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EUA - O Instagram anunciou nesta segunda-feira que será mais ativo na regulamentação de perfis gerados por Inteligência Artificial na rede social, destacando que vai limitar o alcance de páginas que não se identificarem como tal.

A empresa compartilhou uma publicação em seu blog, na qual informa que as páginas que representarem criadores de conteúdo gerados por Inteligência Artificial terão que deixar isso claro. É importante destacar que o objetivo é apenas informar aos usuários do Instagram que a página que estão visualizando não representa uma pessoa real.

Isso significa que a medida não se aplica a fotografias editadas com Inteligência Artificial ou a vídeos cujas legendas sejam geradas com essa tecnologia. Portanto, os responsáveis por páginas no Instagram que utilizem Inteligência Artificial para esses fins não precisarão usar essa nova categorização.

“À medida que a Inteligência Artificial generativa se torna uma parte cada vez maior da forma como as pessoas criam, ouvimos que as pessoas não gostam de ver perfis que parecem humanos e descobrir mais tarde que a pessoa representada foi gerada por Inteligência Artificial”, explica o Instagram. “Elas querem saber quando um perfil exibe uma pessoa gerada por Inteligência Artificial”.

Psicologia

Caso o Instagram categorize determinados perfis de forma incorreta como sendo gerados por Inteligência Artificial, a empresa informa que os responsáveis por essas páginas poderão apresentar um recurso. “Se o recurso for bem-sucedido, o perfil e seu conteúdo voltarão a ser elegíveis para aparecer novamente nas recomendações”, destaca o Instagram.

Além disso, a empresa pertencente à Meta afirma que a medida surge com o objetivo de “melhorar a transparência” e ajudar as pessoas a entenderem o que estão vendo no Instagram.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

EUA - Quatro anos depois de um crime que abalou a pequena cidade de Chippewa Falls, no estado norte-americano de Wisconsin, Carson Peters-Berger foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da prima Iliana “Lily” Peters, de 10 anos. Ele tinha apenas 14 anos quando cometeu o crime e hoje está com 18.

A sentença foi anunciada na quarta-feira (26) pelo juiz Steven Gibbs, do Condado de Chippewa, depois que Peters-Berger se declarou culpado por homicídio doloso em primeiro grau. Ele poderá solicitar liberdade sob supervisão ampliada depois de cumprir 25 anos da pena.

Durante a audiência, Gibbs ressaltou a gravidade do caso, mesmo considerando a idade que o réu tinha na época.

“Eu acredito em dar às pessoas uma segunda chance depois que elas pagam sua dívida com a sociedade. Embora você fosse menor quando cometeu o crime, ainda é uma infração muito grave, e isso abalou esta comunidade”, afirmou o magistrado, segundo a emissora norte-americana WEAU.

Peters-Berger optou por não fazer uma declaração durante a audiência.

Lily desapareceu quando voltava da casa da tia

O assassinato aconteceu em 24 de abril de 2022. Lily havia passado um período na casa de uma tia e voltava de bicicleta para casa, em Chippewa Falls, quando estava acompanhada do primo.

De acordo com a denúncia  criminal consultada pela revista People, Peters-Berger convenceu a menina a sair da trilha e entrar em uma região de mata. Aos investigadores, ele admitiu posteriormente que já tinha a intenção de atacá-la.

História do crime

O The Independent informa que a casa da tia e a residência da família de Lily ficavam a cerca de seis minutos de caminhada uma da outra. Como a menina não chegou em casa, o pai comunicou o desaparecimento por volta das 21h.

Na manhã seguinte, voluntários que participavam das buscas encontraram o corpo da criança em uma área arborizada próxima à trilha. A autópsia concluiu que Lily havia sido agredida, estrangulada e vítima de violência sexual. Peters-Berger foi preso no dia seguinte à localização do corpo.

Segundo o The Independent, promotores afirmaram ainda na época da prisão que o adolescente admitiu às autoridades que sua intenção, desde o início, era abusar sexualmente e matar a prima.

Acordo retirou duas acusações de abuso sexual

Peters-Berger respondia inicialmente por três acusações. Ao aceitar se declarar culpado de homicídio intencional em primeiro grau, duas acusações relacionadas à violência sexual foram formalmente retiradas como parte do acordo judicial.

As acusações, no entanto, foram registradas no processo de forma que o juiz pudesse levá-las em consideração na definição da sentença, segundo a People.

