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Pesquisa de doutorado da UFSCar analisa diferentes protocolos para compreender essa relação

 

SÃO CARLOS/SP - Um estudo do Laboratório de Adaptações Neuromusculares ao Treinamento de Força (Musculab) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) pretende investigar se um grande aumento de volume (número de séries) na musculação pode prejudicar, ou não, os ganhos de força e hipertrofia muscular. Para isso, são convidados voluntários para realizarem testes com diferentes protocolos gratuitamente.

A pesquisa é desenvolvida pelos doutorandos Júlio Camargo e Deivid Gomes da Silva, sob orientação de Cleiton Libardi, docente do Departamento de Educação Física e Motricidade Humana (DEFMH) da UFSCar e coordenador do Musculab. De acordo com o professor, o estudo é importante porque seus resultados embasarão ajustes em programas de musculação, de forma a evitar prejuízos nas adaptações musculares de seus praticantes.

Para verificar se a progressão de grande magnitude no número de séries semanais pode atenuar as adaptações musculares em praticantes com experiência no treinamento, os pesquisadores compararão dois protocolos com diferentes aumentos percentuais no volume: VOL120 (aumento de 120% no volume de treinamento em relação ao previamente realizado); VOL20 (aumento de 20% no volume de treinamento em relação ao previamente realizado). Além de avaliar os ganhos de força e a hipertrofia muscular, a pesquisa vai analisar os biomarcadores de proteólise muscular, que são indicadores da degradação de proteínas no músculo. "Espera-se que o estudo traga informações relevantes sobre como diferentes estratégias de aumento de volume influenciam as adaptações musculares. Ainda, caso seja confirmado que aumentos abruptos no volume de treinamento possam, de fato, prejudicar a hipertrofia muscular devido a uma resposta proteolítica aumentada, profissionais e praticantes de musculação poderão fazer novos ajustes em seus treinamentos", aborda Libardi sobre a expectativa da pesquisa.

Para realizar o estudo, estão sendo recrutados voluntários, mulheres ou homens, entre 18 e 35 anos, saudáveis, isentos de lesão ou comprometimento osteomuscular, e que pratiquem a musculação há pelo menos dois anos de maneira ininterrupta. Os participantes passarão por testes e avaliações no Musculab, e receberão sessões de musculação, suplemento proteico, avaliações de força e hipertrofia muscular e avaliação da composição corporal. O projeto terá duração de três meses.

As pessoas interessadas em participar do estudo devem fazer contato com a equipe de pesquisa, pelos números de Whatsapp (19) 99118-0143 (Júlio) e (16) 99732-3805 (Deivid). Projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 74689423.3.0000.5504).

Produzido por egressos da Universidade, filme também já foi exibido na República Tcheca, Chile, EUA e Colômbia

 

SÃO CARLOS/SP - Depois de ser exibido na República Tcheca, Chile, EUA e Colômbia e selecionado para festivais no Uruguai e Canadá, o longa-metragem "As Quatro Estações da Juventude" (@as4estacoesdajuventude), dirigido por Essi Rafael e produzido por Lucas Pelegrino, ambos alunos egressos do curso de graduação em Imagem e Som da UFSCar, estreia em seu primeiro festival brasileiro. A exibição acontece no dia 23 de julho, no festival Bonito CineSur - Festival de Cinema Latino-Americano de Bonito.

"As Quatro Estações" acompanha a história de jovens alunos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ao longo de uma década. O enredo narra acontecimentos desde o trote aos questionamentos sobre a formação que cada um escolheu para si.

O diretor, Essi Rafael, cursou Imagem e Som na UFSCar entre 2006 e 2009; Pelegrino, entre 2009 e 2012. "Porém, vale enfatizar que as imagens do filme são de 2010 a 2013", ressaltam. "Como a gente se formou no curso de Cinema, fazer um filme foi uma maneira natural de exercitarmos o ofício e nos expressar, mas, sobretudo, de aprendermos. Foi uma grande escola tanto na parte técnica quanto depois, quando tivemos que aprender como fazer esse filme existir comercialmente. Porém, tudo começou de uma maneira bem despretensiosa, com      recursos próprios      e com a ajuda dos nossos colegas de curso", relata o produtor.

A estreia em território nacional está prevista para início de 2025. Estão sendo planejadas sessões pelo interior e cidade de São Paulo, tanto em salas de cinema convencionais como em cineclubes e casas de cultura.

