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SÃO CARLOS/SP - O E=mc² – Estúdio de Mídia, Cultura e Ciência, sediado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP), realiza sua primeira grande ação pública com a prévia da exposição “Quantum Universe: 100 Anos da Mecânica Quântica”, durante o The Developer’s Conference (TDC) São Paulo, nos dias 17 a 19 de setembro. O dia 19 será dedicado ao Fórum de Computação Quântica.

Na mostra, os visitantes poderão vivenciar jogos em realidade virtual desenvolvidos pelo estúdio, como Quantum Universe – que explora o conceito da função de onda – e Double Slit, um escape room inspirado no famoso experimento da dupla fenda. A experiência será complementada por uma tabela periódica musical e um painel interativo que percorre os 100 anos da mecânica quântica até os desafios da chamada Revolução Quântica 2.0. A versão completa da exposição será inaugurada em 10 de outubro de 2025, no IFSC-USP, e depois circulará por diferentes cidades do Estado de São Paulo. “Nosso objetivo é democratizar o acesso à ciência por meio de experiências que unem arte, tecnologia e educação, aproximando a pesquisa universitária do dia a dia das pessoas e explorando novas

fronteiras como a computação quântica”, destaca o coordenador geral do projeto, Prof. Dr. Guilherme Matos Sipahi.

Um núcleo inovador de ciência, arte e tecnologia

O E=mc² é um núcleo de educação não formal e divulgação científica que integra realidade virtual, aumentada e mista, metaverso, inteligência artificial, blockchain e computação quântica. Idealizado pelos cientistas: Prof. Dr. Guilherme Sipahi que é Físico Computacional no IFSC e Coordenador Geral e Científico, Dr. Herbet João possui doutorado em jogos e atua como Coordenador de Educação e Operações, Dra. Nathalia Locks (natydometaverso) pós doutouranda em Tecnologias imersivas e Coordenadora de Tecnologia e Inovação. O estúdio desenvolve jogos, exposições interativas, experiências audiovisuais imersivas e conteúdos digitais voltados a escolas e ao público em geral. O Estúdio hoje conta com uma equipe de pesquisadores e artistas de alto nível como Dr. Gustavo Arruda responsável em desenvolver o OPEN3LAB que foca em computação quântica e Blockchain.

Entre seus espaços de criação estão:

EXPOLAB: desenvolvimento de exposições itinerantes e museus de rua.

GAMELAB: jogos e experiências no metaverso.

IMMERSIVELAB: produções audiovisuais imersivas.

OPEN3LAB: projetos de IA, blockchain, computação quântica e ciência descentralizada.

THINKLAB: acessibilidade e design inclusivo.

KRAFTLAB: prototipagem e kits de ciência.

Impacto e próximos passos:

O projeto já captou R$ 1,8 milhão em fases anteriores e prevê R$ 25,5 milhões em investimentos para os próximos 10 anos, com a meta de impactar mais de 1,5 milhão de pessoas por meio de experiências físicas e digitais.

O núcleo já desenvolve projetos em parceria com a Prefeitura Municipal de São Carlos, o Observatório do CDCC-USP e grupos específicos da UFSCar, Unicamp e UNESP de Rio Claro, e segue em busca de novas colaborações. A cidade, que abriga instituições como o Museu Mário Tolentino, o Onovolab e o InovaUSP, consolida-se como um polo estratégico de inovação e cultura. Nesse ecossistema, o E=mc² procura reinventar a forma de compartilhar o conhecimento científico, aproximando escolas e público em geral da pesquisa universitária.

 

Vídeo de divulgação sobre o projeto “Transistores Eletrolíticos para o Monitoramento de Resíduos de Agrotóxicos”.

 

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores do Grupo de Polímeros Prof. Bernhard Gross, do (IFSC/USP), conquistaram bolsas de pesquisa voltadas ao desenvolvimento de sensores portáteis e baratos, capazes de auxiliar no controle do uso de agrotóxicos de forma segura e eficiente.

