SÃO PAULO/SP - A conta de luz de grande parte da população do estado de São Paulo ficará mais cara a partir deste sábado (4). Com o reajuste tarifário anual da Enel, o valor médio para o consumidor terá aumento de 10,18%. A elevação foi aprovada na terça-feira (30) pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O aumento médio para a baixa tensão, que inclui residências, será de 8,97%. Já a média para alta tensão, como indústrias e grandes comércios, sobe 15%.
Segundo a Aneel, entre os fatores que mais contribuíram para o reajuste tarifário estão custos com a transmissão e encargos do setor.
A mudança afetará 24 municípios paulistas e aproximadamente 8,9 milhões de unidades consumidoras.
AGÊNCIA BRASIL
Levantamento do Oturp divulgado terça-feira (1º/7), na Acirp, mostra alta satisfação dos visitantes da última edição da feira e intenção de retorno à cidade
RIBEIRÃO PRETO/SP - A Agrishow 2026 gerou um impacto econômico direto estimado em R$ 49,6 milhões para os segmentos ligados ao turismo em Ribeirão Preto. Os dados foram apresentados, nesta terça-feira (1º/7), pelo Observatório Econômico e Turismo de Ribeirão Preto e Região (Oturp) em coletiva realizada na Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), entidade apoiadora do estudo.
A pesquisa “Demanda Turística da Agrishow 2026”, do Oturp, apontou que um em cada três visitantes do evento se hospeda em Ribeirão Preto (36,7% do total). O trabalho revela ainda que a feira mantém elevados índices de satisfação, o que reforça o posicionamento da cidade como um dos principais destinos de negócios ligados ao agronegócio brasileiro.
Sandra Brandani, presidente da Acirp, ressalta a importância dos dados gerados pelo Oturp sobre o principal evento da região para planejar o futuro do turismo local.
“Sabemos que a Agrishow movimenta bilhões em negócios, mas para melhorar a hospitalidade e impulsionar o desenvolvimento regional, precisamos entender os detalhes: quem é o nosso visitante, de onde vem, o que consome e quanto tempo fica com a gente. E é isso que a Oturp nos entrega”, avalia a presidente.
Indicadores de excelência
A Agrishow 2026, maior feira de maquinário agrícola da América Latina, alcançou nota média de 9,56 no Net Promoter Score (NPS), indicador utilizado pela Oturp para medir a satisfação e recomendação dos participantes.
A cidade, por sua vez, teve NPS de 9,24, resultado que a coloca também na zona de excelência, com destaque para fatores como força do agronegócio regional, infraestrutura para grandes eventos, localização estratégica e hospitalidade oferecida aos visitantes.
O pico de positividade em relação à 31ª edição da Agrishow foi registrado em 29 de abril, com nota 9,86 no NPS, evidenciando a eficiência operacional da feira durante o período de maior movimentação.
O levantamento mostra ainda que 86,4% dos visitantes declaram alta probabilidade de retornar a Ribeirão Preto. Na avaliação dos participantes da pesquisa ainda, a diversidade e qualidade dos expositores foi um dos principais diferenciais da feira, com nota média de 4,84 em uma escala de 1 a 5.
Perfil do visitante
O público predominante da pesquisa sobre Agrishow em 2026 foi de pessoas com idade entre 36 e 45 anos.
O visitante típico da feira é casado (50%), vem do Estado de São Paulo (90,4%), tem ensino superior completo (43%), atua como trabalhador autônomo ou assalariado (54%) e tem renda familiar entre 2 e 10 salários mínimos (57%).
O resultado indica que o evento atrai um público economicamente ativo e qualificado com caráter técnico-comercial confirmado. Outro dado relevante é a fidelização: 47,5% participaram disseram já ter participado de três ou mais edições da feira em Ribeirão Preto.
A pesquisa também identifica um gasto médio turístico de R$ 252 por pessoa, incluindo hospedagem, alimentação, compras, passeios e lazer. Considerou-se para o impacto turístico total um público final de 197 mil pessoas em cinco dias de evento, conforme divulgado pela organização da feira.
