SÃO CARLOS/SP - São Carlos deu mais um passo na implantação do Método Wolbachia, tecnologia inovadora que integra a estratégia do Ministério da Saúde para o controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. O município foi uma das três cidades do Estado de São Paulo selecionadas, em 2025, para receber a iniciativa, com base nos índices de infestação do vetor registrados na cidade.
A tecnologia utiliza uma bactéria natural chamada Wolbachia, que impede o desenvolvimento adequado dos vírus dentro do mosquito. Quando presente no Aedes aegypti, a bactéria reduz significativamente a capacidade de transmissão dessas doenças. Além disso, a Wolbachia é passada da fêmea para seus descendentes, permitindo que as novas gerações de mosquitos também carreguem essa proteção.
A estratégia consiste na liberação controlada de mosquitos com Wolbachia em áreas previamente definidas. Ao se reproduzirem com a população local, os descendentes passam a carregar a bactéria, aumentando gradativamente sua presença no ambiente. Com o tempo, a população de mosquitos com Wolbachia tende a se estabilizar, tornando o método autossustentável e uma alternativa de longo prazo para o enfrentamento das arboviroses.
Desde o ano passado, equipes da Vigilância em Saúde de São Carlos participam de reuniões técnicas e capacitações promovidas pelo Ministério da Saúde para preparar a implantação da tecnologia. Entre as primeiras etapas realizadas estiveram o mapeamento das regiões com maior incidência de dengue e a análise das condições ambientais e urbanas do município.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, o trabalho agora avança para a fase de planejamento operacional e definição das áreas prioritárias para a liberação dos mosquitos, seguindo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
Na semana passada, agentes de combate às endemias e profissionais da Vigilância em Saúde participaram de uma capacitação voltada à realização de uma pesquisa de base junto à população dos bairros contemplados pelo programa. Ao todo, 14 agentes foram treinados para aplicar os questionários, além da equipe do próprio departamento.
Segundo Denise Gomide, o levantamento tem como objetivo avaliar o grau de conhecimento da população sobre o Método Wolbachia e identificar a percepção dos moradores em relação à iniciativa, uma vez que a participação popular é considerada fundamental para o sucesso da estratégia.
A pesquisa será realizada entre os dias 8 e 12 de junho e deverá ouvir 602 moradores distribuídos em dezenas de bairros da cidade, incluindo Arnon de Melo, Centro, Chácara São João, Planalto Verde, Santa Angelina, Jd. Acapulco, Jd. Alvorada, Jd. Bandeirantes, Jd. Beatriz, Jd. Centenário, Jd. Cruzeiro do Sul, Jd. Gonzaga, Jd. Medeiros, Jd. Real, Jd. São João Batista, Jd. Martinelli, Antenor Garcia, Belvedere, Presidente Collor, Jd. Santa Tereza, Tangará, Cidade Aracy, Mirante do Bela Vista, Morada dos Deuses, Núcleo Residencial Silvio Villari, Pq. Anhembi, Pq. Paraiso, Maria Stella Fagá, Santa Felícia, Itamarati, Zavaglia, Eduardo Abdelnur, Ipê Mirim, Itatiaia, Romeu Tortorelli, Vida Nova São Carlos, São Carlos I, São Carlos II, São Carlos III, São Carlos VIII, Vila Arnaldo, Vila Brasília, Vila Costa do Sol, Vila Elisabeth, Vila Faria, Vila Jacobucci, Vila Lutfalla, Vila Marques, Vila Mercedes, Vila Monte Carlo, Vila Monteiro, Vila Morumbi, Vila Nery, Vila Rancho Velho, Vila São José e Vila Vista Alegre.
Experiências já desenvolvidas em municípios brasileiros demonstraram resultados positivos após a implantação da tecnologia. Estudos apontam redução significativa nos casos de dengue e outras arboviroses, além da diminuição dos custos relacionados a atendimentos médicos e internações.
O Ministério da Saúde destaca que o Método Wolbachia é uma estratégia segura, sustentável e alinhada às práticas modernas de controle biológico adotadas em saúde pública. A expectativa é que, aliada às ações já desenvolvidas pelo Departamento de Vigilância em Saúde e ao engajamento da população, a tecnologia contribua para reduzir a circulação da dengue em São Carlos.
