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SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos agendou para segunda-feira (09), às 19h, no Edifício Euclides da Cunha a realização de uma audiência pública, solicitada pelo vereador Djalma Nery, para discussão de assuntos relacionados ao tema “Regulamentação da atividade de Motofrete em São Carlos: Desafios, Impacto e Perspectivas”.

A audiência foi agendada atendendo ao requerimento de autoria do parlamentar.

A audiência pública será transmitida ao vivo pelo canal 20 da net, pela rádio São Carlos FM 107,9, pelo canal 49.3 de TV aberta digital, canal 31 da Desktop/C Lig, online via Facebook e canal do Youtube, por meio da página oficial da Câmara Municipal de São Carlos.

SÃO CARLOS/SP - O vereador Bruno Zancheta destinou recursos, por meio de emenda parlamentar, para a implantação do projeto “Samuzinho nas Escolas”, iniciativa que busca levar ações educativas de saúde em casos de urgência e emergência para a rede de ensino do município.

O projeto visa aproximar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) da comunidade escolar, promovendo orientações sobre primeiros socorros, prevenção de acidentes e cuidados básicos em situações de necessidade. As atividades serão direcionadas aos estudantes, professores, funcionários e à comunidade escolar como um todo.

De acordo com o parlamentar, a proposta busca contribuir para a formação de um ambiente escolar mais seguro e preparado, além de estimular a conscientização desde cedo sobre a importância do cuidado com a vida. “É uma ação educativa que pode salvar vidas, ao ensinar noções básicas que fazem a diferença em situações de urgência”, destacou Bruno Zancheta.

Com a destinação dos recursos, a ideia é que o projeto saia do papel e passe a integrar as ações do mandato voltadas à prevenção, educação e fortalecimento das políticas públicas de saúde, reforçando o compromisso com a proteção de crianças e jovens.

BRASÍLIA/DF - O relógio está correndo para as Eleições 2026 e a juventude paulista já largou na frente. Com o fechamento do cadastro eleitoral marcado para 6 de maio, dados da Justiça Eleitoral indicam um aumento expressivo na procura pelo primeiro título. Entre janeiro e dezembro de 2025, cerca de 160 mil adolescentes de 15 a 17 anos solicitaram o documento em São Paulo. O movimento ganhou ainda mais força no início deste ano: somente no último mês, foram quase 35 mil emissões.

Pela Constituição Federal, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos e para pessoas com mais de 70 anos. A Resolução TSE nº 23.659/2021, no entanto, permite que adolescentes a partir dos 15 anos tirem o título no país. Contudo, só podem votar, de forma facultativa, aqueles que tenham completado 16 anos até o dia do 1º turno.

Nas Eleições 2026, o voto jovem terá papel relevante na definição de cargos de grande impacto nacional e estadual. Estarão em disputa, nesta ordem de votação: os cargos de deputado federal; deputado estadual; senador (primeira vaga); senador (segunda vaga); governador e vice-governador; e presidente e vice-presidente da República.
 

Engajamento juvenil em alta
 

Segundo informaçõesdo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas Eleições de 2022, cerca de 815 mil eleitores de 16 anos e mais de 1,3 milhão de cidadãos de 17 anos estavam aptos a votar em todo o país, representando um aumento de 51,13% em relação a 2018.

Para ampliar ainda mais essa participação, o TRE-SP lançou o “Guia do Jovem Eleitor”, cartilha que orienta novos eleitores sobre o alistamento eleitoral, a segurança da urna eletrônica e o papel do cidadão na consolidação da democracia. A publicação integra a campanha institucional desenvolvida pela Secretaria de Comunicação do Tribunal, com o mote “Meu voto, minha escolha”, voltada à ampliação da emissão do primeiro título.

No âmbito nacional, o TSE iniciou, em novembro, a campanha “Votar é a nossa cara”, direcionada a adolescentes de 15 a 17 anos. Dados do Tribunal indicam que a iniciativa contribuiu para um aumento de 12,8% no número de alistamentos nessa faixa etária.
 

