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BRASÍLIA/DF - A produção brasileira de grãos tem previsão de chegar a 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26. Caso o resultado se confirme, o Brasil baterá novo recorde, com uma alta de 1,8% na comparação com a safra anterior. O percentual corresponde a um aumento de 6,4 milhões de toneladas, ante ao ciclo 2024/25.

A previsão consta do 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a entidade, ele se deve ao aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis.

Com isso, a produtividade média nacional deverá ficar em 4.295 quilos por hectare.

Soja e milho

“Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas”, detalhou a Companhia.

O resultado, acrescenta, reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis na atual safra.

Já o milho cultivado na 2ª safra tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas, somando as três safras.

A colheita da primeira safra abrange 87,7% da área, devendo ter como resultado um total de 29,3 milhões de toneladas a serem colhidas – aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25.

“Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão”, informou a Conab.

A colheita da segunda safra ainda está em sua fase inicial. A expectativa é que chegue a um total de 107,9 milhões de toneladas produzidas. Quanto à terceira safra, em fase de plantio prestes a ser encerrada, é esperada uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Algodão

De acordo com o levantamento, a produção de pluma de algodão (segunda safra) deve ficar em cerca de 4 milhões de toneladas. Se confirmada, a projeção representa uma queda de 2,5% na comparação com a safra de 2024/25. Segundo a Conab, o resultado se deve à diminuição da área semeada.

“No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, representando uma alta de 24,9%”, acrescentou.

Arroz e feijão

Com a colheita praticamente finalizada, o arroz deve registrar uma produção de 11,1 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 13,2% na comparação com o volume obtido na safra anterior.

“A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal”, justificou a Conab.

Projeção de queda também na produção de feijão. A Conab estima um total de 3 milhões de toneladas a serem colhidas ao final das três safras do grão – volume que representa uma “ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada”.

Segundo a Conab, o abastecimento do mercado interno está garantido, mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos.

Trigo

Já a área destinada à produção de trigo deve apresentar queda na produção, uma vez que a área destinada ao plantio será menor do que a da safra anterior. Atualmente, esta cultura abrange apenas 45,3% do total de área prevista.

As expectativas são de que, ao final do ciclo, sejam produzidas cerca de 6,3 milhões de toneladas do cereal.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - O Magazine Luiza e a Amazon anunciaram uma parceria para que os produtos da varejista brasileira sejam vendidos no site da empresa americana a desde segunda-feira (8).

O acordo envolve mais de 12 mil produtos, incluindo itens de terceiros comercializados pela Magalu e produtos de suas marcas, como KaBuM!, Netshoes e Época Cosméticos. A logística das entregas ficará sob responsabilidade da Magalu, por meio da operadora logística Magalog.

Segundo a empresa brasileira, o objetivo é ampliar os canais de venda e a comercialização de bens duráveis. "A parceria com a Amazon contribui para aumentar nossa audiência digital, alcançar um número maior de clientes e alavancar nossas vendas de forma rentável e imediata", afirma o CEO da empresa, Frederico Trajano, em nota.

Questionadas sobre a divisão financeira das vendas, as empresas afirmaram que não divulgarão detalhes.

Maurício Morgado, coordenador do Centro de Estudos em Varejo e Consumo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), diz que o mercado de varejo online no Brasil é dominado por grandes empresas, como Amazon, Magalu, Mercado Livre e Shopee. Para ele, muitos consumidores se fidelizam a uma dessas grandes plataformas, e parcerias como a da Magalu com a Amazon têm o potencial de movimentar essa clientela.

"Como são duas empresas com grande audiência, tanto clientes fidelizados da Magalu poderão começar a comprar produtos da Amazon, quanto clientes da empresa norte-americana poderão adquirir produtos da empresa brasileira", diz o especialista.

Morgado também afirma que há uma forte tendência de parcerias entre grandes empresas, especialmente em períodos específicos do ano. Neste ano, por exemplo, a Panini, editora de álbuns de figurinhas, e a Coca-Cola se uniram para a comercialização de cromos que só podem ser adquiridos com a compra de uma Coca-Cola, durante a Copa do Mundo.