Já o lançamento mundial aconteceu no último dia 5 de junho, na sala 6 do Golden Apple Cinema do Zlin Film Festival, na República Tcheca. O evento tcheco é um dos maiores e mais antigos do mundo sobre filmes com o tema Infância e Juventude. Foi ele o escolhido para dar o pontapé na tour. "É um lugar especial para a estreia de nosso documentário, que começou como um sonho de jovens universitários", afirma Essi.

Em seguida, o filme seguiu viagem para a Filadélfia para concorrer aos principais prêmios do Philadelphia Latino Arts & Film Festival (PHLAFF), evento que historicamente dá destaque para a cinematografia latino-americana nos EUA. A première aconteceu em 22 de junho. Entre 30 de julho e 6 de agosto, o documentário participará de mais uma incursão internacional, no Festival Internacional de Nuevo Cine Independiente, no Uruguai. Entre 5 e 15 setembro, será exibido na 22ª edição do Vancouver Latin American Film Festival, no Canadá; nele, Essi concorre ao prêmio da categoria Novos Diretores.

O filme também já ganhou o prêmio WIP Puerto Lab no Festival Internacional de Cinema de Cartagena (FICCI), na Colômbia, em março do ano passado (bit.ly/4eKeVcp). Fundado em 1960, o Festival é o evento mais antigo do gênero na América Latina. A produção também foi selecionada, no mesmo ano, para comparecer presencialmente ao Chile durante o encontro internacional de documentários Conecta.

Boyhood universitário

O produtor define "As quatro estações da juventude" como o "Boyhood universitário", numa alusão ao filme de Richard Linklater. Para Pelegrino, a chave dessa conexão é o tempo de filmagem. Pelo fato de o arco narrativo usar uma década como referência, o espectador testemunha diversas transformações nos personagens, que vão da alegria por ingressarem na universidade ao medo e desesperança diante de um mercado de trabalho inflexível.

O roteiro se apega na vida dos estudantes, mas também joga luz para o contexto ao qual ela acontece. Implementação de cotas sociais e raciais, retração de investimento público na educação, Covid-19, risco de paralisação da UFSCar, todos estes temas perpassam a narrativa de alguma forma. Nas palavras de Essi, o clima de decepção e falta de esperança de uma geração que foi do céu ao inferno em dez anos acabam por compor o pano de fundo do documentário.

"A ideia foi trazer para o filme um pouco do que essa geração de jovens dos anos 2010 enfrentou em sua trajetória da universidade até a vida adulta", reforça o cineasta.

Distribuição no interior paulista

O lançamento no Brasil de "As Quatro Estações" faz parte do projeto Núcleo de Distribuição Cinema do Interior. Com coordenação geral do produtor Lucas Pelegrino, ele prevê a exibição em salas de cinema tradicionais e alternativas de filmes 100% realizados no interior de São Paulo. Os longas trabalham com temáticas plurais que trazem a singularidade das suas regiões específicas de produção.

São quatro ao todo. Além do filme de Essi Rafael, fazem parte da coleção: "Estranhas Cotoveladas", "Ivan" e "Teca e Tuti: Uma Noite na Biblioteca" bit.ly/3RsKUE5, todos de 2023.

"Queremos ativar um circuito exibidor no interior paulista e, com isso, abrir novos horizontes para a indústria cinematográfica regional. Não só nas salas de cinema tradicionais, mas também em outros espaços, permitindo que o nosso público tenha acesso à riqueza cultural e à diversidade das histórias do nosso interior", conclui Pelegrino, sócio-fundador da LPB Content, produtora voltada para a realização de filmes no interior paulista. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo.

Acompanhe as novidades sobre o filme "As quatro estações da juventude" no Instagram @as4estacoesdajuventude.

Inscrições devem ser feitas até o dia 19 de julho

 

SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), a Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos (DIPEBS) e o Ministério da Educação (MEC), está com inscrições abertas para o curso de aperfeiçoamento na modalidade a distância intitulado "Formação de práticas pedagógicas em Educação Bilíngue de Surdos".

O objetivo é promover a formação de professores da Educação Básica sobre educação bilíngue de/para surdos com ênfase nas práticas pedagógicas, permitindo que os participantes se instrumentalizem para que possam assistir pedagogicamente as pessoas surdas respeitando a primeira língua (Libras) e sistematizando a segunda língua, o Português escrito. Ao capacitar os professores, a intenção é também proporcionar aos surdos a possibilidade de acessar o conhecimento e se desenvolver pedagogicamente.

