Estudo busca participação de voluntários para investigar sensibilidade, força e função dos braços e pernas
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de Iniciação Científica do curso de Fisioterapia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está convidando pessoas com diagnóstico de diabetes mellitus, tipo 1 ou tipo 2, com idades entre 18 e 65 anos, para responder a um questionário online que investiga os efeitos da doença nos membros superiores e inferiores. A participação é voluntária, anônima e pode ser feita de qualquer lugar do Brasil.
O estudo, intitulado "Avaliação sensorial, motora e da função dos membros superiores e inferiores em indivíduos com Diabetes Mellitus", é conduzido pelo estudante de graduação Daniel Oishi Mariano, sob orientação da professora Paula Rezende Camargo, do Departamento de Fisioterapia (DFisio). A pesquisa tem como objetivo compreender de que forma o diabetes afeta aspectos como sensibilidade, força e função de braços e pernas, e como esses fatores se relacionam entre si.
"O diabetes mellitus é uma doença crônica e progressiva, com índices epidêmicos em todo o mundo. Estima-se que afete 537 milhões de pessoas globalmente, sendo o Brasil o sexto país com maior número de casos", contextualiza Mariano. Segundo ele, a literatura científica já sugere uma possível relação entre a doença e disfunções musculoesqueléticas, especialmente no ombro, o que pode comprometer atividades diárias.
A expectativa do estudo é reunir dados que contribuam para avaliações clínicas mais completas. "Com informações suficientes, será possível alertar os profissionais da saúde para que atentem também para as condições musculoesqueléticas e sintomas nos membros superiores em pacientes com diabetes", afirma o pesquisador. "Além disso, os resultados poderão auxiliar na construção de tratamentos mais específicos para essas alterações."
A participação consiste apenas em um questionário online, sem necessidade de comparecimento presencial, e leva cerca de 20 minutos para ser respondido. Ao final do preenchimento, os participantes recebem uma cartilha com orientações sobre cuidados com sintomas da diabetes e possíveis complicações associadas à doença.
Interessados podem acessar o questionário no link https://forms.gle/
Estudo com animais aponta para a diminuição da pressão arterial com uso da tecnologia
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revelou que a aplicação de LASER na região abdominal é capaz de combater a hipertensão provocada pela diminuição na produção dos hormônios femininos que acontece naturalmente na menopausa. O estudo, coordenado pelo professor Gerson Rodrigues, do Departamento de Ciências Fisiológicas (DCF) da Instituição, foi feito em animais e comprovou o efeito hipotensivo do LASER vermelho de baixa intensidade. Outro estudo clínico em andamento está sendo feito com mulheres na menopausa e tem resultados promissores quanto ao uso do laser no combate a sintomas desse período.
A menopausa é o momento na vida de uma mulher em que ocorre a cessação definitiva da menstruação, sinalizando o fim da sua fase reprodutiva. Este processo é natural e ocorre, em média, por volta dos 45 aos 55 anos, e traz sintomas como ondas de calor, alterações de humor, irritabilidade, redução da densidade óssea, dentre outros. Nessa fase há uma grande diminuição da produção de hormônios, principalmente do estrogênio, que tem um papel importante na proteção do sistema cardiovascular, ajudando a manter os vasos sanguíneos saudáveis e regulando a pressão arterial. Esse declínio pode desencadear o desenvolvimento de hipertensão arterial, bem como outras doenças cardiovasculares durante a menopausa.
Neste cenário, a pesquisa da UFSCar foi realizada com 26 ratas, com 70 dias de idade, que foram divididas em três grupos: controle, ovariectomizadas (que passaram por cirurgia de retirada dos ovários) e ovariectomizadas tratadas com fotobiomodulação duas vezes por semana durante duas semanas. A fotobiomodulação é a técnica que utiliza luz de diferentes comprimentos de onda para promover efeitos terapêuticos em células e tecidos. Os resultados indicaram que, nos modelos animais, a fotobiomodulação feita por LASER vermelho de baixa intensidade reduziu a pressão arterial, melhorou a função do endotélio - camada de células que reveste internamente os vasos sanguíneos - e diminuiu o estresse oxidativo. "Pudemos notar também que a aplicação da fonte de luz levou à elevação do óxido nítrico, gás produzido naturalmente pelo organismo que tem papel crucial na regulação da pressão arterial, pois atua como vasodilatador, relaxando os vasos e facilitando o fluxo sanguíneo, além de outros efeitos benéficos ao sistema cardiovascular", explica Rodrigues.