Desde o ano passado, a Casas Bahia vende produtos no Mercado Livre.

O especialista afirma, no entanto, que a parceria entre Amazon e Magalu pode prejudicar os pequenos varejistas. "O varejo brasileiro já é dominado por essas grandes empresas. Como Amazon e Magalu conseguem operar com cada vez mais eficiência, a tendência é que essa concentração dificulte ainda mais a entrada de pequenas empresas no setor", diz Morgado.

 

 

por Folhapress

BRASÍLIA/DF - O Novo Desenrola, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas, já beneficiou, nos primeiros dias do programa, mais de 6 milhões de pessoas e famílias, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Deste total, cerca de 4 milhões de pessoas tiveram suas dívidas quitadas.

“São pessoas com dívidas pequenas de até R$ 100”, detalhou o ministro da Fazenda nesta terça-feira (9), durante entrevista concedida ao portal UOL.

O Novo Desenrola Brasil foi criado com o objetivo de reduzir a inadimplência e facilitar a recuperação do crédito. A iniciativa beneficia principalmente brasileiros de baixa e média renda, em especial quem ganha até cinco salários mínimos e tem dívidas bancárias em atraso.

Para tanto, são oferecidas condições mais favoráveis do que as disponíveis no mercado para quitar ou parcelar débitos.

Entre suas principais características estão descontos que podem chegar a até 90% sobre o valor da dívida e juros reduzidos (limitados a cerca de 1,99% ao mês). O parcelamento pode ser de até 48 meses.

Há também a possibilidade de uso de parte do FGTS para abater débitos e a “desnegativação” de consumidores com dívidas de pequeno valor.

Juros

Durante a entrevista, Durigan disse que a alta taxa de juros cobrada no Brasil é algo que, de fato, tem prejudicado as pessoas, mas que, por meio do programa, o governo tem ajudado a população a lidar com essa situação.

“Dados desta manhã mostram que mais de 6 milhões de pessoas e famílias já foram beneficiadas pelo Novo Desenrola logo nos primeiros dias do programa”, disse o ministro ao lembrar que essa é uma mobilização nacional que tem previsão de se encerrar no dia 2 de agosto.

Segundo Durigan, “cerca de 4 milhões de pessoas foram negativadas por terem dívidas pequenas, de até R$ 100; e 1,1 milhão de pessoas já pagaram suas dívidas à vista, com descontos médios superiores a 80%”.

“Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, ressaltou.

Juros

O ministro da Fazenda negou que os juros no país estejam altos porque o governo gasta muito.

“Eles decorrem de desarranjos causados, em grande parte, pela guerra [dos EUA e de Israel contra o Irã]. Por isso, enquanto houver esse cenário, estamos adotando medidas de subvenção [de preços], como a da gasolina”, acrescentou ao reafirmar que, do ponto de vista fiscal, nada foi alterado.

“Nossas metas serão cumpridas”, concluiu o titular da Fazenda.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

IRÃ - Economistas aumentaram as projeções para a inflação dos alimentos no país em 2026. A revisão para cima está associada aos impactos da guerra no Irã e à ameaça do fenômeno climático El Niño a partir do segundo semestre.

As estimativas de instituições financeiras consultadas pela Folha de S.Paulo apontam alta a partir de 7% para os preços da alimentação no domicílio no acumulado deste ano.

"Estamos falando de uma tempestade perfeita para a inflação de alimentos. São vários choques", diz o economista-chefe do grupo CVPAR, Marcelo Fonseca.

A perspectiva é de uma forte aceleração frente a 2025, quando a inflação dos produtos consumidos em casa teve trégua, fechando em 1,43%. Caso as projeções se confirmem, a variação dos preços esperada para 2026 será a maior desde 2024, quando ficou em 8,23%.

A alimentação em casa integra o índice oficial de inflação do país, o IPCA, calcula do pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O aumento previsto para os alimentos é maior do que o projetado para o índice em termos gerais.

Na mediana, as estimativas do mercado financeiro apontam IPCA de 5,09% no acumulado de 2026, conforme o boletim Focus, divulgado pelo BC (Banco Central). Esse número está em alta há 12 semanas consecutivas.

