SÃO CARLOS/SP - Em 2025, 78 gestantes em situação de vulnerabilidade encontraram apoio, acolhimento e novas perspectivas por meio da atuação integrada da Santa Casa de São Carlos. O resultado é fruto de um trabalho contínuo da Maternidade Dona Francisca Cintra Silva, que passou a reunir mensalmente profissionais da saúde e da assistência social do município para cuidar dessas mulheres de forma completa.
A iniciativa surgiu após a médica responsável pela maternidade, Dra. Bruna Elias Parreira Lopes Ferraz, perceber um aumento significativo de gestantes vivendo situações de fragilidade social durante o atendimento diário. A partir dessa realidade, foram organizados encontros regulares para discutir cada caso e garantir que essas mulheres tivessem acesso a acompanhamento, orientação e serviços essenciais para elas e suas famílias.
A assistente social Luciana Ribeiro acompanha diretamente os casos e participa de todas as reuniões. Para ela, o trabalho em conjunto faz toda a diferença na vida dessas gestantes.
“Muitas chegam apenas com problemas e sem enxergar saída. Quando mostramos que existe uma rede preparada para acolher e orientar, elas entendem que não estão sozinhas. O retorno das famílias mostra o quanto esse trabalho realmente transforma vidas.”
Participam desse cuidado integrado serviços de assistência social, saúde mental, proteção à infância e unidades de saúde do município, com a Santa Casa atuando como referência no atendimento hospitalar e materno-infantil.
Para o provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valério Morillas Junior, os resultados mostram a importância de unir esforços para cuidar além do atendimento hospitalar.
“Quando as instituições trabalham juntas, o cuidado deixa de ser pontual e passa a acompanhar essas mulheres ao longo de todo o processo, oferecendo mais segurança e reais chances de mudança.”
SÃO CARLOS/SP - O balanço epidemiológico de 2025 aponta um cenário preocupante em relação às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Ao longo do ano, foram contabilizadas 31.553 notificações suspeitas de dengue. Desse total, 20.429 casos foram confirmados, enquanto 11.105 acabaram descartados após investigação.
A dengue também foi responsável por 24 óbitos confirmados no período. Outros 26 óbitos chegaram a ser investigados, mas foram descartados após análise clínica e laboratorial.
Em relação à chikungunya, o município registrou 643 notificações ao longo do ano. A grande maioria, 637 casos, foi descartada. Apenas cinco confirmações ocorreram, sendo duas classificadas como importadas e três como autóctones. Um caso seguia em investigação até o fechamento do levantamento.
Já a zika apresentou 574 notificações em 2025, porém nenhuma delas foi confirmada, sendo todos os casos descartados.
O levantamento também apontou registros de febre amarela. Foram três notificações, das quais duas foram descartadas e uma resultou em óbito confirmado, reforçando a importância da vacinação e da vigilância permanente.
SÃO CARLOS/SP - O ano de 2025 terminou com indicadores mais favoráveis no enfrentamento da Covid-19 em São Carlos, segundo dados oficiais do Departamento de Vigilância em Saúde. Durante o período, foram feitas 13.880 notificações, das quais 1.909 resultaram em diagnósticos positivos. Ao todo, cinco pessoas morreram em decorrência da doença.
Os óbitos ocorreram nos meses de janeiro, abril, outubro, novembro e dezembro, todos envolvendo pacientes com idade avançada e comorbidades. O perfil das vítimas reforça o alerta para a necessidade de cuidados contínuos com grupos mais vulneráveis, mesmo em um cenário de menor circulação do vírus.
A evolução mensal dos casos mostrou comportamento irregular ao longo do ano. O primeiro bimestre concentrou os maiores volumes, com 494 casos em janeiro e 571 em fevereiro. Entre abril e julho, os números permaneceram baixos, com registros inferiores a 25 casos mensais. Já no último trimestre, houve novo aumento, especialmente em outubro, quando foram confirmados 229 casos.
Ao comparar os dados com 2024, observa-se uma redução significativa na gravidade da pandemia no município. No ano passado, São Carlos registrou quase seis mil casos positivos e 18 óbitos, com picos expressivos nos primeiros meses do ano. Em 2025, apesar da circulação do vírus, o impacto foi menor, indicando avanços no controle da doença e na resposta do sistema de saúde.
