PEQUIM - Os Estados Unidos frequentemente enviam navios e aeronaves ao Mar da China Meridional para "flexionar seus músculos" e isso não é bom para a paz, disse o Ministério das Relações Exteriores da China na segunda-feira, depois que um grupo de porta-aviões dos EUA navegou para a disputada hidrovia.
O estratégico Mar da China Meridional, por meio do qual trilhões de dólares em fluxos comerciais a cada ano, há muito é um foco de contenção entre Pequim e Washington, com a China particularmente irritada com a atividade militar dos EUA naquele país.
O grupo de porta-aviões norte-americano liderado pelo USS Theodore Roosevelt e acompanhado por três navios de guerra, entrou na hidrovia no sábado para promover a “liberdade dos mares”, disseram os militares americanos, poucos dias depois de Joe Biden se tornar presidente dos Estados Unidos.
“Os Estados Unidos freqüentemente enviam aeronaves e navios ao Mar da China Meridional para exercitar seus músculos”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, a repórteres, em resposta à missão dos EUA.
“Isso não conduz à paz e estabilidade na região.”
A China tem se queixado repetidamente de navios da Marinha dos EUA chegando perto das ilhas que ocupa no Mar da China Meridional, onde Vietnã, Malásia, Filipinas, Brunei e Taiwan têm reivindicações concorrentes.
O grupo de porta-aviões entrou no Mar da China Meridional ao mesmo tempo em que Taiwan relatou incursões de jatos da força aérea chinesa na parte sudoeste de sua zona de identificação de defesa aérea, gerando preocupação em Washington.
A China não comentou o que sua força aérea estava fazendo e Zhao encaminhou as questões ao ministério da defesa.
Ele reiterou a posição da China de que Taiwan é uma parte inalienável da China e que os Estados Unidos devem obedecer ao princípio de “uma China”.
O presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, visitou uma base de radar no norte da ilha na segunda-feira e elogiou sua capacidade de rastrear as forças chinesas, disse seu gabinete.
“Desde o ano passado até agora, nossa estação de radar detectou cerca de 2.000 aeronaves comunistas e mais de 400 navios comunistas, permitindo-nos monitorá-los e afastá-los rapidamente e proteger totalmente o mar e o espaço aéreo”, disse ela aos oficiais.
O novo governo de Biden diz que o compromisso dos Estados Unidos com Taiwan é “sólido como uma rocha”.
Os Estados Unidos, como a maioria dos países, não têm laços diplomáticos formais com Taiwan, mas são o mais importante financiador internacional da ilha democrática e o principal fornecedor de armas, para raiva da China.
*Reportagem de Cate Cadell / REUTERS
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal declarou luto oficial por três dias em homenagem ao comunicador e empresário Gerson Edson Toledo Piza, falecido neste último domingo (24) em São Carlos, aos 74 anos. A decisão foi oficializada mediante portaria baixada pelo presidente do Legislativo, vereador Roselei Françoso (MDB).
A Câmara Municipal enfatiza que Toledo Piza, o “Juquita”, era “Cidadão Benemérito de São Carlos” e dedicou grande contribuição ao desenvolvimento do município como radialista, empresário e diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.
São-carlense, filho de Eugênio Toledo Piza e Conceição Vono Toledo Piza, ainda na adolescência Gerson se apaixonou pelo radialismo, ao lado do irmão Geraldo Eugênio. Trabalhou como operador de áudio na Rádio Progresso de seu tio Leôncio Zambel e participou também de transmissões esportivas. Ainda na Progresso, apresentou os programas Voz Sertaneja e Prelúdio à Noite São-carlense.
Seguiu-se a parceria com Geraldo Eugênio na empresa Topiza e, mais tarde, na Topmaster e na Intersom FM , emissora inaugurada em 1982, em parceria também com seu irmão Marco Antonio Fernandes. “Juquita” foi o criador do Jornal da Intersom e do Intersom Debates, programas veiculados até o ano de 2019.
Formado na Escola de Biblioteconomia de São Carlos, foi casado com Sonia Machado Toledo Pizza (falecida), tendo as filhas Maria Beatriz Toledo Piza de Camargo Marques e Maria Elisa Machado Toledo Piza e os netos Joaquim Eugênio e João Otávio.
