A cobertura vacinal é de 49,1%. A meta é meta é vacinar 90% dos grupos prioritários
SÃO CARLOS/SP - O Departamento de Vigilância em Saúde da Prefeitura de São Carlos informa que ainda possui vacina contra a gripe (H1N1) e que o imunizante está disponível para pessoas de qualquer faixa etária.
São Carlos segue as normas da Divisão de Imunização do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo que liberou desde 12 de julho a vacinação do público em geral a partir de 6 meses de idade.
Em São Carlos já foram vacinadas contra a gripe (H1N1) 54.242 pessoas, o que corresponde a uma cobertura vacinal de 49,1%. Das 54.242 doses aplicadas, 24.161 foram em idosos, 9.238 em crianças, 1.091 em gestantes, 290 em puérperas e 7.024 em profissionais da saúde, 1.939 em professores da rede pública e particular, além de 58 em indígenas, 61 em trabalhadores do transporte, 142 em caminhoneiros, 128 doses foram destinadas a forças de segurança, 33 para as Forças Armadas, 3 em funcionários do sistema prisional, 37 na população privada de liberdade e 10.037 doses no público em geral.
Em São Carlos, a vacinação está sendo realizada nas unidades básicas de saúde (UBS’s) do Delta, Santa Paula, Vila Nery, Vila Isabel, Botafogo e Cruzeiro do Sul, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 15h30. As Unidades de Saúde da Família (USF’s) também estão aplicando a vacina contra a gripe, porém com agendamento para as pessoas cadastradas no programa de saúde da família.
Crislaine Mestre, diretora de Vigilância em Saúde, alerta para os índices baixos. “A meta é sempre vacinar 90% dos grupos prioritários, no entanto, a cobertura vacinal está em 49,1% em São Carlos e já estamos na última etapa da Campanha. A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e à morte, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção”, alerta a diretora.
O Ministério da Saúde não recomenda a aplicação das vacinas contra a COVID-19 e contra a gripe simultaneamente. A orientação, neste momento, é priorizar a imunização contra a COVID-19 e respeitar o intervalo de 14 dias entre uma e outra dose.
A composição da vacina contra a gripe é estabelecida anualmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com base nas informações recebidas de laboratórios de referência sobre a prevalência das cepas circulantes.
BRASÍLIA/DF - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compartilhou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (19) e atacou o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
A publicação contém um vídeo e uma legenda. “Olha quem queria comprar a Covaxin sem licitação e sem a certificação da Anvisa. O senador Randolfe negociou, em 5 de abril de 2021, até mesmo a quantidade de vacinas: 20 milhões”, escreveu Bolsonaro.
No vídeo, o vice-presidente da CPI faz um apelo à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para realizar a análise e, se for o caso, a aprovação da Covaxin, vacina indiana contra a covid-19.
“Nós não podemos tratar tempos de guerra com os mesmos parâmetros de tempos de paz. Eu apelo a Anvisa o quanto antes possível, de imediato, que nós temos que ter o autorizo para ampliar o nosso arsenal de vacinantes”, diz Randolfe nas imagens.
“A Covaxin, por exemplo, já tem disponibilizada para agora 8 milhões de doses de vacina e 20 milhões até 20 de maio. Ou seja, seria mais uma opção para ampliar o nosso arsenal de enfrentamento. Temos que tomar todas as medidas. Cada um tem que fazer a sua parte, mas em especial o poder público, os governos e fundamentalmente a Anvisa”, completa.
Bolsonaro escreveu também que Randolfe trabalhou, via emendas, para que governadores e prefeitos pudessem comprar vacinas e que o presidente da República "paga a conta, obviamente".
Nas redes sociais, Randolfe disse que “é lógico que queria vacina o mais rápido possível”. “Salvar vidas, pra gente, não é brincadeira e não é algo que se negocie com intermediários. Queria a Janssen, a Covaxin, a AstraZeneca, a CoronaVac, a Pfizer... Nossa diferença é grande: eu queria vacina. Vocês queriam propina”, afirmou.