"Vai ter uma aceleração dos alimentos em 12 meses, até pela base de comparação, já que os preços se moderaram na segunda metade de 2025, e a gente não vai ver isso de novo. A tendência é de a alimentação acelerar de maneira importante", diz o economista Fábio Romão, da consultoria 4intelligence.

Nos 12 meses encerrados em abril, os alimentos consumidos em casa acumularam inflação de 1,34% no IPCA.

Romão espera que a taxa feche dezembro de 2026 em 7,7%. É mais que o dobro do que ele previa inicialmente para o acumulado deste ano.
Em 27 de fevereiro, véspera do início da guerra no Irã, Romão projetava alta de 3,7% para a alimentação no domicílio nos 12 meses de 2026.

O conflito provocou uma disparada das cotações do petróleo, gerando repasses para os preços de combustíveis como o óleo diesel. Trata-se de um insumo usado no transporte rodoviário dos alimentos.

O custo dos fertilizantes também foi pressionado pelo fechamento do Estreito de Hormuz durante a guerra. Com isso, as próximas safras de diferentes alimentos podem ficar mais caras, segundo economistas.

"O problema foi a guerra. Encareceu o transporte e pode atrapalhar novamente fluxos de comércio", diz o economista Rodolpho Sartori, da agência classificadora de risco Austin Rating, que passou a estimar alta de 7% para a alimentação no domicílio em 2026.

"Somado a isso, tem o El Niño, que pode ser muito potente. Então, é natural que as projeções sejam revisadas", acrescenta.

EVENTO CLIMÁTICO

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal do Oceano Pacífico na região da linha do Equador, alterando a distribuição de chuvas. É um quadro que desafia a produção agropecuária.

Tradicionalmente, esse fenômeno climático aumenta o risco de seca nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, enquanto favorece chuvas fortes no Sul. A possibilidade de um evento intenso no segundo semestre vem ganhando corpo nas previsões.

Fonseca, do CVPAR, projeta alta em torno de 8% para a alimentação no domicílio em 2026. A estimativa estava entre 4,5% e 5% no início do ano. "É uma reversão bem importante em relação ao que foi o ano passado."

O custo dos alimentos passou por fortes pressões na pandemia. A inflação da alimentação no domicílio chegou a marcar 18,15% em 2020, ano inicial da crise sanitária.

De lá para cá, houve apenas um ano de queda. Foi o caso de 2023 (-0,52%), o primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À época, a ampliação da safra contribuiu para baixar os preços.

Em uma média de 2020 a 2025, a variação dos alimentos no domicílio foi de 8,13% ao ano no IPCA.

"A elevação foi bem marcante e deixou os alimentos mais caros. Não houve um retorno [para níveis anteriores]", diz Sartori, da Austin.

POSSÍVEL IMPACTO NAS ELEIÇÕES

Na visão de Fonseca, a pressão inflacionária e o endividamento das famílias tendem a ser explorados pela oposição a Lula nas eleições deste ano, em uma tentativa de desgastar o governo.

Os aliados do presidente, por sua vez, vêm adotando um discurso com destaque para os indicadores positivos da economia, como o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), a recuperação do mercado de trabalho e a redução da pobreza.

A carestia dos alimentos afeta o bolso de diferentes grupos da população, sobretudo os mais pobres.

Isso ocorre porque a compra dos itens básicos consome uma fatia maior do orçamento, em termos proporcionais, das famílias com menos dinheiro.

Em 2022, quando Lula venceu Jair Bolsonaro (PL), a alimentação no domicílio fechou o ano com inflação acumulada de 13,23%. A alta dos preços foi apontada à época como uma das principais razões para a derrota de Bolsonaro.

O economista-chefe da consultoria MB Associados, Sergio Vale, diz que a inflação pode "machucar" o governo Lula, mas ele não vê um "choque dramático" nos preços ou na atividade econômica capaz de decidir sozinho as eleições.

Vale passou a prever alta de 7,5% para a alimentação no domicílio em 2026.
"A inflação como um todo teve impacto da guerra, e esses efeitos tendem ainda a aparecer ao longo do tempo, dado que o cenário não está sinalizando uma definição rápida."

