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SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Gestão da Cidade e Infraestrutura, está implantando uma nova infraestrutura de drenagem no bairro Cidade Aracy. O investimento na obra é de aproximadamente R$ 617 mil.

De acordo com o secretário Leonardo Lázaro, as intervenções contemplam a instalação de dois dissipadores de energia, cerca de 353 metros de tubulações e ramais, 11 novas bocas de lobo e cinco poços de visita. As obras estão sendo executadas nas regiões da Rua José Lotomullo e da Avenida Arnoldo Almeida Pires.

De acordo com Lázaro, “as melhorias vão otimizar a captação e o escoamento das águas das chuvas na região, além de reduzir a força da água lançada nos pontos de descarga. A expectativa é que as intervenções ajudem a prevenir erosões e danos à infraestrutura urbana do bairro”.

A obra de drenagem no Cidade Aracy representa mais uma etapa dos investimentos da gestão do prefeito Netto Donato no bairro, que vem recebendo intervenções em infraestrutura ao longo da atual administração.

A iniciativa no Cidade Aracy ocorre em meio a um programa mais amplo de investimentos em infraestrutura viária conduzido pela Secretaria de Gestão da Cidade e Infraestrutura. Na sexta-feira passada (21/08), a pasta deu início a mais uma etapa do programa de recapeamento asfáltico da cidade, a pedido do prefeito Netto Donato. A ação vai contemplar 291 mil metros quadrados de vias, o equivalente a cerca de 36 quilômetros de ruas recapeadas, ou aproximadamente 364 quarteirões, com investimento total estimado em R$ 20 milhões.

Além do recapeamento, o cronograma prevê 79 mil metros quadrados de fresagem, processo em que uma máquina remove a camada de asfalto já deteriorada para posterior reciclagem. Depois da reciclagem do material, é aplicada uma nova camada asfáltica sobre a via, o que contribui para a qualidade final do serviço.

BRASÍLIA/DF - A Proposta de Emenda à Constituição 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, entrou na pauta de votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, com reunião marcada para próxima quarta-feira (2). A informação foi confirmada pela assessoria do presidente da Comissão, o senador Otto Alencar (PSD-BA).

A PEC, de autoria do Poder Executivo, endurece regras para chefes de facções criminosas e estabelece novo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil.

O relator da matéria, senador Rogério Carvalho (PT-SE), publicou o parecer na terça-feira (25) e manteve, na íntegra, o texto aprovado na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a intenção é não “atrasar a votação da matéria”, porque alterações na proposta exigiriam uma nova análise da Câmara. 

No parecer, o relator Rogério Carvalho argumenta que a PEC propõe “ampla reforma constitucional da política criminal, da organização policial, da atividade de inteligência, do sistema penitenciário, dos mecanismos de controle institucional e do financiamento do setor”. 

O senador sergipano cita o avanço das facções criminosas no Brasil, por meio da “expansão do controle territorial”, como justificativa para alterar o pacto federativo sobre a segurança pública que, segundo ele, se mostrou “frágil” diante da nova realidade do crime.

“Seu modelo altamente descentralizado, em que a política de segurança foi conduzida pelos governos estaduais sem qualquer tipo de governança ou diálogo interfederativo, teve o efeito de permitir que facções, gestadas inicialmente no interior dos presídios estaduais e enraizadas em territórios vulnerabilizados, tornassem-se problema até mesmo de política internacional”, escreveu o relator.

A PEC da Segurança

A PEC propõe, entre outras medidas, a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública.

A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de cooperação federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema.

“Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de cooperação federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto.

Facções e fundos  

A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas.

A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública.

Segundo a PEC, 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão repassados pela União para os estados e municípios, excluídas despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen.

“As regras de financiamento fortalecem o FNSP e o Funpen, criam vinculações e blindagens orçamentárias e garantem repasses obrigatórios. Essas medidas aumentam a previsibilidade financeira, garantindo a perenidade das ações policiais”, escreveu o relator.

A PEC ainda prevê que 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, sejam destinados aos fundos da segurança, "reforçando o financiamento contínuo das políticas nacionais de segurança pública e execução penal". 

