SÃO PAULO/SP - Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,3% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República e Lula (PT) com 49,7%. Os dois estão empatados tecnicamente.
A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-04499/2026 e ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais por telefone, de sexta-feira (16) a domingo (18). A margem de erro é de dois pontos percentuais.
A Nexus informa que, a partir deste levantamento, passa a publicar os percentuais com uma casa decimal e que os dados da série histórica também foram convertidos para uma casa decimal, para permitir a comparação.
Na rodada anterior, divulgada na terça-feira (13), o senador tinha 51,6%, e o presidente, 48,4%. As oscilações ocorreram dentro da margem de erro, e a diferença numérica entre os candidatos passou de 3,2 pontos percentuais para 0,6.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE para contabilizar o placar final no dia do pleito.
Em votos totais, Flávio tem 46,5%, e Lula, 45,9%. Os que dizem votar em nenhum dos candidatos, em branco ou nulo somam 4,7%, e 2,9% não sabem ou não responderam.
Na rodada anterior, divulgada na terça-feira (13), Flávio tinha 47,9% dos votos totais, e Lula, 45,1%, enquanto 4,7% diziam votar em nenhum dos candidatos, em branco ou nulo, e 2,3% não sabiam ou não responderam.
As oscilações da semana passada para esta ocorreram dentro da margem de erro, e a diferença numérica entre os candidatos passou de 2,8 pontos percentuais para 0,6.
O levantamento também mostra que 47,8% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 46,8% dizem o mesmo a respeito de Flávio Bolsonaro.
Para 42,9% dos entrevistados, o governo Lula é ruim ou péssimo. Outros 32,4% o avaliam como ótimo ou bom, e 23,6% o consideram regular. Cerca de 1% não soube ou não respondeu.
Na divisão por categoria, 37,1% avaliam o governo como péssimo e 5,8% como ruim. Já 17,7% o consideram bom e 14,7% o classificam como ótimo.
Em relação à pesquisa anterior, de 13 de outubro, a avaliação ruim ou péssima oscilou de 44,9% para 42,9%, e a ótima ou boa, de 33,8% para 32,4%. Já a avaliação regular subiu fora da margem de erro e foi de 20,2% para 23,6%.
O trabalho do presidente Lula é desaprovado por 48,8% dos entrevistados e aprovado por 47,2%. Outros 4,1% não souberam ou não responderam.
Na última pesquisa divulgada pelo instituto, a desaprovação oscilou 1,1 ponto percentual para baixo (era de 49,9%), e a aprovação, 1,9 ponto para cima (era de 45,3%). O índice dos que não souberam ou não responderam recuou 0,7 ponto percentual (era de 4,8%).
Dos entrevistados, 80,8% dizem ter muito (63,3%) ou razoável (17,5%) interesse no segundo turno da eleição presidencial. Outros 9,3% afirmam ter pouco interesse, e 7,9%, nenhum. Não souberam ou não responderam 1,9%.
Sobre o segundo turno, 92,9% dos entrevistados dizem que vão votar. Desses, 85,9% já decidiram comparecer, e 7,0% provavelmente irão. Outros 5,5% afirmam que não devem ir às urnas ou que vão justificar. Não souberam ou não responderam 1,6%.
Fim da escala 6x1
A pesquisa mostra que 66,2% aprovam o fim da escala 6x1, com jornada legal de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. Outros 26,4% desaprovam, e 7,4% não souberam ou não responderam.
Entre os eleitores de Lula no segundo turno, a aprovação à mudança chega a 91,4%. Outros 5,3% desaprovam o fim da escala 6x1, e 3,3% não souberam responder.
A desaprovação ao fim da escala 6x1 é realidade para 48,6% dos eleitores de Flávio, enquanto 41,1% aprovam. O índice dos que não souberam ou não responderam sobe para 10,3%.
Entre quem aprova a medida, 17,7% afirmam que, com certeza, deixariam de votar em um presidenciável que não apoiasse o fim da escala 6x1. Outros 14,8% ficariam na dúvida, e 62,4% manteriam o voto.
Entre os que desaprovam, o efeito é menor: só 2,8% deixariam, com certeza, de votar em quem apoiasse o fim da escala, e 4,5% ficariam na dúvida. Para 89,2%, a posição do candidato não mudaria o voto.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - As propostas econômicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentam diferenças na condução das contas públicas, na política tributária e nas relações de trabalho.
Enquanto Lula aposta na continuidade do modelo atual, com investimentos públicos, programas sociais e valorização da renda, Flávio defende a redução da estrutura estatal, cortes de despesas e diminuição de impostos e encargos.
