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SÃO CARLOS/SP - Por iniciativa do ex-reitor da Universidade de São Paulo, Prof. Carlos Carlotti, em conjunto com professores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e do Instituto de Física de São Paulo (IFUSP), foi criado o Núcleo de Excelência em Ciências e Tecnologias Quânticas da USP, que terá sede no Campus USP de São Carlos. Com aporte de recursos próprios para viabilizar rapidamente a proposta, a Universidade busca integrar e potencializar a competência já existente na área, avançando de forma estratégica em um dos campos mais promissores da ciência contemporânea.

As ciências e as tecnologias quânticas consolidam-se como pilares fundamentais do desenvolvimento das sociedades modernas, pois representam um salto de complexidade e inovação que se encontram muito além dos limites de grande parte das tecnologias atualmente empregadas em diversas áreas.

Baseada nos princípios da mecânica quântica, a ciência que descreve os fenômenos que ocorrem na escala mais íntima da matéria tem possibilitado o desenvolvimento de sistemas capazes de processar informações, medir fenômenos físicos e garantir segurança digital de formas antes consideradas impossíveis.

A computação quântica, por exemplo, promete transformar setores inteiros ao realizar cálculos extremamente complexos em velocidades incomparáveis. Questões relacionadas à simulação de moléculas, ao desenvolvimento de novos medicamentos, à otimização de rotas logísticas e à aceleração de modelos de inteligência artificial poderão ser resolvidas com muito mais eficiência, fortalecendo áreas como saúde, indústria, energia e ciência dos materiais.

Paralelamente, a comunicação quântica surge como resposta essencial às crescentes ameaças à segurança cibernética. Por meio de técnicas como a distribuição quântica de chaves, torna-se possível criar sistemas de criptografia praticamente invioláveis, garantindo proteção a dados pessoais, financeiros e governamentais e oferecendo um novo nível de confiabilidade para infraestruturas digitais críticas. Além disso, sensores quânticos abrem caminho para medições extremamente precisas de campos magnéticos, da gravidade e de outras grandezas físicas, permitindo avanços em diagnósticos médicos, monitoramento ambiental e navegação de alta precisão sem necessidade de sinais externos.

Essa precisão tende a transformar áreas como medicina, geologia, agricultura e até exploração espacial. A relevância dessas tecnologias ultrapassa o campo científico e alcança dimensões econômicas e geopolíticas: países que investem em pesquisa e inovação quântica conquistam vantagens estratégicas, ampliam sua competitividade industrial e fortalecem a proteção de seus sistemas críticos. Assim como a revolução digital redefiniu o mundo nas últimas décadas, a revolução quântica tem potencial para remodelar profundamente o futuro das sociedades.

“A criação de um núcleo de pesquisa em tecnologia quântica em uma universidade como a USP é fundamental, pois posiciona a instituição na fronteira do conhecimento científico e tecnológico. A revolução quântica em curso, envolvendo computação quântica, criptografia segura, sensores altamente precisos e novos materiais, tem potencial para transformar áreas essenciais, como saúde, energia, segurança digital, comunicações e indústria. Para uma universidade pública de excelência, estar inserida nesse cenário é vital para garantir que o país não apenas acompanhe os avanços globais, mas também contribua para ele de forma protagonista”, afirma o Prof. Vanderlei Bagnato, um dos idealizadores do projeto.

A criação do núcleo também permitirá a formação de recursos humanos altamente qualificados — algo indispensável diante da escassez mundial de profissionais especializados no campo quântico. Graduandos, pós-graduandos e jovens pesquisadores terão acesso a laboratórios especializados, equipamentos avançados e equipes multidisciplinares, ambiente propício ao surgimento de novas ideias e soluções científicas.

“O laboratório didático em novas tecnologias quânticas será um marco para o Estado e para a nação. Aqui alunos de diversos locais irão aprender como funcionam estas tecnologias e como criar instrumentos nesta área. Instrumentos como átomos frios, íons aprisionados e comunicação óptica quântica são alguns dos recursos que teremos no nosso laboratório didático”, destaca Bagnato.

O núcleo, entretanto, vai além de uma estrutura local: atuará como elemento integrador dos grupos de pesquisa distribuídos pelos diferentes campi da USP, formando uma comunidade científica coesa e dedicada ao tema, tendo o Campus USP de São Carlos como polo estruturador.

Um centro dessa natureza fortalece parcerias nacionais e internacionais, atrai investimentos e amplia a participação do Brasil em programas estratégicos de pesquisa. Países como Estados Unidos, China e membros da União Europeia têm investido intensamente em tecnologia quântica, e a ausência do Brasil nesse movimento ampliaria a dependência tecnológica nacional. A USP, como uma das principais instituições de pesquisa da América Latina, possui responsabilidade e capacidade para liderar esse esforço.

Além disso, o núcleo impulsiona a inovação ao aproximar academia, indústria e governo, permitindo que descobertas científicas resultem em aplicações práticas, startups e transferência de tecnologia. Esse processo estimula o desenvolvimento econômico, contribui para a soberania científica e fortalece setores que demandam alta capacidade computacional e segurança avançada de dados.