“Seu passamento consterna e enluta a população de São Carlos representada pela Câmara Municipal, que reverencia a memória de um cidadão exemplar que prestou relevantes serviços ao município”, afirma a Portaria do Legislativo.
Em nota, o presidente da Casa, vereador Roselei Françoso, enfatizou que recebeu a notícia “com imenso pesar”. “Juquita foi um conhecedor e entusiasta dos assuntos locais e deixará seu nome na história são-carlense”, destacou ao manifestar condolências à família e amigos do comunicador.
O velório acontecerá a partir das 10h desta segunda-feira (25), na sala das sessões da Câmara Municipal, em cerimônia restrita e seguindo todos os protocolos sanitários para evitar a disseminação da Covid-19.
SÃO CARLOS/SP - Preocupado com o atendimento à Saúde, em especial, no momento em que a cidade apresenta aumento expressivo no número de casos de Covid-19, o vereador Lucão Fernandes (MDB) encaminhou ofício solicitando informações à Secretaria Municipal de Saúde, bem como, ao Hospital Universitário da UFSCar, Santa Casa de Misericórdia e Unimed São Carlos, que atuam na linha de frente no combate ao Coronavírus.
Lucão relata que além do aumento de casos, a capacidade dos leitos UTI/SUS atingiu índices altíssimos de 85,7%, o que foi amplamente divulgado pela imprensa.
“Diante de tudo o que está acontecendo, há uma grande preocupação quanto à prestação do serviço de saúde em São Carlos, serviço este que é essencial e importantíssimo frente à pandemia que estamos passando e o receio de nossa rede de atendimento entrar em colapso torna-se real”, explica.
O parlamentar lembrou o que vem ocorrendo em Manaus, onde a falta de oxigênio e insumos nas unidades de saúde, acabou ceifando a vida de muita gente. “Isso gerou uma grande comoção, consternação e preocupação em todo o mundo. Uma catástrofe até então inimaginável”, afirmou.
Entre as informações solicitadas, Lucão quer saber se há acompanhamento diário e se houve aumento no consumo de oxigênio durante o período da pandemia.
“Precisamos saber se há estoque de oxigênio para as unidades de saúde da nossa cidade e provisionamento futuro, tendo em vista que os casos continuam aumentando”, relatou. “Não podemos vivenciar em São Carlos, o que aconteceu em Manaus”, completou.
Além do oxigênio, o parlamentar questiona qual a atual situação dos insumos [materiais e medicamentos] para a assistência dos pacientes de Covid-19. “Diante do aumento no consumo desses insumos, queremos saber se o fornecimento atual será capaz de suprir o avanço da demanda e o que tem sido feito para que não ocorra a falta de oxigênio, insumos e medicamentos, em especial, nas nossas unidades públicas”, afirmou.
Outra preocupação é em relação aos leitos. “Há condições de ampliação dos leitos? Existem profissionais de saúde suficientes para atuar junto aos novos leitos, caso estes sejam criados?”, indagou o parlamentar.
Lucão ressalta que o questionamento tem o único objetivo de traçar um raio-X atual da situação de enfrentamento à pandemia e de colocar seu mandato à disposição para buscar apoio junto aos governos, caso haja a necessidade.
“Todos sabem que uma das minhas principais bandeiras sempre foi a saúde e eu não poderia cruzar os braços nesse momento em que essa pandemia tem aumentado e nos assustado demais. Continuaremos atuando e dando total apoio aos profissionais de saúde, que estão colocando suas vidas em risco para salvar a nossa população”, finaliza.
SÃO CARLOS/SP - Na primeira sessão ordinária do ano, a Câmara Municipal de São Carlos realiza nesta terça-feira (26) a composição das comissões temáticas permanentes que funcionarão no período 2021-2022. Presidida pelo vereador Roselei Françoso (MDB), novo presidente da Casa, a sessão terá início às 15 horas.
As Comissões Permanentes (CP) são formadas por três vereadores, sendo um presidente, secretário e membro, e têm a tarefa de analisar e dar parecer nos processos de projetos de lei antes de serem votados em plenário, além de apreciar outros assuntos e submetidos ao seu exame. As comissões ainda poderão diligenciar junto às dependências, arquivos e repartições municipais, de acordo com solicitação do Presidente da Comissão, para realizar qualquer providência necessária ao desempenho de suas atribuições.