Decisões judiciais

A defesa havia tentado anteriormente transferir o processo para a Justiça juvenil. Os advogados argumentaram que Peters-Berger precisava de tratamento de saúde mental que não receberia de maneira adequada no sistema penal destinado a adultos.

O pedido foi rejeitado. O juiz considerou que a gravidade dos crimes justificava a permanência do caso na Justiça comum, decisão posteriormente mantida por um tribunal de apelações de Wisconsin, conforme noticiaram a Associated Press e o The Independent.

Família fala sobre impacto da morte de Lily

Familiares e pessoas próximas à menina participaram da audiência de sentença e falaram sobre os efeitos do crime nos últimos quatro anos.

“Ela era a minha luz”, afirmou Kiara Stevens, amiga de Lily. “Houve momentos em que eu simplesmente não queria mais continuar, mas Lily era o tipo de pessoa que fazia você querer seguir em frente”, relatou à WEAU.

Dana Whitcome, madrasta de dois irmãos de Lily, afirmou que a família pretende agora concentrar esforços na recuperação emocional e na memória da criança.

“Esperamos seguir em frente, nos curar e compartilhar esse espírito de gentileza com todos em memória de Lily”, disse.

A People relembrou ainda que, após a morte, familiares divulgaram um poema escrito pela menina. Nele, Lily expressava desejos de que as pessoas fossem mais gentis umas com as outras e de que houvesse paz no mundo.

O promotor do Condado de Chippewa, Wade Newell, afirmou que a condenação encerra o processo judicial, mas não apaga o que aconteceu.

Decisões judiciais

“Não acho que exista encerramento no sistema de Justiça criminal. Nada do que seja feito aqui vai apagar o que aconteceu com aquela pobre menina”, declarou.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

IRÃ - O regime do Irã chamou os Estados Unidos de Satã nesta quarta-feira (2), após acusar as forças americanas de matar cinco pessoas, entre elas uma criança, durante uma festa de casamento no sul do país. Autoridades de Washington não confirmam envolvimento de seus militares no ataque.

"Se uma potência age como Satã, escolhe alvos como Satã e mata como Satã, é Satã", escreveu no X o presidente do Parlamento e principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf. A expressão é usada pelo regime e seus simpatizantes desde a Revolução Islâmica de 1979 para se referir aos EUA.

Segundo autoridades iranianas, um ataque americano atingiu na terça (1º) uma casa em Kuhestak, no distrito de Sirik, onde era realizada uma festa de casamento. Veículos de mídia do país informaram que cinco pessoas, incluindo uma criança, foram mortas na ofensiva. Outras 68 teriam sido feridas.

A informação não pôde ser verificada de forma independente pela Folha, e autoridades americanas não comentaram o episódio.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou a ação como um "crime de guerra". Para o porta-voz da pasta, Esmail Baqai, o bombardeio foi parte de uma tentativa americana de esconder seu fracasso na guerra.

Imagens divulgadas pela agência iraniana West Asia News Agency e atribuídas ao local do ataque mostram cômodos e um pátio cobertos por escombros. Em um dos ambientes, aparecem sandálias femininas sobre um tapete manchado de sangue. "Só estou feliz que as vítimas não tenham sido ainda maiores", afirmou Ali Molahi, identificado como pai da noiva.

Sem informar detalhes, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, afirmou que os recentes ataques levarão Teerã a adotar uma nova estratégia no campo de batalha, na diplomacia e no enfrentamento das sanções econômicas impostas por Washington. Ele disse, numa mensagem afrontosa, que o plano deixará os alicerces de Washington "em pedaços".

A declaração ocorreu depois de uma nova sequência de ataques entre os países. Os EUA atingiram alvos na costa sul do Irã, enquanto Teerã lançou mísseis e drones contra instalações americanas em diferentes pontos do Oriente Médio. Foram as maiores ofensivas do conflito desde julho.

Os EUA afirmaram ter atingido sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos marítimos, estruturas relacionadas à instalação de minas e centros de comunicação da Guarda Revolucionária.

Segundo o regime iraniano, os EUA miraram alvos em áreas próximas ao estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

O Irã respondeu com mísseis e drones contra instalações americanas no Bahrein, na Jordânia, no Kuwait e no Iraque. O comando militar iraniano afirmou que seu objetivo é expulsar as forças americanas da rede de bases que os EUA mantêm no Oriente Médio.

Na Jordânia, os militares disseram ter detectado 13 mísseis, dos quais 10 foram interceptados e 3 caíram em áreas remotas. O Irã afirmou ter matado militares americanos no país, mas autoridades dos EUA disseram, em uma avaliação inicial, que não houve vítimas.