Apesar das divergências, as duas campanhas reconhecem a necessidade de enfrentar o crescimento da dívida pública. O principal contraste está nos instrumentos previstos para equilibrar as contas e estimular a atividade econômica.
Resumo das propostas econômicas
Lula
Continuidade com ampliação de investimentos e políticas sociais.
Contas públicas: manter o arcabouço fiscal, controlar o crescimento das despesas e buscar resultados fiscais melhores com crescimento econômico.
Impostos: aprofundar a tributação progressiva, com maior contribuição proporcional das rendas mais altas.
Trabalho e renda: manter a valorização real do salário mínimo e defender a redução da jornada semanal para 40 horas, sem corte salarial.
Investimentos: ampliar infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável.
Programas sociais: manter o Bolsa Família e expandir políticas habitacionais e de combate à fome.
Flávio Bolsonaro
Redução do Estado e contenção mais forte das despesas.
Contas públicas: criar uma nova regra fiscal, com limites para despesas associados à trajetória da dívida.
Gastos públicos: reduzir ministérios, cargos comissionados e despesas administrativas.
Impostos: propor reduções tributárias e simplificação regulatória.
Trabalho e emprego: criar modalidades de contratação com menor custo para empregadores em determinados grupos etários.
Produção: estimular o agronegócio, melhorar a logística, ampliar o armazenamento de safras e apoiar a produção nacional de fertilizantes.
Ajuste fiscal
Lula pretende manter o arcabouço fiscal, mecanismo que estabelece limites para o crescimento das despesas públicas. A estratégia combina controle de gastos, busca por maior arrecadação e crescimento econômico para melhorar os resultados das contas públicas.
A política econômica também prevê investimentos em infraestrutura, reindustrialização, inovação e energia renovável. A avaliação da equipe é que a expansão da atividade econômica pode contribuir para elevar a arrecadação e sustentar políticas públicas.
Flávio Bolsonaro propõe uma nova regra fiscal vinculada à trajetória da dívida e medidas para reduzir despesas administrativas, incluindo a estrutura ministerial e os cargos comissionados. A campanha também defende a simplificação regulatória e a redução de tributos.
Em agosto deste ano, em entrevista à GloboNews, a coordenadora da equipe econômica de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que o plano do candidato prevê mudanças nas regras fiscais para controlar a dívida pública, o que inclui um ajuste de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), algo em torno de R$ 190 bilhões, considerado o PIB de 2025.
O detalhamento dos cortes e seus efeitos sobre os serviços públicos permanecem entre os pontos que exigem esclarecimento. No último dia 9, o candidato negou que acabará com programas sociais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular.
Impostos e investimentos
Na área tributária, Lula defende maior progressividade, com participação proporcionalmente maior das rendas mais altas no financiamento do Estado. O governo também pretende dar continuidade a investimentos do Novo PAC e a políticas de incentivo à indústria nacional.
Flávio, por sua vez, prioriza a redução de impostos, a diminuição dos custos para empresas e a desburocratização. Entre as propostas para o agronegócio estão melhorias na logística, ampliação da capacidade de armazenamento de safras, seguro rural e estímulo à produção nacional de fertilizantes.
A execução dessas medidas dependerá da compatibilidade entre as reduções tributárias e as metas fiscais. No caso de Flávio, cortes de despesas teriam de compensar, ao menos em parte, eventuais perdas de arrecadação. Na proposta de Lula, os resultados dependeriam do crescimento econômico, da arrecadação e do controle dos gastos.
Trabalho e renda
Lula defende a valorização real do salário mínimo e a redução da jornada semanal para 40 horas, sem diminuição salarial. A agenda também prioriza a manutenção de direitos trabalhistas e a ampliação da proteção social.
Flávio enfatiza a redução dos custos de contratação e a flexibilização de modalidades específicas de trabalho. As propostas partem de perspectivas diferentes sobre como estimular o emprego, com possíveis efeitos sobre salários, formalização e custos das empresas que dependerão da implementação das medidas.
Programas sociais
Lula pretende manter e aperfeiçoar programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, além de preservar políticas de combate à fome.
A equipe de Flávio também declarou intenção de manter programas sociais, entre eles Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular. A questão central é como financiar essas iniciativas diante das respectivas metas de ajuste fiscal.
Governos anteriores
De 2019 a 2022, o governo Jair Bolsonaro enfrentou a pandemia de covid-19 e os efeitos da guerra na Ucrânia, que pressionaram a atividade econômica e os preços. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu, em média, cerca de 1,4% ao ano. A gestão adotou medidas emergenciais de auxílio, promoveu privatizações e concessões e encerrou 2022 com a dívida bruta em torno de 72% do PIB, com o adiamento do pagamento de precatórios.