Solicitar o título é rápido e prático
 

Para solicitar o título, basta procurar um cartório eleitoral no estado levando um documento de identificação com foto, como o RG, e um comprovante de residência recente em seu nome ou da pessoa com quem você mora. São aceitas contas de luz, água ou telefone, por exemplo. As pessoas do gênero masculino que completarem 19 anos em 2026 também precisam levar o certificado de quitação militar (reservista).

O comparecimento presencial é obrigatório para quem ainda não tem o título devido à coleta da biometria. O TRE-SP recomenda agendar atendimento antes de comparecer a uma unidade da Justiça Eleitoral. É preciso clicar nesta página e selecionar “Novo Agendamento”, escolher o município ou fazer a busca por CEP e, com a respectiva zona eleitoral selecionada, definir o dia e horário desejado para atendimento.

Também é possível fazer a solicitação do documento na internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral. Após o requerimento on-line, a pessoa terá que comparecer ao cartório dentro de 30 dias. Se não houver o comparecimento nesse prazo, o requerimento prévio será excluído.

BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a discussão sobre a definição dos mandatos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em entrevista ao UOL News, nesta quinta-feira, 5. Atualmente, os magistrados não têm mandatos com tempo definido e podem ficar até a aposentadoria compulsória aos 75 anos.

"Eu acho que tudo precisa mudar. E nada está livre de mudança. Eu, durante a campanha do Haddad para presidente da República em 2018, no programa do Haddad, estava a questão do mandato para a Suprema Corte", declarou Lula. Ele continuou: "Eu acho que nós precisamos discutir isso, porque também não é justo uma pessoa entrar com 35 anos e ficar até 75. Não é justo, é muito tempo".

Na sequência, o presidente da República disse que a discussão sobre os mandatos não tem relação com o julgamento dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. "Então, eu acho que pode ter um mandato. Mas isso é um processo a ser discutido com o Congresso Nacional, que não tem nada a ver com o 8 de janeiro, com o julgamento do 8 de janeiro."

Lula acrescentou: "O julgamento foi a maior lição de que as instituições têm respeitabilidade neste País, porque nem a pressão do presidente Trump fez com que a Suprema Corte mudasse de posição. Isso é um valor incomensurável para um país democrático".

 

 

por Estadao Conteudo

Emendas federais e estaduais articuladas pela Vereadora Fernanda Castelano somam quase R$ 5 milhões para São Carlos

 

SÃO CARLOS/SP - A vereadora Fernanda Castelano (PSOL) divulgou o conjunto de emendas parlamentares federais e estaduais destinadas a São Carlos para 2025 e 2026, resultado de articulações com mandatos parceiros em Brasília e na Assembleia Legislativa de SP. Ao todo, os recursos anunciados somam R$ 4.838.360,82, com foco em saúde, educação, cultura e direitos humanos, incluindo investimentos no Hospital Universitário da UFSCar (HU) e em projetos de formação e acesso à cultura.

Na área da Saúde, o maior destaque é a destinação de R$ 1 milhão para a construção do Serviço de Nefrologia no HU, recurso que vai possibilitar a criação de um centro de hemodiálise no município, fortalecendo a rede pública de saúde. Também estão previstos investimentos que possibilitarão a redução de aproximadamente 60% das filas de exames de ultrassonografia da rede, além do custeio de serviços de assistência hospitalar e ambulatorial.

Em Educação, as emendas contemplam melhorias em equipamentos culturais universitários e ampliação do cursinho popular. Já em cultura e direitos humanos, os recursos apoiam iniciativas comunitárias e de formação.

Veja abaixo quais são e para que serão utilizadas essas emendas.