No Kuwait, o Irã afirmou ter lançado mísseis e drones contra a base aérea americana de Ali Al Salem e contra a área de alojamento dos EUA. O serviço de combate a incêndios do Kuwait confirmou um ataque de drone que provocou um incêndio em um complexo residencial, mas disse que não foram registradas mortes.

Qatar e Bahrein, que abrigam importantes instalações militares americanas, também relataram ataques iranianos. O Qatar responsabilizou Teerã pelos episódios, enquanto o Bahrein afirmou que drones iranianos foram interceptados e destruídos.

A Guarda Revolucionária também afirmou ter atacado bases americanas em Erbil, no norte do Iraque, e matado militares dos EUA. Nem Bagdá nem Washington confirmaram a informação.

As ofensivas também impactaram o tráfego marítimo no estreito de Hormuz. O Irã disse que dois petroleiros foram atingidos por explosões de minas enquanto eram conduzidos por militares americanos por uma rota que Teerã diz ter fechado no canal.

A empresa estatal de navegação da Arábia Saudita informou que dois tripulantes filipinos morreram a bordo de um petroleiro atingido no estreito dois dias antes.

A troca de ataques desta semana é a mais intensa desde julho, quando o presidente americano, Donald Trump, interrompeu bombardeios contra o Irã. Na ocasião, integrantes do comando militar americano alertaram que os EUA estavam consumindo munições e ficando sem alvos considerados relevantes.

 

 

por Folhapress

CHINA - A China é o maior parceiro comercial do Irã e o principal comprador do petróleo iraniano, recebendo mais de 80% das exportações de petróleo bruto do país, embora grande parte seja realizada por canais indiretos.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na segunda-feira a operação "Economic Outcast" (Pária Econômico), destinada a intensificar a pressão sobre as ligações financeiras do Irã em todo o mundo, mas evitou detalhar possíveis medidas contra Pequim.

Isso acontece em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se prepara para receber o presidente chinês, Xi Jinping, em setembro, em um encontro destinado a preservar a frágil trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo.

"O anúncio foi muito cuidadoso ao evitar detalhes [sobre medidas contra a China], que poderiam ter provocado perturbações na cúpula", afirmou Edgard Kagan, especialista em China do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, citado pela agência de notícias Associated Press.

Segundo Kagan, Washington terá de determinar até que ponto pode pressionar Pequim a reduzir as relações econômicas com Teerã sem fazer com que as autoridades chinesas considerem as exigências americanas inaceitáveis.

Em resposta à iniciativa dos Estados Unidos, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que a cooperação com o Irã sempre ocorreu "no âmbito do direito internacional".

"A cooperação entre a China e o Irã não deve ser perturbada nem prejudicada", afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa, Lin Jian, reiterando a oposição de Pequim a "sanções unilaterais ilegais".

Kagan antecipou que Pequim procurará fazer o mínimo necessário para evitar um confronto direto com Washington, lembrando práticas como transferências de petróleo entre navios, que dificultam a identificação da origem do petróleo bruto e permitem contornar sanções.

A diretora do programa para a China do grupo de reflexão Stimson Center, Sun Yun, considerou que Pequim não apoiará a campanha caso o objetivo de Washington seja destruir a economia iraniana e provocar o colapso do regime.

Mas, se a intenção for pressionar Teerã a fazer concessões sobre o Estreito de Ormuz e pôr fim ao conflito, "a China pode e vai demonstrar cooperação sem precisar cortar completamente as relações com o Irã", afirmou, apontando uma eventual redução das importações de petróleo como exemplo.

Com a cúpula Trump-Xi a poucas semanas de distância, "nenhum dos lados deseja uma grande escalada bilateral neste momento", acrescentou.

Até agora, o governo Trump evitou sancionar grandes empresas ou bancos chineses ligados ao sistema financeiro americano.

O Departamento do Tesouro anunciou na segunda-feira sanções contra quase 60 entidades ligadas ao Irã, incluindo indivíduos e empresas na China continental e em Hong Kong acusados de apoiar os programas nuclear e de mísseis de Teerã.

Washington também sancionou um petroleiro de propriedade chinesa, acusado de transportar milhões de barris de petróleo iraniano para a China, e uma empresa de Hong Kong supostamente envolvida na chamada "frota fantasma", utilizada para exportar petróleo bruto iraniano.