HORTIFRÚTI SOB AMEAÇA DO EL NIÑO

O economista Lucas Barbosa, da gestora AZ Quest, também projeta uma pressão vinda dos alimentos consumidos no domicílio.

Ele espera alta de 7,4% para o acumulado de 2026. No início do ano, a AZ Quest chegou a trabalhar com uma estimativa na casa de 2%.

"A gente tem um cenário bastante adverso com o El Niño", diz Barbosa.
Segundo ele, a projeção de 7,4% está muito próxima de uma média histórica para a alimentação no domicílio, mas pode ser considerada elevada por ficar distante do centro de 3% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central para o IPCA cheio.

"O consumidor pode sentir maior ou menor dor em relação aos preços dependendo da sua cesta de consumo, que é muito particular", afirma.

Em uma média de 1995 a 2025, os alimentos subiram 6,69% ao ano no IPCA.
De acordo com Barbosa, produtos de hortifrúti podem ser bastante impactados pelo El Niño. São itens de ciclo mais curto de produção. Isso significa que o repasse para os preços de eventuais choques de oferta tende a ser mais rápido.
No acumulado de 2026, o economista prevê altas de 90,7% para a cenoura, de 53,5% para o tomate, de 38% para a batata-inglesa e de 32,2% para a cebola.

Outros itens que devem pressionar o IPCA no ano, segundo ele, são o feijão (34,3%), o leite (14,8%) e a carne bovina (12,9%). As previsões agregam diferentes tipos de feijão e cortes de carne pesquisados pelo IBGE no IPCA.

Por outro lado, o café tende a mostrar alívio após dois anos de fortes altas. A projeção de Barbosa indica redução de 12,3% nos preços do produto no acumulado de 2026.

 

 

por Folhapress

BRASÍLIA/DF - Entrou em vigor nesta segunda-feira (8) as novas regras do Programa Brasil Soberano. Agora, um número maior de empresas poderá solicitar linhas de crédito do programa. O governo federal reduziu de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento exigido. As mudanças foram anunciadas na última semana, mas passaram a valer hoje.

Com a medida, empresas exportadoras e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio poderão acessar os financiamentos mesmo com perdas menores de receita.

Quem será atendido

A ampliação beneficia dos grupos 1 e 3 do Plano Brasil Soberano:

  • Exportadores de bens industriais e fornecedores afetados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos (grupo 1);
  • Exportadores industriais e fornecedores com operações em países do Oriente Médio impactados pelos conflitos na região (grupo 3).

Para ter acesso ao crédito, as empresas desses grupos precisarão comprovar que as exportações representaram ao menos 1% do faturamento bruto no período de referência. Antes, o limite mínimo exigido era de 5%.

No caso do grupo 1, as perdas no faturamento deverão ser comparadas com os 12 meses de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025. Para o grupo 3, a apuração deve ser comparada com os 12 meses de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2025.

Entre os setores contemplados pelo primeiro grupo estão:

  • Aço;
  • Cobre;
  • Alumínio;
  • Automotivo;
  • Moveleiro.

Grupo mantido

A portaria não altera as regras do terceiro grupo do programa, formado por setores considerados estratégicos para a economia brasileira.

  • Entre eles estão:
  • Têxtil;
  • Químico;
  • Farmacêutico;
  • Automotivo;
  • Máquinas e equipamentos;
  • Eletrônicos e informática;
  • Borracha e plástico;
  • Equipamentos de transporte;
  • Minerais críticos.

Como pedir o crédito

As empresas dos grupos 1 e 3 poderão consultar a elegibilidade a partir desta quinta-feira (4), por meio da plataforma Gov.br, utilizando certificado digital.

Já as empresas do segundo grupo devem verificar se a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) está entre os contemplados pela regulamentação.

