SÃO PAULO/SP - Mais de 36 milhões de pessoas ainda têm valores a receber por meio do sistema do Banco Central criado para devolver o dinheiro esquecido em instituições financeiras.
Desde que o SVR (Sistema de Valores a Receber) começou a funcionar, em novembro do ano passado, 13,5 milhões de pessoas físicas, 27% do total, resgataram o dinheiro disponibilizado.
Entre as empresas, 493 mil já receberam seus valores, e outras 2,7 milhões possuem dinheiro a ser retirado.
São R$ 7 bilhões não resgatados --quase dois terços do total a ser devolvido, que ultrapassa R$ 11 bilhões. Os dados foram atualizados pelo BC na última quarta (7), contemplando um balanço até abril.
Já foram recuperados R$ 3,9 bilhões. Pessoas físicas ainda têm R$ 5,6 bilhões a receber; empresas, R$ 1,3 bilhão.
Segundo o Banco Central, 63% dos beneficiários, somando quem já sacou e quem ainda tem quantias a retirar, têm direito a valores de até R$ 10. São 27,7 milhões de pessoas que se encaixam nesse perfil.
São 11,1 milhões na faixa de R$ 10,1 a R$ 100, enquanto 4,5 milhões possuem valores de R$ 100,1 a R$ 1.000. Para outras 787 mil pessoas, menos de 2% do total, foram encontradas somas acima de R$ 1.000.
O mês de março registrou maior montante devolvido, com R$ 503 milhões, seguido de abril, com R$ 259 milhões.
A maior parte do dinheiro a ser recuperado está nos bancos: tais instituições retêm 37%, somando mais de R$ 4,1 bilhões. Na sequência vêm as administradoras de consórcios, com R$ 2,1 bilhões.
Cooperativas, financeiras e instituições de pagamentos acumulam R$ 635 milhões, R$ 93 milhões e R$ 76 milhões, respectivamente.
As consultas ao SVR podem ser feitas a qualquer momento, no site valoresareceber.bcb.gov.br. É preciso ter em mãos número de CPF e data de nascimento se for pessoa física. Pessoas jurídicas podem consultar por meio do CNPJ e da data de abertura da empresa.
É necessário ter uma conta Gov.br nível prata ou ouro para ter acesso às quantias. Leia a seguir dicas para receber o dinheiro esquecido.
COMO FAÇO PARA SOLICITAR OS VALORES A RECEBER?
O cidadão precisa acessar o site do Banco Central criado para o SVR com o número do CPF e a data de nascimento, para pessoa física, ou o CNPJ e a data de abertura da empresa, para pessoa jurídica. Veja o passo a passo de como fazer o resgate dos valores.
COMO PEDIR O DINHEIRO NO SVR
- Acesse o site valoresareceber.bcb.gov.br e clique em "Sistema de Valores a Receber"
- Informe CPF e data de nascimento, para pessoa física, ou CNPJ e data de abertura da empresa, para pessoas jurídicas
- Vá em "Consultar" Depois, clique em "Acessar SVR"
- Se houver muitos acessos, o usuário vai entrar em uma fila virtual; o sistema informará em qual posição o cidadão está
- Em seguida, informe o seu CPF e a senha Gov.br prata ou ouro
- Se o dinheiro a ser sacado for seu, escolha "Meus valores a receber"; caso seja de alguém que já morreu vá em "Valores de pessoas falecidas" Aceite o "Termo de ciência" e vá em "Confirmar"
- Na próxima tela, aparecerão as seguintes informações: quanto há para receber, nome e demais dados do banco ou da instituição financeira que vai pagar, origem do dinheiro e informações adicionais, se for o caso
- Se o sistema indicar a opção "Solicitar por aqui", será preciso selecionar uma de suas chaves Pix e informar os dados pessoais (guarde o número do protocolo)
- Caso o sistema ofereça a opção "Solicitar por aqui", mas não apresente a possibilidade de informar a chave Pix, entre em contato com a instituição financeira pelo telefone ou pelo email informado para combinar a forma de devolução
COMO RECEBER O DINHEIRO ESQUECIDO
O cidadão precisa ter chave Pix. Também é possível pagar por DOC (Documento de Crédito) ou TED (Transferência Eletrônica Disponível). Nestes casos, o dinheiro cai na conta em até 12 dias úteis. Há, no entanto, instituições que não assinaram o "Termo de Adesão", o que faz com que seja necessário realizar a solicitação de saque diretamente no banco ou na instituição financeira.