Por fim, a presença de um núcleo dedicado à quântica promove o avanço do conhecimento fundamental. A mecânica quântica permanece como um dos campos conceituais mais profundos e desafiadores da física, e incentivar sua pesquisa significa fomentar pensamento crítico, criatividade e inovação de longo prazo. Em um mundo no qual grandes transformações tecnológicas dependem cada vez mais do domínio de fenômenos quânticos, garantir um núcleo dessa natureza significa preparar o país para o futuro, formar líderes científicos e assegurar que a sociedade brasileira se beneficie das próximas gerações de tecnologias emergentes.

As atividades do núcleo deverão começar em breve e espera-se que esta iniciativa seja apenas o início de um conjunto mais amplo de ações que consolidem a USP como referência nacional na área.

Inscrições até dia 13 de março

 

SÃO CARLOS/SP - O Espaço Interativo de Ciências (EIC) anuncia o retorno de um de seus projetos mais queridos: o Clube de Ciências, inteiramente dedicado a alunos das escolas públicas de São Carlos.

O Espaço Interativo de Ciências (EIC) faz parte do projeto de pesquisa, inovação e difusão do conhecimento chamado “Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármaco” (CIBFar), um dos projetos CEPIDs, apoiados pela FAPESP.

Participam do CIBFar cerca de 23 professores/pesquisadores das  seguintes Instituições: Instituto de Física de São Carlos (Instituição sede), e Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, ambas da Universidade de São Paulo); Instituto de Química da UNICAMP; Instituto de Química da UNESP-Araraquara; Departamento de Química da UFSCar-São Carlos e Departamento de Farmacologia da UNIFESP.

O EIC está instalado em um prédio histórico, no centro da cidade de São Carlos, onde existem salas temáticas internamente e um Jardim Medicinal na área externa, e abriga uma equipe inteiramente dedicada à educação e à divulgação científica.

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O que é o Clube de Ciências?

Criado em 2007, o Clube é muito mais do que uma aula extra. É um espaço de protagonismo jovem, onde estudantes do Ensino Fundamental II e Médio se reúnem para explorar o mundo através da prática.

 

O que acontece nos encontros:

 “Mão na massa: Atividades experimentais.

Investigação: Pesquisas e leituras dirigidas para entender o "porquê" das coisas.

 “Desenvolvimento de projetos autorais”: Montagem de pôsteres e apresentação em um Workshop exclusivo ao final do ano.

 “Expedição Científica”: Uma viagem cultural incrível para centros de ciências ou museus em São Paulo.

 “Mentoria especializada: Encontros guiados por tutores da USP e supervisionados pelas coordenadoras do projeto e a educadora do EIC.

 

As atividades acontecem semanalmente na sede do EIC. Confira os detalhes:

Início: Abril de 2026

Quando: Quartas-feiras, das 14h às 17h

Duração: De abril a novembro

Local: Espaço Interativo de Ciências  (9 de Julho, 1205 - Centro - São Carlos - SP)

Quem pode participar: Alunos do 8º e 9º ano (EF) e 1ª e 2ª série (EM) de escolas públicas da Unidade Regional de Ensino de São Carlos.

As vagas para o Clube de Ciências são limitadas.

Acesse o formulário de inscrição em - https://eic.ifsc.usp.br/wp-content/uploads/2026/02/InscricaoClube2026Site.pdf

As inscrições ficam abertas até o próximo dia 13 de março.

SÃO CARLOS/SP - Medicamentos essenciais no combate ao câncer, a doxorrubicina e a vincristina salvam vidas todos os dias. Mas também carregam um desafio conhecido pelos médicos: em alguns casos, podem provocar danos ao coração.

Uma nova pesquisa publicada na revista científica “Langmuir” – da American Chemical Society (ACS), da autoria de pesquisadores da Universidade de Antioquia (Colômbia) e do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), ajuda a entender melhor por que isso acontece — e abre caminho para tratamentos mais seguros no futuro.

O estudo analisou como essas drogas interagem com estruturas que imitam a camada externa das células do músculo cardíaco, a membrana celular. Essa “capa” funciona como uma barreira protetora e também como uma central de comunicação, controlando o que entra e sai da célula. Entretanto, pequenas mudanças em suas propriedades físicas podem afetar o funcionamento do coração ao longo do tempo.

Os pesquisadores observaram que a doxorrubicina tende a deixar essa camada mais rígida. Isso pode parecer um detalhe técnico, mas não é: células cardíacas precisam de certa flexibilidade para suportar os movimentos constantes do coração. Quando essa estrutura fica mais “dura” do que deveria, pode se tornar mais vulnerável a falhas e danos acumulados.

Já a vincristina mostrou um comportamento diferente. Em vez de aumentar a rigidez, ela altera a forma como as moléculas dessa membrana se organizam. Essa reorganização também pode prejudicar o funcionamento normal das células, mas por um mecanismo distinto. A principal conclusão é que, embora os dois remédios possam afetar o coração, eles fazem isso de maneiras diferentes. Em algumas condições, a vincristina pode inclusive aumentar a flexibilidade da membrana, se contrapondo ao efeito enrijecedor da doxorrubicina. Isso explica do ponto de vista microscópico o que médicos já haviam descoberto empiricamente: um tratamento associando as duas drogas diminui os efeitos colaterais no coração.