A Vigilância em Saúde segue monitorando os indicadores e reforça a importância da vacinação e da adoção de medidas preventivas, especialmente durante períodos de maior incidência.
BRASÍLIA/DF - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico para avaliar a segurança do uso do medicamento polilaminina no tratamento do trauma raquimedular agudo, que é uma lesão da medula espinhal ou coluna vertebral.
No anúncio feito, na segunda (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (à esquerda, na foto), destacou que a pesquisa será um marco importante para quem sofreu uma lesão medular e também para as suas famílias.
“Cada avanço científico é sempre uma nova esperança renovada”, disse Padilha.
O ministro considera que o produto é uma inovação radical e com tecnologia 100% nacional. Os estudos com polilaminina são desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a liderança da professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália.
Segundo Padilha, a pesquisa já apresentou resultados promissores na recuperação de movimentos. Nesta primeira fase, o estudo da polilaminina será realizado em cinco pacientes voluntários com lesões agudas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10.
Essas pessoas incluídas no estudo devem ter indicação cirúrgica ocorrida a menos de 72 horas da lesão. Os locais de realização ainda serão definidos pela empresa responsável. Ao longo da estruturação do projeto, o Ministério da Saúde investiu os recursos para a pesquisa básica.
Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a aprovação do início do estudo clínico da polilaminina foi priorizada pelo comitê de inovação da agência com o objetivo de acelerar pesquisas e registros de amplo interesse público.
“Uma pesquisa 100% nacional, que fortalece a ciência e saúde do nosso país”, afirmou Leandro Safatle.
A pesquisa com a proteína polilaminina, presente em diversos animais, inclusive nos seres humanos, visa avaliar a segurança da aplicação do medicamento e identificar possíveis riscos para a continuidade do desenvolvimento clínico.
A empresa patrocinadora será responsável por coletar, monitorar e avaliar sistematicamente todos os eventos adversos, inclusive os não graves, garantindo a segurança dos participantes.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, participou nesta segunda-feira (05/01/26) da entrega da reforma e ampliação da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Azulville. A obra recebeu investimento total de R$ 335.682,19 e tem como objetivo melhorar as condições de atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e oferecer mais conforto aos servidores da unidade.
A cerimônia contou com a presença da primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato, do vice-prefeito Roselei Françoso, do secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, do presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, além dos vereadores André Rebello, Bruno Zancheta, Dé Alvim, Elton Carvalho e Moisés Lazarine.
Durante o ano de 2025, o prédio da UBS do Azulville foi utilizado temporariamente para os atendimentos do Centro Municipal de Especialidades (CEME), que também passou por processo de modernização. Nesse período, os usuários cadastrados na unidade foram atendidos na UBS da Vila Isabel, garantindo a continuidade dos serviços. Com a conclusão das obras no CEME, a Secretaria Municipal de Saúde reorganizou os atendimentos e deu início à reforma completa da UBS do Azulville.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, a unidade realiza mais de 2,3 mil atendimentos por mês e conta com uma equipe formada por três clínicos gerais, um pediatra, dois ginecologistas, um psiquiatra, dois dentistas, duas enfermeiras, seis técnicos de enfermagem e dois auxiliares administrativos. Segundo ele, a reforma proporcionou melhores condições de trabalho e mais conforto para pacientes e profissionais.
Pilha também anunciou que, ao longo de 2026, outras 10 unidades de saúde do município passarão por reformas, incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Saúde da Família (USFs) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santa Felícia.
Para o vice-prefeito Roselei Françoso, a obra atende a uma antiga reivindicação dos moradores da região do Azulville, Jardim De Creci e Castelo Branco. A unidade atende, em média, mais de 120 pessoas por dia, inclusive com sessões de fisioterapia.
O prefeito Netto Donato destacou que a entrega da UBS do Azulville faz parte de um programa contínuo de revitalização da rede municipal de saúde. Segundo ele, além das reformas, o município tem ampliado as unidades com a criação de novos espaços, como consultórios e salas de atendimento, visando aprimorar a qualidade dos serviços prestados à população.
