Com passagens pelo Chile e Estados Unidos ainda durante a graduação, Taruhim Quadros é prova de como a universidade pública transforma vidas
SOROCABA/SP - Das salas de aula da UFSCar-Sorocaba ao Chile; mais tarde, disciplinas cursadas em duas universidades diferentes dos Estados Unidos; muitos projetos de pesquisa ainda durante a graduação; estágio na área de Biotecnologia e melhoramento genético; mestrado; e atuação profissional destacada em uma das maiores organizações de preservação da natureza no mundo, o WWF-Brasil. Esse é apenas o resumo da trajetória de Taruhim Miranda Cardoso Quadros, engenheira florestal formada em 2017 pela UFSCar, em Sorocaba. Taruhim é exemplo de dedicação e também de como a universidade pública - gratuita e de qualidade - pode transformar a vida das pessoas.
Sua conexão com a natureza desde a infância foi decisiva no momento de escolher em qual curso ingressar no Ensino Superior. A dúvida entre Engenharia Florestal e Engenharia Ambiental foi desfeita quando pôde conhecer, antes mesmo de ser aprovada no SiSU (Sistema de Seleção Unificada, do Governo Federal, utilizado para a seleção de candidatos na UFSCar e em outras instituições de ensino do País), a sala de uma das professoras da Universidade, no campus de Sorocaba. "Tive a chance de conversar com a professora Fátima Piña Rodrigues. Lembro-me de entrar na sala dela e ver diversos artesanatos de sementes nativas, muitos livros e a grande persona que a Fátima é no meio daquilo tudo. E ali percebi o diferencial da Engenharia Florestal da UFSCar: o curso proporciona infinitas oportunidades, incluindo uma visão de conservação, sustentabilidade e produtividade a partir de nossas matas nativas, se destacando dentre outras universidade que têm um enfoque em plantios de florestas exóticas comerciais. Saí certa de que queria ser engenheira florestal", relembra ela.
A partir da aprovação e do ingresso no curso de Engenharia Florestal da UFSCar-Sorocaba, Taruhim não se limitou aos estudos teóricos dentro das salas de aula e logo se envolveu em projetos de Iniciação Científica. Foi justamente o envolvimento precoce com atividades de pesquisa que permitiu que ela fizesse um estágio de férias no Chile. "Esse foi um intercâmbio inesperado, que só apareceu porque já estava engajada com pesquisa. Meu orientador da época, o professor Fábio Yamaji, tinha contatos no Chile e incentivava muito que seus alunos agarrassem a oportunidade. E lá fui eu, sem saber falar uma palavra em Espanhol. Levei mais duas colegas de sala comigo e juntas fizemos um estágio na Corporação Nacional Florestal do Chile (Conaf), em uma Reserva Nacional chamada Pampa del Tamarugal", conta.
A Reserva Pampa del Tamarugal é uma região desértica, completamente diferente dos ecossistemas brasileiros, o que tornou a experiência ainda mais rica. "Trabalhei em um projeto específico que visava auxiliar pequenos agricultores que viviam nas proximidades da Reserva e sofriam muito com os intensos ventos. Minha responsabilidade era escutá-los e idealizar um reflorestamento no entorno de suas propriedades para funcionar como cortinas corta-vento", detalha. Para ela, "foi um aprendizado prático entender outras culturas, se comunicar sem nem compartilhar a mesma língua, ter empatia e saber escutar a necessidade dos atores locais. Foi também uma primeira visão da importância da natureza para pessoas e do meu papel como profissional da área".
Mais tarde, Taruhim passou quase dois anos nos Estados Unidos, participando do programa Ciências sem Fronteiras, hoje extinto. Primeiro, esteve na University of Montana, em Missoula, no estado de Montana. "Nos seis primeiros meses, fiz um curso intensivo de Inglês, com apenas duas matérias na universidade", pontua. Em seguida, cursou quatro semestres do curso de Forestry (Silvicultura) na mesma universidade e fez um estágio de verão em outro estado, na Colorado State University.