Linhas disponíveis

O Plano Brasil Soberano oferece financiamento para:

  • Capital de giro;
  • Produção destinada à exportação;
  • Aquisição de máquinas e equipamentos;
  • Ampliação da capacidade produtiva;
  • Inovação tecnológica;
  • Adaptação de produtos, serviços e processos.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - Nos primeiros cinco meses do ano, foram vendidos 2.226.984 veículos novos, a segunda maior quantidade já registrada para o período desde 2011. O resultado foi 15,3% superior às vendas de igual período de 2025.

Os dados, divulgados na terça-feira (2), são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A entidade leva em conta as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários novos. 

“O setor segue em trajetória positiva e demonstra o resultado dos programas como Carro Sustentável e Move Brasil. A demanda permanece consistente e responde a incentivos que reduzem preços e taxas de juros para financiamentos, uma vez que o nosso setor é extremamente dependente de crédito, renda, confiança do consumidor, além da previsibilidade para investimentos”, destacou o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

 

Carro Sustentável 

De acordo com a Fenabrave, os veículos que foram incluídos no Programa Carro Sustentável, do governo do Brasil, tiveram aumento nas vendas de 31,4% em relação ao período anterior à implementação do programa. 

A comparação foi feita entre o período de 11 de julho de 2025 a 31 de maio de 2026, depois do início do programa, frente a 11 de julho de 2024 a 31 de maio de 2025, antes do início.

Híbridos e elétricos

Os segmentos de veículos e comerciais leves híbridos e também os veículos e comerciais leves elétricos puros foram os que apresentaram maiores crescimentos nas vendas nos primeiros cinco meses do ano, em comparação a igual período de 2025.

Com crescimento de 77,9% nesse comparativo, os automóveis e comerciais leves híbridos já somam 121.110 veículos vendidos até maio, contra 68.056 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado. 

Os elétricos puros tiveram 69.347 unidades vendidas no acumulado do ano, até maio, contra 24.635 comercializadas no mesmo período de 2025, registrando crescimento de 181,5% nos cinco primeiros meses do ano. 

A alta chega a 201,3% se for considerado o comparativo de vendas de maio deste ano com maio de 2025.

“O mercado de elétricos segue em expansão, e agora vive uma fase de consolidação no Brasil. A evolução depende não apenas da oferta de veículos, mas também de infraestrutura, informação ao consumidor e previsibilidade regulatória”, ressaltou o presidente da Fenabrave.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - Os balanços financeiros referentes à temporada de 2025 confirmaram uma tendência que vem se consolidando no futebol brasileiro: Flamengo e Palmeiras seguem na dianteira quando o assunto é arrecadação e saúde financeira. Os dois clubes registraram as maiores receitas do país e encerraram o ano com expressivos superávits, reforçando a posição de destaque que já mantêm dentro de campo.

O Flamengo alcançou um marco histórico ao ultrapassar pela primeira vez a marca de R$ 2 bilhões em receitas brutas. Impulsionado pelos títulos do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, o clube carioca também apresentou o maior superávit do futebol nacional, com saldo positivo de R$ 336 milhões ao fim do exercício.

Logo atrás aparece o Palmeiras, que registrou receita recorde de R$ 1,78 bilhão e encerrou o ano com superávit de R$ 292,4 milhões. Os números colocam o clube paulista em uma posição privilegiada e evidenciam a capacidade de manter investimentos constantes em elenco, estrutura e categorias de base.

A distância para os demais clubes é significativa. O terceiro maior resultado positivo foi registrado pelo Vasco da Gama, com superávit de R$ 81 milhões. Especialistas apontam que a estabilidade financeira construída por Flamengo e Palmeiras nos últimos anos tem sido determinante para o sucesso esportivo das equipes, permitindo planejamento de longo prazo e menor dependência de receitas emergenciais.

Além dos dois líderes, outras três equipes ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão em receitas em 2025: Botafogo, com R$ 1,4 bilhão; São Paulo, com R$ 1,07 bilhão; e Fluminense, com R$ 1,02 bilhão. Apesar dos números expressivos, os resultados financeiros foram distintos. O Botafogo terminou o ano com déficit de R$ 290,8 milhões, um dos maiores do país. O Fluminense também fechou no vermelho, acumulando déficit de R$ 51,5 milhões.

