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Pesquisa realizada no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) mostra que técnica fotodinâmica pode fragilizar a bactéria Staphylococcus aureus e aumentar a ação do antibiótico quando o medicamento é administrado no momento adequado

 

SÃO CARLOS/SP - Uma estratégia que combina luz, curcumina e antibióticos pode contribuir para o desenvolvimento de novas formas de combate a infecções bacterianas persistentes. Estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) mostrou que a aplicação de uma técnica baseada em luz pode reduzir significativamente a população de Staphylococcus aureus e tornar as bactérias sobreviventes mais vulneráveis ao antibiótico — desde que o medicamento seja administrado no momento adequado.

Publicado na revista científica “Photochemistry and Photobiology”, o trabalho é assinado por Maria Vitória Silva Pereira, Bruna Carolina Corrêa, Vanderlei Salvador Bagnato e Kate Cristina Blanco, e a pesquisa investigou a chamada inativação fotodinâmica, técnica que utiliza uma substância sensível à luz para desencadear reações capazes de provocar danos em estruturas essenciais dos microrganismos.

Nos experimentos, os pesquisadores utilizaram curcumina, composto encontrado na cúrcuma, associada à luz azul. Separadamente, nem a curcumina no escuro nem a exposição apenas à luz produziram redução significativa da população bacteriana nas condições analisadas. Quando empregadas em conjunto, porém, apresentaram efeito expressivo. Nas maiores concentrações de curcumina testadas, a quantidade de bactérias ficou abaixo do limite de detecção do experimento.

O estudo concentrou atenção especial nas bactérias que conseguiram sobreviver ao procedimento. Logo após a aplicação da técnica fotodinâmica, parte delas apresentou temporariamente menor vulnerabilidade ao antibiótico. Isso não significou, entretanto, que tivessem adquirido resistência ao medicamento.

A explicação considerada pelos pesquisadores é que o estresse provocado pela luz e pela curcumina leva algumas bactérias a reduzir temporariamente sua atividade. Como muitos antibióticos atuam com maior eficiência sobre microrganismos metabolicamente ativos, esse período de baixa atividade pode diminuir momentaneamente a ação do medicamento.

Os experimentos mostraram que, nas primeiras quatro horas depois do tratamento fotodinâmico, houve atraso significativo no crescimento bacteriano. Após aproximadamente seis horas, as células começaram a recuperar sua atividade. Foi justamente nesse momento que surgiu um dos resultados mais relevantes da pesquisa.

Quando o antibiótico foi aplicado depois que as bactérias sobreviventes retomaram sua atividade, a velocidade de eliminação aumentou. A interpretação é que as células voltaram a ficar metabolicamente ativas, tornando-se novamente suscetíveis ao medicamento, mas ainda carregando os danos provocados anteriormente pelo tratamento fotodinâmico.

O resultado indica que, além da associação entre diferentes tratamentos, a sequência e o intervalo entre eles podem ser determinantes. Administrar o antibiótico imediatamente após a aplicação da luz e da curcumina pode encontrar parte das bactérias em estado de baixa atividade. Aguardar sua recuperação pode permitir que o medicamento atue sobre células novamente ativas e, ao mesmo tempo, fragilizadas.

A pesquisa também analisou uma linhagem de Staphylococcus aureus resistente à meticilina, conhecida como MRSA. Nesse caso, o comportamento observado foi diferente, e os pesquisadores destacam a necessidade de novos estudos antes de estender os resultados obtidos com a linhagem sensível para bactérias resistentes.

Os resultados abrem uma frente de investigação para estratégias contra infecções persistentes. Em vez de depender apenas de medicamentos mais potentes ou de doses maiores, a possibilidade é explorar momentos de maior vulnerabilidade das bactérias e combinar mecanismos diferentes de ataque.

Os pesquisadores ressaltam, contudo, que o trabalho ainda é experimental e foi realizado em laboratório. A estratégia não constitui, portanto, um protocolo clínico disponível para pacientes. Novos estudos serão necessários para determinar os intervalos mais adequados entre os tratamentos e avaliar a resposta de diferentes tipos de bactérias.

A pesquisa contou com apoio da FAPESP e da CAPES, além da infraestrutura e do suporte técnico do IFSC/USP e do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), financiado pela FAPESP.

Acesse no link o original deste estudo – https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/09/Photochem-Photobiology-2025-Pereira-Photodynamic-inactivation-increases-cell-death-rate-on-persistent-kate.pdf

EUA - O evento mais recente da Apple, realizado em setembro, foi dedicado à apresentação do iPhone 18 Pro, do iPhone 18 Pro Max e do dobrável iPhone Duo. Mas a empresa pode ter mais uma novidade importante para revelar em breve.

Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple deverá apresentar em outubro um novo dispositivo: uma tela inteligente que combina características do HomePod com funções do iPad.

De acordo com Gurman, o produto "reunirá todos os controles de dispositivos domésticos conectados, videochamadas, capacidades de intercomunicação e mídia". Ele também deverá oferecer acesso aos "serviços e aplicativos da Apple".

O jornalista afirma ainda que o equipamento virá com "um novo sistema operacional baseado na [nova assistente digital] Siri AI".

Apple pode lançar duas versões

Rumores indicam que a empresa vem testando o dispositivo na casa de funcionários e pretende lançar duas versões.

