BRASÍLIA/DF - Os comportamentos dos preços de alimentos e bebidas, em agosto, contribuíram para que a inflação das famílias mais pobres fosse menor que a das rendas média e alta. A conclusão faz parte de um levantamento divulgado na quinta-feira (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O peso da inflação para as famílias de renda domiciliar muito baixa (menor que R$ 2.015) foi 0,13%, abaixo do 0,23% medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país e calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já para as famílias de renda média alta (entre R$ 10.075 e R$ 20.151) a inflação em agosto foi 0,32%.
De acordo com a pesquisadora Maria Andreia Lameiras, o principal alívio inflacionário em agosto veio das deflações de alimentos e bebidas, ou seja, produtos que ficaram mais baratos. As principais quedas de preço foram dos tubérculos (-7,3%), carnes (-1,9%), aves e ovos (-2,6%) e leites e derivados (-1,4%). Como grande parte do orçamento das famílias mais pobres é consumida com a alimentação, a deflação desses itens faz grande diferença no bolso dessas pessoas.
“Em sentido oposto, o reajuste de 4,6% das tarifas de energia elétrica - e seus efeitos altos sobre o grupo habitação - impactou proporcionalmente mais a inflação dos segmentos de menor poder aquisitivo, tendo em vista que essas classes despendem uma parcela maior dos seus orçamentos para a aquisição desse serviço”, detalha Lameiras na pesquisa.
No acumulado dos últimos 12 meses, se repete o comportamento de a inflação ser maior para famílias de maior renda domiciliar. Enquanto o IPCA é 4,61%, o aumento de preços sentido pelos mais pobres é 3,70%. As famílias de renda baixa (4,04%) e média baixa (4,49%) também ficam abaixo do IPCA.
Na classificação do Ipea, renda baixa abrange de R$ 2,015 e R$ 3.022; e renda média-baixa, entre R$ 3.022 e R$ 5.037.
Os brasileiros de famílias de renda domiciliar alta (acima de R$ 20.151) tiveram a maior inflação em doze meses (5,89%).
“Verifica-se que a maior pressão inflacionária nos últimos doze meses reside no grupo saúde e cuidados pessoais, impactado pelos reajustes de 5,9% dos produtos farmacêuticos, de 10,2% dos artigos de higiene e de 13,7% dos planos de saúde”, pontua a pesquisadora do Ipea.
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Foto: Dimac/Ipea
Ainda sobre o IPCA, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) identificou que, de janeiro a agosto, a inflação da alimentação fora do lar (3,85%) supera o índice geral (3,23%). Para a associação, esse comportamento nos preços indica que 2023 está sendo um ano de recuperação para o setor, que sofreu com restrições causadas pela pandemia de covid-19. A retração recente no preço de alguns alimentos, matéria-prima para bares e restaurantes, é observada com mais chance de recomposição para os negócios. “A queda nos insumos é uma boa notícia. Se for consistente, pode abrir espaço para uma recuperação mais robusta”, avalia o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.
Por Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
ROMA – O índice de preços mundiais da agência de alimentos das Nações Unidas subiu em abril pela primeira vez em um ano, mas ainda está cerca de 20% abaixo do recorde atingido em março de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
O índice de preços da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO), que acompanha as commodities alimentares mais negociadas globalmente, teve média de 127,2 pontos no mês passado, contra 126,5 em março, informou a agência na sexta-feira. A leitura de março havia sido originalmente dada como 126,9.
A FAO, sediada em Roma, disse que o aumento de abril refletiu preços mais altos de açúcar, carne e arroz, que compensaram quedas nos índices de preços de cereais, laticínios e óleos vegetais.
“À medida que as economias se recuperam de desacelerações significativas, a demanda aumentará, exercendo pressão de alta sobre os preços dos alimentos”, disse o economista-chefe da FAO, Maximo Torero.
