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FRANÇA - Um presidente centrista em campanha apesar de ainda não ser candidato, uma direita que ressurgiu e tem opções de voltar ao Eliseu e uma esquerda desintegrada. A França entrou em uma nova fase de uma eleição presidencial que segue aberta marcada para abril.

A três meses da eleição, o presidente Emmanuel Macron, que afirma ter vontade de se apresentar à reeleição, enfrenta desde dezembro a ascensão da candidata da outrora direita governante Os Republicanos (LR), Valérie Pécresse.

A maioria das pesquisas dá uma leve vantagem para Macron no segundo turno, contando com que a presidente da região de Paris consiga passar à frente de seus rivais de extrema direita: a deputada Marine Le Pen e o ex-polêmico Éric Zemmour.

Esses últimos conseguiram impor seus temas favoritos no debate eleitoral - imigração, insegurança, identidade -, mas, no início de 2022, algumas declarações polêmicas de Macron e um surto de casos de covid-19 devolveram a atenção total à pandemia.

"Para os não vacinados, quero muito irritá-los. E vamos continuar fazendo isso, até o fim", admitiu Macron em uma entrevista na terça-feira ao jornal Le Parisien, declarações que disse assumir "completamente" nesta sexta.

Para os observadores, com esta polêmica, o líder liberal tentou chamar a atenção dos defensores da vacinação e impor a questão da pandemia na campanha. Segundo uma pesquisa recente, 47% de franceses aprovam essas declarações.

Esta pesquisa de BVA para RTL e Orange confirma também a imagem das últimas semanas, com Macron na liderança no primeiro turno com 25% das intenções de voto, seguido de Le Pen (17%) e Pécresse (16%), e de Éric Zemmour (12%), um pouco mais atrás.

 

- "Limpeza" -

Para recuperar o impulso consquistado após sua designação em dezembro no marco de eleições primárias da direita, Pécresse relembrou na quinta-feira uma polêmica declaração de Nicolas Sarkozy, ex-ministro do Interior e ex-presidente conservador, sobre a insegurança.

"Vou recuperar o Kärcher [nome de uma marca de lavadoras de pressão] do sótão" para "fazer uma limpeza" de "traficantes de drogas, bandidos criminosos" nos bairros com altos níveis de insegurança.

Com suas declarações, paralelamente a uma visita a dois redutos da extrema direita, a política considerada moderada em seu partido busca reconfortar a ala mais de direita do LR, partido que já viu em 2017 como alguns de seus membros de centro se uniam a Macron.

Tanto Pécresse como Le Pen e Zemmour buscam se impor no bloco de direita para tentar alcançar um lugar na eleição e, para isso, não hesitam em apresentar uma imagem de Macron como alguém autoritário e que não defende os interesses da França.

Sendo assim, o hasteamento da bandeira europeia no Arco do Triunfo, para marcar o início em 1º de janeiro da presidência rotativa francesa da União Europeia (UE), foi classificado por Le Pen como "um atentado à identidade" e um "insulto aos mortos" pela França.

O mandato do presidente liberal, eleito em 2017 com uma imagem de europeísta e reformista, foi marcado, além da pandemia, por um importante movimento de protesto social em 2018 e 2019, os "coletes amarelos".

 

- Primárias de esquerda? -

Quase inaudíveis nos temas de fundo, os candidatos de esquerda e ambientalista estão pressionados para apresentar uma candidatura unitária e tentar voltar ao segundo turno, especialmente quando as pesquisas não dão a nenhum deles mais de 10% das intenções de voto.

A candidata socialista, a prefeita de Paris Anne Hidalgo, que segundo as pesquisas está atrás de seus rivais de esquerda radical Jean-Luc Mélenchon e ambientalista Yannick Jadot, alterou a pré-campanha em dezembro ao defender primárias de esquerda.