O que isso muda na vida dos pacientes?

Entender esses mecanismos com mais clareza traz vários benefícios potenciais.

Se os médicos souberem exatamente como cada droga pode impactar o coração, poderão escolher esquemas de tratamento mais adequados para cada paciente — especialmente para quem já tem histórico de problemas cardíacos;

Com base nesse tipo de informação, exames cardíacos podem ser direcionados para detectar sinais mais específicos e precoces de alteração. Em vez de identificar o problema apenas quando os sintomas aparecem, seria possível agir antes que o dano se torne mais sério.

Ao revelar exatamente como essas drogas interagem com modelos simplificados da membrana das células do coração, este estudo oferece pistas valiosas para a criação de novas versões dos remédios e com a mesma eficácia contra o câncer, mas menor risco para o sistema cardiovascular, podendo também ajudar no desenvolvimento de substâncias protetoras, usadas junto com a quimioterapia.

Hoje, muitos pacientes vencem o câncer e vivem por décadas após a terapia. Reduzir os efeitos colaterais no coração significa aumentar as chances de uma vida longa e com menos limitações depois da cura. Esse é um dos grandes objetivos da oncologia moderna, ou seja, não apenas tratar o câncer, mas preservar ao máximo a saúde geral do paciente.

Embora os testes tenham sido feitos em modelos de laboratório que imitam células cardíacas — e não diretamente em pessoas —, eles oferecem um retrato detalhado do que pode estar acontecendo no organismo.

Ao transformar fenômenos microscópicos em informação prática, a ciência dá mais um passo para tornar o tratamento do câncer não só mais eficaz, mas também mais seguro.

Assinam este estudo os pesquisadores Jorge A. Ceballos (doutorando visitante no IFSC/USP), Juan C. Calderón e Marco A. Giraldo, todos da Universidade de Antioquia, e o Prof. Paulo Barbeitas Miranda (IFSC/USP).

Confira o original deste estudo em - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/02/the-anticancer-drugs-doxorubicin-and-vincristine-differently-impact-the-stiffness-of-langmuir-monolayers-that-mimic-the.pdf

SÃO CARLOS/SP - Cientistas do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e da UNESP descobriram duas enzimas capazes de “quebrar” a proteção de uma bactéria perigosa e, com isso, fazer um antibiótico voltar a funcionar melhor. A pesquisa traz uma nova esperança no combate a infecções difíceis de tratar, tanto em pessoas quanto em animais.

A bactéria estudada é a Staphylococcus aureus, responsável por problemas como infecções na pele, no pulmão, no sangue e até em próteses médicas. Em vacas, ela também pode causar mastite, uma inflamação nas mamas que gera prejuízos na produção de leite.

Um dos motivos que tornam essa bactéria tão difícil de eliminar é que ela forma uma espécie de camada protetora chamada “biofilme”. Imagine um “lodo invisível” onde as bactérias ficam grudadas e escondidas. Essa camada dificulta a ação dos antibióticos e também a defesa do próprio organismo.

Os pesquisadores focaram em um tipo de “cola” presente nesse biofilme, feito principalmente de uma substância açucarada. As duas enzimas estudadas conseguem cortar justamente essa “cola”, desmontando a estrutura que protege as bactérias.

Duas enzimas com efeito poderoso

As enzimas, chamadas ApGH20 e ChGH20, foram produzidas em laboratório. Quando aplicadas sobre os biofilmes da bactéria, elas conseguiram destruir grande parte dessa camada protetora. Uma delas, a ApGH20, foi muito mais eficiente, precisando de uma quantidade bem menor para ter efeito.

Imagens feitas com microscópio mostraram que, depois do tratamento, o biofilme praticamente desaparecia, deixando as bactérias mais expostas.

O resultado mais animador apareceu quando as enzimas foram usadas junto com o antibiótico gentamicina.

Sozinho, o remédio quase não conseguia matar as bactérias protegidas pelo biofilme, mesmo em doses altas. Mas, depois que o biofilme foi enfraquecido pelas enzimas, o antibiótico passou a funcionar muito melhor. Doses bem menores já foram suficientes para eliminar as bactérias — pelo menos 16 vezes menores do que antes.

Isso acontece porque, sem a “capa protetora”, o medicamento consegue finalmente alcançar as bactérias.

Além de uma bactéria isolada de um paciente humano, os cientistas também testaram o método em bactérias vindas de casos de mastite em vacas. As enzimas também ajudaram a reduzir os biofilmes nesses casos, embora com resultados variados, já que alguns biofilmes tinham outros tipos de material além da “cola” açucarada.

Uma nova estratégia contra a resistência

Com o aumento das bactérias resistentes e a falta de novos antibióticos no mercado, a ideia de ajudar os remédios antigos a funcionarem melhor ganha força. Em vez de substituir os antibióticos, as enzimas atuariam como aliadas, removendo a proteção das bactérias.

