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EUA - A Google anunciou que abrirá sua primeira loja física fora dos Estados Unidos. A unidade será inaugurada ainda no verão de 2026 e ficará localizada em Tóquio, na região de Omotesando, uma das áreas comerciais mais movimentadas da capital japonesa.

Segundo a empresa, o espaço permitirá que os consumidores conheçam e comprem diversos produtos da marca, incluindo smartphones da linha Google Pixel, dispositivos da linha Google Nest, relógios e pulseiras Google Fitbit, além de acessórios oficiais.

A loja também servirá como vitrine para as mais recentes tecnologias de inteligência artificial desenvolvidas pela companhia. Os visitantes poderão testar novas ferramentas e recursos baseados em IA diretamente no local.

Em comunicado, a Google destacou a importância do Japão para a história da empresa. O país foi o primeiro mercado internacional a receber um escritório da companhia fora dos Estados Unidos.

“O Japão foi o ponto de partida da nossa expansão global. Por isso, estamos muito entusiasmados em abrir nossa loja principal em Tóquio como o próximo passo dessa trajetória”, afirmou a empresa.

A companhia acrescentou que o objetivo é oferecer uma experiência mais próxima dos consumidores japoneses, permitindo que eles conheçam os produtos e serviços da marca de forma prática e interativa.

“Estamos ansiosos para explorar as possibilidades que apenas uma loja física pode proporcionar, conhecer nossos clientes pessoalmente e ouvir suas opiniões e sugestões”, destacou a empresa.

A inauguração reforça a estratégia da Google de ampliar sua presença no varejo físico, seguindo um modelo já adotado nos Estados Unidos para promover seus produtos de hardware e serviços de inteligência artificial.

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - Quando o presidente Lula visitou Donald Trump, no início de maio, membros do alto escalão do gabinete do republicano, além do vice-presidente, J. D. Vance, estavam presentes. A ausência notável foi do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que fazia breve visita de dois dias à Itália e ao Vaticano.

Menos de um mês depois, o chefe da diplomacia americana foi chamado por Lula, na terça-feira (2), de "anti-América Latina". "Eu já disse ao Trump que ele [Rubio] não gosta do Brasil", afirmou o presidente.

O secretário é um dos aliados da família Bolsonaro no governo republicano e se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro na última visita deles a Washington.

Desde o encontro, Rubio foi o responsável por anunciar a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) de organizações terroristas, medida que desagrada ao governo brasileiro e que terá consequências ainda nebulosas.

Também nesta terça, em audiência no Senado americano, o chefe da diplomacia americana excluiu o Brasil do grupo que ele chamou de países amigos dos EUA no continente, colocando-o ao lado de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia.

Rubio é crítico ferrenho de governos e ditaduras de esquerda na América Latina desde antes de entrar na política, em 1999. Quando foi eleito deputado federal, logo se notabilizou pelas críticas a regimes como o de Cuba, de onde partiram seus pais antes de se estabelecer na Flórida.

Sob Trump, o secretário é um dos principais articuladores da ideia de que, no continente, crime organizado, regimes de esquerda e a imigração aos EUA são faces de um mesmo fenômeno: o enfraquecimento da hegemonia americana no hemisfério, possibilitada pelo que chama de negligência de governos anteriores e uma postura agressiva da China.

Não à toa, sua primeira viagem internacional no cargo não foi a aliados tradicionais na Europa ou no Oriente Médio, mas a pequenos países da América Central: Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana.

Todos eles são locais que se veem embaralhados, em alguma medida, na ideia defendida por Rubio e o governo Trump para o continente. O Panamá, por exemplo, foi alvo de pressão que resultou na saída de empresas chinesas de seu canal logo no começo do mandato de Trump; El Salvador, sob Nayib Bukele, é visto como importante aliado no combate a grupos criminosos. Ambos, além dos outros, são a origem de milhares de imigrantes nos EUA.

Na prática, o primeiro alvo da política externa do país sob Rubio foi a Venezuela. Há seis meses, militares americanos invadiram Caracas e capturaram o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, atualmente preso nos EUA.

"Este é o hemisfério Ocidental. É onde vivemos, e não vamos permitir que ele seja base de operações de adversários, competidores e rivais dos EUA", afirmou Rubio em entrevista após a captura do ditador.