Essa ideia foi rejeitada pela maioria dos candidatos dessa tendência, que poderiam aumentar na próxima semana. A famosa ex-ministra da Justiça Christiane Taubira deve anunciar em 15 de janeiro se vai participar da Primária Popular, uma iniciativa cidadã.

A política da Guiana Francesa, território localizado na América do Sul entre Brasil e Suriname, estuda dar este passo, que é quase certo, diante do "beco sem saída" da esquerda na eleição e em uma tentativa de conquistar a aparentemente impossível unidade.

 

 

AFP

SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal, vereador Roselei Françoso (MDB), e o vice-prefeito Edson Ferraz estiveram juntos na manhã desta sexta-feira (7) no Aracê de Santo de Antônio para verificar os estragos causados pelas chuvas de quinta-feira à noite.

Roselei e Edson vistoriaram, primeiro, as lagoas de contenção construídas recentemente e que deveriam servir para evitar os alagamentos das ruas. “Certamente, as lagoas ajudaram a reduzir os danos, mas não foram suficientes”, explicou o presidente.

 “É muito triste verificar esses danos e agora nós temos que colocar a Prefeitura para recuperar os estragos e minimizar os prejuízos”, salientou o vice-prefeito.

 A Secretaria de Serviços Públicos da Prefeitura iniciou no início da manhã as obras de recuperação e desobstrução de ruas e entradas das chácaras. A Defesa Civil, a Secretaria de Segurança Pública e de Agricultura também estão no apoio.

 De acordo com o vereador Roselei, a região do Aracê de Santo Antônio sempre sofreu com o problema de alagamento de suas ruas. “Com a construção das lagoas, imaginávamos que o problema estava solucionado”, lamentou.

 Levantamento da Defesa Civil indicou que choveu 22 milímetros no início das 18 horas desta quinta-feira (7). Guarda Municipal e Defesa Civil trabalharam no atendimento de emergência para evitar acidentes. “Felizmente não registramos nenhum ferido ou acidentes mais graves”, salientou o vereador. 

SÃO CARLOS/SP - O vereador Sério Rocha protocolou na última terça-feira (4) uma Moção de Apelo para que a Prefeitura realize recapes e serviços de “tapa buracos” nos bairros Jardim Gonzaga, Pacaembú, Vila Morumbi, Vila Conceição e Vila Madre Cabrini.

 Rocha esteve pessoalmente na rua Joaquim Antonio Zantut na Vila Madre Cabrini e viu a precariedade do asfalto, com muitos buracos e pedras soltas.

 “A situação que estes munícipes estão vivenciando é uma vergonha! Vi a grande quantidade de buracos, verdadeiras crateras na rua Joaquim Zantut”, destacou Rocha.

 O vereador salienta que já havia feito pedidos para a Prefeitura fazer recape nestes bairros. Aponta inclusive que houve comprometimento dos responsáveis pelos serviços municipais, que estes bairros seriam atendidos dentro de três meses.

 “Ano passado, falei com o secretário municipal de Obras Públicas, que me afirmou que em três meses esta região seria atendida com serviços de recape e tapa buracos, mas o que pude ver é que nada foi feito. Muitas pessoas têm me procurado, quase que diariamente pedindo providências urgentes nas ruas destes bairros. A população não merece este desrespeito”, finalizou Sérgio Rocha.

SALVADOR/BA - Sergio Moro (Podemos), ex-juiz e pré-candidato à Presidência da República, desembarcou na quinta-feira (6) na Paraíba, onde inicia um périplo pelos estados brasileiros com o objetivo de articular palanques e buscar aliados para a sua campanha neste ano.

Moro terá no seu entorno um grupo de parlamentares que se elegeu para Câmara dos Deputados e Senado em 2018 na onda bolsonarista, mas romperam ou se afastaram o presidente Jair Bolsonaro (PL) ao longo da atual legislatura.

O objetivo da visita é iniciar um diálogo com setores da centro-direita e da direita que apoiaram o presidente em 2018, mas estão arrependidos e buscam uma nova alternativa para a eleição presidencial deste ano.