O trabalho foi parte da tese de doutorado de Nayara Formenton da Silva, defendida no Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas UFSCar/Unesp. A coleta de dados foi feita pelos doutorandos Nayara Formenton da Silva, Luis Henrique Oliveira de Moraes e Camila Pereira Sabadini, com contribuição no desenho experimental e correção pela aluna de doutorado Rita Cristina Cotta Alcântara e pela pós-doc Patricia Corrêa Dias. A pesquisa teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e os resultados da investigação foram publicados na revista Lasers in Medical Science (https://bit.ly/4lV0LY9).
Um outro estudo clínico, realizado pela doutoranda Rita Alcântara, sob orientação de Gerson Rodrigues, foi feito com mulheres na menopausa e investigou o efeito do LASER vermelho nos sintomas da menopausa e marcadores sanguíneos. "A aplicação do LASER foi feita de forma não invasiva, pela iluminação da artéria radial, técnica conhecida como ILIB. Os resultados preliminares são animadores, principalmente quanto à melhora dos sintomas, e os resultados serão publicados em breve", comemora o docente.
De acordo com mapeamento realizado pelo Instituto de Longevidade, 30 milhões de mulheres vivem a fase do climatério e da menopausa no Brasil. Diante disso e do aumento da longevidade feminina - muitas mulheres vivendo além dos 80 anos - o professor Gerson destaca que é essencial investir em tratamentos que promovam saúde e qualidade de vida durante e após a menopausa. "Se comprovada a eficácia do LASER na redução da pressão arterial e de sintomas como ondas de calor e alterações de humor, essa tecnologia pode representar uma alternativa segura e não hormonal para cuidar da saúde cardiovascular e emocional nessa fase. Isso é especialmente relevante num cenário em que mulheres passam até um terço de suas vidas no período pós-reprodutivo, exigindo abordagens inovadoras e acessíveis para garantir bem-estar duradouro", conclui Rodrigues.
A pesquisa com animais foi aprovada pelo Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA) da UFSCar (Registro: 6449201120) e o estudo com as mulheres foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade (CAAE: 76839123.6.0000.5504).
Depoimentos vão compor registro da trajetória da Instituição e serão divulgados nas redes sociais e canais de comunicação
SÃO CARLOS/SP - No escopo das celebrações de seus 55 anos, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está reunindo vídeos de pessoas que fizeram ou fazem parte da sua história. A ação integra a campanha "O que a UFSCar construiu em 55 anos?", organizada pela Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da Instituição, com o apoio da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FAI) da Universidade e da Rádio UFSCar. O intuito é registrar aprendizados, descobertas, histórias marcantes e experiências em diferentes áreas da vida universitária.
Podem participar todas as pessoas que tenham uma experiência significativa com a UFSCar, incluindo estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, técnico-administrativos, pesquisadores, colaboradores, terceirizados e egressos. Os vídeos enviados poderão ser publicados nas redes sociais oficiais da Universidade - Instagram (instagram.com/ufscaroficial), Facebook (facebook.com/ufscaroficial), LinkedIn (linkedin.com/school/
De acordo com Agnes Arato, Diretora da CCS, a iniciativa mostra que a história da Universidade é construída por todos os integrantes de seus quatro campi (São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino): "A ação contempla quatro temáticas principais e objetiva valorizar a contribuição de cada pessoa na Instituição, reconhecendo como experiências de pesquisa, extensão, ensino e ações de inclusão se conectam e constroem a história da Instituição", registra.
A ideia é que as pessoas se sintam parte dessa comunidade. "Esta é uma oportunidade de registrar uma colaboração mútua e diversa, celebrar nossa trajetória coletiva e, ao mesmo tempo, refletir sobre a universidade que estamos construindo e a que queremos para o futuro", ressalta a Diretora.