O índice de preços do açúcar subiu 17,6% em relação a março, atingindo seu nível mais alto desde outubro de 2011. A FAO disse que o aumento está relacionado a preocupações com a oferta mais restrita após revisões para baixo nas previsões de produção para Índia e China, juntamente com produções abaixo do esperado anteriormente na Tailândia e na União Europeia.
O índice da carne subiu 1,3% em relação ao mês anterior, enquanto os preços dos laticínios caíram 1,7%, os dos óleos vegetais recuaram 1,3% e os dos cereais retraíam 1,7%, com um declínio nos preços mundiais de todos os principais grãos superando a alta do arroz.
“O aumento dos preços do arroz é extremamente preocupante e é essencial que a iniciativa do Mar Negro seja renovada para evitar outros picos de trigo e milho”, disse Torero, referindo-se a um acordo para permitir a exportação de grãos ucranianos via Mar Negro.
Em um relatório separado sobre oferta e demanda de cereais, a FAO previu a produção mundial de trigo em 2023 de 785 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos níveis de 2022, mas ainda assim a segunda maior produção já registrada.
“(As) perspectivas 2023/24 para a produção de arroz ao longo e ao sul do equador são mistas, em grande parte devido ao impacto regionalmente variado do evento La Niña”, disse a FAO.
A FAO elevou sua previsão para a produção mundial de cereais em 2022 para 2,785 bilhões de toneladas, ante 2,777 bilhões anteriores, apenas 1,0% abaixo do ano anterior.
A utilização mundial de cereais no período 2022/23 foi estimada em 2,780 bilhões de toneladas, disse a FAO, uma queda de 0,7% em relação a 2021/22. Espera-se que os estoques mundiais de cereais até o final da temporada 2022/2023 diminuam 0,2% em relação aos níveis iniciais, para 855 milhões de toneladas.
SÃO PAULO/SP - Em março, o custo da cesta básica caiu em 13 das 17 capitais brasileiras que são analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, elaborada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo dados da pesquisa divulgada na 2ª feira (10), as maiores quedas no custo da cesta básica ocorreram em Recife (-4,65%), Belo Horizonte (-3,72%), Brasília (-3,67%), Fortaleza (-3,49%) e João Pessoa (-3,42%). Por outro lado, houve aumento no preço das cestas de Porto Alegre (0,65%), São Paulo (0,37%), Belém (0,24%) e Curitiba (0,13%).
No mês de março, a cesta mais cara do país era a de São Paulo, onde o preço médio dos produtos chegou a R$ 782,23. Em seguida estavam as cestas de Porto Alegre (R$ 746,12), Florianópolis (R$ 742,23), Rio de Janeiro (R$ 735,62) e Campo Grande (R$ 719,15). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é um pouco diferente, ela custava mais barato. Em Aracaju foi encontrada a cesta mais barata do país, onde o custo médio estava em R$ 546,14.
Com base no valor da cesta mais cara, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 6.571,52, o que significa que ele deveria ser cinco vezes maior do que o salário mínimo atual, de R$ 1.302.
Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
SÃO PAULO/SP - Neste ano, a lista de produtos que compõem a cesta da Páscoa está 14,8% mais cara do que a do ano passado, revelou ontem (29) a Associação Paulista de Supermercados (Apas).
Um dos produtos que contribuíram para o aumento no preço da cesta foi o bacalhau, cujo preço subiu 7,4% no acumulado dos últimos 12 meses, mas a cebola liderou a alta, com 36,2% de aumento no período.
Também ficaram mais caros no acumulado entre a Páscoa do ano passado e a deste ano as cervejas, que subiram 10,9%, o refrigerante (15,7%), a batata (11,7%), o arroz (14,7%), o bombom (11,15%) e o chocolate (10,2%). O único produto da cesta que ficou mais barato nessa comparação foi a corvina, que caiu 7%.
Segundo o diretor-geral da Apas, Carlos Correa, o ideal é o consumidor pesquisar os preços antes de fazer as compras para a Páscoa. “Cada supermercado tem uma negociação diferente com a indústria. É vital que o consumidor faça a sua lista de compras e pesquise os preços no maior número de lojas possível, aproveitando ao máximo as promoções típicas da época”, disse Correa, em nota.
