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USP São Carlos inicia nova frente na luta contra o câncer de ovário

USP São Carlos inicia nova frente na luta contra o câncer de ovário Destaque

Escrito por  Jun 06, 2026

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP)), Universidade Federal de São Carlos, Embrapa Instrumentação e Universidade Federal de Ouro Preto apontam resultados promissores obtidos em laboratório para o combate ao câncer de ovário, em estudo publicado na revista internacional ACS Omega.

A pesquisa investigou compostos metálicos à base de cobre coordenados a ligantes nitrogenados e identificou substâncias com elevada atividade antitumoral, indicando um possível caminho para o desenvolvimento de terapias mais eficazes no futuro.

Os pesquisadores desenvolveram cinco variações desses compostos e avaliaram seus efeitos em diferentes tipos de câncer, incluindo ovário, pulmão e mama. Entre os resultados, um dos compostos se destacou ao apresentar desempenho significativamente superior ao da cisplatina — um dos principais medicamentos utilizados atualmente na quimioterapia — especialmente no combate ao câncer de ovário.

De acordo com o estudo, a substância atua diretamente em processos fundamentais das células cancerígenas. O composto reduz a capacidade de proliferação tumoral, interfere na formação de novas colônias celulares e provoca alterações internas capazes de induzir a destruição dessas células. Os resultados também sugerem mecanismos múltiplos de ação, incluindo interação com o DNA e comprometimento de processos celulares essenciais para a sobrevivência tumoral.

Outro aspecto considerado relevante pelos pesquisadores foi a forte atividade observada mesmo em baixas concentrações. Nessa condição, o composto já foi capaz de reduzir significativamente a formação de colônias de células cancerígenas, característica considerada importante para limitar a progressão do tumor.

Além da atividade citotóxica, os pesquisadores investigaram parâmetros biológicos relacionados à proliferação celular e interação com biomoléculas, permitindo uma compreensão mais ampla do potencial terapêutico desses compostos.

A pesquisa reuniu especialistas de diferentes áreas, incluindo química inorgânica, cristalografia, biofísica e biologia celular. Segundo os autores, os resultados representam um avanço relevante, embora ainda preliminar, já que os testes foram realizados exclusivamente em ambiente laboratorial.

Os próximos passos envolvem estudos mais complexos para avaliar o comportamento dessas substâncias em organismos vivos. Somente após essas etapas será possível determinar se os compostos poderão futuramente ser transformados em medicamentos seguros e eficazes para uso clínico.

Assinam esta pesquisa os cientistas Alexandre B. de Carvalho (primeiro autor e pesquisador correspondente); Marcos V. Palmeira-Mello; Paulo N. de Souza; Saulo H. Mendes Abe; José Balena G. Filho; Marcelo B. Andrade; Rodrigo S. Corrêa; Alzir A. Batista e Javier Ellena (pesquisador correspondente).

Esta pesquisa contou com os apoios da FAPESP, FAPEMIG, CNPq e CAPES.

Confira no link o original desta pesquisa

https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsomega.5c11889

Redação

 Jornalista/Radialista

Website.: https://www.radiosanca.com.br/equipe/ivan-lucas
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