As contribuições estão organizadas em quatro eixos temáticos:
- Pesquisa e Inovação - O que a UFSCar descobriu em 55 anos?
Relatos de descobertas científicas, projetos de iniciação e pós-graduação, desenvolvimento de tecnologias e parcerias com impacto social;
- Ensino - O que a UFSCar ensinou em 55 anos?
Experiências de sala de aula, práticas pedagógicas, programas de formação e metodologias inovadoras;
- Extensão - O que a UFSCar transformou em 55 anos?
Iniciativas que aproximam a Universidade da sociedade em áreas como cultura, meio ambiente, educação, esporte e tecnologia;
- Acessibilidade, diversidade e inclusão - O que a UFSCar aprendeu em 55 anos?
Ações ligadas ao acesso à Universidade, políticas afirmativas e práticas que contribuíram para uma instituição mais plural e inclusiva.
Como participar
A gravação deve ter até 1 minuto, em formato vertical, com boa iluminação e som claro. O vídeo precisa estar hospedado no Google Drive, com acesso liberado para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., e o link informado em formulário online, disponível em https://bit.ly/ccs-55-anos-
O envio não é garantia de publicação. Os vídeos passarão por avaliação da CCS, com possíveis edições jornalísticas e legendagem.
Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições no curso "Microplásticos - natureza, ocorrência e impacto ambiental", gratuito e online, que será ministrado por Walter Waldman, docente no Departamento de Física, Química e Matemática do Campus Sorocaba (DFQM-So) da UFSCar e coordenador do Grupo de Pesquisa em Poluição Plástica (GPPP). O pesquisador é referência em sua área de atuação, com trajetória internacional no estudo de microplásticos e polímeros em geral, atuando em projetos que combinam química ambiental, toxicologia e políticas públicas.
A proposta do curso é oferecer uma formação ampla e interdisciplinar sobre o tema, com um panorama sobre os microplásticos e seus efeitos, combinando fundamentos científicos, casos reais e discussões contemporâneas sobre legislação e desafios sociais. Dentre os temas abordados estão definições e categorias de microplásticos, métodos de monitoramento e análise, toxicidade e políticas regulatórias. "A crise dos microplásticos é um desafio científico, ambiental e comunicacional. Precisamos formar pessoas capazes de transformar esse problema em ações concretas e mudanças de comportamento", destaca Waldman, reforçando assim o convite a todas as pessoas interessadas e, especialmente, a jornalistas e outros comunicadores, para participarem e contribuírem na divulgação de informações de qualidade sobre o tema.
As aulas acontecem entre os dias 2 de setembro e 16 de dezembro, com encontros síncronos sempre às terças-feiras, das 8 às 10 horas (com possibilidade de realização de parte dessas atividades de forma assíncrona mediante necessidade e justificativa). "A dinâmica das aulas tem o propósito de compartilhar informações, sanar dúvidas e gerar novas perguntas, avançando nos conceitos da área. Já registramos em outras ofertas 200 pessoas em uma aula síncrona, o que acarreta diversidade de pontos de vista e garante um debate relevante, representativo para diversos segmentos, seja em áreas do conhecimento, seja quanto a profissionais de vários setores, públicos ou privados", destaca Waldman.
Existem duas possibilidades de participação: como aluno especial em disciplina do Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Uso de Recursos Renováveis - PPGPUR (para estudantes de pós-graduação com ou sem vínculo com a UFSCar) ou pela plataforma Ocean Teacher Global Academy (OTGA), da Unesco (para quaisquer outras pessoas interessadas).
As inscrições de alunos especiais devem ser feitas até 22 de agosto, com preenchimento de formulário de inscrição e conforme normas descritas no site do PPGPUR. Para participantes via OTGA, as inscrições podem ser feitas até o dia 26 de agosto, e haverá emissão de certificado de 45 horas cursadas mediante cumprimento de requisitos mínimos. A programação detalhada e outras informações, bem como instruções para inscrição, podem ser conferidas neste link.