No caso do São Paulo, embora tenha apresentado superávit de R$ 56 milhões, o balanço financeiro acabou rejeitado pelo Conselho Deliberativo do clube, gerando debates internos sobre a gestão das contas.

Entre os destaques fora do eixo dos gigantes aparece o Mirassol. Recém-chegado à Série A, o clube registrou receita de R$ 179,9 milhões e surpreendeu ao conquistar vaga na fase de grupos da Libertadores logo em sua primeira participação na elite nacional. Apesar do valor bem inferior aos grandes clubes, o desempenho esportivo chamou a atenção do mercado.

Os dados reforçam uma realidade cada vez mais evidente no futebol brasileiro: gestão financeira eficiente e capacidade de geração de receitas se tornaram fatores decisivos para a competitividade dentro das quatro linhas. Flamengo e Palmeiras seguem como os principais exemplos desse modelo, ampliando a vantagem econômica sobre a concorrência e consolidando uma posição de protagonismo no cenário nacional.

BRASÍLIA/DF - O Corpus Christi, que será celebrado no dia 4 de junho, pode abrir espaço para mais uma folga prolongada neste ano, com a emenda na sexta. A data, no entanto, não é feriado nacional, mas ponto facultativo -o que muda as regras para trabalhadores.

De origem católica, a celebração religiosa foi instituída em 1264 pelo papa Urbano 4º e sempre cai numa quinta-feira, 60 dias após a Páscoa. O objetivo é celebrar o sacramento da Eucaristia que, segundo a doutrina católica, representa o corpo e o sangue de Jesus.

A data é considerada feriado municipal em alguns locais, como as capitais São Paulo, Curitiba (PR) e Vitória (ES), com previsão legal para descanso remunerado.

As regras para funcionamento, folgas e compensação no dia 4 de junho dependem da legislação local.

Segundo o advogado trabalhista Leandro Lopes Bastos, no caso de ponto facultativo, não há obrigatoriedade de dispensa. "Se houver trabalho, não há pagamento em dobro, porque juridicamente não é feriado. Se a empresa dispensar o empregado, o dia é pago normalmente."

Já nas cidades em que o Corpus Christi é considerado feriado, o empregado escalado tem direito a pagamento em dobro ou folga compensatória (outro dia de descanso, na mesma semana, ou conforme acordo coletivo.

COMO FUNCIONAM OS FERIADOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS?

O artigo 70 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) proíbe o trabalho em feriados nacionais e religiosos, mas essa regra prevê exceções e deve ser interpretada com outras leis.

Setores considerados essenciais -como saúde, transporte, segurança, indústria e serviços funerários- podem manter atividades normalmente. Nesses casos, o direito à compensação também deve ser garantido.

Uma mudança nas regras para funcionamento do comércio e de serviços em feriados ainda está em transição. A portaria 3.665/2023 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) prevê que empresas só possam abrir nessas datas com autorização em convenção coletiva firmada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores. A medida, no entanto, teve a entrada em vigor adiada mais de uma vez e, atualmente, está prevista para começar a valer em 27 de maio.

Feriados municipais produzem os mesmos efeitos trabalhistas que os feriados nacionais, afirma o advogado. As empresas com atuação em diferentes cidades devem observar o local da prestação de serviços, e não apenas a sede. Nesses casos, é preciso seguir o calendário de cada município.


VEJA CALENDÁRIO DE FERIADOS NESTE ANO

No calendário de 2026, outras datas se destacam pela possibilidade de folgas prolongadas, como a Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e Finados (2 de novembro), todos em uma segunda-feira.

Já o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e o Natal (25 de dezembro), que caem em uma sexta-feira, também podem virar fins de semana prolongados.