Desde então, Caracas vive sob o comando da vice de Maduro, Delcy Rodríguez, mas sob tutela americana -Rubio, por exemplo, anunciou no fim de maio que Delcy visitaria a Índia em junho, antes mesmo de Caracas ou Nova Déli tocarem no assunto.

Depois da Venezuela, o regime de Cuba entrou na mira. Após meses de intensificação do bloqueio à ilha comunista, que aprofundou a crise generalizada no país com novos apagões, falta de medicamentos e esgotamento de combustíveis, os EUA indiciaram o ex-líder cubano Raúl Castro.

Em vídeo dirigido à população cubana, falando um espanhol impecável, Rubio afirmou que os EUA buscavam uma nova relação com Cuba, mas que ela precisava ser "diretamente com o povo cubano, não com a Gaesa", uma referência à empresa ligada ao regime que gerencia mercados inteiros do país.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, por outro lado, tem mantido distância de outros temas importantes para Trump, ainda que também acumule o cargo de Conselheiro de Segurança Nacional -o primeiro a fazer isso, ainda que de forma interina, desde Henry Kissinger na década de 1970.

Rubio não participa, ao menos publicamente, das negociações relativas às guerras no Irã e na Ucrânia. O presidente terceiriza os contatos com interlocutores persas e a mediação entre Kiev e Moscou a seu enviado especial, Steve Witkoff, seu genro, Jared Kushner, e seu vice-presidente, Vance.

"Em geral, é um erro acumular essas funções. Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com dois cargos esteja fora dos holofotes agora", afirmou Matthew Waxman, que trabalhou no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo de George W. Bush, ao jornal The New York Times. "Particularmente em um momento em que muita atenção é dada para a diplomacia sensível com o Irã, alguém precisa administrar a política externa no resto do mundo."

Se hoje Rubio é um dos grandes defensores de Trump na arena internacional, nem sempre isso ocorreu. Enquanto era senador, ele enfrentou o republicano nas primárias do partido, quando o chamou de a "pessoa mais vulgar" a se candidatar à Presidência do país.

Com o mandato de Trump chegando ao fim, Rubio tenta, agora, posicionar-se como herdeiro do presidente, embora tenha sido cogitado, e depois preterido, como vice na chapa do republicano.

"Nós temos um presidente que não está brincando. Quando ele diz que vai fazer algo, ele não está brincando. Este é um presidente de ação", afirmou o secretário, sobre Trump, após a captura de Maduro.

 

 

por Folhapress

EUA - A polícia do estado de Iowa, nos Estados Unidos, investiga a morte de seis pessoas encontradas com ferimentos causados por disparos de arma de fogo na segunda-feira. O caso também deixou um sétimo morto, apontado pelas autoridades como o autor dos ataques.

De acordo com o jornal The Guardian, policiais foram chamados a uma residência na cidade de Muscatine, onde encontraram quatro vítimas já sem vida.

O principal suspeito foi identificado como Ryan Willis McFarland, de 52 anos. Ele ainda estava vivo quando foi localizado pelas autoridades, mas teria tirado a própria vida ao ser abordado pelos policiais.

Durante as buscas, os agentes encontraram outras duas vítimas em locais diferentes da cidade. Uma delas estava dentro de uma residência, enquanto a outra foi localizada nas proximidades de uma empresa.

Em comunicado, autoridades locais lamentaram a tragédia.

“É com profunda tristeza que compartilhamos as notícias deste episódio devastador que atingiu nossa comunidade e envolveu a família McFarland”, afirmaram.

Segundo o chefe da polícia de Muscatine, Anthony Kies, as primeiras investigações indicam que o crime pode estar relacionado a uma longa disputa familiar.

As identidades das vítimas ainda não foram oficialmente divulgadas. No entanto, a emissora ABC informou que duas delas eram crianças.

Informações preliminares apontam ainda que uma das vítimas fatais seria Lesa McFarland, esposa do suspeito.

“Hoje não tenho palavras para descrever esse ato de violência e o impacto que ele causou em nossa comunidade”, declarou Anthony Kies.

A polícia segue investigando o caso e pediu a colaboração da população para esclarecer as circunstâncias do crime. As autoridades confirmaram que Ryan McFarland possuía antecedentes criminais, mas não divulgaram detalhes sobre as ocorrências anteriores.