Uma delas poderia ser colocada sobre mesas ou balcões. A outra seria desenvolvida para ficar presa à parede.

Nos dois casos, a expectativa é de que o equipamento tenha uma tela quadrada e compacta.

Lançamento teria sido adiado por causa da Siri AI

As especulações também apontam que o produto estaria pronto há algum tempo, mas teria sofrido sucessivos adiamentos devido à demora no lançamento da nova geração da Siri com inteligência artificial.

Com a chegada da Siri AI junto ao iOS 27, a Apple consideraria que finalmente existem condições para colocar o novo dispositivo no mercado.

A disponibilidade, porém, pode variar conforme a região. A Siri AI ainda não foi lançada em mercados como União Europeia e China, o que pode afetar a chegada do produto a esses locais.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

EUA - Depois de muita expectativa em torno de como seria o primeiro iPhone da Apple equipado com uma tela dobrável, a “Empresa da Maçã” mostrou oficialmente o iPhone Duo. O lançamento deste modelo acontece em um momento em que muitas outras fabricantes de celulares já contam com modelos nesta categoria.

A Apple explicou durante o evento que o objetivo foi proporcionar uma experiência de utilização semelhante entre as duas telas, exibindo o efeito de animação de estar usando o iPhone Duo no modo tradicional e abrir, expandindo o espaço disponível da imagem.

O iPhone Duo tem uma estrutura de titânio e um design com dimensões semelhantes às do um passaporte comum. A tela principal tem 7,6 polegadas e a tela exterior tem 5,4 polegadas, ambos compatível com a caneta Apple Pencil.

Um dos pontos em que a Apple focou foi assegurar que procurou reduzir ao mínimo a visibilidade do vinco no centro da tela - o que continua sendo uma questão para muitos interessados nesta categoria em celulares de outras fabricantes. A Apple explicou que a tela flexível do iPhone Duo é composto por múltiplas camadas, as quais servem para reduzir ao mínimo o vinco que costuma ser visto em outros modelos.

Notícias ao Minuto

© Apple 

O iPhone Duo pode ser desbloqueado recorrendo ao sensor de impressões digitais Touch ID no botão lateral. O celular está equipado com certificação IP58, garantindo resistência contra água e poeiras, com a Apple garantindo que a dobradiça foi desenvolvida e testada para garantir durabilidade.

Tendo em conta a nova experiência de utilização deste iPhone Duo, a Apple explicou que o iOS 27 teve de ser trabalhado para funcionar com a tela de maior dimensão. O foco foi permitir realizar múltiplas tarefas em simultâneo e nas mais diversas orientações permitindo, por exemplo, usar o iPhone Duo parcialmente dobrado para ver um filme - dispensando assim o suporte que era anteriormente necessário.

Dentro tem um processador A20 Pro - o mesmo presente no iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max. A tela interna conta com um sensor de fotografia por baixo da própria tela, o que faz com que não exista qualquer elemento 'perturbando' a experiência de visualização.

Notícias ao Minuto

© Apple 

Em relação à bateria, o iPhone Duo está equipado com duas baterias que operam como uma, possibilitando desfrutar de 31 horas de reprodução de vídeo na tela interna e 44 horas na tela externa. No total poderá contar com 24 horas de uso. O carregamento rápido permite contar com 50% da energia total em apenas 20 minutos, com 5 minutos permitindo assistir vídeos durante 5 horas na tela externa.

A câmara dupla conta com um sensor principal e ultra grande angular de 48MP e uma teleobjetiva de 12MP. A câmara presente na tela exterior tem 12MP.

Mais importante, o fato de o iPhone Duo ter duas permite aos usuários transformarem a forma como realizam as suas videochamadas ou captam selfies. É possível, por exemplo, captar uma fotografia com as câmeras mais poderosas e ter uma pequena antevisão do resultado final na tela externa.

No Brasil, o Duo terá preço inicial de R$ 21.999, podendo chegar a R$ 30.999 na versão de 2 TB. Estará disponível para pré-venda no dia 16 de outubro e chega às lojas no dia 23 de outubro.

 

 

Notícias ao Minuto Brasil

Encontro na Expo Ciesp Experience, com apoio do Sebrae-SP, abriu espaço para novos contatos e oportunidades de parceria

 

SÃO CARLOS/SP - Indústrias e startups ficaram frente a frente durante uma rodada de negócios realizada no São Carlos Experience 2026, em São Carlos. Em encontros rápidos, as empresas apresentaram desafios e necessidades, enquanto as startups mostraram tecnologias e soluções que podem ser aplicadas no dia a dia da indústria.

A atividade foi realizada dentro da Expo Ciesp Experience, pelo Ciesp São Carlos em parceria com o Sebrae-SP. A proposta era justamente aproximar empresas que buscam soluções de quem está desenvolvendo novas tecnologias.

Para o gestor de inovação do Sebrae-SP, Ícaro Tiberti, o formato ajudou a colocar essas duas pontas em contato.
“A ideia era que as indústrias e empresas apresentassem suas dores e que as startups mostrassem seus projetos, o que desenvolveram e que pode ajudar determinada empresa ou indústria a acabar ou diminuir aquela dor apresentada ali. Muitos ali saíram com um cartão novo, de propostas, de ideias e de parceiros.”