Apesar da inovação, a diretora de Vigilância em Saúde reforça que a eliminação dos criadouros continua sendo essencial para o combate ao mosquito. Segundo ela, cerca de 85% dos focos do Aedes aegypti são encontrados dentro das residências, tornando indispensável a colaboração da população na eliminação de recipientes com água parada, na limpeza de terrenos e no descarte correto de resíduos.
“Essas medidas são complementares às ações tradicionais de controle do vetor. O sucesso no enfrentamento da dengue ainda depende da participação de todos os moradores”, ressalta Denise Martins Gomide.
ARARAQUARA/SP - A Prefeitura de Araraquara, por meio da Divisão de Vigilância Ambiental – Controle de Vetores, segue atuando de forma permanente no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e outras arboviroses.
Na última semana, as equipes de agentes de combate às endemias realizaram ações intensificadas em diversas regiões do município, especialmente em áreas onde foram confirmados casos positivos de dengue. Os trabalhos contemplaram bairros das regiões da Vila Xavier, Jardim Imperial, Santa Angelina, Jardim Universal e Jardim Eliana.
Nessas localidades, foi realizada a delimitação de uma área de, no mínimo, 300 metros ao redor dos imóveis com casos confirmados da doença. As equipes efetuaram vistorias em diversas residências da área delimitada para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito. Durante as ações, foram encontrados e eliminados focos com larvas, além da remoção de materiais inservíveis e recipientes com potencial para acumular água. Posteriormente às vistorias, e quando é alcançada a abertura de, no mínimo, 80% dos imóveis da área delimitada, as equipes iniciam o bloqueio químico por meio da nebulização, com o objetivo de eliminar mosquitos adultos possivelmente infectados e reduzir o risco de transmissão da doença.
Além das ações de bloqueio, a Vigilância Ambiental iniciou o trabalho de intensificação nas áreas denominadas 1.4 e 1.5, localizadas na região norte do município, abrangendo bairros como Chácara Velosa, Jardim Adalgiza, Jardim Imperador, Jardim Zavanella e arredores. A medida foi adotada em razão dos índices apontados pelo ADL (Avaliação de Densidade Larvária), que identificou elevada infestação do mosquito na região.
Com a conclusão do segundo ciclo de visitas e o início do terceiro ciclo de trabalho, a Divisão de Vigilância Ambiental já contabiliza mais de 188 mil imóveis trabalhados em todo o município. As ações incluem vistorias, orientação aos moradores e eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti, contribuindo para a redução da infestação do mosquito e da transmissão das arboviroses.
A Vigilância Ambiental reforça que a maior parte dos criadouros é encontrada dentro dos imóveis, tornando fundamental a inspeção semanal de quintais, calhas, ralos, vasos de plantas, caixas d'água e demais recipientes que possam acumular água.
A população também pode colaborar com as ações de combate ao mosquito denunciando imóveis com possíveis criadouros.As denúncias podem ser realizadas por meio da Ouvidoria da Dengue pelos telefones (16) 3303-3115 e (16) 3303-3104.
SÃO CARLOS/SP - Os casos de dengue apresentaram queda significativa em São Carlos neste ano de 2026. De acordo com dados atualizados da Vigilância Epidemiológica, o município contabiliza até o momento 378 casos confirmados da doença, sem nenhuma morte registrada.
O cenário é bastante diferente do observado em 2025, quando a cidade enfrentou uma epidemia e somou 17.658 confirmações de dengue. A redução atual é de aproximadamente 98%.
As notificações relacionadas à doença também diminuíram consideravelmente. Enquanto no ano passado foram mais de 21 mil registros, neste ano o número caiu para 2.824 notificações, entre casos positivos, suspeitos e descartados.
Outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti seguem sob monitoramento. Até agora, todos os 138 casos investigados para chikungunya foram descartados. O mesmo ocorreu com 125 notificações suspeitas de zika vírus. Já para febre amarela, não houve registros de notificações em 2026.
Mesmo com a queda expressiva nos números, a orientação das autoridades de saúde é para que a população mantenha os cuidados preventivos, evitando água parada e colaborando com ações de combate ao mosquito transmissor.
ARARAQUARA/SP - O município de Araraquara inicia uma nova etapa no fortalecimento das ações de combate à dengue, Zika e chikungunya: a fase de comunicação e engajamento do Método Wolbachia, tecnologia inovadora e sustentável conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), em parceria com o Ministério da Saúde, e operada pela Wolbito do Brasil.