"Tudo isso faz parte de uma construção que está sendo feita com muito diálogo. Moro é uma pessoa equilibrada, inteligente e que tem um norte do que busca para o Brasil", afirma o deputado federal Julian Lemos (PSL), que foi coordenador da campanha de Bolsonaro no Nordeste em 2018.

Lemos rompeu com Bolsonaro há dois anos e tem uma relação de rusgas com os filhos do presidente. Nesta quarta-feira (5) trocou farpas com o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) em uma rede social.

À reportagem ele disse que Bolsonaro se revelou "a maior fraude eleitoral" da história política do país: "Ele decidiu negar tudo que falou e demonstrou ser uma pessoa incompetente para governar a nação".

Sergio Moro cumprirá agendas até sábado (8) nas cidades de João Pessoa, Cabedelo e Campina Grande, três cidades onde Bolsonaro saiu vitorioso nas urnas em 2018.

Ele dará entrevistas para redes de rádio e de televisão locais, participará de encontros com políticos da região. Em Campina Grande, cidade nordestina que historicamente impõe derrotas ao PT, ele terá um encontro com 160 empresários, parte deles antigos apoiadores de Bolsonaro.

O primeiro compromisso em João Pessoa foi uma entrevista à rádio "98 FM Correio". O ex-juiz reiterou o discurso de construção de uma alternativa a Lula e Bolsonaro. E classificou como "muito ruim" o governo Bolsonaro, do qual fez parte como ministro da Justiça e Segurança Pública.

"É um governo que não entregou o que prometeu. Prometeu combate a corrupção, o que você tem foi proteção à família [do presidente]. Prometeu crescimento econômico, o que você tem é estagnação. Prometeu que o PT não voltaria. Foi Bolsonaro que ressuscitou Lula e o PT. Se fosse um governo melhor, não haveria discussão sobre Lula e o PT", disse.

Antes, ao desembarcar no aeroporto de João Pessoa, foi hostilizado por manifestantes que o chamaram de "juiz ladrão", "traíra" e gritaram o nome de Bolsonaro.

A expectativa é que o ex-juiz visite outros estados do Nordeste nos próximos meses com o objetivo de ganhar musculatura em uma região onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem grande capilaridade e o presidente Jair Bolsonaro tem alta rejeição.

Apesar das investidas na região, Moro enfrenta dificuldades para firmar palanques competitivos no Nordeste. ​

Na Bahia, por exemplo, a Podemos faz parte da base aliada do governador Rui Costa (PT) e deve apoiar o senador Jaques Wagner (PT) para o governo do estado.

A União Brasil, partido que surgirá da fusão entre PSL e DEM, negocia nacionalmente uma possível aliança com Moro. Mas na Bahia, o pré-candidato do partido ao Governo da Bahia, ACM Neto, quer distância da disputa nacional e evitará subir no mesmo palanque de um candidato que se opõe frontalmente ao ex-presidente Lula.

A principal aliada de Moro no estado é a deputada federal Dayane Pimentel (PSL), que também fez parte da tropa de choque de Bolsonaro no Nordeste em 2018.

No Ceará, há conversas em curso com o deputado federal Capitão Wagner (Pros), um dos poucos candidatos que teve apoio público do presidente Jair Bolsonaro na campanha municipal de 2020, quando concorreu à Prefeitura de Fortaleza.

Wagner negocia sua migração para a União Brasil, mas enfrenta resistências de setores do DEM cearense que são ligados ao governador Camilo Santana (PT) e ao presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Dirigentes do DEM afirmam que uma possível candidatura de Capitão Wagner ao governo não empolga e que a legenda está focada em ampliar a sua bancada de deputados federais no estado.

Outra opção seria lançar a candidatura ao governo do estado do senador Eduardo Girão (Podemos), outro eleito na onda bolsonarista.