Quem participou saiu com novos contatos e possibilidades

A R3A Medical, indústria brasileira que desenvolve e fabrica dispositivos médicos e equipamentos cirúrgicos, participou da rodada em busca de novas tecnologias. Para o diretor Michelangelo Fernando Dalsasso, o formato facilitou a conversa com startups.

“A rodada de negócios do São Carlos Experience foi uma experiência muito positiva. A dinâmica foi objetiva e proporcionou uma aproximação interessante entre as indústrias e as startups, permitindo conhecer novas tecnologias e soluções que podem contribuir com desafios reais das empresas.”

Segundo ele, alguns dos contatos feitos durante o encontro devem ser aprofundados. “Tivemos contato com propostas interessantes, principalmente relacionadas à inovação, melhoria de processos, tecnologia e gestão. Alguns contatos iniciados durante a rodada merecem ser aprofundados e podem evoluir para futuras parcerias.”

Do lado das startups, a Torm Dynamics, que desenvolve um sistema de inteligência operacional para a indústria, também encontrou espaço para apresentar seu trabalho. O COO e fundador, Guilherme Rebecchi dos Santos, conta que deixou o encontro com novas oportunidades.

“Minha experiência com a rodada de negócios foi muito boa, a dinâmica foi bem conduzida e permitiu a todos apresentar seus ramos de negócio. Saí da rodada com várias oportunidades de negócios cruciais para a minha área de atuação. Gostaria muito de viver mais eventos como esses.”

Maurício Carnevalli, diretor comercial da Flyever Indústria Comércio Equip Eletrônicos, também participou do encontro. Para ele, o contato rápido ajuda a identificar quem pode render uma conversa depois.

“A rodada de negócios foi feita num formato bastante interessante e dinâmico. Aproveitei para salvar alguns nomes com a intenção de entrar em contato posteriormente, tanto com possíveis fornecedores como clientes.”

Aproximação que pode continuar depois do evento

A Expo Ciesp Experience integrou a programação do São Carlos Experience e reuniu empresas de diferentes segmentos na sede social do São Carlos Clube, com atividades de inovação, tecnologia, relacionamento e debates sobre os desafios da indústria regional.

Para Paulo Giglio, diretor titular do Ciesp São Carlos, a rodada colocou em prática uma das propostas da Expo Ciesp Experience: aproximar empresas e criar possibilidades de relacionamento.

“O Encontro de Negócios mostrou, na prática, o que buscamos com a Expo Ciesp Experience, aproximar empresas e criar conexões. Ao lado do Sebrae, conseguimos colocar indústrias, fornecedores e empresas de tecnologia frente a frente, abrindo espaço para conhecer novas soluções, trocar experiências e iniciar relacionamentos que podem gerar resultados no futuro. Nem toda conexão se transforma em negócio imediatamente, mas é dessa aproximação que surgem parcerias e oportunidades. Quanto mais conectada estiver a nossa indústria, mais forte e competitiva será toda a região.”

A rodada terminou com novos contatos e conversas que podem continuar depois do São Carlos Experience. Para quem participou, o encontro foi uma oportunidade de conhecer soluções, apresentar necessidades e encontrar empresas que podem estar do outro lado de uma futura parceria.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos promoveu, nesta quinta-feira (27/08), durante a programação do São Carlos Experience, evento que segue até 30 de agosto em diferentes espaços da cidade, reunindo ciência, tecnologia, inovação e sociedade, um encontro com agentes de endemias e profissionais da área para apresentar a estratégia Wolbachia como ferramenta de prevenção e controle da dengue e de outras arboviroses. A atividade foi realizada no auditório da Santa Casa, com apoio do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O encontro contou com palestra do gerente de implementação da Wolbito do Brasil, Gabriel Sylvestre, sobre o tema “Wolbachia no combate à Dengue – Inovação para a proteção da saúde”. 

Gabriel Sylvestre apresentou o funcionamento da estratégia, ressaltando que a tecnologia inovadora integra a estratégia do Ministério da Saúde para o controle do mosquito Aedes aegypti.

“O método Wolbachia utiliza o próprio mosquito Aedes aegypti, que recebe a bactéria Wolbachia, capaz de impedir a transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya. O mosquito não é transgênico e o método é considerado seguro para a população, os animais e o meio ambiente”.

Ele explicou ainda que a estratégia é complementar às demais ações de controle do Aedes aegypti. “A ideia é reduzir a quantidade de mosquitos e, por isso, o combate ao vetor deve continuar. O mosquito com Wolbachia não é diferente visualmente dos demais e pode ser eliminado normalmente”, destacou.

A tecnologia já é utilizada em 16 países e, no Brasil, vem sendo pesquisada há mais de uma década. Atualmente, mais de 50 cidades brasileiras recebem a estratégia por meio do Ministério da Saúde e da Fiocruz. Resultados internacionais apontam reduções expressivas nos casos de dengue, como 96% na Austrália, 77% na Indonésia e 86% no Vietnã. No Brasil, estudos registraram redução de 89% dos casos em Niterói (RJ) e de 63% em Campo Grande (MS).

De acordo com gerente de implementação da Wolbito do Brasil, empresa que desenvolveu o método para o Ministério da Saúde, após um período inicial de liberação dos mosquitos, a própria população de Aedes com Wolbachia se mantém e contribui para interromper a transmissão local das arboviroses, tornando a estratégia autossustentável. “A Wolbachia é passada da fêmea para seus descendentes, permitindo que as novas gerações de mosquitos também carreguem essa proteção”.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destacou que São Carlos está na fase de engajamento comunitário para a implantação do método Wolbachia. A previsão é que a liberação dos mosquitos com a bactéria comece em outubro.