A Páscoa é a segunda data de maior venda para o setor supermercadista do Brasil, perdendo apenas para o Natal.
Neste ano, a Apas estima crescimento de 4,5% nas vendas de Páscoa. A entidade atribui essa possível expansão do setor à desaceleração no preço dos alimentos, aliada ao aumento da renda da população.
MONTE ALTO/SP - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, na quarta-feira (29), a fabricação, comercialização, distribuição e uso de todos os alimentos da marca Fugini, sediada em Monte Alto. A empresa produz molhos de tomate, maionese, mostarda, ketchup, batata palha e conservas vegetais.
Segundo a Anvisa, a medida preventiva foi tomada após a realização de inspeção sanitária na fábrica paulista, em que foram identificadas falhas graves de boas práticas de fabricação relacionadas à higiene, controle de qualidade e segurança das matérias-primas, controle de pragas, rastreabilidade, entre outros. Essas falhas podem impactar na qualidade e segurança do produto final, aponta o órgão de vigilância.
A suspensão da comercialização e distribuição será aplicada apenas para os produtos em estoque na empresa. O retorno das atividades só poderá ocorrer quando a empresa adequar o processo de fabricação de seus produtos às boas práticas de fabricação definidas pela Anvisa.
A Anvisa ainda fará o recolhimento de lotes da maionese por uso de matéria-prima vencida. “Alimentos vencidos, incluindo suas matérias-primas, são considerados impróprios para o consumo, conforme Código de Defesa do Consumidor, e a sua exposição à venda ou ao consumo é considerada infração sanitária. Assim, o recolhimento de alimentos visa retirar do mercado produtos que representem risco ou agravo à saúde do consumidor”, informa a Anvisa.
Segundo a Anvisa, as boas práticas de fabricação são um conjunto de procedimentos que devem ser seguidos por empresas fabricantes de alimentos, necessárias para garantir a qualidade sanitária desses produtos.
As práticas englobam uma série de regras relacionadas à fabricação de um alimento e abrangem desde as condições físicas e higiênico sanitárias das instalações até o controle de qualidade das matérias-primas e do produto final. Passa também por questões como saúde e capacitação dos trabalhadores, controle de pragas, armazenamento, transporte e documentação, dentre outros.
Pelas redes sociais, a Fugini se manifestou sobre o ocorrido. Em nota, afirmou que a fábrica vistoriada já alterou os processos e procedimentos internos indicados.
"Seguindo nosso estilo transparente e de respeito aos consumidores, faremos o seguinte esclarecimento sobre as informações incorretas que têm sido divulgadas pelas mídias sociais. Passamos por um processo de vistoria em uma de nossas fábricas, na cidade de Monte Alto - SP, que gerou uma ordem para alteração de alguns processos e procedimentos internos, respeitamos e, rapidamente, alteramos os pontos indicados. Importante destacar que não há nenhum lote com recall e a comercialização e consumo dos nossos produtos seguem normalmente, nos pontos de vendas do varejo", afirmou a empresa.
Por Pedro Lacerda - Repórter da Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - O preço da cesta básica caiu, em fevereiro, em 13 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores quedas ocorreram em Belo Horizonte (3,97%), Rio de Janeiro (3,15%), Campo Grande (3,12%), Curitiba (2,34%) e Vitória (2,34%).

Os preços subiram mais em quatro capitais das regiões Norte e Nordeste: Belém (1,25%), Natal (0,64%), Salvador (0,34%) e João Pessoa (0,01%). Os dados foram divulgados na quinta-feira (9) pelo Dieese.
A cesta mais cara em fevereiro foi a de São Paulo, R$ 779,38, seguida pela de Florianópolis (R$ 746,95), do Rio de Janeiro (R$ 745,96) e de Porto Alegre (R$ 741,30). A mais barata foi encontrada em Aracaju, R$ 552,97, com Salvador (R$ 596,88), João Pessoa (R$ 600,10) e Recife (R$ 606,93) aparecendo em segundo, terceiro e quarto lugares.
