SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Trabalho, Emprego e Renda por meio do Departamento de Empreendedorismo e do Banco do Povo, realiza no dia 22 março (quarta-feira), às 8h30, no auditório “Professor Wilson Wady Cury”, localizado na avenida São Carlos, nº 1.839, no centro, evento com palestras em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O evento tem apoio do Sebrae, da Prefeitura de São Carlos e do Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio São Carlos).
Luiz Fernando Stabile de Arruda, Agente de Crédito do Banco do Povo, vai falar sobre o funcionamento e o acesso às linhas de crédito da iniciativa. “O Banco do Povo tem linhas de crédito especificas para mulheres, por isso é importante que possamos facilitar e ampliar este acesso, destacou a secretária. Na sequência a gerente regional do Sebrae, Michelle Sabino, vai ministrar a palestra “Case de Sucesso em Empreendedorismo”.
“Trabalhamos para promover ações e políticas públicas inclusivas, aproximando a mulher do empreendedorismo, portanto as palestras desse dia reforçam nosso compromisso”, explicou a secretária do Trabalho, Emprego e Renda, Dani Favoretto Valenti. “Será uma ótima oportunidade para que as empreendedoras de São Carlos conheçam as opções de crédito e histórias de iniciativas de sucesso”, lembrou a diretora do Departamento de Empreendedorismo e Banco do Povo, Rosângela Rodrigues do Santos.
O evento tem vagas limitadas e as inscrições podem ser feitas no Departamento de Empreendedorismo e Banco do Povo (DEBP) por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .gov.br ou pelos telefones 3376 6561 / 3374 1750, ramais 207/208/209.
SÃO CARLOS/SP - A Guarda Municipal, juntamente com a Secretaria de Transporte e Trânsito e apoio da Polícia Militar, realizou na noite desta sexta-feira (17/03) uma operação programada pelo GGI-M (Gabinete de Gestão Integrada Municipal) para fiscalizar escapamentos. Foram vários pontos de abordagens, entre eles na avenida Getúlio Vargas, Pico (Swiss Parque) e Bruno Rugiero Filho.
Durante as abordagens foram feitas orientações de trânsito, vistoria veicular e de documentos. Vinte veículos foram vistoriados e quatro motos guinchadas por irregularidades de documentos .
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Samir Gardini, as operações vão continuar. "Fizemos uma programação para todo o mês de março e já estamos fechando outras para abril. Caso o escapamento, seja ele esportivo ou original, não reduza os ruídos nem filtre os gases poluentes originados do motor, o condutor estará sujeito a uma multa de natureza grave cinco com pontos na Carteira Nacional de Habilitação", alerta Gardini.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito informa que na próxima terça-feira (21/03) será implantada mão única de circulação do trânsito de veículos na avenida Araraquara.
A intervenção será realizada no trecho entre a ruas Estados Unidos e Argentina, na altura do Estádio Luiz Stevan de Siqueira Neto (Zuzão).
A avenida Araraquara continuará com mão única seguindo o sentido atual Centro x Bairro até a rua Argentina.
A implantação de mão única nesse trecho do sistema viário é necessária para promover as melhorias de segurança e fluidez do trânsito de veículos e pedestres.
A SMTT recomenda aos motoristas atenção para a sinalização de trânsito. Agentes também estarão no local para orientações.
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal vai realizar nesta segunda-feira (20), às 18h, uma audiência pública híbrida para discussão e busca de soluções para obras e melhorias no centro de lazer e esportes “Veraldo Sbampato”, conhecido como “Bicão”. A audiência foi solicitada pelo vereador e presidente da Câmara, Marquinho Amaral.
Estarão em pauta os encaminhamentos, da audiência pública anterior, realizada no dia 27 de fevereiro passado, quando foram elencadas as principais demandas do parque municipal, entre as quais a iluminação pública daquele logradouro. Participaram do evento vereadores, representantes de secretarias municipais (Obras, Serviços Públicos e Habitação e Desenvolvimento Urbano), Guarda Municipal, UNIMED e Comissão Amigos do Bicão e Córrego do Medeiros. Na ocasião
A audiência pública do próximo dia 20 será transmitida ao vivo pelo canal 20 da NET, pela Rádio São Carlos AM 1450, pelo canal 49.3 - TV Aberta Digital, canal 31 da Desktop / C.LIG, online via Facebook e canal do Youtube, por meio da página oficial da Câmara Municipal de São Carlos. A participação também pode ser online através do link: https://us06web.zoom.us/
SÃO CARLOS/SP - O bolo bombom sem dúvida alguma é uma gostosura divina, pois além de ter um visual lindíssimo, fica incrivelmente saboroso e perfeito para ser servido em qualquer ocasião especial. Confira o passo a passo da versão de bolo bombom, faça e você vai se apaixonar por essa delicia!