A proposta ainda prevê a criação do Sistema de Políticas Penais, responsável pelo sistema prisional brasileiro, e autoriza União, estados e municípios a atuarem conjuntamente na legislação sobre segurança pública, organização de polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo. 

Emendas rejeitadas

O sergipano ainda rejeitou as quatro emendas apresentadas pelos senadores para alterações no texto.

“Sua alteração nesta fase de tramitação, sem novo debate com os setores impactados, pode gerar insegurança jurídica e desequilíbrio na alocação de recursos”, justificou Carvalho ao rejeitar uma das emendas apresentadas.

Pelo menos outras 13 emendas com sugestões de alterações foram protocoladas após o relator Rogério Carvalho divulgar o parecer à PEC 18 de 2025.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - O início da propaganda eleitoral sinaliza também o começo da fiscalização rigorosa pela Justiça Eleitoral dos conteúdos veiculados por agremiações, candidatas e candidatos. O papel de fiscal, no entanto, não pertence apenas às magistradas e aos magistrados eleitorais. Eleitoras e eleitores também podem apontar irregularidades e realizar denúncias, assim como candidatos e candidatas, partidos, federações, coligações, além dos demais órgãos do Judiciário. Para facilitar a participação social e agilizar esse procedimento, a Justiça Eleitoral disponibilizou o aplicativo Pardal, que recebe alertas de propaganda eleitoral irregular e pode ser baixado de forma gratuita na Play Store e na App Store.

A partir de 2026, o sistema de denúncias será dividido em três módulos: Pardal Móvel, o aplicativo para celulares, Pardal Web, plataforma com estatísticas de denúncias registradas, e Pardal ADM, de uso exclusivo da Justiça Eleitoral.

O responsável por gerenciar o aplicativo Pardal nas Eleições 2026 no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), além de coordenar e supervisionar os trabalhos de fiscalização da propaganda eleitoral, é o corregedor regional eleitoral, desembargador Roberto Maia Filho. De acordo com a Resolução TRE-SP nº 689/2026, a triagem das denúncias recebidas por meio do aplicativo Pardal é uma competência da Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) de São Paulo.

Como acessar e fazer denúncia

Para começar a usar o aplicativo, é necessário fazer autenticação por meio do e-Título ou do Gov.br. Existe a garantia de que a identidade da pessoa denunciante será protegida por sigilo, mesmo utilizando a autenticação requerida.

Em sua página inicial, a plataforma oferece as opções de fazer uma nova denúncia ou consultar denúncias prévias. Para registrar uma ocorrência, será necessário descrever a irregularidade observada. A seguir, o caso exposto será categorizado como propaganda irregular na internet ou fora dela. Com o intuito de evitar denúncias equivocadas, o sistema apresentará ao usuário informações sobre quais condutas são permitidas ou proibidas por lei, de acordo com o tipo de denúncia.

Ainda que o sistema sugira uma classificação para a denúncia, o usuário ou usuária poderá alterar essa informação. Além de descrever o fato, será possível enviar provas do acontecimento por meio de fotos, vídeos, áudios e links de sites ou páginas virtuais.

Com a irregularidade registrada, o sistema exibirá um número de protocolo para acompanhamento da denúncia, que poderá ser consultado no aplicativo ou por meio de um link enviado ao e-mail informado. A Portaria TSE nº 451/2026 regulamentou o uso do sistema Pardal para as Eleições 2026, incluindo orientações sobre o acesso e o registro de novas denúncias.
 

Alertas de desinformação e comunicação de crime eleitoral

Viu uma situação que não faz parte das hipóteses de propaganda irregular, mas acredita que possa ser um caso de desinformação eleitoral com potencial lesivo? Neste caso, o aplicativo possui a opção “Alerta sobre desinformação”, que encaminha o interessado para o Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral (Siade), onde é possível denunciar conteúdos falsos, enganosos ou fora de contexto que afetem a integridade das eleições. Outra opção disponível no app é a comunicação de crimes e/ou ilícitos eleitorais, cujas denúncias serão recebidas e acompanhadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do respectivo estado.
 

Juízes da propaganda e o poder de polícia

O poder de polícia sobre a propaganda eleitoral é exercido por juízas e juízes designados por cada Tribunal Regional Eleitoral. O poder de polícia pode ser descrito como a responsabilidade de tomar as providências necessárias para impedir práticas ilegais nesse contexto, não sendo permitida censura prévia sobre o teor de programas e matérias jornalísticas. Propagandas irregulares em ambiente físico ou que possua endereço delimitado territorialmente são de competência de juízes e juízas eleitorais de cada zona eleitoral.