Cada uma das Comissões possui competências de matérias específicas, descritas no Regimento Interno da Câmara, e são denominadas da seguinte forma:
I - Legislação, Justiça, Redação e Legislação Participativa;
II - Economia, Finanças e Orçamento;
III - Urbanização, Transportes e Habitação;
IV - Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia;
V - Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Relações do Trabalho;
VI - Saúde e Promoção Social;
VII - Meio Ambiente;
VIII - Direitos da Pessoa com Deficiência;
IX - Ética e Decoro Parlamentar.
Comporão as Comissões Permanentes vereadores nomeados pelo presidente da Câmara Municipal, por indicação dos líderes de bancadas dos partidos, observada sempre a representação proporcional partidária e garantindo a qualquer partido a participação em pelo menos uma CP, conforme descrito no Regimento Interno.
Se não houver consenso, a escolha será feita por votação. Cada vereador vota em três nomes para cada Comissão e são eleitos os mais votados, considerando também a representação proporcional partidária previamente fixada.
Em virtude das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, a sessão plenária desta terça-feira (26) não será aberta ao público em geral. É possível acompanhar a transmissão ao vivo do evento pela Rede Alesp (NET Canal 8) e pelo site (camarasaocarlos.sp.gov.br), Youtube (youtube.com/user/
SÃO CARLOS/SP - O vereador Ubirajara Teixeira – Bira (PSD) sempre colaborou com ações sociais e busca ajudar as entidades da cidade de São Carlos. Com o objetivo de conhecer e colaborar com mais uma instituição, o parlamentar, tomando todas as medidas em relação à pandemia do Novo Coronavírus (COVID-19), foi até o Cantinho Fraterno “Dona Maria Jacinta” nesta sexta-feira (22).
Na ocasião, Bira foi recebido pelo presidente da entidade, Luiz Alberto Botega, e pelo coordenador de eventos, José Henrique Biondi, que contaram a história do Cantinho Fraterno. “Quem me conhece sabe das ações sociais com as quais eu colaboro em São Carlos e toda a região e agora como vereador quero expandir ainda mais esse trabalho voluntário e poder contribuir no que estiver ao meu alcance”, disse.
Bira ficou impressionado com o trabalho realizado no Cantinho Fraterno. “A atual diretoria está muito engajada em manter o Cantinho Fraterno e oferece um excelente atendimento aos idosos abrigados”, observou.
Vale ressaltar a importância das doações para que o Cantinho Fraterno continue com o trabalho realizado em São Carlos. “Toda doação é sempre bem vinda desde alimentos, material de higiene pessoal e de limpeza, medicamentos, material de curativo, entre outros”, destacou Botega.
Quem se interessar em colaborar com o Cantinho Fraterno pode fazer a doação por depósito bancário no Banco do Brasil, agência 0295-X, conta corrente 50.000-3, pelo CNPJ 59.620.518/0001-70, ou diretamente na entidade que fica localizada na rua 7 de setembro, nº 1000, no Centro.
Outra forma de colaborar com o Cantinho Fraterno é ir até o bazar, que funciona ao lado da entidade, de segunda-feira a sexta-feira das 9h às 17h e aos sábados das 9h às 12h.
CANTINHO FRATERNO – O Cantinho Fraterno é uma instituição de Longa Permanência para Idosos. Fundada em 5 de março de 1922, é obra unida à entidade filantrópica Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP).
A instituição atende até 40 idosos e atualmente está com 36 moradores. A entidade é mantida por doações de pessoas que colaboram mensalmente ou esporadicamente, e com realização de bingos, que estão suspensos devido a pandemia do Novo Coronavírus (COVID-19), aluguel de imóveis e subvenções municipal, estadual e federal.
O local abriga idosos que, em sua maioria, não possuem família, maiores de 60 anos, ou que vivem em situação de risco.
BRASÍLIA/DF - O procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no sábado (23) abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em relação ao colapso da saúde pública em Manaus. A cidade registrou falta de oxigênio medicinal em hospitais na semana passada.
A demanda por oxigênio hospitalar em estabelecimentos públicos de saúde do Amazonas chegou a superar a média diária de consumo em mais de 11 vezes, o que agravou a situação nos hospitais, principalmente naqueles onde são atendidos pacientes com a covid-19. Centenas de pacientes tiveram que ser transferidos para outros estados.