Na amostra, 87,7% dos participantes declarou ter tido suas “expectativas plenamente atendidas nesta Agrishow” e 86,4% disse ter intenção de voltar. Na avaliação do Observatório, a elevada intenção de retorno e a presença significativa de visitantes recorrentes revelam oportunidades para o desenvolvimento de estratégias voltadas ao turismo de experiência. O modelo permitiria prolongar a permanência dos visitantes e a movimentação econômica gerada não só pela Agrishow, mas por todos os grandes eventos realizados na cidade.
Metodologia
A pesquisa Oturp foi desenvolvida com base em 500 formulários coletados entre os dias 27 e 30 de abril, sendo 450 preenchidos por visitantes e 50 por moradores locais. O Departamento de Relações Institucionais da Acirp apoiou a ação presenteando todos os participantes do estudo com copos da campanha “Colecionado Histórias.”
Foram parceiros do estudo da Oturp a Acirp, o Sincovarp e o Sindtur, ao qual o observatório é ligado. A pesquisa contou ainda com apoio da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Prefeitura de Ribeirão Preto, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Comtur, CIET, Sesc, Senac, Sebrae e CDL Ribeirão Preto.
BRASÍLIA/DF - A Caixa Econômica Federal alcançou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão na carteira de crédito imobiliário, segundo dados divulgados pelo banco na quarta-feira (1º).
A cifra reforça a posição da estatal de principal financiadora da casa própria no país em um momento de mudanças nas fontes de recursos do setor e maior dificuldade dos bancos privados para expandir esse mercado.
O banco responde hoje por cerca de 68% de todo o crédito imobiliário brasileiro. Segundo a instituição, a carteira cresceu mais de 14% nos últimos 12 meses e atingiu o novo patamar em junho.
O resultado da Caixa ocorre em um momento de expansão das políticas habitacionais do terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iniciada com a retomada do Minha Casa, Minha Vida. Nos últimos meses, o governo elevou o teto de renda do programa, criou uma nova faixa voltada à classe média e ampliou os limites de valor dos imóveis financiáveis em diversas regiões do país.
Em paralelo, anunciou medidas para estimular o crédito habitacional destinado às famílias de renda intermediária para compensar a perda de fôlego da caderneta de poupança, tradicional fonte de recursos para os empréstimos imobiliários.
Somente no primeiro trimestre deste ano, a Caixa liberou R$ 64,2 bilhões em novos financiamentos imobiliários, alta de 30,6% em relação ao período homólogo.
Para o presidente da Caixa, Carlos Vieira, os números são "reflexo de uma estratégia consistente voltada à ampliação do acesso ao crédito e focada na diversificação das fontes de recursos".
Desde 2024, o banco vem batendo recordes de concessão de crédito. Em 2024, financiou R$ 223,6 bilhões, com mais de 800 mil imóveis contratados. No ano seguinte, o volume avançou para R$ 246,4 bilhões, com cerca de 873 mil unidades financiadas.
Grande parte dessa expansão é sustentada pelo Minha Casa, Minha Vida. Aproximadamente 58,4% da carteira imobiliária da Caixa está vinculada ao programa habitacional. Apenas no último ano, foram financiadas 659,2 mil moradias nessa modalidade.
Na prática, o banco concentra quase a totalidade das operações do Minha Casa, Minha Vida, tornando-se o principal canal de execução da política de habitação popular.
Ao mesmo tempo, a Caixa tenta ampliar a presença no financiamento destinado à classe média, por meio das linhas lastreadas em recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).
Esse movimento ocorre em meio às transformações do mercado imobiliário. A desaceleração da captação líquida da poupança reduziu a disponibilidade de recursos para financiamento, levando bancos e incorporadoras a buscar novas formas de capitalização, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e outros instrumentos de mercado.
Segundo a instituição, a estratégia é combinar diferentes fontes de financiamento para manter a oferta de crédito e reduzir a dependência exclusiva da poupança e do FGTS.