O projeto, “Transistores Eletrolíticos para o Monitoramento de Resíduos de Agrotóxicos”, contemplado na Chamada de Bolsas Conjunta USP-CNPEM, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, irá desenvolver pequenos sensores que poderão ser utilizados em campo, trazendo um maior controle do uso de agrotóxicos, potencialmente aumentando a seguridade dos trabalhadores rurais, com potencial de impactar na segurança alimentar no dia-a-dia da aduana, ou até nos supermercados.

A ideia é ampliar e facilitar o monitoramento de resíduos de agrotóxicos em diversas etapas da produção agrícola, do campo até o consumidor final.

A tecnologia por trás desse projeto é baseada em transistores eletrolíticos funcionalizados com polímeros impressos molecularmente. Esses polímeros atuam como “fechaduras” específicas para as “chaves”, que são as moléculas de agrotóxico, garantindo uma detecção seletiva e confiável diretamente em amostras de água e alimentos.

A miniaturização dos transistores será realizada utilizando processos de micro e nanofabricação, permitindo integrar múltiplos sensores em um único chip. Além disso, técnicas de inteligência artificial auxiliarão na interpretação e validação dos resultados.

A relevância do projeto se dá pois o agronegócio é o maior setor da economia brasileira. Contudo, a consolidação do Brasil como economia agroexportadora traz desafios à questão ambiental e sanitária.

Em 2023, segundo o “Boletim anual de produção, importação, exportação e vendas de agrotóxicos no Brasil” produzido pelo IBAMA, foram comercializadas cerca de 755.489 toneladas de agrotóxicos (classificados como Químicos e Bioquímicos). Deste total, cerca de 80% são produtos classificados como perigosos ou muito perigosos pela mesma instituição, sendo que a exposição aguda ou crônica a esses compostos e seus derivados está associada a quadros de distúrbios respiratórios, imunológicos, endócrinos, infertilidade, câncer, diabetes e doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer. Tais impactos afetam não apenas os trabalhadores rurais, mas também os consumidores de produtos agrícolas e as espécies dos ecossistemas onde essas substâncias são aplicadas.

O projeto é uma parceria do Grupo de Polímeros Prof. Bernhard Gross (IFSC/USP) e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), parte do pátio tecnológico do CNPEM, e conta com uma equipe multidisciplinar liderada pelo Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Jr. (IFSC) e o Dr. Rafael Furlan de Oliveira (LNNano), que atualmente lidera a divisão de dispositivos.

Além dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, a equipe é formada por jovens doutores do Grupo de Polímeros.

No IFSC/USP, o Dr. Bruno B. M. Torres, especialista em dispositivos eletrônicos orgânicos, e o Dr. Paulo A. R. Pereira, especialista no desenvolvimento de técnicas eletroanalíticas e sensores, darão suporte técnico-científico aos alunos que usufruirão das bolsas deste projeto.

No LNNano, o projeto terá o suporte do Dr. Marcelo R. Piton, especialista em microfabricação de dispositivos semicondutores e a Dra. Maria Luisa B. Fier, especialista em dispositivos e sensores.

Além do desenvolvimento científico intencionado pelo projeto, outro objetivo dentro do âmbito da cooperação entre o CNPEM e a USP é de intensificar as relações entre as instituições, promovendo novas pesquisas e colaborações, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema de pesquisa do país.

Clique no link para assistir o vídeo - https://www.youtube.com/watch?v=uCkEANkmpcM

SÃO CARLOS/SP - Estudantes de escolas públicas que participam de atividades nos campi da Universidade de São Paulo (USP) contam a partir de agora com uma garantia extra de segurança. A partir da publicação da Portaria GR nº 8970, em 28 de agosto, esses jovens passam a ser incluídos no Fundo de Cobertura de Acidentes Pessoais da Universidade de São Paulo (USP). Tal proteção estará assegurada para quem utilizar transporte disponibilizados pela instituição para participação nos projetos oferecidos.

A medida, que altera a Portaria GR nº 5721/2012, contempla também os deslocamentos realizados em veículos da frota universitária, como os ônibus da USP. Segundo especialistas da instituição, a iniciativa deve facilitar o acesso de alunos do ensino fundamental e médio a ações de extensão, fortalecendo a aproximação entre a universidade e a comunidade.