Em meio de mandato no Senado, o senador poderia concorrer ao governo sem sobressaltos, mas teria dificuldade de montar um palanque amplo, já que enfrenta resistências até mesmo entre opositores do governador Camilo Santana.

O problema é semelhante no Rio Grande do Norte, onde o principal aliado de Moro é o senador Styvenson Valentim (Podemos), neófito que foi eleito na onda antipolítica de 2018.

Policial militar, ele era coordenador das blitze da Lei Seca e ganhou popularidade com vídeos nas redes sociais. Foi eleito para o Senado derrotando políticos tradicionais como o ex-senador Garibaldi Alves (MDB) e costuma posar para fotos com uma palmatória de madeira onde está escrito "peia na corrupção".

Apesar de ter um eleitorado fiel, o senador tem dificuldade no diálogo até mesmo entre opositores da governadora Fátima Bezerra (PT), que disputará a reeleição.

Aliados de Moro no Nordeste, contudo, minimizam as dificuldades na formação de palanques: "Sergio Moro é um homem de conversa. Eu diria até que ele está mais adiantado do Bolsonaro estava em sua pré-campanha em 2018", afirma o deputado Julian Lemos.

 

 

JOÃO PEDRO PITOMBO / FOLHA

SÃO CARLOS/SP - Em reunião de trabalho conduzida pelo vereador Lucão Fernandes, presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal na manhã desta quinta-feira (6), foram formalizados encaminhamentos para rearticular a estrutura de atendimento da rede de saúde no enfrentamento da variante ômicron e da síndrome gripal.

Entre as propostas de medidas no âmbito do município, foram apontadas a ampliação de leitos de UTI e enfermagem na Santa Casa e Hospital Universitário, ampliação das testagens com instalação de tenda externa em quatro unidades de saúde da rede municipal, ampliação para atendimento 24 horas do centro de triagem no Ginásio Milton Olaio (a partir da próxima semana), e a possibilidade de implantação de um centro de triagem no bairro Cidade Aracy, entre outras ações.

A formação de uma comissão de representantes de hospitais e o reforço na divulgação de apelo para que as pessoas sejam vacinadas e atendam aos protocolos de prevenção ao contágio da Covid, também estiveram em pauta. Houve ainda sugestão para que as entidades do comércio e indústria (ACISC e CIESP/FIESP) estejam inseridos nas ações para a realização de testes de Covid e conscientização das pessoas para completar  ciclo vacinal.

O encontro no Plenário da Câmara Municipal, contou com presenças de vereadores, do vice-prefeito Edson Ferraz, do secretário municipal de Saúde, Marcos Palermo, do secretário municipal de Planejamento e Gestão, Luís Antonio Panone, coordenador do Comitê Emergencial de Combate ao Coronavírus de São Carlos, de representantes do Conselho Municipal de Saúde, hospitais públicos, privados da cidade e operadoras de planos de saúde (Santa Casa, Hospital Universitário,Unimed, Norden e São Francisco).

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social e da Guarda Municipal, assinou o Termo de Adesão de 65/2021 (SEI nº 16688048) junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e agora faz parte do Programa Brasil MAIS. O extrato da adesão já foi publicado na edição de 24 de dezembro de 2021 no Diário Oficial da União.

O Programa Brasil MAIS prevê ações na área de segurança pública, por meio do acesso a imagens de satélite de alta resolução. O objetivo é promover a aplicação da geotecnologia em apoio às funções de segurança pública, polícia judiciária, administrativa e demais atividades com finalidade e objetivos precípuos relacionados ao Ministério. 

O Brasil MAIS é planejado e desenvolvido por meio de subprogramas, projetos, atividades e ações de Estado de interesse comum dos órgãos e das entidades da pasta, além dos integrantes estratégicos e operacionais do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

De acordo com o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Samir Gardini, com a adesão ao Programa Brasil MAIS e à Rede MAIS, a cidade poderá utilizar plataformas e serviços de acesso a imagens, a dados geoespaciais, a dados estruturados e não estruturados, provenientes do próprio Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), de instituições parceiras ou de contratações.