O vice-presidente da CPI contou ainda que colocou emenda porque o governo federal "sempre foi contra a vacina", disse que quem paga a conta não é Bolsonaro e, sim, o povo. "Nosso trabalho é para garantir que todos tenham acesso às vacinas. Nosso objetivo é salvar vidas. Quem paga a conta não é você, Bolsonaro. É o povo! A única conta de vocês é a propina."
- Olha quem queria comprar a Covaxin sem licitação e sem a certificação da ANVISA.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) July 19, 2021
- O Sen Randolfe negociou, em 05/abril/2021, até mesmo a quantidade de vacinas: 20 milhões. pic.twitter.com/fdKK2GfYTQ
*Por: R7
SÃO PAULO/SP - O governo de São Paulo planeja começar a revacinação anual contra a covid-19 em 17 de janeiro, de acordo com declaração do secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn. Ele não informou detalhes sobre o público prioritário e o número de doses que serão necessárias. "Foi exatamente o dia em que nós vacinamos a primeira brasileira, aqui de São Paulo, Mônica Calazans”, justificou durante agenda pública.
Em outras ocasiões, o governo paulista já havia apontado que a campanha de imunização contra o coronavírus precisaria possivelmente ser anual. O Instituto Butantan até mesmo testa o desenvolvimento de uma vacina dupla que proteja contra a influenza e a covid-19.
Gorinchteyn ressaltou, ainda, que a revacinação anual não é um reforço. “Nós estamos seguindo a prerrogativa das vacinas para vírus respiratórios, como o da gripe (de aplicação anual).”
Além disso, ele destacou que a previsão é que a produção de doses no Butantan seja acelerada em 2022, com a ampliação do espaço de fabricação e a possível aprovação de outra candidata a imunizante, a Butanvac, hoje em fase de testes e que necessita de insumos que não precisam ser importados. “A partir do ano que vem, teremos uma produção em solo brasileiro de forma muito mais célere, não dependendo mais de IFas (Insumo Farmacêutico Ativo) do exterior.”
A campanha atual contra a covid-19 no Estado foi ampliada nesta semana e chegará até a população de 30 anos na sexta-feira, 23. O vice-governador Rodrigo Garcia destacou que a prioridade neste ano é imunizar o máximo de pessoas com as duas doses. “O objetivo é que a gente complete este ciclo vacinal o mais rapidamente possível até 20 de agosto, para, na sequência, vacinar adolescentes e estudar alternativas de ampliar a imunização”, comentou.
País pode chegar a 70% de imunização em dezembro
O Estadão mostrou que o Brasil tem capacidade para imunizar 70% da população com as duas doses da vacina contra a covid-19 até dezembro, caso mantenha a média atual de um milhão de doses aplicadas por dia. A taxa é considerada ideal para que a vacina seja capaz de controlar a transmissão do vírus. No entanto, especialistas afirmam que o País precisa superar problemas como a imprevisibilidade na entrega de vacinas e a baixa adesão à 2ª dose para atingir a marca. /COLABOROU MARIANA HALLAL
*Por: Matheus de Souza e Priscila Mengue / ESTADÃO
Serão imunizadas pessoas com 35 e 36 anos e idosos que precisam receber a segunda dose da ASTRAZENECA
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde informa que hoje (16/07) vai realizar um novo plantão de vacinação em 3 postos volantes com sistema drive-thru e em 3 unidades básicas de saúde (UBS’s).
Além da FESC e do Shopping Iguatemi, estará funcionando neste sábado (17/07) o posto volante da UNICEP (no final da rua Miguel Petroni. As UBS’s do Azulville, Cidade Aracy e do Santa Felícia também estarão realizando a imunização. O horário em todos os locais será das 9h às 13h.
As pessoas com 35 e 36 anos devem procurar as unidades fixas de saúde do Azulville, Cidade Aracy e do Santa Felícia, das 9h às 13h, para receber a primeira dose da imunização. Essas unidades também estarão aplicando a segunda dose da ASTRAZENECA, prevista para idosos de 63, 65 e 66 anos.
Nos postos da FESC, Shopping Iguatemi e da UNICEP, com sistema drive-thru, estarão sendo vacinados também os idosos de 63, 65 e 66 anos que precisam tomar a segunda dose da vacina ASTRAZENECA e demais pessoas de outros grupos que precisam tomar a segunda dose da vacina desse laboratório.