Essa fase é fundamental para aproximar a população do projeto, tirar dúvidas, ouvir percepções e promover a participação ativa das comunidades locais. Ao todo, mais de 113 mil pessoas serão contempladas em 24 bairros.
O método utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo dos insetos. Quando esses mosquitos se reproduzem, transmitem a Wolbachia para as próximas gerações. A bactéria impede que os vírus da dengue, Zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito, tornando-o incapaz de transmitir essas doenças.
De acordo com a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da FIOCRUZ, Priscila Ferraz, a implementação do Método Wolbachia na região representa um ganho para toda a população daqueles municípios. "A implantação do Método Wolbachia em Cascavel representa mais um marco no avanço do Plano de Enfrentamento de Arboviroses do Ministério da Saúde, em parceria com a Fiocruz e os municípios. Trata-se de uma iniciativa fruto de uma política pública para o SUS, baseada no Método Wolbachia, considerado uma importante inovação no controle vetorial."
Antes da liberação dos mosquitos, a equipe da Wolbito, em parceria com a Prefeitura, realiza uma série de ações informativas e educativas em escolas, unidades de saúde, espaços públicos e associações comunitárias. Também estão previstas campanhas em rádios e TVs locais, redes sociais, mídias impressas e rodas de conversa com moradores, para garantir que todos compreendam o que é o método, como ele funciona e qual seu impacto.
Após essa etapa inicial, será realizada a liberação controlada dos mosquitos com Wolbachia, seguida por monitoramento técnico e acompanhamento epidemiológico para avaliar o estabelecimento da bactéria na região e os impactos na redução das arboviroses. Dessa forma, o município passa a integrar uma estratégia inovadora de saúde pública já aplicada em diferentes cidades do Brasil e do mundo.
“O sucesso do Método Wolbachia depende da confiança e do envolvimento das pessoas. É por isso que a fase de comunicação e engajamento vem antes de qualquer ação em campo. É um diferencial no método, pois torna a população parte do projeto, fazendo com que se sintam parte responsável pela construção dessa solução”, explica Sandro Fabiano da Luz, Diretor da Wolbito do Brasil.
A tecnologia é segura, não usa produtos químicos, não altera geneticamente os mosquitos e já tem eficácia comprovada em diversos países. Em cidades como Niterói (RJ), onde o método já foi implantado, houve redução de até 70% nos casos de dengue, além de impactos positivos em Zika e chikungunya. A iniciativa é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Anvisa.
“A informação é uma forma de cuidado. Quando nos comunicamos de forma clara e respeitosa, abrimos espaço para que as pessoas se sintam seguras e engajadas. Nosso objetivo é trabalhar com as comunidades, não apenas para elas”, reforça Sandro.
Depois da etapa de comunicação e engajamento, será realizada a liberação dos Wolbitos no município. As solturas serão realizadas semanalmente, durante um tempo, por equipe técnica especializada, utilizando veículos e equipamentos próprios. A expectativa é que, ao longo dos meses, a presença da Wolbachia aumente de forma natural e estável na cidade.
Para saber mais sobre o Método Wolbachia e acompanhar o cronograma das ações no município, os moradores podem acessar o site oficial www.wolbito.com ou seguir os perfis nas redes sociais.
Sobre o Método -
O Método Wolbachia é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, e operado pela Wolbito do Brasil. A estratégia é baseada em evidências científicas e integra o conjunto de ações nacionais de enfrentamento às arboviroses.
O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a Wolbachia, uma bactéria naturalmente presente em mais da metade dos insetos da natureza e que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo do mosquito. Ao se reproduzirem, os insetos transmitem a bactéria para as próximas gerações, ampliando de forma progressiva e sustentável a presença da Wolbachia no ambiente. Com isso, os mosquitos têm capacidade reduzida de transmitir dengue, Zika e chikungunya.
A metodologia é duradoura: estudos de comprovação científica demonstram que, mesmo após oito anos das primeiras liberações, os mosquitos mantêm a bactéria Wolbachia de forma estável na população.
Atualmente, o Método está presente em 16 cidades no Brasil. as próximas cidades indicadas pelo Ministério da Saúde são: Ribeirão Preto, São Carlos, Araraquara, São José do Rio Preto e São José dos Campos (SP), Cariacica e Serra (ES), Contagem (MG), Foz do Iguaçu e Cascavel (PR) e Anápolis, Aparecida de Goiânia e Trindade (GO).