"Nesse período, aprendi muito em termos profissionais, mas também pessoais. Me encantei com a estrutura e a maneira que os americanos se engajam com a natureza, como o governo apoia as áreas protegidas e parques nacionais, com o respeito da população aos ecossistemas. Além disso, vi tópicos comuns à Engenharia Florestal no Brasil, mas de uma forma completamente diferente - colheita com neve e bacias hidrográficas onde a principal fonte de recarga é o degelo pós inverno. Foi um aprendizado único", garante.
Na volta à UFSCar-Sorocaba, seu envolvimento com projetos de pesquisa continuou. "Foram ao menos quatro Iniciações Científicas", destaca com orgulho. Em uma delas, sob a orientação da professora Karina Martins, buscou entender padrões de genética populacional de uma espécie amazônica - a virola. "Essa espécie nativa tem um valor econômico associado e, por isso, vem sendo explorada há décadas. Isso cria uma preocupação em termos de diversidade genética e de padrões de reprodução.
Em linhas gerais, existe um risco dessa espécie ter poucas árvores reprodutivas, devido à redução de sua população com a exploração, o que faz com que árvores que são parentes se reproduzam, levando a cada vez menos diversidade genética", detalha.
De acordo com ela, a pesquisa desde a graduação lhe deu um importante senso de direção, favoreceu sua habilidade de elaborar ideias, interpretar resultados, entender contextos, estruturar relatórios e muito mais: "Foi graças à pesquisa que trilhei o caminho do meu desenvolvimento", atesta. Aliás, foi o seu engajamento com a pesquisa científica que garantiu uma importante vaga de estágio profissional na área de Biotecnologia e melhoramento genético, no centro de tecnologia da antiga Fibria Celulose (hoje, Suzano S/A). "Essa oportunidade só me apareceu por estudar na UFSCar-Sorocaba. Toda minha experiência em Iniciação Científica foi essencial, pois pude não só executar tarefas, mas colaborar com o pensamento dos pesquisadores, sugerir inovações para os procedimentos e as pesquisas. Um aprendizado prático muito importante", afirma.
Depois de formada, Taruhim ingressou no mestrado na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), em Ilhéus na Bahia, trabalhando com a compreensão da contribuição da restauração florestal da Mata Atlântica a partir de uma perspectiva genética. Sua pesquisa contou com apoio financeiro da Fundação Rufford, um fundo com sede no Reino Unido que financia projetos de conservação da natureza em países em desenvolvimento. "Foi um apoio financeiro essencial para a execução do meu projeto, especialmente considerando as reduzidas oportunidades de apoio à pós-graduação no Brasil. Sem esse recurso, não teríamos dinheiro para as idas a campo, para material de laboratório, nem para a infraestrutura necessária. Isso me deu flexibilidade para realmente executar o melhor trabalho possível, sem restrições por dificuldades financeiras", diz Taruhim.
Quando terminou o mestrado, candidatou-se para trabalhar no WWF-Brasil, como analista na área de conservação com foco em restauração. O WWF-Brasil é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que trabalha para mudar a atual trajetória de degradação ambiental e promover um futuro onde sociedade e natureza vivam em harmonia. "Com muita felicidade, realizo trabalhos voltados à restauração da Mata Atlântica, a partir de valores e princípios que prezo na minha vida pessoal, e contribuo para a conservação do nosso Brasil. Hoje, executo as mais diversas atividades relacionadas à restauração de paisagens florestais da Mata Atlântica, mas com o papel de trazer um olhar técnico-cientifico, conectando as ações de campo a uma visão estratégica de longo prazo", descreve com satisfação.
Aliás, esse sentimento de satisfação predomina, quando, em retrospecto, analisa toda a sua trajetória até aqui. Satisfação que se mistura com gratidão ao falar do papel da UFSCar-Sorocaba em sua vida pessoal, acadêmica e profissional. "Não há uma coisa sequer que tenha acontecido na minha trajetória que não esteja interligada à UFSCar. Sem dúvidas, tive uma formação diferenciada. A junção do todo - professores, infraestrutura, oportunidades de pesquisa - me fez chegar onde estou agora, me impulsionando sempre para experiências profissionais marcantes!", destaca. O percurso de Taruhim só confirma a importância de se ter o acesso ao ensino público e de qualidade, como é na UFSCar, na sua própria cidade. "Sigo com sentimento de gratidão e orgulho de ter feito parte da história da UFSCar, mas mais ainda de ter a UFSCar como parte da minha história", conclui com emoção.