Já o poder de polícia sobre propagandas veiculadas na internet e na divulgação de enquetes será exercido, exclusivamente, pelos magistrados auxiliares: desembargadora Claudia Lúcia Fonseca Fanucchi, juíza Maria Domitila Prado Manssur e juiz Ronnie Herbert Barros Soares. Os magistrados foram designados para a função em sessão administrativa do Pleno realizada em dezembro do ano passado.

Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

BRASÍLIA/DF - O presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira (26) não saber se o 8 de Janeiro foi tentativa de golpe no Brasil. O candidato disse que o caso "é questão de interpretação" e relativizou ações golpistas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem tem prometido uma anistia.

"Eu não sei. Eu não estava lá dentro. Eu não estava convivendo lá dentro", afirmou Caiado ao ser questionado por jornalistas se a tentativa de golpe de Estado ocorreu.

A fala se deu durante sabatina promovida pelo jornal O Globo, Valor e CBN como parte de série com os presidenciáveis nas eleições de 2026.

Perguntado mais uma vez, o político afirmou que classificar o ato como golpe ou não era "questão de interpretação". Ele também relativizou os atos ocorridos sob Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) entendeu que o ex-presidente liderou a trama golpista.

Caiado também colocou em dúvida a ação do governo Lula (PT) diante do 8 de Janeiro. Em movimento comum entre bolsonaristas, ele insinuou que o presidente teria demorado para agir diante dos ataques. O presidenciável pelo PSD também afirmou que vê golpe "com Forças Armadas" e citou ações do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) para questionar se elas também não seriam atentados golpístas.

"Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar nesse assunto mais", afirmou na sabatina. O político também negou que o STF possa declarar uma eventual anistia dada por ele como inconstitucional, embora a corte possa fazê-lo, se provocada.

"Eu tenho autoridade popular de ter chegado e não ter omitido isso [que daria uma anistia]. Isso não faz parte de uma caixa preta de campanha", justificou.

Na sabatina, Caiado também falou que o presidenciável Flávio Bolsonaro não explicar gastos relacionados ao filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, é "desrespeitar a inteligência do povo brasileiro".

Ele disse ter dado a Flávio "direito de defesa" e não ter feito um pré-julgamento no caso sobre a negociação de dinheiro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Afirmou, entretanto, que Flávio não se explicou e falou em "página virada" sem dar detalhes.

"É desrespeitar a inteligência do povo brasileiro [dizer que caso Dark Horse é página virada]. Você não tem o direito de ser um candidato à Presidência da República e se negar a dar esclarecimentos nos quais você está envolvido nele. Você tem que esclarecer para o seu eleitor e para o cargo que você vai assumir", afirmou.

Ainda na sabatina, ele sinalizou que uma reforma da previdência não seria prioridade em seu governo. "A reforma da previdência será tratada no momento em que nós, primeiro, limparmos a casa. No primeiro momento, eu não vou penalizar aposentado nem trabalhador", disse.

O político tem afirmado que pretende reduzir as despesas públicas, atrelando-as, no máximo, a 50% do PIB (Produto Interno Bruto), corrigida a inflação. Questionado por jornalistas como pretende diminuir as despesas, o goiano não tem detalhado o plano.

Segundo ele, por não ter chegado ainda à Presidência, não consegue "examinar o paciente" para saber as medidas efetivas que vai tomar.

As sabatinas foram abertas na terça-feira (25) com o candidato do Novo, Romeu Zema. Na quinta-feira (27), recebe Renan Santos (Missão), seguido, na sexta-feira (28), por Augusto Cury (Avante). O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) também foram convidados, mas não aceitaram o convite, segundo os organizadores.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, abriu oficialmente a 3ª edição do São Carlos Experience, apresentando um balanço da rede de parcerias que a Prefeitura vem construindo com a UFSCar, a USP, a Embrapa e órgãos federais nos últimos anos, e que ajuda a explicar por que a cidade se consolidou como referência nacional em inovação.