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - As mudanças anunciadas recentemente pelo Google para o seu mecanismo de busca não agradaram parte dos usuários, que passaram a procurar alternativas à plataforma da gigante de tecnologia. Entre elas, o DuckDuckGo voltou a ganhar destaque por priorizar a privacidade dos usuários.

Segundo o site Engadget, o aumento nos downloads do aplicativo começou logo após o Google I/O 2026, evento realizado entre os dias 19 e 20 de maio, quando a empresa apresentou novas funções de inteligência artificial que devem transformar a experiência de busca na plataforma.

As mudanças incluem recursos que alteram tanto a aparência do buscador quanto a forma como os resultados são exibidos, com maior integração de respostas geradas por IA.

Após o anúncio, o DuckDuckGo registrou crescimento expressivo no número de instalações nos Estados Unidos. De acordo com a empresa, o aplicativo teve aumento médio de 18,1% nos downloads durante seis dias consecutivos. O pico ocorreu em 25 de maio, quando as instalações cresceram 30,5%. A maior parte dos novos usuários utiliza dispositivos com sistema iOS.

O interesse crescente pelo buscador também foi impulsionado pelas declarações do fundador e CEO da empresa, Gabriel Weinberg, que criticou o Google por implementar recursos de inteligência artificial sem oferecer aos usuários a possibilidade de desativá-los.

“O Google está impondo inteligência artificial sem permitir que as pessoas escolham não usar”, afirmou Weinberg. “Com isso, os resultados estão piorando, e não melhorando. Queremos ser a plataforma que coloca os usuários no controle e permite decidir quanta inteligência artificial desejam utilizar. É por isso que estamos vendo tantas pessoas migrando para o DuckDuckGo nesta semana”, disse.

 

 

 por Notícias ao Minuto

EUA - Um ex-agente da CIA está sendo acusado de desviar dinheiro público e mentir sobre o próprio currículo para obter benefícios militares nos Estados Unidos. Durante uma operação realizada na casa de David Rush, na Virgínia, autoridades federais encontraram uma fortuna impressionante escondida no imóvel: 303 barras de ouro, cerca de US$ 2 milhões em dinheiro vivo e quase 30 relógios Rolex de luxo.

Segundo documentos judiciais obtidos pela emissora NBC, Rush alegava que as barras de ouro eram usadas para “despesas relacionadas ao trabalho”.

O ex-funcionário é acusado de apropriação indevida de recursos públicos e fraude relacionada às suas credenciais militares.

De acordo com o jornal New York Post, David Rush teria inventado parte significativa do currículo para conseguir um cargo de alto escalão no governo americano. Embora tenha servido na Marinha dos Estados Unidos entre 1997 e 2015, ele deixou as Forças Armadas naquele ano e não voltou a atuar em nenhum outro ramo militar.

Mesmo assim, segundo a investigação, Rush afirmava ocupar o posto de capitão da ativa para receber cerca de US$ 77 mil em benefícios de licença militar aos quais não teria direito. Ao mesmo tempo, ele recebia salário como executivo.

A CIA informou, em nota, que abriu uma investigação interna após identificar possíveis violações da lei.

“Depois que a investigação interna da CIA encontrou indícios de irregularidades, o diretor da agência, John Ratcliffe, encaminhou o caso ao FBI para investigação criminal”, afirmou o órgão.

O FBI declarou que trabalha em conjunto com a CIA e o Departamento de Justiça para apurar completamente o caso.

“Estamos comprometidos em esclarecer os fatos, garantir a responsabilização e buscar justiça de acordo com a lei”, informou a agência federal.

David Rush foi preso e permanece sob custódia policial.

O caso também levantou questionamentos sobre os sistemas de verificação de segurança do governo americano, responsáveis por monitorar agentes de inteligência e evitar fraudes, corrupção ou possíveis ameaças à segurança nacional.

 

 

por Notícias ao Minuto

IRÃ - As forças dos Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã na quarta-feira, após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que Teerã está “enrolando nas negociações”.

Segundo autoridades americanas ouvidas pela agência Associated Press sob condição de anonimato, o Comando Central dos EUA derrubou quatro drones iranianos que representavam ameaça na região do Estreito de Ormuz.