Lançamento terá a exibição do documentário "A História do Plástico" e debate abertos ao público
SÃO CARLOS/SP - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), por meio da sua Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade (SGAS), em colaboração com o Programa de Educação Tutorial da Biologia (PET-Bio) e o Grupo de Incentivo à Redução Reutilização e Reciclagem (GIRe3), está lançando o Movimento Plástico Zero UFSCar (PlaZU). O propósito é promover a sensibilização da comunidade para a necessidade de banir o consumo de descartáveis plásticos na Universidade (e além dela) e assim contribuir de forma efetiva para a redução da poluição plástica no mundo. O Movimento está articulado e conta com apoio da organização internacional "Break Free from Plastic" (BFFP), com sede nas Filipinas, através do Programa "Plastic Free Campus" (PFC).
Para o lançamento do PlaZU, será realizada a exibição do documentário "A História do Plástico", seguida de debate, no dia 9 de junho, às 19 horas, pelo canal da SGAS no YouTube (https://bit.ly/3wHYyWX). Dirigido por Deia Schlosberg, o documentário foi produzido em 2019 e apresenta as origens da poluição plástica no mundo e atitudes que têm feito a diferença no combate ao problema.
Na ocasião, os debatedores serão Felipe Torres, representante da BFFP na América Latina e que desenvolve projeto correlato na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP); Amadeu Logarezzi, professor aposentado da UFSCar e coordenador do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Ambiental (Gepea); Maria Vitória Baptista, representante da Associação de Proteção Ambiental de São Carlos (Apasc) e formanda em Gestão e Análise Ambiental pela UFSCar; e Liane Biehl Printes, bióloga do Departamento de Apoio à Educação Ambiental (DeAEA) da SGAS.
O documentário será disponibilizado por meio de um link específico para as pessoas que se inscreverem, que ficará aberto entre os dias 2 e 9 de junho. No dia 9/6, às 19 horas, o debate acontece no canal da SGAS no YouTube (https://bit.ly/3wHYyWX). Podem participar membros da comunidade da UFSCar e do público externo. As pessoas interessadas devem fazer inscrição neste link (https://bit.ly/3bZZMER).
O evento marca a Semana do Meio Ambiente de 2021 e conta com a coparticipação da Apasc. Mais informações pelo Facebook (https://bit.ly/3wETkew) ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Evento com pesquisadores da UFSCar acontece dia 8 de junho
SÃO CARLOS/SP - Como a infraestrutura pode ser escolhida, planejada, projetada, implementada, mantida, aprimorada e usada para melhorar o bem estar humano em áreas urbanas formais e informais e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)? Quais são os novos desafios e recomendações aos gestores públicos? Questões como essas serão debatidas no Workshop INFRA+ Infrastructure for Fragmented Cities, uma série de seminários online realizados até julho pela Universidade de Manchester, Reino Unido.
As sessões abarcam aspectos econômicos, institucionais, ambientais, políticos e culturais e diferentes realidades ao redor do globo. Em duas sessões, o webinário do dia 8 de junho enfoca a América do Sul e conta com a participação de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e de outras instituições internacionais para falar sobre como a infraestrutura pode melhorar a vida em cidades fragmentadas, agora e no futuro. A primeira parte tem a coordenação do professor Juliano Costa Gonçalves, do Departamento de Ciências Ambientais (DCAm), e palestra da doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAm), Cristine Diniz Santiago, sobre o tema "Gestão de resíduos na pandemia: obstáculos, aprendizados e lições".
Na segunda parte, a professora Norma Valencio, do PPGCam e fundadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres da UFSCar, aborda o tema "Cruzando questões de infrassistemas como pontos de gatilho de crises multifacetadas". Na ocasião, ela explicará como a crise, gerada pela multiplicação de desastres no Brasil, inclusive os de proporções catastróficas, tem exposto os nexos problemáticos entre diferentes infrassistemas - tais como sanitário, rodoviário, energético e de comunicação -, apontando para a complexidade dos desafios setoriais à medida em que também emergem subcrises.