O São Carlos Experience reúne centenas de atividades em cinco dias, unindo universidades, poder público, empresas e comunidade em torno de um mesmo objetivo: mostrar o que a cidade produz em inovação e compartilhar isso com quem está de fora. “É difícil explicar o que é o São Carlos Experience porque é muita coisa, mas, resumindo, é um evento feito de centenas de eventos”, descreve Daniel Moreira, organizador da iniciativa. Segundo ele, a proposta vai além da vitrine tecnológica: “A gente une tudo isso com arte, cultura e gastronomia, colocando diferentes experiências no mesmo lugar. É uma iniciativa para dar acesso, democratizar o conhecimento, provocar reflexões e gerar ações para um futuro mais justo, mais saudável e mais sustentável”.

Entre os dados trazidos por Netto Donato, ganhou destaque o investimento de R$ 19,6 milhões em cinco anos, via Fapesp, nos Centros de Ciência para o Desenvolvimento, que reúnem o IntegraSanca, projeto de inteligência artificial para gestão pública coordenado pela professora Kalinka Castelo Branco (ICMC-USP), e o SHQV (Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida), parceria com o SAAE coordenada pelo professor Emanuel Carrilho (IQSC-USP) para análise de esgoto voltada à saúde pública.

O prefeito também apresentou a meta de 3.763 procedimentos mensais do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), implantado com recursos do PAC do Governo Federal em uma estrutura de 4.100 m² na Unidade Saúde Escola da UFSCar, e o impacto de 6.391 estudantes da rede municipal atingidos pelo projeto “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP).

Netto Donato citou ainda projetos na área de segurança e clima, como o sistema do ICMC-USP, coordenado pelo professor Luís Gustavo Nonato, que usa inteligência artificial e aprendizado de máquina para prever regiões com maior probabilidade de crimes cruzando dados urbanos e climáticos — ligado ao CeMEAI e ao NInDa, núcleos de pesquisa sediados na cidade —, e o projeto de drones contra incêndios da EESC-USP, coordenado pelo professor Glauco Caurin, que equipa aeronaves com sensores de gases e IA para detectar queimadas em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria de Meio Ambiente.

Completaram o balanço apresentado pelo prefeito o Grupo de Trabalho em Mudanças Climáticas, criado pela Prefeitura em 2026 com a UFSCar, a USP e a Embrapa para traçar um plano de adaptação diante do risco de um super El Niño; o convênio entre a USP e o Ministério das Cidades para apoiar municípios na elaboração de Planos Municipais de Redução de Riscos — que já utiliza até barco-drone para mapear áreas de difícil acesso —; e o convênio de saúde firmado em 2025 entre a UFSCar e a Prefeitura, com vigência de cinco anos, que amplia o atendimento pelo SUS e forma profissionais de medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia.

Para o secretário de Cidade Inteligente e Transparência, Mateus de Aquino, esse tipo de balanço tem um papel que ultrapassa a fronteira do município. “É uma oportunidade para compartilhar a tecnologia, os conhecimentos científicos, não só para o público que é da área, mas também para toda a população de São Carlos”, afirma. Ele destaca ainda o objetivo de engajar quem normalmente não acompanha esse universo: “Vender as experiências de São Carlos para o público interno, para o público que às vezes não consegue ainda ter o tato de conhecer o cenário de inovação que é São Carlos. É para engajar todo mundo, quem está dentro e quem está fora”.

Na educação, o prefeito destacou o projeto “Cidade que Educa”, que já catalogou mais de 190 praças para revitalização, e a iniciativa “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP), que leva tecnologias imersivas a escolas e museus.

Se a ciência e a tecnologia dão o tom técnico ao evento, a cultura entra como elemento de conexão entre as pessoas. “Esses eventos são um temporal de ideias, com muitas experiências e iniciativas interessantes que outros municípios, outras cidades e diferentes grupos apresentam. E cultura é justamente isso: troca, interação e experiências múltiplas entre diferentes atores”, avalia o secretário de Cultura e Turismo, Leandro Severo, que destaca a presença de representantes da Secretaria de Estado da Cultura, do Ministério da Cultura e de secretarias de Turismo de outras regiões na programação.