A visita também poderá preparar o terreno para Trump viajar à China em novembro, por ocasião da cúpula de líderes do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

EUA - A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, apagou evidências sobre assédio e exploração sexual de menores "em mais de uma ocasião", disse Jason Sattizahn, ex-pesquisador de integridade e segurança da unidade de realidade virtual da big tech.

O testemunho de Sattizahn faz parte de uma ação contra a big tech nos Estados Unidos por práticas abusivas com o objetivo de viciar usuários jovens. Segundo Sattizahn, houve ordem direta para exclusão de "rastros documentais" que colocassem as marcas em risco.

A empresa rejeita as acusações dos 29 estados americanos que integram o processo. "Pesquisas não mostraram uma ligação clara entre o uso de redes sociais por adolescentes e a falta de bem-estar", afirmou o advogado da companhia Paul Schmidt.

Segundo depoimento de Sattizahn, publicado no último dia 18, a Meta começou a tratar as investigações sobre danos ligados às redes sociais "como riscos para a marca", desde o vazamento de relatórios internos no fim de 2021 pela delatora Frances Haugen.

Na época, vazaram estudos internos com conclusões sobre efeitos nocivos das redes sociais na saúde mental de adolescentes.

Nos documentos internos entregues à corte do estado do Novo México, a companhia disse que mantinha um trabalho de pesquisa de ponta para identificar problemas relevantes. "É desanimador ver esse trabalho tirado de contexto e usado para a construção de uma narrativa falsa", disse a big tech.

Embora a Meta tenha afirmado que continuaria com as investigações sobre danos a crianças, Sattizahn afirmou que a empresa começou a impor uma série de barreiras ao seu trabalho. Qualquer pesquisa sobre verificação de idade passou a envolver "forte interferência do time jurídico".

A política sistemática de supervisão jurídica criou um "funil de manipulação", afirmou o ex-funcionário. "A presença obrigatória de advogados em todas as fases da investigação científica servia para silenciar os cientistas, e os relatórios eram rotineiramente alterados."

Segundo o pesquisador, os usuários com idades entre 13 e 17 anos foram classificados como público sensível. "Se um estudo científico pretendesse recrutar voluntários dessas faixas etárias, ou se houvesse uma suspeita razoável de que eles pudessem estar presentes no grupo de teste, a pesquisa sofria limitações severas sobre o que se podia perguntar ou registrar", afirmou.

Sattizahn disse que ele mesmo recebeu ordens para apagar dados de investigações sobre assédio e exploração sexual de menores nas plataformas da empresa. Quando ele registrava um relato na Alemanha, onde estava alocado em março de 2023, de uma mãe e seu filho, de menos de dez anos, sobre assédio direcionado à criança e solicitações de fotos nuas, houve uma interrupção por ordem da chefia.

"A minha gerente direta e uma advogada da Meta me ordenaram explicitamente que apagasse e eliminasse de forma absoluta todos os dados recolhidos sobre os danos sexuais sofridos por menores naquele estudo", relatou o ex-funcionário. Foi essa situação que o fez buscar as autoridades.
O relato do ex-funcionário é central para o argumento da acusação de que a big tech promove publicamente esforços de segurança enquanto internamente oculta riscos para os consumidores.

A Meta contestou a legalidade do depoimento de Sattizahn com o argumento de que as comunicações entre a empresa e seus advogados estão sob sigilo. As funcionárias envolvidas no caso disseram que as recomendações ao pesquisador visavam garantir o respeito às leis locais de proteção de dados e às políticas de privacidade da própria plataforma.

Reportagem recente da revista Wired mostrou que as imagens de abuso sexual infantil não só persistem, mas também foram disseminadas por aplicativos de IA que tiram as roupas das pessoas sem consentimento. O TTP (Tech Transparency Project, Projeto para Transparência Tecnológica) identificou mais de 50 anúncios em imagem e vídeo com esse tipo de abuso, segundo a publicação especializada.

A entidade confirmou o trabalho à reportagem e disse que já enviou os conteúdos criminosos às autoridades.

Para a diretora do TTP Katie Paul, o material contradiz o esforço da big tech para se promover como um lugar seguro para menores de idade, com ferramentas de proteção como "as contas de adolescente".

Paul menciona como exemplo as ações publicitárias da empresa com influenciadores. A empresa diz que trabalha com influenciadores "há anos" e divulga suas ferramentas de segurança por exigência regulatória.

"Se a Meta está revisando, aprovando e fazendo dinheiro com anúncios que colocam crianças em perigo, isso torna mais difícil para que a empresa argumente que é capaz de proteger meninos e meninas", afirmou a diretora.