Os idosos com 64 anos foram imunizados com a vacina da CORONAVAC, portanto já receberam a segunda dose.
"Como temos muitos idosos que precisam tomar a segunda dose da ASTRAZENECA e consideramos importante que as pessoas completem a imunização, vamos priorizar a aplicação da segunda dose somente da vacina da ASTRAZENECA neste plantão. Até o final do mês cerca de 4 mil idosos precisam receber a segunda dose desse laboratório", justifica a diretora de Vigilância em Saúde, Crislaine Mestre.
Os idosos com 64 anos receberam a vacina da CORONAVAC, portanto já receberam a segunda dose.
CADASTRO - Quem for receber a primeira dose da vacina deve fazer o cadastro prévio no www.vacinaja.sp.gov.br e, no dia da vacinação, levar impresso o formulário de vacinação disponível no link http://coronavirus.saocarlos.sp.gov.br/VacinaJa, além de apresentar o comprovante de endereço. Quem for receber a segunda dose deve levar somente a carteira de vacinação e documentos pessoais.
No plantão deste sábado serão distribuídas 300 senhas por unidade de vacinação.
SÃO PAULO/SP - A advogada Gabriela Prioli, de 35 anos, tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 na sexta-feira (16), e aproveitou não só para documentar o momento, mas para xingar Jair Bolsonaro (sem partido).
Ela, que também é comentarista política, usava uma camiseta com um bordado dos dizeres: “Liberté, egalité, Jair vai se fudé”, em referência às premissas iluministas de liberdade e igualdade. “A ansiedade por dias melhores se confunde com a tristeza por quem, diferente de mim, não pode esperar a vacina no braço. Vacinem-se. Daniele [responsável por aplicar o imunizante em seu braço] se você vir esse post, fica aqui o meu agradecimento público por ter aplicado a vacina tão gentilmente, mesmo com as mãos trêmulas”, escreveu na legenda.
*Por ISTOÉ GENTE
FRANÇA - Dois dias após o pronunciamento do presidente francês Emmanuel Macron, no qual o chefe de Estado anunciou que a apresentação de um passaporte sanitário será necessária para ter acesso à várias atividades no país, milhares de pessoas foram às ruas em diferentes cidades na quarta-feira (14) contra o que consideram um ataque às liberdades individuais. Os manifestantes criticam as decisões de Macron que são percebidas como uma pressão para que todos sejam vacinados contra a Covid-19.
Além da obrigatoriedade da vacinação para todos os trabalhadores do setor da saúde, Macron informou que o acesso à trens, aviões, shoppings, restaurantes, teatros e cinemas será autorizado apenas para quem apresentar o “passaporte sanitário”, documento que prova que seu portador foi vacinado contra a Covid-19 ou que testou negativo recentemente para o coronavírus.
No entanto, o que deveria ser visto como uma medida de luta contra a pandemia foi interpretado por alguns grupos como uma forma de imposição da parte do governo.
Na manhã de quarta-feira, no mesmo momento que em acontecia em Paris, na avenida do Champs-Elysées, o tradicional desfile militar do 14 de julho, festa nacional francesa, os primeiro protestos foram registrados em vários lugares do país, inclusive na capital, onde mais de 2 mil pessoas marcharam pela cidade. Segundo o ministério de Interior, 53 manifestações foram registradas na França, reunindo cerca de 20 mil pessoas, de acordo com o balanço oficial. Além de Paris, passeatas foram realizadas em Toulouse, Chambéry, Montpellier, Bordeaux, Annecy, Nantes, Lille e Lyon.
Aos gritos de “contra a ditadura”, “não à vacinação obrigatória”, “contra o passaporte sanitário”, “liberdade” ou ainda “não somos cobaias”, manifestantes de todas as idades desfilaram pelas ruas.
“O passaporte sanitário é uma forma de segregação”, declarou Yann, tabelião de 29 anos que desfilava em Paris. Segundo ele, “Macron instrumentaliza nossos medos, o que é revoltante. Conheço pessoas que vão se vacinar apenas para poder levar seus filhos ao cinema, e não para se proteger de formas graves da Covid”, argumentou o manifestante.