“Vamos realizar a configuração do ambiente da instituição nas plataformas disponibilizadas pela Rede MAIS. Aguardar o acesso às plataformas e a nossa habilitação e cadastro como aderente e depois participar de ações conjuntas de treinamento, seminários ou outros eventos de capacitação e troca de conhecimentos”, explica o secretário.

A Guarda Municipal será responsável pela integridade e segurança de acesso aos dados e informações compartilhados. A quebra do sigilo das informações disponibilizadas fora das hipóteses expressamente autorizadas poderá acarretar sanções penais, cíveis e administrativas ao infrator, além da exclusão da Rede MAIS.

BRASÍLIA/DF - O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com veto, o projeto de lei que estabelece novas regras para exploração de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. O texto do PL (Projeto de Lei) n° 3.819 foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (6).

A lei veda a “venda de bilhete de passagem”, no caso do serviço de transporte não regular, e determina que os operadores deverão possuir inscrição estadual em todas as unidades da Federação em que pretendam operar.

Também foi mantida a exigência de capital social mínimo de R$ 2 milhões. O texto ainda estabelece que continuará não havendo limite para o número de autorizações para esse serviço regular, mas, além da exceção de inviabilidade operacional, serão incluídos os casos de inviabilidade técnica e econômica.

Após manifestação técnica, o presidente decidiu vetar a proposição que estabelecia que, no caso do transporte rodoviário coletivo interestadual e internacional de passageiros, poderia ser cobrada a taxa de fiscalização da prestação de serviços e de exploração de infraestrutura no valor de R$ 1.800,00 por ano e por ônibus.

"O dispositivo vetado representaria um impacto fiscal negativo, tendo em vista que suprimiria a cobrança da taxa de fiscalização do transporte rodoviário coletivo interestadual e internacional de passageiros, o que acarretaria renúncia de receita sem o acompanhamento de estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro e das medidas compensatórias, inclusive no que tange a Lei de Diretrizes Orçamentárias - 2021", justificou o Planalto.

Protesto contra o PL

O projeto foi aprovado no plenário do Senado em 16 de dezembro. Um dia antes, cerca de 120 ônibus amanheceram estacionados na Esplanada dos Ministérios. Empresários de pequenas empresas diziam temer o fim da concorrência no setor dos transportes e suspensão de 15,4 mil linhas de ônibus.

Eles alegavam que o PL podia sufocar e oligopolizar o setor de transportes, beneficiando apenas as grandes empresas já estabelecidas.

Já para a Anatrip (Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário Interestadual de Passageiros), o projeto de lei vai restabelecer o equilíbrio do setor de transporte rodoviário de passageiros.

“O atual modelo de regulação imposto pela Agência Nacional de Transportes Terrestres [ANTT] está a cada dia mais levando o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros [TRIIP] ao colapso, ao passo que, com as atuais normatizações, as outorgas de prestação de serviço, por intermédio de autorizações, estavam sendo concedidas sem nenhum critério técnico, tanto que o Tribunal de Contas da União [TCU] entendeu por proibir a concessão de novas autorizações por parte da ANTT”, ressalta a Anatrip.

 

 

 

Hellen Leite, do R7

SÃO CARLOS/SP - Em visita a diversos bairros na semana passada, a vereadora Professora Neusa (Cidadania) constatou uma grande quantidade de terrenos tanto públicos quanto particulares com mato alto. A parlamentar cobra providências da Prefeitura para que a situação seja resolvida.

 O que mais chamou a atenção, destacou a vereadora, foi a região do Bicão, onde há um grande número de terrenos em estado de abandono, com mato extremamente alto, e cheios de entulhos. Com as constantes chuvas do mês de janeiro, há uma preocupação por conta do aumento de animais peçonhentos e do mosquito da dengue, gerando a apreensão dos munícipes.