No terceiro mandato de Lula, entre 2023 e 2025, o PIB cresceu, em média, aproximadamente 2,9% ao ano, considerando os dados revisados do período. O governo ampliou investimentos em infraestrutura, retomou políticas sociais, valorizou o salário mínimo e aprovou a reforma tributária sobre o consumo. O desemprego também caiu, atingindo 5,6% em 2025, segundo o IBGE.
Na área fiscal, a dívida pública diminuiu em proporção do PIB ao final do governo Bolsonaro, mas voltou a crescer durante o terceiro mandato de Lula, atingindo 82,9% do PIB em agosto deste ano. A comparação, porém, exige considerar a pandemia, o cenário internacional, os juros e as medidas adotadas em cada período. Os indicadores mostram trajetórias diferentes de crescimento, emprego e endividamento, sem permitir atribuir todos os resultados exclusivamente às decisões de cada presidente.
por Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, registrou nesta terça-feira (13) o endereço eletrônico do canal Exército do Lula, no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral.
O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais. O canal Exército do Lula, contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG).
Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP), do TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique que a campanha do candidato tenha assumido a administração do canal.
Em sua decisão, Nunes Marques destacou que, mesmo com o registro junto ao TSE, o canal só deve voltar a publicar depois de 48 horas, prazo estipulado em norma eleitoral para canais oficiais de campanha.
Nesta terça (13), o presidente do TSE determinou pela segunda vez a retirada do ar do canal, alegando a falta de registro como motivo. A decisão foi tomada em processo administrativo, que não precisa passar pelo crivo do plenário da Corte Eleitoral.
Em entrevista a jornalistas na saída do Palácio do Planalto, após reunião com Lula, o deputado André Janones disse que todas as decisões judiciais serão cumpridas.
O canal Exército do Lula foi alvo de uma disputa de liminares (decisões provisórias) nos últimos dias. O próprio Nunes Marques havia determinado, no último sábado (10), a suspensão total do canal. Ele acolheu um pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
Nunes Marques justificou a medida afirmando que o canal estaria sendo usado para disseminar informações falsas sobre Flávio. Contudo, em relatório produzido por ordem do próprio ministro, a área técnica do TSE informou não ter encontrado conteúdos de desinformação no canal de apoio a Lula.
A decisão de Nunes Marques acabou derrubada no domingo (11) pelo corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no ar.
O corregedor destacou que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal em um processo administrativo, como fez, sendo que o caso já era analisado em um processo judicial regular, relatado pelo próprio Cueva.
Ao reexaminar o caso, nesta terça (13), contudo, o presidente do TSE afirmou que a não comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral é suficiente para suspender o canal novamente. O ministro então derrubou a decisão do corregedor.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho 6x1, que prevê o direito de dois dias de folgas semanais sem redução salarial.
Em discurso durante plenária do PT com parlamentares, Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.
“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, disse Lula ao lembrar que seu adversário tem se manifestado contrariamente à proposta.
O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deve ter liberdade para escolher sua própria carga horária.
“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, disse Flávio Bolsonaro em entrevista nesta terça-feira (6).
Segundo Lula, esse tipo de negociação não traria vantagens para os trabalhadores.
“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”, afirmou o candidato do PT.
No encontro, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.
Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988. Por isso, defendeu o fortalecimento da atuação federal por meio da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal.
O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima para enfraquecer facções criminosas. Também está entre as prioridades a criação do Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.
Ao resumir a diretriz que defende para o setor de segurança, Lula disse que sua campanha adotará o lema “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na quarta-feira, 23, que está ganhando do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma guerra de narrativas. A declaração foi feita em uma agenda de campanha com artistas no Rio.
"Eu não quero fazer guerra com ele, quero ganhar na narrativa e estamos ganhando na narrativa", declarou Lula.
O presidente ainda fez uma comparação entre o discurso dele e o de Trump na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorreu na terça-feira, 22. Na fala de Lula, ele mandou recados aos EUA ao defender o Pix, a soberania brasileira no combate ao crime organizado e os riscos de ingerência americana nas eleições presidenciais.
"O importante foi comparar o meu discurso com o discurso do Trump. É comparar o discurso de um país em desenvolvimento e outro que começa dizendo que tem o maior Exército, Marinha, foguetes, bombas e que é o país mais forte do mundo. Ele fala isso em toda reunião, como se estivesse ameaçando todo mundo", declarou.