 

Emendas federais – total R$ 3.694.635,10 

Deputada Erika Hilton

• Saúde: compra de automóvel para o Centro de Atendimento de Infecções Crônicas (CAIC) — R$ 200.000,00

• Educação: melhorias no Teatro de Bolso da UFSCar — R$ 360.000,00

• Saúde: ambiência no Hospital Universitário — R$ 250.000,00

• Saúde: custeio de serviços de assistência hospitalar e ambulatorial - R$ 500.000,00

• Educação: abertura do turmas do Cursinho Popular da UFSCar na Cidade Aracy — R$ 850.000,00

• Direitos Humanos: projeto de promoção de clubes de leitura em presídios femininos da região — R$ 200.000,00

• Cultura: oficinas culturais — R$ 300.000,00

 

Deputado Guilherme Boulos

• Saúde: construção do Serviço de Nefrologia do HU — R$ 1.000.000,0

• Segurança alimentar e enfrentamento da fome: entrega de alimentos da agricultura familiar para Cozinha Solidária — R$ 34.635,10

 

Emendas estaduais – total R$ 1.143.725,72

Deputada Ediane Maria

• Educação: projeto de empoderamento de meninas estudantes de escolas públicas periféricas na ciência e na universidade — R$ 204.244,72

• Saúde: redução das filas de ultrassom — R$ 409.481,00

• Saúde: qualificação do setor psiquiátrico HU — R$ 300.000,00

Deputado Guilherme Cortez

• Saúde: aquisição de monitor de parâmetros hemodinâmicos do HU — R$ 230.000,00

 

Fernanda Castelano reforça que seguirá acompanhando e divulgando em suas redes o andamento da execução dessas emendas junto aos órgãos responsáveis, reafirmando seu compromisso com a transparência e participação popular.

SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, Lucão Fernandes, usou a tribuna nesta terça-feira para manifestar indignação diante de mais um caso de feminicídio registrado na região. O crime ocorreu no último sábado, em Boa Esperança do Sul, onde uma mulher foi brutalmente assassinada, reforçando um cenário de violência que, segundo o parlamentar, “insiste em se repetir e não pode mais ser tratado como estatística”.

Durante o pronunciamento, Lucão destacou que cada novo caso representa uma vida interrompida e uma família destruída, além de evidenciar a urgência de respostas mais firmes do poder público e da sociedade. “Não se trata de um fato isolado, mas de uma realidade alarmante que exige responsabilidade institucional e ação concreta”, afirmou.

O presidente da Câmara também parabenizou a vereadora Raquel Auxiliadora, que participou de uma caminhada contra o feminicídio em Boa Esperança do Sul. Para ele, a presença de representantes do Legislativo em atos públicos de conscientização é fundamental para demonstrar compromisso e proximidade com a população. “Gestos como esse mostram que o poder público está atento e engajado nessa luta”, ressaltou.

Lucão citou dados do Anuário da Segurança, da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, do ano de 2025 em que aponta o agravamento da violência contra a mulher. Entre os números apresentados, destacam-se:

 

 • 63,6% das vítimas de feminicídio são mulheres negras;

 • 70,5% têm entre 18 e 44 anos;

 • 8 em cada 10 foram mortas por companheiros ou ex-companheiros;

 • 64,3% dos crimes ocorreram dentro de casa;

 • 97% dos autores são homens.

 

Ao trazer os dados, o parlamentar reforçou que o problema não diz respeito apenas às mulheres. “Aqui em São Carlos, reafirmo: esse tema é de nós, homens. Precisamos assumir nossa responsabilidade, romper com a omissão e agir com austeridade”, declarou.

Encerrando a fala, Lucão Fernandes defendeu que o feminicídio seja enfrentado como uma falha coletiva e um dever urgente do Estado e da sociedade. “Não podemos normalizar o inaceitável. É preciso dizer basta — e dizer basta com ações, políticas públicas e debate permanente”, concluiu.