Segundo o Prof. José Marcos Alves, coordenador do Grupo de Estudos de Ações Sociais (GEAS-USP SC), responsável por levar essa demanda à Reitoria da USP, “a decisão possibilita uma presença expressivamente maior de estudantes de escolas públicas nos campi da USP para participar de ações de extensão educacionais”.

O GEAS, sediado no Instituto de Estudos Avançados da USP, em São Carlos, atua há anos em projetos sociais e criou o Portal das Ações Sociais – USP São Carlos, ampliando a visibilidade das iniciativas de extensão. Foi o grupo quem argumentou junto ao reitor, Prof. Carlos Gilberto Carlotti Junior, sobre a relevância da medida para a formação educacional de jovens de escolas públicas.

A solicitação teve apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, que reconheceu o impacto da curricularização da extensão no aumento das atividades.

A solicitação inicial incluía todos os campi da Universidade e a portaria foi estendida exatamente para todos os campi, ampliando ainda mais os benefícios.

Para a própria Universidade, a mudança reforça o papel da instituição como agente transformador e abre espaço para uma maior diversidade no convívio acadêmico.

SÃO CARLOS/SP - São Carlos, reconhecida como um dos maiores polos de ciência, tecnologia e inovação do Brasil, vive um momento de consolidação internacional. Universidades como a USP e a UFSCar, além de centros de excelência como a Embrapa, vêm atraindo um número crescente de estudantes e pesquisadores estrangeiros que buscam formação de qualidade e oportunidades em pesquisa de ponta.

Se antes predominava a chegada de estudantes predominantemente da América Latina, hoje a cidade recebe jovens da América do Norte, Europa, Ásia, África e até da Oceania. Essa diversidade internacional reforça a vocação científica de São Carlos e projeta sua imagem para além das fronteiras brasileiras, transformando-a em uma referência mundial de educação e inovação.

Para o cientista são-carlense, pesquisador e docente do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Vanderlei Salvador Bagnato, receber estudantes e pesquisadores internacionais representa uma oportunidade estratégica para o Brasil em múltiplas dimensões. “No campo acadêmico e científico, a presença deles fortalece a diversidade de ideias, fomenta a produção de conhecimento inovador e impulsiona a internacionalização das universidades brasileiras, ampliando redes de cooperação e parcerias com instituições de todo o mundo. Além disso, a convivência multicultural enriquece o ambiente universitário, promovendo integração social, respeito às diferenças e troca de experiências culturais, favorecendo a difusão da língua portuguesa e da cultura brasileira, ampliando sua projeção no cenário internacional”, pontua o pesquisador.

A visita recente do prefeito de São Carlos, Antônio Donato Netto, aos Estados Unidos, acompanhado pelo Prof. Vanderlei Salvador Bagnato, foi um marco nessa estratégia. “Em reuniões com universidades americanas, foi firmado um memorando de intenções com a Universidade do Texas A&M, garantindo intercâmbio acadêmico e científico, sendo que esse acordo prevê que São Carlos continue sendo destino de estudantes estrangeiros e, ao mesmo tempo, fortaleça a presença de jovens brasileiros em instituições internacionais de excelência”, sublinha o Prof. Bagnato.

A este acordo se somam muitas outras colaborações, parcerias e intercâmbios que foram consolidados no IFSC/USP ao longo dos anos, como, por exemplo, em 2015, com a University of Munster (Alemanha), em 2023, com o Russian Quantum Center - RQC (Federação Russa) e a Universidade de Tecnologia de Guangdong (República Popular da China), ou, ainda, em 2024, com Universidade de Ghent (Bélgica), só para destacar algumas.

Parcerias como a estabelecida com a Texas A&M University já estão em andamento no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), e a expectativa é expandir o intercâmbio para todas as unidades da USP, além da UFSCar e da Embrapa. Trata-se de uma ação que reafirma e consolida a posição de São Carlos na vanguarda da internacionalização universitária, promovendo não apenas a troca de conhecimento, mas também a cooperação diplomática e científica entre países.