Os pesquisadores destacam que os testes ainda foram feitos em laboratório. Os próximos passos envolvem estudos para verificar segurança e eficácia em organismos vivos. Mesmo assim, os resultados indicam um caminho promissor para tratar infecções difíceis causadas por biofilmes bacterianos.

Esta pesquisa foi divulgada na revista científica “Acta Biomaterialia”, tendo como autores Andrei Nicoli Gebieluca Dabul, Lorgio Victor Bautista Samaniego, Anelyse Abreu Cortez, Samuel Luis Scandelau, Marcelo Vizon´a Liberato, Agatha MS Kubo Ana Beatriz Rodrigues, Rejane MT Grotto, Guilherme Valente, Vera Lúcia Mores Rall, Sebastião Pratavieira, Mario de Oliveira Neto, Carla Raquel Fontana e Igor Polikarpov (pesquisador correspondente).

 

Clique no link a seguir para acessar este estudo - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/main.pdf

SÃO CARLOS/SP - Representando o prefeito Netto Donato, o vice-prefeito Roselei Françoso e o assessor João Muller participaram, na última sexta-feira (23/01), da cerimônia de posse do novo reitor da Universidade de São Paulo (USP), Aluísio Augusto Cotrim Segurado, e da vice-reitora Liedi Légi Bariani Bernucci. O evento foi realizado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

A solenidade reuniu autoridades governamentais e diplomáticas, representantes de instituições de ensino, agências de fomento nacionais e internacionais, além de dirigentes, professores, estudantes e servidores da USP. O auditório Ulysses Guimarães ficou lotado para prestigiar o ato, que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas.

Durante o evento, Roselei Françoso destacou a relevância da USP para São Carlos e lembrou investimentos recentes anunciados para o campus local, como o Centro de Robótica, o Centro de Inovação e o Centro de Convenções. Ele ressaltou que a universidade é parte fundamental da identidade da cidade e que a nova reitoria deve manter atenção especial ao papel estratégico de São Carlos dentro da USP.

“São Carlos abriga dois campi da USP, cuja história começa em 1948 com a criação da Escola de Engenharia de São Carlos. Hoje, são mais de 5.400 alunos de graduação, 4.200 de pós-graduação, 23 cursos de graduação e 19 programas de pós. A cidade conta ainda com 519 docentes e quase mil servidores técnicos e administrativos. Esses números mostram a força da USP em São Carlos e a necessidade de que a nova gestão continue olhando para esse patrimônio acadêmico e científico com atenção e responsabilidade”, afirmou o vice-prefeito.

Em seus discursos, Segurado e Liedi reafirmaram o compromisso com a autonomia universitária e a excelência acadêmica. O novo reitor destacou quatro eixos que irão orientar a gestão: valorização da comunidade uspiana, fortalecimento da relação da USP com a sociedade, garantia da qualidade em ensino, pesquisa e inovação, além da modernização dos processos administrativos. Liedi Bernucci, primeira mulher a dirigir a Escola Politécnica, reforçou a importância da integração entre ciência, engenharia e gestão pública.

O governador Tarcísio de Freitas ressaltou o papel estratégico da USP no desenvolvimento científico e econômico do Estado e garantiu que o financiamento das universidades públicas estaduais será preservado mesmo diante das mudanças trazidas pela Reforma Tributária.

Com mandato de quatro anos, Segurado e Liedi assumem a 30ª gestão reitoral da USP, fundada em 1934. A universidade reúne cerca de 100 mil estudantes e responde por aproximadamente um quinto da produção científica nacional, consolidando-se como uma das principais instituições de ensino e pesquisa da América Latina.

SÃO CARLOS/SP - O Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e o Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), alocado nesse Instituto, em colaboração com a Santa Casa de Misericórdia de São Carlos (SCMSC), estão fazendo uma chamada de 40 pacientes voluntários residentes apenas na cidade de São Carlos, com diagnóstico de Doença de Parkinson, em estágios iniciais ou médios, para tratamento das consequências da doença – tremores e dores pertinentes – com técnica de fotobiomodulação.

Esta chamada exclui pacientes com estado avançado da Doença de Parkinson, que apresentem impossibilidade de caminhar ou com deficiência profunda na fala, e portadores de marca-passo.

Os pesquisadores Carolina Gianini e Antônio Eduardo de Aquino Junior

 

O tratamento proposto, que será realizado ao longo de seis semanas, com 12 sessões no total (2 vezes por semana), na Unidade de Terapia Fotodinâmica (UTF) da Santa Casa de São Carlos, estará sob a responsabilidade da pesquisadora do IFSC/USP, mestranda do curso de Biotecnologia da UFSCar, Carolina Gianini, que já participou em dois projetos relativos à doença e que, por isso, está bastante familiarizada com o tipo de intervenção que está sendo proposto, bem como as características dos pacientes detentores da doença.