Esta oferta do curso tem vínculo com o projeto temático "Destino e impactos de microplásticos e pesticidas em matrizes aquáticas e terrestres em contexto agrícolas" (apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - Fapesp), bem como com o projeto "Materiais avançados para recuperação, tratamento e monitoramento de meio ambiente" (apoiado pela Financiadora de Estudos e Projetos - Finep) e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Circularidade em Materiais Poliméricos (INCT Circularidade, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq).
SÃO CARLOS/SP - No próximo dia 18 de setembro a UFSCar realiza a entrega do título de Doutora Honoris Causa à cantora, compositora e deputada estadual Leci Brandão, em uma sessão solene do Conselho Universitário (ConsUni) aberta ao público no Campus São Carlos da Universidade. A programação completa do evento será divulgada em breve.
A entrega deste título à Leci Brandão é resultado da mobilização do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da UFSCar e de docentes dos departamentos de Ciências Sociais (DCSo), Letras (DL), Educação (DEd) e Departamento de Artes e Comunicação (DAC), representados pela comissão formada pelos docentes Robson Pereira da Silva, Gleidylucy Oliveira da Silva, Renilson Rosa Ribeiro e Adelcio Camilo Machado, além das docentes da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Ana Flávia Magalhães Pinto e Thaís Leão Vieira.
Leci Brandão é a primeira mulher negra a receber o título de Doutora Honoris Causa na UFSCar, que já homenageou nomes como Carolina Bori, Raduan Nassar e Demerval Saviani. O Honoris Causa é atribuído a pessoas que atuam no avanço e na promoção do conhecimento e que desenvolvem ações que causam impacto social e político, especialmente em temas como educação, direitos humanos, igualdade e inclusão. Para Robson Pereira da Silva, integrante do Neab e membro da comissão que apresentou a proposta, Leci Brandão se mostra engajada na luta por uma educação antirracista desde antes de sua atuação legislativa. "Muito antes da obrigatoriedade do ensino da cultura nas escolas, Leci trazia em seus sambas a cultura afro-brasileira, as religiões de matriz africana", explica o professor. Para ele, entregar o título à Leci Brandão é reconhecer "um tipo específico de conhecimento, nascido da luta".
A docente Gleidylucy Oliveira da Silva, também membro da comissão que apresentou a proposta, concorda. "Leci já trazia em seus sambas a questão das diferenças entre a classe pobre, trabalhadora, e a classe rica, sobre a luta e as dificuldades cotidianas e estruturais das mulheres negras. Quando se assume lésbica, perde contratos, muda-se do Rio de Janeiro para São Paulo, mas não recua: ao contrário, vai buscar outros espaços de ação. É quando se torna deputada estadual por São Paulo, sempre atuando e destinando recursos especificamente para a temáticas voltadas à cultura negra, ao samba, ao fortalecimento da educação e da saúde da população negra e à proteção da liberdade religiosa de vários credos", afirma.
Em suas redes sociais, Leci Brandão comemorou a outorga do título. "É o reconhecimento de uma trajetória construída coletivamente, ao lado de tantas pessoas que acreditam na cultura, na educação, na justiça social e no combate ao racismo", escreveu a deputada. "Esse título não é só meu. É do povo preto, das mulheres, da comunidade LGBTQIAPN+, do samba, da periferia e de todos que sonham e lutam por um Brasil mais justo", afirmou.
Para Robson, a comunidade negra entende da mesma forma. "Nós recebemos essa notícia como mais uma conquista histórica dos movimentos negros. É algo que traz esperança", celebrou.
Um marco para a UFSCar
Para GleidyLucy, entregar o título de Doutora Honoris Causa à uma mulher negra reforça o compromisso da UFSCar na construção de uma sociedade mais justa por meio da educação e da ciência. "A UFSCar estabeleceu uma política de ações afirmativas antes mesmo de as cotas se tornarem lei federal", lembrou a professora. "Além disso, pesquisadores do Neab e da UFSCar foram fundamentais para a construção da Lei 10.639, que é a lei que estabeleceu o ensino obrigatório de história africana e afro-brasileira na educação brasileira", explicou. Robson concorda: "É a reafirmação de um compromisso histórico da UFSCar com as práticas de ações afirmativas, com a promoção de uma educação emancipadora, além de referendar a importância do Neab para a própria UFSCar e para o Brasil", conclui.