BRASÍLIA/DF - Ao assinar o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na quarta-feira (4) que o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência contra a mulher deve ser responsabilidade da sociedade, mas sobretudo dos homens.

“Não basta não ser um agressor. É também preciso lutar para que não haja mais agressões. Cada homem desse país tem uma missão a cumprir”, disse, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

O pacto prevê atuações coordenadas e permanentes entre os Três Poderes, com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil. A novidade, segundo Lula, é que, pela primeira vez, estão assumido que a responsabilidade na luta pela defesa da mulher não é só da mulher.

“Para o movimento sindical brasileiro, estamos dizendo que este é um tema de porta de fábrica e de assembleia de trabalhadores. O que estamos dizendo para deputados e deputadas é que esse é um tema para todos os seus discursos.”

“Estamos tentando conscientizar crianças, porque é dever dos nossos professores e professoras porque é um tema que vai da creche à universidade. Esta é a possibilidade de criarmos uma nova civilização. Uma civilização na qual não é o sexo o que faz a diferença, mas o comportamento o respeito”, completou.

Em sua fala, o presidente lembrou que o ambiente doméstico é palco constante de violência contra mulheres e de feminicídio. “[Elas] Morrem pelas mãos de atuais ou ex-maridos e ex-namorados, mas também pelas mãos de desconhecidos que cruzam o seu caminho”.

“Morrem por causa de homens que não aceitam ser chefiados por mulheres. Para esses, é preciso dizer em alto e bom som: as mulheres estão conquistando cada vez mais espaços de liderança no mercado de trabalho e vão conquistar ainda mais. Por justiça e por merecimento. Lugar da mulher é onde ela quiser estar”, concluiu.

A cerimônia foi aberta pela primeira dama Janja da Silva. Ela leu uma história narrada por uma mulher vítima da agressão de um namorado, espancada em público, mas que não conseguiu a ajuda de pessoas que testemunharam a agressão.

"Essa história poderia ser minha ou de qualquer mulher aqui presente", disse a primeira dama ao pedir que os homens também fiquem ao lado das mulheres vítimas de agressão, quando se depararem com esse tipo de situação.

"Temos todos o compromisso de tornar uma sociedade em que as mulheres podem viver em paz. Queremos vocês, homens, nessa luta, ao nosso lado", acrescentou.

Na sequência, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou que essa é uma pauta prioritária para o governo, em diferentes áreas. Sobre a campanha estratégica lançada durante o evento, a ministra destacou que ela será de utilidade pública para a sociedade, e que o Conselho da Federação servirá para “engajar e ter a adesão de estados e municípios nesta causa”.

 

Judiciário e Legislativo

O presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que as mudanças não fiquem limitadas à letra fria da lei. “É preciso agir em várias frentes para prevenir, responsabilizar e proteger [as mulheres]”, disse.

“A mudança na lei é importante, mas não é suficiente. A mudança na lei deve estar acompanhada de uma mudança de mentes e corações no Estado, na sociedade, e o mais importante: nas famílias. Essa mudança começa quando começamos a agir”, acrescentou.

Segundo Fachin, o Poder Judiciário assinou este pacto “com senso de urgência e sentimento de esperança, se comprometendo integralmente com a iniciativa”. “A verdadeira paz não nasce do medo e do silêncio, mas floresce quando há proteção, liberdade e dignidade”, concluiu.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, lembrou que o Brasil fechou o ano de 2025 com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia.

“É inconcebível que nós permitamos que esses números continuem a acontecer. Essa ação [prevista pelo pacto] é inadiável”, disse ele ao afirmar que o Legislativo atuará visando o endurecimento das leis, no sentido de punir “quem agir dessa forma, seja na violência contra mulher”.

“Conte com nossa prioridade nessa agenda, para mudarmos essa realidade, concluiu.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que as instituições brasileiras estão unidas em propósitos como este. “O feminicídio não é apenas uma estatística, mas uma chaga aberta na sociedade brasileira”, que precisa ser tratado como problema de Estado, e não de governo.