O webinário é online, gratuito e começa às 6h30 (horário de Brasília, 10h30 no horário de Londres). As inscrições podem ser feitas pelo site do evento (https://bit.ly/3hoR9XR), onde constam a programação completa, com temas e nome de todos os pesquisadores participantes.
Inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela Internet
SÃO CARLOS/SP - No atual contexto de Big Data, os dados se tornaram produtos preciosos nas jazidas de mineração algorítmica. Nesse contexto, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas para o curso "Análise de dados sociais utilizando linguagem de programação (Python e R)", que tem como objetivo democratizar o conhecimento das ferramentas Python e R, tornando essas linguagens de programação de alto nível passíveis de serem utilizadas por profissionais de Ciências Humanas e Sociais.
O curso, oferecido na modalidade de Atividade Curricular de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (Aciepe), é destinado prioritariamente a pesquisadores, ativistas, integrantes de entidades e movimentos sociais que trabalham com dados sociais, em especial dados abertos governamentais, para a elaboração de pesquisas, projetos e programas que contribuam para a formulação e avaliação de políticas públicas voltadas para a superação das desigualdades sociais e de diversas formas de preconceitos presentes na sociedade brasileira. Não é preciso ter qualquer noção de linguagem de programação para fazer o curso.
A atividade será ministrada pela professora do Departamento de Ciências Sociais (DCSo), da UFSCar, Sylvia Iasulaitis, responsável pela Aciepe. Entre os requisitos para participar estão: ter formação ou estar cursando graduação em qualquer área do conhecimento e dispor de computador com acesso à Internet.
As inscrições devem ser feitas por meio do envio de documentação (currículo e carta de interesse) até o dia 30 de junho para o e-mail da docente responsável (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), com o campo do assunto "Seleção ACIEPE". As vagas são limitadas e haverá seleção dos candidatos; o resultado será divulgado no dia 15 de julho pelo e-mail de inscrição e nos sites da Coordenação do Curso de Ciências Sociais (www.cech.ufscar.br/cccso/
Mais informações, incluindo conteúdo programático, perfil da docente ministrante e documentos de inscrição, devem ser conferidas neste documento (https://bit.ly/2RtElFd).
Novo episódio da série está disponível em diferentes plataformas online
SOROCABA/SP - O projeto de extensão "Bamo Proseá? Cotidiano e Cultura Caipira", da UFSCar-Sorocaba, promove uma série de podcasts voltados ao universo caipira. Os episódios tratam de assuntos relacionados à música caipira e à viola, culinária, literatura, crenças e religiosidade, entre outros.
O novo capítulo da série, intitulado de "Com a Bandeira do Divino", aborda a Festa do Divino Espírito Santo. O conteúdo revela não só a origem da Festa, mas também a diversidade na forma de homenagear o Espírito Santo, conforme a localidade onde ela acontece. O episódio está disponível em diferentes plataformas online, acessíveis via https://linktr.ee/BamoProsea.
Além das conversas do "Bamo Proseá?", o projeto também está produzindo a seção "Dedo de Prosa", em podcasts menores e divertidos. Saiba mais no Instagram (instagram.com/bamoprosea), Facebook (facebook.com/bamo.prosea.7), Spotify (https://spoti.fi/33Adold) e Google Podcasts (http://bit.ly/3uE0u2x).
A equipe do projeto é formada pela geógrafa Neusa de Fátima Mariano, professora do Departamento de Geografia, Turismo e Humanidades (DGTH-So) da UFSCar; pelo historiador Elton Bruno Ferreira, professor da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSul); pelo geógrafo e professor Henrique Pazetti; pelo mestre em Geografia Paulo Lopes, técnico de laboratório do DGTH-So; e pela estudante Isabela Mustafá.