UFSCar
Evento em Cabo Verde promove troca de experiências entre 15 instituições de ensino sobre cuidado humanizado em pediatria
SÃO CARLOS/SP - O Núcleo de Estudos em Dor e Cuidados Paliativos (NEDPali) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) participou, entre os dias 21 e 27 de julho, de um encontro internacional realizado na cidade de Praia, em Cabo Verde. A atividade reuniu representantes de 15 universidades do Brasil, Peru, Moçambique, Portugal, Espanha, Polônia, Turquia e do próprio Cabo Verde, parceiras do projeto Hupedcare, que visa fortalecer a educação em dor pediátrica.
A UFSCar foi representada pelas professoras do Departamento de Medicina (DMed), Esther Angelica Luiz Ferreira, líder do Nedpali e coordenadora do Hupedcare na Universidade, e Cristina Helena Bruno, vice-líder do Núcleo. "O evento promoveu uma troca incrível de experiências, pois juntou culturas diferentes em prol de um objetivo único", conta Ferreira.
O encontro, organizado em conjunto pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) e pela UniPiaget, marcou um ponto de viragem para o projeto, que até então havia progredido através de reuniões online. A semana de trabalho intensivo serviu para consolidar o plano de ação, fortalecer os laços entre os parceiros e alinhar a estratégia para os próximos anos. As próximas grandes capacitações (trainings) já estão agendadas para a Turquia, em janeiro de 2026, focadas na fisiologia da dor; para o Brasil, onde se abordará o tratamento da dor em contexto comunitário; e para Portugal (Évora), em novembro de 2026, com foco nas estratégias de apoio à família.
Mais informações estão disponíveis no site da Uni-CV (https://bit.ly/44ZRtoG) e no Instagram do NEDPali (https://www.instagram.com/
Sobre o Hupedcare
O projeto Hupedcare - O ensino superior como motor da humanização dos cuidados em dor pediátrica é financiado pela União Europeia (UE), por meio do programa Erasmus+. O objetivo central é identificar e implementar ações transformadoras de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) em universidades africanas e latino-americanas para facilitar a integração, a criação de conhecimento e a cooperação acadêmico-científica sobre Humanização dos Cuidados com a Dor Pediátrica (HPPC).
De acordo com Ferreira, os resultados esperados do projeto abrangem o fortalecimento da colaboração entre parceiros, o desenvolvimento de uma plataforma especializada para transferência de conhecimento em HPPC, capacitação sobre o tema especialmente na África e América Latina, além da criação dos centros de formação tecnológica. "Acredito ser algo inovador, não apenas pela temática da dor pediátrica, mas também por unir a tecnologia à medicina, vinculando tantos países diferentes em prol de um único objetivo, o de educar em dor infantil, o que impacta diretamente na melhoria da qualidade de vida das crianças mundialmente", destaca a professora da UFSCar.
O projeto terá duração de três anos e as informações completas estão no site (https://project.hupedcare.
Iniciativa oferece vagas ao público externo
SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) oferece neste semestre, gratuitamente, a Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (Aciepe) "Diálogos em torno de línguas e cosmologias indígenas brasileiras". Durante a formação, haverá ênfase nas narrativas, línguas, costumes e saberes ancestrais, promovendo, de forma dialógica, o reconhecimento e a valorização da cultura dos povos originários e de sua literatura, em particular, com destaque para o estudo de textos de autores como Eliane Potiguara, Graça Graúna, Ailton Krenak e Davi Kopenawa.
A Aciepe, coordenada por Maria Sílvia Cintra Martins, professora aposentada da UFSCar, tem início em 20 de agosto, e ocorre das 17h30 às 19 horas, todas as quartas-feiras, e acontece na Sala de Projeções 1 do Departamento de Letras (DL), na área Sul do Campus São Carlos da Universidade.
Inscrições e informações
Os graduandos da UFSCar podem se inscrever no período de ajustes de inscrição em disciplinas, pelo sistema SIGA. Os graduandos matriculados pelo SIGA terão direito a quatro créditos.