Representando o Ministério da Cultura, Tião Soares, diretor nacional das Culturas Tradicionais e Populares, disse ter ficado surpreso com a forma como o evento integra os dois universos. “Fiquei bastante entusiasmado e surpreso pela inovação de um evento que agrega o eixo principal, que é a cultura também. Acho que nosso verdadeiro patrimônio cultural são as pessoas. E a inovação tecnológica também é parte da nossa compreensão de cultura mais abrangente”, afirmou.

Para o prefeito de São Carlos, Netto Donato, “São Carlos mostra, com este evento, que ciência, tecnologia e cultura não são mundos separados. Eles se encontram para transformar a vida das pessoas e projetar nossa cidade como referência nacional em inovação e qualidade de vida”, disse.

Evento marcou oficialmente o início da campanha de Elton Carvalho a deputado estadual e reforçou parceria com o deputado federal Marcos Pereira em ações destinadas a São Carlos e região

 

SÃO CARLOS/SP - Aconteceu nesta quarta-feira o lançamento oficial da candidatura de Elton Carvalho a deputado estadual por São Paulo, que disputa uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O evento contou com a presença do deputado federal Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos e candidato à reeleição.

Durante o encontro, Marcos Pereira destacou a parceria construída com Elton Carvalho e os recursos destinados ao município de São Carlos ao longo dos últimos anos. Segundo o deputado, foram mais de R$ 4 milhões destinados ao município, principalmente para áreas como saúde, infraestrutura e promoção social.

Marcos Pereira destaca parceria com Elton Carvalho

Em sua fala, Marcos Pereira ressaltou que a atuação conjunta tem como objetivo transformar as demandas apresentadas pelo município em ações e investimentos concretos.

“Enviamos recursos para mais de 600 colonoscopias, ultrassons, aparelhos auditivos e óculos de grau, além de cirurgias gerais, como hérnias, vesícula e outros procedimentos. Minha parceria em Brasília é ouvir o Elton, entender as demandas e fazermos o melhor por São Carlos e região. Conte conosco sempre, Elton, e que sua campanha seja vitoriosa”, afirmou Marcos Pereira.

O deputado também reforçou a disposição de continuar trabalhando em Brasília em conjunto com Elton Carvalho, caso ambos sejam eleitos.

Elton Carvalho agradece apoio e destaca atuação em Brasília

Elton Carvalho agradeceu a presença e o apoio de Marcos Pereira, destacando a abertura do parlamentar para ouvir as demandas de São Carlos e buscar recursos para atender às necessidades da população.

“Agradeço imensamente ao presidente Marcos Pereira por tudo o que tem feito por São Carlos. É um deputado que sempre nos ouve, entende nossas necessidades e trabalha para que os recursos cheguem efetivamente à ponta, beneficiando diretamente a população. Essa parceria tem produzido resultados concretos e queremos continuar trabalhando dessa forma. Conte conosco sempre, Marcos”, declarou Elton.

O lançamento marcou o início oficial da caminhada eleitoral de Elton Carvalho rumo à ALESP e reforçou a proposta de ampliar a articulação entre o município, a Assembleia Legislativa e o Congresso Nacional em busca de investimentos para São Carlos e região.

IRÃ - O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (26) ter chegado a um acordo com Omã para controlar o estreito de Hormuz, a estratégica via marítima por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes da atual guerra no Oriente Médio.

Segundo o vice-chanceler Kazem Gharibabadi, o estreito permanecerá obstruído até que os detalhes do arranjo sejam finalizados, o que não ocorreu ainda. "A rota acertada é temporária", afirmou à TV estatal iraniana após discussões com autoridades omanis em Teerã.

Adicionando dúvida sobre o anúncio, segundo a Guarda Revolucionária a medida só irá ser implementada quando os EUA concordarem com seus termos. "Nessas negociações, acordos foram alcançados acerca da fatia do Irã e de Omã nas águas e nas suas receitas", disse o porta-voz Hossein Mohebbi à mídia estatal.

Os Estados Unidos, que iniciaram a guerra ora congelada ao lado de Israel em 28 de fevereiro, já disseram se opor a qualquer solução para Hormuz que não passe por seu controle.

Na semana passada, o presidente Donald Trump chegou a ameaçar bombardear Omã, um aliado americano, se a negociação com a teocracia prosperasse. Antes da guerra, o sultanato agia como principal mediador de conversas entre os rivais, e no conflito foi alvejado até aqui 70 vezes pela teocracia.