Junho
- 4 de junho (quinta-feira): Corpus Christi - ponto facultativo

Setembro
- 7 de setembro (segunda-feira): Independência do Brasil - feriado nacional

Outubro
- 12 de outubro (segunda-feira): Nossa Senhora Aparecida - feriado nacional

Novembro
- 2 de novembro (segunda-feira): Finados - feriado nacional
- 15 de novembro (domingo): Proclamação da República - feriado nacional
- 20 de novembro (sexta-feira): Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra - feriado nacional

Dezembro
- 24 de dezembro (quinta-feira): Véspera de Natal - ponto facultativo após 14h
- 25 de dezembro (sexta-feira): Natal - feriado nacional

-
31 de dezembro (quinta-feira): Véspera do Ano-Novo de 2027 - ponto facultativo após as 14h

24 de dezembro (quinta-feira): Véspera de Natal - ponto facultativo após 14h
25 de dezembro (sexta-feira): Natal - feriado nacional
31 de dezembro (quinta-feira): Véspera do Ano-Novo de 2027 - ponto facultativo após as 14h.

 

 

por Folhapress

BRASÍLIA/DF - Desde segunda-feira (1º), entra em vigor uma nova regra para o trabalho em feriados no comércio brasileiro. A mudança afeta diretamente supermercados, lojas, shoppings, farmácias, concessionárias e diversos outros estabelecimentos que tradicionalmente funcionam nessas datas.

A principal alteração é que as empresas não poderão mais abrir nos feriados apenas com acordos individuais entre patrões e empregados. Agora, será necessária uma autorização prevista em convenção coletiva negociada entre sindicatos patronais e sindicatos dos trabalhadores.

A medida foi determinada pela Portaria nº 3.665/2023, do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada em novembro de 2023 e adiada cinco vezes antes de finalmente entrar em vigor.

Com a proximidade do feriado de Corpus Christi e as discussões sobre o possível fim da escala 6x1, a mudança tem gerado dúvidas entre trabalhadores e empresários. Confira abaixo tudo o que muda.

O que muda na prática?

Até agora, muitos setores do comércio tinham autorização permanente para funcionar em feriados graças a uma portaria editada em 2021.

Com a nova regra, essa autorização deixa de existir para diversas atividades. A abertura dos estabelecimentos passa a depender de negociação coletiva entre empresas e sindicatos.

Segundo o Ministério do Trabalho, a medida apenas restabelece o que já está previsto na legislação brasileira, que exige negociação coletiva para o trabalho em feriados.

Quais estabelecimentos serão afetados?

A mudança atinge uma ampla lista de atividades comerciais, incluindo:

Mercados, supermercados e hipermercados
Comércio varejista em geral
Lojas de shopping centers
Varejistas de frutas e verduras
Varejistas de carnes frescas
Comércio de aves e ovos
Comércio de peixes
Atacadistas e distribuidores de produtos industrializados
Revendedoras de automóveis, caminhões e tratores
Comércio em hotéis
Comércio em aeroportos, portos, rodoviárias e estações ferroviárias
Comércio de artigos regionais em estâncias hidrominerais

Na prática, essas empresas precisarão verificar se existe convenção coletiva autorizando o funcionamento em feriados.

Supermercados vão abrir normalmente?

Depende.

A abertura dos supermercados passará a depender do que estiver previsto na convenção coletiva firmada entre os sindicatos da categoria em cada cidade ou estado.

Por isso, a situação poderá variar de uma região para outra.

E os shoppings?

Os shoppings poderão funcionar apenas se houver autorização prevista nas convenções coletivas dos trabalhadores do comércio local.

Caso não exista acordo sindical válido, as lojas não poderão abrir normalmente nos feriados.

Farmácias serão afetadas?

Nem todas.

Farmácias que prestam serviços considerados essenciais e possuem plantão previsto em lei continuam autorizadas a funcionar.

Já outros estabelecimentos do setor poderão precisar observar as regras da convenção coletiva.

Quais atividades continuam autorizadas sem convenção coletiva?

Alguns setores considerados essenciais mantêm autorização permanente para funcionar nos feriados.

Entre eles estão:

Postos de combustíveis
Padarias
Açougues
Feiras livres
Farmácias em regime de plantão previsto em lei
Nesses casos, não há necessidade de negociação coletiva específica.

Quais são os direitos do trabalhador que trabalha em feriado?

A legislação garante compensação para quem trabalha nessas datas.

O empregado tem direito a:

Receber o dia trabalhado em dobro; ou
Ganhar uma folga compensatória em outro dia
A forma de compensação normalmente é definida em acordo ou convenção coletiva.