Os principais produtos que tiveram variação de preço foram o óleo de soja, que baixou em 15 das 17 capitais, com destaque para o Rio de Janeiro (diminuição de 6,46%); o tomate, que caiu em 13 das 17 capitais, especialmente em Florianópolis (-21,82%); e o café em pó, com diminuição em 12 capitais, principalmente em Goiânia (-2,8%).
O preço do pão francês aumentou em 13 capitais, com destaque para Porto Alegre (3,4%); o do feijão subiu em 12 capitais, especialmente em Porto Alegre (4,15%); o do arroz agulhinha subiu em 11 capitais, incluindo Porto Alegre (4,5%); e o do leite integral, teve alta em 11 capitais, com destaque para Florianópolis (6,88%).
Com base na cesta básica de São Paulo, a mais cara do país, o Dieese estima que o valor do salário mínimo necessário para o trabalhador cobrir as despesas da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência -- conforme prevê a Constituição Federal, deveria ser de R$ 6.547,58, ou 5,03 vezes o valor atual, de R$ 1.302.
Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos encaminhou na manhã desta quinta-feira (23/02) um caminhão com mais de 9 toneladas de donativos para a cidade de São Sebastião.
O litoral norte de São Paulo foi destruído por uma forte tempestade e a cidade mais atingida foi São Sebastião. Até o momento foram registradas 49 mortes e 40 pessoas ainda continuam desaparecidas.
No primeiro dia de Campanha foram arrecadadas mais de 9 toneladas de produtos em São Carlos, desde alimentos até ração para cães e gatos, além de produtos de limpeza, de higiene pessoal, água potável e agasalhos, porém a ação continua até sexta-feira (24/02) em 6 pontos da cidade. A ideia é enviar no sábado (25/02) outro caminhão com donativos.
“Como no primeiro dia já conseguimos uma boa arrecadação, optamos por não esperar e já enviar o que recebemos, uma vez que as vítimas não podem mais aguardar. Mas é importante ressaltar que a campanha continua até essa sexta às 18h”, disse o vice-prefeito Edson Ferraz.
Os servidores públicos municipais trabalharam voluntariamente para ajudar a carregar o caminhão que saiu da Fundação Educacional São Carlos (FESC). Os vereadores Elton Carvalho e Lucão Fernandes e o diretor presidente da FESC, Eduardo Cotrim, além de secretários municipais, adjuntos e diretores, também colaboraram com as doações e logística do transporte.
Confira os endereços dos locais que estão recebendo as doações:
- Ginásio Milton Olaio Filho (avenida Getúlio Vargas, 1353 – Vila Lutfalla);
- Fundação Educacional São Carlos (rua São Sebastião, 28285 - Vila Nery);
- Estádio do Luisão (rua Desembargador Júlio de Faria, 792 – Boa Vista);
- Tiro de Guerra (rua Tiradentes, 592 – Jardim Macarengo);
- Ginásio do Santa Felícia (rua Alberto Lanzoni, 180);
- CEMEI Maria Alice Vaz de Macedo (rua Hilário Martins Dias, 255 – Cidade Aracy.
SÃO PAULO/SP - A alta de preços dos alimentos ainda desafia o orçamento dos brasileiros. Legumes, frutas, farinha de trigo, pão e manteiga estão entre os itens da cesta básica que encareceram no mês de outubro e seguem pressionando o bolso dos consumidores. A solução para garantir o poder de compra e a comida na mesa tem sido recorrer às substituições.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses, entre outubro de 2021 e outubro de 2022, ficou em 6,47%. O indicador é apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considerado a inflação oficial do país.
De acordo com o IBGE, alguns alimentos encareceram acima da inflação em outubro. Este é o caso da batata-inglesa, que subiu 23,36% de preço. O tomate registrou alta de 17,63%, enquanto a cebola aumentou 9,31%.