A Aciepe também é voltada para pós-graduandos e para a comunidade externa que, neste caso, poderão fazer a matrícula no primeiro encontro.
Dúvidas podem ser esclarecidas diretamente com a professora Maria Sílvia Cintra Martins pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Podem participar idosos de São Carlos e Ibaté; iniciativa propõe plano individual com apoio contínuo
SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições para o Programa Multidimensional e Assistencial de Gestão de Quedas para Pessoas Idosas com Histórico de Quedas (Magic 2), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A iniciativa é totalmente gratuita, voltada a pessoas idosas (60 anos ou mais) residentes em São Carlos ou Ibaté que tenham sofrido uma ou mais quedas nos últimos 12 meses.
Com duração de 16 semanas, o Programa tem como objetivo identificar e reduzir os riscos de cair, por meio de uma intervenção estruturada e personalizada. A proposta envolve atuação conjunta de docentes e estudantes dos cursos de graduação em Gerontologia e Fisioterapia da UFSCar, e combina avaliação individual, plano de intervenção específico, atividades físicas regulares e, quando necessário, estimulação cognitiva.
Segundo Karina Say, docente do Departamento de Gerontologia (DGero) da Universidade e uma das coordenadoras do Programa, a prevenção é essencial diante da alta prevalência de quedas na velhice. "As quedas acidentais são muito prevalentes na população idosa. Esse tipo de acidente pode ter desfechos negativos para o bem-estar e a saúde da pessoa idosa, com impactos na saúde mental (como medo de cair e depressão), na capacidade funcional (com redução da mobilidade e da independência) e na dimensão social (isolamento e falta de suporte para recuperação). Só em 2024, foram registradas 179.922 autorizações de internação hospitalar por quedas, com gasto aproximado de R$ 328 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS)", situa.
Mas a boa notícia, de acordo com a docente, é que são eventos evitáveis. "Diante disso, o Programa Magic oferece à população uma proposta preventiva, com avaliação e intervenção individualizada nos fatores de risco modificáveis, alinhada às diretrizes internacionais de prevenção de quedas", afirma Say.
A iniciativa avalia cada pessoa de forma individual, para que a equipe entenda os fatores que aumentam seu risco de quedas. A partir disso, constrói um plano de cuidado. Há também gestão de casos, com ligações semanais e acompanhamento contínuo. Ao longo de um ano, os participantes passam por avaliações periódicas, com apoio de uma equipe especializada, incluindo exames laboratoriais e de cognição.
Ao final do acompanhamento, uma nova avaliação é realizada, possibilitando medir os avanços obtidos. Espera-se que, ao longo do processo, os participantes desenvolvam maior resistência física, além de se sentirem mais preparados para lidar com situações que envolvem risco de quedas, promovendo, assim, mais autonomia e segurança no cotidiano.
São 150 vagas e as inscrições podem ser feitas até dezembro, em bit.ly/programa-magic2. O preenchimento do formulário online servirá para a equipe entrar em contato posteriormente para a confirmação dos critérios de participação no projeto.
Mais informações estão disponíveis no Instagram @programamagic, no cartaz de divulgação, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo WhatsApp (16) 99762-5538. A equipe também se coloca à disposição para explicar o projeto por telefone, em horário combinado.
Ranking considera publicações e citações em plataformas renomadas
SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estão entre os melhores cientistas do mundo, conforme reconhecimento publicado na 4ª edição do ranking Research.com.
O ranking é baseado em dados bibliométricos consolidados de plataformas renomadas como OpenAlex e CrossRef. As métricas, que consideram as publicações e citações dos pesquisadores, foram coletadas em 27/11/2024 e a posição no ranking é calculada a partir do índice D (variação do índice H, que avalia o impacto e a produtividade de um pesquisador ou grupo de pesquisa com base no número de citações de seus artigos).
O ranking é feito por áreas do conhecimento. Pesquisadores da UFSCar aparecem em cinco áreas: Bioquímica, Ecologia e Evolução, Engenharia e Tecnologia, Ciência de Materiais e Química, com destaque para as duas últimas em número de pesquisadores citados.