A regra vale para domingos?
Não.

A nova portaria trata apenas do trabalho em feriados.

O trabalho aos domingos continua sendo regulamentado por normas específicas, como a Lei nº 10.101/2000, que possui regras próprias para diferentes setores econômicos.

Por que a medida gerou polêmica?

Entidades empresariais criticaram a nova regra porque ela aumenta a necessidade de negociação com sindicatos e pode elevar custos operacionais.

Empresários argumentam que a exigência de convenções coletivas pode dificultar o funcionamento do comércio em datas importantes para as vendas.

Já as centrais sindicais defendem que a negociação coletiva fortalece a proteção dos trabalhadores e garante compensações adequadas para quem trabalha nos feriados.

O que isso tem a ver com o fim da escala 6x1?

Embora os dois temas estejam sendo discutidos ao mesmo tempo, eles tratam de assuntos diferentes.

A nova regra dos feriados não altera diretamente a escala de trabalho.

No entanto, a mudança coincide com a tramitação da PEC 221/19, aprovada recentemente na Câmara dos Deputados, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, garantir dois dias de descanso por semana e acabar com a escala 6x1.

Se a proposta for aprovada também pelo Senado, as novas regras passariam a valer 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com um período de transição de um ano.

O que diz o governo?

O Ministério do Trabalho afirma que a portaria corrige uma distorção criada em 2021, quando uma norma passou a permitir o funcionamento de diversos setores do comércio nos feriados sem a necessidade de negociação coletiva.

Segundo a pasta, a nova regra apenas restabelece a legalidade prevista na legislação trabalhista e reforça o papel das convenções coletivas nas relações entre empregadores e trabalhadores.

 

 

por Notícias ao Minuto

BRASÍLIA/DF - Com arrecadação recorde e superávit no governo federal, as contas públicas fecharam o mês de abril com saldo positivo. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou superávit primário de R$ 24,6 bilhões no mês passado.

Na comparação com abril de 2025, houve aumento no saldo; naquele mês, o resultado das contas foi de R$ 14,2 bilhões positivo.

As estatísticas fiscais foram divulgadas nesta sexta-feira (29) pelo Banco Central (BC). O resultado primário representa a diferença entre as receitas e despesas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Apesar do resultado do mês passado, em 12 meses encerrados em abril, o setor público consolidado foi deficitário em R$ 126,6 bilhões, 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país).

Em 2025, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 55 bilhões, 0,43% do PIB.

Níveis de governo

Com arrecadação recorde em abril último, a conta do Governo Central teve superávit de R$ 26,1 bilhões ante resultado negativo de R$ 16,2 bilhões em abril de 2025.

O montante difere do resultado divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional, de superávit de R$ 25,2 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

Os governos regionais - estaduais e municipais - tiveram resultado positivo de R$ 329 milhões em abril passado contra déficit R$ 659 milhões no mesmo mês de 2025, impulsionando o superávit das contas públicas.

Em sentido contrário, as empresas estatais federais, estaduais e municipais - excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – contribuíram para a reduzir o superávit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 1,8 bilhão em abril. No mesmo mês de 2025, houve déficit de R$ 1,4 bilhão nessas entidades.

Os gastos com juros ficaram em R$ 84,8 bilhões no mês passado. Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os juros – ficou em déficit de R$ 60,1 bilhões contra o resultado negativo de R$ 55,5 bilhões em igual mês de 2025.

Em 12 meses encerrados em abril, o setor público acumula déficit R$ 1,2 trilhão, ou 9,41% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público - balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 8,8 trilhões em abril, o que corresponde a 67,4% do PIB, aumento de 0,6 ponto percentual do PIB no mês.

O aumento se deve, sobretudo, ao impacto dos juros nominais apropriados e à apreciação cambial de 4,4% em abril, compensado pelo superávit primário do mês, pela variação do PIB nominal e por demais ajustes da dívida externa líquida. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida.

No mês passado, a dívida bruta do governo geral (DBGG) - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 10,4 trilhões ou 80,4%, aumento de 0,4 ponto percentual do PIB observado no mês anterior.

Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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