O pedido de inquérito foi feito após representações formuladas por partidos políticos, que relataram omissão do ministro e de seus auxiliares. A solicitação ao STF cita o documento Relatório parcial de ações – 6 a 16 de janeiro de 2021, datado do dia 17 deste mês, no qual o ministro informa que sua pasta teve conhecimento da iminente falta de oxigênio no dia 8, por meio da empresa White Martins, fornecedora do produto. O Ministério da Saúde iniciou a entrega de oxigênio apenas em 12 de janeiro, segundo as informações prestadas.
“Sustenta existirem indícios de que a pasta comandada pelo representado teria sido alertada com antecedência por uma fornecedora de oxigênio hospitalar de que faltariam, no mês de janeiro de 2021, cilindros com o gás comprimido nos nosocômios da capital do Estado do Amazonas”, argumentou Augusto Aras.
Segundo a petição, em relação às prioridades do ministério em meio à crise, a pasta informou ter distribuído 120 mil unidades de hidroxicloroquina como medicamento para tratamento da covid-19 no dia 14 de janeiro, às vésperas do colapso por falta de oxigênio.
Aras solicita ao Supremo a oitiva do ministro e o envio dos autos para a Polícia Federal, para a adoção das medidas investigativas cabíveis.
Procurado pela imprensa, o Ministério da Saúde informou que aguarda a notificação oficial para posterior manifestação.
Fundo Epidemiológico
Na sexta-feira (22), o Ministério da Saúde informou que o governo federal vai criar um Fundo Epidemiológico para reforçar a imunização contra a covid-19 e frear o avanço da pandemia no estado do Amazonas, em função do colapso no sistema de saúde por causa da disseminação do novo coronavírus.
"O Fundo Epidemiológico foi elaborado em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e destina uma cota das novas doses de vacinas para a região que estiver mais impactada pela pandemia no período analisado. Neste momento, as doses serão destinadas ao Amazonas", informou o ministério, em nota.
Comitê de crise
A pasta montou, em Manaus, um Comitê de Crise – o Centro de Operação de Emergência - em parceria com o governo do estado, e mantém equipes permanentes atuando nos diversos setores do controle da epidemia.
São desenvolvidas ações estratégicas para o enfrentamento da pandemia da covid-19 em Manaus. Entre elas, está a construção de uma enfermaria de campanha, e para isso o ministério vai ampliar em mais 50 o número de leitos clínicos. O ministério também vai enviar mais de 100 profissionais pelo programa Mais Médico Brasil para atuar na cidade e está na linha de frente da logística para o reabastecimento de oxigênio em Manaus, tanto no transporte quanto na requisição e instalação de usinas nos hospitais.
O ministério vai trazer e implantar no estado 12 usinas geradoras de oxigênio, sete delas requisitadas junto a empresas brasileiras e que estão chegando a Manaus. Duas já foram instaladas para atender a Enfermaria de Campanha, que vai ampliar em mais 50 o número de leitos do Hospital Delphina Aziz. As duas usinas têm capacidade para produzir 26 metros cúbicos de oxigênio por hora, suficientes para atender os 50 leitos clínicos da enfermaria de campanha.
A pasta informou ainda que está atuando no deslocamento de pacientes para outros estados brasileiros e apoio na atenção básica na capital amazonense.
*Por Heloisa Cristaldo - Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos tornou público o edital de procedimento licitatório para a contratação de emissora de Rádio para divulgação ao vivo das sessões plenárias, realizadas habitualmente às terças-feiras a partir das 15 horas.
A contratação está prevista no Regimento Interno do Legislativo Municipal (Resolução nº 302 de 2018), que determina que as sessões devam ser gravadas em áudio e vídeo e transmitidas diretamente por emissoras de Rádio, de Televisão e também pela internet, com o objetivo de facilitar o acesso da população ao que é discutido e votado pelos vereadores.
“As sessões da Câmara devem ser assistidas pelo maior número possível de pessoas”, salienta o presidente da Câmara, Roselei Françoso (MDB). “E o rádio é um dos meios mais eficazes ainda, especialmente para as pessoas com menos recursos tecnológicos”, frisa.