“Será uma nova vertente de trabalho utilizando novos protocolos e os equipamentos já desenvolvidos no Instituto. Com isso, esperamos melhorar os quadros dos pacientes com a Doença de Parkinson, nomeadamente nos quadros relativos aos tremores e dores, que são característicos da doença”, sublinha a pesquisadora

Para o coordenador dos projetos de pesquisa clínica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), em parceria com a Santa Casa de São Carlos, Dr. Antônio Eduardo de Aquino Junior, este tratamento vem na sequência dos estudos e observações que têm sido feitos na última década e que levaram os pesquisadores a dar respostas a novos questionamentos relacionados com a saúde pública. Ou seja, os cientistas vão abrindo portas para outras descobertas, como neste novo tratamento cuja coordenação-geral é do pesquisador são-carlense e professor do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Salvador Bagnato. “Neste novo tratamento teremos avaliações de exames de imagem e de outras específicas, como por exemplo às relativas a proteínas sanguíneas, que podem nos mostrar mais caminhos para obtermos sucesso nesta terapia que vai ser realizada”, sublinha Aquino Junior.

Os pacientes interessados em se inscrever neste novo tratamento deverão entrar em contato com o número de celular (16)  99268-5154.

SÃO CARLOS/SP - A medicina moderna enfrenta desafios enormes - diagnosticar doenças mais cedo, tratar apenas as células doentes e reduzir efeitos colaterais que afetam a qualidade de vida dos pacientes. Em meio a esse cenário, materiais quase invisíveis estão ganhando protagonismo. São as chamadas “nanocerâmicas”, partículas tão pequenas que operam na escala dos átomos — e exatamente por isso conseguem interagir de forma precisa com o corpo humano.

Dois estudos científicos recentes, da autoria de pesquisadores do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos (GNano-IFSC/USP) – um dos quais em colaboração com pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen (Alemanha), mostram como essas nanopartículas de origem cerâmica, baseadas em fosfatos de cálcio, podem transformar tanto a forma como enxergamos o interior do corpo quanto a maneira como tratamos doenças complexas, como o câncer.

 

A primeira pesquisa foca em nanopartículas de hidroxiapatita, um material já bastante conhecido na medicina por compor naturalmente ossos e dentes. Próteses, implantes dentários e enxertos ósseos já utilizam esse material há décadas. Contudo, a inovação surge quando esse material é produzido em escala nanométrica e com pequenas modificações químicas.

Os cientistas descobriram que, ao inserir íons de carbonato na estrutura dessas nanopartículas, surgem imperfeições microscópicas — chamadas de defeitos cristalinos — que fazem o material emitir luz quando estimulado. Esse brilho não vem de corantes artificiais, mas da própria estrutura do material.

Por que isso é tão importante?

Hoje, para visualizar células e tecidos, a medicina depende fortemente de marcadores fluorescentes sintéticos, que podem se degradar com o tempo, causar toxicidade ou mesmo interferir no funcionamento das células.

As nanopartículas de hidroxiapatita luminosas resolvem parte desse problema, já que elas são:

1-Biocompatíveis, pois imitam minerais naturais do corpo;

2-Estáveis, mantendo a emissão de luz por longos períodos;

3-Multifuncionais, podendo atuar como material estrutural e marcador óptico ao mesmo tempo.

No futuro, essa tecnologia poderá permitir diagnósticos mais precoces, ao acompanhar alterações celulares em tempo real, um monitoramento menos invasivo de doenças crônicas, uma redução de custos em exames de imagem e uma maior segurança para pacientes, especialmente crianças e idosos.

Em termos sociais, isso significa mais precisão médica, menos exposição a substâncias potencialmente tóxicas e maior eficiência no sistema de saúde.

Luta contra o câncer

A segunda pesquisa avança em outra frente crítica da medicina, que é o tratamento direcionado, especialmente contra o câncer. Um dos grandes problemas da quimioterapia tradicional é que o medicamento não distingue células doentes de células saudáveis, causando efeitos colaterais severos como queda de cabelo, náuseas e enfraquecimento do sistema imunológico.

Para enfrentar isso, os pesquisadores autores deste estudo  desenvolveram nanopartículas de fosfato de cálcio sensíveis ao pH, capazes de “sentir” o ambiente químico ao redor.

Como isso funciona?

Tecidos doentes, como tumores, costumam ter um ambiente mais ácido do que tecidos saudáveis. As nanopartículas permanecem estáveis no sangue, mas se desintegram ao encontrar esse ambiente ácido. Com isso, liberam o medicamento apenas no local desejado.

 

Além disso, essas nanopartículas foram modificadas com ácido fólico, uma vitamina que funciona como um “GPS químico”. Muitas células cancerígenas possuem grande quantidade de receptores para essa vitamina, o que facilita a entrada seletiva das nanopartículas nessas células.

Neste caso concreto, os benefícios potenciais são profundos, a saber:

1-Tratamentos mais eficazes com doses menores de quimioterápicos;

2-Redução drástica de efeitos colaterais;

3-Maior adesão dos pacientes aos tratamentos;

4-Possibilidade de terapias personalizadas.

Do ponto de vista social, isso pode significar menos internações, menor sofrimento físico e emocional e uma melhor qualidade de vida durante o tratamento.