Segundo Denise, o trabalho envolve informar a população sobre o funcionamento e a segurança da tecnologia, que já foi testada cientificamente no Brasil e no exterior, com resultados positivos. “A tecnologia, a vigilância, a ciência e a participação da população precisam caminhar juntas no enfrentamento à dengue”, afirmou.

A diretora ressaltou ainda que o método será incorporado às demais ações de combate ao Aedes aegypti, como visitas aos imóveis, uso de drones e instalação de ovitrampas para monitoramento da presença e da atividade do mosquito. A estratégia ganha importância diante da previsão de temperaturas elevadas e aumento das chuvas, condições favoráveis à proliferação do vetor.

O secretário municipal de Saúde, Leandro Pilha, destacou que a implantação do método Wolbachia em São Carlos conta com o respaldo do Ministério da Saúde e da Fiocruz e é resultado de mais de 12 anos de pesquisas científicas. Segundo ele, a estratégia representa um avanço tecnológico no enfrentamento da dengue e de outras arboviroses, com potencial para reduzir significativamente a circulação dessas doenças e, consequentemente, a demanda por atendimentos nas unidades de saúde e, principalmente, nas Unidades de Pronto Atendimento.

Pilha ressaltou, no entanto, que a nova tecnologia será incorporada às ações já realizadas pelo município. “O trabalho de campo dos agentes de combate às endemias continuará sendo fundamental. A estratégia Wolbachia vem para ampliar e fortalecer as ferramentas de prevenção e controle das arboviroses”, finalizou.

O município de São Carlos foi uma das três cidades do Estado de São Paulo selecionadas para receber a iniciativa esse ano, com base nos índices de infestação do vetor registrados na cidade em 2025.

Em 2025, foram registradas no município 31.095 notificações de dengue, com 10.702 casos descartados e 20.384 casos positivos. Foram confirmados 24 óbitos. Para Chikungunya, houve 631 notificações com 5 casos positivos (sendo 2 importados e 3 autóctones). Em relação à Zika, foram registradas 563 notificações, todas descartadas. Para Febre Amarela foram registradas 3 notificações, com 2 casos descartados e 1 óbito confirmado.

Já esse ano foram registradas até o momento 414 casos confirmados para dengue. Nenhum óbito foi registrado. Para chikungunya foram descartados 194 casos. Para zika foram descartados 179 casos e para febre amarela foram descartados 2 casos.

SÃO CARLOS/SP - A pesquisadora Cristina Aguiar, da USP, e o secretário adjunto de Cidade Inteligente da Prefeitura de São Carlos, Cristiano Pedrino, apresentaram nesta quinta-feira (27/08) durante o 3º São Carlos Experience, o projeto IntegraSanca: Conectando Dados, Transformando São Carlos, um Centro de Ciência para o Desenvolvimento que pretende unificar as bases de dados municipais para melhorar a gestão pública e os serviços oferecidos à população.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que investe R$ 9,6 milhões na iniciativa, somados a mais R$ 250 mil aportados pela própria Prefeitura de São Carlos. A equipe reúne 18 docentes de universidades como USP, UFSCar, ITA, UFAL e UFMG, além de 29 profissionais de apoio técnico e administrativo e 62 bolsistas entre pós-doutorado, doutorado, mestrado e iniciação científica.

Segundo a professora Cristina Aguiar, do ICMC-USP, pesquisadora principal do projeto responsável pela área de gestão de dados e integração, o trabalho de unificação de bases municipais é uma tarefa complexa que exige cuidado em múltiplas frentes. “É um trabalho extremamente difícil, desafiador, tem vários aspectos que precisam ser considerados”, afirmou a pesquisadora.

De acordo com ela, o primeiro desafio está nos próprios dados. “A gente está trabalhando com vários tipos de dados, esses tipos de dados são diferentes, eles têm informações diferentes armazenadas neles”, disse. Como exemplo, ela citou o caso de uma mesma pessoa que pode informar endereços distintos em sistemas diferentes, exigindo que a equipe lide com essa heterogeneidade para garantir que as informações disponibilizadas sejam verdadeiras.

A pesquisadora também destacou a dimensão legal do problema. Como o projeto lida com dados de cidadãos, é necessário observar a legislação aplicável, incluindo dados sensíveis que não podem ser publicados. “Nós temos que nos preocupar com segurança”, afirmou. Além disso, Cristina apontou que a mudança de cultura por parte do próprio cidadão é parte fundamental do processo: quanto mais precisas forem as informações preenchidas nos sistemas públicos, mais embasada será a tomada de decisão estratégica da gestão municipal. “É uma filosofia que muda tanto dados, sistema, cidadão e assim por diante”, resumiu.

Cristiano Pedrino destacou que entre os sistemas apontados como prioritários para integração estão o E-SUS, usado na área da saúde para registrar atendimentos, vacinações, visitas domiciliares e consultas; o sistema de Educação, com dados de escolas, alunos, professores e notas; o Cadastro Imobiliário, com informações sobre imóveis, terrenos e tributos; além do ERP municipal (usado em recursos humanos, compras e contabilidade), o sistema de dispensação de medicamentos nas farmácias públicas e o mapeamento urbano para aprovação de projetos.