QUEM PODE TER DINHEIRO ESQUECIDO EM BANCOS E FINANCEIRAS?
Qualquer pessoa física ou jurídica que teve relacionamento com bancos ou financeiras em algum momento poderá ter direito aos valores a receber.
DE ONDE VÊM OS VALORES?
- O dinheiro a ser devolvido pelas instituições é referente a:
- Contas corrente ou poupança encerradas com saldo disponível
- Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito
- Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados
- Tarifas cobradas indevidamente
- Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas
- Contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas com saldo disponível
- Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas com saldo disponível
- Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução
COMO HERDEIROS PODEM RESGATAR O DINHEIRO ESQUECIDO
- Acesse o site valoresareceber.bcb.gov.br e clique em "Sistema de Valores a Receber"
- Informe os dados solicitados pelo sistema, que são o CPF e a data de nascimento da pessoa que morreu Vá em "Consultar" - Depois, clique em "Acessar SVR" Se houver muitos acessos, o usuário vai entrar em uma fila virtual; o sistema informará em qual posição o cidadão está
- Em seguida, informe o seu CPF e a senha Gov.br prata ou ouro
- Na página seguinte, escolha "Valores de pessoa falecida" - Aceite o "Termo de responsabilidade de acesso a dados de terceiros" e vá em "Confirmar"
- Informe o CPF e a data de nascimento da pessoa que morreu
- Caso haja valores a receber, aparecerão todas as informações do dinheiro a ser devolvido em nome da pessoa que morreu, por faixa de valor, além de banco ou instituição financeira onde o montante está e informações para que o cidadão faça o contato com a instituição e solicite o resgate
- Será possível compartilhar, imprimir ou salvar a tela, mas é possível solicitar o valor por meio do SVR, informando chave Pix, como ocorre com quem tem dinheiro próprio para sacar
RESGATEI DINHEIRO EM 2022, POSSO TER ALGO A MAIS PARA RECEBER?
Sim, como há valores esquecidos de outros investimentos ou contas, quem já resgatou em 2022 pode ter acesso a mais dinheiro. Caso o sistema tenha mostrado, em consulta no ano passado, o direito de receber e, agora, não mostre mais nada mesmo que o resgate não tenha sido feito, será preciso entrar em contato com a instituição financeira.
ATÉ QUANDO POSSO RETIRAR MEUS VALORES?
O resgate do dinheiro esquecido poderá ser feito a qualquer hora. É preciso ter conta Gov.br nível prata ou ouro para fazer a solicitação de pagamento ao banco ou à instituição financeira onde o valor está.
COMO FAZER QUANDO APARECE QUE A INSTITUIÇÃO NÃO ASSINOU O "TERMO DE ADESÃO"?
Nos casos em que o sistema informa que não foi assinado o "Termo de Adesão", será necessário solicitar o dinheiro diretamente ao banco ou à instituição financeira. Do total de 1.060 instituições que informaram valores ao SVR, 640 assinaram o "Termo de Adesão". Os dados para fazer a solicitação são informados pelo sistema.
COMO FAÇO PARA TER CONTA GOV.BR PRATA OU OURO?
A conta pode ser criada por computador, tablet ou celular. No computador, basta acessar o site do sistema (gov.br/governodigital) e seguir o passo a passo. São solicitadas informações como número do CPF e data de nascimento, entre outras.
No celular ou tablet, o cidadão deve baixar o aplicativo e criar a sua conta. Neste caso, é mais fácil conseguir nível prata ou bronze porque, como há acesso à câmera, o cidadão consegue provar com mais facilidade sua identidade.
O selo bronze não dá acesso ao sistema de valores a receber do Banco Central. A medida busca trazer mais proteção e segurança aos dados do contribuinte.
PASSO A PASSO PARA CRIAR SENHA NO GOV.BR
Acesse o site gov.br/governodigital Em "Serviços recomendados para você", clique em "Criar sua conta gov.br"
- Na página seguinte vá em "Iniciar" Informe o CPF e clique em "Continuar" Para quem não tem conta, o sistema irá indicar a opção de criar uma.