Como fazer bolo bombom
Para fazer bolo bombom teremos que fazer algumas etapas de preparo. Primeiramente iremos fazer o pão de ló, em seguida o creme e levar para gelar, na sequência vamos preparar a casquinha do bolo bombom e deixar ficar bem firme, e por último a calda. Para a montagem do bolo bombom teremos que seguir corretamente a sequência do passo a passo para que o resultado da receita do bolo bombom seja um sucesso. Vamos finalizar a montagem colocando o chocolate derretido em toda superfície, e levar para gelar por 2 horas. Retirar da geladeira, desenformar, decorar com morangos inteiros e saborear esse espetacular bolo bombom!
Ingredientes da receita de bolo bombom
Para o pão de ló
Para a casquinha
Para a calda
Modo de preparo
Do pão de ló
Do creme
Da casquinha
Montagem
André Holmo / RECEITA TODA HORA
Drogas foram encontradas na cabine do caminhão
ROSANA/SP - Policiais militares do 2° Batalhão de Policia Rodoviária (BPRv), em conjunto com a Polícia Federal (PF), prenderam em flagrante na tarde de quinta-feira (16), um homem por tráfico de drogas que transportava 129,300 kg de cocaína na rodovia Arlindo Bettio, KM 075, altura do município de Rosana.
Durante a Operação Impacto, os agentes militares e federais abordaram um caminhão, Scania/R420 e durante uma vistoria veicular encontraram no interior da cabine 125 tabletes de cocaína.
A Ocorrência foi encaminhada para Policia Federal de Presidente Prudente e toda a droga apreendida.
A Prefeitura de Ibaté, por meio da Secretaria de Promoção e Bem Estar Social, está notificando as famílias que estão em descumprimentos das condicionalidades do Programa Bolsa Família - PBF, na área de educação e saúde.
As condicionalidades são compromissos assumidos tanto pelas famílias beneficiárias quanto pelo poder público para reforçar o acesso das famílias a direitos sociais básicos.
Para receber o Auxílio Brasil, é preciso cumprir requisitos de saúde, como vacinação e acompanhamento nutricional de crianças menores de sete anos e pré-natal de gestantes, e de educação, como taxas mínimas de frequência escolar.
O Centro de Referência da Assistência Social de Ibaté - CRAS, de acordo com o Protocolo de Gestão Integrada de Serviços, Benefícios e Transferência de Renda no âmbito do Sistema Único de Assistência Social- SUAS, tem como prioridade de atendimento as famílias que recebem Bolsa Família e que, principalmente estão em descumprimento de condicionalidades do referido Programa de transferência de renda.
A coordenadora do CRAS, Vilma Santos, aponta que o último relatório do PBF constam 38 famílias que estão com o benefício bloqueado no mês de março de 2023, por motivo de excesso de faltas escolares. “Essas famílias devem procurar o CRAS com urgência, para atendimento individual, a fim de receberem orientações sobre o auxílio, com o objetivo de superar tal vulnerabilidade. O bloqueio é o segundo efeito gradativo que as famílias tem, uma vez que reincidem na situação de descumprimento, nesse caso excesso de faltas escolares”, destaca.
Amanda Affonso, coordenadora da Secretaria de Promoção e Bem Estar Social, destaca que as condicionalidades são compromissos assumidos tanto pelas famílias beneficiárias quanto pelo poder público para reforçar o acesso das famílias a direitos sociais básicos. “Para receber o Auxílio Brasil, é preciso cumprir requisitos de saúde, como vacinação e acompanhamento nutricional de crianças menores de sete anos e pré-natal de gestantes, e de educação, como taxas mínimas de frequência escolar”.