De acordo com Roselei, a escolha de uma emissora local por meio da licitação é o caminho que a lei determina. “A licitação é um processo público e aberto a todos os interessados, nossa torcida é para que o maior número possível de emissoras participe”, observa o presidente da Câmara.
O procedimento licitatório será realizado na modalidade Pregão Presencial, do tipo menor preço global, com credenciamento e sessão pública no dia 29 de janeiro.
Poderão participar emissoras de Rádio de Amplitude Modulada (AM) ou de Frequência Modulada (FM) com abrangência no município de São Carlos e que atendam aos demais requisitos de habilitação previstos no Edital (Pregão Presencial nº 001/21, Processo Administrativo nº 085/21).
O Edital completo pode ser obtido no site oficial da Câmara Municipal (www.camarasaocarlos.sp.gov.
MUNDO - O tratado internacional de proibição de armas nucleares, não assinado pelos países que têm armamento atómico, entrou na sexta-feira (22) em vigor, numa concretização saudada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo papa Francisco.
"O tratado representa uma etapa importante no caminho para um mundo sem armas nucleares e demonstra forte apoio a iniciativas multilaterais de desarmamento nuclear", destacou, em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Trata-se do "primeiro tratado multilateral de desarmamento nuclear concluído em mais de 20 anos", acrescentou Guterres, que pediu "a todos os Estados para trabalharem no sentido do progresso da segurança e proteção coletivas".
O documento proíbe a utilização, o desenvolvimento, a produção, os testes, o estacionamento, o armazenamento e a ameaça de uso dessas armas.
É o "primeiro instrumento juridicamente vinculativo a proibir explicitamente essas armas, cuja utilização tem impacto indiscriminado, atinge grande número de pessoas em pouco tempo e causa danos a longo prazo ao ambiente", considerou nesta semana o papa Francisco.
"Encorajo vivamente todos os Estados e todas as pessoas a trabalharem com determinação para promover as condições necessárias a um mundo sem armas nucleares, contribuindo para o avanço da paz e da cooperação multilateral, de que a humanidade tanto precisa hoje em dia", acrescentou.
Também o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Peter Maurer, disse, em comunicado, que esta é uma vitória para a humanidade, destacando a necessidade de atingir o objetivo do tratado: "um mundo sem armas nucleares".
Em 24 de outubro, o tratado, aprovado por uma centena de nações, foi ratificado por 50 países, o que permitiu a entrada em vigor 90 dias depois, ou seja, hoje.
Com os Estados Unidos e a Rússia, que detêm 90% desse tipo de armamento, o mundo conta com nove potências nucleares: China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte.
A maioria desses países defende que os arsenais servem de dissuasão e afirmam aplicar o tratado de não proliferação, que visa a impedir a disseminação do armamento a outras nações.
O tratado de proibição das armas nucleares foi estabelecido por iniciativa da Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (Ican), uma organização não governamental distinguida com o prémio Nobel da Paz em 2017.
O Japão, único país bombardeado com armas nucleares, não assinou o tratado e questionou a eficácia do documento por não ter sido aprovado pelas potências atômicas.
Portugal também não assinou o tratado por considerar que não responde à necessidade de desarmamento e não observa as preocupações de segurança de muitos países, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, em entrevista ao jornal online SeteMargens.
*Por RTP
RIO DE JANEIRO/RJ - As 2 milhões de doses da vacina Oxford-AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), começarão a seguir para os estados na tarde deste sábado (23). Depois de chegar em voo da Emirates no Aeroporto de Guarulhos, às 17h20 da sexta-feira (22), a carga foi transportada em um avião da Azul até a Base Aérea do Galeão, onde chegou às 22h.
O avião foi recebido na pista por um batismo simbólico, com jatos de água lançados em forma de arco pelos bombeiros do Aeroporto Rio-Galeão.
As vacinas prontas foram fabricadas pelo Instituto Serum, na Índia, e eram aguardadas desde sábado (16), mas tiverem atraso no envio por questões internas da Índia.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, recebeu o lote em solo brasileiro, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e das Comunicações, Fábio Faria. Também estavam presentes o embaixador da Índia, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nisia Trindade. Esta última se juntou ao grupo no Rio de Janeiro.