"Esse expressivo reconhecimento reafirma a excelência do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) e sua destacada inserção no cenário científico global. Além de refletir a alta qualidade das pesquisas desenvolvidas no Programa, a conquista evidencia o compromisso contínuo com a geração e disseminação de conhecimento inovador, socialmente relevante e de alto impacto. O PPGQ orgulha-se de sua tradição de excelência na formação de mestres e doutores, preparados para atuar de forma crítica e transformadora em diferentes setores da sociedade. A presença de seus docentes entre os mais influentes do mundo reforça não apenas o prestígio da UFSCar, mas também o papel estratégico da ciência brasileira no desenvolvimento sustentável e na promoção do bem-estar social", afirma Ricardo Samuel Schwab, Coordenador do PPGQ.
Já o Chefe do Departamento de Química (DQ), Fernando Cruz Moraes, ressalta que o ranking dos melhores cientistas é uma lista confiável de acadêmicos renomados da área de Química, estabelecida por meio da análise de diversas fontes bibliométricas. "Considerando que, na área de Química foram examinados 121.518 acadêmicos e os pesquisadores do Brasil ocupam a 17ª posição no ranking mundial, nosso Departamento orgulha-se e se engrandece com este resultado", destaca Moraes.
A Ciência de Materiais foi outra área de destaque no ranking. "O Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPGCEM) tem por visão ser um programa de pós-graduação de referência internacional em Ciência e Engenharia de Materiais. Ter vários docentes do PPGCEM compondo a lista do ranking para melhores cientistas na área de Ciência dos Materiais indica que o PPGCEM tem tido sucesso em atingir esse objetivo", afirmou Guilherme Zepon, Coordenador do PPGCEM.
Seguem abaixo as áreas, os pesquisadores da UFSCar citados e a colocação nacional:
Bioquímica88 - Orlando Moreira Filho (Departamento de Genética e Evolução - DGE)
103 - Pedro Manoel Galetti (DGE)
Ciência de Materiais2 - Luiz Mattoso (PPGQ)
4 - Edson R. Leite (DQ)
11 - Edgar D. Zanotto (Departamento de Engenharia de Materiais - DEMa)
24 - Paulo S. Pizani (Departamento de Física - DF)
26 - Cauê Ribeiro (PPGQ)
35 - Romeu C. Rocha Filho (DQ)
37 - Victor Pandolfelli (DEMa)
47 - Bruno C. Janegitz (Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação - DCNME)
61 - Ernesto C.Pereira (DQ)
62 - Claudemir Bolfarini (DEMa)
Ecologia e Evolução122 - Odete Rocha (Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva- DEBE)
131 - Hugo Sarmento (Departamento de Hidrobiologia - DHb)
137 - Miguel Petrere (Programa de Pós-Graduação em Planejamento e Uso de Recursos Renováveis - PPGPUR)
142 - Marco Antônio Batalha (Departamento de Botânica - DB)
Engenharia e Tecnologia12 - Reinaldo Morabito (Departamento de Engenharia de Produção - DEP)
24 - Walter José Botta (DEMa)
Química1 - Elson Longo (DQ)
18 - Orlando Fatibello (DQ)
46 - Joaquim Nóbrega (DQ)
60 - Paulo Pizani (DF)
65 - Cauê Ribeiro de Oliveira (PPPGQ)
76 - Romeu C. Rocha Filho (DQ)
100 - Bruno Janegitz (DCNME)
131 - Marcio W. Paixão (DQ)
133 - Alzir A. Batista (DQ)
SÃO CARLOS/SP - De 21 a 24 de julho, estudantes e professores do curso de licenciatura em Pedagogia - Educação Escolar Quilombola da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) participaram do I Encontro Regional de Educação Escolar Quilombola do Sudeste (EREEQ-SE).
Com o tema "Educação, Resistência e Territórios Quilombolas: chão que ensina, escola que germina", o EREEQ-SE busca ser um marco na consolidação de políticas públicas voltadas à Educação Escolar Quilombola. Além disso, o evento visa valorizar as diversas experiências educacionais desenvolvidas nas comunidades quilombolas do Sudeste.