Segundo o Dr. Thales Machado, pesquisador do GNano e primeiro autor dos artigos, os estudos demonstram como é possível se inspirar em materiais presentes em organismos vivos e suas propriedades para transformá-los em materiais multifuncionais, acessíveis, atóxicos e biodegradáveis, com potencial impacto na saúde humana. “Os nanomateriais cerâmicos desenvolvidos nos estudos são compostos principalmente por cálcio, fósforo e carbono, elementos abundantes e de baixo custo, obtidos por reações químicas simples em água e à temperatura ambiente, com alto potencial de escalonamento industrial”, sublinha o pesquisador.

O pesquisador destaca ainda que, no primeiro estudo, a funcionalização com citrato reforça o caráter biomimético e incrementa a estabilidade dos fosfatos de cálcio para uso em técnicas de bioimagem. Já no segundo, a funcionalização com ácido fólico emprega a Química Click, uma estratégia reconhecida com o Prêmio Nobel de Química em 2022 por sua simplicidade, alta seletividade, elevado rendimento químico e robustez das ligações resultantes, garantindo o direcionamento eficiente do fármaco às células-alvo.

 

O elo entre as duas pesquisas: uma nova geração de nanomedicina

Embora abordem aplicações diferentes, os dois estudos compartilham uma mesma visão, que é criar materiais inteligentes, inspirados na própria biologia humana e que sejam capazes de unir diagnóstico e tratamento.

Essas nanocerâmicas podem, no futuro, localizar uma doença, permitir que médicos a visualizem e atuar diretamente no tratamento, tudo com o mesmo material. Esse conceito, conhecido como teranóstica (terapia+diagnóstico), representa um dos caminhos mais promissores da medicina moderna.

Ainda que essas tecnologias estejam em fase de pesquisa, seu potencial é claro. Elas apontam para um futuro em que os exames serão menos invasivos, os tratamentos serão mais humanos e a medicina será cada vez mais personalizada.

Para o coordenador do GNano-IFSC/USP, Prof. Dr. Valtencir Zucolotto, que assina os dois estudos, a mensagem é muito clara: “Através da Nanotecnologia é possível transformar materiais convencionais, já amplamente utilizados em vários setores, em materiais avançados e altamente sofisticados tecnologicamente. Na medicina, em particular, esses materiais são fundamentais pois apresentam alta capacidade de interagirem apenas com tecidos e células doentes, minimizando consideravelmente os efeitos colaterais”.

O Prof Zucolotto esclarece ainda que “Além das aplicações em medicina, o grupo GNano/USP já está aplicando essas nanocerâmicas na agricultura, onde atuam como careadores de defensivos (químicos e biológicos) e nutrientes para as plantas, com a vantagem de diminuir consideravelmente as doses necessárias para as lavouras, resultando em maior segurança e aportando maior valor aos produtos”.

No mundo invisível das nanopartículas, a ciência está construindo soluções muito concretas para melhorar a saúde, reduzir desigualdades no acesso a tratamentos e oferecer novas esperanças a milhões de pessoas.

Para conferir os dois estudos realizados, acesse os links:

https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/defect-related-photoluminescence-in-hydroxyapatite-nanoparticles-modulated-by-carbonate-incorporation-ZUCO1.pdf

 

https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/dual-ph-responsive-calcium-phosphate-nanoparticles-conjugated-with-folate-by-cuaac-click-chemistry-for-targeted-ZUCO2.pdf

SÃO PAULO/SP - A Universidade de São Paulo (USP) divulgou as obras de literatura para leitura obrigatória que será cobrada dos vestibulandos nos exames de 2030 a 2033. A lista traz mudanças em relação aos autores do ciclo 2026-2029 e amplia gêneros literários e a origem dos autores.

A nova relação foi aprovada em reunião do Conselho de Graduação da universidade, por unanimidade, e traz o retorno de obras de teatro como referência, gênero que esteve de fora nos últimos exames, além de incluir os quadrinhos, por meio de uma graphic novel (romance gráfico).

Será a primeira vez que os autores indígenas serão cobrados na Fuvest, com a obra Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, uma coletânea de contos de Trudruá Dorrico e Maurício Negro, no biênio 2030-2031, e Fantasmas, de Daniel Munduruku, para 2032-2033.

"Temos a preocupação de trazer visões mais contemporâneas, abordando um espectro de problemas mais amplo e favorecendo a avaliação comparativa entre escolas literárias e as próprias obras", explicou o diretor executivo da Fundação para o Vestibular (Fuvest) Gustavo Monaco.

A abordagem, que tem sido o tom tanto na Fuvest quanto em outros vestibulares e no próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vem de uma percepção que Monaco resume como a de que o conhecimento é fracionado apenas por razões didáticas. Ele destaca a importância de os estudantes que chegam à universidade serem capazes de estabelecer relações entre essas concepções e narrativas diferentes.

A ampliação também impacta a correção das questões. A banca de português é a maior da Fuvest, pois todos os candidatos da segunda fase fazem a prova, e são cerca de 30 mil pessoas. Metade das questões envolve literatura, e a correção delas cabe a professores da USP, doutorandos, ex-alunos de doutorados e alunos de pós-doutorado. Com a ampliação, cresce a complexidade das perguntas, e também das respostas.