O CRAS Cruzado está localizado na rua João Fabiano, 10, no Jardim Encanto do Planalto, em Ibaté, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com agendamento presencial ou pelo telefone 16 3343-5985.
SÃO PAULO/SP - O concurso 2.575 da Mega-Sena foi realizado às 20h deste sábado (18), em São Paulo. Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas e o prêmio de R$ 43.955.044,39 acumulou. O valor estimado pela Caixa para o concurso 2.576 é de R$ 54 milhões.
QUINA (5 acertos) - 69 apostas ganhadoras: R$ 61.915,50
QUADRA (4 acertos) - 5.767 apostas ganhadoras: R$ 1.058,27
O próximo sorteio da Mega-Sena será na quarta-feira (22).
por G1
BRASÍLIA/DF - O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirma que a proposta do governo Lula de barrar militares da ativa em cargos políticos visa tratá-los como "cidadãos de segunda categoria", e que a ideia de acabar com operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) "é só para tacar fogo no parquinho".
"Se você tem uma pessoa dentro do Exército, Marinha ou Força Aérea com competência específica para um cargo, você vai deixar de usar aquele servidor que nós, a nação, treinamos, conseguimos os meios para ele estudar e se aperfeiçoar? 'Não, eu vou deixar esse cara aqui, ele só serve para ir para a guerra'", diz à Folha.
Oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-vice-presidente da República afirma que não foi eleito para "liberar a gastança" e que dos presentes que ganhou quando estava no cargo só ficou com "boné" e "sacola".
Mourão diz ainda que foi Jair Bolsonaro (PL) quem o pediu para assinar a promoção do ex-secretário da Receita Federal Julio Cesar Vieira Gomes (envolvido no caso das joias sauditas e investigado por suposta pressão para amenizar punição a responsável por devassa em dados sigilosos de desafetos do ex-presidente) e de José de Assis Ferraz Neto, ex-subsecretário-geral.
Folha - O que o sr. vai priorizar neste começo de mandato?
Hamilton Mourão - Durante a campanha, eu disse que tinha dois grandes eixos onde iria centrar meu trabalho. Um ligado ao desenvolvimento econômico, que é a questão das grandes reformas que o país precisa --eu estarei trabalhando a reforma tributária, a questão da reforma administrativa, o apoio ao agronegócio. E tem o eixo social, que é uma trilogia de saúde, educação e segurança.
Folha - O sr. também apoia um novo marco fiscal?
Hamilton Mourão - O quão disposto está de contribuir com as pautas do governo? A realidade é a seguinte: a âncora fiscal que nós temos hoje, que é o teto de gastos, na minha opinião, estava fadada ao insucesso. Mas surtiu o seu efeito, que foi conter a expansão dos gastos públicos depois do, vamos dizer, festival que foi o segundo governo do presidente Lula e o governo Dilma [Rousseff]. Então ela freou essa expansão, mas [...] o governo ficou sem condições de investir. O nível de investimento caiu para o ponto mais baixo. Então é necessária uma nova âncora.
Folha - Então o sr. vai ajudar o governo. Desde que seja algo exequível, né?
Hamilton Mourão - Não estou aqui para liberar a gastança.
Folha - O sr. afirmou que, no caso das joias, provavelmente a corda vai arrebentar do lado mais fraco. O que o sr. quis dizer?
Hamilton Mourão - Eu estou acompanhando esse caso por aquilo que vem sendo publicado na imprensa porque eu jamais tive conhecimento dessa situação enquanto era o vice-presidente. Você tem em tese o transporte de um material que era um presente para o presidente da República e sua esposa que poderia ter sido feito pela mala diplomática, de outras formas. Se tem alguém que transportou isso da forma que não era correta, essa pessoa vai terminar pagando.
Folha - E o ex-ministro Bento Albuquerque? O sr. o vê do lado mais fraco?
Hamilton Mourão - Eu não sei. O ministro Bento não é nenhuma criança, né? Ele já prestou depoimento à Polícia Federal, que eu desconheço o teor. Conheço o caráter do ministro Bento e ele não ia se propor a fazer nada que fosse ilegal.
Folha - Após esse escândalo, o sr. passou a se questionar sobre algo que recebeu quando era vice?