A Meta removeu os conteúdos ainda no dia 5 de agosto, após contato da Wired. "A maioria desses anúncios teve alcance mínimo e muitos deles foram desativados antes que a revista os enviasse. Muitos desses anúncios também são anteriores à nossa tecnologia de IA [inteligência artificial] mais recente para detecção de violações já no upload", disse a empresa em nota.

De acordo com o comunicado, a Meta removeu, no ano passado, mais de 36 milhões de publicações com referências à exploração sexual de menores, além de ter mobilizado esforços contra apps de remoção de roupas.

Também em depoimento no caso dos 29 estados americanos contra a Meta, o ex-diretor de engenharia Arturo Béjar afirmou que a diretriz interna da big tech era "priorizar lucros em vez de segurança no design das plataformas".

Em conferência com acionistas no último dia 29, o CEO da big tech, Mark Zuckerberg, disse que monitora riscos legais e regulatórios que podem causar impacto significativo nos resultados financeiros da companhia.

"Seguimos observando escrutínio em relação a pautas ligadas a jovens em diversos mercados, com diversos julgamentos sobre o tema agendados para este ano nos EUA, os quais podem resultar em perdas materiais", afirmou Zuckerberg.

Ele fez referência também ao veto ao Instagram e ao Facebook em diversos países. O tema também está em pauta no Congresso brasileiro, no projeto de lei nº 94 de 2026, em tramitação na Câmara dos Deputados.

 

 

por Folhapress

EUA - Um familiar, Brad Ireland, cuja ex-mulher e dois filhos estavam entre os mortos, identificou o atirador como Alan Smith, de 44 anos.

Os pais de Smith, que também morreram, haviam pedido que ele se mudasse semanas antes, mas ele voltou no domingo e abriu fogo, disse Ireland.

As vítimas pertenciam a quatro gerações da família, desde uma bisavó de 90 anos que usava cadeira de rodas até uma menina de 7 anos, de acordo com Jennifer Mercer, vizinha e amiga da família que criou uma campanha online para arrecadar dinheiro para ajudar a cobrir os custos do funeral e outras despesas.

A polícia foi chamada à residência na noite de domingo e ouviu tiros vindos dos fundos da casa, pouco antes de o imóvel ser completamente consumido pelas chamas.

Os investigadores confirmaram na terça-feira que houve oito vítimas, incluindo quatro crianças, e que o suspeito atirou contra si mesmo e morreu posteriormente.

A investigação foi dificultada pelas preocupações com a integridade estrutural da casa, depois que o incêndio a reduziu a escombros, disse Jeff Stovall, porta-voz do Departamento de Polícia de Billings.

Os bombeiros combateram o incêndio até a madrugada de segunda-feira, de acordo com o chefe do Corpo de Bombeiros de Billings, Matt Hoppel.

Entre os mortos estavam a ex-mulher de Brad Ireland, Megan Ghekiere, e os dois filhos, Owen Ireland, de 13 anos, e Chloe Ireland, de 7. Também morreram os dois enteados de Ghekiere com o atual marido: Landon Ghekiere, de 15 anos, e Charlotte Ghekiere, de 12.

"A única coisa que sabemos é que Charlotte foi a heroína", disse Jennifer Mercer. "Charlotte ligou para o 112 e tentou salvar a família", acrescentou.

A família Smith era originária da região de Seattle, no noroeste dos Estados Unidos, e os pais de Alan Smith, Dana e Barb Smith, mudaram-se para Billings depois que Megan Ghekiere comprou uma casa na região.

Alan Smith mudou-se para a casa dos pais em Montana e ficou com eles durante anos, antes de ser convidado a sair algumas semanas atrás, disse Brad Ireland.

O suspeito voltou inesperadamente para a casa no domingo à noite, onde a família estava reunida para o habitual jantar semanal.

Alan Smith matou a avó, os pais, a irmã mais nova e os quatro filhos antes de incendiar a casa, disse Ireland. O suspeito tentou fugir antes de ser confrontado pela polícia, acrescentou.

"Havia muitos sinais de preocupação e muitas pessoas alertaram" as autoridades, disse Ireland, que mora no Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos. "Ninguém prestou atenção", lamentou.

Ireland descreveu Alan Smith como um "eremita" que passava a maior parte dos dias no quarto, em frente a um computador. "Ninguém sabia o que ele fazia lá dentro 24 horas por dia, sete dias por semana", disse.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

IRÃ - O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (26) ter chegado a um acordo com Omã para controlar o estreito de Hormuz, a estratégica via marítima por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes da atual guerra no Oriente Médio.