O curso será completamente online, carga horária de 180 horas e com materiais e videoaulas bilíngue produzidos por professores e pesquisadores da área, bem como contará com professores formadores, supervisores, tutores e técnicos para suporte e acompanhamento constante dos cursistas. São oferecidas 200 vagas voltadas a professores da rede pública da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I. 

As inscrições devem ser feitas até o dia 19 de julho, por meio deste formulário online (https://bit.ly/3XXlaDy). As informações completas estão disponíveis no edital (https://bit.ly/3xPSjqf).

Pesquisa tem foco em mulheres pretas e pardas e convida participantes de todo o País

 

SÃO CARLOS/SP - Um projeto de iniciação científica, desenvolvido no Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tem como objetivo avaliar a autoeficácia na amamentação através da teoria da interseccionalidade. A expectativa é analisar quais fatores estão envolvidos no protagonismo da população negra em relação à amamentação, para além de questões socioeconômicas. A pesquisa convida pessoas voluntárias de todo o Brasil para preencherem um questionário eletrônico.

O trabalho é realizado pela graduanda em Enfermagem Lara Furlan Batista, sob orientação de Natália Sevilha Stofel, docente do DEnf, e tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). De acordo com Batista, a teoria da interseccionalidade identifica que as diversas formas de preconceito e desigualdades sociais direcionadas a um grupo social se somam gerando novas vivências e consequências para aqueles que sofrem essas violências. "Por exemplo, a vivência de um homem negro e de uma mulher negra são completamente diferentes, uma vez que a mulher, além do racismo, também está exposta ao machismo. O mesmo vale quando comparamos uma mulher negra e uma mulher branca, como a mulher branca não sofre racismo, a vivência dela em comparação a mulher negra será diferente, mesmo as duas estando sujeitas ao machismo", exemplifica a pesquisadora.

Para a estudante, a pesquisa é importante pois, ao analisar a autoeficácia da amamentação por meio da interseccionalidade, permitirá compreender como ela é afetada pelas diferentes vivências das pessoas que amamentam, facilitando a compreensão dos motivos pelos quais alguns grupos - mulheres pretas e pardas - amamentam mais e por mais tempo que outros. "O diferencial do estudo está relacionado com a procura de evidenciar que, embora a taxa de amamentação presente entre mulheres pretas e pardas seja maior, há controvérsia, uma vez que elas enfrentam violências e situações que comprometem a eficácia do aleitamento humano com mais frequência do que as mulheres brancas", destaca ela.

Dentre as questões que serão analisadas, estão as variáveis obstétricas - ocorrência de violência, complicações gestacionais, paridade, cirurgias que podem influenciar na amamentação, pré-natal etc; e as variáveis interseccionais - incluem idade, gênero, raça/cor, renda, situação laboral, estado civil, moradia, escolaridade, apoio familiar e orientação sexual. Nesse âmbito, Batista expõe que "as opressões sociais podem influenciar de diversas formas na amamentação, desde sua eficácia até na continuidade do ato. Tudo depende da situação em que a/o/e lactante se encontra".

Para desenvolver a pesquisa, estão sendo convidadas pessoas a partir de 18 anos que tenham amamentado nos últimos dois anos. Os participantes precisam apenas responder este questionário online (https://bit.ly/3IcYq9J), que leva cerca de oito minutos. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa dos Seres Humanos (CAAE: 55688522.6.0000.5504).

Atividade é aberta a empresários e industriais e as inscrições são gratuitas

 

SÃO CARLOS/SP - No dia 17 de julho, próxima quarta-feira, às 15 horas, será realizado o evento "Diálogo Indústria & UFSCar: como a Embrapii pode ajudar a sua indústria!", promovido pela parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). A atividade é gratuita, aberta a empresários e industriais de São Carlos e região e a inscrições estão abertas.

O evento vai apresentar a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) UFSCar-Materiais, as possibilidades de cooperação e as alternativas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para as indústrias de São Carlos e região. Serão apresentadas também as formas de financiamento de projetos e como as parcerias entre a UFSCar e as indústrias podem ser realizadas. 