- Clique sobre ela A conta ouro é criada para quem tem CNH digital ou biometria facial no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Quem não tem CNH digital ou biometria no TSE terá conta prata, que deverá ser criada por meio dos bancos credenciados, no aplicativo do banco
- O cidadão que não conseguir criar a conta Gov.br prata ou ouro responderá a um questionário e terá selo bronze
SAIBA CONSEGUIR NÍVEL PRATA NO GOV.BR PELO CELULAR:
- Acesse o aplicativo gov.br Clique em "Entrar com gov.br"
- Na tela seguinte, informe o CPF e vá em "Continuar"
- Em seguida, digite a senha e clique em "Entrar"
- Na tela em que se lê "Autorização de uso de dados pessoais", vá em "Autorizar"
- No quadro azul, acima, clique em "Aumentar nível da conta"
- Para tornar sua conta prata, escolha uma das opções que o aplicativo oferece; se tiver cadastro no Denatran, use a biometria facial; se for servidor, use dados do Sigepe
- A validação também pode ser feita por meio do cadastro no seu banco na internet
- Vá onde se lê "Cadastro via internet banking" e escolha o seu banco
- Os próximos passos dependerão de cada instituição financeira; é possível conseguir a validação pelo Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Banco de Brasília, Caixa Econômica Federal, Sicoob e Santander
COMO CONSEGUIR NÍVEL OURO NO APLICATIVO
- Acesse o aplicativo gov.br Clique em "Entrar com gov.br"
- Digite o CPF e vá em "Continuar"
-Depois, informe a senha e clique em "Entrar"
- No quadro azul, acima, onde está seu nome, vá em "Aumentar nível"
- Em seguida, acesse "Aumentar nível da conta"
- O gov.br pedirá acesso à câmera do celular, clique em "OK"
- Aparecerão orientações para a foto; clique em "Reconhecimento facial"
- Enquadre seu rosto e aguarde; aparecerá a mensagem "Reconhecimento facial realizado com sucesso", vá em em "OK"
- Ao final do procedimento, aparecerá a mensagem "Validamos sua foto na base de dados da Justiça Eleitoral. Você atingiu o maior nível de segurança para sua conta gov.br!"
COMO SEI QUE NÃO ESTOU SENDO VÍTIMA DE UM GOLPE COM OS VALORES A RECEBER?
O BC alerta que o único site onde você pode consultar e saber como solicitar a devolução dos seus valores, da sua empresa ou de pessoas falecidas é valoresareceber.bcb.gov.br e que todos os serviços do portal são gratuitos. Caso alguém ofereça e cobre por serviços de consulta, trata-se de um golpe.
O Banco Central também não manda links nem entra em contato para tratar de valores a receber ou confirmar dados. Apenas a instituição que aparece no sistema pode entrar em contato com o cliente, mas ela não pode pedir senhas.
Não acesse links suspeitos enviados por email, SMS, WhatsApp ou outros aplicativos de mensagens.
por VINÍCIUS BARBOZA / FOLHA de S.PAULO
ARGENTINA - O Itaú Unibanco, maior banco da América Latina em ativos, está em conversas preliminares com o Banco Macro para vender sua operação na Argentina – o que deve marcar a sua saída do país. A negociação foi revelada pela imprensa local e confirmada ontem em fato relevante publicado pela própria instituição brasileira. Apesar de ter uma história de aquisições, o Itaú deu prioridade às operações no Chile e na Colômbia, por meio da compra do Corpbanca, mas não evoluiu na mesma proporção na Argentina. Seu banco no país representa cerca de 1% do lucro do conglomerado, de R$ 8,4 bilhões no primeiro trimestre.
A confirmação das negociações com o Itaú deu impulso às ações do Banco Macro, listado na Argentina e nos EUA, com alta de mais de 10% ontem. A instituição é um dos principais bancos privados no país vizinho. Procurado para detalhar as conversas, o Itaú não se pronunciou.
O Itaú desembarcou na Argentina em 1998, com a compra do Banco Del Buen Ayre. Primeiro, operou com o nome Itaú Buen Ayre e, posteriormente, com Itaú Argentina. A filial tinha cerca de 1,5 mil funcionários em março e 71 agências – estrutura menor do que as vistas no Chile, onde o conglomerado contava 5,2 mil funcionários, e na Colômbia, onde tinha 2,3 mil. Na carteira de crédito, a unidade era a menor, com R$ 9,6 bilhões em operações e crescimento de 7,9% em um ano, abaixo da média do conglomerado.