Segundo o vice-chanceler Kazem Gharibabadi, o estreito permanecerá obstruído até que os detalhes do arranjo sejam finalizados, o que não ocorreu ainda. "A rota acertada é temporária", afirmou à TV estatal iraniana após discussões com autoridades omanis em Teerã.

Adicionando dúvida sobre o anúncio, segundo a Guarda Revolucionária a medida só irá ser implementada quando os EUA concordarem com seus termos. "Nessas negociações, acordos foram alcançados acerca da fatia do Irã e de Omã nas águas e nas suas receitas", disse o porta-voz Hossein Mohebbi à mídia estatal.

Os Estados Unidos, que iniciaram a guerra ora congelada ao lado de Israel em 28 de fevereiro, já disseram se opor a qualquer solução para Hormuz que não passe por seu controle.

Na semana passada, o presidente Donald Trump chegou a ameaçar bombardear Omã, um aliado americano, se a negociação com a teocracia prosperasse. Antes da guerra, o sultanato agia como principal mediador de conversas entre os rivais, e no conflito foi alvejado até aqui 70 vezes pela teocracia.

Os detalhes do acordo são incertos. Antes da guerra, o tráfego marítimo na região era livre, passando por um corredor com três faixas de 3 km de largura cada: uma de entrada, outra de saída e a terceira, para separação.

O estreito tem uma largura mínima de 39 km entre a costa de Omã, ao sul, e a do Irã, ao norte. Não há águas internacionais nele, apenas o encontro dos limites territoriais dos dois países. Parte da região foi minada pelo Irã, embora Trump tenha dito que já removeu o perigo.

Com a guerra, o Irã buscou asseverar controle da região ameaçando e atacando petroleiros e outros navios. Deu certo: o trânsito caiu de até 140 embarcações diárias para um volume mínimo, com momentos de aumento durante as instáveis tréguas do conflito.

Em fevereiro, a média móvel de sete dias, uma conta que harmoniza eventuais picos ou disrupções, era de 95 navios. Na terça (25), segundo o monitor MarineTraffic, foram apenas 5, todos passando pelo corredor autorizado pelas águas iranianas, que pressupõe pagamento de pedágio.

Pelo que disse o porta-voz da Guarda, há a previsão de uma taxa sobre cargas transitadas, a exemplo do que o Egito cobra por controlar ambas as margens do vital canal de Suez, que liga o mar Vermelho ao Mediterrâneo, caminho mais curto ligando as exportações da China à Europa. Nenhum valor foi divulgado.

A disrupção afetou cadeias logísticas, com cerca de 6.000 marinheiros em navios fundeados no Golfo Pérsico desde então, e o preço do petróleo hoje está 20% acima do valor cobrado em fevereiro, com impacto em dominó sobre várias economias.

Segundo Gharibabadi, o corredor temporário terá ao todo 11,3 km de largura e terá entrada e saída por águas territoriais do Irã.

No início de julho, quando Trump declarou a trégua de 60 dias assinada em 17 de junho com o Irã morta e reiniciou ataques, os americanos impuseram um novo bloqueio naval aos portos do rival. Ele está sendo efetivo, embora haja muito trânsito de navios sem instrumentos de localização ligados, o que impede uma mensuração clara do tráfego.

O anúncio do Irã, que ainda não foi comentado pelo governo de Omã, ocorreu um dia depois de os EUA anunciarem sanções a 60 indivíduos e empresas ligadas à teocracia, e ameaçar punições secundárias a países que fazem negócios com Teerã.

A ameaça envolve principalmente a China, caso seja levada adiante. Pequim comprava quase 90% do petróleo iraniano antes do conflito, usando empresas de terceiros países, como a Malásia, para driblar o risco de sanções. O Brasil tem um comércio, ainda que de irrisórios US$ 3 bilhões quase todos em seu favor no ano passado, com Teerã.

Nesta quarta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que "os EUA não vão conseguir nada com pressão econômica a essa altura, assim como foram incapazes de alcançar qualquer coisa com a guerra", afirmou à agência Isna.

O Irã vive sob sanções ocidentais desde a Revolução Islâmica que tornou o país um regime teocrático, em 1979.

Em 2015, um acordo com EUA e outras potências levantou as punições em troca da promessa de que Teerã não buscaria a bomba atômica, mas a desconfiança de Trump sobre o arranjo o fez deixá-lo em 2018.

A anunciada guerra econômica de Trump para asfixiar o regime, portanto, é de efeito duvidoso até aqui.