“Atualmente, 41,6% dos sistemas usados pela Prefeitura de São Carlos são geridos internamente pela área de TI, 30,7% são sistemas externos ou hospedados em nuvem, e 27,7% estão obsoletos ou abandonados, o que reforça a necessidade de um esforço de integração e modernização”, disse.

Entre os principais desafios do projeto, a equipe elencou a interoperabilidade entre sistemas de diferentes secretarias, a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a criação de mecanismos de segurança da informação, a interligação de dados para desburocratizar processos internos e o fortalecimento da tomada de decisão baseada em evidências.

Questionada sobre os efeitos práticos do IntegraSanca para os moradores de São Carlos, Cristina Aguiar explicou que o projeto une os esforços da universidade, como centro de pesquisa, aos da Prefeitura, como órgão público, para devolver à população uma plataforma integrada que unifique os diferentes sistemas municipais. “O cidadão vai poder, por exemplo, ter serviços melhores”, disse.

Entre os exemplos citados pela pesquisadora está a possibilidade de a Prefeitura identificar, com base em dados, áreas prioritárias para a instalação de uma UPA, o direcionamento de médicos para determinados postos de saúde, a distribuição de medicamentos e até a definição de bairros que precisam de novas escolas, conforme o número de crianças em idade escolar na região. “É um retorno direto para a população, para facilitar a vida populacional”, afirmou.

Cristina também citou a possibilidade de notificações automáticas para lembrar cidadãos de consultas médicas agendadas, o que poderia reduzir o índice de faltas e, consequentemente, diminuir o tempo de espera nas filas do sistema de saúde municipal, um dos gargalos identificados pela equipe em levantamento preliminar. Segundo dados apresentados na palestra, referentes a um período de três meses, dos 157.182 agendamentos registrados no sistema de saúde, a taxa de comparecimento foi de apenas 55,2%, com uma taxa de falta (absenteísmo) de 29,9%.

A pesquisadora ressaltou que os benefícios do projeto devem alcançar todos os atores envolvidos na gestão pública municipal. “Vai ser um projeto desafiador, mas que a gente espera que tenha um retorno rápido, algumas coisas a gente pode fazer mais rapidamente, nem todas, mas muitas a longo prazo. Aos poucos, o cidadão pode ir percebendo que, pouco a pouco, vai melhorando os serviços que a Prefeitura vai oferecendo”, concluiu. 

O IntegraSanca está estruturado em torno de seis eixos: integração de dados, inteligência artificial, segurança e privacidade, capacitação de recursos humanos, inclusão e acessibilidade e fortalecimento do ecossistema de inovação local. O projeto também prevê parcerias entre universidade, prefeitura, setor privado e sociedade civil, além de conexões com uma rede mais ampla de instituições acadêmicas e tecnológicas, como UFSCar, ITA, UFAL, UFMG, IFSP, além de órgãos como a Embrapa e o Parque Tecnológico de São Carlos (ParqTec).

A liderança científica do projeto é da professora Kalinka Branco, pesquisadora responsável perante a Fapesp e pela área de cibersegurança, ao lado de Cristina Aguiar, Adenilso Simão (Engenharia de Software) e Ricardo Cerri (Inteligência Artificial). Pela Prefeitura, o projeto é conduzido por Cristiano Pedrino, responsável pela área de Tecnologia e Dados, com apoio de Anderson Escarabelo e da secretária de Gestão Pública e Integração Governamental, Laurie Lubek.

SÃO CARLOS/SP - Estar onde a indústria está, aproximar empresas e fortalecer o setor para tornar toda a região mais competitiva. Com essa proposta, o Ciesp São Carlos realiza nesta quinta-feira (27), a Expo Ciesp Experience (ECX), na Sede Social do São Carlos Clube. A programação começa às 9h30 e segue até as 20h, reunindo exposição de indústrias, conteúdo técnico, inovação, relacionamento e debates sobre os desafios que estão redesenhando o setor.

Empresas de diferentes portes estarão reunidas na exposição, representando os setores metal-mecânico, indústria médica, eletroeletrônico, máquinas e equipamentos e agronegócio. A proposta é criar um espaço de aproximação entre indústrias da região, fornecedores, parceiros, instituições e profissionais ligados ao setor produtivo.

Para o diretor titular do Ciesp São Carlos, Paulo Giglio, o encontro parte de uma visão que vai além da apresentação de produtos e serviços. “A indústria precisa estar próxima, trocar experiências e conhecer o que outras empresas estão fazendo. Nem toda conversa precisa resultar em um negócio naquele momento para ter valor. Quando as empresas participam, se conhecem e se aproximam, fortalecemos todo o setor. Uma indústria forte contribui para uma região cada vez mais competitiva”, afirma.
 

Da inovação aos desafios das lideranças

Ao longo do dia, a visitação aos expositores será intercalada com atividades voltadas a diferentes desafios da indústria. Às 10h30, a programação terá o conteúdo do Senai “Construindo a Esteira de Captação da sua Indústria”, com uma abordagem prática para mostrar como as empresas podem identificar desafios, captar oportunidades e se conectar a startups, tecnologias e parceiros. A proposta é que os participantes possam começar a estruturar um modelo aplicável à realidade de suas próprias empresas.