Na quarta-feira, Lula participou de uma agenda com artistas no Centro do Rio para tentar angariar votos a partir do setor cultural. Ao lado dele, estiveram presentes nomes como os cantores Chico Buarque, Daniela Mercury, Lulu Santos, Paulo da Viola, Tony Bellotto e Zeca Pagodinho, as atrizes Malu Mader e Marieta Severo e a cineasta Ciça Guimarães.
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta quarta-feira (16) que não foi responsável pela indicação do ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao rebater críticas de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o petista, os ataques de Flávio ao magistrado são motivados pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e não pelo caso Banco Master.
"Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte", enfatizou durante participação no podcast Desce a Letra. Lula afirmou que Flávio divulgou um vídeo na terça-feira (15) atribuindo a ele responsabilidade pela indicação de Moraes.
Ao responder ao adversário, porém, Lula errou ao afirmar que Flávio já era senador quando Moraes foi indicado e sugerir que ele teria votado na indicação. O ministro foi escolhido pelo então presidente Michel Temer em 2017, enquanto Flávio só tomou posse no Senado em 2019.
"Ele era senador, ele deve ter votado no Alexandre de Moraes", disse Lula. O presidente também ressaltou que não foi responsável pelas indicações de Nunes Marques e André Mendonça, escolhidos por Bolsonaro.
Na avaliação do petista, a ofensiva de Flávio contra Moraes está ligada às decisões do ministro contra seu pai e os envolvidos nos atos golpistas. "A bronca dele do Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro", afirmou. "Eles não querem brigar com o Alexandre de Moraes por causa do Banco Master."
Apesar de defender a atuação do magistrado, Lula afirmou que qualquer pessoa que tenha cometido um delito deve responder por seus atos. "O que eu defendo é um julgamento justo, com direito de defesa, mas, se a pessoa cometeu um delito, a pessoa tem que pagar o preço. Isso vale para mim, vale para o Alexandre de Moraes, vale para o Fachin", declarou.
O presidente disse que Moraes prestou "dois grandes serviços à democracia brasileira" e destacou sua atuação à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na eleição de 2022. Segundo Lula, Bolsonaro tentou destruir a credibilidade das urnas eletrônicas.
O ex-presidente cumpre pena após ter sido condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro também foi declarado inelegível pelo TSE por oito anos, contados a partir das eleições de 2022, em razão de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante uma reunião com embaixadores na qual fez ataques sem provas ao sistema eleitoral.
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quarta-feira (9), a “quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”. Lula classificou a investigação como “o maior crime financeiro da história do Brasil”. A fala do presidente ocorre em meio a uma grave crise entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo decisões relacionadas às investigações do caso Master e do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em publicação nas redes sociais, Lula pediu que a medida seja tomada de forma “urgente".
"O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário", afirmou.
O presidente cobrou transparência e criticou vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral. Ele argumentou que a quebra do sigilo das investigações deve ser completa, "seja quem for, doa a quem doer".
"O Brasil precisa saber a verdade", encerra a nota.
A crise no Supremo veio à tona com a retirada do sigilo, pelo ministro André Mendonça, de relatórios parciais da Operação Compliance Zero, da qual é relator e que tem como alvo a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro.
No material divulgado constam 52 mensagens que os investigadores do caso dizem terem sido enviadas por Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra proximidade com o ministro e aparenta ter encaminhado a ele um contrato de R$ 131 milhões entre o Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.
Até o momento, Moraes nega qualquer contato com o ex-banqueiro. Após divulgação do material, o ministro tornou público um “relatório de inteligência” da PF segundo o qual Mendonça que sugere direcionamento contra desafetos políticos na condução do caso Master.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury, alcançou 11% das intenções de voto no primeiro turno, segundo a pesquisa BTG/Nexus desta segunda-feira (31). O escritor e psiquiatra avançou nove pontos percentuais em relação ao último levantamento, quando aparecia com 2%.
O instituto analisou dois cenários de primeiro turno na pesquisa anterior, divulgada na última segunda-feira (24), e nesta rodada: um que não considera a candidatura do influenciador Pablo Marçal (PRTB) e outro que o inclui. Cury tinha os mesmos índices -2% na semana passada e 11% nesta- em ambas as hipóteses.
Na simulação com Marçal (3% das intenções de voto), o presidente Lula (PT) tem 37%, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 31% -eles tinham no último levantamento, respectivamente, 40% e 34%. Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, marca 6%, ante 5% na semana passada.
Renan Santos (Missão) mantém 3% das intenções de voto, e Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, permanece com 2%. Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) têm 1% cada.