Embora abaixo da inflação, as frutas também seguem pesando no bolso dos brasileiros. O IBGE identificou uma elevação de 3,56% neste grupo de alimentos.
Impactos na cesta básica
O aumento de preços dos alimentos impactou diretamente no custo da cesta básica, que alcançou valores entre R$ 515,51 e R$ 768,82, conforme a pesquisa nacional realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em outubro.
O encarecimento da batata e do tomate é justificado pela redução da oferta por conta da sazonalidade. Já a banana, que registrou alta de 8,87%, teve o preço impactado pela redução da área de plantio no país, conforme informações divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Além de frutas e legumes, outros produtos que integram a cesta básica subiram de preço. A farinha de trigo encareceu 1,59%. Segundo o Dieese, a situação reflete a dificuldade de escoamento do trigo por conta da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Como consequência, o quilo do pão francês aumentou 0,52%. Acompanhando a situação, a manteiga sofreu uma elevação de 0,98%.
Substituição é alternativa na hora das compras
Nos cálculos do Dieese, o salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser R$ 6.458,86, o que corresponde a 5,3 vezes o atual valor, de R$ 1.212. Diante da discrepância, a alternativa dos trabalhadores tem sido economizar o possível do dinheiro e do cartão vale-alimentação na hora das compras.
A substituição de produtos é uma possibilidade, mas requer atenção. Além da troca de preços, é necessário avaliar a equivalência nutricional, para que não haja perda de macronutrientes e vitaminas.
Uma das substituições sugeridas pela Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) é a da marca de produtos. Optar pela menos famosa ou a que está em promoção é uma possibilidade para economizar.
No caso dos alimentos in natura, como frutas e legumes, é aconselhável realizar uma pesquisa de preços entre diferentes estabelecimentos e, se for o caso, optar pela substituição do local de compra. Pesquisa realizado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) mostrou que é possível economizar até R$ 3 mil no ano através da pesquisa de preços em supermercados.
Quando o consumidor optar pela substituição do alimento, é aconselhável considerar algumas informações nutricionais. A batata inglesa é um alimento energético, que tem carboidratos, proteínas e vitaminas em sua composição, conforme informações da Embrapa Hortaliças. Abóbora, batata-doce, inhame e mandioca são alimentos com uma composição mais próxima da batata inglesa e podem ser opções de troca.
Já o tomate é rico em vitaminas e sais minerais. Consumido cru ou refogado, pode ser substituído pela cenoura e a beterraba. Outras opções também nutritivas são o pepino, a abóbora e a berinjela.
A farinha de trigo pode ceder espaço à aveia, tornando os preparos mais nutritivos. Já o pão francês pode ser substituído por torradas, tapioca, cuscuz ou um preparo caseiro à base de aveia.
SÃO PAULO/SP - A frase "você é aquilo que come" nunca foi tão real! Isso porque o que tem no prato pode, de fato, definir como você se sentirá depois da refeição, sabia? Apesar daquela sensação gostosa depois de abusar das guloseimas, também podemos sentir reações bastante adversas e incomodas, dependendo do que ingerimos.
Quem alerta sobre isso é o nutrólogo Thiago Volpi: "alimentos que possuem alto teor de gordura e/ou são processados tendem a aumentar o processo inflamatório no corpo, elevando o nível de açúcar no sangue. A opção é sempre recorrer às opções mais naturais para diminuir o colesterol ruim", indica.
Mas e o chocolate? Ele causa felicidade mesmo sendo gorduroso? Segundo o especialista, apesar da fama de 'causadores da felicidade', os chocolates com baixo teor de cacau são gordurosos e muito calóricos, o que causará sensação de mal-estar. O oposto do que queremos, né? Por isso, a dica é investir nas versões com mais de 70% de cacau, uma vez que só elas estimulam a produção de serotonina — o hormônio da felicidade.
Quem também gera debates sobre o assunto é o queridinho dos brasileiros: o café! Apesar de muito bem-vindo nos lares e aliado das rotinas cansativas, o médico destaca que a bebida pode causar sensações bastante desagradáveis quando consumida em excesso, como irritação — devido à adrenalina —, insônia, ansiedade e até problemas gastrointestinais. Eita!