Os militares americanos também atingiram uma estação de controle terrestre em Bandar Abbas, cidade estratégica localizada no estreito e que abriga a principal base da Marinha iraniana. De acordo com os relatos, o local se preparava para lançar um quinto drone.

Os ataques aconteceram após Trump demonstrar confiança de que sua gestão está avançando em uma solução para o conflito, apesar das negociações seguirem incertas.

O presidente americano tenta costurar um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz e apresente como vitória a redução da capacidade nuclear iraniana, encerrando um conflito que enfrenta resistência entre republicanos.

A tensão internacional ocorre em meio à aproximação das eleições legislativas nos Estados Unidos, que definirão o controle do Congresso, em um cenário de preocupação com o aumento dos preços dos combustíveis e do custo de vida.

Trump, no entanto, negou que o calendário eleitoral esteja influenciando sua estratégia.

“Eles acharam que poderiam esperar porque ‘ele tem as eleições legislativas’, mas eu não me importo com isso”, declarou.

“Eles querem muito fazer um acordo. Até agora não conseguiram. Não estamos satisfeitos, mas vamos ficar, ou então teremos de concluir nosso objetivo”, acrescentou.

Os novos bombardeios ocorreram após operações consideradas “defensivas” realizadas na segunda-feira contra lançadores de mísseis e embarcações de minas no sul do Irã. Washington afirma que tem atuado com cautela devido ao cessar-fogo considerado frágil, mantido há algumas semanas.

Um dos principais impasses nas negociações envolve o estoque de urânio enriquecido do Irã. Os Estados Unidos querem que Teerã entregue o material em troca do alívio das sanções econômicas.

Trump afirmou que não se sentiria “confortável” caso Rússia ou China recebessem esse urânio.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã possui atualmente 440,9 quilos de urânio enriquecido a 60%, nível próximo dos 90% necessários para uso militar.

Outro ponto em discussão é se o cessar-fogo incluirá também as operações de Israel contra o Hezbollah, no Líbano.

O memorando em negociação prevê tréguas entre EUA, Irã e grupos aliados, mas mantém o direito de Israel agir em legítima defesa.

Trump também defendeu que países como Kuwait, Arábia Saudita, Catar e Paquistão passem a integrar os Acordos de Abraão, firmados durante seu primeiro mandato para normalizar relações diplomáticas com Israel.

Segundo diplomatas do Golfo ouvidos pela AP, a proposta gerou “silêncio atônito”, embora outras fontes afirmem que houve reações positivas nos bastidores.

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - Negociadores da União Europeia (UE) afirmaram nesta quarta-feira (20) que chegaram a um acordo provisório para retirar parte das tarifas sobre importações dos Estados Unidos, no âmbito do acordo comercial firmado entre os dois lados no verão passado, no Hemisfério Norte. A medida ocorre às vésperas do prazo estabelecido pelo governo americano para ampliar tarifas sobre automóveis europeus.

O entendimento representa um avanço importante após meses de tensão no comércio transatlântico. As chamadas tarifas do “Dia da Libertação”, implementadas pelo presidente Donald Trump, desorganizaram acordos comerciais anteriores e levaram EUA e União Europeia a renegociarem os termos da parceria.

A UE tenta proteger exportadores europeus e preservar o fluxo comercial entre os dois blocos, estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão.

Parlamentares europeus haviam suspendido mais de uma vez a ratificação do acordo neste ano, especialmente após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir que parte das tarifas globais recíprocas adotadas por Trump era ilegal.

As negociações também sofreram atrasos depois de Trump ameaçar aumentar tarifas contra países que se opusessem ao interesse americano de anexar a Groenlândia, território ligado ao Reino da Dinamarca.

Posteriormente, o presidente americano afirmou que aplicaria novas tarifas de 25% sobre carros importados da União Europeia caso o acordo não fosse implementado até 4 de julho. Autoridades americanas demonstravam irritação com a lentidão das negociações em Bruxelas.

“O acordo deve servir como uma plataforma para continuar o diálogo com os Estados Unidos, reduzir tarifas e cooperar em desafios comuns”, afirmou o Conselho Europeu nesta quarta-feira.

O entendimento agora abre caminho para uma votação final no Parlamento Europeu antes do prazo estipulado por Trump.