Durante a programação, serão abordados os seguintes temas: Funcionamento da Embrapii-UFSCar; Casos de sucesso; Propriedade Intelectual nos projetos com a Embrapii; Como fazer um projeto com a Embrapii-UFSCar; e Suporte jurídico aos projetos.

A atividade terá início às 15h, no Auditório do Ciesp, que fica na R. Cel. José Augusto de Oliveira Salles, 1.515, na Vila Izabel, em São Carlos. As inscrições devem ser feitas pelos telefones do Ciesp - (16) 3368-1037 e (16) 99783-3365 -, pelo Whatsapp da Embrapii - (16) 3306-6949 - ou pelo link https://bit.ly/3Lmu31S.

Obras escritas por Marisa Bittar e Amarílio Ferreira Jr. analisam a educação no período soviético

 

SÃO CARLOS/SP - No último dia 28 de junho, a professora Marisa Bittar, do Departamento de Educação (DEd) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) foi recepcionada pelo Embaixador da Rússia no Brasil, Alexey Kazimirovitch Labetskiy, na sede da Embaixada, em Brasília (DF). A visita foi motivada pelo interesse do Embaixador em conhecer os dois livros sobre a educação soviética escritos por Bittar em parceria com Amarílio Ferreira Jr., também do DEd, que faleceu no dia 3 de abril.

Na ocasião, Bittar apresentou o livro "A educação soviética", publicado em 2021 pela EdUFSCar, que trata da política educacional adotada nas 15 Repúblicas da União Soviética após a Revolução de 1917. Em seguida, apresentou o segundo livro, "A escola da Revolução Russa", publicado em 2023 (Pedro & João Editores), que mostra a escola soviética por dentro, isto é, o seu currículo; a condição dos professores; a vida dos alunos; as atividades extraescolares; a sua rotina e a aprendizagem. A professora conta que, ao ver as fotografias publicadas no livro, o embaixador exclamou: "Isso era obrigatório!", referindo-se a uma imagem em que as crianças cantam ao som do piano tocado pela professora. "O interesse da Embaixada da Rússia foi conhecer a história dos livros com o objetivo de divulgá-los", assinala Bittar.

Os dois livros resultaram de longa pesquisa realizada nos Arquivos Especiais do Instituto de Educação da University College London (UCL), na Inglaterra, onde os autores realizaram pós-doutorado em História da Educação (2011-2012). Na sequência, os pesquisadores prosseguiram como Professores Visitantes na Instituição, onde, em 2019, concluíram as pesquisas para os dois livros. As fontes consultadas foram exclusivamente em Inglês e Russo. Além disso, Ferreira Jr. e Bittar contaram com suas próprias vivências na União Soviética, pois, quando jovens, moraram e estudaram no Instituto de Ciências Sociais de Moscou, no período de 1981 a 1984.

"O primeiro livro - ‘A educação soviética’ - traz uma visão mais geral e horizontal da educação, sua relação com o Estado, as reformas pelas quais passou, a relação com o Partido Comunista, sua crise no começo da década de 1980 e o fim da União Soviética. O segundo livro é centrado na escola; trata-se de uma visão vertical, aprofundada, sobre como ela funcionou por dentro", diferencia Bittar. "Um detalhe importante: ambos contam com um belo álbum fotográfico".

As duas publicações exigiram muita dedicação dos autores, pois além de a pesquisa ter sido feita em inglês e russo, o assunto em si geralmente é visto de forma preconceituosa. A professora Marisa explica:

"O tema da educação soviética era praticamente desconhecido no Brasil ao passo que, em língua inglesa, já contava com importantes estudos. O nosso livro foi o primeiro em Língua Portuguesa (considerando os países falantes do nosso idioma, portanto, não só o Brasil, mas também Portugal, Angola, Moçambique etc.)".

Bittar conta que, no encontro, o Embaixador se interessou em conhecer a pesquisa que originou os dois livros e relembrou feitos positivos alcançados pela Revolução de 1917 na política educacional como: a rápida alfabetização de adultos; a escola de cultura e de trabalho; e a valorização da ciência. A professora conta que, para o embaixador, "a Rússia está melhor hoje, mas uma das heranças mais significativas da Revolução Bolchevique foi o nível alcançado pela educação e pela ciência", fato corroborado pelas pesquisas realizadas por Amarílio Ferreira Jr. e Marisa Bittar.