“[O feminicídio] é o lado mais cruel de uma violência que atravessa, todos os dias, a vida de milhares. E o pacto é, antes de tudo, um compromisso entre as instituições; e uma declaração de responsabilidade do Estado brasileiro, que reafirma um de seus deveres fundamentais, ao combater o feminicídio com o máximo rigor; com prioridade absoluta; e com ação permanente”, discursou.

Entenda o Pacto

Entre os objetivos do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio está acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores, combatendo a impunidade.

O acordo envolvendo Executivo, Legislativo e Judiciário reconhece que a violência contra mulheres no país figura como uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.

O pacto também prevê a criação do Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República. O colegiado vai reunir representantes dos Três Poderes, com participação permanente de ministérios públicos e defensorias públicas, assegurando acompanhamento contínuo, articulação federativa e transparência.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - O ministro do STF Alexandre de Moraes reconheceu a prescrição de dois crimes pelos quais o ex-deputado Roberto Jefferson havia sido condenado e manteve o cumprimento da pena em prisão domiciliar.

O ex-deputado foi condenado a mais de nove anos de prisão por incitar violência contra autoridades em 2021 -com o reconhecimento da prescrição dos crimes de calúnia e incitação pública, essa pena vai diminuir.

O ministro, no entanto, negou o pedido de embargos infringentes da defesa e citou o "ausente número necessário de votos absolutórios próprios (quatro)".

Esse tipo de recurso é usado para questionar decisões tomadas sem unanimidade. O entendimento atual do STF, no entanto, é que apenas decisões das turmas que tenham ao menos dois votos totalmente divergentes podem ser contestadas por essa via de recurso.

No mês passado, a PGR se manifestou a favor da redução da pena. A Procuradoria-Geral da República considerou que o ex-deputado cumpriu os requisitos para progressão de regime.

Jefferson foi preso preventivamente em 12 de agosto de 2021 e está em prisão domiciliar. Para Paulo Gonet, o período de quatro anos, cinco meses e sete dias desde a prisão deve ser abatido da pena total.

O ex-deputado foi condenado em dezembro de 2024. Ele publicou vídeos atacando o Estado democrático de Direito e foi condenado por incitação ao crime, atentado contra o exercício dos Poderes, calúnia e homofobia -segundo a denúncia, o político tentou impedir o funcionamento dos poderes constitucionais, especialmente o Poder Legislativo e a CPI da Pandemia.

 

 

 por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - O Onovolab Festival 2026 teve início nesta segunda-feira (02/02), em São Carlos, com a participação do prefeito Netto Donato na abertura oficial. O evento, que celebra os oito anos do hub de inovação Onovolab, reúne durante seis dias startups, universidades, empresas e lideranças públicas em torno de temas como inteligência artificial, sustentabilidade, biotecnologia e futuro do trabalho. Mais do que tecnologia, o festival reforça um princípio central: o componente mais importante são as pessoas.

Na cerimônia, Netto Donato ressaltou a importância de atrair investimentos sustentáveis e alinhados ao perfil da cidade. “São Carlos precisa crescer com qualidade, fortalecendo suas finanças e atraindo investimentos que estejam alinhados ao perfil da cidade. Temos recebido aportes externos que considero extremamente positivos, pois não geram poluição nem impactos negativos para a comunidade. Pelo contrário, são investimentos em educação, inteligência e tecnologia, especialmente em inteligência artificial, que reforçam nossa vocação como cidade do conhecimento”.