A vendedora Charlotte, que também participava do protesto, se diz revoltada pois considera que o passaporte sanitário é “uma obrigação disfarçada” para a vacinação. Já Baptiste, que participava de outro cortejo, defende que ao pressionar a população a se vacinar, o governo age como se tentasse impor que as pessoas “dirijam um carro que não passou pelo crash test”.
Em Bordeaux, uma mãe de família contrária à campanha de imunização chegou a dizer que está em busca de “médicos resistentes” para simular a vacinação de seus filhos.
No final da tarde, confrontos entre manifestantes e a polícia, que lançou bombas de gás lacrimogêneo, foram registrados em Paris. As forças de ordem afirmam que o percurso previsto para o cortejo na capital não foi respeitado e que alguns manifestantes atearam fogo em cestos de lixo e lançaram objetos nas autoridades.
Uma pesquisa de opinião publicada no dia seguinte dos anúncios de Macron aponta que a maioria da população aprova as medidas impostas pelo chefe de Estado. Além disso, 76% das pessoas ouvidas aderem à obrigação de vacinação para os trabalhadores da saúde.
(Com informações da AFP)
*Por: RFI
Nesta quinta-feira (15/07) será a vez das pessoas com 36 anos, na sexta (16/07) de 35 anos
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio dos departamentos de Vigilância em Saúde e de Gestão do Cuidado Ambulatorial, comunica que recebeu 12.400 doses de vacinas contra a COVID-19 e, portanto, inicia nesta quinta-feira (15/07), a vacinação contra a COVID-19 para uma nova faixa etária. De forma escalonada na quinta-feira (15/07) será vez das pessoas com 36 anos e na sexta-feira (16/07) para pessoas com 35 anos.
De acordo com o escalonamento por idade essas pessoas poderão receber a vacina nas unidades fixas de saúde, localizadas no Cidade Aracy, Azulville, Redenção, Santa Felícia, Vila São José, Maria Stella Fagá e na USF do Arnon de Mello/Santa Angelina, das 9h às 15h. Todas as unidades fixas de saúde estarão aplicando a segunda dose da ASTRAZENECA.
Outra opção para receber a imunização são os postos volantes com sistema drive-thru, também de acordo com o escalonamento de idade, localizados na FESC, na Vila Nery e no Shopping Iguatemi, das 9h às 13h.
A CORONAVAC somente será aplicada nas UBS (Unidade Básica de Saúde) do Cidade Aracy e no posto volante com sistema drive-thru da FESC, portanto gestantes, puérperas com ou sem comorbidades e quem precisa tomar a segunda dose desse laboratório deve procurar somente esses locais.
Tanto as unidades fixas de saúde (Cidade Aracy, Azulville, Redenção, Santa Felícia, Vila São José, Maria Stella Fagá e USF do Arnon de Mello/Santa Angelina) como os postos com sistema drive-thru (FESC e Shopping Iguatemi), continuam imunizando pessoas dos grupos anteriores (37 a 59 anos) com ou sem comorbidades, com deficiência permanente (física/sensorial/intelectual) com 18 anos ou mais; profissionais de saúde, da educação, motoristas e cobradores do transporte coletivo e idosos (60 anos ou mais).
CADASTRO - Quem for receber a primeira dose da vacina, independente do grupo, deve fazer o cadastro prévio no www.vacinaja.sp.gov.br e, no dia da vacinação, levar impresso o formulário de vacinação disponível no link http://coronavirus.saocarlos.sp.gov.br/VacinaJa. Todos devem apresentar comprovante de endereço atualizado nos locais de vacinação.
No caso do relatório médico de comorbidades, o documento deve ser preenchido pelo médico que trata o paciente, lista no http://coronavirus.saocarlos.sp.gov.br/RelatorioComorbidades.