A partir das 14h, o Encontro de Negócios Sebrae aproxima a indústria do ecossistema de inovação e tecnologia. A atividade contará com pitches de startups, apresentação de negócios, tecnologias e soluções e o lançamento do Ideathon para a Indústria, iniciativa voltada à geração de ideias e ao desenvolvimento de soluções para desafios do setor industrial.

A programação também terá participação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), às 17h, que vai mostrar as possibilidades de parceria entre universidade e empresas. E a partir das 18h30, executivos de grandes indústrias estarão reunidos no Visão 360° – As decisões que estão redesenhando a indústria.

O encontro propõe uma conversa sobre temas que hoje fazem parte da agenda das lideranças industriais, como competitividade, produtividade, inovação, atração de talentos, sustentabilidade e as transformações econômicas e tecnológicas. Participam do debate Marinelson Cavallaro, gerente de Divisão de Controladoria, Tributário e Contabilidade da Faber-Castell, e Alberto Ligabó, CEO da Margirius. A mediação será da jornalista Suzana Amyuni.
 

Indústria presente

A Expo Ciesp Experience integra o São Carlos Experience (SCX), evento que reúne tecnologia, inovação, arte, gastronomia e diferentes experiências durante cinco dias na cidade. Para o Ciesp, a realização da ECX dentro dessa programação também representa uma oportunidade de mostrar à sociedade a diversidade e a importância da indústria instalada na região.

“A indústria gera empregos, renda, tecnologia e desenvolvimento. Queremos que as próprias empresas reconheçam a força que têm quando estão juntas e que a sociedade também possa conhecer mais de perto quem produz e transforma a nossa região”, completa Giglio.

A visitação à Expo Ciesp Experience é gratuita e aberta ao público.
 

SERVIÇO

Expo Ciesp Experience – ECX
Data: 27 de agosto de 2026 (quinta-feira)
Horário: das 9h30 às 20h
Local: Sede Social do São Carlos Clube
Programação completa:Link

SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, abriu oficialmente a 3ª edição do São Carlos Experience, apresentando um balanço da rede de parcerias que a Prefeitura vem construindo com a UFSCar, a USP, a Embrapa e órgãos federais nos últimos anos, e que ajuda a explicar por que a cidade se consolidou como referência nacional em inovação.

O São Carlos Experience reúne centenas de atividades em cinco dias, unindo universidades, poder público, empresas e comunidade em torno de um mesmo objetivo: mostrar o que a cidade produz em inovação e compartilhar isso com quem está de fora. “É difícil explicar o que é o São Carlos Experience porque é muita coisa, mas, resumindo, é um evento feito de centenas de eventos”, descreve Daniel Moreira, organizador da iniciativa. Segundo ele, a proposta vai além da vitrine tecnológica: “A gente une tudo isso com arte, cultura e gastronomia, colocando diferentes experiências no mesmo lugar. É uma iniciativa para dar acesso, democratizar o conhecimento, provocar reflexões e gerar ações para um futuro mais justo, mais saudável e mais sustentável”.

Entre os dados trazidos por Netto Donato, ganhou destaque o investimento de R$ 19,6 milhões em cinco anos, via Fapesp, nos Centros de Ciência para o Desenvolvimento, que reúnem o IntegraSanca, projeto de inteligência artificial para gestão pública coordenado pela professora Kalinka Castelo Branco (ICMC-USP), e o SHQV (Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida), parceria com o SAAE coordenada pelo professor Emanuel Carrilho (IQSC-USP) para análise de esgoto voltada à saúde pública.

O prefeito também apresentou a meta de 3.763 procedimentos mensais do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), implantado com recursos do PAC do Governo Federal em uma estrutura de 4.100 m² na Unidade Saúde Escola da UFSCar, e o impacto de 6.391 estudantes da rede municipal atingidos pelo projeto “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP).

Netto Donato citou ainda projetos na área de segurança e clima, como o sistema do ICMC-USP, coordenado pelo professor Luís Gustavo Nonato, que usa inteligência artificial e aprendizado de máquina para prever regiões com maior probabilidade de crimes cruzando dados urbanos e climáticos — ligado ao CeMEAI e ao NInDa, núcleos de pesquisa sediados na cidade —, e o projeto de drones contra incêndios da EESC-USP, coordenado pelo professor Glauco Caurin, que equipa aeronaves com sensores de gases e IA para detectar queimadas em parceria com a Defesa Civil e a Secretaria de Meio Ambiente.

Completaram o balanço apresentado pelo prefeito o Grupo de Trabalho em Mudanças Climáticas, criado pela Prefeitura em 2026 com a UFSCar, a USP e a Embrapa para traçar um plano de adaptação diante do risco de um super El Niño; o convênio entre a USP e o Ministério das Cidades para apoiar municípios na elaboração de Planos Municipais de Redução de Riscos — que já utiliza até barco-drone para mapear áreas de difícil acesso —; e o convênio de saúde firmado em 2025 entre a UFSCar e a Prefeitura, com vigência de cinco anos, que amplia o atendimento pelo SUS e forma profissionais de medicina, enfermagem, psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia.