A grande degradação das capacidades militares iranianas, em especial na primeira fase da guerra, que teve a participação de Israel, não tirou de Teerã o controle de Hormuz ou impediu o país de atacar seus vizinhos aliados dos EUA em retaliação.

Trump desistiu de continuar com ataques, segundo relatos da mídia americana, porque suas Forças Armadas consideraram que eles estavam sendo ineficazes ao serem realizados de forma pontual.

Na terça, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse, contudo, que os EUA não descartam voltar a uma guerra total para reabrir Hormuz sob suas condições e obrigar o Irã a desmantelar seu programa nuclear militar.

Por ora, Trump ganha tempo. A guerra é impopular nos EUA e seu Partido Republicano poderá perder o controle das duas Casas do Congresso na eleição de meio de mandato em novembro.

 

 

por Folhapress

EUA - Michael Phillips, americano de 38 anos conhecido por afirmar ter o “menor pênis do mundo”, passou por um procedimento estético na segunda-feira (17), em um hospital da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. A intervenção foi financiada por doações feitas por meio de uma página criada no site GoFundMe e tinha como objetivo aumentar a espessura do órgão e proporcionar mais conforto ao paciente.

O pênis de Michael mede menos de um centímetro, tamanho inferior ao de um comprimido de paracetamol. Durante o procedimento, médicos aplicaram preenchimento semipermanente em toda a extensão do órgão. A expectativa é que o tratamento possa ajudá-lo a deixar de usar fraldas e alcançar maior sensação de “normalidade e conforto”.

Segundo o “TMZ”, o procedimento durou aproximadamente três horas. Antes da aplicação do preenchimento, os médicos utilizaram um creme anestésico e, depois, administraram uma injeção de anestesia. Apesar da dor provocada pelas injeções, Michael avaliou o procedimento como um sucesso.

Após a intervenção, o órgão ficou inchado, condição que deve permanecer por cerca de uma semana. O resultado definitivo, porém, só poderá ser observado quando o inchaço desaparecer.

Os médicos também informaram que Michael poderá retornar ao hospital dentro de seis meses para realizar uma nova sessão. O procedimento poderá servir tanto para aumentar ainda mais o tamanho do órgão quanto para manter o resultado obtido, caso o produto aplicado seja absorvido rapidamente pelo organismo.

A condição fez com que Michael ganhasse repercussão mundial na internet depois de falar publicamente sobre os impactos que ela provocou em sua vida. Entre as dificuldades relatadas pelo americano estão os relacionamentos e a possibilidade de ter uma vida sexual. Ele afirmou ser virgem e também revelou que considera difícil falar abertamente sobre o assunto por causa do constrangimento.

A arrecadação feita pela internet permitiu que Michael realizasse o procedimento que, segundo ele, poderia representar uma mudança significativa em sua rotina. Mesmo ainda aguardando o resultado final, o americano considerou positiva a primeira etapa do tratamento.

 

 

por Guilherme Bernardo

EUA - Donald Trump indicou que, neste momento, prefere manter o Irã sob forte pressão econômica a ordenar uma nova rodada de ataques militares. A sinalização marca uma mudança de tom em relação à semana anterior, quando o presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Teerã diante do impasse sobre o Estreito de Ormuz.

Em entrevista por telefone ao site Axios, Trump afirmou que Washington está reduzindo o ritmo da escalada direta e observando os efeitos do isolamento econômico sobre o país. Segundo ele, a situação financeira iraniana é grave, com inflação elevada e perda de capacidade econômica. O republicano não apresentou novas ameaças militares durante a conversa.

A estratégia americana, portanto, passa a combinar negociação limitada com manutenção do cerco econômico e militar. O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos continua em vigor e é tratado por integrantes da administração Trump como uma das principais formas de pressionar Teerã sem ampliar imediatamente os combates.

Irã impõe condições para reabrir o Estreito de Ormuz
O principal obstáculo para um acordo permanece no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O governo iraniano apresentou novas exigências a Washington e afirmou que a passagem continuará fechada enquanto os Estados Unidos não alterarem sua política em relação ao país.

Mohammad Bagher Zolghadr, então secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, exigiu o fim do bloqueio marítimo, a retirada de forças navais e aéreas americanas da região, a suspensão das sanções e a liberação de ativos iranianos congelados. Teerã também reivindica compensação integral pelos danos provocados pelas guerras contra o país.

"O Estreito de Ormuz não será aberto até que os Estados Unidos corrijam seu comportamento", afirmou Zolghadr em comunicado divulgado pela agência estatal IRNA.