O prefeito também explicou a decisão inédita de instalar secretarias municipais dentro do Onovolab, aproximando a gestão pública da comunidade empreendedora. “Hoje existe uma cobrança legítima para que a administração pública seja menos burocrática e mais próxima da sociedade. Por isso, decidimos trazer para dentro do Onovolab as secretarias que dialogam diretamente com inovação e desenvolvimento. Estão aqui a Secretaria de Cidade Inteligente e Transparência, a de Cultura e Turismo e a de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Essa integração permite que nossas equipes convivam diariamente com startups, universidades e empresas, aprendendo com o ecossistema e, ao mesmo tempo, construindo novas formas de fazer política pública”.

O CEO do Onovolab, Leandro Palmieri, reforçou que o festival é mais do que uma comemoração: é uma entrega de valor para São Carlos. “O Onovolab Festival foi criado para celebrar o aniversário de oito anos, mas também para entregar valor para o ecossistema de São Carlos. É um festival sobre inovação, tecnologia e empreendedorismo que conta com cem palestrantes que vêm falar de forma aberta e gratuita sobre esses temas”, disse.

Palmieri destacou que a inteligência artificial é o assunto mais discutido atualmente, mas não o único. “Sem dúvida, inteligência artificial é o assunto do momento. Temos muitas palestras sobre IA. Vendas também é um tema intrigante, porque é uma ciência complexa e difícil. Além disso, falamos sobre ESG, impacto, agronegócio, biotecnologia, bioeconomia e ecossistemas de inovação fora de grandes centros urbanos. Eu gosto de usar a expressão ‘fora do eixo’, porque estamos fazendo inovação fora do eixo e vamos ver muita coisa disso nos seis dias de festival”, explicou.

Atualmente, o Onovolab abriga 70 empresas residentes, entre startups em diferentes estágios de maturação, laboratórios de inovação de grandes e médias companhias e operações de tecnologia de empresas consolidadas.

“Além das empresas, temos a municipalidade, que vem com o eixo de desenvolvimento econômico, se conectando e integrando a esse ecossistema”, completou Palmieri.

SÃO CARLOS/SP - A prefeitura de São Carlos instituiu um novo mecanismo de proteção a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Sancionada em janeiro de 2026, a Lei Nº 23.970 cria o Programa Botão Rosa, voltado ao atendimento imediato de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência expedidas pelo Poder Judiciário.

A iniciativa é do vereador José Alvim Filho, o Dé (Solidariedade). O programa prevê a disponibilização de um aplicativo para celulares ou de um dispositivo físico que, ao ser acionado, envia um alerta direto à Central de Monitoramento da Guarda Civil Municipal (GCM) ou a outro órgão indicado pelo Poder Executivo.

O sistema contará com tecnologia de geolocalização (GPS), que permite identificar, em tempo real, a localização da vítima no momento do acionamento. A medida busca reduzir o tempo de resposta das forças de segurança em situações de risco iminente.

A lei estabelece ainda que o dispositivo poderá permitir a gravação de áudio e ou vídeo do ambiente, desde que respeitada a cadeia de custódia. O material poderá ser utilizado como meio de prova em casos de descumprimento das medidas protetivas impostas pela Justiça.

Como não houve vetos ao projeto, todos os dispositivos previstos no texto legal entram em vigor. Entre eles, está a autorização para que o Poder Executivo firme parcerias com a iniciativa privada, universidades e instituições de tecnologia, além de convênios com o governo do Estado de São Paulo.

A legislação também prevê a possibilidade de integração do sistema com órgãos estaduais de segurança, incluindo o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), ampliando a articulação entre as forças responsáveis pelo atendimento às ocorrências.

O fornecimento do aplicativo ou do dispositivo físico dependerá de cadastro prévio. A prioridade será dada a mulheres em situação de risco extremo, conforme avaliação da rede de proteção à mulher, do Ministério Público ou por determinação judicial.

Segundo o vereador Dé, o Botão Rosa amplia o uso da tecnologia como aliada da segurança pública e fortalece a rede de proteção às mulheres no município. A expectativa é que o programa contribua para a preservação de vidas e para o cumprimento efetivo das medidas protetivas previstas em lei.

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