Wolbito do Brasil - A Wolbito do Brasil é a maior biofábrica de Wolbitos (Aedes aegypti com Wolbachia) do mundo e tem como missão ajudar a proteger a população de doenças como dengue, Zika e chikungunya. Atua com o Método Wolbachia, presente em diversos países, iniciado no Brasil pelo World Mosquito Program (WMP) em 2014. A empresa é um desdobramento estratégico do WMP, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), para consolidar e expandir a implementação do Método Wolbachia no país, garantindo sua sustentabilidade e impacto em larga escala.
SÃO CARLOS/SP - O cenário da dengue em São Carlos apresenta melhora significativa em 2026 na comparação com o ano passado. Dados atualizados apontam que o município soma 356 casos confirmados da doença neste ano, contra mais de 16 mil registros no mesmo período de 2025.
Segundo o balanço divulgado pelas autoridades de saúde, a redução chega a 98% nos casos positivos. O número de notificações também apresentou queda importante: foram 2.567 registros neste ano, enquanto em 2025 o total ultrapassava 20 mil casos suspeitos e confirmados.
Além disso, não há mortes registradas por dengue em 2026. Atualmente, quatro exames seguem em análise e 34 casos suspeitos foram descartados nesta semana.
O levantamento também aponta que todos os casos investigados de chikungunya e zika vírus acabaram descartados. Para febre amarela, não houve notificações na cidade.
Mesmo com os números mais baixos, a orientação das equipes de saúde continua sendo para que a população mantenha atenção aos cuidados preventivos, evitando água parada e possíveis focos do mosquito transmissor.
SÃO CARLOS/SP - Após enfrentar uma explosão de casos de dengue em 2025, São Carlos vive um cenário muito mais controlado neste ano. Dados atualizados da vigilância epidemiológica apontam que a cidade soma 342 casos confirmados de dengue em 2026, número muito inferior ao registrado no ano passado.
No mesmo período de 2025, o município já acumulava 15.021 confirmações da doença. A redução chega a 98%, segundo o levantamento divulgado pelas autoridades de saúde.
As notificações gerais também apresentaram forte retração. Enquanto no ano passado foram contabilizadas 19.646 notificações envolvendo suspeitas da doença, em 2026 esse número caiu para 2.455, representando redução de 88%.
Outro dado considerado positivo é a ausência de mortes por dengue neste ano. O boletim também aponta que não há exames pendentes aguardando resultado neste momento, além de 45 casos descartados nesta semana.
As doenças relacionadas ao mosquito Aedes aegypti seguem sem registros positivos no município. Todas as 29 notificações de Chikungunya foram descartadas, assim como as 20 notificações de Zika Vírus. Não houve registros suspeitos de Febre Amarela.
Mesmo diante da melhora nos índices, os órgãos de saúde alertam que o combate ao mosquito deve continuar, especialmente com a eliminação de recipientes que possam acumular água parada.
SÃO CARLOS/SP - O cenário das arboviroses em São Carlos apresenta uma mudança importante em 2026. Dados divulgados pela Vigilância Epidemiológica nesta quarta-feira (6) indicam uma forte redução nos casos de dengue, mas também reforçam a necessidade de manter a atenção da população.
Neste ano, foram confirmados 328 casos da doença, número muito inferior ao registrado em 2025, que chegou a 13.635 confirmações. A queda de 98% chama atenção e reflete um cenário mais controlado até o momento. Ainda há 4 casos em análise e 48 já foram descartados, sem registros de mortes.
As notificações totais também diminuíram significativamente, passando de 18.582 no ano passado para 2.233 em 2026, o que representa uma redução de 87%.
Outras doenças transmitidas pelo mosquito, como chikungunya e zika, seguem sem confirmações. Todas as 29 notificações de chikungunya e 20 de zika foram descartadas. Também não houve registros de febre amarela no município.
Mesmo com os números positivos, especialistas alertam que o cenário pode mudar rapidamente caso os cuidados preventivos sejam relaxados. A eliminação de água parada e a vigilância constante continuam sendo fundamentais para evitar novos surtos.
SÃO CARLOS/SP - Os números mais recentes da vigilância epidemiológica indicam uma queda expressiva nos casos de dengue em 2026. Até o momento, foram confirmados 314 casos da doença, enquanto no mesmo período de 2025 — considerando as primeiras 16 semanas — haviam sido registrados 12.135 casos, o que representa uma redução de 97%.