Os bancos argentinos têm sido desafiados pela constante disparada da inflação no país vizinho, que pesa sobretudo na qualidade do crédito. Esse fator tem sido apontado por analistas como um problema, inclusive, para o potencial comprador do Itaú Argentina. “Os resultados do Banco Macro foram sequencialmente mais fracos e continuaram a ser afetados pelos altos patamares de inflação, uma condição que não parece ter solução no curto prazo”, disse o BTG Pactual, em maio.
Esse ambiente fez com que o lucro do Macro caísse 20% no primeiro trimestre, para 9,7 bilhões de pesos (o equivalente a R$ 195 milhões). Apesar disso, o banco continuava bem capitalizado, com excesso de liquidez. Em uma economia inflacionária, a instituição prefere manter recursos em títulos do governo argentino, em tese mais seguros do que os empréstimos a pessoas físicas e empresas.
MENOR APETITE
Diante das recorrentes crises na Argentina, o apetite dos brasileiros pelo setor bancário local minguou nos últimos anos. Antes do Itaú, o Banco do Brasil fez algumas tentativas de se desfazer de sua fatia no argentino Patagônia. Mas, justamente por conta do cenário macroeconômico local, o valor pelo ativo não agradou, o que acabou inviabilizando sua venda
No caso do Itaú, o movimento feito na Argentina é oposto ao que existe no Chile, em que o conglomerado quer comprar todas as ações em circulação do Corpbanca, ou seja, se tornar o único proprietário. A operação chilena é a maior do Itaú fora do Brasil e está no centro das atenções do banco na América Latina após uma virada operacional – conduzida, em grande parte, pelo atual presidente do conglomerado, Milton Maluhy.
Segundo pessoas que acompanham o assunto, não há relação entre as duas operações. No Chile, o Itaú vive um dilema de curto prazo na tesouraria: “comprado” em inflação, o banco teve de anotar perdas nos títulos atrelados à alta de preços nos últimos trimestres. O Itaú faz proteção cambial da posição de capital nos bancos que controla no exterior, e no último ano esse conservadorismo pesou nos números. O banco estima perder R$ 500 milhões por trimestre na tesouraria com a atual política de hedge.
Em solo argentino, o Itaú tem presença bem mais tímida do que no Brasil. É apenas o 18.º maior banco em volume de ativos, se considerados os dados de janeiro do Banco Central da Argentina. Já o Macro é o quinto maior e, na hipótese de ficar com os ativos do banco brasileiro, se distanciaria do espanhol BBVA (que é o sexto colocado) e se aproximaria do Santander Rio (o quarto maior). O líder de mercado é o estatal Banco de la Nación Argentina.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Com a criação do Pix em novembro de 2020, mudanças comportamentais geradas pela pandemia de covid-19 e o aumento das transações com cartões, os brasileiros usam cada vez menos o dinheiro em espécie para fazer pagamentos do dia a dia. A avaliação é do estudo do Banco Central (BC) Evolução de Meios Digitais para a Realização de Transações de Pagamento no Brasil.

Em 2019, os saques de dinheiro em caixas eletrônicos e agências somaram R$ 3 trilhões. Em 2020, o total caiu para R$ 2,5 trilhões e para R$ 2,1 trilhões, em 2021 e 2022.
Em 2020, as transações por meio do Pix somaram R$ 180 milhões. No ano seguinte, R$ 9,43 bilhões, e em 2022, R$ 24,05 bilhões.
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Já quando se trata de transações de valores mais altos, a indicação do estudo é de que há preferência por transferências bancárias (inter e intrabancárias), que responderam por cerca de 65% de todo o volume financeiro de 2022. O Pix foi responsável por 12% das transações.
Segundo o estudo, em relação ao valor médio das operações “há uso preponderante do Pix e dos cartões (especialmente o pré-pago) nas transações de valor mais baixo, indicando seu papel importante na inclusão financeira, deixando as transferências tradicionais como principais opções para transações corporativas, de valores substancialmente mais altos”.
“Nesse sentido, é razoável supor que o Pix e os cartões representaram importante papel na digitalização de camadas mais amplas da população”.