Para o secretário de Cidade Inteligente e Transparência, Mateus de Aquino, esse tipo de balanço tem um papel que ultrapassa a fronteira do município. “É uma oportunidade para compartilhar a tecnologia, os conhecimentos científicos, não só para o público que é da área, mas também para toda a população de São Carlos”, afirma. Ele destaca ainda o objetivo de engajar quem normalmente não acompanha esse universo: “Vender as experiências de São Carlos para o público interno, para o público que às vezes não consegue ainda ter o tato de conhecer o cenário de inovação que é São Carlos. É para engajar todo mundo, quem está dentro e quem está fora”.

Na educação, o prefeito destacou o projeto “Cidade que Educa”, que já catalogou mais de 190 praças para revitalização, e a iniciativa “Ciência para Todos”, do Instituto de Física de São Carlos (USP), que leva tecnologias imersivas a escolas e museus.

Se a ciência e a tecnologia dão o tom técnico ao evento, a cultura entra como elemento de conexão entre as pessoas. “Esses eventos são um temporal de ideias, com muitas experiências e iniciativas interessantes que outros municípios, outras cidades e diferentes grupos apresentam. E cultura é justamente isso: troca, interação e experiências múltiplas entre diferentes atores”, avalia o secretário de Cultura e Turismo, Leandro Severo, que destaca a presença de representantes da Secretaria de Estado da Cultura, do Ministério da Cultura e de secretarias de Turismo de outras regiões na programação.

Representando o Ministério da Cultura, Tião Soares, diretor nacional das Culturas Tradicionais e Populares, disse ter ficado surpreso com a forma como o evento integra os dois universos. “Fiquei bastante entusiasmado e surpreso pela inovação de um evento que agrega o eixo principal, que é a cultura também. Acho que nosso verdadeiro patrimônio cultural são as pessoas. E a inovação tecnológica também é parte da nossa compreensão de cultura mais abrangente”, afirmou.

Para o prefeito de São Carlos, Netto Donato, “São Carlos mostra, com este evento, que ciência, tecnologia e cultura não são mundos separados. Eles se encontram para transformar a vida das pessoas e projetar nossa cidade como referência nacional em inovação e qualidade de vida”, disse.

EUA - A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, apagou evidências sobre assédio e exploração sexual de menores "em mais de uma ocasião", disse Jason Sattizahn, ex-pesquisador de integridade e segurança da unidade de realidade virtual da big tech.

O testemunho de Sattizahn faz parte de uma ação contra a big tech nos Estados Unidos por práticas abusivas com o objetivo de viciar usuários jovens. Segundo Sattizahn, houve ordem direta para exclusão de "rastros documentais" que colocassem as marcas em risco.

A empresa rejeita as acusações dos 29 estados americanos que integram o processo. "Pesquisas não mostraram uma ligação clara entre o uso de redes sociais por adolescentes e a falta de bem-estar", afirmou o advogado da companhia Paul Schmidt.

Segundo depoimento de Sattizahn, publicado no último dia 18, a Meta começou a tratar as investigações sobre danos ligados às redes sociais "como riscos para a marca", desde o vazamento de relatórios internos no fim de 2021 pela delatora Frances Haugen.

Na época, vazaram estudos internos com conclusões sobre efeitos nocivos das redes sociais na saúde mental de adolescentes.

Nos documentos internos entregues à corte do estado do Novo México, a companhia disse que mantinha um trabalho de pesquisa de ponta para identificar problemas relevantes. "É desanimador ver esse trabalho tirado de contexto e usado para a construção de uma narrativa falsa", disse a big tech.

Embora a Meta tenha afirmado que continuaria com as investigações sobre danos a crianças, Sattizahn afirmou que a empresa começou a impor uma série de barreiras ao seu trabalho. Qualquer pesquisa sobre verificação de idade passou a envolver "forte interferência do time jurídico".

A política sistemática de supervisão jurídica criou um "funil de manipulação", afirmou o ex-funcionário. "A presença obrigatória de advogados em todas as fases da investigação científica servia para silenciar os cientistas, e os relatórios eram rotineiramente alterados."

Segundo o pesquisador, os usuários com idades entre 13 e 17 anos foram classificados como público sensível. "Se um estudo científico pretendesse recrutar voluntários dessas faixas etárias, ou se houvesse uma suspeita razoável de que eles pudessem estar presentes no grupo de teste, a pesquisa sofria limitações severas sobre o que se podia perguntar ou registrar", afirmou.

Sattizahn disse que ele mesmo recebeu ordens para apagar dados de investigações sobre assédio e exploração sexual de menores nas plataformas da empresa. Quando ele registrava um relato na Alemanha, onde estava alocado em março de 2023, de uma mãe e seu filho, de menos de dez anos, sobre assédio direcionado à criança e solicitações de fotos nuas, houve uma interrupção por ordem da chefia.

"A minha gerente direta e uma advogada da Meta me ordenaram explicitamente que apagasse e eliminasse de forma absoluta todos os dados recolhidos sobre os danos sexuais sofridos por menores naquele estudo", relatou o ex-funcionário. Foi essa situação que o fez buscar as autoridades.
O relato do ex-funcionário é central para o argumento da acusação de que a big tech promove publicamente esforços de segurança enquanto internamente oculta riscos para os consumidores.

A Meta contestou a legalidade do depoimento de Sattizahn com o argumento de que as comunicações entre a empresa e seus advogados estão sob sigilo. As funcionárias envolvidas no caso disseram que as recomendações ao pesquisador visavam garantir o respeito às leis locais de proteção de dados e às políticas de privacidade da própria plataforma.