Educação, Ciência e Trabalho

"A escola criada pela Revolução Russa foi baseada em princípios socialistas. Era obrigatória, da creche ao final do Ensino Médio. Rigorosa, patriótica e disciplinadora. Foi uma escola de trabalho e de cultura.

Formou a classe trabalhadora para as profissões necessárias à etapa de desenvolvimento das 15 Repúblicas soviéticas. Foram profissões massivas, desde professores, enfermeiros e operários fabris até especialidades em línguas estrangeiras, técnicos, cientistas e artes em geral", destaca a professora da UFSCar. "O ingresso à universidade baseava-se em rigorosos exames. A política educacional era centralizada e igual para as 15 Repúblicas existentes na União Soviética (1917-1991)".

Entre os pontos fortes dessa escola, a professora destaca o currículo científico aliado à ginástica e à cultura. "Foi uma escola construída em pouco tempo como política estratégica de Estado e apoiada firmemente pela sociedade. Uma escola totalmente ligada ao setor produtivo. Mas devemos observar também a sua dimensão ideológica, pois era difusora dos valores da Revolução de 1917, como lealdade à 'Mãe Pátria', concepção de mundo materialista e patriotismo", explica ela. "Contraditoriamente, o fator ideológico acabou gerando postura crítica ao próprio socialismo praticado pelo Estado constituindo-se em uma das razões da crise e do fim da União Soviética", analisa a professora Marisa, acrescentando: "A escola era totalmente laica, mas a religião não foi extinta pela Revolução. O cristianismo ortodoxo, um dos elementos culturais marcantes do País continuou sendo praticado no âmbito da família e das igrejas; aliás, belíssimas, e todas preservadas".

Ela destaca como essa escola elevou o País ao patamar de potência mundial após a Revolução de 1917 tendo passado por duas guerras mundiais, guerra civil e Guerra Fria. Na Segunda Guerra Mundial, a União Soviética foi o país que mais perdeu vidas, 26 milhões de pessoas. Mesmo assim, a escola de educação geral e para o trabalho foi construída para todos, da creche ao ensino secundário, em curto espaço de tempo. "Foi o primeiro País a lançar um satélite artificial ao espaço (Sputnik, 1957) e isso foi resultado do avanço da ciência e da qualidade da escola. Yuri Gagárin foi o primeiro ser humano a viajar ao espaço (1961). Esse avanço foi resultado da ciência e da escola soviética", completa a professora, que conclui: "nós devemos conhecer a história da educação de outros povos não para copiá-la, mas para compreendermos como eles enfrentaram os seus desafios educacionais e construíram os seus sistemas nacionais de escolas públicas".

SÃO CARLOS/SP - O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 34 anos neste 13 de julho. Regulamentado em 1990, mesmo ano de criação do ECA, o Sistema Único de Saúde (SUS) é indispensável no alcance dos direitos que envolvem a saúde e bem-estar integral de crianças e adolescentes brasileiros. Compromisso que se manifesta através dos serviços prestados nos hospitais da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Para além dos sintomas físicos, um olhar humanizado

O Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh) através do Ambulatório AdoleSer realizada trabalhos exemplares com equipe de médicos, enfermeiros e terapeutas ocupacionais. “A gente olha para esses pacientes de forma integral, não resumindo à questão física, mas precisamos entender também todo o contexto social e trabalhar com a família e com os responsáveis que estão com esses adolescentes”, comenta a pediatra Mariana Bueno, coordenadora do Ambulatório.

Em um primeiro momento, os profissionais do AdoleSer realizam uma conversa com o adolescente e, separadamente, com seus responsáveis, para compreender o contexto que o afeta. “Então, traçamos planos de ajuda. Isso é feito a partir de uma reunião pós-atendimento onde é discutido um plano terapêutico”, explica Mariana.

A proposta geralmente é fruto de um diálogo com órgãos e instituições que o adolescente frequenta. Em seguida, são feitos acompanhamentos do paciente, que pode retornar ao ambulatório de acordo com a necessidade. “Acredito que o HU-UFSCar como hospital dentro do SUS, tem o papel de garantir esse cuidado. E quando a gente amplia o olhar através do ambulatório a gente consegue garantir um cuidado que vai além da saúde física, levando em consideração a saúde global”, conclui Mariana.