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O BC também observou crescimento “expressivo da quantidade de transações com cartões de débito e pré-pago”, influenciado pela expansão de instituições financeiras. “Essas instituições vêm tendo papel relevante na inclusão financeira, ao proporcionar contas de pagamento a pessoas que anteriormente não tinham nenhum relacionamento com o sistema financeiro, sendo, por exemplo, as instituições em que muitos jovens iniciam seu relacionamento com o sistema financeiro”, destacou o estudo.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil
ZURIQUE - O presidente do Banco Nacional da Suíça (SNB, na sigla em inglês), Thomas Jordan, defendeu os recentes aumentos nas taxas de juros para combater a inflação, dizendo que não prejudicam a estabilidade financeira suíça nem são responsáveis pelo colapso do Credit Suisse.
O SNB aumentou as taxas de juros quatro vezes ao longo do ano passado para reduzir a inflação que persistiu acima da meta do banco central de zero até 2%.
O mercado atualmente espera um aumento de 0,25 ponto percentual em relação ao atual nível de 1,5% quando o banco central fizer sua próxima reunião em junho.
"As taxas de juros na Suíça ainda estão muito baixas", disse Jordan em um evento em Lugano, no sul da Suíça. "Não vemos um grande risco em apertar demais a política monetária.
"Não é algo que prejudique a estabilidade financeira em geral na Suíça", acrescentou.
De fato, taxas mais altas podem ser vistas como positivas para a estabilidade financeira, ajudando os bancos a restaurar suas margens de lucro, disse ele.
"Tínhamos esse problema de estabilidade financeira com o Credit Suisse, mas era algo diferente", disse Jordan. "Este é um caso individual, onde as taxas de juros não foram o problema, mas sim a falta de confiança dos participantes do mercado em uma instituição."
Jordan disse estar preocupado com o ritmo dos saques bancários que acabaram levando ao resgate do banco atingido e à aquisição pelo UBS em uma operação projetada pelo governo e pelo banco central suíço.
"90% dos depósitos saíram em questão de dias", disse Jordan. "Isso é certamente algo que temos que olhar com muito cuidado e ver o que podemos fazer para evitar esse tipo de fuga dos bancos."
Jordan disse que também continua preocupado com a inflação suíça, que caiu em abril para 2,6%, mas permaneceu fora da meta do SNB pelo 14º mês consecutivo.
Quanto mais tempo a inflação permanecer acima da meta do banco central, mais ela ficará enraizada na percepção de empresas e famílias e será mais difícil reduzi-la, disse Jordan.
"Temos que trazê-la de volta para menos de 2% o mais rápido possível", disse Jordan.
Reportagem de John Revill / REUTERS
EUA - Uma convidada do CoinDesk's Consensus Festival, a CEO da empresa de investimentos Franklin Templeton, Jenny Johnson, alertou que a indústria cripto deve se preparar para uma regulamentação mais rígida.
Johnson disse que o futuro da indústria "será regulamentado". Ela também criticou o Bitcoin, dizendo que criptomoedas como o BTC são uma "distração" da verdadeira inovação das criptomoedas, a tecnologia blockchain.
"O bitcoin é a maior distração da maior disrupção [que virá ao sistema financeiro], e isso é blockchain", disse Johnson.
Ela também refutou a ideia de que Bitcoin poderia se tornar uma moeda global, enfatizando que o governo dos EUA não deixará isso acontecer:
"Posso dizer que se o bitcoin se tornasse tão grande que ameaçasse o dólar americano como moeda de reserva, os Estados Unidos limitariam o uso do bitcoin", disse ela, acrescentando que "as moedas são muito importantes para os governos [...] administrar suas economias", e que "não cederão sua moeda a este conceito de moeda global".
Johnson acrescentou que é melhor que as empresas se envolvam diretamente com os reguladores ao desenvolver novos produtos. Ela disse que a Franklin Templeton, que administra US$ 1,5 trilhão em ativos, manteve contato próximo com a Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA durante o desenvolvimento de seu fundo mútuo baseado na blockchain Polygon, que acaba de ser lançado.
Com base na experiência com reguladores de todo o mundo, Johnson também observou que “diferentes partes do mundo são mais avançadas do que outras, mais confortáveis com [cripto] do que outras”, citando Cingapura, Hong Kong e os Emirados Árabes Unidos como exemplos de cripto. jurisdições amigáveis.