Reportagem recente da revista Wired mostrou que as imagens de abuso sexual infantil não só persistem, mas também foram disseminadas por aplicativos de IA que tiram as roupas das pessoas sem consentimento. O TTP (Tech Transparency Project, Projeto para Transparência Tecnológica) identificou mais de 50 anúncios em imagem e vídeo com esse tipo de abuso, segundo a publicação especializada.

A entidade confirmou o trabalho à reportagem e disse que já enviou os conteúdos criminosos às autoridades.

Para a diretora do TTP Katie Paul, o material contradiz o esforço da big tech para se promover como um lugar seguro para menores de idade, com ferramentas de proteção como "as contas de adolescente".

Paul menciona como exemplo as ações publicitárias da empresa com influenciadores. A empresa diz que trabalha com influenciadores "há anos" e divulga suas ferramentas de segurança por exigência regulatória.

"Se a Meta está revisando, aprovando e fazendo dinheiro com anúncios que colocam crianças em perigo, isso torna mais difícil para que a empresa argumente que é capaz de proteger meninos e meninas", afirmou a diretora.

A Meta removeu os conteúdos ainda no dia 5 de agosto, após contato da Wired. "A maioria desses anúncios teve alcance mínimo e muitos deles foram desativados antes que a revista os enviasse. Muitos desses anúncios também são anteriores à nossa tecnologia de IA [inteligência artificial] mais recente para detecção de violações já no upload", disse a empresa em nota.

De acordo com o comunicado, a Meta removeu, no ano passado, mais de 36 milhões de publicações com referências à exploração sexual de menores, além de ter mobilizado esforços contra apps de remoção de roupas.

Também em depoimento no caso dos 29 estados americanos contra a Meta, o ex-diretor de engenharia Arturo Béjar afirmou que a diretriz interna da big tech era "priorizar lucros em vez de segurança no design das plataformas".

Em conferência com acionistas no último dia 29, o CEO da big tech, Mark Zuckerberg, disse que monitora riscos legais e regulatórios que podem causar impacto significativo nos resultados financeiros da companhia.

"Seguimos observando escrutínio em relação a pautas ligadas a jovens em diversos mercados, com diversos julgamentos sobre o tema agendados para este ano nos EUA, os quais podem resultar em perdas materiais", afirmou Zuckerberg.

Ele fez referência também ao veto ao Instagram e ao Facebook em diversos países. O tema também está em pauta no Congresso brasileiro, no projeto de lei nº 94 de 2026, em tramitação na Câmara dos Deputados.

 

 

por Folhapress

SÃO CARLOS/SP - São Carlos recebe, a partir da próxima quarta-feira (26/08), mais uma edição do São Carlos Experience (SCX) 2026, um dos principais festivais de inovação do país. Com apoio da Prefeitura Municipal de São Carlos, o evento acontece até domingo (30/08) e reúne centenas de atividades itinerantes, simultâneas e sequenciais, distribuídas por diferentes espaços da cidade.

Durante cinco dias, São Carlos, reconhecida como Capital Nacional da Tecnologia, será palco de uma programação que conecta inovação, tecnologia, ciência, arte, cultura, gastronomia, empreendedorismo e sustentabilidade. A proposta é aproximar conhecimento, negócios e experiências de diferentes públicos, promovendo conexões e oportunidades.

A programação inclui palestras, workshops e oficinas com temas como inteligência artificial aplicada aos negócios, gestão de pessoas, políticas públicas, inovação, sustentabilidade, crise climática, automação, finanças inteligentes, estratégias de negócios, empreendedorismo feminino, startups, negócios no mundo digital, futuro das carreiras de tecnologia da informação e agentes inteligentes.

Além dos conteúdos técnicos e de negócios, o festival também contará com uma programação cultural e de entretenimento, com oficinas de plantio e pintura de vasos, fotografia, poesia, música, games, experiências gastronômicas, atividades esportivas e de qualidade de vida, shows e intervenções artísticas.

O São Carlos Experience será realizado em diferentes pontos da cidade, transformando São Carlos em um grande espaço de experiências, conhecimento e inovação. Entre os locais que receberão atividades estão a Praça Coronel Salles, São Carlos Clube, ADN, Museu Mário Tolentino, SESC, Wikilab e Onovolab. A Praça Coronel Salles concentrará a maior parte das atividades.

A maioria das inscrições das atividades do SCX são gratuitas e é voltada para empreendedores, estudantes, pesquisadores, artistas, gestores, chefs, para todo tipo de pessoa curiosa e criativa.

Nas últimas edições, o SCX reuniu mais de 14 mil participantes, 400 palestrantes, representantes de 18 estados, mais de 150 instituições e 105 startups conectadas, consolidando o evento como um importante espaço de integração entre ciência, tecnologia, empreendedorismo e cultura.

A organização orienta que as atividades possuem capacidade máxima de participantes, de acordo com a estrutura e disponibilidade de cada espaço. O acesso às palestras, workshops, painéis e demais conteúdos será realizado por ordem de chegada, conforme a disponibilidade de vagas no momento da entrada.

A programação completa, com informações sobre os locais e horários das atividades, inscrições, está disponível no site oficial do evento, que pode ser acessado pelo link https://saocarlosexperience.com/.

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