As condições apresentadas complicam as negociações conduzidas com participação de Omã. Um entendimento para regulamentar o tráfego marítimo na região vinha sendo discutido entre iranianos, americanos e omanenses, mas ainda não havia sido implementado.

Trump havia considerado retomar operações militares

A decisão de dar mais tempo à pressão econômica ocorre poucos dias depois de uma nova possibilidade de escalada militar. Segundo autoridades americanas ouvidas pelo Axios, Trump chegou a considerar o retorno a operações de grande porte contra o Irã, mas acabou convencido a reduzir a ofensiva no curto prazo.

O presidente já havia adotado movimento semelhante no fim de julho, quando suspendeu ataques americanos contra posições iranianas na região do Estreito de Ormuz após recomendações de comandantes militares dos Estados Unidos. À época, avaliações internas apontavam que os bombardeios estavam perdendo eficácia e aumentavam os riscos para as forças americanas e seus aliados.

Apesar da mudança de postura, Washington mantém disponíveis instrumentos diplomáticos, econômicos e militares. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que a disputa com o Irã ainda está em uma fase intermediária e que o governo continuará utilizando diferentes formas de pressão para obter um acordo considerado favorável aos interesses americanos.

Estreito de Ormuz segue no centro da disputa entre EUA e Irã

A crise voltou a se intensificar depois que o Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz em julho. A passagem marítima é uma das rotas energéticas mais importantes do mundo e sua interrupção tem impacto direto sobre o transporte internacional de petróleo e sobre os preços da commodity.

O novo fechamento também comprometeu o memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã em 17 de junho. O documento previa o fim das hostilidades, a reabertura segura de Ormuz e a suspensão do bloqueio naval americano durante um período de negociações para um acordo definitivo.

Com o acordo ainda paralisado, Trump aposta agora no enfraquecimento econômico de Teerã para tentar destravar as negociações. O governo iraniano, no entanto, indica que não pretende reabrir a rota enquanto suas exigências sobre sanções, bloqueio naval, ativos congelados e reparações não forem atendidas.

 

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - Uma gata de pelagem cinza, mas coberta por manchas de tinta vermelha, chamou a atenção de moradores de League City, no Texas, Estados Unidos. A presença do animal pela cidade levou as autoridades locais a fazerem um alerta: a população não deve tentar capturá-la nem oferecer comida enquanto as equipes trabalham para resgatá-la com segurança.

A origem da coloração vermelha ainda é desconhecida. O animal foi visto circulando pela comunidade com a tinta emaranhada nos pelos, o que mobilizou equipes de resgate. Segundo as autoridades, novas tentativas de aproximação por parte dos moradores podem dificultar o trabalho de captura.

“Estamos cientes da gata que tem sido vista na comunidade com tinta vermelha no pelo e queremos que todos saibam que ela não foi esquecida”, informou o League City Animal Care em um comunicado. A equipe afirmou ainda que está atuando para capturar o animal com segurança e levá-lo para receber os cuidados necessários.

Em uma atualização divulgada na segunda-feira, os responsáveis pelo resgate disseram que os trabalhos continuavam e que contavam com o auxílio de cuidadores de animais da região onde a gata costuma aparecer.

As imagens do felino com o pelo parcialmente vermelho também provocaram especulações entre internautas. Algumas pessoas levantaram a possibilidade de que o caso pudesse ter alguma relação com rinhas ilegais de cães.

“Posso estar enganada, mas animais ‘pintados’ não costumam estar associados a rinhas de cães ilegais? Será que ela escapou de uma situação dessas e talvez seja preciso investigar possíveis rinhas na nossa região?”, questionou uma internauta.

Outra pessoa defendeu que as autoridades deveriam descobrir quem pintou o animal. “Espero que a polícia esteja envolvida para pegar quem fez isso. Com certeza alguém tem um vídeo do momento em que isso foi feito”, escreveu.

Até o momento, porém, as autoridades locais não informaram a abertura de uma investigação sobre o caso. Também não foram anunciadas possíveis acusações relacionadas a maus-tratos contra animais, segundo a emissora KTRK.

Enquanto a gata continua sendo procurada, as equipes responsáveis pelo resgate reforçam o pedido para que os moradores não tentem interferir na captura. A orientação é deixar o trabalho nas mãos dos profissionais que estão acompanhando o animal e buscando levá-lo para um local onde possa receber os cuidados necessários.

 

 

por Guilherme Bernardo

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