A expansão do crédito acompanha o crescimento dos negócios da instituição. A Caixa encerrou março com R$ 2,4 trilhões em ativos e um funding total de R$ 2,03 trilhões, além de uma base de 159,2 milhões de clientes. É o maior agente financeiro do país em número de usuários.
por Folhapress
EUA - O governo americano afirmou na quarta-feira, 1º, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) explorava o sistema financeiro dos EUA para lavar dinheiro do tráfico de drogas. A facção é apontada pela gestão Trump como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental, com atuação também no Reino Unido, Turquia e Japão.
O governo americano ainda afirma que a facção representa uma ameaça crescente à segurança nacional devido por conta da atuação na lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e contrabando de dinheiro em espécie.
Dois brasileiros e três empresas sediadas no Brasil foram alvos de sanções por suspeita de elo com o PCC. A medida faz com que todos os bens e interesses dos alvos sob jurisdição dos EUA sejam bloqueados. Além disso, cidadãos e empresas americanas ficam proibidos de realizar transações com eles.
Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelo Tesouro como líder do núcleo paulista da rede e elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. De acordo com o comunicado, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades americanas, utilizando criptomoedas para transferir os valores ao Brasil.
Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita como colaboradora próxima de Shimada.
A reportagem tenta contato com a defesa dos alvos da sanção.
O Tesouro afirmou ainda que, em janeiro de 2025, Shimada chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil porque a Victory Trading teria sido utilizada para lavar recursos desviados de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária.
Embora o comunicado não cite nominalmente o Corinthians, a empresa de Shimada aparece nas investigações do caso "Vai de Bet", que apura um suposto esquema de desvio e lavagem de dinheiro relacionado ao contrato de patrocínio do clube. Segundo denúncia do Ministério Público paulista, a Victory Trading foi a última empresa pela qual passaram recursos antes do repasse à UJ Football, também investigada no caso.
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - A Petrobras anunciou na quarta-feira (1º) que reduziu o preço de venda do querosene de aviação (QAV) em 14,5%. O preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido.
A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro.
A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.
No ano, no entanto, o combustível usado por aviões e helicópteros está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro.
Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.
O motivo principal foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.
Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional.
Em abril, a Petrobras reajustou o QAV em 55%. Em maio houve alta de 18%. Na ocasião, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste. Em junho a empresa reduziu o QAV em 14,2%.
A atenuação dos efeitos da guerra fez também com que o governo federal iniciasse o processo de retirada de subsídios (espécie de reembolso) às empresas produtoras e importadoras de combustíveis. A medida era uma forma de impedir choque de preços para o consumidor final.
A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.
A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Seleção Brasileira volta a campo no próximo domingo, 5 de julho, às 17h, em mais uma partida decisiva da Copa do Mundo 2026. Para que clientes e colaboradores possam acompanhar o confronto, o Shopping São Carlos adotará um horário especial de funcionamento e transmitirá o jogo em um telão instalado na Praça de Alimentação.
Excepcionalmente, as lojas funcionarão das 10h às 16h30. O horário substitui, apenas nesta data, o funcionamento habitual dos domingos. Todas as operações deverão permanecer abertas até as 16h30, encerrando as atividades antes do início da partida.
Já a Praça de Alimentação funcionará normalmente, das 11h às 22h, oferecendo aos clientes um ambiente confortável para assistir ao jogo da Seleção Brasileira, reunir familiares e amigos e aproveitar as opções gastronômicas disponíveis no empreendimento.
A transmissão em telão faz parte da programação especial preparada pelo Shopping São Carlos para a Copa do Mundo 2026. Além de acompanhar a partida, o público também poderá visitar o quiosque oficial da Panini e participar da tradicional troca de figurinhas, que reúne colecionadores de diferentes idades.
Serviço
Horário especial – Brasil na Copa do Mundo 2026
Data: Domingo, 5 de julho
Lojas: das 10h às 16h30
Praça de Alimentação: das 11h às 22h
Transmissão do jogo: Telão na Praça de Alimentação
O governo federal lançou nesta terça-feira (30) o Plano Safra 2026/2027. Principal programa federal de estímulo ao setor agropecuário brasileiro, a iniciativa vai destinar R$ 525,1 bilhões apenas para a agricultura empresarial durante o próximo ano agrícola.