“Os benefícios para a cidade são múltiplos: além de movimentar a economia local com moradia, alimentação, transporte e serviços, a presença de estudantes e cientistas estrangeiros estimula a produção científica, amplia as redes de cooperação e fortalece a difusão da cultura brasileira. Muitos desses jovens acabam permanecendo no nosso país, contribuindo em áreas estratégicas como ciência, tecnologia, inovação e saúde”, salienta o cientista.

Para o Prof. Vanderlei Bagnato, com esse movimento São Carlos se projeta como cidade universitária global, capaz de atrair talentos de diferentes continentes e de estabelecer parcerias de alto nível com instituições do mundo inteiro. “Mais do que um polo de educação, ciência e tecnologia, São Carlos se reafirma como referência internacional, mostrando que sua vocação acadêmica é também a chave para seu desenvolvimento sustentável e para sua inserção definitiva no cenário mundial.

 

Palestra apresentou grandes projetos da Ecovias Noroeste Paulista na região de São Carlos

 

               SÃO CARLOS/SP - Engenheiros da Ecovias Noroeste Paulista apresentaram, dia 10/09, durante a 24ª Semana da Engenharia Civil (SEC) da USP (Universidade de São Paulo) em São Carlos, uma palestra especial para estudantes tendo como foco os grandes projetos da concessionária em andamento na região. A atividade aconteceu no Anfiteatro “Jorge Caron”, Campus 1 da USP. Foram apresentadas as novas tecnologias aplicadas nas rodovias da concessionária, como o pedágio eletrônico Free Flow e o sistema de pesagem em movimento HS-Wim, as obras de pavimentação e a implantação das terceiras faixas na Rodovia Washington Luís (SP-310), investimentos que trazem ganhos em mobilidade e segurança viária.

 

               O encontro com os universitários foi conduzido por Cristiana Magalhães, coordenadora de Obras da Ecovias Noroeste Paulista na região, ao lado dos engenheiros Felipe Gregnanini e Sidney José Carvalho Teixeira. A 24ª SEC acontece entre os dias 8 e 12 de setembro.

 

Participação na abertura

 

               Representantes da concessionária nas áreas de Recursos Humanos, Segurança do Trabalho, Comunicação e Engenharia participaram da abertura do evento na última segunda-feira (08/09). Profissionais da Ecovias Noroeste Paulista realizaram atividades interativas com os universitários - entre elas, a “roleta premiada”, com distribuição de brindes institucionais. Também foi oferecido um espaço de sensibilização sobre segurança viária, com o uso de óculos especiais para simular os efeitos da sonolência e do consumo de álcool ao volante.

 

               Os estudantes ainda tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a atuação da concessionária, que é responsável por 600 quilômetros de rodovias no interior paulista. Além disso, puderam esclarecer dúvidas sobre os desafios técnicos e as oportunidades de atuação em concessões rodoviárias - tema apresentado pelo gerente de Engenharia da empresa, Tiago Xavier Carvalho, em contato direto com os estudantes.

 

               A participação da concessionária na SEC reforça a importância do networking com o meio acadêmico e do intercâmbio de conhecimento. “Essa aproximação é fundamental para mostrar aos futuros engenheiros o papel estratégico de sua área dentro de uma concessão rodoviária, setor que, muitas vezes, não é tão explorado durante a graduação. Nossa atuação tem como foco a segurança, a inovação e o desenvolvimento de obras de infraestrutura que contribuam para a mobilidade e o crescimento da região, em consonância com o trabalho realizado pelas universidades”, destacou Carvalho.

SÃO CARLOS/SP - O Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) está iniciando uma segunda chamada de pacientes voluntário(a)s residentes apenas na cidade de São Carlos para o novo tratamento de úlceras venosas e diabéticas, após o sucesso verificado com uma primeira chamada.

O tratamento, inovador, é realizado através da denominada Terapia Fotodinâmica (TFD), que utiliza laser conjuntamente com a aplicação de um fotossensibilizador.

Na primeira chamada foram atendidos perto de quarenta pacientes de ambos os sexos, com uma taxa de 90% de sucesso no tratamento de úlceras venosas e diabéticas.