Finalmente, em relação aos EUA, ela disse que os reguladores estão nervosos com a adoção de regulamentos que possam ter consequências não intencionais, observando que "este é um espaço complexo e os reguladores estão tentando ser pensados", disse Johnson.
por Investing.com
BRASÍLIA/DF - A noite de sexta-feira (3) foi de complicações para quem precisou transferir dinheiro. Uma instabilidade nos sistemas do Banco Central (BC) que processam as transferências via PIX interrompeu o serviço por pouco mais uma hora.

O problema, informou o BC, durou uma hora e 13 minutos e foi resolvido pouco antes das 22h. No entanto, os correntistas continuarão a ter dificuldades nas próximas horas por causa do fluxo represado de operações.
"Os sistemas do Banco Central do Brasil responsáveis pelo processamento do PIX apresentaram instabilidade entre 20h32 e 21h45. A partir das 21h45 os sistemas voltaram a operar normalmente. Possíveis lentidões podem ainda ocorrer em função do acúmulo de transações durante o período de instabilidade", informou o BC à imprensa.
Segundo o site Downdetector, que monitora reclamações de serviços, durante quase todo o dia, o Banco Central (BC), que administra o PIX, não enfrentou problemas. Às 20h38, o número de reclamações saltou de 0 para 11 naquele minuto. O número de queixas simultâneas saltou para 56 às 20h48 e para 194 às 21h46.
Nos sites de bancos monitorados pelo Downdector, o padrão de reclamações está parecido, com as queixas disparando a partir das 20h40. A página acompanha as reclamações das seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Santander, Inter e bancos digitais como Nubank, Next e C6 Bank, entre outros.
Na maioria dos bancos, o volume de reclamações começou a cair por volta das 21h15, mas continua bastante acima da média. Na página do Banco Central, o pico ocorreu às 21h31, quando foram registradas 246 queixas simultâneas.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
IBATÉ/SP - O Banco do Povo Paulista (BPP) é um programa de microcrédito produtivo do Governo do Estado de São Paulo realizado em parceria com a Prefeitura de Ibaté. Tem como objetivo promover a geração de emprego e renda, por meio da concessão de microcrédito para o desenvolvimento econômico de pequenos negócios, formais ou informais.
O serviço oferece financiamentos para empreendedores de micro e pequenos negócios, para investir em mercadorias, equipamentos, estoque, matéria-prima ou prestações de serviços para o negócio, como forma de viabilizar desenvolvimento socioeconômico local e geração de renda e emprego.
O Banco do Povo atua no segmento de microcrédito: de R$ 200,00 a R$ 15.000,00 para pessoa física e de R$ 200,00 a R$ 21.000,00 para pessoa jurídica.
Podem ser tomadores do crédito aqueles que atendam algumas exigências. Os interessados para devem procurar atendimento, exclusivamente, na unidade do Poupatempo de Ibaté, que está localizado na rua Eduardo Apreia, 770, no bairro Jardim Mariana. O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h.
O agente de crédito do BPP de Ibaté, Mário Henrique Narcizo, ressalta que também é oferecida ainda linhas de crédito para empresas, cooperativas e associações voltadas a atividades produtivas que demonstrem faturamento bruto de até R$ 360 mil nos últimos 12 meses; aos Microempreendedores Individuais (MEI) e pessoas físicas que trabalhem por conta própria. "No ano de 2022, o Banco do Povo Paulista de Ibaté já financiou cerca de R$251 mil em projetos focados no desenvolvimento de pequenos negócios no município", contou.
Entre outras exigências para efetivar a concessão do crédito, o interessado deve desenvolver atividade produtiva (formal ou informal); se Pessoa Física, residir há mais de dois anos em município contemplado pelo BPP, com endereço fixo;com empreendimento em endereço fixo em outro município contemplado pelo BPP, possuir o negócio há mais de dois anos; se Pessoa Jurídica, não a exigência de tempo de residência; não ter restrições cadastrais no SCPC, SERASA e CADIN Estadual; ter mais de 18 anos (menor com idade a partir de 16 anos, desde que seja emancipado legalmente); analfabetos ou portadores de deficiência física (que impeça a leitura do contrato ou o comparecimento no ato da assinatura), somente através de procuração pública, outorgando poderes a terceiros para representá-lo no ato da assinatura do contrato e que deverá ser lavrada em cartório local. Observação: Deficiente intelectual é considerado incapaz, não podendo assumir compromissos.