A União Europeia também aprovou mecanismos de proteção para a indústria europeia. Pelo texto negociado, a Comissão Europeia poderá avaliar se o aumento das importações americanas está causando ou ameaçando causar prejuízos às empresas do bloco e, se necessário, suspender a aplicação do acordo do lado europeu.

A Comissão também poderá interromper sua participação caso considere que os Estados Unidos descumpriram compromissos previstos no acordo firmado em 2025 ou estejam discriminando empresas europeias.

Parlamentares defendiam mecanismos ainda mais rígidos, como uma “cláusula de validade”, que faria o acordo expirar em março de 2028 caso não fosse renovado. No fim, os negociadores decidiram manter o texto válido até o fim de 2029, com possibilidade de extensão.

Para proteger o setor metalúrgico europeu, a Comissão Europeia poderá restabelecer tarifas sobre aço e alumínio dos EUA caso a Casa Branca continue cobrando tarifas superiores a 15% sobre produtos feitos com metais europeus após dezembro de 2026.

Em abril, os Estados Unidos implementaram um novo regime tarifário para aço, alumínio e cobre, prevendo taxas de até 50% para metais considerados commodities e de 25% para produtos fabricados a partir deles.

“Um acordo é um acordo, e a União Europeia honra seus compromissos”, escreveu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na rede social X.

“Juntos, podemos garantir um comércio transatlântico estável, previsível, equilibrado e mutuamente benéfico”, completou.

 

 

por Estadao Conteudo

EUA - Astrônomos conseguiram observar o exoplaneta LHS 3844 b graças ao Telescópio Espacial James Webb, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa).

De acordo com a agência de notícias Reuters, um estudo publicado em 4 de maio na Revista Nature Astronomy analisou dados coletados pelo Webb e identificou que o LHS 3844 b tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra.

A superfície do exoplaneta - que é um planeta que não pertence ao Sistema Solar - se assemelha à de Mercúrio. Ele orbita uma estrela menor e menos luminosa que o Sol, localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra.

Em entrevista à Reuters, a astrônoma Laura Kreidberg, diretora-geral do Instituto Max Planck de Astronomia e uma das autoras do estudo, afirmou que o LHS 3844 b "não é um lugar agradável".

"É uma rocha infernal e árida, muito mais parecida com Mercúrio do que com a Terra. Não há nenhum vestígio de atmosfera. Em vez disso, vemos uma superfície escura, provavelmente antiga. Imagine uma rocha nua viajando pelo espaço por bilhões de anos. Você não gostaria de ir para lá", disse Laura.

Segundo o estudo, a combinação entre a ausência de uma atmosfera perceptível e as temperaturas extremas - um lado registra até 725ºC enquanto o outro praticamente não recebe calor - indica que ele provavelmente é inabitável. A superfície é coberta por regolito escurecido, um material rochoso solto e fragmentado que recobre o leito rochoso sólido e resulta de eras de bombardeio contínuo por radiação estelar e impactos de micrometeoritos.

O exoplaneta também é chamado de Kua'kua, termo que significa "borboleta" em um dialeto indígena costa-riquenho.

Coletar essas informações só foi possível graças à capacidade de observação em infravermelho do Webb, que ajudou os cientistas a discernir a composição química e a dinâmica interna das atmosferas dos exoplanetas.

À Reuters, o astrônomo Sebastian Zieba, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e também autor do estudo, afirmou que o Webb permite aos cientistas estudar diretamente a geologia e a composição da superfície de exoplanetas, algo que antes era desafiador.

"É como se, de repente, tivéssemos limpado nossos óculos e pudéssemos ver os planetas com clareza pela primeira vez", acrescentou Laura.

 

 

por Estadao Conteudo

EUA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aumentará para 25% as tarifas cobradas sobre carros e caminhões provenientes da União Europeia na próxima semana. A medida pode abalar a economia mundial em um momento delicado.

Trump afirmou em postagem online que a UE "não está cumprindo o acordo comercial", embora não tenha detalhado suas objeções.

Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, haviam chegado a um acordo sobre um tratado comercial em julho passado. Na ocasião, ficou estabelecida uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos importados da UE.

Tanto os EUA quanto a UE haviam confirmado anteriormente o compromisso de preservar a estrutura do tratado comercial, conhecido como Acordo de Turnberry, que recebeu esse nome em homenagem ao campo de golfe de Trump na Escócia.