Dúvidas e sugestões de temas podem ser enviadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Pesquisa busca voluntárias de São Carlos para entrevistas sobre a temática
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de Iniciação Científica, realizada no Departamento de Enfermagem (DEnf) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), tem por objetivo compreender o processo de retorno ao trabalho após licença-maternidade na perspectiva de mães trabalhadoras. Para isso, o estudo está convidando mães que retornaram ao trabalho há, no máximo, 12 meses para participarem de entrevista sobre o tema. A pesquisa é conduzida pela estudante Leticia Lima dos Santos, sob orientação de Vivian Aline Mininel, docente do DEnf, e tem financiamento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic 2020-2021).
De acordo com Leticia Santos, a relevância social desse estudo pauta-se na compreensão da atuação das mulheres no mercado de trabalho após a licença-maternidade e dos impactos na saúde materno-infantil decorrentes desse afastamento. No Brasil, o tempo dessa licença varia de quatro a seis meses, mas, de acordo com a pesquisadora, a literatura mostra que esse tempo não é satisfatório. "O tempo se mostra insuficiente, em relação aos quatro meses, e mínimo, em relação aos seis meses, se partirmos do ponto de recomendação da amamentação exclusiva até os seis meses de idade do bebê. Em relação às perspectivas maternas, o tempo é curto para a quantidade de demandas da criança no período que o retorno ao trabalho ocorre, condicionando a sobrecarga de atividades dessas mulheres e impactando na decisão de retorno ao trabalho", pontua Santos.
Leticia dos Santos ressalta também que, apesar de o tempo ser mínimo dentro da perspectiva do cuidado infantil, essa licença não abrange as trabalhadoras informais e, dentre os trabalhadores desamparados pela Previdência Social (23,82 milhões de pessoas), 10,25 milhões eram mulheres em 2018, conforme dados do governo. A pesquisadora levantou que as mães trabalhadoras que não tiveram acesso à licença-maternidade relacionavam o retorno ao trabalho ao suporte para o cuidado dos seus filhos e, nesse sentido, uma parcela pretendia levar seus filhos ao trabalho. "O retorno ao trabalho está atrelado à insegurança com os cuidados com a criança nesta nova fase, que em grande parte era exclusivo da mãe e precisa ser transferido para a escolas, creches ou outros cuidadores, gerando sentimento de culpa", relata. Esse processo, além de gerar conflitos internos para as trabalhadoras, que antes estavam focadas no cuidado da criança, também traz à tona medos e inseguranças relacionadas à produtividade no trabalho e, assim, sua permanência na ocupação.
Nesse contexto, o estudo também tem como objetivo específico identificar as diferenças no processo de retorno ao trabalho entre mulheres que possuem direito à licença-maternidade protegida (via Previdência Social) e aquelas que não possuem. A pesquisadora aponta que o estudo avança ao contribuir com dados nacionais sobre o tema, auxiliando no delineamento dessa realidade e subsidiando novas pesquisas e possíveis avanços na situação atual da licença-maternidade. "Quanto à relevância científica, o estudo possibilitará a compreensão de um tema pouco explorado, especialmente no tocante ao processo de retorno ao trabalho em diferentes contextos, na perspectiva de quem o vivencia. A revisão prévia de literatura sobre retorno ao trabalho e licença-maternidade ou parenteral evidenciou poucos estudos que abordam a temática, especialmente na América Latina e no Brasil", complementa Santos.
Voluntárias
Para desenvolver o trabalho, estão sendo convidadas mulheres que voltaram ao trabalho após o nascimento dos filhos, há no máximo um ano, que tiveram acesso, ou não, ao benefício da licença-maternidade e que residam em São Carlos (SP). As voluntárias participarão de entrevista individual com duração de 40 minutos, em média, que será feita virtualmente. Interessadas em participar do estudo devem entrar em contato com a pesquisadora até o mês de agosto deste ano pelo WhatsApp (11) 97411-7957. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 39366620.3.0000.5504).
Nível de ensino focado no desenvolvimento de competências contribui com a formação integral de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres
SÃO CARLOS/SP - Há 70 anos o Senac São Carlos faz a diferença na formação dos seus alunos. Mais recentemente, a unidade ampliou sua oferta de cursos com o Ensino Médio Técnico em Informática, que tem uma formação organizada em áreas do conhecimento e realizada por meio de projetos que visam desenvolver competências, habilidades, atitudes e valores. Ou seja, permite que o aluno esteja à frente dos estudos e seja o protagonista de suas histórias e escolhas.