Hamilton Mourão - Não, porque tudo que eu recebi foi boné, sacola. Então foram os presentes que eu recebi. Aqueles que eram presentes, vamos dizer assim, de maior valor, eu deixei no acervo da Vice-Presidência. Tem um depósito lá e estão no depósito.
Folha - Então quando o sr. fala que a corda vai romper do lado mais fraco, o sr. acha que Bolsonaro consegue se explicar?
Hamilton Mourão - Eu acho que tranquilamente, pô. Eu acho que é uma coisa simples. O TCU já deu cinco dias de prazo. Parte delas [das joias] estão lá na Receita Federal, no aeroporto de Guarulhos. É só recolher e mandar para o acervo da Presidência. Aquele outro pacote que teria ficado com o presidente, ele entrega e acabou. Morre o assunto.
Folha - O Senado tem prometido avançar sobre o caso das joias e da Abin. Como o sr. pretende se posicionar?
Hamilton Mourão - O caso das joias eu não tenho nada a ver com isso aí. Eu não tenho que me posicionar a respeito.
Folha - Pergunto do ponto de vista Legislativo.
Hamilton Mourão - Isso é uma perda de tempo e eu não estou vendo ninguém querendo criar CPI para isso. Sei que existe requerimento de informações. Sobre essa questão do sistema de monitoramento de telefone, para mim também é rolha, um troço bobo isso aí.
Folha - No dia 30 de dezembro, o sr. assinou a nomeação de chefes da Receita para embaixadas. Foi um pedido de Bolsonaro?
Hamilton Mourão - O presidente me pediu. O presidente, indo para o aeroporto, me mandou uma mensagem dizendo que tinham decretos --além desses tiveram outros ligados à área econômica--, para que eu os assinasse. E eu, por lealdade e dever de ofício, assim o fiz. Eu era presidente em exercício, competia a mim. Agora, se tinha sido acordado, se não tinha, não era uma questão que eu devia colocar em discussão.
Folha - Dois dos servidores também são investigados por suposta ação para amenizar punição a responsável por devassa em informações sigilosas de desafetos de Bolsonaro. O sr. vê relação entre esse caso e as nomeações?
Hamilton Mourão - Não... O que eu vejo era como um prêmio, né? Quando você manda um servidor público para fora do país é um prêmio. Em primeiro lugar porque você ter a felicidade de morar fora do Brasil cumprindo uma missão para o país é algo que enaltece o teu papel como servidor. Em segundo lugar porque há uma diferença pecuniária boa, né? Isso é bom para a família. Então eu vi como prêmio, nada mais que isso. De alguém que prestou um serviço à nação.
Folha - Mas o sr. acha que eles foram premiados por essa devassa na Receita?
Hamilton Mourão - Eu acho que devem ter sido premiados pelo trabalho que realizaram ao longo do período do governo do presidente Bolsonaro. Até porque essa devassa a gente não sabe se realmente ocorreu.
Folha - O PT quer mudar o artigo 142 da Constituição para acabar com a GLO. O que o sr. acha?
Hamilton Mourão - A missão constitucional é clara. A Garantia da Lei e da Ordem é por iniciativa de qualquer um dos Poderes constituídos. Então retirar não vai mudar em nada porque não existe outra força capacitada. Não adianta ficar sonhando com guarda nacional, com sei lá o quê, porque isso não vai sair do papel jamais. Como é que eu vou te dizer, é só para tacar fogo no parquinho. Nada mais além disso.
Folha - O governo prepara uma PEC para proibir militares da ativa em cargos políticos. O que acha da proposta?
Hamilton Mourão - Na realidade, ela quer tratar os militares como cidadãos de segunda categoria. A legislação é muito clara: se o militar vai concorrer a um cargo eletivo, ele vai ter que se filiar a um partido político [...] e entrar em licença [na Força].
'Ah, o militar da ativa não pode ocupar um cargo do governo.' Por que não pode? Se você tem uma pessoa dentro do Exército, Marinha ou Força Aérea com competência específica para um cargo, você vai deixar de usar aquele servidor que nós, a nação, treinamos, conseguimos os meios para ele estudar e se aperfeiçoar? 'Não, eu vou deixar esse cara aqui, ele só serve para ir para a guerra.'