Mas a validade do acordo de 2025 foi colocada em dúvida pela primeira vez depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, neste ano, que o presidente republicano não tinha autoridade legal para declarar uma emergência econômica e cobrar tarifas sobre produtos da UE.

O acordo inicial previa um teto tarifário de 15% sobre produtos da UE, mas a decisão da Suprema Corte reduziu esse valor para 10%, já que o governo Trump lançou um novo conjunto de impostos de importação com base em outras leis.

 

 

por Estadao Conteudo

IRÃ - O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, chegou à China para um encontro com seu homólogo, Wang Yi, nesta quarta-feira (6), cerca de uma semana antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também viajar ao país asiático para um encontro com o líder do regime, Xi Jinping.

A reunião entre os chefes das relações diplomáticas ocorre a convite de Pequim, que vê risco de sua matriz energética ser prejudicada em decorrência da guerra no Irã. A maior parte do petróleo que passa pelo estreito de Hormuz, que se tornou o epicentro da tensão devido ao fechamento pelo país persa, tem como destino a China.

É a primeira visita de Araghchi ao país desde o início do conflito. O Ministério das Relações Exteriores do país persa afirmou que a ida do iraniano ocorre para "dar continuidade a consultas diplomáticas" e conversar sobre as relações bilaterais e internacionais.

Segundo da agência iraniana Isna, Araghchi falou sobre o andamento das negociações com os EUA, e declarou que o país só aceitará "um acordo justo e abrangente". "Faremos todo o possível para proteger nossos direitos e interesses legítimos nas negociações", disse.

Já o chanceler chinês, segundo relato de Pequim, declarou que o fim das hostilidades é "imperativo", e que "apoia o Irã na salvaguarda de sua soberania e segurança nacionais". As autoridades teriam ainda discutido a questão nuclear, com Wang reconhecendo o direito do país persa do desenvolvimento pacífico de energia atômica.

A nota chinesa diz ainda que Araghchi teria afirmado que a reabertura do estreito está próxima de acontecer, uma afirmação que não se repetiu no relato da agência iraniana.

A China tem se colocado como imparcial no conflito, ao passo que condenou em diversas ocasiões as ações conjuntas dos EUA e de Israel contra a soberania iraniana. Pequim se apresenta como ator capaz de auxiliar na desescalada da guerra, afirmando que apoia as negociações entre os envolvidos.

Nesta segunda-feira (6), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, pediu à China que intensifique seus esforços diplomáticos para que o país persa abra Ormuz à navegação internacional.

Pequim tem grande influência sobre o Irã, uma vez que é um dos poucos países que mantêm relações diplomáticas com Teerã, com ampliação da cooperação política e econômica nos últimos anos. O Irã, por sua vez, é parte estratégica da expansão do programa chinês Cinturão e Rota, visto que está posicionado em uma região que conecta a Ásia a outros países do Oriente Médio e à Europa.

Os movimentos de Washington tentam fazer com que a China também se responsabilize pelas negociações pela reabertura do trecho, sob o argumento de que as refinarias do país ignoram sanções e recebem petróleo iraniano, da dependência do abastecimento da cadeia energética chinesa em relação ao óleo que passa por Ormuz e das trocas entre os regimes.

Como instrumento de pressão, em abril, os EUA impuseram sanções à refinaria independente chinesa Hengli Petrochemical, acusada de comprar petróleo iraniano, ampliando a lista de empresas chinesas sancionadas em decorrência da negociação com os persas.

Em contrapartida, a China utilizou pela primeira vez um instrumento criado para neutralizar imposições que considera violações das leis internacionais ou restrições ao comércio, fazendo com que as empresas não tenham obrigação de cumprir a decisão americana contra as refinarias.

A expectativa é que Wang e Araghchi tenham discutido o fechamento de Hormuz e que o lado chinês tenha feito a consulta para preparar Pequim para a chegada de Trump na próxima semana.

Bessent já havia adiantado que o fechamento do estreito faria parte da mesa de negociação entre Trump e Xi no encontro entre os dois, previsto para 14 e 15 de maio. O americano vai ao país em mais um capítulo da trégua comercial entre China e EUA, iniciada na última reunião entre eles, em outubro, na Coreia do Sul.

 

 

por Folhapress

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