O evento aconteceu em Minas Novas (MG), numa realização do Centro de Formação em Educação Quilombola do Vale do Jequitinhonha (CFEQ-VJ), ligado ao Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG - Campus Quilombo Minas Novas). O EREEQ-SE reuniu delegações de todo o Sudeste brasileiro, promovendo um espaço para debate, resistência e construção coletiva de saberes.
UFSCar no evento
Participaram do evento 22 pessoas da UFSCar, entre alunos e professores, sob supervisão da professora Maria Cristina dos Santos, do Departamento de Educação (DEd) e Coordenadora do curso de Pedagogia - Educação Escolar Quilombola.
A presença da UFSCar no encontro vai além de uma simples participação institucional, avalia Luiz Marcos de França Dias, professor quilombola do curso de Pedagogia - Educação Escolar Quilombola da UFSCar: "A participação reforça o compromisso da Universidade com os povos quilombolas, a justiça social e a luta por uma educação escolar que reconheça as identidades, territórios e saberes ancestrais como pilares da prática pedagógica".
Programação
A programação do EREEQ-SE incluiu rodas de conversa, oficinas, plenárias temáticas e apresentações culturais, promovendo o intercâmbio entre diferentes experiências educacionais e o protagonismo das comunidades. O evento contou com a presença de importantes lideranças do movimento quilombola e representantes de instituições públicas e governamentais.
A mesa de abertura contou com a presença de autoridades locais e representantes do Ministério da Educação (MEC), que abriram o evento e deram as boas-vindas aos participantes. Em seguida, ocorreu a Conferência com a professora Zara Figueiredo, responsável pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC; ela apresentou um balanço e perspectivas da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) e da Educação Escolar Quilombola. Além disso, Givânia Silva, do Conselho Nacional de Educação (CNE), proferiu a palestra "PNE [Plano Nacional de Educação] e a Educação Escolar Quilombola, desafios e estratégias".
No decorrer do Encontro, foram discutidos pontos como a formação e aperfeiçoamento de professores, a criação da categoria "professor quilombola", a valorização da carreira do magistério, a importância de criação de diretrizes municipais e estaduais de Educação Escolar Quilombola e, principalmente, a ampliação do número de bolsas permanência aos estudantes quilombolas.
Mais informações sobre o evento estão no site https://bit.ly/4mf0Oi4.
Pedagogia Educação Escolar Quilombola na UFSCar
O curso de licenciatura em Pedagogia - Educação Escolar Quilombola na UFSCar iniciou a sua primeira turma no primeiro semestre deste ano, no âmbito do Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade), iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Secadi/MEC.
A formação está inserida no contexto das lutas históricas dos quilombolas por reconhecimento de seus direitos territoriais e pelo acesso à educação escolar, bem como por políticas públicas que atendam às demandas das comunidades tradicionais.
Atualmente, a UFSCar conta com uma turma de estudantes quilombolas formada por 30 universitários (27 mulheres e três homens) dos territórios quilombolas André Lopes, Ivaporunduva, Nhunguara, Ostras, Pedro Cubas de Cima, Sapatu e São Pedro do município de Eldorado (SP) e Porto Velho e Porto dos Pilões do município de Iporanga (SP), na região do Vale do Ribeira.
Desafios e avanços na educação escolar quilombola
Os avanços das políticas públicas para os quilombolas são visíveis - como a Pneerq e o Parfor Equidade Capes, que têm propiciado o acesso dos quilombolas a cursos superiores. Além disso, o aperfeiçoamento de docentes da Educação Básica, proporcionado pelo Programa Escola Quilombo (MEC/Secadi), tem sido fundamental, tornando-se, em muitos municípios, o único dispositivo de formação em Educação Escolar Quilombola (EEQ).
Por outro lado, aponta o professor Luiz Marcos França Dias, "ainda enfrentamos grandes desafios na implementação das diretrizes nacionais de EEQ, pois muitas redes de ensino ainda negligenciam esse direito dos quilombolas. Ademais, é necessária e urgente a melhoria da infraestrutura das escolas quilombolas, a contratação de docentes quilombolas, ampliação de vagas com bolsa de estudo para quilombolas nas universidades, entre outros".
Para saber mais sobre o curso na UFSCar, acesse o site www.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.