Esta segunda chamada de pacientes voluntário(a)s insere-se no projeto de mestrado da pesquisadora do IFSC/USP, Carolayne Carboni Bernardo, tendo como meta descontaminar e acelerar a cicatrização das feridas através da TFD.

Para Carolayne Bernardo “Esta nova chamada ocorrerá da mesma forma que a anterior, procedendo-se inicialmente a uma avaliação de cada paciente – histórico de vida ativa, tamanho da ferida e o tempo de sua existência -, seguindo-se então o tratamento durante seis meses, com duas sessões semanais”.

Este tratamento está sendo realizado na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF), localizada na Santa Casa de Misericórdia de São Carlos, sendo que o(a)s pacientes interessados neste procedimento deverão se inscrever pelo telefone (16) 3509-1351 durante o horário de expediente.

SÃO CARLOS/SP - Em parceria com a iniciativa privada por meio de contrapartidas, a Prefeitura de São Carlos está promovendo uma ampla reestruturação urbana na região da USP 2, com obras que prometem mudar a dinâmica de mobilidade e infraestrutura no grande Santa Felícia. O projeto contempla cerca de 1,7 km de pavimentação, drenagem, guias, sarjetas e implantação de ciclovias, conectando o Jardim do Porto ao Faber 3. O investimento total gira em torno de R$ 3 milhões.

Além das melhorias viárias, a obra inclui a interligação de adutoras entre os poços artesianos do Jardim Ipanema até o Faber 3. A iniciativa, conduzida pela Construtora Buso, em parceria com a Imobiliária Cardinali, busca resolver os problemas de abastecimento de água que afetam a região há anos. O assessor do prefeito, João Muller, destacou a importância da parceria com o setor privado. “Essas obras são resultado de uma união de forças entre a Prefeitura e as construtoras e imobiliárias que acreditam no desenvolvimento de São Carlos. Estamos construindo uma nova alternativa viária que vai beneficiar milhares de moradores”, disse.

A nova rota, que deve ser concluída até dezembro, vai oferecer uma alternativa estratégica de tráfego, ligando a avenida Miguel Petroni à região do Shopping. O prefeito Netto Donato destacou a importância da obra para melhorar a infraestrutura urbana. “Estamos investindo em mobilidade, qualidade de vida e planejamento. Essa obra é de fundamental importância para a zona oeste da cidade e vai facilitar o acesso, valorizar os bairros e impulsionar o crescimento da região. Com a conclusão das obras, São Carlos se prepara para oferecer uma nova experiência de deslocamento urbano, mais eficiente e integrada às necessidades da população”, relatou.

SÃO CARLOS/SP - Um grupo de pesquisadores do Brasil – com participação do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) - e da Suécia encontrou uma nova forma de tornar o tratamento do câncer de mama mais eficaz e menos agressivo. A técnica inovadora combina o uso de minúsculas partículas de ouro com uma tecnologia parecida com “microcanudos” invisíveis a olho nu, capazes de injetar essas partículas diretamente dentro das células doentes.

Essas partículas de ouro, que são tão pequenas que só podem ser vistas com equipamentos especiais, têm a capacidade de transformar luz em calor. Quando iluminadas, aquecem a célula onde estão e destroem, seletivamente, as células cancerosas — esse processo é chamado “terapia fototérmica”. O problema é que, no método tradicional, essas partículas nem sempre chegam ao lugar certo dentro das células, o que diminui bastante sua eficiência.

É aí que entra o grande diferencial da nova abordagem: o uso de estruturas microscópicas chamadas “nanocanudos”. Para se entender melhor, imagine canudinhos super finos, invisíveis, que atravessam a parede da célula e conseguem levar a partícula de ouro exatamente onde ela deve agir. Com a ajuda de pequenos impulsos elétricos, os cientistas conseguiram colocar muito mais partículas dentro das células cancerosas — cerca de 10 vezes mais do que o método tradicional.

Esse direcionamento mais preciso também faz com que as partículas evitem áreas da célula que poderiam destruí-las antes de funcionar. Em vez disso, elas são levadas diretamente para regiões internas da célula onde conseguem agir com mais potência, levando à morte da célula doente de forma mais rápida e eficaz.