“A taxa de juros varia de 0,35% a 0,55% ao mês para pessoa jurídica e 0,80% para pessoa física, para todas as linhas de crédito. Não há cobrança de taxas de abertura de crédito, de cadastro ou de elaboração de contrato”, finaliza Mário Henrique.
Serviço:
Banco do Povo Paulista Ibaté
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, 9h às 17h e aos sábados das 9h às 13h (sem agendamento)
Local: Unidade do Poupatempo Ibaté
Endereço: Rua Eduardo Apreia, 770, Jardim Mariana
TÓQUIO - O presidente do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda, descartou nesta segunda-feira a chance de uma saída no curto prazo da política monetária ultrafrouxa, embora os mercados e as autoridades estejam sinalizando um foco crescente no que acontecerá após o término do mandato de Kuroda.
Os investidores continuaram a aumentar os rendimentos dos títulos do governo japonês com a expectativa de que o banco central eliminará gradualmente seu controle de rendimentos sob um novo presidente quando o segundo mandato de cinco anos de Kuroda terminar em abril do próximo ano.
A mudança de atenção para uma era pós-Kuroda também ficou evidente nos comentários do primeiro-ministro, Fumio Kishida, nesta segunda-feira de que uma decisão sobre a revisão do plano de uma década do Japão para vencer a deflação será tomada após a nomeação de um novo presidente do Banco do Japão.
"É algo para depois que o novo presidente do Banco do Japão for decidido", disse Kishida em um seminário, referindo-se a possíveis mudanças que o governo pode buscar em sua declaração conjunta com o banco central que compromete a instituição a atingir uma meta de inflação de 2% o mais cedo possível.
O Banco do Japão chocou os mercados na semana passada com uma surpreendente ampliação da faixa de subsídio em torno de seu título de 10 anos, uma medida que visava aliviar parte do custo do estímulo prolongado.
Kuroda disse nesta segunda-feira que a decisão da semana passada pretendeu aumentar o efeito de sua política ultrafrouxa, em vez de um primeiro passo para a retirada de seu programa de estímulo massivo.
"Definitivamente, este não é um passo para uma saída. O Banco visará atingir a meta de preço de maneira sustentável e estável, acompanhada de aumentos salariais, continuando com o afrouxamento monetário sob controle da curva de juros", disse Kuroda em discurso proferido à empresa de lobby empresarial Keidanren.
Mas Kuroda disse que o crescimento salarial deve aumentar gradualmente devido à intensificação da escassez de mão de obra e às mudanças estruturais no mercado de trabalho do Japão, que estão levando a salários mais altos para trabalhadores temporários e um aumento no número de trabalhadores permanentes.
Reportagem de Leika Kihara; Reportagem adicional de Tetsushi Kajimoto e Kentaro Sugiyama / REUTERS
SÃO PAULO/SP - O Santander aumentou suas expectativas para a inflação no Brasil no horizonte até 2024, e alertou para os riscos que a expansão fiscal planejada pelo governo eleito representa para a consolidação das contas públicas num longo prazo.
O banco revisou o IPCA de 2022 para alta de 5,8%, contra 5,5% estimados antes, citando "surpresas altistas recentes em preços voláteis, em conjunto com o fim do efeito baixista do corte de impostos".
Para 2023, "agora consideramos novas altas de tributos, além dos efeitos de um mercado de trabalho mais aquecido", disse o Santander, o que elevou sua projeção de inflação para o ano que vem a 5,4%, de 5,0%.
"Dada a inflação mais alta no próximo ano, com pressões em grupos de preços mais rígidos/inerciais, revisamos o IPCA 2024 para 3,5% (antes 3,0%), o que implica uma trajetória ainda mais lenta de convergência inflacionária ao centro da meta", afirmou o banco em relatório assinado por sua economista-chefe, Ana Paula Vescovi, e equipe.
Ainda assim, o Santander manteve suas expectativas para a taxa Selic em 12,0% em 2023 e 9,00% em 2024, ante patamar atual de 13,75%. No entanto, "dado o tom atual das discussões de política fiscal, enxergamos riscos altistas para a trajetória futura da taxa de juros", avaliou o banco.