"A encomenda tecnológica prevê 100 milhões de doses para o primeiro semestre. Essas 2 milhões de doses são apenas o início. É o começo do processo. O objetivo do Ministério da Saúde é a vacinação em massa do povo brasileiro. E isso vai nos colocar, rapidamente, no topo da lista do número de vacinados. Com 8 milhões de doses, nós passaremos a ser o segundo país do ocidente que mais vacinou", disse Pazuello, em pronunciamento à imprensa na Base Aérea.
O ministro Ernesto Araújo ressaltou a cooperação e a relação diplomática com a Índia. "Isto aqui é o começo de uma parceria tanto na área farmacêutica quanto em muitas outras áreas com a Índia. País pelo qual temos uma admiração imensa, uma amizade imensa, que agora se consolida ainda mais", disse Araújo.
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Os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, das Relações Exteriores, Ernesto Araujo, o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy, e a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade - Fernando Frazão/Agência Brasil
O embaixador indiano classificou o momento como um dia histórico entre os dois países. "Este dia traz sorrisos e otimismo a muitas pessoas. O Brasil é o primeiro país a receber esta carga e nós estamos muito orgulhosos de fazer parte deste processo. A Índia assegurará vacinas para todos os países e todos os povos", disse Suresh Reddy.
Para a presidente da Fiocruz, a chegada da vacina é uma vitória da ciência. "Neste momento de perdas, ter a vacina é uma esperança que vem da ciência, que vem do Sistema Único de Saúde. É uma vacina com 70% de eficácia e que poderá ser administrada no intervalo de 12 semanas. Isto será muito importante para o nosso sistema de saúde", ressaltou Nísia Trindade.
Da Base Aérea, as vacinas seguiram em caminhões refrigerados para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), para checagem de qualidade e segurança, além de rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português.
Esse processo será feito ao longo da madrugada e da manhã de sábado e será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção. A previsão é de que as vacinas estejam prontas para distribuição para todos os estados brasileiros no período da tarde.
Toda a logística de distribuição ficará sob a responsabilidade do Ministério da Saúde, por meio do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.
Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a chegada das 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford ao Brasil. Ele disse que foram “negociadas pelo Ministério da Saúde e [a vacina já foi] adquirida também por um grande número de países”.
- Recebemos hoje 2 milhões de doses da vacina Astrazeneca/Oxford, vindas da Índia.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) January 23, 2021
- Negociadas pelo @minsaude , e adquirida também por um grande número de países. pic.twitter.com/VIVtE262SZ
*Por Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
ÍNDIA - Um grande incêndio atingiu na quinta-feira (21) o complexo do Instituto Serum, na Índia (SII), o maior fabricante mundial de vacinas. O chefe do instituto, Adar Poonawalla, disse que a produção de imunizantes contra a covid-19 não foi atingida e que não haverá perda de doses da vacina da AstraZeneca por causa do incidente.
Vídeos e fotos da ANI, uma parceira da Reuters, mostraram fumaça negra saindo de um edifício cinza, do complexo gigantesco que sedia o SII em dezenas de hectares na cidade de Pune, no oeste indiano.
"Obrigado a todos por sua preocupação e suas orações", disse Poonawalla, no Twitter.
"Até agora, o mais importante é que não houve perda de vidas ou grandes ferimentos devido ao incêndio, apesar de alguns andares terem sido destruídos".
Ele também afirmou que o instituto tem vários prédios que abrigam a produção de vacinas para lidar com contingências.
O SII está produzindo, por mês, cerca de 50 milhões de doses de uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca, em outras instalações do complexo.
O Corpo de Bombeiros informou que ao menos cinco caminhões foram enviados para combater as chamas no edifício, que uma fonte descreveu como uma "planta de vacina em construção".
Ainda não foi divulgado comunicado sobre a causa do incêndio.
Muitos países de renda baixa e média dependem da entrega das vacinas do SII para enfrentar a epidemia.
A vacina da AstraZeneca já está sendo usada na Índia, e também foi enviada a países como Bangladesh, Nepal, Maldivas e Butão.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) busca importar 2 milhões de doses da vacina de Oxford para a imunização no Brasil, mas a carga ainda não foi liberada pelo governo indiano e é alvo de conversas entre os dois países.
*Por Krishna N. Das, Rajendra Jadhav e Euan Rocha - Repórteres da Reuters
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