Os profissionais da educação devem fazer o cadastro no site https://vacinaja.sp.gov.br/educacao e imprimir o voucher com o QR Code, além de apresentar documento com foto e CPF. Já os motoristas e cobradores devem fazer o cadastro no site www.vacinaja.sp.gov.br, devem clicar em profissionais do transporte, inserir o e-mail e aguardar o recebimento de um voucher de confirmação, que deverá ser entregue impresso no momento da vacinação.
As gestantes devem apresentar a Carteira de Gestante e as puérperas (até 45 dias pós-parto) devem apresentar Certidão ou Declaração de Nascimento.
TAILÂNDIA - O governo da Tailândia informou nesta 2ª feira (12.jul.2021) que planeja administrar uma dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca em quem tenha recebido a 1ª dose da CoronaVac, imunizante desenvolvido pela Sinovac. As informações são da Reuters.
Se a estratégia for adotada, será a primeira vez que as duas vacinas serão combinadas.
Anutin Charnvirakul, ministro da Saúde, disse a jornalistas que a medida visa uma “melhor proteção contra a variante delta [detectada pela 1ª vez na Índia] e a construção de um alto nível de imunidade” contra a covid-19.
Tanto a Tailândia quanto países vizinhos, como a Indonésia, relataram que profissionais da saúde foram infectados com o Sars-CoV-2, coronavírus causador da covid-19, mesmo depois de receberem duas doses CoronaVac.
Segundo o Ministério da Saúde tailandês, dos 677.348 médicos que foram completamente imunizados com a CoronaVac de abril a junho, 618 foram infectados.
Um painel de especialistas recomendou que os profissionais recebam uma 3ª dose, desta vez da AstraZeneca ou de vacinas que usam a tecnologia de mRNA, como as da Pfizer e Moderna.
Segundo o Our World in Data, a Tailândia vacinou 13,3% de sua população com pelo menos uma dose. Pouco mais de 4% estão completamente imunizados. O país acumula mais de 336 mil casos de covid-19 e 2.711 mortes pela doença.
*Por: Poder360
SÃO PAULO/SP - A inclusão de adolescentes de 12 a 17 anos no calendário de vacinação de São Paulo, anunciada no domingo, 11, pelo governo do Estado, é vista como uma iniciativa positiva por especialistas em saúde. De acordo com o novo cronograma de imunização apresentado pelo governador João Doria (PSDB), o grupo deve ser vacinado de 23 de agosto a 30 de setembro.
"Vacinar os adolescentes é extremamente importante para chegar ao benefício coletivo da imunidade de rebanho”, diz o epidemiologista e professor da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) Pedro Hallal. “Inclusive, para permitir a volta às aulas presenciais, que é uma grande prioridade do momento.”
Segundo o epidemiologista, os adolescentes aparentam ser um público que não vai recusar a possibilidade de se vacinar e que, portanto, deve aderir à campanha. “São adolescentes que já estão acostumados a tomar vacina, já são de uma geração que tomou muita vacina na infância e que, em geral, acredita na ciência”, complementa.
O diretor da Fiocruz-SP e professor de Medicina da Universidade de São Carlos (Ufscar) Rodrigo Stabeli relembra que, apesar de o Brasil vivenciar números mais baixos na pandemia em relação há algumas semanas, o patamar em que o País está ainda é superior ao pior dia de 2020.
Em meio a isso, quanto mais rápido a vacinação de São Paulo avança, mais a cobertura vacinal passa a ser significativa, fazendo com que a transmissibilidade e a possibilidade de surgirem novas variantes diminuam. “A antecipação do calendário de São Paulo é importante porque estamos falando do Estado cuja densidade populacional é a maior”, reforça.
Já o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o epidemiologista Renato Kfouri, destaca que, com a chegada de mais doses anunciada pelo governo do Estado, é natural avançar na vacinação de adolescentes. “Até porque nós já temos produtos licenciados no País, com registro para vacinar a população a partir de 12 anos de idade, a vacina da Pfizer”, diz.
Kfouri complementa ainda que a faixa etária de 12 a 17 anos, a qual o governo de São Paulo pretende começar a vacinar em 23 de agosto, já passou a ser incluída nos programas de vacinação de países que estão mais avançados na cobertura vacinal. Desse modo, é pertinente avançar na vacinação dessa população também no Brasil. “Lembrando que, entre os adolescentes, também tem população de risco”, diz o epidemiologista.