 A Professora Neusa solicita à Secretaria Municipal de Habitação que faça a fiscalização desses espaços e a conscientização de que devem ser devidamente limpos. Caso seja descumprida a notificação da fiscalização e decorrido o prazo disposto, que seja aplicada a multa ao proprietário.

 Do mesmo modo, a parlamentar cobra atitudes emergenciais da Secretaria Municipal de Serviços Públicos em relação aos terrenos públicos, “pois o exemplo e a ação devem principalmente vir do governo”, declarou.

 “Precisamos fiscalizar e cobrar sempre e principalmente dos órgãos públicos a situação que a cidade está enfrentando com os descartes de lixos e resíduos sólidos nestes terrenos. Isso tem se mostrado preocupante em relação a doenças, como a dengue, animais peçonhentos e mais ainda às enchentes, com as quais São Carlos sofre há anos. Atitudes corretas e ações preventivas seriam de suma importância. Saúde e cidade limpa caminham juntas, precisamos agir para tanto!”, afirmou Professora Neusa.

SÃO PAULO/SP - O país mais conhecido no Ocidente como sendo a terra de Borat, o repórter ficcional criado pelo humorista britânico Sacha Baron Cohen, vive uma convulsão violenta e inédita que ameaça a estabilidade da Ásia Central e abre uma nova frente de crise para o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Na quarta (5), manifestantes atacaram prédios públicos e protestaram nas principais cidades do Cazaquistão, incluindo a maior delas, Almati, e a capital, Nursultan (antiga Astana). A residência oficial do presidente do país, Kassim-Jomar Tokaiev, foi invadida e, depois, desocupada. Relatos falam em ao menos oito mortos e centenas de feridos no país.

O país está em estado de emergência, e Tokaiev foi à TV anunciar que pediu assistência militar à Organização do Tratado de Segurança Coletiva, liderada pela Rússia. O movimento abre uma segunda frente de problema para Putin, às vésperas da negociação acerca da crise na Ucrânia, mas também a oportunidade de ampliar seu poder nas antigas periferias soviéticas se solucionar a questão rapidamente.

O governo cazaque caiu, e o premiê renunciou com seu gabinete. Tokaiev anunciou em um pronunciamento anterior que pretende "agir da forma mais dura possível" e mandou cortar a internet e a telefonia celular no país, jogando a nação num limbo virtual.

A queixa nas ruas é contra o preço dos combustíveis, mas a onda de protestos saiu de controle o famoso "não são só R$ 0,20" dos atos de julho de 2013 no Brasil. Não há notícia ainda sobre quem são suas lideranças, o que aumenta especulações conspiratórias ao gosto do cliente: seria uma ação estrangeira contra Putin ou russa para fortalecê-lo?

O governo confirmou que manifestantes, a quem obviamente já chama de terroristas, tomaram o aeroporto de Almati e cinco aviões que lá estavam estacionados, inclusive de companhias estrangeiras não identificadas. A cidade reportou ao menos 200 presos e 190 feridos.

Os atos começaram no domingo (2), na região de Mangistau, onde o GLP (gás liquefeito de petróleo) é o principal combustível de veículos. Na terça (4), eles se alastraram para a maior cidade, Almati, e por todas as áreas do país batendo em Nursultan.

O estopim foi a decisão do governo de liberar os preços do GLP no começo do ano, pegando no contrapé os motoristas que haviam convertido seus carros para rodar com o combustível devido a seu baixo custo em relação à gasolina e ao diesel.

Agora, Tokaiev disse que reverterá a medida, embora pareça tarde. Aí que o problema transborda as fronteiras do país, que com um território equivalente a um terço do brasileiro domina a Ásia Central.

A primeira mesa em que o abacaxi é depositado é a de Putin. O presidente russo, às voltas com a grave crise na qual posicionou tropas para pressionar a Otan a aceitar um acordo que impeça a adesão da Ucrânia ao clube militar ocidental, vê o aliado em apuros.