"Tem sido mais comum, durante a correção, que surjam debates, pois algumas respostas trazem novas formas de pensar os temas, com abordagens que levam a pensar novas formas de comparação", comenta Monaco.

A lista amplia a retomada de autores masculinos, já que as obras cobradas entre 2026 e 2028 tinham somente autoras, e manterá a paridade de gêneros. 

Confira a lista de obras:

Lista de livros para 2030 e 2031

  • Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
  • Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, Trudruá Dorrico e Maurício Negro (contos)
  • A Moratória, Jorge Andrade (teatro)
  • Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
  • Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
  • Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
  • Memorial do Convento, José Saramago (romance)
  • A Ilha Fantástica, Germano Almeida (romance)
  • Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus (romance)

Lista de livros para 2032 e 2033

  • Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
  • Orfeu da Conceição, Vinicius de Moraes (teatro)
  • Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
  • Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
  • Úrsula, Maria Firmina dos Reis (romance)
  • Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
  • O Plantador de Abóboras, Luís Cardoso (romance)
  • Casa de Família, Paula Fábrio (romance)
  • Fantasmas, Daniel Munduruku (romance)

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - Mesmo com o avanço da vacinação e o controle da fase mais crítica da pandemia, a Covid-19 ainda representa um desafio para a saúde pública mundial. Novas variantes do coronavírus continuam surgindo, o que reforça a importância de desenvolver medicamentos capazes de combater o vírus, além das vacinas. Um estudo científico recente traz uma boa notícia nesse cenário.

Pesquisadores identificaram substâncias promissoras capazes de bloquear a multiplicação do coronavírus a partir de um banco internacional de compostos químicos de acesso aberto. O trabalho foi publicado na revista científica “ACS Omega” e contou com a participação de cientistas do IFSC/USP e de outras unidades da Universidade de São Paulo, além de pesquisadores estrangeiros,

Como o estudo foi feito

Para realizar a pesquisa, os cientistas utilizaram coleções de substâncias mantidas pela organização “Internacional Medicines for Malaria Venture” (MMV). Essas coleções reúnem quase 1.400 compostos que já haviam sido estudados para o tratamento de outras doenças, principalmente as chamadas doenças negligenciadas, como a malária.

A vantagem dessa estratégia é ganhar tempo: como essas substâncias já são conhecidas, o caminho até um possível medicamento pode ser mais rápido e seguro.

Em laboratório, os pesquisadores testaram essas moléculas contra partes específicas do coronavírus que são essenciais para sua sobrevivência. O foco principal foi uma enzima chamada PLpro, que funciona como uma “ferramenta” usada pelo vírus para se multiplicar dentro das células humanas e escapar das defesas do organismo.

Substância se mostrou altamente eficaz

Entre todas as moléculas testadas, uma delas chamou a atenção dos cientistas. Identificada como MMV1634397, a substância foi capaz de bloquear com eficiência a ação da enzima PLpro. Em testes com células infectadas pelo coronavírus, ela reduziu significativamente a multiplicação do vírus.

A partir desse resultado, os pesquisadores foram além: modificaram quimicamente a molécula original para tentar torná-la ainda mais potente. Esse processo levou à criação de novas versões da substância, algumas delas com desempenho ainda melhor do que a original.

Uma das versões desenvolvidas se mostrou especialmente promissora, pois conseguiu inibir o vírus em concentrações muito baixas e apresentou características importantes para um futuro medicamento, como estabilidade e bom comportamento no organismo.

Por que essa descoberta é importante

Atualmente, a maioria dos medicamentos contra a Covid-19 atua em apenas um alvo do vírus. Ao identificar substâncias que agem em uma enzima ainda pouco explorada, os cientistas ampliam as possibilidades de tratamento, inclusive contra variantes que possam surgir no futuro.

Além disso, o estudo destaca a importância da ciência aberta. Ao disponibilizar bancos de substâncias para pesquisadores do mundo todo, iniciativas como a da MMV aceleram descobertas e fortalecem a resposta global a pandemias.

Embora os compostos ainda precisem passar por novas etapas de testes antes de se tornarem medicamentos disponíveis à população, os resultados representam um passo importante no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes contra a Covid-19 e outras doenças causadas por vírus emergentes.

Segundo o pesquisador e autor correspondente do artigo científico, Dr. Andre Schutzer Godoy (IFSC/USP) “O estudo demonstra como a combinação entre ciência aberta, colaboração internacional e reaproveitamento inteligente de bibliotecas químicas pode acelerar significativamente a descoberta de novos tratamentos. “Ao explorar compostos já conhecidos e disponíveis em bancos de acesso aberto, conseguimos encurtar etapas do desenvolvimento de fármacos e abrir novas possibilidades terapêuticas contra a Covid-19 e outros vírus emergentes. Esse trabalho mostra que a inovação científica depende cada vez mais de cooperação, compartilhamento de dados e do uso estratégico de recursos globais”, destaca o pesquisador.