Nos testes feitos em laboratório, a nova técnica foi aplicada em dois tipos diferentes de câncer de mama: o primeiro tipo, chamado MCF7 é um câncer considerado mais "controlável", pois responde a hormônios como estrogênio e progesterona. O segundo tipo, chamado MDA-MB-231, é um câncer mais agressivo e difícil de tratar, pois não responde a hormônios nem a tratamentos convencionais como certos tipos de quimioterapia. Esse tipo é conhecido como "triplo negativo".

O resultado foi animador: no câncer MCF7, quase todas as células doentes morreram após o tratamento com a nova técnica. Já no câncer mais resistente, o MDA-MB-231, houve uma redução expressiva das células tumorais, muito superior ao que se consegue com o método tradicional. E o melhor foi que essa morte celular aconteceu de forma controlada — um processo chamado apoptose, que evita inflamações ou danos aos tecidos saudáveis ao redor, tornando o tratamento mais seguro.

Segundo os cientistas, essa abordagem pode ser um grande passo na luta contra o câncer, especialmente nos casos mais difíceis. O próximo desafio é adaptar essa tecnologia para funcionar dentro do corpo humano, já que os testes, por enquanto, foram feitos em células cultivadas em laboratório.

A pesquisa é fruto da colaboração entre a USP de São Carlos e a UNESP, em parceria com a Universidade de Lund, na Suécia, tendo como autores os pesquisadores - Sabrina A. Camacho, Pedro H. B. Aoki, Frida Ekstrand, Osvaldo Novais de Oliveira Jr., e Christelle N. Prinz.

Para acessar esta pesquisa, publicada na revista internacional “ACS Applied Materials & Interfaces”, acesse - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2025/09/CANCER-DE-MAMA.pdf

SÃO CARLOS/SP - A cidade de São Pedro (SP) acolhe entre os dias 21 e 24 deste mês a “7ª Conferência Internacional de Óptica e Fotônica (IOPC), evento que reunirá pesquisadores, estudantes, representantes da indústria e autoridades para debater os avanços mais recentes dessa área estratégica na ciência e indústria. Realizado no Hotel Colina Verde, o encontro integra diferentes iniciativas, como o “5º Encontro de Pesquisadores em Fotônica dos BRICS”, a “Escola de Bioespectroscopia” e o “Workshop de Indústria e Empreendedorismo”.

Promovida pela Sociedade Brasileira de Óptica e Fotônica (SBFoton), em estreita parceria com a Embrapa Instrumentação, este encontro tem o intuito de fortalecer a conexão entre ciência, inovação e aplicações tecnológicas, sendo que a programação inclui sessões técnicas, minicursos, mesas-redondas sobre inovação, concursos estudantis e uma feira de empresas do setor.

O objetivo principal deste evento é apresentar as últimas descobertas em Agrofotônica, Biofotônica, Fotônica Integrada e Optoeletrônica, Lasers, Comunicação Óptica, Óptica e Instrumentação, Tecnologias Quânticas Ópticas, Sensores, Imagens e Iluminação.

A fotônica, bastante estudada e difundida ao longo dos anos no IFSC/USP, através de inúmeras pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos em saúde e agricultura, tem como destaques, na medicina, o uso de lasers na odontologia, o diagnóstico precoce de tumores por espectroscopia e terapias inovadoras contra o câncer, e na agricultura as tecnologias baseadas em laser e inteligência artificial.

A palestra de abertura deste evento será proferida pelo pesquisador e docente do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Bagnato, subordinada ao tema “Da pesquisa básica com átomos e moléculas às aplicações da luz nas ciências da vida”, uma apresentação que incidirá sobre a trajetória  do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), sediado no IFSC/USP e cujo foco é a interação da luz com a matéria, em diversos aspectos.

Membro da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Nacional de Ciências dos EUA e da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano, dentre outras, o pesquisador salienta que a compreensão dos fundamentos cria as condições para que no CEPOF se possam realizar as mais diversas aplicações. Como resumo de sua apresentação, o Prof. Vanderlei Bagnato pontua que ao investigar átomos frios o CEPOF tem construído uma base sólida de instrumentação e óptica de precisão, que possibilitou a construção do primeiro relógio atômico brasileiro e, além disso, a investigação de sistemas quânticos de muitos corpos, como os condensados ​​de Bose-Einstein.