A reforma da UBS do Azulville incluiu pintura interna e externa, ampliação da infraestrutura física e criação de novos ambientes, como sala de coleta, consultório ginecológico com banheiro, sala de fisioterapia e consultório odontológico. Também foram executados serviços de reforma da cobertura, substituição de 12 portas, revisão das instalações hidráulicas, ampliação das redes elétrica e lógica e pavimentação dos calçamentos internos e externos.
SÃO CARLOS/SP - O Banco de Sangue da Santa Casa de São Carlos está com estoque crítico e necessita, com urgência, de doações dos tipos sanguíneos O negativo e A negativo. A baixa nos estoques pode comprometer o atendimento a pacientes que dependem de transfusões, especialmente em situações de urgência e emergência.
Mesmo sendo um período de fim de ano, quando tradicionalmente há redução no número de doadores, a necessidade por sangue permanece constante. Diante desse cenário, a Santa Casa reforça o pedido de apoio da população para ajudar a manter os estoques em níveis seguros e garantir a continuidade dos atendimentos.
O Banco de Sangue estará aberto nesta sexta-feira, dia 02, das 8h às 11h45, e no sábado, dia 03, das 8h às 10h45.
Para doar, é necessário realizar agendamento prévio, apresentar documento oficial de identidade com foto e informar alguns dados pessoais no momento do atendimento. O agendamento pode ser feito pelo telefone (16) 3509-1230.
EUA - Na era digital, a informação circula em velocidade recorde, mas nem sempre com qualidade ou responsabilidade. Redes sociais, aplicativos de mensagens e portais sensacionalistas criaram um ambiente fértil para a disseminação de boatos, exageros e notícias falsas, especialmente quando o assunto envolve saúde pública. Ao longo da história, surtos reais ou supostamente misteriosos já provocaram episódios de histeria coletiva, fenômeno que hoje ganha nova dimensão com o alcance quase ilimitado da internet.
Um dos exemplos mais conhecidos ocorreu em 1518, na cidade de Estrasburgo, então parte do Sacro Império Romano-Germânico. Centenas de pessoas passaram a dançar de forma incontrolável por dias, algumas até a morte, no episódio que ficou conhecido como a “Praga da Dança”. Historiadores apontam causas como estresse extremo, fome e crenças religiosas, mas o medo coletivo foi determinante para amplificar o surto.
Séculos depois, em 1938, nos Estados Unidos, a transmissão radiofônica de “A Guerra dos Mundos”, de Orson Welles, causou pânico em massa. Embora não fosse uma epidemia biológica, o evento mostrou como uma narrativa alarmista, apresentada como fato, pode gerar reações desproporcionais, com pessoas acreditando em uma invasão alienígena real.
Já no campo da saúde, surtos como o da “gripe suína”, em 2009, e do Ebola, entre 2014 e 2016, foram acompanhados por ondas de desinformação. Em muitos países, o medo foi maior do que o risco real para a maioria da população, levando a comportamentos extremos, discriminação e colapso de serviços de saúde locais. Estudos da Organização Mundial da Saúde apontam que boatos e informações falsas dificultaram o controle dessas crises.
Mais recentemente, durante a pandemia de Covid-19, a chamada “infodemia” se tornou um problema global. Curandeirismos, teorias conspiratórias e notícias falsas sobre vacinas se espalharam tão rápido quanto o próprio vírus, alimentando desconfiança e pânico. Pesquisas acadêmicas indicam que a exposição contínua a manchetes alarmistas aumenta a ansiedade coletiva e pode levar à histeria em massa, mesmo quando os dados científicos apontam cenários mais equilibrados.
Esses episódios mostram que o medo, quando alimentado por desinformação, pode ser tão contagioso quanto uma doença. Em um mundo hiperconectado, o desafio não é apenas combater vírus biológicos, mas também fortalecer o senso crítico da população. Verificar fontes, confiar em informações científicas e evitar o compartilhamento impulsivo são atitudes essenciais para impedir que o pânico coletivo se torne mais uma epidemia da era digital.