Do total, R$ 384,9 bilhões estão reservados para custear despesas essenciais, como a compra de insumos, a manutenção de lavouras e rebanhos e a comercialização da produção. Outros R$ 140,2 bilhões irão para investimentos, apoiando a modernização produtiva, ampliação da capacidade de armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.
Os R$ 525,1 bilhões superam em R$ 9 bilhões os R$ 516 bilhões destinados ao agronegócio na safra anterior, safra 2025/2026, um incremento de 1,7%. Somado a outros cerca de R$ 85 bilhões destinados à agricultura familiar, o financiamento para o setor agrícola supera os R$ 610 bilhões.
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Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, um dos principais avanços do Plano Safra 2026/2027 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial.
No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), por exemplo, o volume previsto alcança R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros de 9% ao ano, alíquota inferior aos 10% até então aplicados.
O Plano Safra também reforça o incentivo à adoção de práticas produtivas sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais, concedendo descontos na taxa de juros de custeio para os produtores que adotarem boas práticas agropecuárias, padrões de gestão e certificações reconhecidas.
O desconto pode chegar a 0,5 ponto percentual para produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular e outro 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis.
O programa também estimula a gestão de riscos, vinculando a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) ou seguro rural como instrumentos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito.
Durante cerimônia de lançamento do programa, no Palácio do Planalto, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que, com o atual plano, o governo federal atingiu o objetivo de não só ampliar o volume de recursos para o setor, mas, principalmente, reduzir as taxas de juros.
“O crescimento do Plano Safra é um valor recorde. Mais de meio trilhão de reais. E com juros mais baixos. Este era o objetivo”, disse Alckmin, comemorando os bons resultados que a agropecuária alcançou no último período, “mesmo com o tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Sobrou, da diferença entre o que exportamos e o que importamos, R$ 149,2 bilhões. Isso tem um efeito fantástico na economia, no sentido de estabilidade, de fortalecer a economia brasileira”, apontou o presidente em exercício.
Ele assegurou que a ampliação da infraestrutura para escoamento da safra é uma prioridade.
Ao classificar o agronegócio como “um dos grandes pilares do desenvolvimento nacional”, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, defendeu a importância de políticas públicas “proporcionais aos desafios”.
“Talvez, nenhum instrumento representa melhor essa escala do que o Plano Safra, que pertence ao Brasil, e que a partir de 2003 se transformou na principal política pública de crédito rural do Brasil. Uma das políticas públicas mais longevas da nossa história”, lembrou André de Paula.
O ministro ressaltou ainda que a taxa de juros de custeio empresarial baixou de 14% para 12,5%.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que servidores federais de todas as pastas envolvidas passaram as últimas semanas “trabalhado dia e noite para conseguir compilar e harmonizar as necessidades e os interesses do agronegócio com as contas públicas e as possibilidades financeiras de a União custear um Plano Safra recorde”.
“A cadeia do agronegócio representa, hoje, mais de 25% do PIB [a soma de todas as riquezas produzidas no país] nacional. E é muito importante que um setor tão expressivo da nossa economia tenha a estabilidade de planos safras subsequentes e o compromisso das equipes de governo de debater temas espinhosos, como a renegociação das dívidas rurais e o seguro rural”, acrescentou Durigan, ao destacar que a venda de produtos agrícolas representam metade de todas as exportações brasileiras.
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Representante do setor produtivo no lançamento do Plano Safra, o diretor de Relações Corporativas da Inpasa (maior biorrefinaria de grãos da América Latina), Guilherme Nolasco, destacou que, “ao apoiar os produtores, o país apoia uma importante cadeia de negócios, responsável por desenvolver a indústria, pesquisa e a logística nacionais, gerando empregos e incrementando a inovação e a inserção dos produtos brasileiros no mercado internacional”.