Não faltam aliados do russo a apontar uma trama do Ocidente para abrir um diversionismo no momento em que está em posição de força na Europa. Paranoia à parte, na prática é isso que Putin enfrentará, mas, se repetir o que fez recentemente, pode até auferir ganhos.

Em 2020, ele foi ao socorro do governo aliado de outra nação ex-soviética da região, o remoto Quirguistão, que enfrentou protestos. Fez o mesmo em relação à mais importante Belarus, na prática subordinando a ditadura de Aleksandr Lukachenko a seu comando político, e mediou um frágil acordo de paz que encerrou a guerra entre Armênia e Azerbaijão.

Por fim, enfrentou um governo pró-Ocidente na Moldova, onde tem interesses e tropas em um território autônomo vizinho, a Transnístria.

Olhando no mapa, todos esses são pontos de transição entre fronteiras russas e os adversários, que antes eram parte do controle de Moscou, seja sob os czares, seja sob o Partido Comunista. Isso explica a obsessão de Putin em manter a estabilidade e a influência nesses locais, perdidos com a desintegração soviética de 1991.

O Kremlin se manifestou, dizendo que espera uma resolução rápida da crise por Tokaiev. O autocrata é um aliado recente e visto como marionete do ditador Nursultan Nazarbaiev, que comandou o Cazaquistão por quase 30 anos.

Em 2019, desgastado por protestos de rua, o ditador passou o cargo para o protegido, mas manteve um posto de "pai da nação" e chefe do influente Conselho de Segurança. Com 81 anos, ainda não falou na crise e foi substituído por Tokaiev no conselho nesta quarta, o que sugere perda de poderes.

Sua sucessão foi vista inclusive como um modelo para Putin quando o russo decidiu mudar a Constituição em 2020, mas ele preferiu deixar em aberto a possibilidade de concorrer a mandatos que podem durar até 2036.

A relação de Putin com a nação centro-asiática de 19 milhões de habitantes, contudo, não é de todo rósea. Em 2014, o presidente sugeriu que o país existia por um "presente do povo russo". Moscou tem no país sua principal base de lançamento de foguetes espaciais, em Baikonur.

E há a questão chinesa. O gigante a leste é a maior potência econômica regional, e fez movimentos de expansão rumo ao Cazaquistão que desagradaram ao Kremlin, integrando o país ao seu projeto de integração de infraestrutura Iniciativa Cinturão e Rota.

De seu lado, Nursultan aproveitou essa disputa para tentar manter uma posição de relativa independência, equilibrando-se entre ambas as potências e ainda cortejando os Estados Unidos, rivais de ambas.

Empresas americanas são líderes entre estrangeiros na exploração do subsolo rico em petróleo e gás do país, responsáveis por 30% da extração em 2019 —ante 17% de firmas chinesas e só 3%, de russas. Desde 2003, para desgosto do Kremlin, o país faz exercícios militares anuais não só com Moscou, mas com a Otan.

Apesar disso, o fluxo de comércio com os americanos ainda é incomparável, dez vezes menor do que os cerca de US$ 19 bilhões registrados entre os cazaques e a Rússia e os US$ 21 bilhões com a China.

Sob a ótica chinesa, a instabilidade é indesejada por outro motivo. O Cazaquistão faz fronteira a leste com a região de maioria muçulmana de Xinjiang, onde os chineses são acusados de genocídio pelos EUA.

Aqui, o jogo diplomático fica evidente. O governo cazaque não aceita as acusações ocidentais, mas também não assina cartas de apoio à China como faz a Rússia. Com efeito, Nursultan é crítica das sanções americanas e europeias contra Putin pela anexação da Crimeia em 2014, mas não reconhece o território como russo.

"Tokaiev é a encarnação desse curso de ação: ele é um sinólogo que estudou no prestigioso MGIMO [o Instituto Rio Branco da Rússia] e forjou sua carreira diplomática na ONU", escreveu o analista uzbeque Temur Umarov, analista do Centro Carnegie de Moscou.