Triptofano e serotonina: os heróis da felicidade!
Thiago também explica que a felicidade proporcionada por algumas comidas é decorrente de sua composição. "Os alimentos que são ausentes de triptofano, aminoácido responsável pela produção da serotonina, o hormônio do humor, causam o efeito contrário da felicidade, principalmente se consumidos em exagero", avisa.
E onde encontrar o tal do triptofano? Descubra na lista abaixo:
Já para garantir o bem-estar diário, confie em opções como laranja, cereais e verduras!
Preciso ficar longe dos vilões da felicidade para sempre?
É claro que não! Na alimentação, o equilíbrio é a chave de tudo, viu? "Consumir de vez em quando esses alimentos é normal, o problema é quando exageramos no consumo de açúcares e gorduras. Por isso, é sempre recomendado passar com um médico especialista para acompanhar e balancear a dieta mais adequada para cada paciente", finaliza o nutrólogo.
Confira o vídeo abaixo:
Fonte: Thiago Volpi, médico nutrólogo e fundador do Espaço Volpi.
Thaís Lopes Aidar / ALTO ASTRAL
NOVA YORK - Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, cerca de 30 países restringiram o comércio de alimentos, energia e outras commodities, aponta monitoramento do Fundo Monetário Internacional (FMI). O momento atual é descrito como o maior teste para a economia global desde a Segunda Guerra, com o conflito no Leste Europeu sendo mais um componente na crise gerada pela pandemia de covid-19.
O FMI destaca que apenas a cooperação internacional será capaz de atenuar problemas globais como “a escassez de alimentos, eliminar as barreiras ao crescimento e salvar o clima”. O texto é assinado pela diretora gerente do Fundo, Kristalina Georgieva; Gipa Gopinath, vice-diretora gerente; e Ceyla Pazarbasioglu, diretora de estratégia, política e revisão.
“Custos de uma maior desintegração econômica seriam enormes entre os países”, de acordo com o Fundo. Para economias avançadas, a fragmentação traria mais inflação, e a produtividade seria prejudicada com o rompimento de parcerias com outras nações. O FMI estima que apenas a fragmentação tecnológica pode levar a perdas de 5% do PIB para muitos países.
Para os países em desenvolvimento, as exportações seriam dificultadas por uma reconfiguração nas cadeias de suprimentos e pelas barreiras a novos investimentos. O texto aponta ainda para novos custos de transações, que surgiriam se os países tivessem que desenvolver sistemas de pagamento independentes. A alternativa para não se render à fragmentação geoeconômica é reformular a forma de cooperação entre as economias, indicam as diretoras do FMI.
Como primeiro passo para esta renovação, estaria a necessidade de fortalecer o comércio para aumentar a resiliência do sistema global. A redução de barreiras comerciais aliviaria a escassez e baixaria o preço dos alimentos, indica o Fundo, alertando que não só países, mas empresas também precisam diversificar suas exportações.
Além disso, outra prioridade seria intensificar os esforços conjuntos para lidar com a dívida de países. “Com cerca de 60% dos países de baixa renda com vulnerabilidades significativas, alguns precisarão de reestruturação da dívida.”
Em terceiro lugar, a modernização dos pagamentos internacionais é colocada como forma de garantir o crescimento. Uma possível solução, indica o FMI, seria o esforço para desenvolver uma plataforma digital pública de infraestrutura para pagamentos – inclusive conectando os sistemas com as moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDCs, na sigla em inglês).
O artigo encerra recomendando o enfrentamento das mudanças climáticas, classificadas como “desafio existencial que está acima de tudo”. A diferença entre os compromissos firmados e a adoção de políticas precisa ser reduzida, apontam as autoras, que defendem formas de precificar a emissão de carbono combinadas com investimentos em energias renováveis e compensação aos mais afetados pelas mudanças climáticas.
Aramis Merki II / ESTADÃO
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