“O Plano Safra é mais do que crédito. É confiança em quem planta, investe e trabalha. Do pequeno ao grande produtor, e também das cooperativas que organizam, integram e fortalecem o desenvolvimento regional”, declarou Nolasco.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O governo federal estuda elevar o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil para a faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano, informou nesta sexta-feira (26) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Segundo ele, a proposta deve ser enviada ao Congresso nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de recompor a inflação acumulada ao longo de quase uma década sem reajustes.
A mudança no valor deverá ser implementada de forma escalonada entre 2027 e 2028, de forma a evitar comprometer o equilíbrio das contas públicas.
“Esta é uma pauta legítima, porque o teto [do MEI] está estagnado desde 2018. Estamos trabalhando com a perspectiva de atualizar esse teto para um patamar entre R$ 130 e 140 mil, que é mais ou menos a reposição da inflação”, disse Moretti ao garantir que tudo será feito levando em conta a questão da responsabilidade fiscal.
“Fazendo de forma escalonada, a gente consegue absorver isso nas contas públicas”, complementou.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O Banco Central (BC) elevou de 1,6% para 2% a projeção de crescimento da economia em 2026. Em seu Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (25), a autarquia destaca a surpresa positiva no resultado do Produto Interno Bruto (PIB - soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país) do primeiro trimestre e a melhora nas perspectivas para a agropecuária e a indústria extrativa.
No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu 1,1% na comparação com o último trimestre de 2025, com expansão nos três grandes setores da economia - agropecuária, indústria e serviços. Diante do resultado, de acordo com o BC, as estimativas para os três setores foram elevadas, bem como para a demanda interna, de consumo das famílias e investimentos por parte de empresários.
“A revisão também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia”, diz o BC no relatório.
“Em sentido oposto, a expectativa de trajetória mais elevada para as taxas de juros tende a mitigar esse impulso”, acrescentou.
O relatório do BC apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa básica de juros, a Selic, e avalia a evolução recente e as perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação. A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle.
De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom iniciou o corte dos juros em março, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificultou a queda da taxa em ritmo mais elevado.
Na última reunião, semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual - para 14,25% ao ano - pela terceira vez seguida, apesar das tensões em torno do fim da guerra.
A autoridade monetária ainda pondera que permanecem as incertezas sobre os efeitos dos conflitos no ambiente doméstico.
“Embora seus efeitos mais evidentes sobre a economia brasileira até o momento tenham se concentrado nos preços [especialmente combustíveis e alimentos], o conflito no Oriente Médio também eleva a incerteza em torno das projeções de crescimento”, explicou.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
Em maio, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 0,58%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,72%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já acima do teto da meta de inflação.
A meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto é, de 1,5% a 4,5%.
Em seu Relatório de Política Monetária, o BC ressalta que a inflação deve subir até o fim de 2026, ficando mais de dois trimestres consecutivos acima do limite superior do intervalo de tolerância ao redor da meta de inflação, e volta a diminuir em 2027.
A probabilidade de a inflação estourar o teto da meta (4,5%) em 2026 subiu de 30% para 79% em comparação ao relatório anterior, de março.
No horizonte relevante de política monetária, atualmente o quarto trimestre de 2027, a inflação projetada é 3,7%.
De acordo com o BC, as projeções de inflação até o horizonte relevante elevaram-se consideravelmente desde março, em 0,5 ponto percentual.
“Entre os fatores que contribuem para a alta das projeções para esse horizonte, destacam-se a surpresa altista com a realização do IPCA; a estimativa mais alta para o
hiato do produto (capacidade ociosa da economia); o aumento nos preços do petróleo, de seus derivados e de commodities em geral; e o aumento das expectativas de inflação”, diz o BC.
“Por outro lado, a trajetória mais alta considerada para a taxa Selic e a apreciação cambial contribuíram para atenuar esse aumento”, acrescentou a autarquia.
A projeção para o crescimento do saldo do crédito ofertado tanto para pessoas físicas quanto para empresas em 2026 foi mantido em 9%. Houve revisão para baixo na expectativa de crescimento do crédito livre sendo compensada por maior crescimento projetado para o direcionado.
No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.
O crescimento esperado para o crédito com recursos livres diminuiu 0,3 ponto percentual, para 7,8%, com revisões para baixo no segmento de pessoas jurídicas e para cima no de pessoas físicas.