BRASÍLIA/DF - A onda de calor que elevou as temperaturas na semana do Natal, no Rio de Janeiro, São Paulo e em outros seis estados ao redor, no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), deve se estender até esta terça-feira (30). Para essas áreas, o órgão emitiu aviso vermelho, de grande perigo, o que significa temperaturas 5º C acima da média por mais de 5 dias e alta probabilidade de risco à vida, danos e acidentes.
Com aumento do calor extremo, resultado especialmente das mudanças climáticas induzidas pelo homem, uma série de medidas são necessárias para diminuir o impacto na saúde. De acordo com o clínico geral e coordenador do Pronto Atendimento dos Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Luiz Fernando Penna, esse quadro tem potencial de gerar a falência térmica do corpo.
"Essa é uma emergência médica caracterizada pela confusão mental, pele quente e seca e temperatura corporal acima de 40º C", explicou o profissional de saúde.
Se o corpo apresentar esses sinais e sintomas, é necessário buscar atendimento médico de imediato, advertiu o médico.
Na avaliação do médico do Sírio, o impacto do calor na saúde é subestimado. "Muitas pessoas acreditam que causa apenas mal-estar, mas estamos falando de riscos reais, que incluem desde quedas de pressão até falência térmica", alertou.
Quando está muito quente, Penna explica que o corpo humano trabalha no limite. O organismo aumenta a sudorese, o que faz acelerar os batimentos cardíacos e dilata os vasos sanguíneos. "Esses mecanismos, porém, têm limite. E, quando falham, instala-se a falência térmica", explicou.
O calor extremo também agrava o quadro de quem convive com doenças crônicas, tais como hipertensão, insuficiência cardíaca, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc) e doença renal crônica.
Pessoas que fazem uso de diuréticos, anti-hipertensivos, antidepressivos, anticolinérgicos e antipsicóticos também precisam redobrar a atenção. Os medicamentos podem aumentar a dilatação ou descontrolar a regulação térmica natural do corpo.
"Para quem já tem uma condição de base, o calor impõe uma sobrecarga perigosa", acrescentou o médico.
As altas temperaturas interferem ainda no sono, prejudicando o humor, aumentando a irritabilidade e reduzindo a produtividade, já que afetam o tempo de descanso, a memória e a tomada rápida de decisões.
Para essas situações, não basta se hidratar, é preciso se proteger, evitar a exposição entre 10h e 16h, usar roupas leves e claras, priorizar ambientes ventilados e não fazer exercícios físicos. Aqueles trabalhadores que não podem evitar sair no calor extremo, como profissionais da construção civil, de entregas e da coleta de lixo, devem fazer pausas frequentes nas horas mais quentes, recomenda.
"Não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas", explica Fernando Penna. "Acima de 35°C com alta umidade, o corpo humano simplesmente não consegue funcionar como deveria".
A recomendação do coordenador de pronto-socorro é evitar situações de riscos e reconhecer sinais precoces de falência térmica para evitar o colapso.
No Rio de Janeiro, já foi comprovado por pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz, de fevereiro de 2025, que as altas temperaturas estão relacionadas ao aumento da mortalidade. O risco é maior para idosos e pessoas com alguma doença, como diabetes e hipertensão, além de Alzheimer, insuficiência renal e infecções urinárias. O trabalho da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) analisou mais de 800 mil mortes entre 2012 e 2024.
"A maioria dos estudos sobre calor e mortalidade concentra suas análises em doenças cardiovasculares e respiratórias", disse, em nota, o pesquisador João Henrique de Araujo. "Todavia, há estudos que relatam esses efeitos também para doenças metabólicas, do trato urinário e doenças como Alzheimer, sobre as quais dissertamos", acrescenta.
O que fazer em casos de calor *
Mantenha sua casa fresca
Proteja-se do calor
Mantenha-se fresco e hidratado
* Fonte: Unicef e Hospital Sírio-Libanês
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - Durante o Natal, pacientes internados na Santa Casa de São Carlos receberam apoio inter-religioso por meio de ações realizadas pela Rede de Apoio Espiritual. A iniciativa foi voltada a pessoas que passaram a data festiva no hospital, longe de casa e da convivência familiar.