Os detalhes do acordo são incertos. Antes da guerra, o tráfego marítimo na região era livre, passando por um corredor com três faixas de 3 km de largura cada: uma de entrada, outra de saída e a terceira, para separação.

O estreito tem uma largura mínima de 39 km entre a costa de Omã, ao sul, e a do Irã, ao norte. Não há águas internacionais nele, apenas o encontro dos limites territoriais dos dois países. Parte da região foi minada pelo Irã, embora Trump tenha dito que já removeu o perigo.

Com a guerra, o Irã buscou asseverar controle da região ameaçando e atacando petroleiros e outros navios. Deu certo: o trânsito caiu de até 140 embarcações diárias para um volume mínimo, com momentos de aumento durante as instáveis tréguas do conflito.

Em fevereiro, a média móvel de sete dias, uma conta que harmoniza eventuais picos ou disrupções, era de 95 navios. Na terça (25), segundo o monitor MarineTraffic, foram apenas 5, todos passando pelo corredor autorizado pelas águas iranianas, que pressupõe pagamento de pedágio.

Pelo que disse o porta-voz da Guarda, há a previsão de uma taxa sobre cargas transitadas, a exemplo do que o Egito cobra por controlar ambas as margens do vital canal de Suez, que liga o mar Vermelho ao Mediterrâneo, caminho mais curto ligando as exportações da China à Europa. Nenhum valor foi divulgado.

A disrupção afetou cadeias logísticas, com cerca de 6.000 marinheiros em navios fundeados no Golfo Pérsico desde então, e o preço do petróleo hoje está 20% acima do valor cobrado em fevereiro, com impacto em dominó sobre várias economias.

Segundo Gharibabadi, o corredor temporário terá ao todo 11,3 km de largura e terá entrada e saída por águas territoriais do Irã.

No início de julho, quando Trump declarou a trégua de 60 dias assinada em 17 de junho com o Irã morta e reiniciou ataques, os americanos impuseram um novo bloqueio naval aos portos do rival. Ele está sendo efetivo, embora haja muito trânsito de navios sem instrumentos de localização ligados, o que impede uma mensuração clara do tráfego.

O anúncio do Irã, que ainda não foi comentado pelo governo de Omã, ocorreu um dia depois de os EUA anunciarem sanções a 60 indivíduos e empresas ligadas à teocracia, e ameaçar punições secundárias a países que fazem negócios com Teerã.

A ameaça envolve principalmente a China, caso seja levada adiante. Pequim comprava quase 90% do petróleo iraniano antes do conflito, usando empresas de terceiros países, como a Malásia, para driblar o risco de sanções. O Brasil tem um comércio, ainda que de irrisórios US$ 3 bilhões quase todos em seu favor no ano passado, com Teerã.

Nesta quarta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que "os EUA não vão conseguir nada com pressão econômica a essa altura, assim como foram incapazes de alcançar qualquer coisa com a guerra", afirmou à agência Isna.

O Irã vive sob sanções ocidentais desde a Revolução Islâmica que tornou o país um regime teocrático, em 1979.

Em 2015, um acordo com EUA e outras potências levantou as punições em troca da promessa de que Teerã não buscaria a bomba atômica, mas a desconfiança de Trump sobre o arranjo o fez deixá-lo em 2018.

A anunciada guerra econômica de Trump para asfixiar o regime, portanto, é de efeito duvidoso até aqui.

A grande degradação das capacidades militares iranianas, em especial na primeira fase da guerra, que teve a participação de Israel, não tirou de Teerã o controle de Hormuz ou impediu o país de atacar seus vizinhos aliados dos EUA em retaliação.

Trump desistiu de continuar com ataques, segundo relatos da mídia americana, porque suas Forças Armadas consideraram que eles estavam sendo ineficazes ao serem realizados de forma pontual.

Na terça, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse, contudo, que os EUA não descartam voltar a uma guerra total para reabrir Hormuz sob suas condições e obrigar o Irã a desmantelar seu programa nuclear militar.

Por ora, Trump ganha tempo. A guerra é impopular nos EUA e seu Partido Republicano poderá perder o controle das duas Casas do Congresso na eleição de meio de mandato em novembro.