Para as famílias, o desempenho considera os novos programas do governo, que tem efeito positivo sobre o saldo, como o Move Brasil voltado a motoristas de aplicativos e taxistas, e que tendem a reduzir o estoque de dívida, como o Novo Desenrola Brasil. Para as empresas, a projeção diminuiu diante da trajetória esperada para fatores determinantes do crédito, tais como as taxas de juros e de câmbio.
Por sua vez, a projeção para o crédito direcionado aumentou 0,5 ponto percentual, para 10,7%, com ajuste concentrado no financiamento às empresas, com destaque para o programa Desenrola para Micro e Pequenas Empresas, que flexibilizou as condições de contratação e ampliou os limites de endividamento das empresas no Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Apesar do aumento, a projeção atualizada segue indicando desaceleração do crédito pelo segundo ano consecutivo. O saldo do crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 10,3% em 2025, abaixo da variação de 11,5% observada em 2024.
“A desaceleração esperada segue consistente com o cenário prospectivo para a atividade econômica doméstica e com os efeitos correntes e defasados da política monetária, em conjuntura de endividamento e comprometimento de renda elevados”, explicou o BC.
A projeção de déficit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países, foi reduzida em relação ao relatório anterior, passando de R$ 58 bilhões para US$ 56 bilhões (2,1% do PIB) em 2026.
O aumento do saldo comercial, impulsionado principalmente pela elevação do preço do petróleo, explica a maior parte dessa revisão.
A elevação do valor projetado para as exportações vem da combinação de aumento do volume esperado e, principalmente, da perspectiva de preços mais altos.
“Em termos de quantum, espera-se crescimento maior em produtos básicos, em linha com a expectativa para a produção agrícola. Já nos preços, destaca-se o aumento em soja, carne bovina e, especialmente, petróleo, seguindo a dinâmica dos preços internacionais”, diz o BC.
O valor importado também foi revisto para cima, refletindo majoritariamente o aumento nos preços, especialmente dos combustíveis.
Esse déficit externo estará financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm projeção de fluxo líquido de entrada de US$ 75 bilhões (2,8% do PIB), contra US$ 70 bilhões do relatório anterior.
“O cenário projetado para as contas externas, contudo, segue sujeito a riscos acima do usual, em razão das repercussões do conflito no Oriente Médio”, acrescenta o relatório.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos. O órgão, no entanto, aprovou a recriação de uma cota de importação com alíquota zero para modelos desmontados e semidesmontados.
A medida terá validade por seis meses a partir de 1º de julho do próximo ano e contempla um limite de US$ 463 milhões em veículos nos regimes CKD e SKD, que permitem a montagem final dos automóveis no Brasil.
Segundo o Gecex, os veículos eletrificados semidesmontados (SKD) terão a tarifa de importação elevada para 35% a partir de julho. Já os modelos desmontados (CKD) continuarão com alíquota de 14% até o fim de 2026, passando também para 35% em janeiro de 2027.
A cota adicional com imposto zerado terá o mesmo valor do mecanismo que vigorou até janeiro deste ano. Acima do limite autorizado, continuam valendo as tarifas previstas no cronograma oficial.
A decisão não inclui veículos eletrificados totalmente montados, que seguem sujeitos às regras de tributação estabelecidas.
Em comunicado, o Gecex afirmou que a medida busca alinhar a política comercial a iniciativas voltadas à renovação da frota, incentivo à inovação e redução das emissões de carbono no setor automotivo.
O órgão destacou que os veículos eletrificados contribuem para a descarbonização da cadeia automotiva brasileira e para a adoção de tecnologias mais sustentáveis.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reagiu negativamente à medida e afirmou ver a decisão com “grande preocupação”.
A entidade declarou que a manutenção das cotas de importação com alíquota zero pode prejudicar fabricantes instalados no país, trabalhadores e empresas nacionais de autopeças.
Segundo a associação, manifestações de sindicatos, entidades empresariais e representantes da indústria apontaram impactos negativos sobre a produção local.
AGÊNCIA BRASIL
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