Como em todas as crises no antigo espaço soviético, haverá fatores de influência externa sendo ponderados por Moscou. Mas também a realidade: a inflação está em 9%, a maior em cinco anos, e os juros subiram recentemente a 9,75%. E a internet aumentou o drible à imprensa estatal, elevando a comunicação entre jovens ativistas.

Para o resto do mundo, a instabilidade poderá ter algum efeito na já complexa composição dos preços de petróleo (o país tem a 15ª reserva do planeta) e do gás (12ª reserva), mas a implicação principal agora é geopolítica.

Com a atabalhoada retirada americana do Afeganistão, no ano passado, a Ásia Central vive incerteza com o influxo eventual de radicais islâmicos pela região.

Mesmo antes do pedido de Tokaiev, nem Putin, nem Xi, ora em franca aproximação para enfrentar o Ocidente, deixariam a situação explodir em Nursultan. Em 2021, eles já operaram em torno da crise afegã que viu a volta do Talibã ao poder.

Até por ser um antigo quintal de Moscou, caberá agora ao russo resolver o problema e tentar tirar o máximo de proveito da situação. Dificilmente a neutralidade presumida por Nursultan sobreviverá à crise.

 

 

IGOR GIELOW / FOLHA

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas informa que conforme a Portaria SMGP Nº 001/2022, publicada na edição do Diário Oficial do Município de terça-feira (04/01), iniciou a atualização cadastral dos servidores públicos conforme o que estabelece o Decreto Federal nº 8.373, de 11 de dezembro de 2014, que instituiu o e-Social, que tem como objetivo desenvolver um sistema de coleta de informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias dos mais diferentes setores da economia nacional tais como empresas, órgãos públicos, empregadores domésticos, e outros.

O recadastramento é obrigatório para os servidores públicos da administração direta municipal que estejam em atividade, afastados, licenciados ou cedidos, dos servidores municipalizados e para aqueles que apesar de pertencerem a outros órgãos externos estejam prestando serviços à Prefeitura de São Carlos.

O recadastramento será realizado em duas etapas distintas. Na primeira etapa o servidor deverá fazer prova de vida; na segunda etapa o servidor deverá conferir seus dados pessoais que se encontram armazenados no banco de dados da Prefeitura e, quando necessário, mediante apresentação dos respectivos documentos solicitar as devidas regularizações.

A primeira etapa do recadastramento deverá ser realizada durante o mês de janeiro/2022 de forma online no site da Prefeitura, clicando no link http://servico.saocarlos.sp.gov.br/servidor. Será necessário a apresentação da frente e do verso do Registro Geral - RG ou Registro Nacional de Estrangeiros - RNE, do Cadastro de Pessoa Física - CPF e de identificação fotográfica. A identificação fotográfica corresponde a uma foto do servidor segurando seu RG ou RNE aberto (frente e verso) onde deverão constar o número do documento e a respectiva fotografia.

Os servidores que se encontram em férias durante todo o mês de janeiro/2022 deverão providenciar seu recadastramento no primeiro dia útil após seu retorno.
Já a segunda etapa do recadastramento deverá ser realizada durante o mês de fevereiro/2022, também online, porém em link que ainda será divulgado posteriormente. Para essa etapa os servidores deverão aguardar a convocação da Secretaria Municipal de Gestão de Pessoas, com as devidas instruções.

De acordo com a secretária de Gestão de Pessoas, Helena Antunes, a recusa do servidor ou a não efetivação do recadastramento em qualquer uma das etapas vigentes, ocasionará a suspensão do pagamento até que a situação seja regularizada. “Os documentos apresentados online também poderão ter seus originais solicitados a qualquer tempo para verificação”, explica a secretária. 

Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (16) 3307- 4743, das 9h às 12h e das 14h às 16h.

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