Além disso, embora os adolescentes não sejam fortes transmissores da covid-19, eles contribuem para a transmissão da doença. “É necessário, à medida que os produtos em primeiro lugar se mostram seguros para essa população, que a gente expanda o uso das vacinas anticovid para os adolescentes.”
Vacinar adolescentes antes de completar o esquema vacinal de adultos é uma questão que recebe ponderação de especialistas. “Se há falta de doses, eu seguiria com os adultos antes. Se não está havendo falta de doses e está dando para já colocar os adolescentes, eu acho ótimo (incluir novos grupos)”, diz o epidemiologista Pedro Hallal. Segundo ele, quanto mais rápido puder incluir novas faixas etárias, melhor.
A leitura é similar à de Renato Kfouri. O epidemiologista explica que, enquanto o novo ritmo de vacinação e a previsão de chegadas de novas doses atendem esse novo cronograma no Estado de São Paulo, a inclusão de adolescentes é bem-vinda. “Sem inversão de prioridades”, afirma.
Pfizer é a única aprovada para vacinação de crianças e adolescentes
A vacina da Pfizer é o único imunizante, até o momento, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para vacinação de crianças e adolescentes no Brasil.
Outra possibilidade de vacina para essa faixa seria o imunizante do laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, a Coronavac. Um estudo divulgado em junho pela revista científica The Lancet apontou que o imunizante é seguro e eficaz para pessoas na faixa etária de 3 a 17 anos. Os testes foram feitos na China e a taxa de produção de anticorpos contra o vírus foi superior a 96% após 28 dias da vacinação com duas doses.
Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, estudos com estes dados sobre o uso da Coronavac em crianças e adolescentes já foram encaminhados à Anvisa. “Esperamos que seja incorporada essa aprovação do uso emergencial sem a necessidade de estudos adicionais feitos aqui no Brasil”, disse o diretor neste domingo.
Em nota, a Anvisa informou que "até o momento, somente a Pfizer solicitou indicação em bula para crianças com 12+". "Este pedido já foi autorizado. Não há solicitação do Instituto Butantan para alteração de bula da Coronavac e inclusão de crianças e adolescentes. A competência para solicitar a inclusão é do laboratório e deve ser fundamentada em estudos que sustentem a indicação. A Anvisa acompanha todos os estudos desenvolvidos sobre vacinas”, acrescentou o órgão federal.
*Por: Ítalo Lo Re e Larissa Burchard / ESTADÃO
BRASÍLIA/DF - Mais de 110 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 já foram aplicadas no Brasil, o que significa que mais da metade da população vacinável já receberam pelo menos uma dose de imunizante, ou seja, mais de 80 milhões de pessoas.
No país, considera-se público vacinável pessoas maiores de 18 anos, correspondendo a cerca de 160 milhões de brasileiros. Já foram distribuídas, pelo Ministério da Saúde, mais 143 milhões de doses de vacinas para os estados e o Distrito Federal, possibilitando a imunização de 100% dos grupos prioritários da campanha, com pelo menos uma dose da vacina.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que essa marca vai além dos números. “Os efeitos da nossa campanha de vacinação podem ser percebidos na redução de óbitos e de internações decorrentes da doença. Estamos no caminho certo para salvar cada vez mais vidas”.
O ministro ressaltou a importância de a população completar o esquema vacinal com as duas doses dos imunizantes. “A melhor vacina é aquela aplicada no braço do brasileiro. E, para que ela tenha o efeito desejado, é preciso que a pessoa vá até o local de vacinação no prazo correto e tome a segunda dose. Só assim a imunização estará completa”, disse.
Na quarta-feira (7), o ministério lançou campanha para incentivar a vacinação com a segunda dose do imunizante. Entre as vacinas liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para serem aplicadas no Brasil, estão a AstraZeneca/Fiocruz, Pfizer/BioNTech e Coronavac/Butantan. Apenas a Janssen, da farmacêutica Johnson & Johnson, é dose única.
*Com informações do Ministério da Saúde
Por Aécio Amado* - Repórter da Agência Brasil
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