Louise Fonseca Alves, 16 anos, aluna do segundo ano do Ensino Médio Técnico da instituição, conta que as experiências que ela vivencia no curso contrastam com o que aprendeu anteriormente. “Meu aprendizado atual está baseado no saber de forma prática. O que vivo nas aulas, na troca com os professores e meus colegas é o que acontece no dia a dia e será fundamental para o início da minha vida profissional”.
Para Bruna Soares de Araújo, professora da área de ciências da natureza e suas tecnologias, nessa proposta o objeto de trabalho do professor é o aluno e tudo o que envolve sua rede de relacionamento e vivências. “Com essa abordagem, encontramos em sala de aula jovens entusiasmados e engajados, pois o conteúdo de ensino se aproxima da realidade deles. E nessa nova perspectiva, os diferentes saberes estão articulados com as competências e habilidades que são mobilizados pelos projetos.”
No Senac, os alunos desenvolvem projetos com temáticas que sejam do seu interesse. Assim, planejam atividades e ações que visam à inserção social e à ação participativa em práticas que envolvem a comunidade de maneira geral. É o caso de um recente projeto de descarte consciente de produtos eletrônicos, que irá propor uma solução concreta para o tema e acompanhar a destinação final dos objetos, evitando possíveis contaminações do meio ambiente.
“Nesse contexto, as áreas de ensino passam a ser interligadas com a vivência, possibilitando uma conexão entre a escola e a realidade. Rompe-se a fragmentação das disciplinas e constrói-se pontes entre o conhecimento e a formação técnica”, reforça Thamara Moretti Jurado, coordenadora do Ensino Médio Técnico em Informática.
Para Mel Teodósio Teixeira, 15 anos, aluna do primeiro ano do curso, essa integração ajuda no desenvolvimento profissional e cria diferenciais na qualificação. “Meu desempenho não está vinculado apenas à nota, mas ao fato de que essa vivência e aprendizado me levarão a alcançar meus objetivos.”
Totalmente integrada à nova Base Nacional Curricular (BNC), a qualificação vislumbra uma nova perspectiva da experiência do aluno, rompendo com o modelo de ensino tradicional, ampliando sua preparação para além do ENEM e do vestibular.
Sobre o Ensino Médio Técnico
Com duração de três anos, o curso propõe uma experiência educacional por meio de métodos, metodologias e estratégias que proporcionam o desenvolvimento de competências de maneira prática e reflexiva. Além disso, o modelo de ensino conta com um corpo de professores preparados para atuar em um nível educacional interdisciplinar, incentivando os jovens a atuarem de forma protagonista frente aos desafios que serão propostos.
Para saber mais sobre o Ensino Médio Técnico em Informática do Senac São Carlos, acesse o Portal: www.sp.senac.br/ensinomedio. As inscrições para as turmas de 2022 começam no segundo semestre.
Serviço:
Senac São Carlos
Local: Rua Episcopal, 700, Centro, São Carlos - SP
Informações e inscrições: www.sp.senac.br/saocarlos
Formação ocorre em dois encontros online e é destinada a profissionais e demais interessados no tema
SÃO CARLOS/SP - O Centro de Pesquisa da Criança e de Formação de Educadores da Infância (Cfei) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está com inscrições abertas para o 1º Módulo de formação introdutório "Conhecer a abordagem Pikler: aproximando das ideias pedagógicas". O curso é online e ocorre em dois encontros, nos dias 11 e 18 de junho, das 14 às 16h30, totalizando 5 horas de estudos síncronos (ao vivo). Os encontros não serão gravados.
Este é o primeiro de três módulos de formação, que possuem inscrição e certificação separadas. O curso caracteriza-se como uma formação introdutória que possui aproximação com a abordagem Pikler. O público-alvo são profissionais, professores da educação da infância (especialmente de 0 a 3 anos), mães, pais, psicólogos, pediatras, profissionais que atuam ou estão em formação para atuar com bebês e crianças bem pequenas e demais interessados na abordagem.