As ações ocorreram nos dias 24 e 25 de dezembro, em setores assistenciais da instituição, oferecendo conforto emocional em um período tradicionalmente marcado pelo encontro com familiares, mas que, para muitos, precisou ser vivido no ambiente hospitalar.
No dia do Natal, o Padre João Vicente de Aquino Jr., integrante da capelania da instituição, realizou visitas à Maternidade Dona Francisca Cintra Silva, à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e à Unidade Coronariana (UCO), concedendo bênçãos e compartilhando mensagens de fé e acolhimento com quem estava internado ou em atividade no hospital.
Para o Provedor da Santa Casa de São Carlos, Antonio Valério Morillas Junior, ações como essas têm impacto direto na vivência de quem está no hospital. “Esses gestos podem parecer simples, mas para quem está internado ou trabalhando longe da família, significam muito”, afirmou.
A Rede de Apoio Espiritual foi oficializada em junho deste ano e é coordenada pelo Centro Integrado de Humanização (CIH). Na ocasião, foi realizado o primeiro treinamento dos voluntários, com orientações sobre atuação ética, escuta qualificada, acolhimento e integração com a equipe multiprofissional, sempre respeitando a diversidade de crenças.
Desde então, os voluntários se organizam em escala para realizar visitas regulares às segundas, quartas e sextas-feiras, integrando o acolhimento à rotina hospitalar.
As inscrições para uma nova turma ainda não estão abertas. Informações sobre futuras seleções podem ser acompanhadas pelas redes sociais da instituição:
Instagram: https://www.instagram.com/santacasasaocarlos/
Facebook: https://www.facebook.com/santacasasaocarlos
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura anunciou a construção da nova sede do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil, um importante equipamento voltado ao cuidado em saúde mental de crianças e adolescentes. O investimento total na obra será de R$ 2,2 milhões, uma parceria entre a município e o Governo Federal, reforçando o compromisso com a ampliação e a qualificação da rede pública de saúde.
O novo CAPS Infantojuvenil está sendo construído na avenida Grécia, na região da UPA Vila Prado e foi projetado para oferecer um atendimento mais humanizado, acolhedor e multidisciplinar. A estrutura contará com aproximadamente 26 ambientes internos, cuidadosamente planejados para atender às diversas demandas terapêuticas dos pacientes e das equipes de saúde.
Entre os espaços previstos estão recepção e acolhimento, sala de convivência, salas administrativas, consultórios médicos e multiprofissionais, salas para atendimento individual e familiar, salas de grupo, além de oficinas terapêuticas de arte, música, corpo e movimento, pedagogia e culinária. A unidade também contará com farmácia, sala de observação, refeitório, cozinha, despensa e lavanderia, garantindo suporte completo ao funcionamento do serviço.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, o CAPS Infantojuvenil já desempenha um papel fundamental na rede de atenção psicossocial do município. “Atualmente, realizamos mais de 18 mil atendimentos por ano, o que demonstra a alta demanda e a importância desse serviço para crianças, adolescentes e suas famílias. A nova sede vai permitir um atendimento ainda mais qualificado, com estrutura adequada, ambientes terapêuticos diversificados e melhores condições de trabalho para as equipes multiprofissionais”, destacou.
O vice-prefeito Roselei Françoso ressaltou a crescente procura pelo serviço e a necessidade de ampliar a oferta de atendimento em saúde mental infantojuvenil. “Durante o período em que estive à frente da Secretaria de Educação, era muito comum que pais e responsáveis procurassem as escolas em busca de orientação e apoio para questões emocionais e comportamentais de seus filhos. Isso mostra como a saúde mental está diretamente ligada ao ambiente escolar e familiar. Investir em um CAPS Infantojuvenil estruturado é garantir cuidado, acolhimento e suporte desde cedo”, afirmou.
De acordo com o prefeito Netto Donato, a obra representa um avanço significativo na política de saúde mental do município. “Estamos investindo em uma estrutura moderna, ampla e adequada para garantir um atendimento digno e de qualidade às nossas crianças e adolescentes. O novo CAPS Infantojuvenil será um espaço de cuidado, acolhimento e desenvolvimento, pensado para fortalecer o tratamento e o bem-estar das famílias que mais precisam”, destacou.
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