Para acessar o artigo científico, acesse https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/01/screening-of-medicines-for-malaria-venture-open-boxes-identifies-potent-sars-cov-2-COVIDpapain-like-protease-plpro.pdf

Programa do IFSC/USP chega a todas as regiões do estado de São Paulo

 

SÃO CARLOS/SP - O programa “Vem Saber”, iniciativa de difusão científica da Universidade de São Paulo (USP) vinculada ao Instituto de Física de São Carlos (IFSC), consolida-se como uma das mais abrangentes ações de extensão universitária voltadas à educação pública no estado de São Paulo.

Com sede na área 2 do campus da USP São Carlos, no Conjunto de Apoio Didático, o programa reúne projetos que integram estudantes, professores e gestores do ensino médio em uma agenda permanente de formação, orientação acadêmica e estímulo à ciência.

Em 2025, o “Vem Saber” alcançou mais de 165 mil estudantes e aproximadamente 9.900 professores, em articulação com as Diretorias de Ensino e com parceiros institucionais como a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC), o Centro Paula Souza (CPS), o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF/FAPESP) e a USP/Esalq, por meio do Instituto PECEGE. 

Entre as frentes de atuação, destaca-se a “Competição USP de Conhecimentos e Oportunidades (CUCO)”, considerada a principal ação do programa. Em 2025, a CUCO registrou 157.664 estudantes inscritos e mobilizou a colaboração de 9.552 professores. Ao longo de nove edições, a competição já atingiu 936.482 participantes da rede pública estadual paulista, com adesão de 100% das Diretorias Regionais de Ensino e participação ativa da direção central do Centro Paula Souza.

A iniciativa consolidou-se como um processo formativo, com foco especial em estudantes em situação de maior vulnerabilidade social, ao articular avaliação diagnóstica, orientação vocacional e acesso a oportunidades acadêmicas.

Para o coordenador executivo do “Vem Saber”, Dr. Herbert Alexandre João, “a força da CUCO está nos professores colaboradores, que incentivam os estudantes a conhecer o processo de acesso ao ensino superior. O engajamento impressiona até mesmo quem atua na área. Na Unidade Regional de Ensino de Caieiras, por exemplo, a colaboradora trabalha há 2 anos com estudantes em privação de liberdade da Fundação Casa, ampliando a relevância e o impacto social da CUCO”, destacou Herbert João.

Outra vertente estratégica do “Vem Saber” são as visitas monitoradas ao campus da USP São Carlos, realizadas por meio do projeto Universitário por um Dia (UPD). Em 2025, o programa recebeu 57 escolas distintas, reunindo 2.121 alunos do ensino médio em atividades na Sala do Conhecimento, com a participação de estudantes provenientes de 40 cidades do estado. A experiência imersiva aproxima os jovens do ambiente universitário, apresenta carreiras científicas e tecnológicas e amplia o repertório de escolhas educacionais. Em paralelo, a plataforma do programa registrou a participação de 6.165 estudantes em cursos on-line de formação complementar, como “Decifrando seu dinheiro”, “Fotografia” e “Desenvolvimento de Aplicativos e Jogos”, ampliando o alcance territorial das ações.

No campo da formação de jovens, o projeto de pré-iniciação científica “Cientistas do Amanhã” desempenha papel central ao inserir estudantes do ensino médio em atividades orientadas de pesquisa. Entre fevereiro e dezembro de 2025, 50 estudantes participaram do projeto, dos quais 46 eram oriundos do município de Descalvado (SP), da E.E. José Ferreira da Silva. O programa concedeu 35 bolsas de fomento, sendo 34 destinadas a meninas, reforçando o compromisso institucional com a diversidade, a inclusão social e a promoção da equidade de gênero nas áreas de ciência e tecnologia.

A agenda de formação continuada de professores completa o ecossistema do “Vem Saber”. Em 2025, 290 docentes do ensino médio participaram das atividades, com a realização de quatro Orientações Técnicas envolvendo educadores das Diretorias Regionais de Ensino de Guarulhos, Zona Leste da cidade de São Paulo, Jaú, São Carlos e Araraquara. As ações priorizam metodologias ativas, atualização de conteúdos em ciências e física e a integração entre escola e universidade, contribuindo para a qualificação do ensino e para a disseminação de práticas pedagógicas inovadoras.

Ao articular competição acadêmica, visitas monitoradas, pré-iniciação científica, cursos on-line e formação docente, o “Vem Saber” constrói uma política pública de alcance estadual ancorada na cooperação interinstitucional e na vocação extensionista da USP. O programa opera como ponte entre a educação básica e o ensino superior, ampliando oportunidades, estimulando trajetórias científicas e promovendo a democratização do acesso ao conhecimento. Com resultados expressivos em 2025 e parcerias consolidadas, a iniciativa reafirma o lema que orienta sua atuação: transformar vidas por meio da educação.

Para o coordenador-geral e criador do “Vem Saber”, Prof. Antonio Carlos Hernandes, “os resultados positivos alcançados ao longo dos anos demonstram que a aproximação com a educação básica, quando bem estruturada, gera impacto real na formação e no projeto de vida dos estudantes, fortalece a escola pública e amplia as perspectivas de acesso ao ensino superior, especialmente para jovens em situação de vulnerabilidade social”, concluiu Hernandes.

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