De acordo com os organizadores, a abordagem Pikler assume o pensamento da pediatra Emmi Pikler, trazendo contribuições educacionais para o campo da educação da primeira infância e, assim, colaborativas às práticas educativas e de cuidados com bebês em contextos de educação infantil. De natureza húngara, a abordagem assenta-se especialmente no desenvolvimento global de bebês e aborda princípios como vínculo, motricidade livre e autonomia na educação infantil, trazendo ainda contributos sobre as relações estabelecidas com os educadores ou professores que atuam na educação infantil.
Inscrições
As inscrições podem ser feitas no endereço https://abordagempikler.
SÃO CARLOS/SP - Nesta segunda-feira, 31, das 19h30 às 21 horas, será realizada a webconferência "As funções do Conselho Escolar". O evento tem o objetivo de conhecer, esclarecer e refletir sobre as funções do Conselho escolar e integra um dos componentes pedagógicos do Curso de Aperfeiçoamento em Conselho Escolar, coordenado pelas professoras Maria Cecilia Luiz e Sandra Riscal, ambas do Departamento de Educação (DEd) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Este é o primeiro de um total de quatro módulos, que acontecerão via webconferência até o mês de setembro e terão como palestrantes os autores do material pedagógico do Curso. Com isso, a proposta é a formação continuada para fortalecimento dos Conselhos Escolares.
O Conselho Escolar (CE) é o espaço em que todos os envolvidos com a escola (familiares, alunos, professores, diretores e funcionários) se reúnem para decidirem o que é melhor para a instituição escolar, com foco na qualidade do ensino e na aprendizagem dos discentes. "Defende-se a importância de conhecer e fortalecer os Conselhos Escolares a fim de tornar oportuna a reflexão sobre o convívio democrático nos diferentes espaços escolares, inclusive na relação escola e família. Além disso, ao compreender as funções, constituição, organização do Conselho Escolar nas relações que acontecem dentro da escola, possibilita-se a sua operacionalização com mais eficiência", explicam os organizadores da iniciativa.
A webconferência, aberta e gratuita, pode ser acompanhada pelo YouTube, por meio deste link (https://bit.ly/3f5r4vu).
Sobe o curso
O Curso de Aperfeiçoamento em Conselho Escolar, que já está em andamento desde abril, é gratuito e foi pensado para técnicos de secretarias de educação estaduais e municipais do Brasil inteiro. A seleção dos cursistas foi feita pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério de Educação (MEC).
O curso tem o objetivo de propiciar conhecimentos sobre o Conselho Escolar aos técnicos de secretarias de educação, com vistas a promover planejamentos e ações motivadoras para serem desenvolvidas nos diferentes sistemas de ensino, incentivar o bom funcionamento dos Conselhos bem como articular uma gestão democrática na instituição, com vistas à melhoria da qualidade da educação básica ofertada nas escolas públicas.
SÃO CARLOS/SP - O vereador mais jovem do parlamento são-carlense, Bruno Zancheta (PL), destinou parte da sua emenda parlamentar para educação de nossa cidade. O parlamentar visitou unidades escolares nos bairros Eduardo Abdelnur (CEMEI Carmin
O vereador destacou sua preocupação com a educação em nossa cidade: “Necessitamos de melhorias em nossas escolas, para, com uma melhor infraestrutura, oferecer ensino de qualidade para os alunos. Como Professor sei o poder transformador que a educação tem, e tenho conhecimento de todo o esforço do corpo docente, essa emenda tem por objetivo auxiliá-los fornecendo uma melhor estruturação”, disse o parlamentar.
Ele também frisou que os recursos serão utilizados para manutenção nas quatro unidades escolares: “Destinamos as emendas para estas escolas visando melhorar a estrutura física, equipando-as da melhor maneira para que os professores e funcionários possam exercer seus trabalhos com grande eficiência.” completou Bruno Zancheta.
Outro recurso destinado pelo parlamentar para a educação foi para aquisição de mobiliários em geral na Biblioteca Municipal “Amadeu Amaral”, sendo esta emenda de R$ 5 mil reais.
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