Combate à violência, um compromisso de saúde pública

Por meio do Centro de Referência ao Atendimento Infantojuvenil (Crai), o Hospital Universitário Dr. Miguel Riet Corrêa Jr., da Universidade Federal do Rio Grande (HU-Furg/Ebserh), no Rio Grande do Sul, faz valer as diretrizes do ECA no atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou que presenciaram episódios de violência. Segundo o Atlas da Violência 2024, que destaca a violência doméstica e sexual como algumas das principais preocupações, 2 em cada 3 casos de violência doméstica são com pessoas de 0 a 14 anos. Além disso, violência psicológica, negligência e abandono são outros fatores que põem em risco a vida desta população.

Em situações traumáticas de violência, é importante que a criança ou adolescente encontre apoio em espaços seguros, que não lhe exponham à revitimização, como alerta Tânia Fonseca, ginecologista e coordenadora do Crai do HU-Furg. “O Crai é um dispositivo que compõe uma rede de proteção, integrando ações da saúde e da segurança pública em um mesmo espaço, fornecendo acompanhamento total, que inclui: registro da ocorrência policial, preparação para perícia médica, notificação ao Conselho Tutelar, avaliação clínica e encaminhamento para tratamento terapêutico na Rede de Saúde do município de origem da vítima”.

Em 16 meses de funcionamento, o Crai do HU-Furg já realizou mais de 200 atendimentos pela equipe multiprofissional. Também integram o Centro agentes de delegacias especializadas, perícia médico legal e profissionais do Instituto Geral de Perícias.

O cuidado nos detalhes

Na Unidade de Atenção à Saúde da Criança do Hospital Universitário de Lagarto, da Universidade Federal de Sergipe (HUL-UFS/Ebserh), a atuação multiprofissional busca atender às necessidades das crianças de forma humanizada e individual. “Tratamos cada criança respeitando suas particularidades, medos e necessidades específicas. Isso inclui ouvir a criança e envolvê-la, quando possível, nas decisões sobre seu tratamento”, enfatiza Mayara Tarso, chefe da Unidade.

O hospital é o único da região a possuir Cateter Central de Inserção Periférica (PICC) para tratamentos vasculares em crianças, além de ser um dos únicos da rede pública a ter Cânula Nasal de Alto Fluxo (CNAF), "dispositivo que evitou muitas intubações no período de sazonalidade", conta Mayara.

A disponibilidade de diversas especialidades pediátricas no mesmo local facilita o diagnóstico e tratamento de condições complexas. Mayara também destaca a implementação e eficácia de atendimentos por teleconsulta, com acesso ao prontuário do paciente via Aplicativo de Gestão para Hospitais Universitários (AGHU) com toda a segurança de dados.

Atendimentos psicológicos, atividades lúdicas e educativas também são dinâmicas adotadas como caminhos que visam atender as diretrizes do SUS e do ECA. “Levamos em consideração o atendimento integral e humanizado, participação da família, suporte psicossocial, acesso universal e igualitário. Tanto o ECA, como o SUS reconhecem a relevância dessas iniciativas", finalizou.

SÃO CARLOS/SP - A dor lombar inespecífica e de longa duração está em terceiro lugar dentre as causas de incapacidade no Brasil. Diferentes estudos buscam estratégias de tratamento e intervenções para tratar o problema e aliviar os sintomas dos pacientes que convivem com a lombalgia crônica. Atualmente, um grupo de pesquisa em "Práticas Integrativas e Complementares", vinculado ao Departamento de Medicina (DMed) e à Unidade Saúde Escola (USE) da UFSCar, realiza um estudo clínico para avaliar a efetividade de uma estratégia de homeopatia no tratamento da dor lombar. A pesquisa está convidando pessoas voluntárias para avaliação e tratamento gratuitos na Instituição. Estão sendo ofertadas as dez últimas vagas.

De acordo com Maristela Adler, docente do DMed e investigadora clínica do estudo, a dor lombar é tradicionalmente tratada com medidas não farmacológicas (fisioterapia, exercícios físicos, acupuntura, entre outras) e farmacológicas, muitas vezes com anti-inflamatórios, "medicamentos com sérios efeitos adversos e pouca efetividade a longo prazo". "Ainda não sabemos como a homeopatia vai contribuir para tratar essa dor, mas há estudos recentes demonstrando que medicamentos homeopáticos podem modificar funções celulares por mecanismos epigenéticos, que modificam a leitura dos genes pelas células, sem alterar DNA, e a descoberta de nanopartículas e de propriedades físicas específicas nos solventes das preparações homeopáticas", destaca Adler.