Com o conhecimento acumulado sobre colisões entre átomos excitados e seus efeitos de transferência de energia, será explicitada a forma como o CEPOF iniciou a investigação de reações fotodinâmicas que levaram a aplicações no tratamento do câncer e no controle microbiológico e, mais recentemente, à quebra da resistência bacteriana a antibióticos.

Em sua apresentação, o Prof. Vanderlei Bagnato enfatizará o percurso percorrido por esse Centro de excelência ao longo do tempo, sempre se aproveitando de tudo o que era possível para transformar o conhecimento gerado em aplicações e inovações tecnológicas junto às empresas.

Ao longo desta apresentação, o pesquisador fará um “tour” pelos diversos desenvolvimentos em que o CEPOF está envolvido atualmente, com cerca de 120 pessoas que trabalham nos diversos laboratórios do Centro, bem como uma descrição da formação de mais de 40 empresas e com mais de 60 produtos no mercado, e ainda uma abordagem ao futuro novo centro de excelência criado pela USP.

Confira todas as informações e programação do evento em - https://conference2025.sbfoton.org.br/#speakers

Tecnologia brasileira promete rapidez, baixo custo e menos sofrimento para pacientes

 

SÃO CARLOS/SP - Um simples teste de saliva poderá, num futuro próximo, ajudar médicos a identificar precocemente a depressão e outras doenças mentais. A novidade vem através do trabalho de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), que, em parceria com colegas brasileiros, desenvolveram um sensor descartável e barato, capaz de detectar em minutos alterações relacionadas a transtornos, como depressão, Alzheimer e Parkinson.

O dispositivo mede os níveis de uma proteína chamada BDNF, essencial para a saúde das células do cérebro, sendo que quando a quantidade dessa substância cai, aumentam os riscos de distúrbios neurológicos e psiquiátricos.

Atualmente, esse tipo de análise só pode ser feito em laboratórios especializados, com exames caros e demorados. O novo teste promete mudança de cenário, já que bastará uma pequena amostra de saliva para obter um resultado rápido, sem agulhas ou procedimentos invasivos.

Baixo custo e sustentabilidade

Cada unidade do sensor deve custar menos de R$ 12, tornando o exame acessível não apenas para grandes hospitais, mas também para postos de saúde, consultórios e até mesmo para o uso domiciliar, como forma de acompanhamento de pacientes em tratamento.

Além do preço, o projeto destaca-se pela preocupação ambiental, atendendo a que o dispositivo é feito com materiais simples e gera baixo impacto no descarte.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), duzentos e oitenta milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, sendo que esse transtorno é uma das principais causas de afastamento do trabalho e perda de qualidade de vida, podendo, em casos graves, levar ao suicídio, lembrando que todos os anos ocorrem mais de setecentas mil mortes derivadas desse transtorno

Para o coordenador da pesquisa e autor-correspondente do artigo publicado na revista internacional ACS Polymers Au, Dr. Paulo A. Raymundo-Pereira (IFSC/USP) “O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado e evitar complicações. Este tipo de tecnologia coloca o Brasil na linha de frente da inovação em saúde mental”, afirma o pesquisador.

Futuro próximo

A expectativa é que, em breve, o sensor possa ser integrado a celulares e aplicativos de saúde, permitindo que os resultados sejam enviados diretamente a médicos e equipes de acompanhamento, abrindo caminho para uma medicina mais personalizada e preventiva, em que o paciente participa ativamente do cuidado com sua saúde.

Este estudo recebeu os apoios da Fapesp, CNPq e Capes.

Além do Dr. Paulo Raymundo-Pereira (IFSC/USP), assinam este estudo os pesquisadores Marcelo Calegaro (IQSC/USP); Nathalia Gomes (IQSC/USP - LNNA Embrapa Instrumentação); Luiz Henrique Mattoso (LNNA Embrapa Instrumentação); Sergio Machado (IQSC/USP) e Osvaldo Novais de Oliveira Junior (IFSC/USP).

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