 

 

por Folhapress

SÃO PAULO/SP - O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira, 25, a necessidade de uma reforma administrativa e de um corte de gastos no âmbito federal. Segundo Zema, se não houver um corte de gastos, o "Brasil não se viabiliza". As declarações foram dadas durante participação em sabatina do Grupo Globo.

Com uma camiseta preta com a frase "Chega de bets", o ex-governador de Minas Gerais iniciou a entrevista defendendo um ajuste nas contas públicas. Segundo Zema, o elevado gasto público tem provocado altas taxas de juros, que levam ao alto endividamento do consumidor e causam pedidos de recuperação judicial por parte de grandes companhias.

"Temos taxa de juros real a 8% ,9%, que é a maior do mundo. Isso está fazendo com que brasileiros fiquem cada vez mais endividados. Oito a cada dez brasileiros na hora de comprar, moto, celular, ou qualquer bem de maior valor fazem isso financiado. Se juro está alto, significa prestações nas alturas", declarou.

O candidato afirmou ser "especialista em fazer ajustes" e disse que o Brasil "nunca teve presidente que deu bom exemplo" na área. Ele também defendeu a necessidade de enfrentar fraudes em programas sociais, mas declarou que as políticas são "essenciais a serem mantidas."

 

 

 

por Estadao Conteudo

SÃO CARLOS/SP - São Carlos realiza na quarta-feira, dia 2 de setembro, a partir das 18h, a 17ª audiência pública do processo de revisão do Plano Diretor do município. O encontro acontece na sede da Associação de Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (AEASC) e terá como tema central o meio ambiente.

De acordo com o coordenador da Comissão de Revisão do Plano Diretor, Agnaldo Spaziani, a audiência vai apresentar um diagnóstico elaborado pela Fundação de Apoio Institucional (FAI), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), contratada para dar consultoria técnica ao processo de revisão. 

Segundo Spaziani, o levantamento contempla todas as áreas verdes do município e servirá de base para as propostas que serão apresentadas na audiência, com o objetivo de deixar mais claras as regras aplicáveis às áreas de interesse ambiental da cidade.

“Nós contratamos a FAI, que está nos dando consultoria, a FAI/UFSCar, e ela fez todo um levantamento de um diagnóstico que será apresentado nesse dia. E nesse dia nós também faremos as propostas para alterar e deixar claro o que pode e o que não pode nas áreas de interesse ambiental”, explicou o coordenador.

O coordenador destacou que o processo de revisão do Plano Diretor já avançou para uma nova etapa. Após a fase inicial, de coleta das solicitações e demandas da população, a comissão agora apresenta à comunidade o retorno de tudo o que foi levantado.

“A gente precisa muito da participação de todos, que é muito importante. Nós já estamos nessa fase de retorno. A primeira fase foi a fase de a gente receber as solicitações, as demandas, e agora nós já estamos retornando com tudo o que foi levantado”, afirmou Spaziani, reforçando o convite para que a população compareça ao encontro.

BRASÍLIA/DF - Após faltar no primeiro debate eleitoral com candidatos à Presidência de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes em parceria com o Estadão neste domingo, 23, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou vídeo nas redes sociais em que criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista teve uma entrevista concedida à Record transmitida no mesmo horário do encontro entre os candidatos.

"Eu quero debater, mas quero debater com quem está destruindo o Brasil e piorando a sua vida", disse Flávio na publicação. O candidato ainda citou as investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, investigado por suspeitas de tráfico de influência.

A ausência dos dois líderes das pesquisas no primeiro confronto de ideias entre os presidenciáveis foi criticada pelos adversários e por analistas políticos. Romeu Zema (Novo) também cancelou a participação na manhã deste domingo.

No vídeo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou propostas, como redução de impostos, defendeu tratar facções criminosas como "organizações terroristas", medida que foi adotada pelo governo dos Estados Unidos. Também falou sobre a necessidade de fazer cortes em decretos e portarias que criam "burocracias", o que chamou de "tesouraço".

Flávio afirmou que os candidatos que compareceram neste domingo - Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) - "não são seus adversários". "Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários. O meu adversário é quem está no poder."

 

 

por Estadao Conteudo

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