A docente aponta que a expectativa da pesquisa é a "superioridade do medicamento homeopático em relação ao placebo, tanto estatística como clínica. Esperamos que os pacientes com lombalgia crônica possam sentir um alívio importante na dor com o uso da homeopatia, facilitando as atividades da vida diária, a prática de exercícios físicos, posturais etc".

Para realizar o estudo são convidados homens e mulheres, com idade entre 20 e 60 anos, que tenham dor lombar há, pelo menos, três meses. Os voluntários passarão por avaliação inicial e por três consultas presenciais durante oito semanas. Pessoas interessadas devem agendar a avaliação pelo Whatsapp: (16) 99609-1505. Projeto aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 69489123.6.0000.5504).

Mostra está em cartaz no Saguão da Reitoria até o dia 15 de agosto

 

SÃO CARLOS/SP - Uma viagem pelos encantos da Amazônia. Essa é a proposta da exposição fotográfica "Minha Amazônia Pittoresca", que está em cartaz no saguão da Reitoria da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), até o dia 15 de agosto. A mostra é de autoria de Antonio Mozeto, professor aposentado do Departamento de Química (DQ) da Instituição.
Mozeto esteve em Manaus pela primeira vez em 1972 e, desde então, foram quase 40 anos de visitas à Região Amazônica como pesquisador. Durante suas expedições, desbravando os estados do Amazonas e do Pará, o professor da UFSCar passou a registrar as paisagens, as pessoas e os encantos da região. "Minha relação com a Amazônia, apesar de profissional, sempre me permitiu aproveitar todas as coisas boas que ela oferece, como a culinária e as manifestações culturais e folclóricas. Essa mostra é apenas uma pequena parte do meu acervo de imagens construído ao longo de muitos anos", conta ele.
De acordo com Mozeto, as fotografias que compõem a instalação expressam muito sentimento, "elas carregam a emoção das 'pitorescas' paisagens, pessoas, costumes e edifícios públicos desenhados, pintados e publicados por artistas como Debret (entre 1834-1839), Rugendas (1853) e Frond e Ribeyrolles (1864), daí o título da exposição Minha Amazônia Pittoresca".
As fotos, segundo o autor, também são uma forma de expressar a força da "Hileia", termo usado pelo naturalista alemão Alexandre Von Humboldt para a gigantesca Floresta Equatorial Amazônica, e que significa floresta virgem inexplorada, com seus incontáveis corpos d’água, entre rios, igarapés, paranás, lagos e belíssimas matas alagadas.
Além disso, a mostra é uma forma de chamar atenção das pessoas para a necessidade de preservação da Amazônia e da criação de políticas públicas em benefício das populações indígenas e ribeirinhas que vivem nesta região do País. "É impossível não contextualizar minhas fotografias com a atual, progressiva e persistente destruição da Floresta Amazônica", afirma Mozeto.
As fotos podem ser vistas diariamente, em horário comercial, no saguão da Reitoria da UFSCar, que fica na área Sul do Campus São Carlos; a entrada é gratuita. É possível agendar visitas guiadas com o próprio autor, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. "Será um grande prazer apresentar a exposição e dividir muitas histórias sobre a Amazônia", conclui ele.

Em 59 minutos, universitárias conquistaram em casa uma vitória por 3 sets a 0

 

SÃO CARLOS/SP - Em jogo solitário pela fase de classificação da 9ª Copa AVS/Smec, a UFSCar conquistou uma boa vitória frente Ibaté na noite desta terça-feira, 2, no ginásio de esportes da Universidade Federal.

Em 59 minutos, as universitárias superaram as ibateense por 3 sets a 0, parciais de 25/9, 25/7 e 25/16, com destaque para a levantadora Lisa, da equipe vencedora. 

A partida foi arbitrada por Alessandra Borges e Fernanda Oliveira. Apontador: Narciso Borges.

UFSCar: Lisa, Marina, Lívia, Paloma, Natália, Júlia, Júlia M., Mayra, Eduarda, Ana e Kátia. Técnico: Lucas.

Ibaté: Luciana, Núbia, Maria T., Pietra, Joice, Maria, Sandra, Daiani e Vitória. Técnico: Lucas.

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