o Ministério Público.
Interessados em saber mais sobre esses estudos e frentes de atuação da bacia hidrográfica do Ribeirão do Feijão podem entrar em contato pelo e-mail baciadofeijãEste endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
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