Além dos casos confirmados neste ano, há ainda 1 caso aguardando resultado de exame e 43 já foram descartados apenas nesta semana. Apesar da circulação do vírus, não há registro de óbitos em 2026, um dado considerado positivo pelas autoridades de saúde.
O total de notificações também apresentou queda significativa. Em 2025, foram registradas 17.028 notificações, enquanto em 2026 esse número caiu para 2.219, uma redução de 87%. As notificações englobam todos os casos suspeitos, incluindo confirmados, descartados e aqueles ainda em análise.
Em relação a outras arboviroses, o cenário também é considerado estável. Foram registradas 29 notificações de chikungunya, todas descartadas após análise. Para zika, permanecem 20 notificações, igualmente descartadas. Já a febre amarela não teve nenhuma notificação registrada até o momento.
Especialistas reforçam que, apesar da queda nos números, a população deve manter os cuidados preventivos, como eliminação de criadouros do mosquito transmissor, para evitar novos surtos ao longo do ano.
SÃO CARLOS/SP - O município de São Carlos registrou 294 casos confirmados de dengue nas primeiras 15 semanas de 2026, segundo dados divulgados pelo Departamento de Vigilância em Saúde nesta quinta-feira (23). Outros três casos ainda aguardam resultado de exames, enquanto 61 foram descartados apenas nesta semana.
O levantamento aponta uma redução expressiva em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 10.786 casos positivos. A queda representa uma diminuição de aproximadamente 97% nos diagnósticos da doença.
Também houve redução no total de notificações, que passaram de 15.138 no ano passado para 2.096 em 2026, uma queda de 86%.
De acordo com a Vigilância em Saúde, o cenário atual indica que a dengue permanece sob controle neste início de ano, sem registro de óbitos até o momento.
Em relação a outras doenças transmitidas pelo mosquito, foram registradas 29 notificações de chikungunya, todas descartadas. Para zika, foram 20 notificações, igualmente descartadas, e não houve registros de febre amarela no período.
As autoridades reforçam a importância da prevenção, com eliminação de criadouros do mosquito, para manter os índices baixos ao longo do ano.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de Araraquara, por meio da Divisão de Vigilância Ambiental em Saúde, segue atuando de forma intensiva no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Nos últimos dias, as equipes realizaram ações em diversos bairros do município, incluindo Vila Xavier, Jardim Martinez, Yolanda Ópice, Parque dos Pinheiros, Santa Angelina, Valle Verde, Cecap, Jardim das Paineiras, São José, Santana, Parque das Laranjeiras, Jardim Cruzeiro e Jardim das Hortênsias. As equipes também realizaram vistorias em diferentes regiões da cidade, reforçando as ações de prevenção e controle.
As ações consistiram em vistorias realizadas pelos agentes de combate às endemias, com apoio da cooperativa na retirada de materiais inservíveis no entorno e no interior das residências.
O trabalho ocorre de forma contínua e estratégica, por meio de vistorias e orientações realizadas tanto nas ações de rotina (casa a casa) quanto nos bloqueios, com o objetivo de identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito, além de orientar os moradores.
Diariamente, equipes estão nas ruas, atuando em diversos pontos da cidade, seja com ações de bloqueio (quando há casos confirmados) ou com vistorias de rotina.
A Vigilância Ambiental em Saúde reforça que a colaboração da população é fundamental para o sucesso dessas ações. Os cuidados com a dengue são uma responsabilidade de todos. Com apenas 10 minutos por semana, o morador pode eliminar possíveis criadouros dentro de casa.
É importante destacar que o combate não deve ocorrer apenas em locais com água parada. A fêmea do mosquito também deposita seus ovos em recipientes secos que possam vir a acumular água. Esses ovos podem resistir por até dois anos e, ao entrarem em contato com a água, voltam a se desenvolver.
A Prefeitura segue empenhada em proteger a saúde da população, contando com o apoio de todos no enfrentamento às arboviroses.
Ressaltamos que é fundamental permitir a entrada dos agentes para a realização das ações de controle e prevenção. Em caso de dúvida, entre em contato com o setor pelos telefones (16) 3303-3123 ou (16) 3303-3124. Para denúncias, a população pode entrar em contato com a Ouvidoria pelos telefones (16) 3303-3115 ou (16) 3303-3104.
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