Em relação ao fiscal, o Santander passou a projetar um déficit primário do setor público de 1,5% do PIB em 2023, piora em relação ao rombo de 1,4% previsto anteriormente.
O banco alertou que "a PEC (da Transição) aprovada no Senado tem potencial de impacto fiscal acima de 220 bilhões de reais, e a aprovação de legislação neste patamar geraria viés baixista às estimativas de resultado primário".
"Para o longo prazo, uma vez que assumimos que o atual nível das commodities não será permanente, seguimos vendo uma trilha arriscada para a estabilização da dívida, dada a reduzida eficácia das regras fiscais e as pressões para gastos sociais", avaliou o credor privado.
"No próximo ano, será fundamental observar o debate sobre as novas regras fiscais, que terão por finalidade ancorar as expectativas para o processo de consolidação fiscal à frente."
Por Luana Maria Benedito / REUTERS
BRASÍLIA/DF - Interrompido desde meados de abril, o Sistema Valores a Receber (SVR) ainda tem R$ 4,6 bilhões esquecidos em instituições financeiras para serem devolvidos, divulgou hoje (8), em Brasília, o Banco Central (BC). Desse total, estão destinados R$ 3,6 bilhões a 32 milhões de pessoas físicas e R$ 1 bilhão a 2 milhões de empresas.

O BC também anunciou que voltará a receber dados das instituições em janeiro. A data de reabertura das consultas ao SVR ainda não está definida. No entanto, o órgão esclarece que uma instrução normativa editada em novembro obriga as instituições a encaminharem à autoridade monetária informações de valores esquecidos.
As instituições repassarão ao BC três tipos de valores esquecidos por correntistas:
• contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível;
• contas de registro mantidas por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e por sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários para registro de operações de clientes encerradas com saldo disponível; e
• outras situações que ensejam valores a devolver reconhecidas pelas instituições.
Segundo o Banco Central, os dados recebidos das instituições financeiras serão processados e oferecidos aos correntistas assim que o SVR for reaberto. O órgão informou que também trabalha em melhorias no sistema, como a inclusão de novos tipos de valores e o saque por herdeiros e representantes legais de falecidos.
Assim que o sistema for reaberto, informou o BC, herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais da pessoa falecida poderão consultar a existência de valores esquecidos e receberem instruções sobre como resgatar o dinheiro. Eles terão de aceitar um termo de responsabilidade antes de fazer a consulta.
A abertura do SVR a pessoas falecidas chegou a ser anunciada pelo BC no início do ano, mas foi paralisada por causa da greve no órgão, que durou de abril a julho.
Outra novidade será a adoção de uma fila de espera virtual para acessar o SVR. A ferramenta substituirá a lógica de acesso programado (com dia e hora definidos) que vigorou na primeira versão do sistema.
Atualmente, os valores esquecidos no sistema financeiro estão distribuídos nas seguintes faixas: 23,58 milhões de correntistas (68%) até R$ 10; 7,94 milhões (23%) entre R$ 10,01 e R$ 100; 2,86 milhões (8%) de R$ 100,01 e R$ 1 mil; e 476,5 mil (1%) acima de R$ 1 mil. Com o reenvio dos dados pelas instituições financeiras, o estoque de R$ 4,6 bilhões a serem devolvidos pode aumentar.
A devolução de valores esquecidos ocorreu de fevereiro a abril deste ano. Nesse período, informou o BC, as instituições devolveram R$ 2,36 bilhões para 7,2 milhões de pessoas físicas e 300 mil pessoas jurídicas.
Desse total, R$ 321 milhões foram devolvidos via PIX a 3,7 milhões de beneficiários que clicaram diretamente no sistema para pedir os valores. O restante foi devolvido por meio de contato do beneficiário com a instituição (telefone, e-mail, ida à agência ou outros canais de atendimento).
Inicialmente, estava prevista uma segunda fase de consultas e saques no SVR para maio. Essa etapa incluiria mais fontes de recursos esquecidos, como cobranças indevidas de tarifas ou obrigações de crédito não previstas em termo de compromisso, contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas e contas encerradas em corretoras e distribuidoras. No entanto, o processo foi interrompido por causa da greve dos servidores do BC, que durou três meses e paralisou o desenvolvimento de projetos dentro do órgão.
Por Welton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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