Brancos e nulos somam 3%, e 2% não souberam dizer ou não responderam. Os candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC) não pontuaram.
No cenário sem Marçal, Lula marca 39%, e Flávio, 33% -eles tinham, respectivamente, 41% e 37% na última pesquisa. Caiado permanece com 5% das intenções de voto, e Renan Santos mantém 3%. Zema oscilou dois pontos percentuais e, nesta rodada, aparece com 1%, mesmo percentual de Samara Martins.
Brancos e nulos somam 3%, e 3% não souberam dizer ou não responderam. Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Clariana Barão e Veterinário Wilson Grassi não pontuaram nesta simulação.
A Nexus entrevistou por telefone 2.005 pessoas com 16 anos ou mais de todo o país entre sexta-feira (28) e domingo (30). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-08900/2026.
Com os mesmos percentuais da semana passada, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados com, respectivamente, 46% e 45% das intenções de voto no segundo turno. Há empate técnico também entre o presidente (45%) e Caiado (44%). O petista marca 46% contra Zema (41%) e 47% contra Renan Santos (38%).
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - Após faltar no primeiro debate eleitoral com candidatos à Presidência de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes em parceria com o Estadão neste domingo, 23, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou vídeo nas redes sociais em que criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista teve uma entrevista concedida à Record transmitida no mesmo horário do encontro entre os candidatos.
"Eu quero debater, mas quero debater com quem está destruindo o Brasil e piorando a sua vida", disse Flávio na publicação. O candidato ainda citou as investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, investigado por suspeitas de tráfico de influência.
A ausência dos dois líderes das pesquisas no primeiro confronto de ideias entre os presidenciáveis foi criticada pelos adversários e por analistas políticos. Romeu Zema (Novo) também cancelou a participação na manhã deste domingo.
No vídeo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou propostas, como redução de impostos, defendeu tratar facções criminosas como "organizações terroristas", medida que foi adotada pelo governo dos Estados Unidos. Também falou sobre a necessidade de fazer cortes em decretos e portarias que criam "burocracias", o que chamou de "tesouraço".
Flávio afirmou que os candidatos que compareceram neste domingo - Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) - "não são seus adversários". "Eu respeito todos eles, mas eles definitivamente não são meus adversários. O meu adversário é quem está no poder."
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (28) que não é "louco" para brigar com os Estados Unidos e com a China, e defendeu que o Brasil deve derrotar as superpotências por meio do estudo e da ciência.
Lula declarou que prefere investir em pesquisa a entrar em conflito armado ou financeiro com grandes potências. "Eu não tenho os aviões, os tanques, as bombas e o dinheiro que eles têm", na 78ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em Niterói (RJ).
O presidente brasileiro também afirmou que não fará promessas em sua campanha para reeleição. Ele defendeu que os eleitores devem votar com base nas ações já realizadas em seu governo, e não em promessas futuras.
ALCKMIN CHAMA ATAQUE DE MILEI DE "LAMENTÁVEIS"
Geraldo Alckmin classificou os ataques do presidente argentino Javier Milei ao Brasil como "lamentáveis". O vice-presidente afirmou que Milei presta um desserviço ao próprio país ao se envolver de forma grosseira em assuntos internos brasileiros.
Apesar das tensões com a Argentina, Alckmin garantiu que o Mercosul segue fortalecido. Segundo o vice-presidente, o bloco econômico passa por um momento positivo e a integração regional não será prejudicada.
O Mercosul concluiu recentemente acordos comerciais importantes no cenário internacional. Alckmin destacou as negociações finalizadas com Singapura, com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) e os debates em andamento com a Coreia do Sul.
RELEMBRE AS FALAS DE MILEI
Javier Milei afirmou em São Paulo que confia em Flávio Bolsonaro (PL) para "deter o lixo socialista". Fala aconteceu na convenção que oficializou o senador como candidato à presidência pelo partido.
Argentino chamou ministro do Supremo Tribunal Federal de "lixo careca".
Ofensa foi dirigida a Alexandre de Moraes, que proibiu uma visita dele ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Sei que Lula se cansou de receber dirigentes do exterior quando estava preso. Entre eles, o nefasto ex-presidente argentino Alberto Fernandez", afirmou Milei.
Episódio detonou crise diplomática inédita entre os dois países. Após o episódio, o Itamaraty convocou o embaixador argentino no Brasil para prestar esclarecimentos.
O jornal La Nación publicou que a Casa Rosada não deve pedir desculpas a Brasília pelas declarações de Milei. A informação foi fornecida por um alto funcionário do governo argentino.
por Folhapress
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