Folha - Mas é também uma reação interna, das próprias Forças.
Hamilton Mourão - Não. As Forças, que eu saiba, não estão preocupadas com isso aí.
Folha - O Estatuto dos Militares diz que o militar deve 'abster-se, na inatividade, do uso das designações hierárquicas em atividades político-partidárias', mas o sr. continua se apresentando como General Mourão.
Hamilton Mourão - Não. O meu nome no Senado, qual é?
Folha - Nas suas redes sociais está 'General Mourão'.
Hamilton Mourão - O meu nome no Senado é Hamilton Mourão, e foi com esse nome que eu concorri. Não foi com o nome de General Mourão.
Folha - Mas nas redes sociais permanece como 'General Mourão'.
Hamilton Mourão - É aquela história: general eu sempre serei. E o artigo é muito claro: ele não proíbe, ele diz que 'deve abster-se'. Se fosse proibido, ninguém poderia usar. É uma questão de fundo ético e eu, dentro da minha ética profissional, quando me tornei candidato, tirei o nome 'general'.
Folha - Que balanço o sr. faz da participação dos militares no governo Bolsonaro?
Hamilton Mourão - Os militares que foram chamados pelo presidente Bolsonaro para compor o governo, na sua imensa maioria, eram da reserva. As coisas caem sempre em cima do pessoal do Exército. O ministro Bento [Albuquerque] foi ministro de Minas e Energia sendo almirante da ativa e isso nunca foi mencionado porque é da Marinha. Passa despercebido. Agora, o [Luiz Eduardo] Ramos, o [Eduardo] Pazuello, essa turma era citada quase diariamente, e porque é do Exército.
Folha - Por que o sr. acha que lembram sempre do Exército?
Hamilton Mourão - O Exército é o grande irmão, né? É o Exército que acolhe todo mundo, que está presente em todos os cantos do país. A Marinha é muito concentrada no Rio de Janeiro e em algumas outras capitais. A Força Aérea está mais espalhada, mas aparece nas suas missões humanitárias.
Folha - Então o sr. acha que isso não está ligado a uma crise de imagem do Exército ou a 1964?
Hamilton Mourão - Não. Eu acho que o Exército não tem que ser amado nem querido. O Exército tem que ser temido. É para isso que ele existe.
Folha - Temido internamente?
Hamilton Mourão - Interno é respeito; externo, temido.
Folha - O líder do PT no Senado, Jaques Wagner (BA), disse à Folha que a resistência dos militares a Lula vem da lavagem cerebral feita pela Lava Jato. O sr. vê algum paralelo?
Hamilton Mourão - Eu discordo do meu caro amigo senador Jaques Wagner. A questão é muito clara: o presidente Lula foi julgado e condenado por corrupção em três instâncias. Depois, [a condenação] foi desfeita porque o julgamento não deveria ter se iniciado em Curitiba, e sim em Brasília. Ele foi julgado e condenado, isso ninguém pode varrer para debaixo do tapete.
Folha - Havia também suspeição sobre quem o julgou.
Hamilton Mourão - O [Sergio] Moro era suspeito? E os três juízes do TRF-4? E os cinco juízes do STJ? Todos poderiam ter dito 'não, esse processo não procede'. Então não foi um homem só. A realidade é uma só.
Folha - Um dos principais fatos que ligam o lava-jatismo às Forças Armadas é o tuíte do ex-comandante Villas Bôas na véspera do julgamento de Lula no STF. O sr. acha que foi adequado?
Hamilton Mourão - Eu acho que foi. Foi simplesmente um alerta do comandante do Exército. O STF se sentiu pressionado? Se se sentisse pressionado, sentiria pressionado ad aeternum [para sempre].
Folha - Um alerta para quê?
Hamilton Mourão - Um alerta para um fato real de uma pessoa que tinha sido efetivamente condenada.
RAIO-X
Hamilton Mourão, 70 É senador pelo Rio Grande do Sul, general da reserva do Exército e ex-vice-presidente da República do governo Bolsonaro. Cursou a Academia Militar das Agulhas Negras, escola de formação de oficiais do Exército, e foi comandante militar do Sul.
por THAÍSA OLIVEIRA E CÉZAR FEITOZA / FOLHA de S.PAULO
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